Minha entrevista em podcast, para Luis Fernando Imperator

Há alguns meses, fiz uma longa e super bacana conversa via Skype com o Luis Fernando Imperator, para se tornar a primeira entervista em áudio do blog dele. Há poucos dias, ele publicou o áudio dessa conversa, com um resumo e destaques em texto muito legais. Eu mesmo gostei muito de rele e ouvir novamente a conversa.

Acesse o blog dele e leia/ouça essa nossa conversa.

Se você gostou, passe por aqui e deixe seu comentário :-)

Obrigado.

Tony Hsieh, da Zappos, palestra na #INC500

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O primeiro dia oficial da conferência INC500 foi na quinta-feira 24 de setembro de 2009, em Washington DC. O evento contava com mais de 1.700 pessoas, o maior de todos os tempos. Jane Berentson, editora da revista, perguntou: há crise entre empreendedores? Ao iniciar, passou um vídeo de poucos minutos do Bill Clinton, onde ele falou do valor dos empreendedores e estimulou as pessoas a desenvolverem trabalhos voluntários, sua maior bandeira hoje.

O primeiro palestrante foi Tony Hsieh, CEO e fundador da Zappos, recentemente adquirida pela Amazon por quase US$ 1 bilhão. Eu admiro o trabalho do Tony desde o início desse ano, quando conheci a empresa, lendo na web. Ele é muito aberto, responde no twitter. É incrível. E a empresa tem uma fama de excelência no atendimento ao cliente. Para se ter uma ideia, ele me mandou por Fedex, o livro da cultura da Zappos de graça, aqui para o Brasil, depois que eu conversei com ele por twitter e email. Não acreditei quando o livro chegou poucos dias depois no meu escritório aqui em Piracicaba.

Tony contou uma série de histórias bacanas relacionadas a empresa dele e sua história pessoal. Falou bastante sobre atendimento ao cliente e cultura da empresa, um dos meus principais focos hoje.

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Leia abaixo minhas principais anotações.

O objetivo da Zappos é levar a loja de sapatos para sua casa. Por isso têm frete grátis ida e volta. Se não gostou, pode devolver, sem custos. Em tese, você pode encomendar sapatos, para experimentar, ficando com os que te interessam ou servem. Se você não gostar, tem até 365 (um ano!!) para devolver, sem custo e recebendo seu dinheiro de volta. Na prática, você compra muito mais. Em especial nos EUA, onde o pessoal é muito bom para consumir :-)

Tony tem hoje mais de 1,3 milhão de pessoas seguindo ele no twitter. E ainda consegue responder a brasileiros como eu.

A Zappos recebe visitantes em sua sede em Las Vegas. Quem foi, diz que é incrível. Se eu for a Las Vegas, irei visitar com certeza. Uma pessoa visitou os escritórios deles, fez com que uma atendente checasse quanto a esposa já tinha gasto com eles. Ficou surpreso com o valor total: US$ 62.000 dólares. Isso que é cliente valioso, mas que só existe porque eles atendem excepcionalmente bem.

Seu sócio se chama Alfred, e diz que o conheceu nos tempos de faculdade, quando Tony montou um negócio de venda de pizza. Alfred comprava todas as noites. As vezes voltava mais tarde e comprava outra pizza. Sempre comprava o tamanho grande. Tempos depois, Tony descobriu que Alfred comprava pizzas para revender nos dormitórios da faculdade por pedaço. Ou seja, não tinha nenhuma estrutura, custo fixo, etc, e tinha uma rentabilidade muito maior que eles, que produziam a pizza. Tony brincou que daí descobriu que tinha encontrado o homem certo para cuidar das finanças.

Entre 1996 e 98, montou empresa chamada LinkExchange. Quando tinha mais de 100 funcionários, percebeu que não se dedicava a cultura da empresa. E com isso não tinha mais empolgação para ir trabalhar lá todos os dias. Não era um local onde se orgulhava, onde se sentia animado. Vendeu a empresa para a Microsoft por mais de US$ 200 milhões. Com parte dessa grana, montou um fundo de investimento em internet. Mas também não se divertia.

A Zappos foi uma das empresas que ele investiu. Gostou e foi trabalhar lá full time. Com as experiências anteriores, e já tendo ganhado muito dinheiro, percebeu que queria montar um negócio que se orgulhasse. Daí surgiu toda a preocupação em construir uma empresa com um cultura especial, que deixe sua marca, que faz diferente e faz a diferença. Eu achei essa parte muito interessante.

Tony diz que a Zappos não vende só sapatos. É uma empresa “powered by service”, ou seja, sua competência central é saber atender muito bem. Ele se inspira na Virgin, que atua em inúmeros negócios diferentes, mas com uma cara única, uma cultura central, que está sempre presente. Diz que pode entrar em qualquer negócio. Quem sabe daqui 20-30 anos não estaremos trabalhando com aviação, brincou.

Em 2009, a Zappos foi a número 23 na lista das 100 melhores empresas para se trabalhar, no levantamento da revista Fortune. Afirma que esse é um dos melhores prêmios que poderia receber.

Hoje, 75% das vendas são de clientes que já compravam. Ou seja, o valor de cada cliente tende a ser alto, a fidelidade dos clientes é alta. E isso, junto com boca-a-boca positivo, são dois direcionadores muito fortes de rentabilidade.

A Zappos tem o número 0800 (nos EUA é 1-800) no topo de todas as páginas do site da empresa. Muitas empresas fazem o contrário, escondem no site o número do seu telefone, pois é mais “barato” atender pela web apenas. Tony pensa o contrário. Pergunta “Como fazer sua marca aparecer quando todo mundo está anunciando?” A resposta da Zappos é o telefone. “Telefone é muito bom, você tem de 5 a 10 minutos de total atenção do seu cliente”. E quase nunca vende nessa primeira ligação.

Contou, arrancando risadas da plateia, que o recorde de ligação mais longa até o momento na Zappos é de incríveis 5 horas e 57 minutos. “Muitos ligam porque estão mal. Outros querem uma assessoria para saber o que vestir num casamento que irão participar no dia”. Eles estimam que cada cliente vai ligar pelo menos uma vez durante o período que comprar da Zappos. E eles querem que essa impressão seja excelente.

