
Steve Wax, da agência Campfire, foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos no MIXX 09, em NY na semana passada.
Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Está num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim é que ele está nu nesse sonho. Disse que essa é a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia. Antes, uma agência tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups.
Hoje não, interage, mesmo sem querer com todo o público. E outra, o grande público também está no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme. E tem a plateia inteira no palco, falando de você. A agência, e seu tabalho, está muito mais exposto. Literalmente nu.
Falou que fazer publicidade está muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele, o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.
“Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem”. E esse “outros” é cada vez mais amplo. O anúncio de 30 segundos agora é visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia é muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho é reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.
Disse que o planejador de mídia é o novo homem do tempo. Está sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.
Outra frase dele que gostei foi: “Uma sequência de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado”.
Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.
Gostei bastante da pequena palestra dele. Conseguiu explicar bem que a realidade mudou, e que se você for realmente bom em entender o cliente final e em reger experiências da sua marca, pode ter um trabalho bem mais divertido e certeiro hoje em dia. Interessante que ele juntou interação cliente-marca e métricas como os dois focos da comunicação hoje.
O twitter do Steve é @campfiresteve.
Steve foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos. Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Esta num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim e que ele esta nu nesse sonho. Disse que essa e a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia.
Antes, uma agencia tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups. Hoje não, interage, mesmo sem querer com o publico todo. E outra, o grande publico também esta no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme, e tem a plateia inteira no palco, falando de você Você esta muito mais exposto. Literalmente nu.
Falou que fazer publicidade esta muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.
Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem. E esse “outros” e cada vez mais amplo.
O VT de 30 segundos agora e visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia e muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho e reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.
Disse que o planejador de mídia e o novo homem do tempo. Esta sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.
Uma sequênciasequencia de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado.
Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.
Veja foto da festa de encerramento e entrega de troféus das 500 e 5000 empresas dos EUA que mais cresceram nos últimos 3 anos.
A vencedora teve crescimento de incríveis 19.000% em 3 anos. Isso mesmo, aumentou o faturamento em 190 vezes em 36 meses. Não se é lucrativa, mas que o número impressiona, impressiona.
Boa noite, de Washington, DC, EUA.

O tema da palestra foi “Misses, Home Runs and Game Changers”, algo como “bolas fora, golaços e mudanças radicais”. A palestra começou mostrando o gráfico já tradicional de quanto tempo cada meio de comunicação levou para atingir 100 milhões de usuários. O Facebook levou so 9 meses. Yusuf também adotou o padrão americano de apresentar uma palestra usando listas. Dessa vez foram as 5 lições da publicidade digital.
As 5 lições de Yusuf, da MS:
- Seja autêntico, seja você mesmo. O primeiro exemplo foi a million dollar homepage, um caso de 2005 (ou algo próximo) em que um estudante fez uma pagina com um milhão de pixels e vendeu cada um por US$1. Graças ao boca-a-boca, ele conseguiu a inimaginável façanha de vender tudo. Um caso antigo, mas legal de relembrar, mesmo sendo altamente improvável conseguir emplacar algo do gênero.
- Medir, medir, otimizar, otimizar. Falou sobre a Zappos, que testa muito seu site, buscando otimizar os resultados de vendas. Esse tema otimização e conversão, em especial em e-commerce e muito mais falado nos EUA do que no Brasil. Tenho a impressão de que muito mais gente se preocupa com SEO (aparecer no Google) do que em converter (transformar a visita no site em negocio, contato).
- Seja social. A web e uma rede de pessoas. Por mais obvio que pareça, muita gente ainda não entendeu. O exemplo aqui foi o site MyStarbucksIdea, onde clientes e fãs da marca de café podem opinar, sugerir e reclamar. O especial nesse caso e que o site tem todo um sistema de votação, onde os próprios leitores do site elegem o que mais importante. O Starbucks usa um sistema aberto para receber sugestões e mais importante do que isso, saber classificar o que e relevante para muita gente do que e algo que apenas um cara quer que seja feito. O Starbucks, que vem passando por resultados ruins, foi criticada no passado por demorar a abraçar a web como ferramenta para se aproximar do cliente. Agora e caso de sucesso, com esse site e também no twitter.
- Aproveite as oportunidades, responda rápido. Esse foi um exemplo legal. Mostrou o caso do Ashton Kutcher que soube literalmente aproveitar a onda do twitter e no momento certo usar o que ele tinha de ativos (ate a namorada), para ser a primeira conta no twitter a alcançar 1 milhão de seguidores. Hoje, o sujeito tem mais de 3,6 milhões de seguidores. Não teve que “pagar” nada por isso e esta colhendo os frutos. Virou ate palestrante sobre mídias sociais (vai fazer a palestra de encerramento do evento nessa terça-feira).
