Steve Wax, da agencia Campfire, no #Mixx 09

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Steve Wax, da agência Campfire, foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos no MIXX 09, em NY na semana passada.

Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Está num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim é que ele está nu nesse sonho. Disse que essa é a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia. Antes, uma agência tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups.

Hoje não, interage, mesmo sem querer com todo o público. E outra, o grande público também está no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme. E tem a plateia inteira no palco, falando de você. A agência, e seu tabalho, está muito mais exposto. Literalmente nu.

Falou que fazer publicidade está muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele, o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.

“Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem”. E esse “outros” é cada vez mais amplo. O anúncio de 30 segundos agora é visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia é muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho é reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.

Disse que o planejador de mídia é o novo homem do tempo. Está sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.

Outra frase dele que gostei foi: “Uma sequência de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado”.

Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.

Gostei bastante da pequena palestra dele. Conseguiu explicar bem que a realidade mudou, e que se você for realmente bom em entender o cliente final e em reger experiências da sua marca, pode ter um trabalho bem mais divertido e certeiro hoje em dia. Interessante que ele juntou interação cliente-marca e métricas como os dois focos da comunicação hoje.

O twitter do Steve é @campfiresteve.

Steve foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos. Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Esta num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim e que ele esta nu nesse sonho. Disse que essa e a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia.

Antes, uma agencia tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups. Hoje não, interage, mesmo sem querer com o publico todo. E outra, o grande publico também esta no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme, e tem a plateia inteira no palco, falando de você Você esta muito mais exposto. Literalmente nu.

Falou que fazer publicidade esta muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.

Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem. E esse “outros” e cada vez mais amplo.

O VT de 30 segundos agora e visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia e muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho e reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.

Disse que o planejador de mídia e o novo homem do tempo. Esta sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.

Uma sequênciasequencia de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado.

Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.

INC500, Woodstock dos empreendedores

Veja foto da festa de encerramento e entrega de troféus das 500 e 5000 empresas dos EUA que mais cresceram nos últimos 3 anos.

A vencedora teve crescimento de incríveis 19.000% em 3 anos. Isso mesmo, aumentou o faturamento em 190 vezes em 36 meses. Não se é lucrativa, mas que o número impressiona, impressiona.

Boa noite, de Washington, DC, EUA.

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Yusuf Mehdi, vice presidente senior da unidade de negócios “Audiência” da Microsoft, na #Mixx 09

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O tema da palestra foi “Misses, Home Runs and Game Changers”, algo como “bolas fora, golaços e mudanças radicais”. A palestra começou mostrando o gráfico já tradicional de quanto tempo cada meio de comunicação levou para atingir 100 milhões de usuários. O Facebook levou so 9 meses. Yusuf também adotou o padrão americano de apresentar uma palestra usando listas. Dessa vez foram as 5 lições da publicidade digital.

As 5 lições de Yusuf, da MS:

  1. Seja autêntico, seja você mesmo. O primeiro exemplo foi a million dollar homepage, um caso de 2005 (ou algo próximo) em que um estudante fez uma pagina com um milhão de pixels e vendeu cada um por US$1. Graças ao boca-a-boca, ele conseguiu a inimaginável façanha de vender tudo. Um caso antigo, mas legal de relembrar, mesmo sendo altamente improvável conseguir emplacar algo do gênero.
  2. Medir, medir, otimizar, otimizar. Falou sobre a Zappos, que testa muito seu site, buscando otimizar os resultados de vendas. Esse tema otimização e conversão, em especial em e-commerce e muito mais falado nos EUA do que no Brasil. Tenho a impressão de que muito mais gente se preocupa com SEO (aparecer no Google) do que em converter (transformar a visita no site em negocio, contato).
  3. Seja social. A web e uma rede de pessoas. Por mais obvio que pareça, muita gente ainda não entendeu. O exemplo aqui foi o site MyStarbucksIdea, onde clientes e fãs da marca de café podem opinar, sugerir e reclamar. O especial nesse caso e que o site tem todo um sistema de votação, onde os próprios leitores do site elegem o que mais importante. O Starbucks usa um sistema aberto para receber sugestões e mais importante do que isso, saber classificar o que e relevante para muita gente do que e algo que apenas um cara quer que seja feito. O Starbucks, que vem passando por resultados ruins, foi criticada no passado por demorar a abraçar a web como ferramenta para se aproximar do cliente. Agora e caso de sucesso, com esse site e também no twitter.
  4. Aproveite as oportunidades, responda rápido. Esse foi um exemplo legal. Mostrou o caso do Ashton Kutcher que soube literalmente aproveitar a onda do twitter e no momento certo usar o que ele tinha de ativos (ate a namorada), para ser a primeira conta no twitter a alcançar 1 milhão de seguidores. Hoje, o sujeito tem mais de 3,6 milhões de seguidores. Não teve que “pagar” nada por isso e esta colhendo os frutos. Virou ate palestrante sobre mídias sociais (vai fazer a palestra de encerramento do evento nessa terça-feira).
  5. Publicidade e conteúdo. Seu anuncio tem que ser legal, bacana. Tem que dar o que falar. Como muita gente já diz, precisa divertir, informar ou prestar um serviço Yusuf mostrou o Burger King como referencia nessa área, ha anos fazendo propagandas que se tornam virais, que muita gente se da o trabalho de procurar e assistir no youtube. Teve sucesso também em redes sociais. Criou o Whopper Sacrifice, em que você precisava ‘sacrificar’ 10 amigos no Facebook e com isso ganhava um cupom para um Whopper grátis Em tempo, o Facebook proibiu o aplicativo.

Yusuf tentou fazer um estudo de caso juntando essas 5 lições para falar do Bing, novo sistema de buscas da Microsoft. Em seguida, passou um video do “natal project” mostrando um novo videogame que não precisa de console. Uma câmera filma e interpreta seus movimentos, servindo para chutar a bola num jogo de futebol, acelerar, fazer curvas e passar marcha numa corrida de F1 e escolher com os dedos qual filme assistir.

Fez também uma demonstração ao vivo de sistema revolucionário, que junta esse “natal project” e o produto conceito “surface” da empresa, com outros acessórios também de cair o queixo. Telas enormes, um assistente digital, interface intuitiva, inteligência artificial. Simplesmente incrível.

Você vai conversar com o computador, olhando no olho do seu digital assistant. Vai puxar com um movimento dos dedos da mão uma foto do celular para uma dessas telas. Ao rever um projeto em 3D, ao andar na frente das telas, as imagens se movem, pois se e 3D, você vai ver a perspectiva real de cada ponto que estiver. Um salto tecnológico maior do que a comparação dos computadores de uma tonelada dos anos 70 que levavam dias para um calculo simples com a funcionalidade de um smartphone atual. Alguém comentou comigo que era melhor do que o computador do Tom Cruise no filme Minority Report. Eu fiquei impressionado, e a plateia toda também.

Colleen DeCourcy, Chief Digital Officer da TBWA Worldwide, na #MIXX 09

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Colleen foi a primeira palestrante intersticial do Mixx 2009 em NY. Entre uma palestra e outra, um publicitário fazia uma palestra de 5 minutos respondendo “O que significa revolução criativa na publicidade interativa para você?” Gostei muito do formato. Bom conteúdo, em muito pouco tempo e dava um break entre as palestras mais longas.

Achei muito interessante um comentário dela, no final da mini-palestra, que foi o que me marcou. Disse que a internet não é o destino, mas uma placa de trânsito, de sinalização, que te indica o caminho.

Entender a internet como algo que vai ajudar as pessoas a irem mais longe, a lugares mais legais e que pode permitir muita coisa interessante no mundo real e uma forma e muito bacana. Por sinal, muito semelhante ao posicionamento de longa data do BlueBus.

