Resolvi escrever um post complemento do que publiquei hoje de manhã, sobre criar coisas incríveis. Recebi muitos feedbacks legais via twitter, facebook e no blog. Esse complemento/update é para te fazer duas perguntas.
Qual a melhor tradução ou termo que podemos usar para awesome em português? Algumas dicas que gostei: Leia mais

Essa semana, meu amigo Marcos Rezende lançou um pequeno e-book sobre meditação, para empreendedores. Marcos é um amigo que aprendi a admirar, inclusive pelas diferenças. Ele é vegetariano, e eu sou um amante da carne vermelha, além de trabalhar diretamente com esse setor. O respeito e a confiança foram duas coisas fundamentais para que essa amizade a distância se fortalecessem, como é de costume em qualquer amizade.
Voltando ao livro. É excelente. Curto e consistente, logo você absorve o conteúdo em pouco tempo. E tem várias chamadas para os pontos mais importantes. Marcos lançou o livro grátis para visualização/leitura online e pago (R$8,90) para download. Outro item que gostei, pois tenho interesse em aprender mais sobre como funciona esse mercado de bens virtuais, na prática aqui no Brasil.
Gostei muito do livro, pois considero o assunto fascinante e fundamental, além de não ser bom no que o livro ensina. Uma ótima oportunidade para aprender. Abaixo meus principais pontos sobre o livro.
- Harmonia e equilíbrio são características fundamentais da vida. E nos esquecemos muito disso. Se quero produzir muito, fazer a diferença, obter resultados, é fundamental estar em equilíbrio.
- A ansiedade é um grande problema na vida moderna, e eu tenho grandes problemas com isso. Aprender a meditar pode ser um ótimo caminho.
- Meditar é voltar-se para o centro. Meditar é focar em algo. Meditar é presenciar o momento. É descansar a mente, esvaziar os pensamentos. É parar um pouco.
- Há três vícios que a meditação pode ajudar a superar: indisciplina, falta de concentração e apego ao controle. Quando li isso, me dei conta que meditar pode me ajudar muito mesmo, em especial aos dois primeiros pontos. Sou nota quase zero em disciplina e concentração :-)
- A meditação pode aumentar o auto-conhecimento por meio da auto-observação. Liguei na hora com o livro Desafiando o Talento, que estou lendo agora e gostando muito. As pessoas de alto desempenho fazem isso com frequência e método.
- Gerenciar a si mesmo é o primeiro passo para a liderança. E se conhecer ajuda a compreender o outro.
- Como meditar em um parágrafo: 20-30 minutos por dia, de manhã, sozinho, sentado, com coluna e cabeça eretas. Vai ser difícil no início, mas lembre-se dos três vícios que você pretende combater :-)
Lendo o livro, me lembrei que chego a estados semelhantes a meditação quando viajo sozinho, sem som, sem interrupções e quando corro. Por isso a corrida me faz tão bem.
Ler esse pequeno ebook me fez lembrar uma frase/conceito que acredito muito: “a recompensa é a jornada”.
Me lembrei também da pergunta do Tim Ferris: “Você é ocupado ou produtivo?” E me lembro que sempre que tenho bons resultados, estou no segundo estágio. E como é fácil se enganar, ficando ocupado e não produzindo. Eu tenho esse problema, e tentar compensar trabalhando muitas horas não tem funcionado.
Autoconhecimento, autocontrole, compreensão, descanso, relaxamento, foco, concentração, realização, tranquilidade, serenidade, compaixão, discernimento, são alguns dos benefícios conseguidos com a prática da meditação.
Marcos acredita que é possível ter mais negócios bem estruturados, simples, coerentes e responsáveis, por meio da mediação. Interessante e faz sentido.
Engraçado que para meditar, você não precisa fazer nada. E isso é o mais difícil :-)
Vou aplicar esses conhecimentos do Marcos, compartilhados no ebook, para aumentar meu foco, concentração, autoconhecimento.
A raiz de tudo o que agimos, está dentro de nós e somente tendo ação, fala, pensamentos e emoções alinhados é que conseguiremos conquistar a liberdade e a excelência do que somos.
Outro tema que me veio a cabeça ao ler esse livro foi o conceito de fluxo. Há um livro fantástico chamado Flow, que fala sobre desempenho ótimo. E há algumas semanas conversei com o Marcos sobre um produto que ele está desenvolvendo e ele me falou que todo negócio é um fluxo. Entender esse fluxo, melhorá-lo, torná-lo mais livre, como um rio, é uma grande reflexão. E é uma das coisas que quero aplicar nos meus negócios em 2010. Quero ajudar as coisas a fluírem melhor.
Meditar vai me ajudar a me tornar mais sereno. Não mais calmo ou menos enérgico. Acho que essa é a grande chave. Alta energia, com foco e tranquilidade. Não é fácil, mas vou em frente.
Você pode ler o livro online, abaixo.
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Outra fonte sobre meditação, é o Grupo Amma, indicada pelo meu amigo Leo Kuba. Pretendo fazer um curso deles em 2010.

