Archive for May, 2009

Lançamento do livro Onipresente, de Ricardo Cavallini (@cavallini)

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Nessa quarta-feira, 27 de maio, Ricardo Cavallini lança seu novo livro, chamado Onipresente. Cavallini é uma das minhas referências, de pessoas que entendem de marketing e de internet. Coisa rara. Vou tentar aparecer por lá para conhecê-lo pessoalmente.

O livro teve uma produção em formato inédito. Como em softwares, o Ricardo lançou uma versão beta. E eu fui um dos beta-testers. O blog dele, Coxa Creme, vale muito a leitura.

Trabalhe em coisas que valem a pena, excelente artigo de Tim O'Reilly (@timoreilly)

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Esse final de semana li um excelente artigo de Tim O´Reilly sobre trabalhar em coisas que valem a pena. Foi escrito no início de janeiro desse ano, em plena crise financeira mundial. É uma ótima reflexão sobre como usamos nossos recursos, nosso tempo, enfim, nossa vida.

Desde que fui ao evento Web 2.0 Expo, co-organizado pela empresa do Tim, comecei a admirá-lo cada dia mais, a medida que conhecia mais seu trabalho, sua filosofia, sua postura.

Os princípios de Tim:

  • 1- Trabalhe em coisas que tenham um significado maior que dinheiro, para você. Essa é uma ótima dica, que acredito muito. E que se você deixar, por mais idealista que comece, vai mudando de rumo. É preciso sempre fazer um “reality check”, verificar qual seu real rumo.
  • Pense mais em seus clientes, do que na sua concorrência. Falando sobre isso, ele cita Katy Sierra, que disse “em muitos casos, quanto mais você tenta competir, menos se tornar competitivo”.
  • Tenha metas audaciosas, como disse Jim Collins, em Feitas para Durar. Como no livro, empresas que crescem muito, por longo tempo, tem um objetivo maior do que fazer muito dinheiro. Querem mudar o mundo. Há inúmeros exemplos legais.
  • Não tenha medo de falhar. Quando você vence um desafio, apenas porque ele é pequeno, você pode piorar. Quando você perde um desafio que era grande demais, você aprende, melhora.
  • Se a vida fosse uma viagem de carro, o dinheiro seria a gasolina, sem ele você não vai para frente. Mas a vida não pode ser um passeio por postos de gasolina. Essa é uma metáfora dele, que gostei muito.
  • 2- Crie mais valor do que você captura. Você precisa ganhar dinheiro, mas para ser sustentável, é preciso que sua rede (clientes, fornecedores, etc) também ganhem dinheiro.
  • Um exemplo bom, e exagerado, é do Bernie Madoff, que foi o cabeça de um golpe bilionário no mercado financeiro recentemente.
  • Um outro exemplo, positivo, é o Grameen Bank, do “banqueiro dos pobres”. Ele ganha dinheiro com o negócio dele, mas ao ganhar está ajudando aos outros, e muito.
  • Não se preocupe se outros ganham dinheiro com seu sucesso. Isso é bom. Ele conta que muitos ficaram ricos aplicando os conhecimentos que ele espalha nos livros editados pela editora O’Reilly. Um ficou bilionário. Ele acha isso bacana. Desconfio que é porque: a-adora o que faz, b-também ganha dinheiro, c-ele tem um estilo de vida bacana.
  • Usa a Microsoft como exemplo. Segundo ele, no passado, ela criava mais valor do que capturava. Agora captura mais do que cria. Por isso tanta gente não gosta da MS atualmente. Diz que ela precisa se reinventar, focando em capturar valor, mas criar mais do que coleta para si própria. Achei bem pertinente esse exemplo. O Google pode estar indo pelo mesmo caminho.
  • Desenvolva algo simples, e faça com que evolua, melhore com o tempo.
  • 3- Mire no longo prazo. Não pense apenas no hoje e no amanhã. Pense em dez anos. Pense no que você vai lembrar quando estiver velho.
  • A vida passa muito rápido. Nunca ninguém falou no leito de morte que queria ter passado mais tempo no escritório, ou que se arrependia de não ter ganhado mais dinheiro. Como diz o título de um dos filmes mais antigos que já vi, “Do mundo nada se leva”.
  • Os EUA, onde ele vive, passa por uma crise. Não apenas financeira, mas de realidade. Uma bolha de realidade. Nos últimos anos, muitos ganharam dinheiro (e muito) apenas em esquemas (legais, mas não sustentáveis) de especulação. Sem criar valor.