A empresa tem um treinamento muito completo de atendimento e se preocupa muito em contratar pessoas muito alinhadas com a cultura da empresa, mas não há scripts de atendimento ao telefone, muito menos limites, como por exemplo, tempo máximo de uma ligação. Não tem procedimento, mas se as pessoas entenderem a cultura, tudo fica mais fácil. Tudo isso parece muito estranho, pouco eficiente, e que o custo vai “comer” todo possível retorno. Não é o que parece estar acontecendo.

Muitas vezes, fazem upgrade surpresa para over night shipping (entrega no dia seguinte). As vezes, a pessoa compra à noite e no outro dia recebe em casa, em menos de 8 horas. Isso gera um fator UAU! no cliente. Quando não tem o produto, procuram e indicam o cliente para o site do concorrente. “Perdemos essa venda, mas reforçamos o relacionamento de longo prazo. Esse cliente volta. Não estamos aqui para fazer apenas uma venda”.

Cultura da empresa e seleção

“Nosso foco número 1 não é atendimento ao cliente, mas a cultura da empresa”. É a cultura que garante esse atendimento especial. A seleção é um dos pontos mais importantes, e é baseda na técnica (o candidato sabe desempenhar aquela função) e na cultura (o candidato está alinhado com a cultura da empresa). Demitem pessoas que são boas tecnicamente, mas não têm a cultura da Zappos. Todos contratados têm que trabalhar 2 semanas no call center, entendendo clientes, independente da função que irão desempenhar. Depois de selecionar, contratar, e treinar por 1 semana, oferece US$ 2000 para a pessoa sair. Não querem que a pessoa fique apenas pelo dinheiro. Esse é um dos testes mais radicais para saber se o candidato está alinhado.

A Zappos é felicidade dentro de uma caixa, e são os clientes que dizem isso. O tema da palestra era esse mesmo: entregando felicidade. O livro anual sobre cultura (que eu ganhei) é uma compilação de textos dos funcionários sobre o que é a cultura da empresa, sem censura, sem cortes, sem direcionamento. Disse também que o twitter ajuda a fortalecer a cultura. Fizeram até uma página que reúne todas as contas de funcionários: twitter.zappos.com.

Na apresentação, ele cita várias matérias da impresa, prêmios, etc, mas diz estar mais preocupado em ouvir seus clientes. Eles têm 11 milhões de clientes, sendo que 4 milhões compraram nos últimos 12 meses. O faturamento está na casa do US$ 1 bilhão.

Os 10 valores centrais da Zappos:

  1. Gere UAU! pelo serviço
  2. Abrace e estimule a mudança
  3. Seja alegre e até um pouco “estranho”
  4. Se aventure, criativo e cabeça aberta
  5. Busque o crescimento e o aprendizado
  6. Construa relacionamentos abertos e verdadeiros
  7. Contrua uma equipe positiva e com espírito de família
  8. Faça mais com menos
  9. Seja apaixonado e determinado
  10. Seja humilde

“Cultura são valores que as pessoas podem (e querem) se comprometer”.

Algumas perguntas que eles fazem nas entrevistas:

  • Numa escala de 1-10, quanto “estranho” (weird) você é? Os extremos não servem. Querem ter pessoas meio malucas. E é claro, não tem um número certo.
  • De 1 a 10, quão sortudo você é? Nota baixa não serve. Contou a história do teste com com jornal falso, onde os candidatos tinham que contar o número de fotos. E no texto do jornal, tinha a resposta em letras garrafais. As pessoas que se achavam sortudas viam a resposta, os outros não. Se achar sortudo é estar aberto a ver outras coisas. Achei muito interessante.

Frases:

  • “Não importa quais são seus valores, mas se você se compromete com eles verdadeiramente”.
  • “Não importa no que estiver pensando, pense grande. Não corra atrás do dinheiro, mas da visão, do seu sonho”.
  • “O que você teria paixão em fazer, por 10 anos, mesmo que não ganhasse nada no final?”
  • “Qual a visão e propósito do seu negócio, que vai além do ganhar dinheiro, do lucro?”

Transparência

Eles contam muito do negócio deles, são abertos. Podem até passar informação a concorrentes, mas tem milhares de pessoas falando sobre seu negócio, admirando a empresa, melhorando a Zappos. Vale a pena.

Inspiração X Motivação

Outro ponto que ele tocou que gostei muito foi inspiração versus motivação. Falou “não se preocupe com motivação, mas com inspiração”. Outro ótimo ponto para reflexão. Será que estou inspirando minha equipe, meus parceiros, minha rede?

Felicidade

Tony focou a parte final da palestra em felicidade. “Eles podem não se lembrar do que você falou ou fez, mas vão se lembrar sobre como se sentiram”. Esse trabalho de se preocupar em fazer o consumidor se sentir bem é muito interessante e pode ajudar muito sua empresa. Li num post sobre a INC500, que grandes marcas não se definem pelos seus produtos, mas pelos sentimentos que geram nos seus clientes. Uma ótima reflexão para qualquer negócio, e sobre as pequenas coisas que podemos mudar, que melhora isso.

O que procuramos na vida? Se você for olhar a fundo, todo mundo está buscando a felicidade. No entanto, vários estudos têm mostrado que as pessoas são muito ruins em prever o que vai trazer real felicidade. Acham que é tendo alguma coisa, alcançando alguma coisa.

Tem muita ciência envolvida em muitos fatores relacionados aos negócios: testes, conversão, marketing, persuasão, etc. Há também ciência ligada a felicidade. “E se investissemos um pouco mais em entender a ciência da felicidade?”

Ele disse que há três formas, etapas da felicidade: astro de rock (atrás de mais um pico de emoção), flow ou fluxo (engajamento, não vemos o tempo passar) e significado/propósito (fazer parte de algo maior do que você mesmo).