Li matérias nas duas revistas que mais gosto, The Economist e INC, sobre o mesmo tema: as mudanças que um novo tipo de tecnologia podem trazer para nossas vidas, num futuro próximo: impressoras 3D. Já existem e são cada vez mais baratas. A quem diz que em pouco tempo teremos uma impressora de coisas em casa, assim como temos uma jato de tinta ligada ao computador.
O que essas impressoras fazem? Tornam muito mais fácil você criar um produto único, com seu design, e produzi-lo mesmo. Talvez daqui um tempo será tão fácil vender uma mesa desenhada por você, como é hoje vender uma música em MP3, ou usando o iTunes.
Algumas tendênciass relacionadas a essa novidade:
- Maior proximidade do designer e do cliente final.
- produção distribuída, customização ou individualização em massa.
- Facilidade de você se tornar um produtor, e não apenas mais consumidor.
- Estímulo a negócios pequenos, segmentados, especializados.
- Customização da sua casa, do seu escritório, num nível nunca visto. Você não vai mais precisar comprar uma escrivanhinha igual a de todo mundo na TokStok.
- Aceleração da tendência de se buscar comprar de quem conhecemos, confiamos e somos próximos (mesmo que virtualmente).
- Diminuição da barreira entre empresas com enormes fábricas e artesãos digitais.
- Aumento das ofertas de produtos que atendam ao mercado “faça você mesmo”, ou DIY, como é chamado nos EUA, que tem entusiastas como Tim O’Reilly (que sou fã).
Achei interessante também porque é uma evolução do que acontece nos negócios “digitais”, como música, jornalismo, e agora livros. A revolução que estamos passando no mundo da música inicialmente pode acontecer, em diversos graus, com produtos totalmente físicos.
A matéria da INC inclusive cita que um dos motivos do sucesso da Threadless nos EUA (e Camiseteria no Brasil) – você pode criar um produto.
A revista The Economist fala de impressoras 3D cada vez mais baratas e cada vez mais capazes. Em pouco tempo você poderá imprimir um celular, por exemplo. Hoje você pode imprimir um rack para vinhos, feito de madeira, ou um colar de couro, todo recortado, estiloso e único.

A INC fala muito sobre uma empresa da Nova Zelândia, chamada Ponoko, que fornece a rede e site (pense no iTunes da Apple para música, ou o site da Amazon para venda de livros do Kindle) e aluga as impressoras laser 3D, por minuto. Se você é um designer, faz o upload do arquivo e coloca para vender. Só é produzido depois de vendido. Já tem alguns designers ganhando a vida (barata) assim.
Eu achei muito bacana, e serve como um alerta e um estímulo para pensarmos nos nossos negócios e nas mudanças que a tecnologia ainda vão nos trazer. Hoje a grande estratégia é terceirizar sua produção para a China, em larga escala. Amanhã poderá ser produzir algo totalmente personalizado, “impresso” aqui em Piracicaba, comprado por mim, de um designer no interior de Angola.
Me lembrei também de uma entrevista de um alto executivo das Havainas, que perguntado se não era muito caro fazer tantas personalizações das sandálias, ele respondeu “caro é o que não vende”. Talvez ainda vamos ver personalização em outro nível: o individual.
É a atomização do Made in China, espalhando por dezenas de milhares de lugares do mundo. Podemos achar loucura hoje, mas será que não é a mesma loucura que Henry Ford achou quando sugeriram que ele produzisse carros em outras cores, que não preto, mas um pouco mais caros?
Para ir além:
- matéria The Economist
- matéria revista INC
- site da empresa Ponoko

