
No início do mês, dia 8 de março, corri minha primeira meia-maratona. Foi uma experiência marcante. Um grande desafio superado. O cansaço no final (e durante) a prova é forte. A sensação de superação ao terminar a prova e depois é muito boa. Fiquei com a impressão de ter terminado algo que iria me lembrar por toda a vida.

Durante a corrida, pensamentos mil. Minha cabeça funcionou a mil por hora. Pensei em tanta coisa, refleti sobre tantos assuntos. Incrível como a corrida ajuda minha cabeça funcionar melhor.

Muita gente correndo, com muita concentração, mas ficou uma impressão de que tinha menos festa e mais corrida. E isso não é negativo. É apenas um sinal de que a distância não é fácil. Depois de correr uma meia, 10 km parece brincadeira. Como disse um cara quando pegava o kit, no sábado, dia anterior a corrida: “Eu não saio de casa para correr 10k”.

Como foi a corrida
Água em muitos pontos, acho que a cada 2 Km. Os ganhadores correm muito. Vi uma das mulheres da elite correndo, uma coisa incrível.

Depois do Km 19 tudo é demorado, lento. Parecia que a placa do Km 20 não aparecia nunca. Terminei muito mais cansado do que imaginava. Veja as fotos, é fácil perceber quais são mais do início ou mais para o final. É só olhar a cara de cansado e como a camiseta está encharcada.

Gel energético parece ajudar muito. Consumi 3 na prova. Um 15 minutos antes, depois a cada 45 minutos. Meio caro, mas acho que ajuda, pelo menos o psicológico. :)

Boa organização. A turma que corre meia-maratona é mais “viciada” que os que correm 10k, foi a minha impressão. Me parece que 10k é quase para todo mundo. Na meia, já é mais selecionado para quem gosta “mesmo” de correr. Não dá para um atleta de final de semana se aventurar.

Tem que treinar mesmo. Eu tinha falhado vários treinos, corrido bem menos do que esperava, e o resultado foi marcante. Nas duas provas que corri com meu irmão, acabei as duas 1 minuto na frente dele. Nessa, ele terminou incríveis e longos 6 minutos na minha frente. Uma eternidade. Ainda dou o troco.

Próximas corridas
Minha regra agora é me inscrever em todas que for factível ir, pois o tempo vai passando e compromissos vão surgindo. Ia correr a do dia 5 de abril e acho que não vou mais, pois me contrataram para uma palestra no mesmo dia. No final de maio, iria participar de outra no RJ, mas devo participar de um workshop nos EUA na mesma data. Mais uma perdida.

Para a de 5 de abril, minha meta é correr 12 vezes, em média 1 hora cada, antes da corrida. Até o momento foram 6 corridas. Acho que vou conseguir cumprir com o planejado. Pela primeira vez.

A outra chance é a meia de Foz de Iguaçu, no início de julho, que talvez vá com meu irmão, e comemoramos lá o aniversário dele. Se der certo, vai ser show.

Maratona completa
Correr uma maratona inteira deve ser simplesmente incrível. É minha meta até o final do ano. Bem ousada, mas possível. Vamos lá.

Acabo de ler um post do John Spence, em que ele comenta, entre outras coisas, a palestra do Ram Charam no seminário GrowCo, organizado há poucos dias na Flórida, pela revista INC.
A lista de dicas é pequena, mas valiosa:
- Caixa é rei. Proteja o caixa da sua empresa.
- Relacionamento com cliente é fundamental. Em tempos difíceis, entender o que seu cliente precisa é mais do que importante. Se aproxime, o máximo que puder, dos seus clientes.
- Foco é essencial. Descubra onde você cria valor real e onde alavanca seus negócios. É aí que você precisa focar.
- Envolva e inove. Coloque suas melhores pessoas para trabalhar de forma constante para melhora a forma como você faz negócios e se relaciona com seus principais clientes.
Sou fã do John Spence há algum tempo. Ele tem uma capacidade incrível de resumir e explicar o mais importante. E nesse caso, as dicas dele são valiosíssimas. É preciso apenas colocá-las em prática.
Em tempo, gosto muito da revista INC. O seminário GrowCo era uma das minhas possibilidades de eventos a comparecer em 2009. Acabei optando pela Web 2.0 Expo, na semana que vem em San Francisco. E pretendo ir na INC 500 em setembro, que também é organizado pela revista INC.

