
Jason Calacanis escreveu um post hoje sobre o negócio anunciado entre Microsoft e Yahoo hoje, na área de buscas. Não me envolvi muito nas milhares de leituras sobre o assunto, mas achei alguns dos comentários do Calacanis muito bons, aplicáveis para outras empresas.
O Jason Calacanis é um empreendedor que admiro muito. Pela agressividade, pela maneira inteligente, rápida e constante que vende sua empresa e seus produtos. Ele está sempre pensando em como fazer diferente e ter um super sucesso.
Os melhores pontos do post, na minha opinião:
- Ser agressivo e inovar são as duas únicas saídas para se ter sucesso.
- A Microsoft é uma empresa a ser respeitada, apesar dos muitos críticos: resiliente, pensa grande, pensa longe, não desiste.
- Entregar o ouro para o bandido e desistir da briga (o que parece ter sido feito pelo Yahoo) não é uma forma bacana de se manter no negócio.
- Com dos gigantes agora no mercado (Google e Microsoft), há espaço para pequenas empresas, rápidas e inteligentes, criarem nichos, e até assumirem a terceira, quarta e quinta posição.

Meu resumo: resiliência é difícil de se manter, mas se paga. Onde todos estão vendo as dificuldades, os empreendedores, como o Jason, encontram oportunidade.

Esse ano acontece a terceira edição do evento Digital Age 2.0, agora no final de agosto. Os oraganizadores foram muito felizes na escolha dos palestrantes, em especial os internacionais. Fazia tempo que não via um evento em que tem gringos de peso vindo palestrar no Brasil, que eu admiro muito.
Quem são os dois principais palestrantes, na minha opinião:
- Jeff Howe, da revista Wired, autor do livro “Crowdsourcing” (lançado no Brasil como O poder das multidões), sobre a influência, poder e mudanças que a tecnologia trouxe, permitindo que milhões de pessoas colaborem, ajudando a construir coisas novas
- Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, que já era uma grande referência, agora então tendo vendido a empresa para a Amazon, por quase um bilhão de dólares, fica ainda mais interessante. O que será da empresa daqui em diante? O que a Amazon poderá ajudar a Zappos a ser melhor, sem perder sua identidade. Sou fã da Zappos, e até tenho o Culture Book 2009 deles, que ganhei autografado do Tony.
O evento ainda conta com palestrantes brasileiros renomados, como Michel Lent e Marcelo Tripoli. O único senão, é o preço da inscrição, mas talvez valha a pena, pelos contatos e aprendizado (nessa ordem).
Leia mais sobre a Zappos aqui:
Leia mais sobre Crowdsourcing aqui:

Depois de quase duas semanas gripado, resolvi começar sério meu treino de 12 semanas para correr minha primeira maratona. A meta é correr a de Buenos Aires ou outra em outubro ou novembro.
Meus planos para chegar até lá:
- iniciar com 35k por semana, com longo de 13k
- aumentar 3k por semana, chegando a 70k na última semana
- correr 4-5 vezes por semana
- baixar meu tempo d0 10k para 45′
- correr até lá uma meia-maratona abaixo de 2h
- fazer a maratona em menos de 4h e 30′
O que espero conquistar com essa maratona:
- aprender a melhorar dia após dia
- aumentar minha resiliência
- aumentar minha capacidade física
- me superar, inclusive na parte física
- arejar a cabeça
- conseguir me concentrar mais no longo prazo, nas coisas importantes
- me divertir
Pode parecer loucura, mas a corrida, em especial as mais longas, tem me ajudado a melhorar em todos os pontos acima.