Participei no último sábado, dia 14 de novembro do TEDxSP, um evento no formato do TED que acontece na Califórnia todos os anos, sempre lotado, com fila de espera e mais de US$ 4.000 de inscrição. Esse aqui foi gratuito, realizado com o suporte e permissão do TED, mas independente. Foi um dia e tanto, muito cansativo para o cérebro. Abaixo minhas anotações, palpites e reflexões.
O que faz um evento de sucesso
Hoje, com muita informação, com a internet, com tudo disponível, é ingênuo achar que um evento vai te trazer muito conteúdo novo. Se isso acontecer, você deve estar pouco informado. Me lembrei da pergunta que fiz ao Tim O’Reilly no início desse ano, sobre como o evento dele ia ganhar dinheiro, se estava colocando (quase) tudo de graça na web. Ele me disse, bem resumido: evento de sucesso é: conteúdo, mas também é curadoria (misturar e ordenar muito bem os temas/palestrantes) e é experiência.
O TEDxSP foi isso, uma experiência de passar um dia inteiro (de 07:30hs as 20:30hs num sábado) convivendo, ouvindo, vendo, falando, pensando e refletindo sobre o que o Brasil tem de melhor. O que o Brasil tem a oferecer para o mundo. É lógico que o Brasil tem muito a oferecer, mas como temos muitos e muito grandes pepinos também a resolver, já viu, falamos/pensamos no dia-a-dia quase que só sobre os problemas. O TEDxSP conseguiu abrir uma janela nessa nossa rotina. Por isso a sensação de 99% do público era muito boa durante e depois do evento.
O que eu não gostei muito
O evento não foi perfeito, e como um bom (e chato) observador, anoto aqui. Muita gente usando o twitter para repetir o que o palestrante dizia, sem comentar, sem conversar. Parecia que muita gente estava ali vendo, mas não refletindo.
Eu também achei o público muito focado em publicidade/comunicação e em grandes empresas. Pouco diverso. E me surpreendi quando me falaram que tiveram apenas 1.000 e poucos (1.300, sei lá) inscritos. Para um evento gratuito, com 700 vagas, me pareceu pouco. E eu que fiquei bem encanado que não seria convidado… :-)
Vários palestrantes não respeitaram o tempo estipulado. Do terceiro andar do teatro, de onde estava, dava para ver o relógio piscando 00:00. O primeiro palestrante, que era da Superinteerssante, falou uns 15 minutos quando tinha 5… Tudo bem qu eeu já tenho uma certa implicância com a revista… O que já li deles, sobre temas que entendo (carne bovina) tinha muita bobagem. Parecia uma matéria que estava pronta antes de entrevistar os dois lados. Outras palestras também não foram boas, teve uma que um amigo descreveu como a leitura dos folders de três ONGs.
E um dos palestrantes, o Luiz Algarra, brincou que não existem talks no TED, o palestrante não conversa, não escuta, apenas fala. É uma verdade.
Mas eu acho que esses detalhes são pequenos perto do que o evento conseguiu fazer.
A organização
O pessoal da organização deu um show. Usaram o know-how do TED americano e deram um toque brasileiro. Tudo funcionou bem, desde o email de boas-vindas, com todas as informações, enviado dois dias antes. Além disso, pude conhecer mais o pessoal da Colméia, que trabalha entre outras coisas com vídeos online. É uma empresa com uma cara, cultura diferente. O pessoal é gente boa, amigo, sem pressão. Achei muito bom mesmo. Outr acoisa legal é que algumas empresas (entre elas a Batuq) fizeram um makeup dos PPTs, que estavam impecáveis. Coisa rara de se ver. E alguns nem usaram PPT, o que surpreende ainda mais.
Três pessoas da organização, além do apresentador do evento, falaram no palco. Todos me pareceram extremamente dedicados ao tema, a proposta. Tinha mergulhado de cabeça na ideia do TEDxSP e colocavam ali todo seu ser. Uma das melhores surpresas foi a palestra do estagiário do TED, de 17 anos, que fez uma palestra empolgante, animada e com conteúdo. Seu pedido: vamos ajudar a traduzir os mais de 500 vídeos em inglês do TED para o português.
As palestras que mais se destacaram (e me marcaram)
As palestras que mais me marcaram foram as de:
Guti Fraga, pela emoção de falar do projeto Nós do Morro (no Vidigal, RJ/RJ). Ele estava muito emocionado e falou coisas muito legais como: ajudar os outros é muito bom, todo esse projeto ajudou muita gente, mas me ajudou muito mais.
Professora Adozinda, uma professora de 92 anos, exemplo de dedicação, amor a profissão, alegria. Ela finalizou fazendo quadrinhas sobre o que é ser professora. Uma das coisas mais legais que já vi sobre educação. Muito bom mesmo ver alguém com essa idade e esse estado de espírito.
Osvaldo Stella, por deixar o PPT de lado, e fazer a palestra no improviso. Ele disse, se eu chorar mais, vou desidratar. Pessoal que fez o PPT, muito obrigado, mas não vou usar isso, vou contar minha história. E mandou muito bem, contou sua história de vida, entremeando com a questão ambiental. E falou uma série de coisas muito longe do discurso chato de eco-xiitas. O cara tem conhecimento, e falou com o coração. Surpreendeu.
Regina Casé, também pela alegria e energia de falar de um assunto que ela adora: perifieria, cultura, gente. Contou histórias super legais e divertidas, e junto mostrou um lado diferente do Brasil. Outra coisa legal, é a globalização da cultura de periferia. O que acontece no Pará é parecido com o que acontece em Angola, México e até subúrbio de Paris. Contou uma história de menino com síndrome de down na favela que tinha uma vida com muito mais inclusão do que um menino rico, que seria isolado. Regina Casé fala negão, preto, viado. Não importa o que você fala, mas como você fala. Como ela tem paixão, emoção, carinho por tudo isso, não soa estranho. Deve ser difícil um chato politicamente correto entender. No site dela tem uma frase que me identifiquei “É muito trabalho, mas é isso mesmo que eu quero na vida. Fazer boas coisas e me divertir com elas”. Deixou um link extra para o pessoal do TEDxSP.