Veja o vídeo não-oficial da minha palestra no Epicentro, feito pelo Hugo.
O Luis Imperator fez um post muito bacana sobre o evento, comentando cada uma das palestras. Leia na íntegra, que vale a pena. Abaixo os principais pontos.
Miguel é outro profissional que já acompanhava antes do evento, tendo até comentado neste blog há algum tempo. Ele é fundador de uma empresa de educação voltada ao setor agro-pecuário. A empresa realiza cursos e palestras a fim de capacitar os profissionais do campo. O tema de sua palestra foi Boi, o próximo cigarro?. O objetivo da palestra foi tentar desmistificar o buzz gerado já há algum tempo, e que continua crescendo, que coloca a pecuária no papel de vilã.
E continua:
Voltando à palestra, Miguel mostra como muito do que é falado é mito, mostrando dados que provam o contrário, e exemplos de fazendas de corte que receberam o selo do WWF. A palestra é muito bem fundamentada, e foi muito bem apresentada. Mostrou alguns dados nutricionais mostrando como a carne é um alimento rico e nutritivo, importante para o crescimento de crianças e desenvolvimento e evolução do ser humano durante séculos.
Veja os slides da minha palestra.

Semana que vem tem um novo Results On Day, dessa vez sobre vendas, organizado pela revista com o mesmo nome, no espaço Gafanhoto. Nesse dia, estarei em Chapecó, SC, participando do Interleite Sul 2009, que a AgriPoint organiza pela primeira vez. Se estivesse em SP, iria com certeza.
Programa
15h00 - Abertura Espaço Gafanhoto/PIX
16h00 - Jonatas Abbott (Dinamize) – Verdades que nunca falei em outras palestras
16h30 – Fátima Milnitzky (Psicóloga) – Desejo e consumo
17h00 – Romero Rodrigues (Buscapé) – Mini-workshop – paradigmas no varejo
17h30 – Marco Gomes (boo-box) – Mini-workshop – paradigmas na mídia
18h00 – Breno Masi (Fingertips) – Mini-workshop – Como vender um Jogo da velha
18h30 - Intervalo
19h00 - Luli Radfahrer (Professor ECA-USP) – Barack Obama: de furada a panacéia
19h30 – Fábio Ribeiro (Empreendedor) – Vendendo o Filho
20h00 – Intervalo
20h30 – Ricardo Jordão (Bizrevolution) – O novo vendedor quebra tudo!
21h00 – Coquetel de encerramento
Aproveite. É grátis. Bob e equipe, boa sorte! Eu fui no ano passado e gostei.
Publico aqui os slides da minha palestra de ontem do Epicentro (#Epicentro no Twitter). Vou escrever mais sobre o evento, que foi muito bom, mas teve uma falha básica. No final, o saldo foi mais do que positivo, em aprendizado e contato com pessoas inteligentes e interessantes.

