Uma referência bacana sobre mobile

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O pessoal da .mobi está preparando e divulgando um material muito interessante sobre internet e mercado móvel. O mais bacana é que é muito conteúdo em apenas uma página. Confira o de fevereiro e março.

Parabéns! :-)

 

Seja “dono” do seu nome no Google

Você é dono do seu nome no Google? Eu comecei a fazer essa pergunta a clientes e amigos e muitos me olharam de forma estranha, como se estivesse falando grego.

A primeira coisa que você precisa fazer é digitar seu nome no Google e ver o que aparece. Eu uso como padrão a busca “Miguel Cavalcanti“, mas também já busquei “Miguel da Rocha Cavalcanti“. Faça o mesmo com o nome da sua empresa.

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Man in the Arena: Episódio #009, com @EricNSantos, sobre #LeanStartup

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Aproveitando a Semana Global do Empreendedorismo, lançamos o episódio #009 do Man in the Arena, com um tema muito relevante para novos e experientes empreendedores: a metodologia Lean Startup.

O convidado nesta edição é Eric Santos, CEO da Praesto Convergence, agência pioneira em mobile marketing, e um dos maiores especialistas na metodologia de Lean Startups no Brasil. Eric é uma das pessoas mais bem informadas que conheço sobre marketing online e gestão de startups.

Alguns dos temas abordados:

Minhas primeiras impressões sobre o Foursquare

Nas férias que passei no Rio de Janeiro na última semana resolvi começar a usar mais o Foursquare para testar, conhecer, ver se valia a pena mesmo. Muita gente anda falando dele, que vai ser o novo twitter, etc, etc.

Por enquanto eu não gostei muito, não vi muito sentido. Aqui vão meus prós e contras. Em tempo, não sou especialista, nem investi muito tempo nisso. São impressões iniciais.

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A copa do mundo do twitter

A copa do mundo do twitter

Essa foi a primeira copa do mundo com twitter. A primeira vez que o mundo parou para ver um campeonato e que o twitter já tem massa crítica suficiente. Eu notei uma série de coisas ao ver copa e twitter juntos.

O que eu vi/percebi:

Man in the Arena #005: papel, caneta, Nutshell e Ignore Everybody

Essa semana estamos lançando o novo episódio do videopodcast que faço com Leo Kuba, chamado Man in the Arena, ou #MitA. Seguimos o esquema dos anteriores, dessa vez falando também de produtos antigos (que não são novidade mais) e extremamente úteis. Acho que foi dos vídeos que estamos mais naturais, falando tranquilamente e do “coração”. Veja o que você acha.

Os destaques deste episódio são:

Minha palestra sobre café e mídias sociais

Minha palestra sobre café e mídias sociais

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Fui convidado pela Revista Espresso a falar no Espaço Café Brasil 2010 sobre a experiência do CaféPoint com café e mídias sociais. Fiz uma palestra rápida (20 minutos) ontem a noite. Gostei muito do formato do evento, das perguntas e da interação com os dois palestrantes (Serjão e Léo Moço).

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A internet está me deixando mais burro?

A internet está me deixando mais burro?

Acabei de ler um texto na Wired que me confirmou uma intuição minha: ficar navegando de página em página na web pode ser prejudicial para sua habilidade em aprender, avaliar e pensar criticamente. Eles citam um estudo que mostrou que diminuimos nossa capacidade analítica ao ficar vendo dezenas/centenas/milhares de informações picadas e não nos aprofundando em nada. Leia mais

Resenha do livro Ignore Everybody, do @gapingvoid

Li Ignore Everybody ano passado, numa semana de férias em Trancoso. Foi um bom momento de reflexão. Essa semana vou gravar um episódio do Man in the Arena e quero falar sobre ele, por isso finalmente tomei coragem e escrevo a resenha desse ótimo livro do Hugh MacLeod (mais conhecido como @gapingvoid). Leia mais

Resenha do livro #Rework, da 37Signals

Li há poucos dias o livro Rework, de Jason Fried e David Hanson, sócios da empresa de software como serviço 37Signals. Há tempos acompanho o trabalho deles. Gosto dos produtos (usamos Basecamp na AgriPoint) e gosto ainda mais da postura e das ideias sobre negócios, vida profissional e produtividade. O livro é muito bom. Tem algumas partes um pouco repetidas, em especial para quem le o blog deles sempre e já leu Getting Real, o primeiro livro deles. Leia mais

iPad, mídia tradicional e online, sistemas abertos e fechados

Hoje é o lançamento do iPad. Quem encomendou nos EUA, hoje vai as lojas da Apple buscar seu brinquedinho. O aparelho está fazendo muito sucesso. Li algumas coisas bem interessantes que me levaram a uma reflexão, levando em conta minha experiência e opinião.

