Assisiti agora a uma entrevista sobre o Kindle, no youtube da TV Cultura, com o aparelho do meu amigo Eduardo Carvalho. Achei bem interessante, por conseguir explicar bem o produto, como funciona, vantagens e desvantagens. Assista ao vídeo da entrevista:
Alguns comentários meus:
- O maior concorrente hoje é o Nook, da Barnes&Noble, com 500 mil livros de graça e possibilidade de emprestar o livro a um amigo que tenha Nook
- Ainda há espaço para um leitor exclusivo de livros, como o Kindle, pois nada substitui a leitura, sua experiência única. É o mesmo que achar que um filme substitui o livro, do mesmo romance. É diferente, e mesmo o filme sendo muito mais rico (som e imagem) é difícil encontrar alguém que gostou mais do filme do que do livro. Na leitura você imagina, você inventa, você reflete. Acho que isso é único, e valiosíssimo.
- O tablet, em especial o da Apple, pode ser o grande concorrente do Kindle da Amazon, por servir como um produto “bom o suficiente” para ler livros, e excelente para fazer muitas outras coisas, como acessar web, email, skype, ver vídeos, etc etc.
- A grande guerra será a dos formatos dos arquivos de e-book. Eu quero comprar um livro sem DRM, como a O’Reilly Media já faz (e muito bem). Mas as editoras não querem pirataria. Acho que a Amazon ainda não alcançou o equilíbrio entre as duas coisas (protege mais a pirataria, mas não dá flexibilidade justa de uso a quem compra o livro).
- As fronteiras geográficas vão diminuir muito ainda. Hoje tem livros em formato ebook que estão disponíveis na Amazon para quem mora nos EUA, mas não para quem mora no Brasil. O mesmo não ocorre com o livro impresso, e para mim não faz sentido isso continuar. Até porque burlar não é difícil :-)
Se você quer ver o que o tablet vai conseguir fazer, veja esse outro video:
Uma revolução no mundo das revistas, por exemplo.
Falando em livros eletrônicos, Jorge Carneiro, presidente da Ediouro, deu uma entrevista muito lúcida e inteligente para o jornal Meio&Mensagem da última semana. Gostei muito. Ele disse que não entram em negócios só no achismo, mas também estão certos que o Kindle e outros livros eletrônicos vieram para ficar. Fiquei com a impressão de que ele está conseguindo juntar pés no chão com a cabeça nas últimas tendências. Difícil ver isso hoje em dia. Reforçou a imagem positiva e amigável que tive dele num almoço durante a HSM Expomanagement.
Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:
- Eduardo Carvalho (@eduacarvalho)
- Marcelo Toledo (@marcelotoledo)
- Julio Daio Borges (@jdborges)
- E a minha, velhinha, de agosto-2008 :-)


Miguel,
Concordo contigo que o grande concorrente do Kindle não será o tablet da Apple. Não só pela experiência de leitura em si, mas pelos comentários que vi, o preço inicial dele deve chegar aos US$ 1K, o que o deixa bem longe do Kindle (que com certeza ainda diminuirá mais com o tempo). Pode acontecer algo similar ao que é hoje em celulares: o iPhone como aparelho top e a Nokia vendendo a rodo no mundo inteiro com aparelhos menos “cool”, mas que dão conta do recado e têm ótimo custo/benefício.
Acho o device do Nook legal, mas pra mim o que vai ganhar essa corrida é a distribuição e conteúdo. outro motivo para colocar uma ficha a mais na Amazon, que entende melhor a Web do que a B&N.
Abs!
Eric
Miguel,
Eu estou curioso para saber o que acontecerá com o Tablet da Apple, achei o preço muito salgado.
Apesar do Nook ser muito mais charmoso que o Kindle, com tela lcd colorida e touchscreen, concordo com o Eric que o diferencial será o acervo.
Excelente vídeo e materia, parabéns!
E agora q saiu o IPad por 500 dólares?
Oi Beia, eu acho que o iPad será revolucionário, mas ainda há espaço para o Kindle. Escrevi sobre isso semana passada aqui – http://bit.ly/aBRvEh. Abs, Miguel