Terminou recomendando alguns livros:

  • PEAK, de Chip Conley
  • TRIBAL LEADERSHIP, de Dave Logan, John King & Halee Fischer-Wright (esse ele oferece grátis aqui)
  • FOUR HOUR WORK WEEK, de Tim Ferriss
  • HAPPINESS HYPOTHESIS, de Jonathan Haidt

“Se a pesquisa/ciência mostra que participar de algo maior, ter um significado/propósito, leva a felicidade, o que você está fazendo nesse sentido para sua empresa, para sua equipe e seus clientes?”

Tony Hsieh é um ótimo contador de histórias. E contou muito bem a história da empresa, a história dele, seu propósito de vida. Foi uma inspiração ouvi-lo falar.

Veja os slides completos da palestra:

Small Giants, primeiro evento da #INC500, em Washington DC, EUA

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No primeiro dia dia da conferência INC 500, nos EUA, no final de setembro, participei de uma reunião extra, opcional, que me surpreendeu demais. Era o lançamento de uma comunidade de empreendedores “small giants”, ou pequenos gigantes.

Esse termo foi cunhado por Bo Burlingham, editor da revista INC. Ele estudou empresas que optaram por serem ótimas e não grandes. Ainda não li o livro, mas está na minha lista, com autógrafo e tudo.

Interessante que nessa pequena reunião (umas 35 pessoas) também tinha pessoas de diversos países, inclusive do Brasil. Raul Candeloro e a mulher (editora da revista Venda Mais) estavam por lá. Raul tem aqui no Brasil uma comunidade inspirada no Small Giants. Se chama Clube dos 100.

Veja abaixo meus principais comentários sobre essa reunião da Small Giants Community, que gostei muito. O evento teve três partes: apresentação inicial do conceito, debate com vários pequenos gigantes e um coquetel ao final.

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Apresentação do conceito da comunidade

  • Uma das coisas em uma empresa small giant é que você nota que está numa ao entrar, é automático.
  • Paul Spiegelman, que está montando a comunidade, escreveu um livro (Why everybody is smiling).
  • O slogan dessa comunidade é “Its not what we do, its who we are”, ou não é o que você faz, mas quem você é
  • Nunca trabalhei em uma grande empresa. Cuidamos do nosso pessoal primeiro, e tocamos nosso negócio assim. Como cuidamos das pessoas como cuidamos da empresa.
  • Ele tem uma empresa de telemarketing premium, cobra mais caro e é 5-6 vezes mais rentável que empresas do setor.
  • Quer montar uma comunidade global de empreendedores com mindset especifico. Com propósitos similares, mesmo atuando em diversos mercados e países.
  • Uma das primeiras coisas que estão montando, em especial depois dessa primeira reunião, são “safaris” entre empresas. Assim você pode conhecer “in loco” a realidade de uma small giant.
  • Uma das ideias mais malucas, que eu gostei, foi um job rotation radical, onde uma pessoa trocaria de empresa por 3-6 meses, conhecendo mais sobre a cultura.
  • Após a apresentação, Bo fez questão de pedir a opnião das pessoas. Queria ouvir o que as pessoas não gostaram. Foi bacana pois as pessoas se abriram, criticaram mesmo. E com isso, ficou muito mais rico. Quem estava apresentando teve que “aguentar”, mas aprendeu muito. Vários por exemplo, disseram que os proposto inicial (us$500/ano) era muito pouco.
  • Paul disse ter uma equipe na empresa dele que permite que desenvolva novas atividades.
  • “A maioria das associacoes é uma burocracia que não entrega nada”, foi uma das frases que ouvi, ao comentarem sobre uma nova entidade/empresa/associação. “Não pode apenas pagar com dólares, tem que pagar com sangue”, foi como um dos participantes disse que tinha de criar mecanismos que envolvesse mais as pessoas.
  • Querem “criar uma comunidade que muda o jeito de fazer negócios”.
  • “Muitas pessoas que conheci melhoraram meu negócio e me ajudaram a me tornar uma pessoa melhor”.

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Debate com os pequenos gigantes

Após a apresentação inicial e comentários, se formou um debate com vários ilustres. Um deles era Norm Brodski, que admiro muito na INC e adorei seu último livro The Knack.

Norm  Brodsky:

  • “Eu era um pequeno ditador, depois virei um pequeno gigante”. Todos riram.
  • Minha primeira meta como empreendedor foi faturar us$ 100 milhões em um ano. Consegui, mas vi que era uma meta ruim. A empresa quebrou. Aprendi muito com isso, mas foi uma experiência péssima.
  • O maior trabalho do CEO é desenvolver a cultura da empresa. Temos que dar o tom. Mesmo na crise, falamos a todos que não iríamos mandar ninguém embora. Isso teve um efeito enorme. Os empregados se tornaram parceiros da empresa.
  • A melhor época de se criar uma cultura é durante crises como essa.
  • Não corte seus preços, de serviços extras.
  • Todos os concorrentes mandaram uma carta aos clientes falando que devido aos preços da gasolina, iriam aumentar os preços. E eles mandaram uma carta dizendo que não iriam aumentar os precos, para todos os clientes, depois para todos os clientes da concorrência :-)

Ari Weinzweig da Zingerman e ZingTrain (e outras empresas, todas em Ann Harbor):

  • Trabalha com comida tradicional, slow food. Não está nesse mercado porque é mais caro, mas porque é o que mais acredita. Trabalha com “real food”, como definiu.
  • Não queria crescer, não era pelo dinheiro.
  • Várias empresas poderiam crescer rápido, mas escolheram não fazer isso, pois tinham outras prioridades.
  • “Não fizemos nada muito diferente. Tínhamos uma visão clara, para 2020. Foco na sustentabilidade. Dedicação em trazer uma boa comida, em oferecer um bom serviço”.
  • Interessante que ele tem uma série de negócios ligados a comidas especiais, como delicatessen. E com isso criou uma empresa de treinamento, onde ensina como atuar como ele faz, para pessoas dos mais diversos setores. Achei super interessante.
  • Ari recomendou o livro “Ignore evrybody”, do Huhg McLeod, que acabei de ler e gostei muito.
  • O maior erro é não seguir seu sonho. Siga sua intuição, seu estômago.
  • “Siga sua paixão, mas faça as contas”. Adorei essa frase.
  • “As pessoas precisam ver quem você é.”