- Publicidade e conteúdo. Seu anuncio tem que ser legal, bacana. Tem que dar o que falar. Como muita gente já diz, precisa divertir, informar ou prestar um serviço Yusuf mostrou o Burger King como referencia nessa área, ha anos fazendo propagandas que se tornam virais, que muita gente se da o trabalho de procurar e assistir no youtube. Teve sucesso também em redes sociais. Criou o Whopper Sacrifice, em que você precisava ‘sacrificar’ 10 amigos no Facebook e com isso ganhava um cupom para um Whopper grátis Em tempo, o Facebook proibiu o aplicativo.
Yusuf tentou fazer um estudo de caso juntando essas 5 lições para falar do Bing, novo sistema de buscas da Microsoft. Em seguida, passou um video do “natal project” mostrando um novo videogame que não precisa de console. Uma câmera filma e interpreta seus movimentos, servindo para chutar a bola num jogo de futebol, acelerar, fazer curvas e passar marcha numa corrida de F1 e escolher com os dedos qual filme assistir.
Fez também uma demonstração ao vivo de sistema revolucionário, que junta esse “natal project” e o produto conceito “surface” da empresa, com outros acessórios também de cair o queixo. Telas enormes, um assistente digital, interface intuitiva, inteligência artificial. Simplesmente incrível.
Você vai conversar com o computador, olhando no olho do seu digital assistant. Vai puxar com um movimento dos dedos da mão uma foto do celular para uma dessas telas. Ao rever um projeto em 3D, ao andar na frente das telas, as imagens se movem, pois se e 3D, você vai ver a perspectiva real de cada ponto que estiver. Um salto tecnológico maior do que a comparação dos computadores de uma tonelada dos anos 70 que levavam dias para um calculo simples com a funcionalidade de um smartphone atual. Alguém comentou comigo que era melhor do que o computador do Tom Cruise no filme Minority Report. Eu fiquei impressionado, e a plateia toda também.

Colleen foi a primeira palestrante intersticial do Mixx 2009 em NY. Entre uma palestra e outra, um publicitário fazia uma palestra de 5 minutos respondendo “O que significa revolução criativa na publicidade interativa para você?” Gostei muito do formato. Bom conteúdo, em muito pouco tempo e dava um break entre as palestras mais longas.
Achei muito interessante um comentário dela, no final da mini-palestra, que foi o que me marcou. Disse que a internet não é o destino, mas uma placa de trânsito, de sinalização, que te indica o caminho.
Entender a internet como algo que vai ajudar as pessoas a irem mais longe, a lugares mais legais e que pode permitir muita coisa interessante no mundo real e uma forma e muito bacana. Por sinal, muito semelhante ao posicionamento de longa data do BlueBus.
PS: Hoje estou em Washington, DC, no segundo dia do evento INC500, que está sendo incrível.

Ann Lewnes, vice presidente senior de marketing corporativo da Adobe, foi a primeira keynote speaker do MIXX 09, em NY. Começou a palestra falando que a empresa investe 74% do seu budget em ações digitais. Todo mundo ficou animado com o numero :-)
Ann mostrou o que ela chamou de “nossos três segredos de publicidade”, com slides muito bem feitos.
- Tudo é propaganda. Contou o caso de que resolveram fazer transmissão ao vivo do lançamento de um produto, alem do evento ‘água com açúcar’ de sempre. Mais de 200 mil pessoas assistiram. O evento de lançamento e sua transmissão web se transformaram em publicidade. Cada vez a concorrência pela verba de mídia vem de outros lugares.
- Uma rua com duas mãos. Outro caso rapidamente apresentado foi o desenvolvimento do produto Lightroom. Convidaram clientes a ajudar a desenvolver o produto. Com isso conseguiram duas coisas. Primeiro, o produto ficou melhor, pois muita gente que usava (ou iria usar) comentou, sugeriu, participou. Segundo, porque essas mesmas pessoas que contribuíram com o tempo delas, se tornaram evangelistas do produto. Alem de conseguir fazer crowdsourcing do desenvolvimento, ganharam um super boca-a-boca. Saber aproveitar isso (pouca gente sabe) pode ajudar muito.