Fiz essa entrevista (bate-papo) com o Marcos Rezende, do blog Insistimento, há tempos e acabei me esquecendo de postar aqui no blog. O Marcos é uma ótima pessoa, a conversa foi ótima, falamos sobre vários assuntos, aprendi várias coisas com ele. E além disso tudo, foi uma entrevista inédita comigo: um vegetariano entrevistando um aficionado por carne bovina.
Um pequeno trecho:
A conversa foi ótima e, apesar da intenção inicial ser de travarmos uma entrevista, acabamos por aproveitar um bom bate-papo informal sobre o seu trabalho como gestor de comunidades que se interessam pela cadeia produtiva da carne e bons hábitos dos produtores de carne atualmente. Eu sou vegetariano de carteirinha e não abro mão da minha opção, porém, achei válido abrir um espaço aqui no blog para o Miguel que trabalha com um mercado do qual não consumo qualquer produto, por acreditar na civilização e de que é importante que nos respeitemos mutuamente para um crescimento global mútuo, contínuo e verde.
Vale a pena conhecer mais o trabalho do Marcos, que além de tudo estreiou um layout novo no blog dele, que ficou show!
Marcos Rezende por ele mesmo:
Marcos Rezende, é empreendedor da área de tecnologia e internet à frente da Noxion Talentos da Informação, administrador de empresas e coach que atua dando consultoria a profissionais e empresas além para fortalecerem seus pontos fortes e alcançarem suas metas.
Conheça mais o trabalho dele:

A empresa americana HubSpot é uma das minhas referências favoritas na web, para conteúdo sobre marketing online. Eles defendem uma nova forma de “marketear” seus produtos e sua empresa. Ao invés de ficar martelando os outros com anúncios, você deve criar conteúdo que atrai seus clientes. “Seja encontrado” é o mantra deles. E eles vendem uma série de serviços sobre como fazer isso bem usando a internet.
Assisti essa apresentação no Slideshare e gostei muito. Me deu dicas muito boas de como melhorar meu negócio.
Veja minhas principais anotações:
- Se você tem pouca grana, precisa usar melhor seu cérebro. Um pode compensar o outro.
- O básico do Inbound Marketing” é: 1-seja encontrado, 2-converta esse encontro num cliente
- mídias sociais podem te dar alavancagem (sem bem usada)
- teste, comparando resultados
Dicas para melhorar conversões do seu site:
- crie urgência
- use números
- diga o que você quer que a pessoa faça
- use imagens
- use cor para diferenciar/destacar o que você quer que pessoa faça/clique
- simplifique sua página, encurte seu formulário de contato (não peça informações demais na primeira vez)
Eles usam duas imagens para ilustrar a comparação entre marketing tradicional e inbound marketing (também chamado de novo marketing):
- uma marreta para o marketing tradicional (interrupção, força)
- um imã, um magneto para o novo marketing (permissão)
Em uma outra palestra no slideshare, o pessoal da HubSpot usou uma frase muito interessante:
Pense como você fosse um editor, não um anunciante.
Ou seja, não adianta martelar demais, é preciso que seu conteúdo seja de interesse de quem vai ler.
Começa agora em agosto um novo curso na Casa do Saber – Grandes Publicitários. No mesmo formato do curso Grandes Executivos, que fiz o ano passado e gostei muito. Esse curso terá 6 convidados, Celso Loducca será o entrevistador.
Acho que será muito interessante e me animei a fazer pelos seguintes motivos:
- Conhecer, aprender e entender com publicitários extremamente bem-sucedidos.
- Entender mais sobre o “meio” agências de publicidade.
- Conhecer pessoas inteligentes com interesses similares aos meus
- Me divertir e me entreter conhecendo mais sobre a vida profissional, que deve ter algumas passagens engraçadas.
- O curso anterior foi muito bom: gente inteligente, bom humor, aprendizado e boas conversas antes, durante e depois do curso.
Começa dia 4 de agosto. Veja quem são os convidados:
- Alexandre Gama. Publicitário. É diretor de criação, sócio e presidente da Neogama/BBH.
- Nizan Guanaes . Publicitário, diretor da agência África, presidente e diretor de criação da agência DM9DDB.
- Marcello Serpa. Publicitário. É sócio e diretor geral de criação da AlmapBBDO.
- Washington Olivetto. Publicitário e criador da agência W/Brasil.
- Roberto Justus. Publicitário e empresário. É CEO do grupo Newcomm e vice-presidente da Y&R. Dirigiu o programa “O Aprendiz”, da Rede Record.
- Fabio Fernandes. Publicitário. É presidente e diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi.
O Twitter lançou ontem um guia básico de uso do serviço, para negócios. A apresentação, em inglês, é simples e curta. E bem interessante. Achei muito válido o slide 11, com dicas de boas práticas.
Se você ainda não usa, vale a pena dar uma olhada.
Já escrevi outros posts sobre o Twitter:

Acabei de assistir a primeira parte do primeiro DVD do box “O poder do mito” de Joseph Campbell. Há tempos me interessava em conhecer mais sobre esse autor, mas nunca dava certo. Há algumas semanas, meu amigo Eduardo Carvalho me indicou o DVD e por impulso comprei o box no mesmo dia. Hoje consegui assistir com calma, tomando um vinho, a primeira parte.