O iPad, como tudo da Apple, é um sistema fechado, ou seja, a empresa tem um controle grande do que entra (o que pode ser instalado, usado, etc). Cada vez mais os sistemas abertos ganham espaço. A grande vantagem de um sistema fechado como o da Apple é que geralmente dá muito menos problema (trava, bugs, etc). Leia mais

Man in the Arena #001: novo episódio do videocast com @LeoKuba #MitA

Estamos lançando o episódio #001 do videocast Man in the Arena (ou Homem na Arena), que me propus a fazer com Leo Kuba mensalmente. Nesse episódio seguimos as sugestões de diminuir a duração (nós também achamos que estava meio longo).

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Man in the Arena: meu videocast com @LeoKuba #MitA

Leo Kuba e eu estamos lançando um videopodcast mensal sobre negócios, empreendedorismo, internet e vida digital (seja lá o que isso for rs..). A ideia surgiu numa cnversa com o Leo, ele me convidou e eu topei na hora. O vídeo acima é o episódio #000. Assista e de sua opinião.

Nas gravações ainda não sabíamos o nome que o programa iria ter. Falamos de muitas coisas, demos risadas, falamos bobagens. Foi bem divertido. E falamos de muitas coisas que acreditamos também. Leia mais

Resenha de Get Seen the @SteveGarfield, excelente livro sobre vídeo online

Li entre domingo e segunda da semana passada, li um excelente livro sobre vídeo online. Foi recém-lançado nos EUA. Se chama Get Seen (Seja visto), de Steve Garfiled. O livro é muito bom e rápido de ler. Dessa vez, usei o Kinlde for PC no netbook aqui em casa e funcionou muito bem, pois, ao mesmo tempo que lia, ia pesquisando na internet as sugestões dele.

Minhas principais observações e dicas:

  • O mais importante é você. Não se preocupe tanto com equipamento, foque em ter uma história boa para contar, com frequência e consistência. E persistência.
  • Não tente agradar a todos. Encontre seu nicho.
  • Steve montou uma rede Ning para compartilhar conteúdo sobre o livro. Conheça www.getseen.ning.com.
  • Vídeo online ajuda você conhecer os outros e se tornar mais cohecido, como pessoa, como ser humano, não apenas o “profissional”. Concordo e esse é um dos motivos que mais me anima a entrar nesse jogo.
  • Grave pequenos vídeos do seu dia-a-dia. Nem sempre você vai postar, mas você não vai perder esses momentos. Interessante.
  • iPhone 3GS faz tanto sucesso poi svocê anda com ele, sua carteira, e suas chaves por todo o canto. Por isso está se tornando a câmera mais usada do mundo.
  • Steve conta um caso em que ele cosnseguiu gravar entrevista com um senador antes da CNN, por estar do lado dele com um celular habilitado para stream de vídeo (ao vivo), usando o Qik.
  • Comece o quanto antes, e aprenda com isso. Estou pensando em fazer um experimento, gravando um pequeno vídeo todos os dias.
  • Um site na Alemanha fez uma parceria com a camera Flip, que já envia direto para esse site. O próprio site vende as câmeras para seus leitores. Achei demais essa ideia.