Outras frases, que não marquei de quem era:

  • Todo mundo começou num “momento ruim”.
  • Um dos comentaristas no debate fala que monta uma empresa e vende, monta e vende. Começa e vende: esse é seu negócio. Desde o início da crise, vem comprando empresas, sem demitir, mas sem lucros. Quando o mercado voltar, terá uma empresa com o dobro do tamanho pré-crise, com ótimos resultados. É um otimista, sobrevive na crise, para detonar quando voltar ao normal.
  • “Está dificil? Sim, como sempre. Esta diferente, não mais dificil”.
  • A maioria das small giants se sente sem graça de ser chamado de small giant.
  • Todo sall giant quer deixar sua marca no mundo, quer mudar o mundo, melhorá-lo, a seu jeito.
  • Não é fácil, tem que se dedicar 110% a sua ideia. Tem que ter uma causa.
  • David x Golias: melhor usar armaduras ou ser você mesmo?
  • Competimos, mas de uma forma diferente, reposicionando o mercado.
  • Quem está entrando no mercado de trabalho, quer fazer a diferença. Por isso precisa de uma cultura, isso é o mais importante para eles hoje.

O coração da economia dos EUA está nos pequenos negócios (no Brasil é o mesmo). Eles querem usar esse grande conhecimento acumulado nessas empresas e criar formas (site, comunidade, livros, cursos, safaris, etc) para difundir esse conhecimento e essa maneira de trabalhar. Gostei muito da ideia. Um formato que me interessou muito como cliente também.

Foi o primeiro dia, um evento meio despretensioso. Me surpreendeu. Pude conhecer pessoalmente pessoas incríveis, conversar. Pude aprender, ao vivo com excelenes empreendedores. O evento INC 500 foi excelente, muito melhor que o Mixx, na minha opinião. Nos próximos dias, pretendo postr diariamente sobre o evento, que considero parada obrigatória daqui em diante (já estou planejando o 2010).

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Nizan Guanaes, da África e Grupo ABC, na Casa do Saber

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Assisti há mais de um mês a uma aula na Casa do Saber, com Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC e da agência África. Foi o segundo palestrante/entrevistado do curso Grandes Publicitários. Nizan deu um show. Tem uma energia enorme, literalmente “ocupou” todos os espaços da sala que tinha umas 70 pessoas. Cantou, declamou poemas, falou inúmeros palavrões. Não tentou vender uma imagem de bom moço. Um trator, que faz muito e não tem medo de ser quem é. Achei muito legal. Dizem que não é fácil trabalhar com ele. Acredito. E imagino que deve ser terrível mesmo, se você for “mole”.

Nizan Guanaes tem 51 anos, se considera chato, insatisfeito, inquieto. Fala que trabalha muito, 24 horas por dia. Negócio é negar o ócio. Nizan é filho de libanês e no início da carreira foi radialista. Diz sentir o pulso da audiência. Parece ter uma grande habilidade em perceber o que as pessoas estão sentindo, e mudar se for preciso para deixar sua marca, ou vender o produto do seu cliente. Seus ídolos são: GP Investimentos, Odebrecht, Dorival Caymmi. Gosta muito de trabalhar. Mas gosta também de se divertir. “Sou dono do dinheiro e não o contrário”.

Frases

“Vida é um vôo de tripa a tripa”, sobre a finitude da vida, e a necessidade de se fazer, acontecer enquanto você está aqui. Quando acaba não sobra nada.

“No céu não vou conhecer ninguém”, brincando com a possibilidade de ir para o inferno.

“Luto para que Deus acredite em mim”, ao ser perguntado se acreditava em Deus. São Paulo e São Pedro tinham muitos defeitos e foram eles que fundaram a igreja. Quer ser assim também.

“Minha tradição é mudar”.

“Publicidade compete com as vias urinárias”. Tem que ser muito bom, ele precisa vender o produto no intervalo. Se for ruim, todo mundo vai ao banheiro nessa hora.

“É preciso treinar muito para parecer natural”, Fernanda Montenegro.

“Dinheiro é igual um germe, precisa exterminar”, numa piada (acho que sobre a mulher dele). Gosta de ganhar dinheiro. E gosta de gastar dinheiro.

“Prometo glória, não prometo paz. Vá procurar a Thompson, se quiser paz”, em referencia a outra agência. “Meu slogan é Terrível, mas só contra os insetos”, sobre sua fama de mau, trator. “Sou duro, mas os princípios são bons”.

“Sucesso é uma empresa rentável, que você se orgulhe”. Várias vezes vi ele falando coisas que me lembravam muito o livro Double your profits, que é a bíblia do pessoal do GP. “Sucesso é contra sua natureza”. “A vida é domar a natureza”.

“Sou vulgar, mas minha obra não é”.

“Se você não gosta da segunda-feira, tem problema no trabalho. Se não gosta do sábado, seu problema é no casamento”.

“Acredito em talentos, em time. Talentos que viram sócios”.

“O saber alimenta e atormenta”, sobre o que podemos aprender, como podemos melhorar e como a sensação de que não sabemos nada pode angustiar. Isso acontece demais comigo.

“Na China, quando você se aposenta, vai trabalhar para as crianças”.

“Só é possível viver reinventando a vida”. Tem medo de se acomodar. Medo de se repetir. Roberto Marinho fundou a Globo aos 65 anos. Churchill foi um cara com problemas enormes, muitos fracassos. Teve sucesso só no final da vida. O novo livro do Jim Collins, How de mighty fall, comenta bem sobre Churchill.

“No Brasil, megalomaníaco tem vertigem no primeiro andar”. Falando que pouca gente pensa grande no Brasil. Isso é mal visto aqui. Ele quer sempre um sonho grande. É preciso pensar grande e treinar.

“É preciso colocar a sustentabilidade colocar dentro do modelo de negócios. Minhas agencias não são sustentáveis hoje. Não quero enganar. É muito difícil.”

“Todas as cartas de amor são ridículas”.

“Tudo vai mudar, mas o ser humano continua o mesmo”. Me lembrei do DVD O Poder do Mito.