Fábio Barbosa, por falar de ética e por acreditar que dá para fazer um Brasil melhor trabalhando direito. Fábio ´eum dos maiores executivos do Brasil, e o principal a carregar essa bandeira. “Não dá para ir bem num país que não vai bem”. Deu o recado de que uma empresa pode fazer diferente. “Resultado sim, mas precisamos focar nosso impacto”. ” Se precisamos comprar de quem vai contra a lei para ter resultado, não dá”. “Não tem mais on e off. Estamos sempre on”. A transparência não é mais uma opção, mas a realidade nua e crua. “O que você faz no dia a dia, transforma o Brasil de alguma forma?” “Diversidade gera pontos de vista diferentes, e a possibilidade de pensarmos melhor. Achamos muito inteligentes quem pensa como nós e o oposto acontece”. “A reforma mais importante não é a política, etc. É a reforma moral”. “Melhoramos como consumidor de produtos, mas não como consumidor de cidadania. Ainda votamos errados. Não deixamos um mundo melhor para nossos filhos, mas filhos melhores para o mundo.” Escrevi um post bem completo de uma palestra excelente do Fábio Barbosa que assisti ano passado.
Casey Caplowe, da revista GOOD, dos EUA, também fez uma palestra muito boa. A Good é uma revista para quem quer viver bem, fazendo o bem. Achei interessante o conceito. Veja o site da revista GOOD. Ele falou algumas coisas bem legais, como: “America: ame-a ou deixe-a”. Tiraram o deixe-a e colocaram arrume-a. Muito bom, acho que podemos fazer o mesmo com o Brasil. Eu fiquei com uma impressão de que eles fazem uma revista que consideram top, que consideram que vai fazer a diferença, e não querem fazer uma coisa enxaguada, imbecilóide, para vender para mais Homer Simpsons. Os EUA têm uma classe de gente criativa, empreendedora incrível. Outro conceito que gostei muito foi o de produzir algo que seja awesome, ou incrível, especial. Ele citou um artigo que falava justamente sobre isso como maneira de enfrentar a crise e a concorrência. Acredito demais nisso.
Todas essas palestras, de alguma forma me emocionaram. Também gostei muito da palestra sobre o projeto Many Eyes, da IBM, que facilita muito mostrar dados de uma forma fácil de se ver. E várias outras foram bacanas, vale a pena acompanhar o site deles e esperar pelos vídeos.
O que faz uma palestra de sucesso
Revendo minhas anotações (tweets) e refletindo sobre o evento, chego mais uma vez a conclusão que uma boa palestra é feita de emoção. É feita de histórias bacanas, que te tocam. Teve uma menina que conseguiu fazer uma palestra legal sobre substâncias químicas no resíduo da banana par adespoluição de água. Amazing!
Também cheguei a conclusão que para fazer uma ótima palestra, com muit aemoção e com ótimas histórias, é preciso ter investido muitas e muitas horas da sua vida naquela assunto. Talvez as 10 mil horas do Malcom Gladwell. E você só vai conseguir investir esse tempo todo e ainda falar com o coração de um assunto que goste muito, muito mesmo. Tem que ser o assunto da sua vida. É claro que um PPT template pode arruinar sua apresentação e que existem muitas e boas técnicas sobre como apresentar bem, que podem ser treinadas e aprendidas (é fácil), mas isso só não basta. É o complemento.
Principal conclusão do evento
Por incrível que pareça, a principal conclusão do evento é o amor. Várias pessoas falaram de formas diferentes sobre o amor. Sobre querer bem os outros. Um dos primeiros disse: “se você está aqui hoje, é porque alguém, um dia, cuidou de você”. Eu vi gente falando ou pulsando no palco sobre amor ao próximo, amor a educação, amor a profissão, amor ao que faz, amor a arte, amor a música. Ainda relacionando ao tópico acima, as melhores palestra foram sobre temas que os palestrantes realmente amavam, a ponto de dedicar toda sua vida nisso. Parece piegas, mas foi o principal que levei para casa. Me lembrei de uma frase do Peter Drucker, citada pelo Jim Collins, na INC500: “Não se preocupe em sobreviver, não se preocupe em ser bem sucedido. Se preocupe em ser útil”.
Tribal Leadership e o TEDxSP
No momento estou lendo (na verdade ouvindo o audiobook) um livro chamado Tribal Leadership, onde o autor fala de 5 tipos de tribos, cada uma com suas caracteríticas. A cada tribo, cada degrau, você vai mehorando, tendo uma vida mais plena e também produzindo mais, em especial em grupo. O quinto nível tem o nome de “Life is great”, onde os integrantes da tribo pensam de forma abundante, não tem inimigos ou concorrentes, trabalham por um sonho maior. E com isso conseguem realizar muito mais. O autor diz que são muito poucas empresas qu estão nesse nível.
Ao sair do TEDxSP, estava com uma sensação muito boa. Uma sensação de que a vida era boa. De que há muita gente boa no Brasil. De que é possível construir algo melhor aqui. Eu acho que o TEDxSP conseguiu, pelo menos por algumas horas, dias, a construir esse sentimento em muitas pessoas. Não foi a informação que cada palestrante passou, mas o clima, a energia, a emoção de todo aquele dia, do espírito das pessoas. Pode sair algo muito bom daí.
Um evento muda alguma coisa?
Dessa minha relação meio maluca do TEDxSP com o nível 5 do Tribal Leadership, fiquei me perguntando: será que um evento consegue mudar as pessoas? Minha resposta é não. Não é o evento que vai mudar as pessoas. Mas cada um, que estiver pronto, estiver querendo mesmo mudar, pode mudar pelo que viu, mas principalmente pelo que pensou, refletiu e decidiu fazer. E olha que eu sei que é difícil mudar. Tem um monte de coisas que quero mudar em mim, e estudo, leio, tento, converso, e as coisas andam mais devagar do que eu queria.
O TEDxSP vai me mudar? Não. Mas as coisas que eu fizer com o TEDxSP podem me mudar sim.
Feedback
O que você achou dessas minhas reflexões sobre o TEDxSP? Gostaria muito de saber sua opinião.

