Desconfie do destino, de Luiz Fernando Veríssimo

Gostei muito desse pequeno texto de autoria provável do Luiz Fernando Veríssimo. Já tinha lido antes, e vi hoje a noite no lugar onde jantei em São Paulo.

“Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando…

Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu…”

Luiz Fernando Veríssimo

Essa frase é muito boa para aqueles que acreditam que podem fazer sua história, e não esperar para as coisas acontecerem. Pode ser que nem sempre de certo, mas é muito improvável que você vá longe, só esperando que a maré te leve.

Uma boa reflexão para fechar o dia, que (também) foi cheio de idéias.

 

6 Comments


  1. É boa, mas acho improvável que seja dele. ;-) Abçs.

  2. Grande Miguel,

    Também cai nessa armadilha. Todo mundo cita o Veríssimo como autor desse texto, mas que o fez mesmo foi Sarah Westphal Batista da Silva.

    Esse texto já foi reproduzido no exterior e ganhou prêmios como sendo do Veríssimo e não é dele. Ele mesmo diz que se sente “grato” a autora dos textos pelo “presente” não dado.

    Att..
    Enrico Cardoso.
    http://thinkoutsidebr.wordpress.com/

  3. Olá Miguel,

    Belo post. O texto é ótimo. Você jantou no restaurante Veríssimo, no Brooklin? Vale a pena. Salvo se você torcer para o Grêmio, porque o ‘ambiance’ é Colorado, tchê!…

    Como sei que você curte a visão empresarial do Fabio Barbosa, do Santander, segue abaixo um off-topic sobre uma entrevista dele na Globonews (o post traz uma entrevista minha também, mas pode ignorar… rsss).

    Abraços + sucesso, FB

    http://blogdocredito.wordpress.com/2009/02/14/fb-fb-na-globonews/

  4. Eu concordo plenamente com vc – o texto é belíssimo! Escutei-o pela primeira vez, na bela voz de Ana Carolina durante um show que fez aqui em Recife. Permita-me lhe dizer Miguel, com todo zelo, vc é um gato! Deve ter uma linda família!!!

  5. Thiago Carvalho

    O texto completo seria!!!

    DESCONFIE DO DESTINO

    “Ainda pior que a convicção do não, é a certeza do talvez, desilusão de um quase. É o quase que incomoda, que me entristece, que me mata trasendo tudo que poderia ter sido e não foi.
    Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
    Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
    Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
    A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na diferença dos “Bom dia” , quase que sussurrados.
    Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
    Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
    Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
    O nada não ilumina, não inspira, não aflinge nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
    Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam no alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciêcia, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
    Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
    De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor não é romance.
    Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
    Desconfie do destino e acredite em você.
    Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando,
    vivendo que esperando,porque embora quem quase morre esteja vivo,quem quase vive já morreu.”

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