Sites legais e recursos:

  • Para tutoriais e screencasts, use o www.screenr. Ou use o Animoto (muito legal!) para fazer vídeos de fotos e slides.
  • Youtube tem máxima audiência, mas só com vídeos até 10 minutos.
  • Blip.tv tem qualidade e distribui seu conteúdo para o iTunes e gera MP3.
  • Vimeo é o melhor em qualidade.
  • Vale a pena usar Tubemogul, para colocar seu video em inúmeros outros sites, de uma uma vez só.
  • Transmissão ao vivo: Qik, Ustream e Livestream. Ainda não testei, mas chego lá.
  • Blip.tv tem a opção de montar playlists, assim uma pessoa pode assistir todos o sepisódios em uma mesma página.
  • Para vídeos corporativos: Brightcove ou Viddler. Para vender conteúdo, ele recomenda MyContent.
  • Para video chat, ele recomenda ooVooTinychat.
  • A câmera que mais gostei das sugestões dele foi a Kodak Zi8, pequena como uma Flip, grava em HD em formato sem precisar de conversão e tem entrada para microfone.
  • Minha câmera (Canon HF200) também aparece bem, mas tem o problema de precisar converter o vídeo antes de editar.

Sobre a produção (a melhor parte do livro, super completa):

  • Em vídeo online, gaste mais com microfones e iluminação do que com câmeras. Uma surpesa para mim. E ele dá dicas de todo tipo de microfone, inclusive os BBB (bom, bonito e barato – meus favoritos).
  • Até no iPhone, vale a pena ter um microfone externo. Ele recomendou esse. Eu comprei, mas não chegou ainda.
  • Tenha um tripé.

Detalhes práticos:

  • No youtube, título de no máximo 60 caracteres.
  • Se prepare para receber comentários que não gosta (tenha pele grossa, ou thick skin). Eu sei bem o que é isso em quase 10 anos de AgriPoint :-)
  • Faça vídeos curtos. Esse eu ainda preciso aprender.
  • Entrevistas: ligue a câmera antes, para deixar o entrevistado mais a vontade, mais focado em você e prestando menos atenção a câmera.

Comentários finais:

Recomendo muito esse livro se você quer entender mais sobre vídeos online e começar a fazer os seus. Steve testou inúmeras opções e formatos e dá o caminho das pedras. Eu achei bom demais e já estou melhorando várias coisas nos meus planos. Mas a principal dica é: comece ;-)

Resenha do livro Crush it, de Gary Vaynerchuk

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Acabei de ler o livro Crush it, do Gary Vaynerchuk, o criador da Wine Library TV, um fenômeno da internet. Gary criou um “império” sobre vinhos, em muito pouco tempo, usando a alavancagem da internet e mídias sociais. O livro é curto e muito interessante. Foi recém-lançado e comprei e li no Kindle. Se fosse impresso, nem teria chegado ainda aqui.

Como Gary é o rei do vídeo online e acredito que tenho muita coisa a aprender nessa área, resolvi fazer esse post em vídeo.

Veja abaixo os principais tópicos que falo no vídeo.

  • quem é Gary Vaynerchuk e o que é a Wine Library TV
  • siga sua paixão – a vida é muito curta
  • construa sua marca pessoal, mas não fique só vendendo você
  • seja você mesmo, polarize people
  • usando a internet e mídias sociais como alavancagem
  • crie conteúdo
  • no oceano da internet, qualidade é um ótimo filtro para conteúdo
  • combinando trabalho duro, paixão e expertise
  • fortaleça sua comunidade – publique, pesquise, mapeie e faça contato
  • a melhor estratégia de marketing
  • pergunte – “o que posso fazer para te ajudar?”
  • conte sua história
  • como monetizar seu trabalho na internet
  • legado versus dinheiro
  • não pense que você vai trabalhar menos
  • dicas: tubemogul, ping.fm, ustream.tv, botões call-to-action, wordpress, tumblr, botões share
  • facebook fanpage e facebook connect
  • twitter – ele tem mais de 800 mil seguidores
  • mídias sociais é um negócio, ponto final
  • intermediários cada vez com menos espaço
  • quais as formas ele usa para capturar e fidelizar clientes
  • botão e página “quer fazer negócios comigo?”
  • cuidado com a medição de estatísticas
  • transparência e abertura
  • tenha paciência, não acontece do dia para noite
  • esteja disposto a mudar e se adaptar
  • nunca é um mal momento para começar uma empresa (a não ser que seja uma empresa medíocre)
  • currículo está em extinção

Conclusão

  • a internet pode alavancar e muito seu potencial
  • para ter sucesso como o Gary, não tente ser como ele, tente ser como você
  • paixão, expertise e muito trabalho, juntos, vão te levar longe

Escrito em Osorno, no Chile, onde fiz uma palestra na quinta (05-11), sobre exportação de carne bovina. O vídeo foi gravado em Piracicaba, SP, segunda-feira, 09-11.