“Niterói é a nossa Sausalito”. Uma comparação legal, mostrando que aproveitamos mal o que temos de muito bom. Nos EUA, os caras tiram “leite de pedra”.

“Se tudo tá fácil é assalto”. “Se tudo tá fácil, você não está no lugar certo”. “Time campeão está sempre sob pressão”.

“Eu olho a árvore pelo fruto”, sobre como avalia as pessoas, projetos. Sempre pelos resultados. E quer ser avaliado assim, pelo que faz, não pelo que os outros falam dele. “Flamengo não vai ser amado pelo Fluminense”. Ele não se preocupa em agradar a todos. “Não sou medroso”.

“Meu negócio é intervalo, é patrocínio”. Por isso entrou em eventos, como os de moda.

“O Brasil em algumas partes ainda é muito antigo”, sobre querer achar que o Brasil é a cidade de São Paulo, cosmopolita, conectada.

Deixar sua marca

Nizan falou várias vezes da sua vontade de fazer coisas maiores, de deixar sua marca. Além dos negócios visando o lucro, há também o Nizan social. Ele usa o mesmo estilo e sua grande influência e conexões para também fazer muito nessa área. Ajudou a reformar o Convento de Santo Antonio. Tem um programa social na África, com foco em educação contra violência sexual em crianças. Atua com o apoio/parceria da fundação do Bill Clinton.

Educação

“Educação é ditadura”, falando da relação dele com o filho. Força a educação dos filhos. Antonio, seu filho, estuda mandarim “na marra”.

Internet

Depois, quando vendeu a DM9 para a DDB, teve que fazer um contrato “non compete agreement” de dois anos, se afastando do mercado publicitário. Disse “devia ter ido rodar o mundo, que iria aprender muito mais”, mas montou o IG. E aprendeu muito sobre internet. Brincou “achei que iria entrar no programa how to be a millionaire e acabei entrando no Survivor”, sobre a dificuldade de lucrar nesse mercado.

TV ainda vai continuar sendo muito forte para produtos de massa. Internet é importante, mas depende de onde você está no Brasil. “Não copie os EUA, os dados demográficos de lá são muito diferentes do Brasil”, disse.

Negócios hoje

Quando voltou para a publicidade viu que precisava de escala. Tem o foco hoje nos países emergentes.

“As coisas nascem nas periferias, nas garagens”. O BRIC é a periferia do mundo hoje. No bom sentido, onde as coisas estão sendo criadas. Interessante essa comparação entre os BRICs e as garagens de empreendedores, uma boa analogia.

O Grupo ABC tem 17 agencias. Busca a gestão com meritocracia. Tem consultoria do INDG. É fã do GP, da Ambev. Ele quer que o ABC seja o nono grupo do mundo, já que o Brasil é a nona economia do mundo. Hoje é o vigésimo.

Pontos que mais me chamaram a atenção

Tem uma energia altíssima, invejável. Uma das coisas que mais me marcaram e que quero cultivar em mim também. Vontade muito grande, pensa grande, aplica o que sabe, procura aprender com os outros.

Não tem medo de ser ele mesmo. Quer ser ele mesmo no grau máximo.

Tem grande cultura.

Ótimas conexões. Conhece muita gente importante e famosa. Isso abre portas, ele chega “nas cabeças” e pode pedir e pensar grande. Sucesso puxa sucesso.

Mesmo tendo um negócio que é meio arte, com altas doses de criatividade, quer aprender com os melhores de gestão, como GP e INDG. Corta custos no que não é essencial. Mas isso é relativo, pois uma sede é essencial para uma agencia de publicidade. Me lembro de uma matéria da M&M falando da nova sede da Africa. Foco em resultados, pressão, não passa a mão na cabeça.

Nizan é mais do que um publicitário, tem visão de negócios, um empreendedor. Conseguiu ir além da área inicial dele, com muito sucesso. Talvez por isso foi o palestrante que mais gostei, pois consegui aprender e me inspirar mais.

O que levei dessa palestra-entrevista:

  • Seja você mesmo.
  • Pense grande.
  • Deixe sua marca no mundo.
  • Não tente agradar a todos.
  • Busque a excelência.
  • Quem faz muito, vai ter alguns inimigos, vai ter gente torcendo contra. O sucesso é solitário, fracasso é solidário.

Meu sócio, Marcelo Carvalho, que também está fazendo esse curso, escreveu um post, talvez mais completo que esse aqui.

10 lições como empreendedor, por @leokuba

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Meu amigo Leo Kuba escreveu um curto e excelente post resumindo 10 lições que ele aprendeu na vida sobre empreender. Eu gostei muito do texto dele, concordei com todos os pontos. Abaixo eu listo os pontos, sem copiar as lições dele (para que você visite o blog dele e conheça mais).

  1. Convicção
  2. Perfil x Valores
  3. Aprendizado Horizontal
  4. Persistência
  5. Vocação
  6. Cuidado com produtos muito inovadores
  7. Acelere!
  8. Networking do bem
  9. Negócios paralelos x Foco
  10. Aconselhamento tributário e jurídico

Acho que ele acertou em cheio, colocando pontos sobre perfil pessoal, atitudes e dicas práticas fundamentais. Se você gostou dessa lista, também vai gostar da lista de 30 dicas para montar uma empresa do Edu Carvalho.

Uma das coisas que procuro fazer todos os dias é aprender alguma coisa nova (e relembrar boas que já sabia/aprendi). Hoje fiz isso de diversas formas.

Para ir além: @leokuba e @eduacarvalho. Divirta-se e bons negócios! :-)

Crédito da foto.

Minha entrevista para Marcos Rezende, do Insistimento

insistimento

Fiz essa entrevista (bate-papo) com o Marcos Rezende, do blog Insistimento, há tempos e acabei me esquecendo de postar aqui no blog. O Marcos é uma ótima pessoa, a conversa foi ótima, falamos sobre vários assuntos, aprendi várias coisas com ele. E além disso tudo, foi uma entrevista inédita comigo: um vegetariano entrevistando um aficionado por carne bovina.