Estamos aqui no teatro Mooca, iniciando o TEDxSP. Vou tentar postar impressões ao vivo. Só há dois dias na vida que não se pode fazer nada: ontem e amanhã. Apresentador do TED pede que hoje se aproveite o hoje, em cada momento. Primeira performance foi do pianista Vitor Araujo.
Para ver fotos, acesse mcavalcanti.posterous.com
Para ver os tweets, acesse twitter.com/mcavalcanti

Acabei de assistir a primeira parte do primeiro DVD do box “O poder do mito” de Joseph Campbell. Há tempos me interessava em conhecer mais sobre esse autor, mas nunca dava certo. Há algumas semanas, meu amigo Eduardo Carvalho me indicou o DVD e por impulso comprei o box no mesmo dia. Hoje consegui assistir com calma, tomando um vinho, a primeira parte.

É impressionante, Campbell tem um conhecimento profundo do ser humano. Ele estudou inúmeras religiões, mitos, crenças, culturas e explica com uma didática incrível suas semelhanças.
Ele mostra, de forma muito humilde, que o homem, há milhares de anos, nos mais diversos lugares do mundo, busca as mesmas coisas, tem os mesmos medos, precisa vencer os mesmos desafios. É interessante perceber que nossa vida atual difere pouco, na essência, dos índios norte-americanos há mais de 100 anos. Dá uma ótima reflexão sobre a vida.
Algumas anotações que fiz, desse entrevista de cerca de uma hora.
- Todos nascemos heróis. Nascer é um ato, uma passagem heróica. Inclusive para a mãe.
- O herói muitas vezes se sacrifica, logo além de admirar, devemos sentir pena. Não é tão bom assim ser herói. Se paga um preço por isso.
- Todas as religiões têm grandes semelhanaças.
- O herói se transforma pelas provações que é submetido.
- Star Wars é um filme inspirado nos livros e conceitos de Joseph Campbell. Ele usa muito dos conceitos do que é um herói, etc. Talvez por isso fez tanto sucesso (inclusive comigo, que sou um grande fã).
- No filme Star Wars, o Jedi ganha uma espada, mas também ganha uma missão, um compromisso psicológico.
- A frase no final do primeiro filme da série “Use the force”, marca muito. E Campbell comemora a habilidade de George Lucas usar um conceito milenar numa linguagem que adolescentes de hoje entendem e apreciam.
- O herói suporta o desafio do tamanho que o ambiente mostra, e vice-versa. Ou seja, a provação, o teste é audacioso, mas não impossível.