Para finalizar, e resumir. Tim O’Reilly é o fundador e CEO de uma das principais editoras de tecnologia dos EUA. Além de livros, edita livros eletrônicos, realiza conferências e programas de treinamento. Seu slogan e mantra é: “Changing the world by spreading the knowledge of innovators“.

Tim O´Reilly tem uma conta no slideshare, onde colocou o PPT dessa palestra. Assista abaixo.

Lembre-se de quando você era criança

Lembre-se de quando você era criança. Um ótimo (e curto) vídeo que reforça o que é ser empreendedor. E relembra que qualquer um, inclusive você, pode empreender.

Vale os dois minutos. A dica foi do Fábio Seixas.

Você sabe desenhar? E ver o que ninguém viu?

 |  by Miguel Cavalcanti  |  bacana  |  No Comments

Assisti esse filme de 1 minuto e meio da Escola da Arte e Design Panamericana e gostei muito.

Me lembrei de algumas coisas interessantes, ligadas a criatividade.

  • Você sabe desenhar? A Nancy Duarte me provou o contrário.
  • Você consegue ver o que ningém está vendo, mesmo sendo quase óbvio?
  • A criatividade, muitas vezes, é apenas olhar com outros olhos.
  • Uma criança pode ver muito mais do que nós. Meu filho me ensinou isso.

Para terminar, uma frase citada por Tim O’Reilly, em palestra para o NY Times.

“The future is here. It’s just not evenly distributed yet”, William Gibson.

Essa longa (e chata) discussão sobre jornais, blogueiros e jornalistas

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Tenho lido bastante ultimamente sobre essa longa discussão sobre o fim dos jornais, sobre blogueiros x jornalistas. Alguns comentários pessoais sobre esses temas.

Os jornais vão morrer. Não porque não sabem fazer notícias, mas porque estão no negócio errado. Ainda estão no negócio do papel/impressoras, da distribuição milionária (você já imaginou o trabalho que dá fazer chegar um jornal na sua casa as 06:00hs da matina todo dia?), do controle/monopólio da informação. O mundo hoje é outro (ler abaixo). Parece que nem a Wired percebe isso.

A notícia, a reportagem, o jornalismo vão crescer ainda mais. Um ótimo exemplo é o site Techcrunch. Era chamado de blog, não sei como definir um blog, um site, um portal. Os caras tê um staff relativamente grande e de excelente qualidade. Fazem conteúdo top, como ninguém na área deles. Vendem publicidade, fazem eventos. Têm uma comunidade de pessoas que acompanham e adoram o trabalho deles. Não sei o que vai acontecer com o negócio mídia, publicidade, etc. Eu apostaria que o Techcrunch vai continuar fazendo sucesso. Um novidade, os caras estão estudando lançar uma versão de kindle – ipod touch – netbook. Com a cara deles, e que vai funcionar animal (minha opinião). Enfim, é uma empresa antenada no que acontece hoje no mundo, não tapam o sol com peneira.

Jornalistas bons são raros. Tenho dado várias entrevistas sobre o Kindle. Acho que sou um dos poucos brasileiros que tem um, que escreve bastante sobre isso, logo muita gente me acha fazendo uma busca no google. Em várias entrevistas que dei a jornalistas, teoricamente especializados em tecnologia, as perguntas foram básicas demais. Se tivessem lido 1-2 posts que escrevi, teriam muito mais info do que obtiveram fazendo perguntas rasas. É claro, há exceções.

Jornalistas “top” ainda fazem a diferença. Ler uma Miriam Leitão, Dora Krammer, Noblat, faz a diferença. Eles entendem do assunto, têm acesso direto e livre com as pessoas mais importantes. Têm experiência. Com isso, conseguem produzir textos que valem a pena ler, mesmo quando temos pouquíssimo tempo (quase sempre). Meu hábito de ler jornal é cada vez mais restrito a ler as análises dos colunistas que gosto. Ler matérias e mais matérias que me parecem enche linguiça, escrito por alguém que entende pouco do assunto, não me satisfaz. Talvez por isso cada vez menos gente boa leia jornal. Um exemplo disso é o Eduardo Giannetti da Fonseca, que diz preferir ler The Economist e ouvir rádio quando faz a barba ou está no táxi. Minha avaliação: para escrever tem que entender muito do assunto e pesquisar muito. Coisas básicas, que a “falta de tempo” parece impedir. O Noblat, por exemplo, deu uma palestra incrível esse ano na Campus Party.

