Recebi essa semana pelo Twitter uma dica curta e muito boa sobre invisible branding, ou branding invisível, pelo Ricardo Jordão. O slide em PDF (imagem acima) mostra as ações de uma empresa que ajudam a contruir uma marca (para o bem ou para o mal).
Gostei muito dessa separação entre visível e invisível e acho que cada vez mais a parte “invisível” tem mais importância. Fiz inclusive uma reflexão de que empresas que ajudem seus clientes a fortalecer essa parte “oculta” terão mais sucesso. E empresas que focarem cada vez mais nisso também terão mais sucesso.
Vejo também que esse slide pode ajudar numa reflexão para aqueles que acham que a propaganda está cada vez com os dias contados. Se você pensar de uma forma mais ampla (mais invisível), verá que há inúmeras oportunidades para sua própria empresa e também para quem presta serviço vendendo oportunidade de comunicação e branding para outras empresas (como eu rs..).
Da lista dos itens invisíveis:
- visão do CEO
- treinamento da equipe
- estratégia de preços
- relacionamento com clientes
- empresa gera real valor para cliente
- forma de trabalho da equipe de vendas
- patrocínio de eventos
- relações públicas (o CEO ajuda muito aqui)
- escolha dos canais de distribuição
Uma lista muito bacana de coisas que até pouco tempo atrás não eram consideradas estratégia de marketing.

Assisti hoje um vídeo no youtube muito bom sobre a crise do sub-prime nos EUA. O vídeo é bom por ser um excelente exemplo de como comunicar visualmente suas idéias. Achei as animações que ilustram o que o narrador diz. Muito mais fácil e eficiente de se assimilar.
Assista ao vídeo, abaixo:
Alguns detalhes legais:
- o tamanho de cada coisa
- o movimento que cada objeto faz na tela
- o perfil da família prime e sub-prime
- a explicação de como a alavancagem (leverage) funciona
A dica é do Fábio Seixas, pelo Twitter, que é inclusive onde eu tenho recebido mais coisas legais ultimamente.

Matéria do jornal Folha de S.Paulo de hoje diz que Piracicaba vale o final de semana. Saiu no caderno de turismo e mostra as atrações da cidade que escolhi morar (ou que me escolheu).
Alguns dos destaques da matéria:
- A Esalq (faculdade que estudei)
- A ponte pênsil sobre o rio Piracicaba
Aproveito para marcar aqui as coisas que gosto de fazer em Piracicaba e recomendo:
- correr na Esalq à noite
- comer um peixe assado (Piapara ou Filhote) na beira do rio
- tomar um chopp no Deck
- andar no parque da rua do porto
- tomar um café espresso na Assaggio ou no Salgot
- ir no engenho e conhecer a ponte pênsil (foto acima)
- ver os balões (uma vez por ano rs..)
- visitar o Monte Alegre (e talvez morar lá um dia)
Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.
Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).
Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.
Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.
Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.
Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)
Bons negócios!
PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.
Em meio a crise nos EUA, o Twitter conseguiu mais US$ 35 milhões de investimento. O site é um sucesso, mas eles ainda não tem a menor idéia de como vão ganhar idéia. O Techcrunch entrevistou um dos investidores e a resposta principal foram os seguintes pontos:
- Sistema aberto. Qualquer um pode construir novos serviços por cima do Twitter. Sua API é uma das mais usadas atualmente. Muita gente desenvolveu sistemas para IPhone, Facebook e até Orkut, por exemplo. E é possível pesquisar dentro desses dados.
- Tempo real. É um enorme banco de dado do que está acontecendo agora.
- Em todos lugares. Você pode acessar de quase qualquer aparelho.
- Escalável. Eles acreditam nisso (ano passado o sistema teve sérios problemas de escalabilidade, gerando até a expressão “baleiou”, pois aparecia um desenho de baleia sendo carregada por passarinhos na tela de erro).
- Persistente. Um arquivo do que está acontecendo e do que aconteceu.
Achei interessante essa avaliação, pois mesmo não tendo um modelo de negócios, há gente acreditando de verdade nesse novo site, que quem ve de fora, geralmente não entende. Ele pode se tornar um dos principais serviços sociais da internet no futuro próximo.
Se você se interessa pelos assuntos desse blog, pode ser uma boa “me seguir” no Twitter.
O link original do artigo do Techcrunch é IVP’s Chaffee: Why I Invested In Twitter.