- O filme Star Wars se passa no espaço pois atualmente o planeta inteiro está conquistado, é conhecido. Precisamos ir ao espaço para encontrar o desconhecido. Há 50 anos isso era diferente, ainda havia muitas partes do mundo desconhecidas, inexploradas.
- Me lembrei muito do filme Matrix, das escolhas, das duas pílulas, das duas realidades.
- Associei as provações que o herói passa, dos desafios, das dificuldades descritas por Campbell, com as dificuldades de se empreender nos negócios. Talvez tenha alguma ligação e talvez por isso (me) atraia tanto.
- O grande desafio é viver dentro do sistema, se deixar de ser humano.
- Quando as pessoas encontram sua motivação interna, o que as anima, elas se acertam.
- O dragão europeu é um símbolo da cobiça. O interessante é que ele geralmente guarda ouro e moças virgens, duas coisas que guarda, conserva, preserva, mas não usufrui. Talvez o mesmo ocorra com qualquer coisa que prendemos com nossa cobiça: temos, mas não aproveitamos.
- O dragão é nosso ego. Nos prendemos dentro de nossa própria jaula.
- Não é preciso salvar o mundo. Quem se salva, salva o mundo por tabela. O mundo é um deserto, devemos focar nas pessoas, em especial em nós mesmos.
- O atleta performa quando está calmo, quando está no seu “centro”.
- Buda não diz qual a resposta, mas mostra o caminho. E cada um precisa encontrar o seu caminho.
- As igrejas são uma forma de te proteger da “loucura” do dia-a-dia. Dentro delas você encontra imagens, sons, iluminação que te acalma, que te levam a desacelerar, a refletir, a meditar.
Gostei muito dessa primeira parte e vou em breve assistir os próximos.
Uma coisa muito legal do Joseph Campbell é que ele criou sua carreira. Decidiu que seria professor de mitologia, só que essa cadeira não exisitia. Ele não desistiu. Estudou, batalhou, até conseguir. Se tornou o maior especialista do mundo no tema.
Eu cada vez mais uso técnicas como essa (sem esse refinamento e qualidade, é claro), para anotar minhas ideias. Tem funcionado bem demais.
Assisti esse filme de 1 minuto e meio da Escola da Arte e Design Panamericana e gostei muito.
Me lembrei de algumas coisas interessantes, ligadas a criatividade.
- Você sabe desenhar? A Nancy Duarte me provou o contrário.
- Você consegue ver o que ningém está vendo, mesmo sendo quase óbvio?
- A criatividade, muitas vezes, é apenas olhar com outros olhos.
- Uma criança pode ver muito mais do que nós. Meu filho me ensinou isso.
Para terminar, uma frase citada por Tim O’Reilly, em palestra para o NY Times.
“The future is here. It’s just not evenly distributed yet”, William Gibson.
Acabei de ler um excelente post do Brad Feld sobre como se preparar para uma reunião rápida com ele. Achei muito bom, concordei com tudo e vale o registro aqui.
- Faça seu dever de casa. Pesquise sobre o cara, no blog, site, Linkedin, etc, etc.
- Descubra qual a principal (e talvez única) coisa que você quer comunicar. Sabendo isso, você terá sucesso, mesmo que consiga falar apenas uma coisa.
- Não fique fazendo infinitas referências a história dele. A reunião é para saber o que você está fazendo.
- Tenha pelo menos uma coisa eu possa aprender de você. Por incrível que pareça, é muito provável que você possa ensinar alguma coisa, mesmo a uma pessoa famosa.
- Não peça para assinar um NDA
- Preste atenção no tempo. Ele geralmente passa mais rápido do que você pensa, e reuniões assim muitas vezes são interrompidas.
Já estive dos dois lados: queria apresentar uma ideia, e já recebi apresentações. Em alguns casos, estando dos dois lados, refletindo agora, vejo que esses conselhos pessoais valem.
Gostei muito da lista. Acho que vai me ajudar a ter reuniões mais produtivas, quando tiver a oportunidade de conhecer pessoas que admiro. Quem sabe um dia, o próprio Brad Feld.