Blogueiros bons escrevem sobre o que gostam (e isso conta muito). Logo, entendem muito mais sobre o assunto. Tenho um amigo, que foi cobrir um evento da HSM como blogueiro. Ele disse: em dez minutos de palestra com o Philip Kotler, a lenda viva do marketing, todos os jornalistas tinham ido embora. Iam fazer uma matéria “cobrindo” o evento, com conteúdo do press-release e com uma “aspas” que pegaram no início da palestra. Esse meu amigo ficou a palestra inteira, anotou tudo, refletiu sobre o assunto. Qual produzirá o melhor artigo?

A internet está mudando todos os negócios ligados a conteúdo. Filmes, música, livros, jornais, revistas e rádio. Tudo está ameaçado, especialmente se negar a realidade e acreditar em duendes. Quanto mais tempo as empresas gastarem tempo, esforço e dinheiro tentando reverter o que é irreversível, pior será. O negócio do jornal não é papel, da música não é um pedaço de plástico redondo. É o conteúdo e a relação desse conteúdo com as pessoas e entre essas pessoas.

Chato. Acho chato porque acredito que a maioria das pessoas não conseguiu entender o ponto de vista do outro lado, se repete muito as mesmas coisas. Como um bom mala, resolvi entrar nessa. :-)

Para ir além:

Como superar um cansaço enorme

 |  by Miguel Cavalcanti  |  vida  |  3 Comments

Nos últimos dois dias estive muito cansado (ainda estou um pouco). Acho que esse cansaço também está relacionado com stress. Me recuperei de uma forma rápida e interessante. Resolvi colocar aqui minhas dicas.

  • Durma, bastante e bem. Fácil de falar, difícil de fazer (pelo menos para mim). Me lembrei do livro do Nuno Cobra, quando ele fala que a principal coisa da saúde é o sono. De ontem para hoje dormi mais e melhor e me recuperei bem.
  • Fale com quem você ama. Uma conversa amigável, mesmo que pelo telefone, te ajuda a mudar o foco, se sentir bem.
  • Alimente-se de forma saudável. Procurei comidas saudáveis, leves e gostosas. Me fez me sentir bem, nutrido e feliz.
  • Coma chocolate. Minha única sugestão é não comer mais do que 150 gramas. :-)
  • Faça exercícios. Como de costume, fui correr. 10 km me fizeram dormir mais tarde, mas com a cabeça muito melhor.

Essa lista é meio básica, mas fiquei pensando sobre ela, e percebi como esses detalhes acima mudaram meu ânimo, meu desempenho, meu dia.

Quais são suas dicas?

Ótimas dicas para uma reunião rápida com uma pessoa famosa

 |  by Miguel Cavalcanti  |  bacana  |  2 Comments

Acabei de ler um excelente post do Brad Feld sobre como se preparar para uma reunião rápida com ele. Achei muito bom, concordei com tudo e vale o registro aqui.

  • Faça seu dever de casa. Pesquise sobre o cara, no blog, site, Linkedin, etc, etc.
  • Descubra qual a principal (e talvez única) coisa que você quer comunicar. Sabendo isso, você terá sucesso, mesmo que consiga falar apenas uma coisa.
  • Não fique fazendo infinitas referências a história dele. A reunião é para saber o que você está fazendo.
  • Tenha pelo menos uma coisa eu possa aprender de você. Por incrível que pareça, é muito provável que você possa ensinar alguma coisa, mesmo a uma pessoa famosa.
  • Não peça para assinar um NDA
  • Preste atenção no tempo. Ele geralmente passa mais rápido do que você pensa, e reuniões assim muitas vezes são interrompidas.

Já estive dos dois lados: queria apresentar uma ideia, e já recebi apresentações. Em alguns casos, estando dos dois lados, refletindo agora, vejo que esses conselhos pessoais valem.

Gostei muito da lista. Acho que vai me ajudar a ter reuniões mais produtivas, quando tiver a oportunidade de conhecer pessoas que admiro. Quem sabe um dia, o próprio Brad Feld.

10 dicas para criar novos hábitos

Achei um blog interessante hoje a noite, com o nome “Good life Zen“. Um dos posts que li, dá dicas de como criar novos hábitos, sem disciplina. Esse sempre foi um dos meus maiores problemas, em especial em relação a gestão do tempo.