É impressionante, Campbell tem um conhecimento profundo do ser humano. Ele estudou inúmeras religiões, mitos, crenças, culturas e explica com uma didática incrível suas semelhanças.
Ele mostra, de forma muito humilde, que o homem, há milhares de anos, nos mais diversos lugares do mundo, busca as mesmas coisas, tem os mesmos medos, precisa vencer os mesmos desafios. É interessante perceber que nossa vida atual difere pouco, na essência, dos índios norte-americanos há mais de 100 anos. Dá uma ótima reflexão sobre a vida.
Algumas anotações que fiz, desse entrevista de cerca de uma hora.
- Todos nascemos heróis. Nascer é um ato, uma passagem heróica. Inclusive para a mãe.
- O herói muitas vezes se sacrifica, logo além de admirar, devemos sentir pena. Não é tão bom assim ser herói. Se paga um preço por isso.
- Todas as religiões têm grandes semelhanaças.
- O herói se transforma pelas provações que é submetido.
- Star Wars é um filme inspirado nos livros e conceitos de Joseph Campbell. Ele usa muito dos conceitos do que é um herói, etc. Talvez por isso fez tanto sucesso (inclusive comigo, que sou um grande fã).
- No filme Star Wars, o Jedi ganha uma espada, mas também ganha uma missão, um compromisso psicológico.
- A frase no final do primeiro filme da série “Use the force”, marca muito. E Campbell comemora a habilidade de George Lucas usar um conceito milenar numa linguagem que adolescentes de hoje entendem e apreciam.
- O herói suporta o desafio do tamanho que o ambiente mostra, e vice-versa. Ou seja, a provação, o teste é audacioso, mas não impossível.

- O filme Star Wars se passa no espaço pois atualmente o planeta inteiro está conquistado, é conhecido. Precisamos ir ao espaço para encontrar o desconhecido. Há 50 anos isso era diferente, ainda havia muitas partes do mundo desconhecidas, inexploradas.
- Me lembrei muito do filme Matrix, das escolhas, das duas pílulas, das duas realidades.
- Associei as provações que o herói passa, dos desafios, das dificuldades descritas por Campbell, com as dificuldades de se empreender nos negócios. Talvez tenha alguma ligação e talvez por isso (me) atraia tanto.
- O grande desafio é viver dentro do sistema, se deixar de ser humano.
- Quando as pessoas encontram sua motivação interna, o que as anima, elas se acertam.
- O dragão europeu é um símbolo da cobiça. O interessante é que ele geralmente guarda ouro e moças virgens, duas coisas que guarda, conserva, preserva, mas não usufrui. Talvez o mesmo ocorra com qualquer coisa que prendemos com nossa cobiça: temos, mas não aproveitamos.
- O dragão é nosso ego. Nos prendemos dentro de nossa própria jaula.
- Não é preciso salvar o mundo. Quem se salva, salva o mundo por tabela. O mundo é um deserto, devemos focar nas pessoas, em especial em nós mesmos.
- O atleta performa quando está calmo, quando está no seu “centro”.
- Buda não diz qual a resposta, mas mostra o caminho. E cada um precisa encontrar o seu caminho.
- As igrejas são uma forma de te proteger da “loucura” do dia-a-dia. Dentro delas você encontra imagens, sons, iluminação que te acalma, que te levam a desacelerar, a refletir, a meditar.
Gostei muito dessa primeira parte e vou em breve assistir os próximos.
Uma coisa muito legal do Joseph Campbell é que ele criou sua carreira. Decidiu que seria professor de mitologia, só que essa cadeira não exisitia. Ele não desistiu. Estudou, batalhou, até conseguir. Se tornou o maior especialista do mundo no tema.
Eu cada vez mais uso técnicas como essa (sem esse refinamento e qualidade, é claro), para anotar minhas ideias. Tem funcionado bem demais.