Na semana passada, quinta-feira, participei do evento organizado pelo IAB Brasil sobre Mobile Advertising. Acredito que essa área vai crescer muito e é uma das linhas que quero aprender e me especializar.
Veja uma das melhores palestras do evento, feita pelo Abel Reis, da Agência Click.
Comentários
A palestra inicial do IAB tinha dados muito bons, mas parecia que tinha sido feita para ser usada sem o apresentador. Slides com muito texto, para serem lidos.
Internet é mídia de massa ou massa de mídias de nicho? Acho a segunda descrição mais correta. Foi uma das coisas simples que ouvi no evento, que mais ressoou comigo. Esse é um caminho interessante. Mais do que milhões e milhões de internautas, temos a possibilidade de falar com nichos, ou 1-to-1, de forma eficiente.
Celulares ativos no Brasil:
- 23 milhões de linhas em 2000
- 122 milhões de linhas em 2007
- 150 milhões de linhas em 2008 (crescimento incrível !)
- até 1 salário miníno: quase 50% tem celular
Por idade:
- 25-34 anos: 80% tem celular
- 35-44 anos: 70%
- 45-59 anos: 60%
- acima de 60 anos: entre 30-40%
Das 150 milhões de linhas ativas, 60% usa SMS e 7,3% usa internet, o que dá 11 milhões de pessoas. Comparável ao número de pessoas que usa tv por assinatura no Brasil: 5,5 milhões de lares, ou cerca de 16,5 milhões de pessoas.
Dois caminhos
De forma resumida, foram apresentados dois caminhos para mobile marketing:
- Presença de marca. Envio de publicidade para quem aceita, seja SMS, ou outros formatos. Mais baseada na propaganda tradicional, na interrupção. Acho que tem menos potencial. Cada dia menos gente vai ser opt-in.
- Ativação do consumidor para interação. Mais interessante, mais difícil de fazer bem feita e com maior potencial futuro. Baseada na permissão e na relevância. Acho que é a área com mais futuro.
Como Comite de Mobile do IAB pode ajudar:
- Ofertas – ensinando ao mercado como comprar, como usar.
- Audiência – quantificação, qualificação e segmentação do mercado.
- Resultados – mostrando e divulgando métricas e cases de sucesso.
Cases – Estadão
O Foto-repórter do Estadão recebe de 60 a 200 fotos por dia, e tem 10.000 pessoas cadastradas. Achei bem interessante.
A página mobile do Estadão teve 20 mil page views em janeiro de 2008, em janeiro desse ano 888 mil page views. Aumento muito grande. O Estadão também tem vídeos dentro do portal Claro Idéias.
Acreditam que muita gente que usa pouco o PC vai usar mais o celular para acessar a internet. Isso deve ser muito verdade para redes sociais.
Fotos e notícias geo-referenciadas são uma tendência interessante.
Prateleira da oferta
O mobile advertising precisa passar da vitrine da inovação para a prateleira da oferta. Essa foi uma das frases que ouvi, que melhor resume a situação atual. Há vários exemplos, mas ainda estão mais para um carro-conceito do que para um produto comercial, disponível amplamente no mercado.
Mídia digital é a mídia da crise
Mais fácil de medir, interativa, grande audiência. Essa frase foi dita pelo Abel Pereira, da Agência Click, uma das pessoas mais inteligentes que conheci no evento.
Sites mobile
Há um ano, ninguém falava em sites mobile, hoje muita gente usa. Seja pelo aumento do 3G, do IPhone, dos novos smartphones. Disse a empresa Predicta, especializada em medições web.
Mobile marketing 2009 = web marketing 1999
No final do evento, uma mesa para debate e perguntas do público. Tive a oportunidade de fazer a primeira pergunta (foram apenas 2). Mandei:
“Muito do que ouvi aqui hoje sobre mobile marketing lembra a conversa sobre web marketing de 10 anos atrás. Hoje a web é a segunda maior mídia do Brasil, tem métricas, cases, interação, enfim, tudo para ser uma grande mídia e apenas 3,4% dos investimentos vão para essa mídia, o que gera até uma certa frustração. O que podemos aprender com o exemplo da web, para que isso também não ocorra com o mobile marketing, que tem um potencial enorme?”
As respostas, de todos da mesa, foram interessantes. Coloco aqui os principais pontos, em tópicos:
- Uma vantagem do celular, sobre a web, é que atinge também as classes C, D e E.
- É preciso explicar mais como funciona, como usar, para anunciantes e agências. Acho que esse é um ponto interessante, e nos primórdios da web, isso foi feito pouco.
- Não falar só nos grandes números, mas nas possibilidades de segmentação real.
- Não pensar em cobertura (número de pessoas atingidas pela mensagem) e pensar em segmentação. Um dos cases foi uma ação do sabão OMO, que o SMS funcionava como outdoor mobile. Foi enviado apenas para mães (com opt-in) que moravam perto de um determinado supermercado, onde o OMO fazia uma promoção.
- Padronização dos formatos de anúncios.