Aproveite e assista a uma palestra dele, no ano passado.

Ashton Kutcher, no encerramento do #Mixx 09, em NY

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Ashton Kutcher, mais conhecido como o marido da Demi Moore, ou o cara que chegou primeiro a ter mais de 1 milhão (!!) de seguidores no twitter, foi a palestra-entrevista encerramento no Mixx 2009, em NY, que aconteceu dias 21 e 22 de setembro.

Ashton Kutcher me surpreendeu, até porque minha expectativa era muito baixa em relação a apresentação dele. Fiquei meio que pré-julgando: lá vem um galã americano dizer umas baboseiras sobre mídias sociais e todo mundo vai bater palmas (em especial as mulheres). É claro que a mulherada não decepcionou, o frisson foi engraçado no evento.

O Sr. Kutcher sabe do que está falando. Ele obteve realmente um feito inédito no twitter e tem hoje cerca de 3,8 milhões de seguidores. Um número incrível.

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Algumas anotações que fiz sobre a entrevista do Ashton Kutcher:

  • “Nós vivemos em público”. Saber disso ajuda e muito. Eu entendo que cada vez mais tudo o que fazemos será público. Se você faz o bem, é tranquilo. Mas se você é um picareta, vai ficar cada vez mais complicado se dar bem. Além de vivermos em público, agora é mais fácil rastrear o que você fez há 10 anos atrás. A memória da internet é muito boa. “Nós vivemos em público” também se aplica a marcas, a empresas.
  • “Vídeos curtos, de 3-5 minutos, são um ótimo formato de interagir com seu público”. Achei interessante, pois ele mostrou alguns exemplos e me confirmou mais uma vez que vídeo é a nova fronteira da internet. O potencial de impacto é muito maior do que com texto (apesar de dar muito mais trabalho fazer) e do que com apenas áudio. Ele falou de uma empresa de compartilhamento de vídeos com duração máxima de 12 segundos!
  • Honestidade será um grande ativo. Ele deu como exemplo a indústria de filmes nos EUA, que é muito fechada e que está indo (sendo forçada) a se tornar mais aberta, mais honesta. “Não dá para usar maquiagem na web”.
  • “Se conecte, compartilhe, colabore”. Essas três palavras formam o mantra do Ashton Kucther. Meio simplista, mas como ouvi hoje (19-10) “Nas mídias sociais, o difícil não é planejar, mas executar“.
  • “Produza conteúdo que seja sinônimo da sua marca”. Se as pessoas compartilharem seu conteúdo, estarão falando da sua empresa. Concordo 100% com isso.

No início da palestra dele, fiz uma piadinha no twitter, sobre como obter 1 milhão de seguidores: namore a Demi Moore ;-)

Interessante que a maioria das coisas que procurei, feitas pela empresa dele na web, quando clicado, vai para o Facebook. Não tem site, apenas direciona para uma “fan page” ou app page” do FB. Um exemplo aqui.

Outra coisa que mandei para o twitter durante a palestra dele é que ele acha que na internet, você pode ser o Roberto Marinho de si mesmo (em outras palavras, é claro). Essa é uma frase do Marcelo Tas, o rei do twitter no Brasil.

Para finalizar, uma foto do casal ;-)

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Mixx 2009: valeu a pena? O evento em si, as palestras, não pagaram a viagem. Não valeria a pena ir só para isso. Mas valeu a pena passar dois dias em NY (sempre bom), e conhecer muita gente interessante que trabalha com internet no Brasil. Não sei se vou em 2010, se for, vou na feira de stands.

Nikesh Arora, diretor global de vendas e operações do Google, no #Mixx 09

nikesh

Nikesh Arora foi um dos melhores palestrantes do Mixx 09, que aconteceu em 22 e 23 de setembro, em NY. O tema da palestra foi “O fim do marketing digital?”.

Antes chamávamos de telefone celular, hoje de telefone. Antes de carruagens sem cavalos, agora de carros. Antes TV a cores, agora só TV. Logo vamos chamar o marketing digital de apenas marketing.