Um pequeno trecho:

A conversa foi ótima e, apesar da intenção inicial ser de travarmos uma entrevista, acabamos por aproveitar um bom bate-papo informal sobre o seu trabalho como gestor de comunidades que se interessam pela cadeia produtiva da carne e bons hábitos dos produtores de carne atualmente. Eu sou vegetariano de carteirinha e não abro mão da minha opção, porém, achei válido abrir um espaço aqui no blog para o Miguel que trabalha com um mercado do qual não consumo qualquer produto, por acreditar na civilização e de que é importante que nos respeitemos mutuamente para um crescimento global mútuo, contínuo e verde.

Vale a pena conhecer mais o trabalho do Marcos, que além de tudo estreiou um layout novo no blog dele, que ficou show!

Marcos Rezende por ele mesmo:

Marcos Rezende, é empreendedor da área de tecnologia e internet à frente da Noxion Talentos da Informação, administrador de empresas e coach que atua dando consultoria a profissionais e empresas além para fortalecerem seus pontos fortes e alcançarem suas metas.

Conheça mais o trabalho dele:

Saia da zona de conforto, não é fácil, mas faz bem

Workshop Pecuária Sustentável - Fotos

Semana passada realizei um evento de um dia, em São Paulo, sobre pecuária sustentável. O evento era bem diferente de todos os que a AgriPoint já realizou e o primeiro que eu seria o principal responsável, (incluindo eventual fracasso, rs..).

Como era o formato do evento:

  • 18 palestras de 20 minutos cada
  • tudo gravado, para internet
  • produção de DVDs com as palestras
  • re-transmissão pelo Canal Rural
  • produção de conteúdo para o BeefPoint (slides e textos, além dos vídeos)
  • coffee-breaks de uma hora

Deu tudo certo. Público, palestrantes e parceiros ficaram muito satisfeitos. Nós também ficamos. E eu fiquei muito contente em ter conseguido inovar, de forma bem sucedida. Mas eu também fiquei bastante nervoso, apreensivo, em especial no início da manhã do evento, quando muita coisa ainda precisava ser feita.

Depois que o dia passou, me lembrei que as coisas boas são difíceis. Para crescer é preciso sair da zona de conforto. É preciso arriscar, se colocar numa posição mais frágil do que a de segurança que você já está acostumado. Senti bem na pele, de uma forma bem intensa, o que inclusive me ajudou a refletir depois aqui.

Sair da zona de conforto para mim é, apesar de desconfortável, a maneira de viver bem, se sentir realizado, deixar sua marca, fazer a diferença. Talvez seja uma forma de se sentir vivo.

Preciso fazer isso mais vezes. Quem sabe todo dia. :-)

37Signals fala sobre simplicidade nos negócios

cavalos

Muito bom o post da 37Signals sobre simplicidade nos negócios. Gostei muito.

Veja essa parte:

I remember the tail end of our time as a web design company. When we started we did 20 page proposals. I remember pulling all nighters getting a proposal ready. Pages and pages of stuff. What a waste of time.

Towards the end we were doing one page proposals. It didn’t seem to matter. We were going to get the job or we weren’t. Over six years I never saw a connection between length and detail of proposal and winning a job.

Eu também acho que o ideal é uma proposta bem curta, uma página. Mas como fazer, na prática? Eu tenho dificuldades. As minhas ficam com 2-3 páginas, as vezes com 4. O ponto positivo é que eu sempre olho para a proposta e me pergunto: O que tem de bla-bla-bla que eu posso cortar?

Sou cada dia mais fã desses caras. O difícil é conseguir trabalhar como eles.:-)

Lembre-se de quando você era criança

Lembre-se de quando você era criança. Um ótimo (e curto) vídeo que reforça o que é ser empreendedor. E relembra que qualquer um, inclusive você, pode empreender.

Vale os dois minutos. A dica foi do Fábio Seixas.

Confissões de uma mulher de empreendedor

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Li nesse sábado um texto bem longo e excelente escrito pela esposa de um empreendedor, que dedicou 5 anos de sua vida a construir um negócio. O texto é muito bom e vale muito a pena.

Alguns pontos que mais me marcaram, e que quero evitar:

  • o cara só pensava em trabalhar
  • a empresa faturava, cada vez mais, sem dar lucro
  • a filha dele reclamava e depois se acostumou com a ausência do pai
  • a empresa faliu, mesmo tendo uma aceitação grande no mercado
  • cada vez trabalhando mais, e vivendo menos
  • empreendedores, na correria, tendem a perder o interesse pelas pessoas

Minhas lições, reforçadas ao ler o texto:

  • saiba aonde quer ir
  • a vida não é só trabalho
  • o trabalho é um jogo
  • coisas ruins acontecem, e vão acontecer de novo
  • esteja preparado para tudo (assim não há surpresas)
  • faturamento sem margem é bobagem
  • fazer listas e dar dicas é fácil, seguir e conseguir é bem difícil :-)

Li agora há pouco, outro texto, dessa vez do Christian Barbosa, sobre empreendedorismo e gestão do tempo, que também é muito bom. Recomendo.

A dica do artigo da INC, foi do Julio, do Digestivo.

Quatro perguntas sobre modelos de negócios

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Essas são as quatro perguntas sobre modelos de negócios que Seth Godin fez hoje no seu blog. Acho que elas resumem muito bem, nos principais pontos que você precisa pensar ao montar seu negócio.

  1. Porque motivo as pessoas vão pagar pelo seu (e não por outro) produto? Ou seja, o que você faz que gera valor para o cliente, a ponto de criar disposição para pagar? Num mundo cada vez mais cheio de opções, de coisas grátis e agora com a crise, com cada vez menos dinheiro.
  2. Como você compra (ou produz) o que você vende, por um preço menor do que o de venda? Aqui vale uma reflexão sobre suas competências, que tornam sua capacidade de produzir melhor que o dos outros.
  3. Como você se protege contra concorrentes, similares, cópias e guerra de preços? Ou seja, o que te faz diferente, ao longo do tempo? Isso é dos mais difíceis, e acho que tem (também) a ver com marca, com reputação, com comunidade.
  4. Como quem não te conhece vai te conhecer, e decidir a gastar seu rico dinheirinho com você. Uma das coisas mais legais que li recentemente é o tema “Inbound Marketing“, que me foi apresentado pelo Eric Santos.