Veja as 10 dicas. Gostei de todas e acho que complementa muito bem o post sobre trabalhar com alta eficiência, que estou colocando em prática essa semana.

  1. Perceba que esse novo hábito tem valor, para você
  2. Torne sua meta tangível, objetiva
  3. Marque uma data, fica mais fácil acompanhar e saber se está indo bem, ou não
  4. Desenha e estabeleça um ritual
  5. Nesse ritual, use todos os sentidos (música, bebida como chá ou café, etc)
  6. Fale para você mesmo, você pode se convencer pela sua voz
  7. Estude e entenda mais sobre o que deseja se tornar
  8. Encontre parceiros. Como nos esportes, sempre é mais fácil praticar, quando você tem um grupo
  9. Anote e visualize seu progresso diariamente
  10. Escreva um diário, um log do seu progresso

Achei muito interessante e acho que vai me ajudar a ser mais produtivo. Essa semana já tem sido muito melhor.

Escrevendo aqui, me lembrei do livro do Christian Brabosa, onde ele fala de duas coisas muito interessantes.

Primeiro são as metas SMART (específica, mensurável, alcançável, relevante e temporal). E a outra é a operação “shut down”, onde ele conta como se prepara para entrar em estado de profunda concentração, e produtividade.

Aproveite a vida!

Confissões de uma mulher de empreendedor

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Li nesse sábado um texto bem longo e excelente escrito pela esposa de um empreendedor, que dedicou 5 anos de sua vida a construir um negócio. O texto é muito bom e vale muito a pena.

Alguns pontos que mais me marcaram, e que quero evitar:

  • o cara só pensava em trabalhar
  • a empresa faturava, cada vez mais, sem dar lucro
  • a filha dele reclamava e depois se acostumou com a ausência do pai
  • a empresa faliu, mesmo tendo uma aceitação grande no mercado
  • cada vez trabalhando mais, e vivendo menos
  • empreendedores, na correria, tendem a perder o interesse pelas pessoas

Minhas lições, reforçadas ao ler o texto:

  • saiba aonde quer ir
  • a vida não é só trabalho
  • o trabalho é um jogo
  • coisas ruins acontecem, e vão acontecer de novo
  • esteja preparado para tudo (assim não há surpresas)
  • faturamento sem margem é bobagem
  • fazer listas e dar dicas é fácil, seguir e conseguir é bem difícil :-)

Li agora há pouco, outro texto, dessa vez do Christian Barbosa, sobre empreendedorismo e gestão do tempo, que também é muito bom. Recomendo.

A dica do artigo da INC, foi do Julio, do Digestivo.

Trabalhando 4 horas por dia

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Acabo de ler um post do blog Think Simple Now, sobre como trabalhar 4 horas por dia e produzir muito. Tem umas dicas interessantes.

O que mais gostei:

  • Esforço não é igual a resultado. Não calcule quantas horas você trabalhou, mas o que produziu.
  • Marque seu progresso. Anote o que você produziu, entregou. Fica mais fácil comparar e se convencer, quando você tem números concretos.
  • Tenha uma lista de metas do dia. E uma lista de metas da semana. Sempre a mão com essas duas listas. Quando terminar a lista do dia, pare de trabalhar.
  • Entenda que trabalho é produção e não horas no escritório. Twitter e Facebook não contam. Pesquisas pela web também não contam, na maioria das vezes. :-)

Me lembrei de um dos primeiros conceitos do livro “7 hábitos de pessoas altamente eficazes”, que é: comece com o objetivo em mente. Se você consegue visualizar onde quer chegar, fica mais fácil, pois com certeza terá planejado melhor e provavelmente vai entregar mais.

Outro livro que me lembrei, e é citado no post, é o famoso nos EUA: 4HWW, de Tim Ferris, que recomendo. Sobre produtividade, estilo de venda e empreendedorismo.

Vou tentar aplicar esses conceitos, com o objetivo de passar de 10-11 horas por dia, para 8 horas. Esse esquema de 4 horas, não é para empreendedor. :-)

A dica do post, pelo “share” do Google Reader, foi do Marcos Rezende.

Dica: se você se interessa por gestão do tempo, recomendo o blog Mais Tempo, do Christian Barbosa.