- Lembrar que as operadoras trabalham num mercado altamente regulamentado, é uma concessão do governo. Esse é um dos motivos, para o mercado ser tão travado para ações de marketing mobile.
- Ter um foco além das métricas, que existem e podem ajudar muito. O foco deve ir para afinidade. Quem falou isso foi a Elisa Calvo. As marcas têm uma importância grande e não dá para pensar apenas nas métricas, pageviews, visitantes, etc. Um site com grande reputação precisa ser visto de forma diferente de um outro que tem a mesma audiência, mas não tem a mesma reputação.
Achei muito boa esse último item. Acho que o caminho é por aí mesmo. Me lembrei do Seth Godin, no curso de um dia dele, quando disse a um participante que estava desenvolvendo uma plataforma de publicidade para celulares: “não inclua métricas de cliques!”
Ele recomendou que se vendesse apenas número de impressões de banners na tela do celular e não cliques, defendendo que o número de cliques seria baixo e as pessoas iriam considerar isso ruim. Foi interessante porque a maioria das pessoas pensam apenas em métricas. Um exemplo que mostra isso é o investimento muito maior em outras mídias, que não têm métricas tão avançadas quanto a web.
Não consigo explicar muito bem o que é a “afinidade” descrita pela Elisa, mas acho que é por aí. Foco demais em métricas de publicidade pode dificultar e não facilitar o uso de uma nova mídia. Acho que isso ocorreu com a web e pode ocorrer com o celular.
Para se escolher uma mídia ou um veículo, eu usaria mais do que números puros, mas também reputação, credibilidade, qualidade do conteúdo. Associar sua marca a um veículo que tem essas características fortes na sua própria marca é muito importante. Igual ou mais do que apenas números.
Padrões
Eric Santos, da Praesto, postou um material interessante disponibilizado pela IAB e MMA, com padrões para publicidade em celulares.
Conhecia o Eric pelo Twitter e já trocava várias informações e dicas com ele. O evento foi uma oportunidade de conhecer uma pessoa nova, inteligente e com interesses parecidos. Ele já leu vários livros que eu gosto. Início de uma amizade e quem sabe até negócios juntos.
Durante o evento usei bastante o Twitter para postar minhas observações em tempo real. Foi muito legal, enquanto a bateria do notebook durou. Várias outras pessoas fizeram o mesmo, o que torna o evento mais interessante. Meu próximo notebook (ou netbook, eu acho) vai ter uma bateria de longa duração.
Veja abaixo alguns dos meus comentários no Twitter, feitos ao vivo, aqui editados para facilitar:
- Dois caminhos mobile marketing: presença de marca (interrupção) e ativação do consumidor para interação (permissão), prefiro a 2a opção.
- Terence Reis inicia palestra explicando pq sua palestra travou (ele usa Mac, e o evento PC) :-)
- 1° SMS em 1992, 1° ringtone em 1997, em 1999 SMS entre operadoras. É muito novo mesmo.
- Nos EUA, apenas 10% das maiores empresas tem site movel. Falta conteudo.
- Nos EUA, muita gente tem plano de dados, mas nao sabe o que fazer com isso
- No mundo se investe US$0,70 por usuario em mobile mkt, no Japao é US$ 6,00/usuario
- No Japão, mais gente usa internet pelo celular (3G) do que pelo computador. Interessante e acho q pode ocorrer no BR em 2-3 anos
- Na Am Latina 2% tem 3G, no Japao 70%
- Wi-Fi é a forma utilizada por 8% dos acessos de dispositivos moveis
- Agenda comum no mundo para mobile mkt: metricas, escala e educação.
- Interessante uso do SMS segmentado por idade e região da cidade pelo OMO. Claro diz 18mi clientes aceitam propaganda.
- Dados muito bons, interessantes. Alguns palestrantes poderiam ter mandado só o PPT. Com tudo na web, barra de corte para palestras aumentou.
- Mobile tv, uma maneira de colocar spots de 30´para tv no celular. Carnaval RJ vai passar no celular, com 2 patrocinadores
- Mobile tv, 400mil acessos no SP fashion week
- Google Latitude vai permitir no futuro anuncio para a pessoa que está naquela rua, naquela regiao. Segmentacao de municipio para CEP.
Ainda estou na busca pelos PDFs das palestras. Quando tiver, aviso por aqui.
Gostei muito desse pequeno texto de autoria provável do Luiz Fernando Veríssimo. Já tinha lido antes, e vi hoje a noite no lugar onde jantei em São Paulo.
“Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando…
Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu…”
Luiz Fernando Veríssimo
Essa frase é muito boa para aqueles que acreditam que podem fazer sua história, e não esperar para as coisas acontecerem. Pode ser que nem sempre de certo, mas é muito improvável que você vá longe, só esperando que a maré te leve.
Uma boa reflexão para fechar o dia, que (também) foi cheio de idéias.

