No início do ano perguntei a um amigo, que é expert em economia, que sugestões de leitura ele daria para quem quer/precisa entender mais sobre economia.
Para minha surpresa, ele não indicou nenhum livro, apenas algumas leituras resumidas sobre os principais economistas e suas teorias. Disse também que os livros de economia são, em sua maioria, muito chatos.
Sua principal recomendação foi: leia semanalmente a revista “The Economist“.
Naquela mesma semana, já tendo comprado um “big” livro de introdução a economia (que deixei “estocado”), comprei minha primeira The Economist. Na mesma semana assinei a revista.
Tem sido uma experiência fantástica. Tenho lido bastante, sobre temas variados. Estou gostando demais do estilo da revista, da forma como explica, com clareza, profundidade, mas sem ser chata ou arrogante. Penso que conseguem fazer um bom balanceamento dos assuntos (sempre com uma visão de “economista”).
Tem sido interessante, pois com uma leitura semanal, consigo me atualizar em uma séria de áreas de conhecimento, com acesso a matérias de alta qualidade. A edição em áudio também é ebm interessante. Estou pensando em comprar um sim MP3 para o carro (faz mais de um ano que tenho o carro, ainda sem som… rs..).
A leitura da Econmist também despertou meu interesse ao comparar com as capas das revistas nacionais. A Economist dessa semana é sobre a saída do Fidel Castro do poder, com o título “Castro´s legacy”, com um Cohiba apagado num cinzeiro.
A Veja dessa mesma semana tem como capa o título “Já vai tarde”. Apesar de não gostar do Fidel Castro, achei o título desrespeitoso, simplista e unilateral. Não sei o que a matéria completa diz, até porque a capa me desestimula muito a comprar/ler tal revista. Mesmo com os inúmeros problemas de Fidel, como “el paredon”, acesso a internet para menos de 2% da população e é claro a ditadura de mais de 40 anos, Fidel fez bastante coisa e conseguiu algumas vitórias e feitos importantes. Simplificar não é a solução, para quem se propõe a informar.
Em relação a Fidel, a revista fez, algumas edições atrás, um comentário com um humor digno de nota. Lula há cerca de um mês visitou Fidel Castro, saindo da visita declarando que Fidel estava com uma saúde perfeita. Poucos dias depois o governo de Cuba emitia um parecer oficial sobre os problemas de saúde de Castro. Algumassemanas depois, Fidel deixava o poder. Na Economist, a pequena nota sobre essa visita tinha o ótimo título “Dr. Lula”.
Outro ponto curioso, já levantado por um outro amigo. As revistas nacionais “copiam” os temas das matérias da Economist. A capa da atual Época Negócios é sobre a Tata, empresa indiana que vai produzir um carro ao preço de US$ 2.500. Foi matéria na Economist há umas 4-5 semanas. A capa da Época da semana passada era sobre a possibilidade (agora real) de turismo no espaço, que também foi tema de matéria da Economist há umas 3-4 semanas.
Em 2006, Eduardo Gianetti da Fonseca, quando palestrou em nosso evento em Uberlândia/MG, me disse que a única leitura semanal (ou diária) dele era a revista. Não lia jornais ou revistas. Apenas The Economist, ouvia as rádios CBN e Jovempan no banho ou no táxi (ele não tem carro). O restante do tempo ele usava para ler livros. Achei muito interessante.
Até o momento estou conseguindo ler a revista toda semana (acabei a última hoje – sábado), não ficando com uma “pilha” de revistas acumuladas. Estou gostando muito, tem valido muito a pena.
E você, como se atualiza?


O Blue Bus publicou meu curto comentário sobre a capa de Veja e The Economist.
Veja em:
http://www.bluebus.com.br/show.php?p=2&id=82242&st=busca