Amazon lança Kindle DX, com tela maior e leitor de PDF

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A Amazon lançou a versão 3 do Kindle essa semana. Agora tem uma tela muito maior e vem com um leitor nativo de PDF. Antes precisava converter, e não ficava muito bom quando tinha muitas imagens, gráficos, etc.

Esse novo Kindle, que é praticamente igual ao 2, maior, vai ajudar muito a ler mais revistas, jornais e outros materiais em PDF no Kindle. Acredito que é mais um passo para facilitar ainda mais o consumo de informação digital de uma forma cada vez mais parecida com a informação impressa. Além de tudo, ele tem um sistema que você pode girar o aparelho, que o conteúdo acompanha, assim você pode ler modo “carta” ou “paisagem”. Acho que “copiaram” do iPhone.

Tenho um report da Razorfish em PDF, que tem muitas imagens e gráficos. Não achei que ficou 100% no meu kindle e fiquei com pena de imprimir. Com isso, ainda não li, apesar de recomendações de que é muito bom.

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O Kindle está conseguindo cada vez mais unir as vantagens dos dois mundos. Do impresso, a facilidade de ler em qualquer lugar, de não precisar de um computador, de não cansar a vista. Do online, de ser fácil acessar, de receber instantaneamente em qualquer lugar do mundo.

Jeff Bezos, na apresentação de lançamento, disse que quando a versão para kindle está disponível, 35% do volume de vendas de um livro é nesse formato. Incrível para o curto espaço de tempo que temos esse aparelho disponível. Tim O’Reilly, da O’Reilly Media disse que na empresa dele, 65% das vendas já são de livros online. Ele é um pioneiro, tendo lançado há muitos anos o sistema Safari.

Ainda falta a interação, entre os leitores, e dos leitores com os autores, que por enquanto, só existe, pra valer, na web. Mas a Amazon chega lá. :-)

Outra coisa: a App do kindle para iPhone é muito boa, por uma única e muito simples razão: carrego o telefone 100% do tempo.

Fiquei com vontade de vender o meu aqui, e comprar outro, na minha próxima viagem aos EUA, que espero acontecer em setembro.

Quatro perguntas sobre modelos de negócios

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Essas são as quatro perguntas sobre modelos de negócios que Seth Godin fez hoje no seu blog. Acho que elas resumem muito bem, nos principais pontos que você precisa pensar ao montar seu negócio.

  1. Porque motivo as pessoas vão pagar pelo seu (e não por outro) produto? Ou seja, o que você faz que gera valor para o cliente, a ponto de criar disposição para pagar? Num mundo cada vez mais cheio de opções, de coisas grátis e agora com a crise, com cada vez menos dinheiro.
  2. Como você compra (ou produz) o que você vende, por um preço menor do que o de venda? Aqui vale uma reflexão sobre suas competências, que tornam sua capacidade de produzir melhor que o dos outros.
  3. Como você se protege contra concorrentes, similares, cópias e guerra de preços? Ou seja, o que te faz diferente, ao longo do tempo? Isso é dos mais difíceis, e acho que tem (também) a ver com marca, com reputação, com comunidade.
  4. Como quem não te conhece vai te conhecer, e decidir a gastar seu rico dinheirinho com você. Uma das coisas mais legais que li recentemente é o tema “Inbound Marketing“, que me foi apresentado pelo Eric Santos.

Estou tendendo a acreditar, cada vez mais, que o sucesso daqui em diante, virá de autenticidade, reputação, comunidade, prestação de serviço, marketing educativo e personalidade única.

Breve resumo do livro Pegadas, de Roberto Adami Tranjan

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Comprei no sábado e acabei de ler hoje o livro Pegadas, de Roberto Adami Tranjan, sobre a travessia dos 7 mercados. Da era industrial para a era do conhecimento. O livro é bacana, apesar de ser em forma de parábola, que o torna mais longo (eu prefiro o texto direto ao assunto).

Me interessei pelo autor, há conversar há uns dois anos com um amigo, que estava fazendo um curso com ele e implementando uma série de mudanças muito bacanas da empresa dele (de arquitetura).

O livro é sobre como criar prosperidade, nos negócios e na vida. Ele explica as 7 possíveis fases (ou mercados) que sua empresa pode passar.