PS: Hoje estou em Washington, DC, no segundo dia do evento INC500, que está sendo incrível.

Ann Lewnes, Adobe, no #MIXX 2009 NY, do IAB

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Ann Lewnes, vice presidente senior de marketing corporativo da Adobe, foi a primeira keynote speaker do MIXX 09, em NY. Começou a palestra falando que a empresa investe 74% do seu budget em ações digitais. Todo mundo ficou animado com o numero :-)

Ann mostrou o que ela chamou de “nossos três segredos de publicidade”, com slides muito bem feitos.

  1. Tudo é propaganda. Contou o caso de que resolveram fazer transmissão ao vivo do lançamento de um produto, alem do evento ‘água com açúcar’ de sempre. Mais de 200 mil pessoas assistiram. O evento de lançamento e sua transmissão web se transformaram em publicidade. Cada vez a concorrência pela verba de mídia vem de outros lugares.
  2. Uma rua com duas mãos. Outro caso rapidamente apresentado foi o desenvolvimento do produto Lightroom. Convidaram clientes a ajudar a desenvolver o produto. Com isso conseguiram duas coisas. Primeiro, o produto ficou melhor, pois muita gente que usava (ou iria usar) comentou, sugeriu, participou. Segundo, porque essas mesmas pessoas que contribuíram com o tempo delas, se tornaram evangelistas do produto. Alem de conseguir fazer crowdsourcing do desenvolvimento, ganharam um super boca-a-boca. Saber aproveitar isso (pouca gente sabe) pode ajudar muito.
  3. Pense fora do retângulo. E preciso ir alem do básico. O exemplo que Ann deu foi o uso de widgets, que em sua maioria são feitos em flash (e claro, um produto Adobe). Contou que pouca gente usa pois não conseguem mensurar o uso e distribuição Ann anunciou que a Adobe acaba de lançar uma ferramenta que promete fazer justamente isso. Outro exemplo foi a realidade aumentada. Pode ser um material impresso, que colocado na frente da webcam do computador mostra algo totalmente diferente. Marcelo Tripoli lembrou que o retângulo é o banner (a foto que ilustra o post é dele também).

A palestra de Ann foi interessante, ao mesmo tempo que ela aproveitou para divulgar vários produtos. Algo difícil Outro ponto marcante no evento e a qualidade dos slides apresentados. Aqui nos EUA o padrão médio e muito, muito superior ao que vemos no Brasil. Pouca gente lê Garr Reynolds na terrinha.

Na seção de perguntas, alguém da plateia questionou o que não vai mudar na publicidade em 50 anos. Ela respondeu engajamento e criatividade.

Esse é o primeiro post de uma série com resumo das principais palestras do evento e o que aprendi/tirei de cada um. Escrito em NY, durante o MIXX 09.

Meus dois posts para o Blue Bus sobre o #MIXX 09, em NY

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Segunda e terça dessa semana, participei em NY do evento MIXX, organizado pela IAB, sobre publicidade interativa. Escrevi dois posts para o site Blue Bus sobre o evento. Veja os links abaixo e uma breve chamada de cada um.

Começou a Mixx 2009 em NY | Revolucao criativa na publicidade

Na parte da manhã, o destaque foi a demonstração ao vivo do novo sistema interativo da Microsoft, um escritório do futuro, com assistente digital inteligente, vídeo-conferência de corpo inteiro e controles do sistema sem uso de mouse, joystick ou coisas do gênero. Voce se mexe e o sistema entende. Minority Report na vida real, ou para os mais velhos – os Jetsons – em 2009. Apesar dessa parte da palestra ter sido uma mega propaganda da Microsoft, todo mundo adorou.

Chris Anderson, dos livros Long Tail e Free, fala no Mixx 09 do IAB

Chris Anderson citou dois exemplos. O primeiro foi o grupo de comédia Monty Python, que cansado de ver seus vídeos pirateados no YouTube, resolveram eles mesmos criar um canal exclusivo do grupo, com tudo de graça. Venderam muito, muito mais DVDs com isso. O outro exemplo é o próprio livro Free. Teve versão grátis (por uma semana) no Kindle, para leitura online, audiobooks grátis. E mesmo tendo muitas versões grátis virou bestseller da versão paga (impresso). É provável que as versões grátis tenham ajudado a vender mais a versão paga, pois gerou atenção, buzz. Chris falou muito isso, ‘atenção’ hoje vale dinheiro, pois é escassa.

Fiquei muito satisfeito em ser “publicado” pelo Blue Bus, que é um site que acompanho e admiro desde 2002, quando estava começando a trabalhar, recém-formado. Julio, obrigado pelo espaço. Marinho, muito obrigado pela ponte.

Escrito em Washington, DC, onde começa amanhã a conferência INC 500. Essa promete muito.

Nizan Guanaes, da África e Grupo ABC, na Casa do Saber

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Assisti há mais de um mês a uma aula na Casa do Saber, com Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC e da agência África. Foi o segundo palestrante/entrevistado do curso Grandes Publicitários. Nizan deu um show. Tem uma energia enorme, literalmente “ocupou” todos os espaços da sala que tinha umas 70 pessoas. Cantou, declamou poemas, falou inúmeros palavrões. Não tentou vender uma imagem de bom moço. Um trator, que faz muito e não tem medo de ser quem é. Achei muito legal. Dizem que não é fácil trabalhar com ele. Acredito. E imagino que deve ser terrível mesmo, se você for “mole”.

Nizan Guanaes tem 51 anos, se considera chato, insatisfeito, inquieto. Fala que trabalha muito, 24 horas por dia. Negócio é negar o ócio. Nizan é filho de libanês e no início da carreira foi radialista. Diz sentir o pulso da audiência. Parece ter uma grande habilidade em perceber o que as pessoas estão sentindo, e mudar se for preciso para deixar sua marca, ou vender o produto do seu cliente. Seus ídolos são: GP Investimentos, Odebrecht, Dorival Caymmi. Gosta muito de trabalhar. Mas gosta também de se divertir. “Sou dono do dinheiro e não o contrário”.

Frases

“Vida é um vôo de tripa a tripa”, sobre a finitude da vida, e a necessidade de se fazer, acontecer enquanto você está aqui. Quando acaba não sobra nada.

“No céu não vou conhecer ninguém”, brincando com a possibilidade de ir para o inferno.

“Luto para que Deus acredite em mim”, ao ser perguntado se acreditava em Deus. São Paulo e São Pedro tinham muitos defeitos e foram eles que fundaram a igreja. Quer ser assim também.

“Minha tradição é mudar”.

“Publicidade compete com as vias urinárias”. Tem que ser muito bom, ele precisa vender o produto no intervalo. Se for ruim, todo mundo vai ao banheiro nessa hora.

“É preciso treinar muito para parecer natural”, Fernanda Montenegro.

“Dinheiro é igual um germe, precisa exterminar”, numa piada (acho que sobre a mulher dele). Gosta de ganhar dinheiro. E gosta de gastar dinheiro.

“Prometo glória, não prometo paz. Vá procurar a Thompson, se quiser paz”, em referencia a outra agência. “Meu slogan é Terrível, mas só contra os insetos”, sobre sua fama de mau, trator. “Sou duro, mas os princípios são bons”.

“Sucesso é uma empresa rentável, que você se orgulhe”. Várias vezes vi ele falando coisas que me lembravam muito o livro Double your profits, que é a bíblia do pessoal do GP. “Sucesso é contra sua natureza”. “A vida é domar a natureza”.

“Sou vulgar, mas minha obra não é”.