Juliano Spyer organizou um livro muito bacana sobre internet com o sugestivo título “Para entender a internet”. E ele o fez da maneira mais internet possível. Convidou dezenas de pessoas para escreverem cada um um capítulo e postou tudo na web, em um blog.
Agora todo mundo pode comentar, participar, interagir, e quem sabe depois eles lançam uma segunda versão, impressa, já melhorada, incluindo os pontos que todos que leram e comentaram, que podem ajudar a tornar o livro ainda melhor.
O livro pode ser baixado aqui, gratuitamente.
É uma iniciativa ainda mais ousada e bacana que a já interessante ideia de fazer um beta teste do seu livro, pelo Ricardo Cavallini.
Para saber mais, acesse o blog do livro e do Juliano Spyer.
Gostei muito e vou ler o livro o mais rápido possível. Uma das coisas legais que o @jasper (esse é o nome do Juliano no Twitter) disse quando anunciou o lançamento foi que lançar esse livro mostrou para ele como é fácil e rápido fazer coisas bacanas pela internet hoje, com qualidade.
Inspirador. Aproveite essa ideia a sua (melhor) maneira.
Assista ao vídeo abaixo, clicando na imagem, da minha chegada na meia-maratona de SP, que aconteceu domingo passado. Veja como estou quase rastejando. Foram 2horas e 19 minutos.
Nesse final de semana escrevo um post comentando a corrida. Quem estiver mais curioso, veja a performance do meu irmão, Joaquim, que fez em 2h 13m.
Daqui três semanas irei participar da Web 2.0 Expo em São Francisco, na Califórnia. Faz parte do meu plano de participar pelo menos duas vezes por ano de algum evento especial.
Estou muito animado, pois acredito que aprenderei muito coisa nova, conhecerei gente interessante e inteligente. Espero voltar com muitas ideias novas e com muito gás para fazer acontecer aqui no Brasil.
Para melhorar ainda mais, fui convidado a participar como blogueiro oficial, com uma série de benefícios adicionais a entrada gratuita na feira e no seminário.
Aproveito para colocar algumas informações sobre o evento.
Se você estiver planejando participar, me avise, que devo receber ainda essa semana as informações para pessoas que desejem se inscrever (terei um código com desconto). Ainda não confirmaram, mas devo ganhar uma outra inscrição gratuita, para distribuir aqui no blog. Se rolar mesmo, já estou pensando em formas de sortear/presentear alguém com isso.
Alguns links para quem está interessado:
Blog oficial Web 2.0 Expo. No Twitter, no Facebook, no Flickr, no Blip.tv (para assistir os vídeos das palestras) e a newsletter para quem quiser assinar.
O evento Web 2.0 é realizado em NY e SF. O de março acontece em San Francisco. A página oficial é www.web2expo.com/sf. Para se registrar, acesse online registration.
Sobre a Web 2.0 Expo
Uma feira e seminário que acontece duas vezes ao ano, com foco em quem está fazendo a nova internet: programadores, designers, marketeiros, empreendedores, etc. É uma iniciativa da O’Reilly Media e TechWeb.
Update
Para se inscrever com 30% de desconto, use o código websf09trt13 ao se inscrever online.