A Amazon lançou a versão 3 do Kindle essa semana. Agora tem uma tela muito maior e vem com um leitor nativo de PDF. Antes precisava converter, e não ficava muito bom quando tinha muitas imagens, gráficos, etc.
Esse novo Kindle, que é praticamente igual ao 2, maior, vai ajudar muito a ler mais revistas, jornais e outros materiais em PDF no Kindle. Acredito que é mais um passo para facilitar ainda mais o consumo de informação digital de uma forma cada vez mais parecida com a informação impressa. Além de tudo, ele tem um sistema que você pode girar o aparelho, que o conteúdo acompanha, assim você pode ler modo “carta” ou “paisagem”. Acho que “copiaram” do iPhone.
Tenho um report da Razorfish em PDF, que tem muitas imagens e gráficos. Não achei que ficou 100% no meu kindle e fiquei com pena de imprimir. Com isso, ainda não li, apesar de recomendações de que é muito bom.

O Kindle está conseguindo cada vez mais unir as vantagens dos dois mundos. Do impresso, a facilidade de ler em qualquer lugar, de não precisar de um computador, de não cansar a vista. Do online, de ser fácil acessar, de receber instantaneamente em qualquer lugar do mundo.
Jeff Bezos, na apresentação de lançamento, disse que quando a versão para kindle está disponível, 35% do volume de vendas de um livro é nesse formato. Incrível para o curto espaço de tempo que temos esse aparelho disponível. Tim O’Reilly, da O’Reilly Media disse que na empresa dele, 65% das vendas já são de livros online. Ele é um pioneiro, tendo lançado há muitos anos o sistema Safari.
Ainda falta a interação, entre os leitores, e dos leitores com os autores, que por enquanto, só existe, pra valer, na web. Mas a Amazon chega lá. :-)
Outra coisa: a App do kindle para iPhone é muito boa, por uma única e muito simples razão: carrego o telefone 100% do tempo.
Fiquei com vontade de vender o meu aqui, e comprar outro, na minha próxima viagem aos EUA, que espero acontecer em setembro.
Edmour Saiani é um cara simplesmente espetacular. Conheci o Edmour Saiani numa situação inusitada e engraçada, no melhor jeito que a vida te surpreende.
Entrando na livraria Cultura do shopping Villa-Lobos, vi um pequeno cartaz anunciando a noite de autógrafos do novo livro dele. Já tinha ouvido falar demais dele, pela Lúcia Moraes, sempre com ótimas referências. Liguei pra ela e contei da coincidência.
Entrei na fila, comprei o livro dele, contei que já tinha ouvido falar muuuito dele. Ele fez uma dedicatória engraçada no livro: “Que a vida te dê muito leite!” e me entregou o livro com um enorme sorriso, com uma energia incrível. Na hora percebi que ele era um cara especial.
Li o livro e gostei demais. O tema é fantástico. Seja um ponto de referência. Seja o número 1, e não apenas mais um. É um tema que me acompanha há muito tempo. Sinto que meu grande desafio (como o de qualquer pessoa) é ser uma referência. Eu quero ser aquilo que só eu posso ser, nem mais, nem menos. Como disse Nietzsche: “Torna-te aquilo que tu és“.
Qual é a grande novidade do Edmour? Ele descobriu há pouco mais de 30 dias que está com câncer. Um problema sério.
Eu tive um problema de saúde, descoberto quando tinha dois anos. Isso me acompanha de forma indireta até hoje (um olho de vidro). E sei que isso me influenciou muito, em algumas coisas para pior, outras para melhor. Acho que desenvolvi uma sensibilidade, em parte por ter passado por isso.