Sobrevivência

1- Arena de guerra (luta, armas, ataque, guerreiro)

2- Mina de recursos esgotáveis (disputa, artimanhas, combate, jogador)

Travessia

3- Oásis no deserto (descobrir, sonho, curiosidade)

4- Ponto de encontro (compreender, conectar-se, foco, competência, perito)

5- Ateliê de arte (imaginar, inovar, fé, inspiração, artista)

Prosperidade

6- Espaço de solidariedade (ajudar, servir, luz, paixão, excelência, solidário)

7-Jardim supremo (contribuir, unificar, consciência, energia, entrega, cultivador)

Comprei o livro por acreditar que minha empresa é um ponto de encontro (esse é inclusive nosso slogan). E fiquei curioso como ele descrevia cada um desses mercados, em especial os acima do “4″.

Muitos conceitos já são conhecidos. Talvez até muito batidos. São difíceis de se aplicar, na prática. Foco real no cliente. Lucro é uma consequência. Líder participativo.

Algumas frases legais, que ele coloca no meio do texto, para estimular a reflexão:

  • Faço tudo para ser normal, ou seja, sigo as normas.
  • Quando a atenção é ocupada pela curiosidade, surge a ousadia.
  • Somos feitos da mesma matéria de nossos sonhos, Shakespeare.
  • O homem é, acima de tudo, aquele que cria, Saint Exupéry.
  • As pessoas demoram muito para ficar jovens, Picasso.
  • O dia só amanhece para quem está acordado, Henry David Thoreau.
  • Não seja apenas um piloto de fluxo de caixa.
  • A fonte da integridade é nunca fazer do outro um meio, Kant.
  • Confie no Senhor, mas amarre seu camelo, provérbio árabe.
  • Não pense que está em crédito com o mundo. Quem se sente credor, está sempre padecendo.
  • O oposto do medo não é a coragem, é o amor.
  • Se você precisasse de um lugar que o inspirasse a criar a grande obra da sua vida, para onde iria? Seu escritório? :-)
  • É preciso energia e consciência.
  • Desacelere, para andar mais rápido.
  • Ponha sua bagagem no chão; o trem já está em movimento, Ramana Maharshi.

Fiquei com uma sensação estranha e engraçada ao terminar de ler o livro. Não sabia se tinha achado o livro básico demais, ou se ele tinha me inspirado. Provavelmente os dois. E talvez esse era o objetivo do autor.

Procurando no Google, encontrei esse post que explica bem, e resumidamente, o outro livro e curso dele – Metanóia.

Whuffie na #w2e, palestra de Tara Hunt (@missrogue)

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Uma das palestras que mais gostei no evento Web 2.0 Expo em San Francisco foi a de Tara Hunt (@missrogue) sobre Whuffie. Até agora não vi uma boa tradução para o português desse termo, que quer dizer “capital social” ou reputação.

A palestra de Tara Hunt foi muito bem apresentada, num estilo que gosto muito. Um número enorme de slides, com muitas fotos, textos muito curtos e uma sinergia e conexão perfeita entre os slides e a fala da palestrante.

Esse é o estilo que tento fazer cada vez mais. Tornar minha fala e os slides cada mais sincronizados, e com uma transição muito suave, quase imperceptível de um slide para outro.

Abaixo listo os pontos que mais gostei da palestra.

  • O tema da #w2e era “o poder da escassez”, e isso é o que ela sempre fez (fazer mais com menos). Eu também estou nesse time. :-)

publicidade-tradicional

  • A publicidade se torna cada vez mais um megafone, que incomoda e interrompe as pessoas. Com isso, há cada vez mais pessoas “surdas” a anúncios. A solução não é comprar um megafone maior e mais potente, mas se envolver em conversas.
  • Porque algumas empresas são abominadas, e outras recebidas pelas pessoas de braços abertos?
  • Whuffie = reputação, capital social, contatos, acesso, credibilidade. Você e sua empresa têm isso?
  • Whuffie não acontece do dia para a noite. Acho que por isso muitas empresas não conseguem abraçar essa oportunidade, pois querem resultados overnight.
  • Quando não se preocupa com isso, uma empresa perde (em especial hoje na internet). Um exemplo bom é o caso da Dell, que teve que lidar com o site de reclamações “Dell Hell”.
  • Whuffie é parte da “economia da doação”. Quanto mais você doa, mais recebe em troca.