Como todas as mídias, que quando surgiram, ainda passaram por um longo processo de evolução para se tornarem um sucesso (ex.: TV, rádio, etc), a internet, o marketing digital ainda vai evoluir muito frente ao que conhecemos hoje. Criticar o que temos hoje é um passo para não enxergar o que vem pela frente.

Com o tempo, e a tecnologia, cada vez mais vamos ser capazes de entender quando, como e onde cada pessoa está consumindo conteúdo, informação e publicidade. E isso não será apenas na internet ou no celular. Em breve, TV e rádio serão mais e mais sob demanda, e com essas características de entender onde/como/quando está seu consumidor. E se adaptar a isso.

Arora disse que o marketing é a nova finanças, querendo dizer que quem entende de matemática vai ter uma vantagem no novo marketing. Métricas serão cada vez mais importantes. Ele deu um exemplo interessante: antes se fazia amostragem, hoje o Google faz um teste com toda a opulação. Lançar um produto beta não é mais um experimento em que se expõe seu produto a uma parcela, amostra da população. Agora você mostra a todo o seu mercado alvo. Essa é realmente uma mudança incrível, e o Google é um exemplo de como fazer isso bem.

Outro exemplo legal foi o de realidade aumentada. Ao se filmar/fotografar um edifício com seu celular, ele automaticamente acessa web, e checa onde você está, o que tem de dados sobre aquele prédio (história, informações, etc). Isso vai influenciar tudo, inclusive a publicidade. Imagine mostrar mensagens relevantes para a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. A matemática por traz disso tudo deve ser mosntruosa, mas é o sonho de consumo dos marketeiros. Essa nova tecnologia pode ajudar a tornar todo anúncio envolvente, uma vez que você mede os resultados e só mostra o que é relevante.

Outro comentário interessante dele foi que o inventário de mídia está crescendo de forma muito mais rápida do que a capacidade atual de vender publicidade sobre essa mídia. Um dos grandes desafios vai além a venda. É a organização desse inventário de conteúdo. Imagine quantas páginas do orkut ou Facebook seriam interessantes para centenas se não milhares de empresas. O problema é que hoje não se consegue separar essas páginas de outras com pornografia, xingamentos, agressões, etc. Essa incapacidade de filtrar, organizara e separar o “joio do trigo” torna mais difícil (para não dizer impossível) vender esses espaços.

Duas frases muito interessantes:

  • O santo graal da publicidade é fazer com que ela se pareça com informação.
  • No futuro, tudo estará muito próximo de você.

Veja o vídeo resumo, do IAB, abaixo:

Steve Wadsworth e George Bodenheimer, da Disney e ESPN, no #Mixx 09

Steve-Wadsworth-George-Bodenheimer-Disney-ESPN-Mixx

Steve Wadsworth e George Bodenheimer, altos executivos da Disney e ESPN (uma empresa da Disney, para minha surpresa), falaram da experiência de uma empresa que é líder em várias telas: TV, PC, celular. Foi uma palestra marcada pelo padrão americano de apresentação de executivos dos EUA, bem ensaiada. Parecem que tomam um grande cuidado de não falar nada fora do script. Mesmo assim foi interessante.

Alguns dos principais pontos que anotei e trouxe para cá:

  • Falaram que a ESPN há 10 anos deixou de ser uma empresa de televisão. O NY Times (jornal) também não quer ser jornal. :-)
  • “Nossa missão é servir fãs onde eles quiserem, não só na TV”. Distribuição de conteúdo agora é “everywhere”, para Disney e ESPN. A ESPN é pioneira em conteúdo e canais mobile.
  • “Compramos direitos de mídia (não apenas direitos de TV), e queremos transmitir de todas as formas”. Só a publicidade não vai pagar a conta toda. Estamos experimentando, um exemplo é a ESPN 360.
  • Um tema comum dos palestrantes do Mixx foi o foco no consumidor, não em um único canal de mídia para alcançá-lo. Talvez pensar só em internet também seja um erro (apesar da Amazon ser um sucesso).
  • “Vamos tentar nos diferenciar pela qualidade, pela marca, pela experiência”. Com barreiras de entrada diminuindo, marcas serão cada vez mais importantes.
  • A Disney é uma empresa que atua servindo clientes: mídia, parques, etc. Mas é preciso inovar sempre.
  • Um detalhe, muito importante do negócio da ESPN: 99% dos esportes são vistos ao vivo. É um dos únicos tipos de programa que precisam ser vistos ao vivo, logo ainda há um bom espaço para publicidade para TV. O exemplo clássico é o Super Bowl. Mas também é uma oportunidade para mobile.
  • “Patrocinar a barra inferior da tela do vídeo, com sua marca e informações de esportes é muito bom para quem anuncia. Temos como provar isso.”
  • “Clientes vem pagando menos por online do que analógico”. Diz não se preocupar. “O foco é qualidade, experiência do usuário”.