Fiz, na sexta a tarde, uma palestra para o pessoal da ArmRebel, sobre minha experiência pessoal de aprendizado nas áreas: conhecimento, relacionamento e auto-conhecimento.
Foi uma oportunidade interessante e uma forma de rever conceitos e ideias minhas a respeito de como aprender, como aplicar o que aprende, e principalmente como viver melhor.
A palestra teve como título “Como se manter atualizado, sem se perder, e ainda ser feliz…” e o subtítulo “Se alguém souber, me conte…”
Abaixo um pequeno resumo do que apresentei por lá. Em breve eles vão colocar um vídeo com a palestra na íntegra.
Conhecimento
1- Leitura de livros
Gosto muito de ler e isso tem me ajudado muito a aprender mais. Acredito que livros são um dos investimentos com melhor custo benefício em relação a dinheiro investido e retorno em conhecimento.
Algumas de minhas sugestões:
- Arte do começo
- Execução
- Amor é a melhor estratégia
- Feitas para vencer
- A arte de fazer acontecer
- Tríade do tempo
- Dedique-se de coração
2- Leitura de blogs
Uso o Google Reader para acompanhar blogs que gosto, inclusive o BizRevolution, do Ricardo Jordão. É uma maneira fácil e prática de se atualizar dos seus interesses, tudo em um só lugar. Às vezes, quando acumula, “marco tudo como lido” e deixo recomeçar.
3- Audiolivros
Comecei a usar audiobooks recentemente e tenho gostado muito. Aproveito muito melhor o tempo que passo dentro do carro, viajando ou no trânsito. No ano passado, por exemplo, escutei o livro “Mundo é plano” em apenas uma semana.
4- Twitter
Muita gente critica e poucos entenderam como funciona. Eu gosto, pois me dá acesso a links e novidades de pessoas muito inteligentes e antenadas. O segredo, difícil de seguir, é acessar 1-2 vezes por dia, no máximo. Me “siga“.
5- Palestras
Fazer palestras requer uma preparação enorme. Por isso te ajuda a aprender muito, até sobre coisas que você já sabe. Preparar essa palestra foi muito bom, pois me forçou a refletir sobre meu dia-a-dia, como estudo e como uso meu tempo, na vida pessoal e profissional. Pela primeira vez, coloquei uma foto do meu filho num slide.
6- Escrever um blog
Escrever um blog tem me ajudado a aprender muito mais. Quando escrevo um resumo de uma palestra ou de um livro, preciso investir 10-20% a mais de tempo e consigo aprender muito mais do que quando apenas “assisto”. Escrever também me ajuda a colocar em prática, em ação, o que aprendo. Além disso, no blog já conheci pessoas interessantes, com interesses comuns, que não conheceria de outra forma.
Contei inclusive que um dos meus melhores amigos, Eduardo Carvalho, eu conheci pelo blog dele. Daí pensei: se eu conheci esse cara porque ele tinha um blog, devo estar perdendo oportunidades de conhecer outras pessoas porque eu não tenho um. Foi um empurrão extra para montar o meu. Tem valido muito a pena.
Relacionamento
7- Café
Não tenho vergonha ou receio de convidar para um café, para conhecer e aprendermelhor, pessoas que admiro. O próximo que devo conhecer assim é o Ben Casnocha, na minha viagem para San Francisco, no final desse mês.
8- Eventos e cursos
Participar de cursos e eventos, selecionados e especiais, pode ajudar muito a conhecer pessoas diferentes, cultas e com boa cabeça. Tem sido uma forma interessante de expandir meus contatos.
9- Aleatório
Estar aberto a conhecer pessoas aleatórias, que por acaso estão próximas de você, pode render bons frutos. Às vezes você pode conhecer um idiota, mas vale o risco. Eu já conheci, do meu lado no avião, o presidente da rede Bretas de supermercados e o Mr. Manson, guru do marketing viral e prega-peças nos jornalistas brasileiros.
10- Porque vim aqui hoje?
Sempre que ensino, também aprendo. Disse isso a eles. Ir na ArmRebel conversar também é uma forma de aprendizado, até de assuntos específicos. Eu, por exemplo, queria aprender mais sobre como eles faziam os vídeos de produtos e de palestras.
Auto-conhecimento
11- Terapia
Contei que faço terapia há pouco mais de um ano e isso tem me ajudado muito. A me conhecer melhor, a entender meus pontos fortes e fracos. A ir mais longe.
12- Corrida
Outra coisa que gosto muito de fazer é correr. Acho que é mais do que um esporte, uma atividade física, que me ajuda a me manter em forma (ou quase). É uma atividade que faz bem para a cabeça. Fico menos estressado, esvazio a cabeça quando corro. E tenho ótimas ideias. Contei que já “escrevi” artigos inteiros correndo. Me lembrei agora que o discurso da minha formatura, lá em 2002, também foi “feito” correndo.
Dicas
Mapas mentais
Tenho usado mapas mentais como uma ferramenta para brainstorming solitário e rascunho de ideias. Me ajuda a tirar tudo da minha cabeça e depois a organizar os tópicos. Depois de ter listado e mapeado tudo que quero fazer, passo para um próximo passo que é escrever.
Anote tudo
Lembrei de um anúncio de uma marca de caderno dos EUA, que o slogan é algo assim “Anoto para me lembrar depois. Anoto para me lembrar agora.” Isso é muito verdade comigo. Sempre, em qualquer tipo de reunião, levo me caderno e anoto. Me ajuda a fixar ideias e a pensar com mais clareza. Além disso, acho que passa uma imagem de seriedade e de que você se importa com o que a outra pessoa pensa.
The Dip
Mostrei o gráfico que resume o livro The Dip, do Seth Godin. O sucesso demora para chegar. E existe recompensa para quem chega do outro lado, pelo fato de poucos chegarem lá.
Conceito do porco-espinho
Já escrevi sobre esse conceito no blog Piapara. É uma recomendação do livro Good to great, do Jim Collins, que fala para você se perguntar três coisas. O que eu faço muito bem? O que eu gosto muito de fazer? O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer? Pessoas e empresas de sucesso conseguem juntar as três coisas.
As perguntas
As perguntas e comentários da turma foram muito bons. Me perguntaram sobre corrida, sobre ter um blog, sobre exposição excessiva. A turma participou bastante. E eu gostei bastante da experiência.
E também fizeram vários comentários bacanas, aprendi coisas interessantes. Uma das mais legais foi a explicação do Lala, o apresentador da maioria dos vídeos da Arm, do porque a corrida me ajuda a pensar. Ele contou que há estudos comprovando que a atividade física aumenta a capacidade de retenção de informações, pelo aumento da circulação sanguínea.
Integrando as três partes
Escrevendo agora, pensei que vários dos pontos acima, estavam em mais de uma esfera. Daí pensei em fazer o diagrama abaixo. Por exemplo: meu blog me ajuda a aprender, a conhecer mais pessoas e a me conhecer melhor. Acho que faz mais sentido assim.
Links sobre essa palestra, em outros blogs