“Se você não gosta da segunda-feira, tem problema no trabalho. Se não gosta do sábado, seu problema é no casamento”.

“Acredito em talentos, em time. Talentos que viram sócios”.

“O saber alimenta e atormenta”, sobre o que podemos aprender, como podemos melhorar e como a sensação de que não sabemos nada pode angustiar. Isso acontece demais comigo.

“Na China, quando você se aposenta, vai trabalhar para as crianças”.

“Só é possível viver reinventando a vida”. Tem medo de se acomodar. Medo de se repetir. Roberto Marinho fundou a Globo aos 65 anos. Churchill foi um cara com problemas enormes, muitos fracassos. Teve sucesso só no final da vida. O novo livro do Jim Collins, How de mighty fall, comenta bem sobre Churchill.

“No Brasil, megalomaníaco tem vertigem no primeiro andar”. Falando que pouca gente pensa grande no Brasil. Isso é mal visto aqui. Ele quer sempre um sonho grande. É preciso pensar grande e treinar.

“É preciso colocar a sustentabilidade colocar dentro do modelo de negócios. Minhas agencias não são sustentáveis hoje. Não quero enganar. É muito difícil.”

“Todas as cartas de amor são ridículas”.

“Tudo vai mudar, mas o ser humano continua o mesmo”. Me lembrei do DVD O Poder do Mito.

“Niterói é a nossa Sausalito”. Uma comparação legal, mostrando que aproveitamos mal o que temos de muito bom. Nos EUA, os caras tiram “leite de pedra”.

“Se tudo tá fácil é assalto”. “Se tudo tá fácil, você não está no lugar certo”. “Time campeão está sempre sob pressão”.

“Eu olho a árvore pelo fruto”, sobre como avalia as pessoas, projetos. Sempre pelos resultados. E quer ser avaliado assim, pelo que faz, não pelo que os outros falam dele. “Flamengo não vai ser amado pelo Fluminense”. Ele não se preocupa em agradar a todos. “Não sou medroso”.

“Meu negócio é intervalo, é patrocínio”. Por isso entrou em eventos, como os de moda.

“O Brasil em algumas partes ainda é muito antigo”, sobre querer achar que o Brasil é a cidade de São Paulo, cosmopolita, conectada.

Deixar sua marca

Nizan falou várias vezes da sua vontade de fazer coisas maiores, de deixar sua marca. Além dos negócios visando o lucro, há também o Nizan social. Ele usa o mesmo estilo e sua grande influência e conexões para também fazer muito nessa área. Ajudou a reformar o Convento de Santo Antonio. Tem um programa social na África, com foco em educação contra violência sexual em crianças. Atua com o apoio/parceria da fundação do Bill Clinton.

Educação

“Educação é ditadura”, falando da relação dele com o filho. Força a educação dos filhos. Antonio, seu filho, estuda mandarim “na marra”.

Internet

Depois, quando vendeu a DM9 para a DDB, teve que fazer um contrato “non compete agreement” de dois anos, se afastando do mercado publicitário. Disse “devia ter ido rodar o mundo, que iria aprender muito mais”, mas montou o IG. E aprendeu muito sobre internet. Brincou “achei que iria entrar no programa how to be a millionaire e acabei entrando no Survivor”, sobre a dificuldade de lucrar nesse mercado.

TV ainda vai continuar sendo muito forte para produtos de massa. Internet é importante, mas depende de onde você está no Brasil. “Não copie os EUA, os dados demográficos de lá são muito diferentes do Brasil”, disse.

Negócios hoje

Quando voltou para a publicidade viu que precisava de escala. Tem o foco hoje nos países emergentes.

“As coisas nascem nas periferias, nas garagens”. O BRIC é a periferia do mundo hoje. No bom sentido, onde as coisas estão sendo criadas. Interessante essa comparação entre os BRICs e as garagens de empreendedores, uma boa analogia.

O Grupo ABC tem 17 agencias. Busca a gestão com meritocracia. Tem consultoria do INDG. É fã do GP, da Ambev. Ele quer que o ABC seja o nono grupo do mundo, já que o Brasil é a nona economia do mundo. Hoje é o vigésimo.

Pontos que mais me chamaram a atenção

Tem uma energia altíssima, invejável. Uma das coisas que mais me marcaram e que quero cultivar em mim também. Vontade muito grande, pensa grande, aplica o que sabe, procura aprender com os outros.

Não tem medo de ser ele mesmo. Quer ser ele mesmo no grau máximo.

Tem grande cultura.

Ótimas conexões. Conhece muita gente importante e famosa. Isso abre portas, ele chega “nas cabeças” e pode pedir e pensar grande. Sucesso puxa sucesso.

Mesmo tendo um negócio que é meio arte, com altas doses de criatividade, quer aprender com os melhores de gestão, como GP e INDG. Corta custos no que não é essencial. Mas isso é relativo, pois uma sede é essencial para uma agencia de publicidade. Me lembro de uma matéria da M&M falando da nova sede da Africa. Foco em resultados, pressão, não passa a mão na cabeça.

Nizan é mais do que um publicitário, tem visão de negócios, um empreendedor. Conseguiu ir além da área inicial dele, com muito sucesso. Talvez por isso foi o palestrante que mais gostei, pois consegui aprender e me inspirar mais.

O que levei dessa palestra-entrevista:

  • Seja você mesmo.
  • Pense grande.
  • Deixe sua marca no mundo.
  • Não tente agradar a todos.
  • Busque a excelência.
  • Quem faz muito, vai ter alguns inimigos, vai ter gente torcendo contra. O sucesso é solitário, fracasso é solidário.

Meu sócio, Marcelo Carvalho, que também está fazendo esse curso, escreveu um post, talvez mais completo que esse aqui.

Minha palestra na Esalq sobre experiência profissional

Apresentei no dia 24/08 uma palestra na Esalq-USP sobre minha experiência profissional. Foi um convite, pela terceira vez, do Prof. Paulo Machado, do departamento de zootecnia. Como nas vezes anteriores, a experiência foi muito boa, pois tenho cada vez mais certeza que “passando o que sabe, você aprende o que ensina” (Cora Coralina).

Veja os slides.

Fiz algumas anotações dos pontos principais, abaixo.

Quem sou eu

Pai, corredor, blogueiro, empreendedor, agronômo. Apreciador de cafés especiais, cervejas artesanais, bom vinho, boa gastronomia, e é claro, uma ótima carne bovina. Gosto de tecnologia, gadgets e internet. Adoro livros, em especial de negócios. Como disse um amigo numa entrevista certa vez, estou tentando descobrir quem sou eu.

Sobre a AgriPoint

Rede de comunidades online focadas em segmentos do agronegócio (carne, leite, café e ovinos/caprinos). Mais de 165 mil usuários cadastrados, crescendo 3.000/mês, de mais de 100 países. Nosso forte: conhecimento e relacionamento nesses setores que atuamos. Realizamos eventos presenciais desde 2001, com grande sucesso. Desde 2000, realizamos cursos online, com mais de 130 realizados e 12.000 inscrições.

Minha experiência na Esalq-USP

Me formei em 2001 (entrei em 1997). Minhas áreas de interesse eram pecuária de corte e economia/administração. Em 99-2000, passei um ano no Arizona, como aluno de intercâmbio, que foi uma experiência e tanto (inesquecível), que recomendo a todos, por ampliar visão de mundo, ganhar conhecimento geral, experiência com outras culturas. Saindo da palestra uma menina veio me contar que voltava de 3 semanas na China, como bolsista. Fique com uma inveja boa. O que mais aprendi na Esalq foi: relacionamento, comunicação e ser mais extrovertido.