Gostei da apresentação, por mostrar uma empresa que atua classicamente na TV, mas está se aventurando (parece que com sucesso) em outros canais, como internet e movile. Por outro lado, fica muito claro que ninguém sabe muito bem onde tudo isso. Mesmos as grandes empresas, de sucesso, nos EUA, ainda estão “experimentando”. Quem bom. ;-)

Assista ao vídeo resumo da conversa:

Que ESPN: Há 10 anos deixamos de ser uma empresa de televisão.

NYTimes tb não quer ser empresa de midia

Nossa missao é servir fãs onde eles quiserem, não so TV

Compramos direitos de midia (não apenas direito de TV), e queremos transmitir de todas as formas

So a publicidade não vai pagar a conta toda

Estamos experimentando, exemplo ESPN 360

Common theme from speakers at MIXX – focus on the customer, not a single channel with which you reach them

Vamos tentar nos diferenciar pela qualidade, pela marca, pela experiencia.

Disney é uma empresa que atua servindo clientes: midia, parques, etc

Mas é preciso inovar sempre

Distribuicao de conteudo agora é everywhere para Disney e ESPN

Com barreiras de entrada diminuindo, marcas são cada vez mais importantes.

ESPN é pioneiro em mobile.

99% dos esportes são vistos ao vivo

É um dos únicos programas que precisam ser vistos ao vivo, ainda é um espaço para publicidade.

Mas também é uma oportunidade para mobile.

Patrocinar a barra inferior da tela do video, com sua marca e informações de esportes é muito bom para quem anuncia. Temos como provar isso.

Clientes vem pagando menos por online do que analogico.

Diz não se preocupar. O foco é qualidade, experiência do usuário.

Elisa Steele, CMO do Yahoo!, no Mixx 09

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Elisa Steele, CMO do Yahoo!, foi uma das palestrantes mais criticadas do Mixx 2009 NY. Ela fez muito jabá da empresa e entregou pouco conteúdo. Teve a ousadia de repetir um vídeo institucional, não se contentando em passar uma vez.

Um dos brasileiros participantes do evento disse, ao assistir o vídeo: se trocasse o logo caberia várias empresas nesse vídeo, sem personalidade. Outro também brincou: a especialidade atual do Yahoo! é cometer erros estratégicos. Enfim, o Yahoo!, ao contrário da Apple e do Google, não é mais uma queridinha do público e da mídia. Parece que todo mundo (até eu, um pouco, tenho que confessar) olha torto quando eles anunciam algo novo.

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Vou tentar sumarizar aqui, o que achei de interessante da apresentaçao dela:

  • Há um grande gap entre o que as pessoas esperam da publicidade online e o que entregamos.
  • O potencial de investimento na web é muito maior do que é realmente gasto.
  • Foco no consumidor, mas não preste atenção apenas em dados demográficos (olhe comportamento).
  • Falta simplicidade na internet.
  • Vão lançar a possibilidade de você usar o GMail dentro do Yahoo!, mostrando o foco no cliente, no conteúdo e não mais na tecnologia.
  • Idosos é um dos grupos que mais cresce na web.
  • As telas estão se expandindo na nossa vida, são cada vez mais numerosas e de tamanhos diferentes (mega televisões e pequenos celulares, interligados).
  • Não há online e offline, há a vida. É assim que as pessoas usam a web.
  • Você quer encontrar seu mundo: amigos, interesses, notícias, coisas locais. Ela chamou isso de “My world”.
  • E chamou “the world” as outras coisas. Disse que o Yahoo! está tentando juntar “meu mundo”, com “o mundo”.
  • Yahoo !perdeu o charme, mas parece estar fazendo coisas legais.
  • O anúncio pode virar um presente para o usuário, se for uma informação relevante, se for útil.
  • Yahoo! está se centralizando em torno do usuário e do anunciante. Não são mais empresa de tecnologia, mas com foco no cliente, no conteúdo, no anunciante. Não sei se isso vai funcionar.
  • O novo conceito central do Yahoo! é It’s all about you!