Amanhã bem cedo, largando as 8:00hs, vou correr minha primeira meia-maratona, em São Paulo. Estou muito animado, será a prova mais longa que já participei e uma realização parcial da minha meta de corrida esse ano.
Meus planos são correr uma meia até junho e uma maratona até o final do ano. Depois da corrida, vou postar aqui minha opinião, meu resultado, fotos e percepções desse desafio.
Veja o percurso.
Aproveite e leia alguns outros posts sobre corrida, que já escrevi.
Eu e meu irmão na corrida São Silvestre 2008
Minha performance na corrida São Silvestre 2008, 31-12-2008
O que é correr a São Silvestre
Fotos da corrida da Nike 10km, 31 de agosto (Human Race)
Muito boa essa curta apresentação que achei hoje no Slideshare, por acaso. O Ricardo também gostou.
- Faça o que você ama, Chris Wanstrath
- Você recebe o mesmo que entrega, Fred Wilson
- Nós somos guiados pelo cliente, Charles Brewer
- Resolva um pequeno problema seu, Seth Godin
- Babe Ruth teve apenas um home-run, Steve Jobs
- Gerar receita é um poderoso motivador, David Rudolph
- O que é medido, é administrado, Peter Drucker
- Seja tão bom a ponto de não poderem te ignorar, Steve Martin
- Olhe no espelho, Paul Graham
- Você não pode se divorciar de quem investe em você, Alan Taetle
- A diferença entre sucesso e fracasso é a capacidade de se adaptar, Jack Bauer
- Continue indo em frente, Walt Disney
Gostei e acredito muito nas frases 1, 2, 4,7 e 11. Quais são as suas?
Me lembrei da lista de 30 dicas do Eduardo Carvalho.
Confirmado: vou a Web 2.0 Expo em San Francisco, no final desse mês. E ainda por cima vou num esquema top. Acabei de ser aceito como um “blogueiro oficial” do evento. Show de bola!
Veja algumas das palestras que verei por lá, e escreverei por aqui.
- Tools for Visual Storytelling, por Nancy Duarte (Duarte Design)
- Economics 2.0: Highly Effective Strategies for Putting Your Business on a Recession Diet, Dion Hinchcliffe (Hinchcliffe & Company)
- Designing Social Websites, por Christina Wodtke (LinkedIn)
- Why Social Media Marketing Fails – and How To Fix It, por Peter Kim (Dachis Corporation), Charlene Li (Altimeter Group), Jeremiah Owyang (Forrester Research)
- Why Local is the new Global, por Siva Kumar (TheFind, Inc.), Scott Dunlap (NearbyNow, Inc.), Joel Toledano (Krillion, Inc.), Ethan Stock (Zvents), Greg Sterling (Sterling Market Intelligence)
- Effective Twitter for Communication & Product Integration, por Sarah Milstein (20slides.com)
- Beyond Buzz: On Measuring a Conversation, por Kate Niederhoffer (Dachis Co.)
- W3C Geolocation API — Adding “Where” to Web Applications, por Ryan Sarver (Skyhook Wireless)
- The Lean Startup: a Disciplined Approach to Imagining, Designing, and Building New Products, por Eric Ries (Lessons Learned)
- The Open Enterprise: How Web Tools And Culture Are Remaking Business, por Stowe Boyd (The /Messengers)
- Best Practices in Social Media Integration for Web Publishers and Content Providers, por Bob Buch (Digg)
- Translating Online Success into Offline Retail Sales: A Jones Soda Case Study, por Angel Djambazov (Jones Soda)
- The Whuffie Factor: The 5 Keys for Maxing Social Capital and Winning with Online Communities, por Tara Hunt (Intuit, Inc.)
- Agency 2.0, por Curt Doolittle (Ascentium), Susan MacDermid (Real Branding)
O evento acontece de 31 de março a 3 de abril, em San Francisco, California, USA. Mais aqui.
Update 10 de março: Para se inscrever com 30% de desconto, use o código websf09trt13 ao se inscrever online.