O que venho aprendendo depois que saí da faculdade

A melhor escola é da vida, mas é a que cobra mais caro, já dizia um velho amigo do meu pai. No trabalho, no dia-a-dia é onde você aprende o que há de mais valioso. Mas geralmente esse aprendizado vem com os erros, que podem te custar caro: seu emprego, sua imagem, seus cabelos, seu sono. Mas o pior de tudo é não aprender com um erro. Como disse Jim Collins: uma crise é uma coisa muito ruim de se desperdiçar.

Ter metas e planos por escrito faz (muita) diferença. Isso era uma coisa que não acreditava muito, mas é incrível como funciona. Quem tem muito sucesso, invariavelmente tem seus planos no papel. Christian Barbosa não se cansa de dizer isso.

Procurar se conhecer mais, e trabalhar para ser aquilo que podemos ser, desenvolver nossas características únicas, em seu máximo, é muito melhor (em todos os sentidos) do que tentar copiar alguém. Isso eu aprendi na vida, na terapia e ouvindo o audiolivro Quando Nietzsche chorou.

Pense grande, pois dá o mesmo trabalho que pensar pequeno :-) O problema de pensar pequeno é que pode dar certo.

Aprenda tudo que puder sobre vendas e negociação. Por mais que você queira negar, fazemos isso todo dia, várias vezes. Esse é um tema neglicenciado na faculdade, muitas vezes até “proibido”.

Procure ter alguém como conselheiro, mentor. Uma maneira de você conversar com uma pessoa mais experiente, que pode te ajudar a fazer você chegar onde quer. Eu imagino que aqui o objetivo é sair com melhores perguntas e não com respostas.

Todo projeto depende de: planejamento, execução e também acaso. Essa eu aprendi com o Carlos Alberto Júlio. Tem gente que acha que é só planejar, que as coisas acontecem “automaticamente”. Ledo engano. Plano fraco com execução forte tem mais chances de sucesso do que o inverso. E tem gente que esquece que sempre tem o acaso, sorte ou azar, ajudando ou atrapalhando no resultado.

“Mais importante do que querer vencer, é querer treinar” Bernardinho. Todo mundo quer as glórias da vitória, mas poucos querem pagar o preço. Acordar cedo, treinar longas horas.

Aprenda e escrever artigos, posts, o que for. Quem escreve bem, pensa melhor. Tenha um blog – para pensar, para ensinar, para aprender, para conhecer novas pessoas. Contei que conheci meu amigo Eduardo Carvalho pelo blog dele.

Aprenda a falar em público, para uma pessoa, ou para mil. É uma habilidade que vai te ajudar muito.

O sucesso é proporcional a sua disposição em encarar situações que te tiram da zona de conforto.

Algumas dicas rápidas, a maioria de livros e leituras:

  • Lembrei do post do Marc Andreessen sobre contratação – energia, curiosidade e ética são fundamentais.
  • O que você tem de especial, de diferente, de notável? Uma pergunta que resume o ótimo livro Vaca Roxa, do Seth Godin.
  • O sucesso demora para chegar (quando chega). Só quem está disposto a pagar esse preço vê o outro lado do vale (livro The Dip).
  • Conhecimento, relacionamento e querer o bem dos outros são três pilares do sucesso profissional (livro Amor é a melhor estratégia).
  • Ter foco é como cuidar de uma fogueira. Se você tenta acender várias ao mesmo tempo, pode acabar com frio.
  • Conceito do porco espinho: encontre algo que saiba fazer muito bem, goste de fazer e tenha alguém querendo te pagar por isso. (livro Good to great)
  • O que é sucesso: lucro, aprendizado, satisfação do cliente e inovação – de uma conversa por telefone com Ricardo da BizRevolution (eu inclui também diversão).
  • Uma boa maneira de medir sua eficácia é se perguntar: o que entreguei/despachei hoje. Ou seja, qual foi o resultado real do meu trabalho. Outra forma é se perguntar: estou ocupado ou produtivo?
  • Não faço, nem pretendo fazer MBA. Procuro aprender e me atualizar fazendo 3 coisas: lendo, conhecendo pessoas e participando de 2 eventos curtos por ano. Vale a pena ver o site Personal MBA.No domingo anterior a palestra, li a frase “Trying to suck less daily” – melhorando apenas um pouco todo dia, podemos ser muito melhores (no blog do Loic Le Meur).
  • Marcar uma conversa, um café, com pessoas especiais, de grande sucesso, pode ser muito mais fácil do que se imagina. Basta tentar. Esteja aberto a conhecer pessoas aleatoriamente. A sorte pode te ajudar.
  • Use mapas mentais par aanotar suas ideias – é fácil, rápido e ajuda muito. Anote tudo que puder em reuniões, conversas e aulas. Anotar te ajuda a fixar agora e a se lembrar depois.
  • Ensinar é a melhor forma que conheço de aprender. Por isso fui lá fazer uma palestra.

As perguntas dos alunos, que achei muito boas. Abaixo duas:

  • Para que serve o Twitter? Não sei ao certo, mas pode servir para falar com grandes audiências e receber feedback. E eu ganho várias visitas no blog graças ao twitter. Me acompanhe aqui. :-)
  • Como gerencio meu tempo? Sugeri ler o livro GTD do David Allen e Tríade do Tempo do Christian Barbosa.

Obrigado a todos e em especial ao Prof Paulo Machado, pelo convite e oportunidade. Se você quer ver os slides no Slideshare, acesse aqui.

Trying to suck less daily.

Palestra do @MarceloTripoli no #EBP2009 e vídeo #ThinkSuccess

Assisti sábado da semana passada uma palestra rápida e muito boa do Marcelo Tripoli, da agência IThink, no evento #EBP2009. A palestra foi muito boa e me deu várias ideias de novos produtos e mudanças no meu negócio.

Veja os slides, onde o ponto principal é a tese (que concordo) que o digital não é mais uma disciplina a parte. Precisa ser tratada como totalmente integrada na vida das pessoas e é claro nas campanhas de marketing.

O que me chamou a atenção:

  • numa economia lenta, mais rápido a web ganha força na comunicação
  • vídeo online se torna cada vez mais importante
  • faça uma campanha com web e use mídias offline como reforço, não o inverso
  • propaganda precisa criar valor para o usuário
  • cada vez mais as pessoas ignoram a publicidade que não agrega (não educa ou não diverte)
  • pensando em comunicação como: serviços, entretenimento, conteúdo

Por acaso, assisti agora também um vídeo preparado pela iThink, para um evento deles chamado Think Success. Assista o vídeo, que é um resumo legal do que foi apresentado na palestra.

Alexandre Gama, da Neogama, curso Grandes Publicitários na Casa do Saber

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Assisti na semana passada a primeira aula do curso Grandes Publicitários, na Casa do Saber, com Alexandre Gama, da agência Neogama. O organizador do curso e entrevistador é o também publicitário Celso Loducca, da Loducca. Escrevi um rápido post com meus motivos para fazer esse curso.

Fiz uma série de anotações em mapas mentais rascunhos, que é a maneira que mais gosto de escrever em reuniões e palestras. Escrevo para me lembrar depois e escrevo para me lembrar na hora. Acredito que penso melhor, presto mais atenção e capto mais os pontos importantes quando anoto.

Abaixo, Alexandre Gama, por ele mesmo, com meus pitacos.