Dia 5 de julho desse ano corri a meia maratona das cataratas, em Foz do Iguaçu. Me encontrei lá com meu irmão que passou uma semana inteira para comemorar o aniversário. A corrida foi excelente, a melhor prova que já participei.
Porque gostei:
- local belíssimo
- bem organizado
- muita água e isotônico
- corredores animados (como sempre)
Como corri e como me senti
- mesmo com chuva e frio, mas me senti bem demais
- fiz meu melhor tempo, 2 horas e 8 minutos
- muitas subidas, muito bom treino para resiliência

Uma coisa única em corrida de longa distância:
- por mais que muita gente corra, você corre sozinho, você contra você, não importa o quanto os outros correm
- cheguei no lugar da corrida ainda escuro, muito frio (uns 12-15°C), chovendo, eu apenas de camiseta semi-transparente e feliz da vida
Meta até o final do ano: correr uma maratona completa, talvez em Buenos Aires, em outubro.
Update: meu irmão também correu a meia das carataratas.
Escrevi outros posts sobre corridas:
Semana passada realizei um evento de um dia, em São Paulo, sobre pecuária sustentável. O evento era bem diferente de todos os que a AgriPoint já realizou e o primeiro que eu seria o principal responsável, (incluindo eventual fracasso, rs..).
Como era o formato do evento:
- 18 palestras de 20 minutos cada
- tudo gravado, para internet
- produção de DVDs com as palestras
- re-transmissão pelo Canal Rural
- produção de conteúdo para o BeefPoint (slides e textos, além dos vídeos)
- coffee-breaks de uma hora
Deu tudo certo. Público, palestrantes e parceiros ficaram muito satisfeitos. Nós também ficamos. E eu fiquei muito contente em ter conseguido inovar, de forma bem sucedida. Mas eu também fiquei bastante nervoso, apreensivo, em especial no início da manhã do evento, quando muita coisa ainda precisava ser feita.
Depois que o dia passou, me lembrei que as coisas boas são difíceis. Para crescer é preciso sair da zona de conforto. É preciso arriscar, se colocar numa posição mais frágil do que a de segurança que você já está acostumado. Senti bem na pele, de uma forma bem intensa, o que inclusive me ajudou a refletir depois aqui.
Sair da zona de conforto para mim é, apesar de desconfortável, a maneira de viver bem, se sentir realizado, deixar sua marca, fazer a diferença. Talvez seja uma forma de se sentir vivo.
Preciso fazer isso mais vezes. Quem sabe todo dia. :-)
Outras duas dicas, que peguei do blog do Ben Casnocha, que é excelente, como seu livro.
- Ao checar referências de um entrevistado para uma vaga em sua empresa, use a seguinte técnica. Ligue em um momento que você imagina que a pessoa não estará na mesa. O objetivo é deixar um recado na secretária eletrônica ou com a assistente. O resumo desse recado deve ser: “estou contratando fulano para cargo tal e ele passou seu nome como referência, por favor retorne esse contato se ele for excelente”. Achei muito bacana, você vai conseguir filtrar quem é top de quem não é, de uma forma muito simples, fácil e educada.
- A outra dica é dizer ao final da entrevista: “estamos chegando ao final dessa nossa entrevista, temos mais uns 5 minutos…”. Geralmente as pessoas falam as coisas mais importantes nesse finalzinho, nesse momento que está acabando. Se você ficar de ouvidos abertos pode captar bastante coisa nesses últimos cinco minutos.
Duas dicas rápidas, que gostei e vou aplicar daqui em diante. Obrigado Ben!
O ator Will Smith fala nesse vídeo do youtube sobre as chaves para o sucesso na vida. Correr e ler. O vídeo é curto, e em ritmo de rap, quando ele apresentou em conferência para crianças (ele está com um brinde da Nickeledon nas mãos).
- Correr porque te dá resistência e resiliência. Você tem que se superar. É você contra você mesmo.
- Ler porque te dá acesso a um enorme conhecimento acumulado pela humanidade, há milhares e milhares de anos.
Muito bom a forma resumida que revisei duas coisas que considero agradáveis e muito produtivas.
Foi engraçado achar um vídeo desses que fala tão bem de duas coisas que gosto tanto de fazer na vida. E que acho que me agregam muito, como pessoa.
Resiliência e conhecimento são duas das habilidades e competências chaves que considero para o sucesso de qualquer coisa na vida. Nos negócios, nos esportes, no dia-a-dia.
A dica foi do Ben Casnocha.