Estou tendendo a acreditar, cada vez mais, que o sucesso daqui em diante, virá de autenticidade, reputação, comunidade, prestação de serviço, marketing educativo e personalidade única.

Ram Charam na GrowCo, da revista INC

Acabo de ler um post do John Spence, em que ele comenta, entre outras coisas, a palestra do Ram Charam no seminário GrowCo, organizado há poucos dias na Flórida, pela revista INC.

A lista de dicas é pequena, mas valiosa:

  • Caixa é rei. Proteja o caixa da sua empresa.
  • Relacionamento com cliente é fundamental. Em tempos difíceis, entender o que seu cliente precisa é mais do que importante. Se aproxime, o máximo que puder, dos seus clientes.
  • Foco é essencial. Descubra onde você cria valor real e onde alavanca seus negócios. É aí que você precisa focar.
  • Envolva e inove. Coloque suas melhores pessoas para trabalhar de forma constante para melhora a forma como você faz negócios e se relaciona com seus principais clientes.

Sou fã do John Spence há algum tempo. Ele tem uma capacidade incrível de resumir e explicar o mais importante. E nesse caso, as dicas dele são valiosíssimas. É preciso apenas colocá-las em prática.

Em tempo, gosto muito da revista INC. O seminário GrowCo era uma das minhas possibilidades de eventos a comparecer em 2009. Acabei optando pela Web 2.0 Expo, na semana que vem em San Francisco. E pretendo ir na INC 500 em setembro, que também é organizado pela revista INC.

Empreender em 12 frases

Muito boa essa curta apresentação que achei hoje no Slideshare, por acaso. O Ricardo também gostou.

  1. Faça o que você ama, Chris Wanstrath
  2. Você recebe o mesmo que entrega, Fred Wilson
  3. Nós somos guiados pelo cliente, Charles Brewer
  4. Resolva um pequeno problema seu, Seth Godin
  5. Babe Ruth teve apenas um home-run, Steve Jobs
  6. Gerar receita é um poderoso motivador, David Rudolph
  7. O que é medido, é administrado, Peter Drucker
  8. Seja tão bom a ponto de não poderem te ignorar, Steve Martin
  9. Olhe no espelho, Paul Graham
  10. Você não pode se divorciar de quem investe em você, Alan Taetle
  11. A diferença entre sucesso e fracasso é a capacidade de se adaptar, Jack Bauer
  12. Continue indo em frente, Walt Disney

Gostei e acredito muito nas frases 1, 2, 4,7 e 11. Quais são as suas?

Me lembrei da lista de 30 dicas do Eduardo Carvalho.

Uma hora (extra) por dia vendendo

Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.

Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).

Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.

Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.

Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.

Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)

Bons negócios!

PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.

Desconfie do destino, de Luiz Fernando Veríssimo

Gostei muito desse pequeno texto de autoria provável do Luiz Fernando Veríssimo. Já tinha lido antes, e vi hoje a noite no lugar onde jantei em São Paulo.

“Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando…

Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu…”

Luiz Fernando Veríssimo

Essa frase é muito boa para aqueles que acreditam que podem fazer sua história, e não esperar para as coisas acontecerem. Pode ser que nem sempre de certo, mas é muito improvável que você vá longe, só esperando que a maré te leve.

Uma boa reflexão para fechar o dia, que (também) foi cheio de idéias.

Empreendedores focam no cliente e no produto

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Li essa semana um post muito bom sobre o que apaixona empreendedores. Não é o fato de empreender, mas seus clientes e seus produtos. Achei muito interessante.

Ser empreendedor tem uma série de pontos que podem ser considerados negativos, como trabalhar muito, correr riscos, ser pouco (ou nada) recompensado. Ter uma grande chance de fracassar.

Grandes empreendedores têm paixão por seus clientes e pelos produtos que desenvolvem, e não por serem grandes empreendedores.

Um bom lembrete, para esses tempos de crise: esqueça o que você não pode influenciar e ataque os 2% que estão ao seu alcance. Ligue para seus clientes, melhore seu produto.

Pode estar muito mais difícil vender hoje, do que há um ano. Mas você pode estar muito melhor hoje do que há um ano atrás.

Uma frase que li hoje: “Se você não está melhorando, com certeza está piorando”.

Virgin: uma empresa que admiro

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A companhia aérea Virgin Atlantic está completando 25 anos. Apesar de conhecer pouco, admiro muito essa empresa. Ainda quero voar com a Virgin.

Por gosto, mesmo sem conhecer muito:

  • alegria
  • irreverência
  • foco no consumidor e sua satisfação
  • inovação
  • querer ser a melhor e não a maior

Concordo com tudo. Admiro Richard Branson.

O anúncio de TV abaixo é simplesmente fantástico. Veja os detalhes, os lembretes dos anos 80, como a cena passa em câmera lenta e a cara dos homens babando. Muito bem feito.

6 pontos chaves para sobrevivência em 2009, por John Spence

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John Spence enviou um email para todos de sua lista com um link para vídeo no youtube com os 6 pontos chaves para sobrevivência em 2009. A palavra sobrevivência é meio pesada, mas o clima nos EUA está realmente para sobrevivência. Gostei muito do material e acredito que também serve muito bem para quem quer ter muito sucesso em 2009, mesmo com a crise.