Estilo pessoal:

  • Sou tímido, competitivo e curioso.
  • Sou mais injusto comigo mesmo, do que com os outros.
  • Aos 17 anos, praticava 6h por dia de violão.
  • Muito medo de ter o rabo preso. De dever favores, de poderem jogar na minha cara. Minha ética vem mais do medo.
  • Sou cada vez mais impermeável ao que os outros acham de mim.
  • Quero ser o melhor em cada função que faço.
  • Não sou o líder ideal. Sei que não dou muita direção. Não fico em cima. E não dou conforto.
  • Se fosse dar um conselho para ele mesmo, quando mais jovem: “pega mais leve…” Não colou, pelo menos para mim.
  • Quero ser o “ghost in the machine”, que muda as coisas, por dentro, sem que a máquina perceba.

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Agências:

  • A coisa mais difícil é entrar em uma agência, a segunda é ficar. :-)
  • Uma “grande mentira é: entre na função que der, depois, lá dentro, você muda”.
  • Prêmio é uma escada que te ajuda no começo, mas não é tudo.
  • Nas perguntas contou a história do garoto que foi na agência e gravou um vídeo dizendo “eu quero trabalhar aqui..” e com isso ganhou um estágio lá. Disse: foi um bom comercial de de 30″, chamou a atenção, agora precisa provar que é um bom produto.

Publicidade:

  • Sobre o poder (maléfico) da publicidade: é apenas uma ferramenta. Quem deve levar a culpa, a mão que usa, ou a ferramenta que é usada?
  • Nossa sociedade é de consumo. Tudo é baseado no consumo. A publicidade é uma parte disso. É preciso criticar, discutir a sociedade, daí passar pela publicidade. E não o inverso.
  • “Não faço publicidade, eu tenho ideias”. Eu achei meio batido.
  • O Bradesco apareceu muito mais quando focou num tema só (Banco do Plantea), gastando a mesma coisa.

Dicas sobre carreira, para publicitários:

  • Pouca gente dá valor ao texto. Escrever bem é pensar bem.
  • Bom redator é um bom planejador.
  • Para escrever melhor é preciso ler melhor (e mais) e escrever mais.
  • Não me dê liberdade, me dê foco. O poder da escassez.
  • Quem não tem nada, não tem nada a perder. Pode arriscar tudo.

Internet

  • Internet é apenas uma ferramenta dentro da caixa de ferramentas. Pareceu ainda não ter comprado a ideia de que a internet está mudando e muito a vida das pessoas. E que vai mudar muito ainda. Deu um exemplo de uma campanha só pela internet que não vendeu carros. Mas não disse quando, nem como. Achei estranho. Talvez uma forma de contar que outra agência não entregou e eles sim.

Ideia prima e War Map

  • Procura criar para cada cliente uma “ideia prima”, que posiciona, diferencia a empresa, que desloca a concorrência.
  • Junto entrega um “War Map” com as ações a serem tomadas.
  • Gostei desses dois conceitos, mas deve ser difícil que isso funciona na prática mesmo. Um dos clientes deles é a TIM. Mesmo com um war map e uma ideia prima, me parece que é uma empresa, n oserviço, atendimento, etc, muito parecida com a Claro e Vivo.

Empreendendo:

  • Fundou a Neogama em 99-00, em plena desvalorização cambial.
  • Qual o valor de uma agência quando a economia pára? Muito pouco. Mas decidiu ir em frente: pau na máquina.
  • Há uma grande diferença entre o bravo e o corajoso. O bravo é aquele que enfrenta, sem saber o tamanho da encrenca. O corajoso é aquele que calcula, avalia, conhece, e mesmo assim enfrenta o problema. Gostei muito dessa parte, e vi que muitas vezes sou mais bravo do que corajoso, que é mais difícil (e mais eficiente). :-)
  • O Brasil é uma montanha russa. O brasileiro bom é aquele que entende isso, e entra nesse jogo, aproveita, aprende e ganha. É aquele que compra o ingresso da montanha russa.
  • Nosso primeiro posicionamento foi: tirar o máximo do mínimo. Dar resultado.

Sobre sucesso, fracasso e persistência:

  • Nenhum fracasso determina seu destino. Não acaba com você. Sabendo disso fica mais fácil passar por cima dos erros.
  • O medo do fracasso muitas vezes é o medo do julgamento dos outros.
  • No início, pensava com freqência: “hoje vão me desmascarar… hoje vão descobrir que não sou genial…” :-)
  • Vencer não é o contrário de perder, mas de desistir.
  • Sucesso é fazer o que te dá muito prazer e você faz muito bem. Não fiquei muito rico, apenas me casei uma vez só. Uma piada com o Loducca, que parece ter várias ex-mulheres (que são para sempre, como me disse um amigo certa vez).
  • Se programou para cada etapa de sua carreira. E isso ajudou.
  • Acredito no talento, mas é preciso suar. O cérebro, o talento é como um músculo, que precisa ser exercitado, para melhorar.
  • Quando você não desiste, o mundo desiste de você. Daí vem o sucesso.
  • Tem gente que tem medo de mostrar seu trabalho. Quem não tem esse medo, chega mais longe.
  • Quero fazer coisas grandes. Porque posso. E porque devo.

Sustentabilidade:

  • Lucro é a mola do capitalismo. A sustentabilidade precisa se estabelecer usando o lucro como mola, como impulsionador.
  • Falou várias vezes sobre sustentabilidade, sobre seu interesse nessa área. Parecia até que iria montar uma nova empresa. Que iria se tornar um empreendedor social, ou algo do gênero.
  • Mas achei que ele estava equivocado, que ainda não entendeu o conceito. Deu um exemplo do “bolsa floresta”, onde um amazonida recebe um bolsa família se preservar a floresta de sua pequena propriedade.

Agência como empresa:

  • Nas perguntas, fui o primeiro, e mandei: “como você faz para separar e reforçar sua imagem pessoal e de sua empresa, e para que um ajude o outro?”
  • Com base na resposta, penso que a agência dele parece ser mais um “gênio com mil ajudantes” do que um “exército de generais”, para usar uma expressão do Jim Collins.

Meus comentários

  • Extremamente criativo e bem sucedido, mas focado em criar sua empresa, com seu nome. A empresa parece ser uma forma de ampliar a pessoa, o brilhe dele (que é grande).
  • Falou muito sobre sustentabilidade, mas me pareceu compreender pouco profundamente o tema, que exige uma mudança estrutural nos negócios, exige um foco no longo prazo, exige muitas vezes mudanças que vão contra as fontes atuais de lucro da empresa. Sustentabilidade é muito mais do que uma campanha, ou do que fazer tudo em papel reciclado.
  • O que mais gostei: persistência, acreditar em si mesmo, planejamento, talento + suor. Quem vai longe não tem medo de parecer bom.

Meu sócio, Marcelo Carvalho, também está fazendo o curso e escreveu um post com as impressões dele. Interessante que optei por ler só depois de escrever a minha, e ficou bem diferente o formato, mas com vários pontos em comum.

Digital Age 2.0 2009: um evento que promete

digital-age-20-2009

Esse ano acontece a terceira edição do evento Digital Age 2.0, agora no final de agosto. Os oraganizadores foram muito felizes na escolha dos palestrantes, em especial os internacionais. Fazia tempo que não via um evento em que tem gringos de peso vindo palestrar no Brasil, que eu admiro muito.

Quem são os dois principais palestrantes, na minha opinião:

  • Jeff Howe, da revista Wired, autor do livro “Crowdsourcing” (lançado no Brasil como O poder das multidões), sobre a influência, poder e mudanças que a tecnologia trouxe, permitindo que milhões de pessoas colaborem, ajudando a construir coisas novas
  • Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, que já era uma grande referência, agora então tendo vendido a empresa para a Amazon, por quase um bilhão de dólares, fica ainda mais interessante. O que será da empresa daqui em diante? O que a Amazon poderá ajudar a Zappos a ser melhor, sem perder sua identidade. Sou fã da Zappos, e até tenho o Culture Book 2009 deles, que ganhei autografado do Tony.