Hoje, participando de uma reunião de negócios, não consegui deixar de perceber que do outro lado da mesa havia uma simpatia enorme. Na forma de falar, explicar, sorrir dizendo não ou mesmo oferecendo um café.
Saindo da reunião, fiquei pensando como isso vale. Como faz a diferença. Mesmo recebendo uma negativa para várias perguntas e dúvidas minhas, a pessoa do outro lado estava sempre com um olhar tranquilo, e um sorriso simpático.
Como isso pode ajudar a fazer bons negócios. Ningém gosta de fazer negócios, interagir com carrancudos, chatos e arrogantes. Quando você encontra uma pessoa que tem uma simpatia especial, isso marca, facilita e abre portas. Um detalhe, que faz a diferença.
Quer vender mais? Ser simpático pode não resolver, mas que ajuda, ajuda (e muito).

A Amazon lançou hoje nos EUA a versão 2 do Kindle, o leitor de e-books mais famoso do mundo. O produto parece ser bem melhor do que o primeiro.
As principais mudanças (são melhorias incrementais, nada revolucionário):
- muito mais fino
- mais leve
- mais nítido
- bateria dura mais
- usa tecnologia 3G (download mais rápidos)
- tem mais memória
- botões “próxima página” e similares muito menores, o que melhora muito o manuseio do aparelho (essa para mim é a melhor mudança no design)
- parece haver uma funcionalidade onde o aparelho “lê” o livro para você (se for uma voz de máquina falante, é difícil aturar rs…)
O que realmente faltou:
- o grande salto do Kindle será quando ele permitir que você interaja com outros leitores e quem sabe até com os autores do livro. A coisa mais legal de um livro, depois de lê-lo, é conversar sobre ele com amigos. Se o Kindle facilitasse isso, seria uma coisa incrível, um segundo salto na revolução que a Amazon está fazendo no hábito milenar de ler.
Aproveite e veja as fotos.


O que outras empresas estão fazendo
Outras empresas estão procurando reagir, além do óbvio e irrelevante rival da Sony. O Google está lançando um versão do Google Books para celulares e editora Penguim uma versão online (Penguim 2.0) onde os leitores podem interagir sobre os livros que lêem.
Imagino que esse novo Kindle vai aumentar muito a vontade de quem não tem, de ter um. Até porque agora há um jeito simples de comprar os livros do Brasil. Mas acho que muito pouca gente vai trocar o primeiro pelo segundo (como eu).
Hoje recebi um email da Amazon me oferecendo o novo Kindle, como um privilégio por eu já ter um. Achei que forçaram um pouco a barra. Outro exagero foi a carta na home da Amazon. Quando lançaram o primeiro, a carta era incrível, contava uma história. Essa de hoje não passa de uma lista de atributos.