Os 6 pontos essenciais para sobrevivência em 2009 são:

  1. Mensure os indicadores chave de sucesso. Descubra quais são os 5-6 indicadores que mostram como seu negócio está indo. Número de vendas, faturamento, visitas a clientes, número de propostas, etc. Identifique quais são as medidas chave, e acompanhe de perto, diariamente. Não tenha 20-50 indicadores, mas apenas alguns poucos, quanto menos melhor, que mostrem realmente para onde você está indo. Procure colocar algum indicador de longo prazo também.
  2. Crie um plano focado de sobrevivência. A situação atual provavelmente vai tornar seu planejamento feito ano passado ou em 2007 obsoleto. Se reuna com sua equipe e revise os pontos principais do seu planejamento. Planeje para um período de 18 a 24 meses de vacas magras.
  3. Entenda seu consumidor, esteja na cabeça e na boca dele. Se aproxime ao máximo do seu cliente. Entenda o que ele precisa, o que ele valoriza. Faça pesquisas, online, por telefone ou pessoalmente. O importante (sempre é, mas agora se tornou fundamental) é saber exatamente o que ele valoriza, o que busca. E o que não gera valor. Só assim você vai conseguir entregar um produto ou serviço com o valor e o custo desejado. Além disso é preciso que o cliente te perceba como o “guru” da sua área. Assim, quando ele pensar em sua categoria de produto, você será o primeiro a ser lembrado.
  4. Seja profissionalmente agressivo. É preciso estar presente. É preciso oferecer seu produto. Não espere pelo cliente de uma forma passiva. A chave aqui é não passar do ponto. Não tente empurrar. O segredo, na minha opinião é combinar com o ponto 3. Assim você pode ser agressivo, mas na medida certa.
  5. Mantenha em sua equipe apenas quem é especial. Em tempos de crise, muitas vezes é preciso diminuir a equipe, cortar custos na carne. Revise individualmente seus colaboradores. Os que não forem realmente especiais, apaixonados, corte. Não é simpático, mas eu concordo com ele.
  6. Execução disciplinada. Foque em realizar. Não aumente demais seus planos, seus projetos. Faça. John cita quatro pontos que atrapalham a execução: falta de trabalho em equipe, cultura que aceita a mediocridade, economia em declínio (como agora) e principalmente incapacidade de mudar.

Assista ao vídeo, abaixo (são apenas 7 minutos, em inglês):

Gostei muito desse resumo do John Spence. Minha dúvida seria qual indicador de longo prazo escolher. Alguma dica? Vou perguntar para ele.

John é um especialista em gestão que conhecia há pouco tempo e que tenho admirado cada vez mais. É simples, explica o complicado e dá sugestões aplicáveis como fazer seu negócio chegar a excelência. Além disso é super atencioso, já me respondeu um email detalhando uma série de pontos que perguntei.

Já escrevi sobre ele em dois posts anteriores: Alguns toques e Alcançando a excelência. Conheça mais sobre ele, acessando o blog. Outra coisa legal é a lista de livros sugeridos.

Update em 28-janeiro: John me sugeriu satisfação do cliente como ponto chave de longo prazo. Faz sentido. Acho que usar o NPS é a melhor opção nesse caso.

CP Labs, uma iniciativa legal da Campus Party #cparty

cp-labs

Uma das iniciativas legais da Campus Party é a CP Labs, uma espécie de Techcrunh 40 brasileira. Parabéns ao Mackeenzy do Videolog.

Abaixo notícia do blog Startupi.

Acabei de falar com o Mackeenzy, um dos organizadores do CP Labs e fiquei sabendo que o número de empreendedores inscritos para o CP Labs superou todas as expectativas.

Ao todo foram 45 inscritos dos quais 40 terão oportunidade de se apresentar durante o CP Labs. Isso muda um pouco a programação antes prevista de duas apresentações por dia.

Leia na íntegra: startupi » CP Labs, sucesso total. O link oficial é CP Labs.

Negócios e poker, pelo CEO da Zappos

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Conheci hoje um blog muito bom, de Tony Hsieh, CEO da Zappos, empresa especializada em venda online de sapatos. Na verdade, o foco deles não é uma área de produtos, mas serem os melhores em atendimento ao cliente. Ele escreveu, “pode ser até que venhamos a atuar na aviação comercial, mas sempre seremos os melhores em atendimento ao cliente”.

Li hoje um post excelente (Everything I Know About Business I Learned From Poker), que achei que valia a pena traduzir aqui os principais pontos. Segundo ele, tudo que aprendeu sobre negócios, foi no poker.

Leia os principais pontos:

Oportunidades de negócios

  • escolher o mercado em que irá atuar é a decisão mais importante de qualquer negócio
  • mude de área de atuação se necessário
  • se você estiver em um mercado com muitos competidores, ou irracionais, ou inexperientes, mesmo sendo o melhor, será difícil lucrar

Marketing e marca

  • se mostre forte quando for fraco, fraco quando for forte, saiba blefar
  • ajude a “formatar” as histórias que os outros contam de você

Finanças

  • esteja sempre preparado para o pior cenário
  • ganhar sempre, ou não perder nunca nem sempre significa vencer no longo prazo
  • busque o melhor retorno/risco, não o menor risco
  • tenha certeza que sua conta bancária é maior que sua aposta
  • jogue apenas com o que pode perder
  • lembre-se: longo prazo

Estratégia

  • não participe de jogos que você não conheça, mesmo que veja muitos ganhando dinheiro com isso
  • entenda o jogo antes das apostas ficarem altas
  • não “roube”, quem trapaceia não vence no longo prazo
  • respeite seus princípios
  • seja flexível
  • se diferencie, faça o oposto da maioria
  • esperança não é um bom plano
  • “take a break”, quando necessário

Aprendizado contínuo

  • aprenda, leia livros, aprenda com os outros
  • aprenda fazendo
  • tenha pessoas melhores a sua volta
  • só porque você ganhou não significa que você é o máximo, e não precisa aprender mais, talvez foi apenas sorte
  • não tenha medo de pedir conselhos

Cultura

  • é preciso amar o que faz
  • para ser excelente é preciso mergulhar de cabeça, café da manhã, almoço e jantar
  • não seja metido, não seja arrogante, sempre tem alguém melhor que você
  • faça amigos, seja legal, o mundo é pequeno
  • divida o que você aprende com os outros
  • esteja aberto a novas oportunidades
  • se divirta, a vida é curta, e você aproveita mais quando está fazendo mais do que apenas tentando ganhar dinheiro

A Zappos é famosa pelo atendimento e pela cultura corporativa. A foto que ilustra o post é de um livro publicado ano passado. É uma empresa que estará definitivamente no meu radar em 2009.

Update: encontrei uma apresentação curta e bem interessante sobre a meta de vender US$ 1 bilhão em 2008.