O evento ainda conta com palestrantes brasileiros renomados, como Michel Lent e Marcelo Tripoli. O único senão, é o preço da inscrição, mas talvez valha a pena, pelos contatos e aprendizado (nessa ordem).

Leia mais sobre a Zappos aqui:

Leia mais sobre Crowdsourcing aqui:

Digital Age 2.0

Vou fazer o curso Grandes Publicitários, da Casa do Saber

Começa agora em agosto um novo curso na Casa do Saber – Grandes Publicitários. No mesmo formato do curso Grandes Executivos, que fiz o ano passado e gostei muito. Esse curso terá 6 convidados, Celso Loducca será o entrevistador.

Acho que será muito interessante e me animei a fazer pelos seguintes motivos:

  • Conhecer, aprender e entender com publicitários extremamente bem-sucedidos.
  • Entender mais sobre o “meio” agências de publicidade.
  • Conhecer pessoas inteligentes com interesses similares aos meus
  • Me divertir e me entreter conhecendo mais sobre a vida profissional, que deve ter algumas passagens engraçadas.
  • O curso anterior foi muito bom: gente inteligente, bom humor, aprendizado e boas conversas antes, durante e depois do curso.

Começa dia 4 de agosto. Veja quem são os convidados:

  • Alexandre Gama. Publicitário. É diretor de criação, sócio e presidente da Neogama/BBH.
  • Nizan Guanaes . Publicitário, diretor da agência África, presidente e diretor de criação da agência DM9DDB.
  • Marcello Serpa. Publicitário. É sócio e diretor geral de criação da AlmapBBDO.
  • Washington Olivetto. Publicitário e criador da agência W/Brasil.
  • Roberto Justus. Publicitário e empresário. É CEO do grupo Newcomm e vice-presidente da Y&R. Dirigiu o programa “O Aprendiz”, da Rede Record.
  • Fabio Fernandes. Publicitário. É presidente e diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi.

Vou participar da Inc 500 Conference, nos EUA, em setembro

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Resolvi participar da conferência INC 500 em setembro nos EUA. Esse evento é organizado pela Inc, a revista de negócios que mais gosto. É dedicada a pequenas empresas, a empreendedores e me ajuda muito a ter ideias e inspiração nos negócios. Acabei de ouvir também o audiobook The Knack, escrito por um colunista e um editor da revista. O livro é excelente. A conferência acontece no final de setembro e já tem um time de palestrantes confirmados de primeira linha.

Ir nesse evento faz parte do meu plano anual de atualização e treinamento. Esse plano é composto por três partes: leituras, conversas e 2 seminários “top” por ano (o primeiro foi o Web 2.0 Expo).

Veja alguns dos palestrantes confirmados, que considero excelentes:

  • Norm Brodsky: serial entrepreneur, Inc. columnist, and co-author of The Knack
  • Bo Burlingham: Inc. editor-at-large, author of Small Giants, and co-author of The Knack
  • Jim Collins: Co-author of Built to Last, and author of Good to Great and How the Mighty Fall
  • Tony Hsieh: CEO of Zappos.com
  • Jeffrey Kalmikoff: co-founder of Threadless
  • David Neeleman: founder of JetBlue
  • Joel Spolsky: Inc. columnist and founder of FogCreek Software

Todos esses caras têm negócios bacanas e escrevem coisas muito úteis para meus negócios, para ter ideias, para olhar de forma diferente para o que faço.

Estou planejando fazer uma espécie de cobertura do evento, usando twitter e o blog, caprichando mais que na #w2e. Eu estou pensando em ir por conta própria, mas a BizRevolution está organizando um grupo de brasileiros para ir no evento.

E você, quer ir também?

Whuffie na #w2e, palestra de Tara Hunt (@missrogue)

tara-hunt

Uma das palestras que mais gostei no evento Web 2.0 Expo em San Francisco foi a de Tara Hunt (@missrogue) sobre Whuffie. Até agora não vi uma boa tradução para o português desse termo, que quer dizer “capital social” ou reputação.

A palestra de Tara Hunt foi muito bem apresentada, num estilo que gosto muito. Um número enorme de slides, com muitas fotos, textos muito curtos e uma sinergia e conexão perfeita entre os slides e a fala da palestrante.

Esse é o estilo que tento fazer cada vez mais. Tornar minha fala e os slides cada mais sincronizados, e com uma transição muito suave, quase imperceptível de um slide para outro.

Abaixo listo os pontos que mais gostei da palestra.

  • O tema da #w2e era “o poder da escassez”, e isso é o que ela sempre fez (fazer mais com menos). Eu também estou nesse time. :-)

publicidade-tradicional

  • A publicidade se torna cada vez mais um megafone, que incomoda e interrompe as pessoas. Com isso, há cada vez mais pessoas “surdas” a anúncios. A solução não é comprar um megafone maior e mais potente, mas se envolver em conversas.
  • Porque algumas empresas são abominadas, e outras recebidas pelas pessoas de braços abertos?
  • Whuffie = reputação, capital social, contatos, acesso, credibilidade. Você e sua empresa têm isso?
  • Whuffie não acontece do dia para a noite. Acho que por isso muitas empresas não conseguem abraçar essa oportunidade, pois querem resultados overnight.
  • Quando não se preocupa com isso, uma empresa perde (em especial hoje na internet). Um exemplo bom é o caso da Dell, que teve que lidar com o site de reclamações “Dell Hell”.
  • Whuffie é parte da “economia da doação”. Quanto mais você doa, mais recebe em troca.

Algumas dicas:

  1. Mude a forma de se comunicar. Do megafone para a conversa (aprenda a escutar).
  2. Se envolva na comunidade.
  3. Foco na experiência do consumidor. Atenção aos detalhes, vá além, coloque emoção, injete alegria, personalize, experimente, simplifique.
  4. Abrace o caos. Não tente controlar tudo e se surpreenda. Algumas coisas vão dar errado, mas você poderá ter boas surpresas.
  5. Encontre significado no que você faz.
  6. Do well by doing good. Ou seja, tenha lucro por ser bom.
  7. Ajude os outros a ir além. O Flickr e Youtube têm sucesso por fazer isso.
  8. Pense focando no consumidor. Por exemplo, se for o melhor, sugira um link fora do seu site. Os slides 281 e 282 são excelentes.
  9. Valorize algo maior. Se você e sua empresa estão comprometidas com uma causa maior, terá mais capital social, mais reputação, mais credibilidade.
  10. Espalhe o amor. Faça o bem.

Whuffie = propaganda boca-a-boca, vendas adicionais, fidelidade dos clientes. Ou seja, mais lucro. :-)

Veja os slides completos, abaixo.

Livro

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Tara Hunt lançou há duas semanas um novo livro, chamado de Whuffie Factor. Já está no meu kindle e recomendo.

Nancy Duarte: ciência e arte das apresentações na #w2e

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O primeiro dia da Web 2.0 Expo em San Francisco era de workshops de um período (manhã ou tarde). O primeiro que participei foi o de Nancy Duarte, sobre como preparar apresentações.

Ela tem uma empresa especializada nisso, que funciona como se fosse uma agência. A diferença é que ela não faz anúncios, mas PPTs. Um dos seus trabalhos mais famosos é a apresentação do Al Gore, com o tema do filme e livro “Uma verdade inconveniente”.

foto-nancy-duarte

Quais foram as principais lições que levei para casa desse workshop:

Há 3 tipos de PPTs: documentos, teleprompters e apresentações. Os dois primeiros são feitos para quem apresenta. O terceiro para a audiência. Adivinhe qual funciona melhor?

Cada slide só pode ter uma ideia, não há problema em colocar mais slides.