O site ChangeThis fez uma pesquisa com seus leitores e obteve 1.400 respostas sobre a crise nos EUA.
As perguntas foram:
- Em uma palavra, como você está se sentindo?
- Como isso está te afetando?
- O que você escolheu fazer a respeito
Muito bacana, uma pesquisa pequena, simples, e direcionada a uma turma boa, que lê o excelente site ChangeThis. A imagem que ilustra o post e é o primeiro slide da apresentação abaixo é um resumo a primeira pergunta. Os outros slides são algumas das principais/melhores respostas.
Algumas coisas me marcaram, ressoaram. Tem gente:
- vendo que há oportunidades
- contratando
- bebendo (é sério)
- pensando em abrir um negócio
- sabendo que não dá mais para viver no piloto automático
- trabalhando mais
- escolhendo/revendo o que é mais importante mesmo
- que não sabe o que fazer
- lembrando que o mindset correto é fundamental
- reconectando a antigos amigos/contatos
- buscando satisfação nas coisas simples, gratuitas da vida
- não entrando em pânico e agindo como idiota
- desligando a TV
- entregando mais valor para seus clientes
- escolhendo viver
Revendo essa lista, parece que até que a crise é uma coisa boa, não? Fora a bebida, é claro. :-) Aproveite a crise, no bom sentido.

