Medo da crise, por Marinho do Bluebus

grito

Luiz Alberto Marinho, do Bluebus, escreveu hoje um artigo muito bacana sobre as percepções das classes C e D em relação a crise financeira mundial. O resumo: a crise não chegou, mas o medo sim. Graças ao barulhão que a mídia vem fazendo.

Veja algumas partes do artigo, que considero mais interessantes.

76% estao preocupados ou muito preocupados com a crise, 90% pensam que o país será afetado por ela e 88% dizem que a própria família sofrerá de alguma maneira as consequências desse problema.

Mesmo sem entender direito o que acontece no mundo, 61% dos brasileiros que habitam a base da pirâmide social cogitam pisar no freio e adiar a realizaçao de sonhos de consumo. Os mais preocupados sao os que moram no interior, as mulheres e os mais velhos.

Entre as medidas que poderao ser adotadas, caso a situaçao piore de fato, estao a diminuiçao dos gastos, a reduçao do grau de endividamento, a busca por mais um emprego e o adiamento de compras planejadas para o ano que vem, especialmente a aquisiçao de automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos, a reforma da casa e a compra de imóveis.

Os setores que sofreriam menos, se a crise bater na porta das classes C e D, seriam os relacionados com limpeza, saúde, moradia, alimentaçao e educaçao. Os maiores cortes seriam em lazer, vestuário, cartoes de crédito e celulares.

O grande termômetro do pessimismo do consumidor popular brasileiro será este Natal. Nada menos do que 63% dos entrevistados pensam em mudar a forma de presentear.

Acho que ele tem razão. A crise não chegou, mas vai chegar. E deve apertar mais quem vende produtos de maior investimento, processo de decisão longo e também os supérfluos.

Vale a pena ler na íntegra. Como de costume, o artigo do Marinho é curto, informativo, com opinião embasada. É um dos meus especialistas de marketing favoritos. Sou leitor desde 2002.

 

Leave a Reply