- Pense fora do retângulo. E preciso ir alem do básico. O exemplo que Ann deu foi o uso de widgets, que em sua maioria são feitos em flash (e claro, um produto Adobe). Contou que pouca gente usa pois não conseguem mensurar o uso e distribuição Ann anunciou que a Adobe acaba de lançar uma ferramenta que promete fazer justamente isso. Outro exemplo foi a realidade aumentada. Pode ser um material impresso, que colocado na frente da webcam do computador mostra algo totalmente diferente. Marcelo Tripoli lembrou que o retângulo é o banner (a foto que ilustra o post é dele também).
A palestra de Ann foi interessante, ao mesmo tempo que ela aproveitou para divulgar vários produtos. Algo difícil Outro ponto marcante no evento e a qualidade dos slides apresentados. Aqui nos EUA o padrão médio e muito, muito superior ao que vemos no Brasil. Pouca gente lê Garr Reynolds na terrinha.
Na seção de perguntas, alguém da plateia questionou o que não vai mudar na publicidade em 50 anos. Ela respondeu engajamento e criatividade.
Esse é o primeiro post de uma série com resumo das principais palestras do evento e o que aprendi/tirei de cada um. Escrito em NY, durante o MIXX 09.

Segunda e terça dessa semana, participei em NY do evento MIXX, organizado pela IAB, sobre publicidade interativa. Escrevi dois posts para o site Blue Bus sobre o evento. Veja os links abaixo e uma breve chamada de cada um.
Começou a Mixx 2009 em NY | Revolucao criativa na publicidade
Na parte da manhã, o destaque foi a demonstração ao vivo do novo sistema interativo da Microsoft, um escritório do futuro, com assistente digital inteligente, vídeo-conferência de corpo inteiro e controles do sistema sem uso de mouse, joystick ou coisas do gênero. Voce se mexe e o sistema entende. Minority Report na vida real, ou para os mais velhos – os Jetsons – em 2009. Apesar dessa parte da palestra ter sido uma mega propaganda da Microsoft, todo mundo adorou.
Chris Anderson, dos livros Long Tail e Free, fala no Mixx 09 do IAB
Chris Anderson citou dois exemplos. O primeiro foi o grupo de comédia Monty Python, que cansado de ver seus vídeos pirateados no YouTube, resolveram eles mesmos criar um canal exclusivo do grupo, com tudo de graça. Venderam muito, muito mais DVDs com isso. O outro exemplo é o próprio livro Free. Teve versão grátis (por uma semana) no Kindle, para leitura online, audiobooks grátis. E mesmo tendo muitas versões grátis virou bestseller da versão paga (impresso). É provável que as versões grátis tenham ajudado a vender mais a versão paga, pois gerou atenção, buzz. Chris falou muito isso, ‘atenção’ hoje vale dinheiro, pois é escassa.
Fiquei muito satisfeito em ser “publicado” pelo Blue Bus, que é um site que acompanho e admiro desde 2002, quando estava começando a trabalhar, recém-formado. Julio, obrigado pelo espaço. Marinho, muito obrigado pela ponte.
Escrito em Washington, DC, onde começa amanhã a conferência INC 500. Essa promete muito.

Assisti há mais de um mês a uma aula na Casa do Saber, com Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC e da agência África. Foi o segundo palestrante/entrevistado do curso Grandes Publicitários. Nizan deu um show. Tem uma energia enorme, literalmente “ocupou” todos os espaços da sala que tinha umas 70 pessoas. Cantou, declamou poemas, falou inúmeros palavrões. Não tentou vender uma imagem de bom moço. Um trator, que faz muito e não tem medo de ser quem é. Achei muito legal. Dizem que não é fácil trabalhar com ele. Acredito. E imagino que deve ser terrível mesmo, se você for “mole”.
Nizan Guanaes tem 51 anos, se considera chato, insatisfeito, inquieto. Fala que trabalha muito, 24 horas por dia. Negócio é negar o ócio. Nizan é filho de libanês e no início da carreira foi radialista. Diz sentir o pulso da audiência. Parece ter uma grande habilidade em perceber o que as pessoas estão sentindo, e mudar se for preciso para deixar sua marca, ou vender o produto do seu cliente. Seus ídolos são: GP Investimentos, Odebrecht, Dorival Caymmi. Gosta muito de trabalhar. Mas gosta também de se divertir. “Sou dono do dinheiro e não o contrário”.
Frases
“Vida é um vôo de tripa a tripa”, sobre a finitude da vida, e a necessidade de se fazer, acontecer enquanto você está aqui. Quando acaba não sobra nada.
“No céu não vou conhecer ninguém”, brincando com a possibilidade de ir para o inferno.
“Luto para que Deus acredite em mim”, ao ser perguntado se acreditava em Deus. São Paulo e São Pedro tinham muitos defeitos e foram eles que fundaram a igreja. Quer ser assim também.