Seth Godin escreveu mais um post sobre como melhorar o Kindle, da Amazon. Ano passado ele já tinha escrito uma lista bem longa de sugestões. Gostei demais das sugestões dele.
Interessante saber que 10% dos livros vendidos pela Amazon hoje são versões Kindle. Um número muito alto, na minha opinião. Isso ocorre pois quem tem Kindle são os grandes compradores de livros. Na Amazon tem gente que compra um livro por dia (eu até que não compro muito rs..).
Editores e livreiros: acelerem.
Veja abaixo, minha tradução livre e comentários.
- Permita que editores possam dar créditos para quem comprou o livro repassá-lo a um amigo. Seth quer isso para facilitar que livros bons se espalhem como vírus, o que já acontece quando você empresta um livro físico a um amigo.
- Deixe que eu veja quais os livros estão se espalhando mais rapidamente. E possa comprar, dentro de uma lista de “mais repassados” ou “mais falados”, além da tradicional “mais vendidos”.
- Deixe que editores possam enviar amostras grátis (de capítulos) com recomendações. Imagine você receber uma recomendação de livro do Malcom Gladwell, para aqueles que leram Outliers.
- Permita que eu leia as anotações de quem já leu o livro (e autorizou isso). Imagine o que seria de uma leitura em grupo.
- Precificação dinâmica. Se compro antes, pago menos (ou mais), e vice-versa. Pode ser uma forma de cobrar mais para quem procura novidades, ou cobrar menos de quem vai promover seu livro.
- Deixe que qualquer um lance um livro, em poucos cliques.
- Publique os livros textos de domínio público gratuitamente.
- Permita inserir questionários e espaço para feedback a ser enviado ao editor ou autor.
- Assinaturas “all you can eat”.
- A última: envie o livro com US$ 1.000 dólares em créditos, para ser usado em livros que os autores permitirem. Ele disse que gostaria muito de colocar seus livros nesse esquema. Apesar de menos faturamento inicial, mais gente lendo e falando geraria mais vendas totais.
O careca do marketing sabe muito. E como diz meu amigo Fernando Sampaio, o Alma, eu sou fã do cara.
Mais sobre Seth Godin
Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin
Mais sobre o Kindle
Já se fala no Kindle 3, com tela maior e touch-screen
Amazon lança Kindle 2, mas com poucas novidades
Como usar o Kindle Amazon no Brasil
Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil

Artigo de hoje do blog da fast Company fala de rumores sobre o Kindle 3, com tela muito maior e touch-screen (assim não se perde 30% do aparelho com um teclado). Aí sim a coisa vai ficar bacana. Leia abaixo recorte que fiz na matéria.
But there are still criticisms: The screen is still relatively tiny, there’s no touch-screen function and stylistically it’s still somewhat of a mess with about 30% of its top surface dedicated not to its primary function as an e-book visualizer, but for a keyboard.
So it’s no surprise that the rumors from an (of course) unidentified contact inside Amazon point to the Kindle 3 solving many of these issues. The new device would be larger in size and have a touch-screen, and debut “by the end of this year.” That’s it for details, though Digitimes, where the rumors have surfaced, is a pretty reputable source.
The increased size screen with touch-control is a no-brainer–Kindle rivals Plastic Logic has been aggressively pushing its upcoming innovative flexible-screen e-reader for months (pictured with the Kindle 1 above.) It’s got a notepaper-sized screen, better for viewing magazine and newspaper-style content, and touchscreen input for note-taking, page annotation and so on. And Fujitsu’s already trialling a large full-color e-book of its own. If the Kindle 3 didn’t follow these trends then it’d run the risk of being a failing device even with the Amazon eco-system to drive the text content.
Fonte: Amazon Kindle 3 Rumors Surface: Bigger, Better (Of Course) | Technomix | Fast Company.
Outro dia eu sonhei que a Livraria Cultura é que iria lançar o Kindle no Brasil. Só um cara muito fã para sonhar com uma empresa. :-)