Algumas dicas:

  1. Mude a forma de se comunicar. Do megafone para a conversa (aprenda a escutar).
  2. Se envolva na comunidade.
  3. Foco na experiência do consumidor. Atenção aos detalhes, vá além, coloque emoção, injete alegria, personalize, experimente, simplifique.
  4. Abrace o caos. Não tente controlar tudo e se surpreenda. Algumas coisas vão dar errado, mas você poderá ter boas surpresas.
  5. Encontre significado no que você faz.
  6. Do well by doing good. Ou seja, tenha lucro por ser bom.
  7. Ajude os outros a ir além. O Flickr e Youtube têm sucesso por fazer isso.
  8. Pense focando no consumidor. Por exemplo, se for o melhor, sugira um link fora do seu site. Os slides 281 e 282 são excelentes.
  9. Valorize algo maior. Se você e sua empresa estão comprometidas com uma causa maior, terá mais capital social, mais reputação, mais credibilidade.
  10. Espalhe o amor. Faça o bem.

Whuffie = propaganda boca-a-boca, vendas adicionais, fidelidade dos clientes. Ou seja, mais lucro. :-)

Veja os slides completos, abaixo.

Livro

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Tara Hunt lançou há duas semanas um novo livro, chamado de Whuffie Factor. Já está no meu kindle e recomendo.

Liderança nos dias de hoje, por Jorge Forbes

Recebi o artigo abaixo da minha psicóloga e gostei bastante.

Achei interessante os conceitos de carisma e da habilidade de ressoar. Esses dois pontos são fundamentais. Além disso, acho muito importante também a capacidade de contar histórias.

Atenção maior as janelas quebradas do que a propostas monumentais é um ponto muito forte. O 10° ponto, de que a comunicação é o mais importante fecha bem o artigo.

Esse negócio de líder de hoje e de ontem já está meio batido. E não concordo muito com a questão de não precisar se explicar.

Acho, no entanto, que está faltando algumas coisas: um líder é alguém que admiramos, e geralmente admiramos quem quer muito, quem vai além. O líder tem alta energia, e de alguma forma inspira os outros. Essa admiração as vezes não é na ética, mas na ambição.

Leia o artigo completo, abaixo.

O líder hoje – dez pontos para um líder no mundo atual

1. Um líder hoje é diferente de ontem. Hoje estamos em uma sociedade de rede, uma sociedade plana, não vertical, o líder não pode se apresentar como um modelo a ser imitado, ou louvado como um ideal. Acabou a era dos líderes imperiais, mistura de sabedoria e poder.

2. Um líder hoje tem que ter algo de carismático. Lembremos que os carismáticos eram os que tinham acesso a Deus sem intermediação, razão de sua perseguição pela Igreja. O carismático tem um compromisso com sua paixão, acima da vontade de ser compreendido pelo outro. Por essa postura, seduz, tem o algama, como diria Sócrates.

3. Um líder hoje tem que estar pronto a suportar o mal-entendido. No mundo-mix não há uma razão maior unificante, que universalize (versão do um), que convença plenamente pela razão. Mais do que nunca vale o conselho: “Não se explique, nem se justifique”.

4. Um líder hoje deve dar maior importância ao ressoar que ao raciocinar, “tá ligado”? Essa expressão dos jovens atuais aponta a um novo tipo de laço social que não é baseado na compreensão, como há até pouco tempo, mas na multiplicidade de estimulações. Só assim podemos compreender uma Techno-parade com dois milhões de pessoas que estão juntas no exercício de suas diferenças, não de uma igualdade.

5. Um líder hoje deve ter uma história para contar, sim, mas, sobretudo, criatividade para inová-la. A sua história mais vale pela paixão vivida, que pelo exemplo moral do sofrimento. A ética do desejo é diferente da moral dos costumes.

6. Um líder hoje deve adotar o Princípio Responsabilidade, não a utopia, nem o medo. O Princípio Responsabilidade exige dois movimentos: inventar uma solução e, em seguida, ser capaz de inscrevê-la ao mundo.

7. Um líder hoje não deve se preocupar com nenhum figurino prêt-à-porter, mas com a convicção do seu gesto. Não haverá um líder igual a outro, acabou a pessoa com cara de líder.

8. Um líder hoje deve preferir a razão sensível à razão ascética. Lógica com subjetividade será mais convincente que lógica com números. Números não emocionam.

9. Um líder hoje deve saber que a cauda da distribuição de preferências é longa e que mais valem os detalhes do pouco a pouco, a atenção com as janelas quebradas, que propostas monumentais.

10. Um líder hoje deve saber que na sociedade de comunicação o que mais vale é a própria comunicação, a interface, o contato, além de qualquer bem material: o líder deve ser a expressão de uma cultura.