Li essa semana um post muito bom sobre o que apaixona empreendedores. Não é o fato de empreender, mas seus clientes e seus produtos. Achei muito interessante.
Ser empreendedor tem uma série de pontos que podem ser considerados negativos, como trabalhar muito, correr riscos, ser pouco (ou nada) recompensado. Ter uma grande chance de fracassar.
Grandes empreendedores têm paixão por seus clientes e pelos produtos que desenvolvem, e não por serem grandes empreendedores.
Um bom lembrete, para esses tempos de crise: esqueça o que você não pode influenciar e ataque os 2% que estão ao seu alcance. Ligue para seus clientes, melhore seu produto.
Pode estar muito mais difícil vender hoje, do que há um ano. Mas você pode estar muito melhor hoje do que há um ano atrás.
Uma frase que li hoje: “Se você não está melhorando, com certeza está piorando”.

O Twitter está organizando uma série de eventos no dia 12-fevereiro-2009, em inúmeras cidades do mundo, com o objetivo de reunir (offline) pessoas que usam o serviço e arrecadar fundos para uma instituição que constrói sistemas de fornecimento de água em países do terceiro mundo.
A página de São Paulo é saopaulo.twestival.com.
Interessante. Vão dar uma turbinada no negócio deles, gerar muita mídia espontânea e ainda arrecadar uma boa grana para uma instituição bacana.
Acabo de ler um post muito bom com 10 dicas para uma grande liderança em tempos de crise. Gostei muito e concordei com tudo.
- Trabalhe duro. É sério.
- Demonstre confiança e otimismo. Não significa acreditar em duendes.
- Não esconda a verdade.
- Peça ajuda a todos de sua equipe.
- Não fale mal da sua equipe, empresa, etc. Foque no que vocês podem fazer.
- Não se aproveite do fato do mercado de trabalho estar “comprador”.
- Tempos difíceis são uma oportunidade para mudar e inovar.
- Colabore entre diferentes funções e áreas da empresa.
- Comunicação, comunicação, comunicação.
- Lembre-se: é uma oportunidade de você melhorar.
Me lembrei de três frases muito boas que li recentemente:
- Nos bons momentos ninguém faz as perguntas difíceis, em material sobre a crise do varejo.
- Crise é uma coisa terrível para se desperdiçar, Jim Collins, em palestra no Brasil em 2008.
- Que você viva em tempos interessantes, provérbio chinês.

Recebi do Prof. Roque, diretor da Esalq, um livro em PDF sobre os 75 anos da USP e as contribuições da Esalq. O livro é um registro interessante, tem depoimentos de muitas personalidades do agronegócio brasileiro e foi lançado também em versão eletrônica, em PDF, o que facilita muito sua distribuição.

Eu e meu sócio, Marcelo Carvalho, estamos lançando um novo blog sobre empreendedorismo em Piracicaba. Fica aqui o convite para que você acesse e conheça.
Já escrevemos alguns posts:
- Meritocracia: sua empresa realmente aplica?, Marcelo analisa a meritocracia nas empresas. Uma das frases dele é “nossa experiência indica que normalmente isso não ocorre”.
- Erros mais comuns de vendedores jovens, meu comentário sobre artigo muito bom da revista INC americana.
- Como apresentar suas idéias, por Guy Kawasaki, no livro Arte do começo, um resumo sobre as recomendações para palestras e apresentações de um dos melhores palestrantes que conheço. Eu uso essas dicas e funciona mesmo.
- Posicionamento, por Guy Kawasaki, no livro A arte do começo, como se posicionar no mercado, meus insights depois de ler Guy Kaeasaki.
- Dicas do livro “A arte do começo”, de Guy Kawasaki, a arte de começar, um resumo do primeiro capítulo do livro que mais recomendo para empreendedores.
- Porque estamos lançando esse blog, por Miguel Cavalcanti e Marcelo Carvalho, uma explicação, a quatro mãos, dos motivos de estarmos montando esse novo blog.
Sugestões são muito bem vindas. Acesse, conheça e participe.
Maria Lúcia Moraes, amiga da família há décadas, fez uma palestra na AMCHAM há algumas semanas muito bacana sobre redes de relacionamentos. Infelizmente não pude ir, mas ela colocou a apresentação no slideshare.
Os principais pontos, na minha opinião, da palestra dela:
- bons relacionamentos podem abrir portas, ou encurtar a fila
- relacionamento só existe quando você também ajuda o outro
- pense em qualidade, diversidade e quantidade
- você precisa gostar (realmente) de gente
- se dedique a seus relacionamentos
- tenha um blog
Eu acho que a chave para ser bom em relacionamentos é estar disposto a ajudar os outros.
Veja a apresentação completa abaixo:
PS: tem uma citação ao meu blog, de uma forma até engraçada. :-)
Artigo da Economist essa semana mostra o crescimento das vendas de música online em 2008. Já representa 20% de todo o faturamento com venda de músicas, um número interessante. A estimativa é de que 95% das músicas são pirateadas, só 5% paga.
Eu acho que uma parte significativa desse pirateamento é benéfico para os músicos, que podem se divulgar, vender shows, souvenirs, etc.
Para as gravadoras aí é outra história. Eles não têm idéia ainda de como ganhar dinheiro nessa nova realidade, onde é barato gravar uma música e grátis para copiar. Como ouvi outro dia: “nunca se ouviu tanta música como hoje, mas a maioria das empresas não tem a mínima idéia de como lucrar com isso”.
Veja o gráfico abaixo, tirado da Economist.com:

Acabei de ler um artigo muito interessante sobre como lidar com a crise, sem ser otimista demais ou pessimista em exagero.
…fazer todas essas perguntas o tempo todo pra mim mesmo, tentando ser bastante auto-crítico mas sem virar um pessimista, duro e questionador quanto a existência de oportunidades, realista como o momento pede em projeções e custos, com o cuidado de não matar o negócio e, principalmente, um gestor atento e incansável da montanha-russa das emoções…
Leia o texto na íntegra, acessando o site EmpresaBRASIL.
Gosto muito de ler os artigos do Bob. São curtos e com uma frequência grande me ajudam. Seja com uma idéia, seja como motivação. Seja como um pequeno momento de reflexão. Mais importante do que o que leio, é o que faço com isso.

Acabei de assitir no slideshare uma palestra sobre varejo e a sobre a feira NRF 2009, preparada pelo Luiz Alberto Marinho. Ele escreve para o site Blue Bus há anos e sempre acompanho seus artigos e comentários. É uma das minhas principais referências sobre marketing, brasileiras.
Veja os slides que ele colocou no slideshare, abaixo:
Os principais dados da apresentação:
- As vendas em dezembro caíram 9,8% nos EUA.
- 61% gastam menos em eletrônicos 64% gastam menos em roupas 62% gastam o mesmo ou mais em supermercados.
- 68% comem em casa em lugar de comer fora 50% comemoram ocasiões especiais da família em casa
- 87% trocaram de marca, por outras mais baratas ou marcas próprias do supermercado
- 1/3 trocaram marcas de roupa por marcas próprias de lojas de departamento.
- No 1º semestre de 2008, 49% dos domicílios brasileiros compraram ao menos uma vez um item de marca própria (18 milhões de lares).
Tendências interessantes de se acompanhar, entender e aplicar:
- “Cheap Chic”, exemplo Havaianas.
- Seu produto entrega: refúgio, proteção, simplificação e indulgências?
Frases que te fazem pensar:
- “As pessoas não vão comprar mais coisas. Elas vão tirar mais das coisas que compraram”. Matt Thornhill
- “Hard questions are not made during good times” H. Lee Scott
Como o Varejo está enfrentando a crise?
- Desperdício: Cortar Custos, Diminuir Riscos, Reduzir Tamanho de Lojas.
- Eficiência: Investir no capital humano, Adotar estratégias multicanal, Revisar portfólio de fornecedores.
- Clientes: Melhorar a Experiência de Compra, Investir em Mercados Emergentes e Fortalecer a Marca.
Os que mais gostei:
Indivíduos passarão de espectadores passivos para co-participantes do processo de desenvolvimento de produtos, pontos de venda e da comunicação.
O Grand finale:
“Nós temos somente 2 fontes de vantagem competitiva:
- A capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que nossos concorrentes.
- A capacidade de transformar esse conhecimento em ações, mais rápido que nossos concorrentes.”
Jack Welch.
Marinho completa, com a 3ª vantagem: acreditar.