Qual foi a resposta dele a esse pepino?
Ele me surpreendeu, enormemente. Ele é mesmo um ponto de referência. Está vivendo mais do que nunca. Iniciou um blog que se chama “A cura do Ed”, onde ele conta como está sendo cada dia.
Só que ele já mudou o nome do blog, agora é “CuradoEd”, porque a cura é uma questão de tempo – pouco.
Você lê os posts do blog dele, te dá um ânimo, te deixa feliz, te faz olhar a vida de forma diferente. Ele tá vivendo de uma forma incrível.
Hoje, dia 23 de abril, é aniversário do Edmour. Parabéns!! Você é um ponto de referência. Obrigado por compartilhar sua alegria, energia e vontade.
Recebi dois comentários sobre o vídeo da Susan Boyle que postei ontem aqui no blog que me levaram a uma breve reflexão. Porque o vídeo está causando tanto sucesso?
O vídeo pode ser descrito em três fases:
- Aparece uma pessoa bem desajeitada num programa de auditório
- Todos riem dela, sem dar a menor importância ou valor
- Ela surpreende e dá um show, deixando as pessoas emocianadas e sem graça
Na minha opinião esses três itens são um resumo muito simplificado da vida, das barreiras, das dificuldades e de como nós mesmos somos as nossas próprias barreiras e de como nós atrapalhamos os outros.
A diferença desse vídeo para o que acontece na maioria das vezes, é que Susan Boyle não se abalou, não se abateu, não desistiu no momento em que deram uma chance dela dar um passo adiante do sonho dela.
Ela aproveitou o momento, mesmo com todos rindo, avacalhando. Ela superou isso e mostrou seu valor.
Escrevi que esse foi o vídeo que mais me inspirou em 2009. Não pelo conteúdo do vídeo em si, mas nas coisas que pensei depois de assistí-lo. Me perguntando: quem me vaia (talvez eu mesmo), o que me segura, porque não vou além de onde estou?
Esse é um vídeo que você precisa ver. Susan Boyle, uma gordinha, feia, desajeitada, desempregada, de 47 anos, dá um SHOW num programa de auditório na Inglaterra.
Simplesmente perfeito e inspirador. Esse é provavelmente o vídeo mais motivador a ser você, a ser especial, que vi em 2009.
Assista ao vídeo, clicando aqui, são apenas 5 minutos. Dica do @bizrevolution.

Juliano Spyer organizou um livro muito bacana sobre internet com o sugestivo título “Para entender a internet”. E ele o fez da maneira mais internet possível. Convidou dezenas de pessoas para escreverem cada um um capítulo e postou tudo na web, em um blog.
Agora todo mundo pode comentar, participar, interagir, e quem sabe depois eles lançam uma segunda versão, impressa, já melhorada, incluindo os pontos que todos que leram e comentaram, que podem ajudar a tornar o livro ainda melhor.
O livro pode ser baixado aqui, gratuitamente.
É uma iniciativa ainda mais ousada e bacana que a já interessante ideia de fazer um beta teste do seu livro, pelo Ricardo Cavallini.
Para saber mais, acesse o blog do livro e do Juliano Spyer.
Gostei muito e vou ler o livro o mais rápido possível. Uma das coisas legais que o @jasper (esse é o nome do Juliano no Twitter) disse quando anunciou o lançamento foi que lançar esse livro mostrou para ele como é fácil e rápido fazer coisas bacanas pela internet hoje, com qualidade.
Inspirador. Aproveite essa ideia a sua (melhor) maneira.

Matéria do jornal Folha de S.Paulo de hoje diz que Piracicaba vale o final de semana. Saiu no caderno de turismo e mostra as atrações da cidade que escolhi morar (ou que me escolheu).
Alguns dos destaques da matéria:
- A Esalq (faculdade que estudei)
- A ponte pênsil sobre o rio Piracicaba
Aproveito para marcar aqui as coisas que gosto de fazer em Piracicaba e recomendo:
- correr na Esalq à noite
- comer um peixe assado (Piapara ou Filhote) na beira do rio
- tomar um chopp no Deck
- andar no parque da rua do porto
- tomar um café espresso na Assaggio ou no Salgot
- ir no engenho e conhecer a ponte pênsil (foto acima)
- ver os balões (uma vez por ano rs..)
- visitar o Monte Alegre (e talvez morar lá um dia)

Hoje, participando de uma reunião de negócios, não consegui deixar de perceber que do outro lado da mesa havia uma simpatia enorme. Na forma de falar, explicar, sorrir dizendo não ou mesmo oferecendo um café.
Saindo da reunião, fiquei pensando como isso vale. Como faz a diferença. Mesmo recebendo uma negativa para várias perguntas e dúvidas minhas, a pessoa do outro lado estava sempre com um olhar tranquilo, e um sorriso simpático.
Como isso pode ajudar a fazer bons negócios. Ningém gosta de fazer negócios, interagir com carrancudos, chatos e arrogantes. Quando você encontra uma pessoa que tem uma simpatia especial, isso marca, facilita e abre portas. Um detalhe, que faz a diferença.
Quer vender mais? Ser simpático pode não resolver, mas que ajuda, ajuda (e muito).

O Twitter está organizando uma série de eventos no dia 12-fevereiro-2009, em inúmeras cidades do mundo, com o objetivo de reunir (offline) pessoas que usam o serviço e arrecadar fundos para uma instituição que constrói sistemas de fornecimento de água em países do terceiro mundo.
A página de São Paulo é saopaulo.twestival.com.
Interessante. Vão dar uma turbinada no negócio deles, gerar muita mídia espontânea e ainda arrecadar uma boa grana para uma instituição bacana.