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Não sei se isso vai dar certo. Tenho minhas dúvidas. Lições que tirei dessa apresentação:

  • não abuse do jabá, pode te atrapalhar muito
  • não adianta fazer coisas bacanas, se todos já acham, antecipadamente, que você não é mais bacana, cool

Uma das coisas que ela apresentou e que conheço pouco, é o uso de personas. Me pareceu uma maneira interessante de entender os diferentes tipos de clientes que você atende e criar ofertas para cada um desses grupos. Acho que é uma das cosas que vou procurar melhorar daqui em diante, colocando em prática.

Assista ao vídeo que a IAB colocou sobre a palestra, resumido:

Se você quiser ver todos os vídeos oficiais do evento, acesse o canal do IAB no youtube.

Bob Greenberg e Nick Law, da R/GA, no #Mixx 09, sobre agências digitais

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Bob Greenberg e Nick Law, da R/GA, fizeram uma palestra em forma de entrevista no Mixx, em NY, dia22-09-09. O entrevistador era Randall Rothenberg, da IAB. A conversa foi uma das melhores do evento. A R/GA desenvolve alguns dos trabalhos mais interessantes de marketing hoje, como o Nike+.

Disseram que a R/GA fala que faz de tudo, é uma agência, mas também cria produtos. O tema da entrevista era “agência digital tradicional”, que eles definiram como uma agência que faz sites para empresas.

Outro conceito apresentado por Bob, que achei interessante foi o de plataforma e campanha. O Nike+ é uma plataforma, não uma campanha. Já a corrida Human Race é uma campanha. O objetivo de uma plataforma é entrar no modo de vida do cliente. Uma campanha é conseguir atenção, ganhar alguma coisa. Mais pontual. Plataformas requerem interação entre empresa e cliente.

Falaram em ser o curador de um time de pessoas, para se fazer uma ação digital. Como integrar quem escreve, desenha e programa? É preciso ser muito bom em liderança e colaboração entre os mais diversos membros do time. Greenberg disse: no passado, diretor de arte e redator eram o time criativo. Hoje esse time é muito maior (tecnologia, dados, análise, etc).

Citou os “unboxing vídeos”, um fenômeno entre geeks (nerds). Há muitos vídeos demonstrativos no youtube ensinando como usar determinado produto.

No final disseram, a discussão daqui em diante não vai ser sobre TV, print ou digital. Vai ser sobre China, Russia, etc. Achei interessante.

Dois cases apresentados:

  1. Criaram uma campanha, envolvendo mídia online e offline muito legal, com informações para adolescentes não deixarem seus namorados/as divulgarem fotos íntimas na web. Criaram um site www.thatsnotcool.com com informações, depoimentos, vídeos e fóruns. Deu muito certo. Conseguiram chegar nos adolescentes, mostrando um tema tabu e importante.
  2. Outra campanha legal apresentada foi “Dear Mr. President”, para a Pepsi, que colocou a Pepsi mais conectada ao público jovem, altamente conectado e mais engajado na política. Veja o site e vídeos em www.refresheverything.com.

Bob Greenberg acha que propagandas apenas com metáforas puras não vão funcionar mais. Comparou, dizendo que o anúncio do iPhone é uma demonstração. A propaganda Mac x PC é demonstração e metáfora. A mídia mudou, agora é interativa. Na internet, você quer saber sobre o produto.

Veja o vídeo resumo, disponibilizado pela IAB, abaixo:

Como criar uma plataforma para sua marca pode ser uma boa pergunta para refletir sobre sua empresa, sobre seu negócio, sua marca. Foi minha lição de casa da palestra (ainda não tenho a resposta rs..).

No site deles, tem um material muito interessante sobre a agência. Coloquei no slideshare e você pode ver abaixo.

O Marcelo Tripoli, da iThink, que também esteve no evento, postou o vídeo completo da apresentação.