“Minha tradição é mudar”.
“Publicidade compete com as vias urinárias”. Tem que ser muito bom, ele precisa vender o produto no intervalo. Se for ruim, todo mundo vai ao banheiro nessa hora.
“É preciso treinar muito para parecer natural”, Fernanda Montenegro.
“Dinheiro é igual um germe, precisa exterminar”, numa piada (acho que sobre a mulher dele). Gosta de ganhar dinheiro. E gosta de gastar dinheiro.
“Prometo glória, não prometo paz. Vá procurar a Thompson, se quiser paz”, em referencia a outra agência. “Meu slogan é Terrível, mas só contra os insetos”, sobre sua fama de mau, trator. “Sou duro, mas os princípios são bons”.
“Sucesso é uma empresa rentável, que você se orgulhe”. Várias vezes vi ele falando coisas que me lembravam muito o livro Double your profits, que é a bíblia do pessoal do GP. “Sucesso é contra sua natureza”. “A vida é domar a natureza”.
“Sou vulgar, mas minha obra não é”.
“Se você não gosta da segunda-feira, tem problema no trabalho. Se não gosta do sábado, seu problema é no casamento”.
“Acredito em talentos, em time. Talentos que viram sócios”.
“O saber alimenta e atormenta”, sobre o que podemos aprender, como podemos melhorar e como a sensação de que não sabemos nada pode angustiar. Isso acontece demais comigo.
“Na China, quando você se aposenta, vai trabalhar para as crianças”.
“Só é possível viver reinventando a vida”. Tem medo de se acomodar. Medo de se repetir. Roberto Marinho fundou a Globo aos 65 anos. Churchill foi um cara com problemas enormes, muitos fracassos. Teve sucesso só no final da vida. O novo livro do Jim Collins, How de mighty fall, comenta bem sobre Churchill.
“No Brasil, megalomaníaco tem vertigem no primeiro andar”. Falando que pouca gente pensa grande no Brasil. Isso é mal visto aqui. Ele quer sempre um sonho grande. É preciso pensar grande e treinar.
“É preciso colocar a sustentabilidade colocar dentro do modelo de negócios. Minhas agencias não são sustentáveis hoje. Não quero enganar. É muito difícil.”
“Todas as cartas de amor são ridículas”.
“Tudo vai mudar, mas o ser humano continua o mesmo”. Me lembrei do DVD O Poder do Mito.
“Niterói é a nossa Sausalito”. Uma comparação legal, mostrando que aproveitamos mal o que temos de muito bom. Nos EUA, os caras tiram “leite de pedra”.
“Se tudo tá fácil é assalto”. “Se tudo tá fácil, você não está no lugar certo”. “Time campeão está sempre sob pressão”.
“Eu olho a árvore pelo fruto”, sobre como avalia as pessoas, projetos. Sempre pelos resultados. E quer ser avaliado assim, pelo que faz, não pelo que os outros falam dele. “Flamengo não vai ser amado pelo Fluminense”. Ele não se preocupa em agradar a todos. “Não sou medroso”.
“Meu negócio é intervalo, é patrocínio”. Por isso entrou em eventos, como os de moda.
“O Brasil em algumas partes ainda é muito antigo”, sobre querer achar que o Brasil é a cidade de São Paulo, cosmopolita, conectada.
Deixar sua marca
Nizan falou várias vezes da sua vontade de fazer coisas maiores, de deixar sua marca. Além dos negócios visando o lucro, há também o Nizan social. Ele usa o mesmo estilo e sua grande influência e conexões para também fazer muito nessa área. Ajudou a reformar o Convento de Santo Antonio. Tem um programa social na África, com foco em educação contra violência sexual em crianças. Atua com o apoio/parceria da fundação do Bill Clinton.
Educação
“Educação é ditadura”, falando da relação dele com o filho. Força a educação dos filhos. Antonio, seu filho, estuda mandarim “na marra”.
Internet
Depois, quando vendeu a DM9 para a DDB, teve que fazer um contrato “non compete agreement” de dois anos, se afastando do mercado publicitário. Disse “devia ter ido rodar o mundo, que iria aprender muito mais”, mas montou o IG. E aprendeu muito sobre internet. Brincou “achei que iria entrar no programa how to be a millionaire e acabei entrando no Survivor”, sobre a dificuldade de lucrar nesse mercado.
TV ainda vai continuar sendo muito forte para produtos de massa. Internet é importante, mas depende de onde você está no Brasil. “Não copie os EUA, os dados demográficos de lá são muito diferentes do Brasil”, disse.
Negócios hoje
Quando voltou para a publicidade viu que precisava de escala. Tem o foco hoje nos países emergentes.
“As coisas nascem nas periferias, nas garagens”. O BRIC é a periferia do mundo hoje. No bom sentido, onde as coisas estão sendo criadas. Interessante essa comparação entre os BRICs e as garagens de empreendedores, uma boa analogia.
O Grupo ABC tem 17 agencias. Busca a gestão com meritocracia. Tem consultoria do INDG. É fã do GP, da Ambev. Ele quer que o ABC seja o nono grupo do mundo, já que o Brasil é a nona economia do mundo. Hoje é o vigésimo.
Pontos que mais me chamaram a atenção
Tem uma energia altíssima, invejável. Uma das coisas que mais me marcaram e que quero cultivar em mim também. Vontade muito grande, pensa grande, aplica o que sabe, procura aprender com os outros.
Não tem medo de ser ele mesmo. Quer ser ele mesmo no grau máximo.
Tem grande cultura.
Ótimas conexões. Conhece muita gente importante e famosa. Isso abre portas, ele chega “nas cabeças” e pode pedir e pensar grande. Sucesso puxa sucesso.
Mesmo tendo um negócio que é meio arte, com altas doses de criatividade, quer aprender com os melhores de gestão, como GP e INDG. Corta custos no que não é essencial. Mas isso é relativo, pois uma sede é essencial para uma agencia de publicidade. Me lembro de uma matéria da M&M falando da nova sede da Africa. Foco em resultados, pressão, não passa a mão na cabeça.
Nizan é mais do que um publicitário, tem visão de negócios, um empreendedor. Conseguiu ir além da área inicial dele, com muito sucesso. Talvez por isso foi o palestrante que mais gostei, pois consegui aprender e me inspirar mais.
O que levei dessa palestra-entrevista:
- Seja você mesmo.
- Pense grande.
- Deixe sua marca no mundo.
- Não tente agradar a todos.
- Busque a excelência.
- Quem faz muito, vai ter alguns inimigos, vai ter gente torcendo contra. O sucesso é solitário, fracasso é solidário.
Meu sócio, Marcelo Carvalho, que também está fazendo esse curso, escreveu um post, talvez mais completo que esse aqui.

Há umas duas semanas, participei, sem querer, de um “viralzinho”.
Leo Kuba escrveu um ótimo post sobre empreendedorismo. Eu li e gostei muito. Resolvi escrever um post resumindo os pontos, linkando para o blog dele e colocando minha opinião. No mesmo post linkei para uma outra lista sobre negócios, feita pelo Eduardo Carvalho, no ano passado, que é um clássico. Até aí, nada demais.
O que aconteceu depois? Fábio Seixas leu o post e clicou na lista do Edu. Foi parar no blog dele e gostou demais da lista (que é excelente mesmo). Daí ele colocou no twitter dele, que tem “míseros” 6.700 seguidores. Não é que os leitores do twitter do Fábio gostaram do post do Edu e enlouqueceram de retwittar o link. Daí virou uma loucura, dezenas e dezenas de pessoas retwitaram sobre a lista com 30 dicas para montar um empresa. Várias pessoas blogaram sobre a lista. Foi parar até na página “popular” do Delicious.
Acho que o Edu e o Leo tiveram um aumento muito grande no número de visitas e seguidores no twitter, graças a essa forcinha do Fábio.
Minhas lições dessa experiência:
- Power users do Twitter, como o Fábio Seixas, tem um grande poder de disseminar informação.
- Está cada vez mais fácil e rápido de se espalhar informação que você considere relevante ou interessante. Poucos blogam, mas muito twittam.
- Produzir conteúdo de uma forma que as pessoas gostem de falar sobre, ajuda muito.
- Informação de qualidade, diferente, especial, memorável tem um poder ainda maior. Não adianta você tentar convencer o Fábio Seixas a twittar seu blog, mesmo que ele twitte, se não for memorável, ninguém vai retwittar.
- Invista seu tempo, inteligência e dinheiro produzindo esse tipo de conteúdo. Mais cedo ou mais tarde, seu público vai te achar.
O que você pode fazer, depois de ler esse post:
- Seguir o Edu, Leo e Fábio.
- Ler o post do Leo
- Ler o post do Edu
- Retwittar essa mensagem :-)
O título do post é uma homenagem e brincadeira com a Espalhe, empresa que admiro e me divirto com as ações deles (a imagem que ilustra também é deles). Você também pode seguir o Gustavo Fortes, sócio da Espalhe.