Nancy Duarte: ciência e arte das apresentações na #w2e

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O primeiro dia da Web 2.0 Expo em San Francisco era de workshops de um período (manhã ou tarde). O primeiro que participei foi o de Nancy Duarte, sobre como preparar apresentações.

Ela tem uma empresa especializada nisso, que funciona como se fosse uma agência. A diferença é que ela não faz anúncios, mas PPTs. Um dos seus trabalhos mais famosos é a apresentação do Al Gore, com o tema do filme e livro “Uma verdade inconveniente”.

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Quais foram as principais lições que levei para casa desse workshop:

Há 3 tipos de PPTs: documentos, teleprompters e apresentações. Os dois primeiros são feitos para quem apresenta. O terceiro para a audiência. Adivinhe qual funciona melhor?

Cada slide só pode ter uma ideia, não há problema em colocar mais slides.

De destaque ao que precisa de destaque, o restante, diminua o contraste, mostre menos. Ela mostrou ótimos exemplos de como mudar a formatação de um gráfico pode te ajudar muito a explicar um detalhe importante.

Não use gráficos em 3D. Eles só servem para atrapalhar seu cliente ver o que interessa. A não ser que você deseje esconder os dados, e não explicar direito.

Procure usar imagens. Dá um pouco de trabalho. Simples. Funciona. Se você não quer trabalho, cancele a apresentação. Mande um texto em Word, por email. Mais prático, menos chato e mais produtivo.

Re-aprenda a desenhar. Você ainda sabe, o problema é que te conveceram do contrário. Ela fez um exercício no início do curso, e meu desenho me surpreendeu (nada demais, mas ficou melhor do que eu esperava). Rabisque sua apresentação, suas ideias. Eu tenho usado papel para fazer um brainstorm sobre a palestra, geralmente em formato mapa-mental rascunho. Tem funcionado muito bem.

Uma das coisas legais do workshop foi entregar um bloquinho de post-it para cada participante. Daí você tinha que preparar um rascunho de uma apresentação sendo cada post-it um slide. A quantidade de texto legível em um post-it é a mesma de um slide. :-)

Entenda a forma e a função dos mais diversos diagramas disponíveis no PowerPoint. Cada um deles vai te ajudar a mostrar uma coisa, de um jeito. Escolher bem é meio caminho andado.

Saiba que as pessoas lêem mais rápido do que você fala. Se você lê em voz alta um texto no slide, a platéia vai ler na sua frente. E achar que você é lento. Essa explicação foi a mais simples, curta e convincente que já vi para mudar a cabeça de qualquer um a não colocar textos demais. Se você o fizer, vai parecer lerdo.

Entenda quem é sua audiência:

  • quem são eles?
  • porque estão aqui?
  • o que lhes tira o sono?
  • qual problema você pode resolver?
  • o que você deseja que eles façam?
  • o que pode faze-los resistir?
  • qual a melhor forma de convence-los?

Se você faz um exercício rápido, respondendo a essas perguntas acima, sua palestra vai ficar muito melhor. Eu já fiz isso, em duas palestras que apresentei depois desse workshop e foi incrível como me clareou a cabeça do que deveria colocar, do que tirar, como dar destaque, etc. Ficou muito melhor.

Livro

O livro é ainda mais completo. Tem um capítulo sobre cores, sobre como pensar como um designer. Coisas simples, que me ajudaram muito a entender melhor como preparar um ótimo PPT.

Na introdução, tem uma brincadeira dizendo que apresentações são histórias. E mostra como histórias são chatas por alguém que tenta colocar tudo no PPT e se esquece da história. O exemplo era um PPT da história de Chapeuzinho Vermelho.

Manifesto

Esse é um curto manifesto que finaliza o livro de Nancy Duarte.

  1. Trate sua platéia como rei
  2. Apresente para espalhar ideias e fazer as pessoas agirem
  3. Ajude a platéia a enxergar o mesmo que você está vendo
  4. Pratique design, não decoração
  5. Busque harmonia entre: você, seus slides e sua platéia

Como uma palestrante especial (como Seth Godin), ela não disponibiliza os slides da sua palestra, nem em PPT, nem em PDF. A sugestão dela foi: comprem meu livro. Foi o que eu fiz. :-)

@nancyduarte é o Twitter dela. Veja fotos no Flickr.