De destaque ao que precisa de destaque, o restante, diminua o contraste, mostre menos. Ela mostrou ótimos exemplos de como mudar a formatação de um gráfico pode te ajudar muito a explicar um detalhe importante.

Não use gráficos em 3D. Eles só servem para atrapalhar seu cliente ver o que interessa. A não ser que você deseje esconder os dados, e não explicar direito.

Procure usar imagens. Dá um pouco de trabalho. Simples. Funciona. Se você não quer trabalho, cancele a apresentação. Mande um texto em Word, por email. Mais prático, menos chato e mais produtivo.

Re-aprenda a desenhar. Você ainda sabe, o problema é que te conveceram do contrário. Ela fez um exercício no início do curso, e meu desenho me surpreendeu (nada demais, mas ficou melhor do que eu esperava). Rabisque sua apresentação, suas ideias. Eu tenho usado papel para fazer um brainstorm sobre a palestra, geralmente em formato mapa-mental rascunho. Tem funcionado muito bem.

Uma das coisas legais do workshop foi entregar um bloquinho de post-it para cada participante. Daí você tinha que preparar um rascunho de uma apresentação sendo cada post-it um slide. A quantidade de texto legível em um post-it é a mesma de um slide. :-)

Entenda a forma e a função dos mais diversos diagramas disponíveis no PowerPoint. Cada um deles vai te ajudar a mostrar uma coisa, de um jeito. Escolher bem é meio caminho andado.

Saiba que as pessoas lêem mais rápido do que você fala. Se você lê em voz alta um texto no slide, a platéia vai ler na sua frente. E achar que você é lento. Essa explicação foi a mais simples, curta e convincente que já vi para mudar a cabeça de qualquer um a não colocar textos demais. Se você o fizer, vai parecer lerdo.

Entenda quem é sua audiência:

  • quem são eles?
  • porque estão aqui?
  • o que lhes tira o sono?
  • qual problema você pode resolver?
  • o que você deseja que eles façam?
  • o que pode faze-los resistir?
  • qual a melhor forma de convence-los?

Se você faz um exercício rápido, respondendo a essas perguntas acima, sua palestra vai ficar muito melhor. Eu já fiz isso, em duas palestras que apresentei depois desse workshop e foi incrível como me clareou a cabeça do que deveria colocar, do que tirar, como dar destaque, etc. Ficou muito melhor.

Livro

O livro é ainda mais completo. Tem um capítulo sobre cores, sobre como pensar como um designer. Coisas simples, que me ajudaram muito a entender melhor como preparar um ótimo PPT.

Na introdução, tem uma brincadeira dizendo que apresentações são histórias. E mostra como histórias são chatas por alguém que tenta colocar tudo no PPT e se esquece da história. O exemplo era um PPT da história de Chapeuzinho Vermelho.

Manifesto

Esse é um curto manifesto que finaliza o livro de Nancy Duarte.

  1. Trate sua platéia como rei
  2. Apresente para espalhar ideias e fazer as pessoas agirem
  3. Ajude a platéia a enxergar o mesmo que você está vendo
  4. Pratique design, não decoração
  5. Busque harmonia entre: você, seus slides e sua platéia

Como uma palestrante especial (como Seth Godin), ela não disponibiliza os slides da sua palestra, nem em PPT, nem em PDF. A sugestão dela foi: comprem meu livro. Foi o que eu fiz. :-)

@nancyduarte é o Twitter dela. Veja fotos no Flickr.

Vídeo não-oficial da minha palestra no #Epicentro

epicentro-logo

Veja o vídeo não-oficial da minha palestra no Epicentro, feito pelo Hugo.

O Luis Imperator fez um post muito bacana sobre o evento, comentando cada uma das palestras. Leia na íntegra, que vale a pena. Abaixo os principais pontos.

Miguel é outro profissional que já acompanhava antes do evento, tendo até comentado neste blog há algum tempo. Ele é fundador de uma empresa de educação voltada ao setor agro-pecuário. A empresa realiza cursos e palestras a fim de capacitar os profissionais do campo. O tema de sua palestra foi Boi, o próximo cigarro?. O objetivo da palestra foi tentar desmistificar o buzz gerado já há algum tempo, e que continua crescendo, que coloca a pecuária no papel de vilã.

E continua:

Voltando à palestra, Miguel mostra como muito do que é falado é mito, mostrando dados que provam o contrário, e exemplos de fazendas de corte que receberam o selo do WWF. A palestra é muito bem fundamentada, e foi muito bem apresentada. Mostrou alguns dados nutricionais mostrando como a carne é um alimento rico e nutritivo, importante para o crescimento de crianças e desenvolvimento e evolução do ser humano durante séculos.

Veja os slides da minha palestra.

Epicentro, minha participação e comentários

Na última quinta-feira, 19 de março, participei (inclusive como palestrante) do evento Epicentro organizado pelo Ricardo Jordão, da BizRevolution, com o apoio da IT Mídia. O evento foi muito bacana por uma série de motivos, mas está recebendo duras críticas (com razão) devido a uma (importante) falha. Acompanhe abaixo meus comentários sobre o evento e mande os seus também.

Palestrantes

Ricardo conseguiu reunir uma turma incrível de palestrantes. Gente de formações muito diversas, com ideias que realmente valiam a pena espalhar. Ideias que te faziam pensar. Como me disse um amigo, brincando: “Cara, fora você, só tem gente top nesse Epicentro”. Concordo com ele, com exceção do “fora você”. :)

Gente interessante, diferente e inteligente. Me vi conversando com um filósofo e um defensor do software livre ao mesmo tempo. Aprendendo, refletindo e me divertindo. Uma das coisas que mais gosto na vida é conversar com gente inteligente e o Epicentro foi um lugar especial para isso.

Entre os palestrantes, o que mais me chamou a atenção foi o Ricardo ter convidado o Grabriel Peixoto para palestrar. Peixoto é o mais ferrenho crítico do Ricardo no blog dele. Extremamente agressivo e crítico. Sempre desconstruindo os outros e construindo pouco ou nada. Pelo que conhecia dele (seus comentários no blog do Ricardo), eu nunca o convidaria para um evento.

E não é o que Peixoto surpreendeu? Fez a palestra antes da minha: ótima presença de palco, bom humor de sobra e uma mensagem bacana, de que é possível tornar a educação mais agradável e efetiva usando o marketing. Ele deu um exemplo bacana de como ensina xadrez para pessoas semi-analfabetas. Muito bacana mesmo. Foi uma mostra de que o Ricardo é mesmo um fã do ser humano.

Contatos

No Epicentro, consegui encontrar vários amigos. Consegui apresentar amigos que não se conheciam. Consegui conhecer amigos de amigos. Um papo bom, descontraído e divertido. Foi uma das coisas mais legais do evento.

Palestrar

Apresentar uma palestra no evento foi uma realização pessoal para mim. Estava um pouco ansioso. Tinha preparado com muito empenho minha palestra, sobre um tema que nunca tinha falado, muito menos em tão pouco tempo. Achei o resultado muito bom, mesmo com o passador de slides tendo pregado algumas peças em mim. Espero que essa sensação continue quando eu assistir o vídeo. :)

Vídeos

Todas as palestras foram gravadas na íntegra e serão colocadas na web. Até o formato (curto – máximo de 20 minutos) vai ajudar, pois pouca gente suporta uma palestra de 60 minutos assistindo em vídeo, no computador.

Achei essa ideia fantástica. Muitos vão falar que não é uma ideia nova, mas eu não tenho visto isso implementado em nenhum lugar aqui no Brasil. Muito bacana e vai dar vida longa a essa primeira edição do evento. Assim espero.