Fiquei um preocupado com as declarações que li recentemente de editores e livreiros brasileiros, sobre o mercado de livros e de forma direta e indireta os impactos do Kindle (e de outras formas possíveis de se ler um livro, sem usar papel). Fiquei pensando: esse pessoal está caindo no engano mais antigo do marketing: a miopia de marketing.
Leia abaixo alguns recortes meus:
Livreiro Rui Campos, dono da Livraria da Travessa (que na minha opinião é excelente, talvez a melhor do RJ):
O best-seller é o motor, o financiador, o viabilizador do mercado livreiro (autor, editor, distribuidor etc). Sem o best-seller esse mercado não se sustenta. Ele permite a uma editora ou livraria seguir apostando em uma variedade de títulos de venda lenta, (os bad-sellers, ou os midi-sellers!), pois estarão sendo financiados pelos best-sellers. Note-se que nem sempre ou raramente um livro nasce best-seller! É preciso apostar e isso leva à diversidade e pluralidade que são, em suma, a nobre missão do livro.
Essas abaixo foram da matéria do Globo, onde dei entrevista também. O link é do site Madia Mundo Marketing, que também fez uma análise interessante.
Roberto Feith da Objetiva:
“Eu não acredito que os livros físicos vão acabar. A experiência de manuseio e leitura do exemplar impresso é agradável. E, além da vantagem sensorial, o aparelho digital custa dinheiro. Nesse sentido, o livro é diferente da música, em que as pessoas trocaram um tocador de CD por outro aparelho, como um iPOD, mais portátil e capaz de baixar músicas da WEB. Mas o livro físico já é portável e não exige um aparelho para ser degustado…”
O diretor-presidente do Grupo Editorial Record, Sérgio Machado:
“A vitória do KINDLE pode ser a morte do ato de lançar livros. O desejo de adquirir um livro desconhecido passa pelo físico, pela conveniência, pelo boca a boca. Para mim os livros físicos só acabariam se imaginarmos uma sociedade estática em que não houvesse mais lançamentos, porque todas as obras já foram escritas…”
Minha avaliação
O Kindle, ou qualquer outra forma que facilite a leitura, ou o acesso a obras e escritos, novos ou velhos, vai facilitar e muito o lançamento de novos títulos. Isso já está acontecendo.
Hoje eu posso comprar um livro na Amazon para o Kindle, lançado hoje e recebê-lo e começar a ler nesse instante. Sem demora, sem perda do correio, sem custo de frete. Se isso não for facilidade, o que é?
Outra grande mudança. Se você quiser lançar um livro que escreveu e “ninguém vai ler”, pode fazer de forma muito fácil pela Amazon e ainda ganhar uma comissão de 35% por livro vendido no formato Kindle (muito acima dos tradicionais 10%). Assim vai ficar muito mais fácil para qualquer pessoa lançar um livro, mesmo que ele não seja um best-seller. Essa tecnologia vai permitir a cauda longa realmente se efetivar no mercado de livros.
Vai tornar que livros com baixa demanda se tornem comercialmente bem sucedidos. Isso vai acontecer, porque hoje, depois de escrever um livro, há um custo enorme para colocá-lo na frente do consumidor, em cada livraria e ponto de venda. Com a tecnologia digital, depois de escrito, o custo para se editar um livro é praticamente zero. Isso vai mudar incrivelmente o mercado de livros, nos próximos anos, na minha opinião.
A grande mudança no mercado
A grande mudança no mercado de editoras e livrarias não é que menos gente vai querer ler livros. Muito pelo contrário, essas novas opções vão aumentar o número de leitores. Vai ficar mais difícil é ganhar dinheiro vendendo livros (como uma livraria) ou fazendo livros (como uma editora).
Infelizmente, me parece ao ler as declarações acima de editores e livreiros, que os brasileiros ainda não acordaram para essa nova realidade. Se você duvida, esse filme já passou, já é velho. Só é preciso olhar para a indústria da música com o download, MP3, ITunes store, etc.
Se eu fosse um livreiro ou editor a primeira coisa que eu faria: comprar um Kindle e ficar de olho nessas mudanças e começar a pensar: como vou ganhar dinheiro com livros nos próximos 5-10 anos.
Minha dica: vai ser muito diferente da maneira que é feito hoje, pela maioria das empresas. Isso já é uma realidade na indústria da música (triste para a maioria das empresas) e que pode ser infeliz para muitos da indústria dos livros, se dormirem no ponto.
Outros posts
Se você se interessa por esse tema, escrevi outros posts sobre o Kindle.
Amazon lança Kindle 2, mas com poucas novidades
Minha entrevista sobre o Kindle da Amazon, para o jornal O Globo
Como usar o Kindle Amazon no Brasil
Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil
Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:








