Man in the Arena #006, com convidado especial Pedro Mello

Gravamos mais um Man in the Arena, o videopodcast que faço com Leo Kuba. Foi um episódio bem diferente do padrão dos anteriores, com um convidado super especial, que admiro muito: Pedro Mello. Essa conversa me gerou (e tem gerado) muitas reflexões. Pensei e continuo pensando muito sobre o que conversamos.

Se você está no iPhone, pode assistir o vídeo aqui.

Alguns dos tópicos da nossa conversa:

  • Foco: quando dizer sim e não. Dizer sim para o outro pode ser um não para você. Geralmente são os empreendedores, que criam, que imaginam, que sonham, que têm esse problema (como eu rs..)
  • Juntar o tangível (terra, pecuária, fazenda) e o intangível (internet, bits, informação) e um fortalecer o outro: meu trabalho na AgriPoint é isso.
  • Ter sócio pode ser muito bom. Quando você voa, alguém te ajuda a ter pés no chão.
  • Conheça onde e no que você é excelente. Se aplique nisso. No resto, passe de ano, mas não gaste tempo/energia demais tentando ser ótimo no que você é medíocre.
  • Paixão X Amor. Paixão é fogo de palha. Amor é cultivado, é construído. Dura muito. Me lembrei do livro Desafiando o Talento.
  • Para o Pedro, produzir conteúdo acontece ao longo do dia. Você uma coisa, reflete e escreve. Nos meus melhores dias, eu sou assim :-)
  • Pedro Mello está escrevendo seu segundo livro, que vai se chamar Startup Brasil, com histórias de empreendedores brasileiros.
  • Mais importante do que aprender a ouvir os outros, é aprender a ouvir seu próprio coração. Acho que esse é o maior ensinamento que tirei/cristalizei dessa conversa. Por isso não há receita de bolo. Você precisa se conhecer. E autoconhecimento, consciência são coisas difíceis, demoradas e trabalhosas de se conseguir.
  • O que tem dentro do seu coração, se materializa ao seu redor. A empresa é o espelho do dono. Os defeitos que mais te incomodam nos ourtos, são seus piores defeitos.
  • A tecnologia avança rápido, mas ainda somos muito parecidos com os homens das cavernas. Nos arrumamos para a batalha do dia-a-dia (trabalho) de forma semelhante como eles se preparavam para a caça. Somos caçadores.
  • Tenha prioridade. Saiba escolher. Você pode fazer mais, fazendo menos. Essa foi outra grande reflexão desse vídeo. Inclusive um amigo meu tirou sarro da minha cara quando o Pedro falou sobre isso. Apesar de estar longe de conseguir isso, acho que ele tem razão.

Para saber mais sobre o Pedro:

E você, o que achou? Quais suas reflexões, opiniões, comentários? Gostaria muito de te ouvir. Um abraço, obrigado.

 

4 Comments


  1. Excelente o 006. É dificil ter foco. É dificil falar não. A melhor colocação para mim: “Deixar de fazer alguma coisa é ficar focado em outra”. O duro é quando se tem paixão por muitas coisas….mas nada melhor que foco ! Excelente reflexão. Pata nunca mais! Abraço e parabéns. Karen

  2. Excelente pessoal. Cada vez melhor.
    Acho legal perceber a serenidade e consciência como o Pedro falou que alcançou depois de mto tempo de auto-conhecimento. Acho que esta é a chave.

    Lembro qdo larguei a faculdade de arquitetura na USP p/ ser designer e depois empreender. Algum tempo depois vi uma palestra do Pedro Melo sobre a empresa de reformas que ele tinha montado que foi uma maneira de se manter ligado à arquitetura. Pensei: “puxa vida, ele conseguiu conciliar tão bem… e eu larguei a arquitetura”. Anos depois percebi que mto do que me fazia bem na arquitetura eu achei na Internet.

    Saúde e Sucesso a todos!

  3. Raquel Marques

    Adorei o programa do Pedro Melo. Confesso que eu tenho dificuldade em assistir videos (putz, parar meia hora é difícil), mas este programa especificamente eu estava querendo assistir. Tanto que perdi o sono no meio da noite e… corri para cá!

    Me identifiquei pacas com a questão de ser empreendedor, ter mil idéias e ter que dizer não… para si! Eu tenho vários projetos em andamento e acaba acontecendo uma seleção natural entre eles. Porque alguns, inevitavelmente, morrem de inanição no meio do caminho.

    Sobre o auto-conhecimento, é algo que a gente começa a enfrentar após os 28 anos (segundo a antroposofia rsrsrsr) quando a gente deixa de se sentir “o eleito” e se dá conta de que somos um tanto comuns. Para mim isso veio junto com a maternidade, que me fez perceber que além de me imaginar “eleita” eu também tinha um estilo de vida absolutamente masculino. E do mesmo modo que os arquétipos do homem primitivo permanecem nos homens até hoje, não tinha como aquela negação das minhas características femininas não gerar um enorme conflito com toda a minha carga “ancestral”, digamos assim. Tem sido uma enorme reconstrução.

    Rapazes, parabéns pelo trabalho de vocês. O Man in the Arena se superando a cada edição.

    E o Leo citou o Itamar da Yazigi, e ele é do meu clube de Rotary. Se vocês quiserem conhecê-lo algum dia, eu apresento.

    bjs

    Raquel Marques

  4. Só consegui ver agora, mas muito bom o bate-papo com o Pedro Mello, parabéns ao Miguel e Leo, que conduziram muito bem a conversa e tiraram o melhor do entrevistado!

    Sobre essa questão da paixão x resultado, sugiro lerem a biografia do Andre Agassi, que foi um dos maiores tenistas da história e, pelo que ele diz, não tinha exatamente paixão pelo que fazia (na verdade, ele dizia detestar!), mas tinha um perfeccionismo, um prazer pelo jogo perfeito, a bola perfeita. O livro é também é uma ótima reflexão sobre auto-conhecimento. Aliás, cada vez mais curto as autobiografias!!

    Abraços

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