Expectativa pré-evento

O Epicentro foi um dos eventos divulgados com maior sucesso que já vi. Um buzz enorme na internet. Uma polarização das pessoas, uns falando mal, outros bem. Em pouco mais de um mês, o evento foi idealizado, montado, divulgado. E conseguiu mais de 1.700 incrições, presenciais e online em tempo real, somadas. Um sucesso incrível. Como disse um amigo meu no Twitter, “É, parece que esse Epicentro pegou mesmo…”, quando chegava ao local do evento.

O local do evento

O Epicentro foi realizado no escritório da IT Mídia, na Av. Berrini em São Paulo. O lugar tinha uma vista incrível, mas era pequeno demais para o tamanho do evento. O auditório era uma sala de aulas, com umas 50 cadeiras. Impossível comportar a turma que se inscreveu para o evento. Quem assistia pela web também reclamou que o sistema baleiou inúmeras vezes.

Muita gente inscrita não conseguiu entrar. Muita gente inscrita conseguiu entrar no local, mas não na sala. Quem ouvia pela internet teve muitos problemas. Isso gerou uma frustração, justa, em muita gente. E isso terá um preço para os organizadores.

Próximo Epicentro

O Epicentro 2 já tem data marcada, 8 de outubro. Provavelmente será um sucesso. As falhas do primeiro serão um dificultador a mais para realizar o próximo. Os erros podem ser corrigidos.

Torço muito pelo Ricardo. O Epicentro 1 superou todas as expectativas em todos os sentidos. E teve uma falha apenas – a infra-estrutura do evento (presencial e online) foram dimensionadas com um erro grande. Mesmo assim, torço muito pelo Ricardo. Ele faz um trabalho bacana, de difusão de conhecimento, de mostrar as coisas boas que estão acontecendo no Brasil. É um cara que me ajuda, só de conversar comigo. É um cara que quer realizar muito, e mesmo errando, não desiste, não fraqueja.

Para mim, o Epicentro 1 foi um aprendizado, um lembrete de que não adianta fazer tudo certo e errar no básico. Foi também uma inspiração para organizar mais eventos, para mostrar o que há de bom sendo feito no Brasil. Mãos a obra.

Semana que vem tem ResultsOn Day sobre Vendas

 

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Semana que vem tem um novo Results On Day, dessa vez sobre vendas, organizado pela revista com o mesmo nome, no espaço Gafanhoto. Nesse dia, estarei em Chapecó, SC, participando do Interleite Sul 2009, que a AgriPoint organiza pela primeira vez. Se estivesse em SP, iria com certeza.

Programa

15h00 - Abertura Espaço Gafanhoto/PIX
16h00 - Jonatas Abbott (Dinamize) – Verdades que nunca falei em outras palestras
16h30 – Fátima Milnitzky (Psicóloga) – Desejo e consumo
17h00 – Romero Rodrigues (Buscapé) – Mini-workshop – paradigmas no varejo
17h30 – Marco Gomes (boo-box) – Mini-workshop – paradigmas na mídia
18h00 – Breno Masi (Fingertips) – Mini-workshop – Como vender um Jogo da velha
18h30 - Intervalo
19h00 - Luli Radfahrer (Professor ECA-USP) – Barack Obama: de furada a panacéia
19h30 – Fábio Ribeiro (Empreendedor) – Vendendo o Filho
20h00 – Intervalo
20h30 – Ricardo Jordão (Bizrevolution) – O novo vendedor quebra tudo!
21h00 – Coquetel de encerramento

Aproveite. É grátis. Bob e equipe, boa sorte! Eu fui no ano passado e gostei.

Informações sobre Web 2.0 Expo em São Francisco, CA, EUA

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Daqui três semanas irei participar da Web 2.0 Expo em São Francisco, na Califórnia. Faz parte do meu plano de participar pelo menos duas vezes por ano de algum evento especial.

Estou muito animado, pois acredito que aprenderei muito coisa nova, conhecerei gente interessante e inteligente. Espero voltar com muitas ideias novas e com muito gás para fazer acontecer aqui no Brasil.

Para melhorar ainda mais, fui convidado a participar como blogueiro oficial, com uma série de benefícios adicionais a entrada gratuita na feira e no seminário.

Aproveito para colocar algumas informações sobre o evento.

Se você estiver planejando participar, me avise, que devo receber ainda essa semana as informações para pessoas que desejem se inscrever (terei um código com desconto). Ainda não confirmaram, mas devo ganhar uma outra inscrição gratuita, para distribuir aqui no blog. Se rolar mesmo, já estou pensando em formas de sortear/presentear alguém com isso.

Alguns links para quem está interessado:

Blog oficial Web 2.0 Expo. No Twitter, no Facebook, no Flickr, no Blip.tv (para assistir os vídeos das palestras) e a newsletter para quem quiser assinar.

O evento Web 2.0 é realizado em NY e SF. O de março acontece em San Francisco. A página oficial é www.web2expo.com/sf. Para se registrar, acesse online registration.

Sobre a Web 2.0 Expo

Uma feira e seminário que acontece duas vezes ao ano, com foco em quem está fazendo a nova internet: programadores, designers, marketeiros, empreendedores, etc. É uma iniciativa da O’Reilly Media e TechWeb.

Update

Para se inscrever com 30% de desconto, use o código websf09trt13 ao se inscrever online.

Confirmado: vou a Web 2.0 Expo em San Francisco

web20-topo

Confirmado: vou a Web 2.0 Expo em San Francisco, no final desse mês. E ainda por cima vou num esquema top. Acabei de ser aceito como um “blogueiro oficial” do evento. Show de bola!

Veja algumas das palestras que verei por lá, e escreverei por aqui.

  • Tools for Visual Storytelling, por Nancy Duarte (Duarte Design)
  • Economics 2.0: Highly Effective Strategies for Putting Your Business on a Recession Diet, Dion Hinchcliffe (Hinchcliffe & Company)
  • Designing Social Websites, por Christina Wodtke (LinkedIn)
  • Why Social Media Marketing Fails – and How To Fix It, por Peter Kim (Dachis Corporation), Charlene Li (Altimeter Group), Jeremiah Owyang (Forrester Research)
  • Why Local is the new Global, por Siva Kumar (TheFind, Inc.), Scott Dunlap (NearbyNow, Inc.), Joel Toledano (Krillion, Inc.), Ethan Stock (Zvents), Greg Sterling (Sterling Market Intelligence)
  • Effective Twitter for Communication & Product Integration, por Sarah Milstein (20slides.com)
  • Beyond Buzz: On Measuring a Conversation, por Kate Niederhoffer (Dachis Co.)
  • W3C Geolocation API — Adding “Where” to Web Applications, por Ryan Sarver (Skyhook Wireless)
  • The Lean Startup: a Disciplined Approach to Imagining, Designing, and Building New Products, por Eric Ries (Lessons Learned)
  • The Open Enterprise: How Web Tools And Culture Are Remaking Business, por Stowe Boyd (The /Messengers)
  • Best Practices in Social Media Integration for Web Publishers and Content Providers, por Bob Buch (Digg)
  • Translating Online Success into Offline Retail Sales: A Jones Soda Case Study, por Angel Djambazov (Jones Soda)
  • The Whuffie Factor: The 5 Keys for Maxing Social Capital and Winning with Online Communities, por Tara Hunt (Intuit, Inc.)
  • Agency 2.0, por Curt Doolittle (Ascentium), Susan MacDermid (Real Branding)

O evento acontece de 31 de março a 3 de abril, em San Francisco, California, USA. Mais aqui.

Update 10 de março: Para se inscrever com 30% de desconto, use o código websf09trt13 ao se inscrever online.