Primeira crítica que li sobre Outliers

Acabo de ler uma crítica bem completa do novo livro do Malcom Gladwell, já famoso pelos best-sellers Tipping point e Blink. O livro se chama Outliers, e trata dos motivos que levam algumas pessoas a terem muito sucesso.

Leia três passagens que gostei da crítica, e recortei aqui. Vale a pena ler o post na íntegra.

Gladwell descobriu uma fórmula muito eficaz: trata de temas relativamente complexos, em uma linguagem acessível; desenvolve teorias que vão contra o senso comum, em cima de temas de grande apelo; e escreve com muita habilidade, de forma que o leitor se sente tentado a terminar logo o livro, como um bom romance em que a narrativa flui muito bem.

Segundo Gladwell, mais importante do que o talento é a preparação (pessoas bem sucedidas se dedicam bem mais do que as outras), a oportunidade (muitas vezes igual à sorte de estar no lugar certo, no momento certo) e o ambiente cultural, isto é, o legado que cada pessoa recebe e que permite ou não que o sucesso ocorra.

É sempre bom ler algo redigido e argumentado de forma inteligente e com fluência, desde que se mantenha o espírito crítico e não se deixe levar totalmente por isso.

Marcelo, autor do blog, é meu sócio na AgriPoint. O livro já está comprado. Começo essa semana, apesar de ter ouvido dizer que o livro Talent is over-rated é melhor.

Sou fã do Malcom Gladwell, mas prefiro o primeiro em relação ao segundo. Na minha opinião, Tipping Point é um ótimo resumo sobre como entender e tentar criar idéias virais.

Escutando o áudiolivro Quando Nietzsche Chorou, da Plugme

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Hoje fui de São Paulo a Londrina, 500 Km, escutando o áudiolivro Quando Nietzsche Chorou, da editora Plugme, que ganhei de aniversário do meu irmão. Muito bacana. A história é incrível, fazia tempo que queria ler o livro e não conseguia, por falta de tempo.

A leitura por José Wilker é muito bem feita. Depois de escutar vários áudiolivros, percebo que é fundamental que a voz, a capacidade de leitura sejam excelentes. Já escutei alguns áudiolivros, e o “leitor” faz toda a diferença.

Tentei escutar um do Vendedor Pitbull, e quem lia era “pilha fraca”, nada pitbull, não cheguei ao final.  Um ponto importante é ler de forma perfeita as palavras em inglês, escutei um “trailer” onde o sujeito lia MBA como eme-be-á, em português. Estranho demais.

Outra sugestão é que o próprio autor leia o livro, dá mais vida e mais emoção (Godin fez isso com o Tribes e o Michael Gerber com E-myth Mastery e ficaram excelentes).

Ainda não terminei (são 18 horas de áudio), continuo aproveitando. Na volta para São Paulo, seguirei escutando. É uma ótima companhia, para quem viaja sozinho :-).

Uma frase me marcou:

“Torna-te aquilo que és”, Friedrich Nietzsche.

Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin

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Acabei de ler o novo livro do Seth Godin, Tribes. Veio em boa hora. Um livro sobre porque a liderança é cada vez mais importante no marketing, ou sobre como criar tribos que acreditem em uma idéia. Uma tribo é formada por pessoas conectadas: entre si, a um líder e a uma idéia. Para se ter uma tribo, ser um líder, é preciso apenas ter uma idéia e ferramentas que facilitem a comunicação.

Seth está certo. O ser humano há milênios vive em bandos, em grupos. Gostamos de nos aproximar de pessoas que têm interesses similares. A diferença é que com a internet, agora não há mais barreiras geográficas e ficou muito mais fácil, barato e rápido se comunicar.

O que era difícil ficou fácil e o que era fácil ficou difícil. Ou seja, a importância relativa das coisas mudou. Hoje uma enorme fábrica pode deixar de ser um ativo, uma vantagem, para se tornar um impecilho, um peso, fonte de prejuízo. O que era caríssimo ter há 10-20 anos, hoje é muito simples de se terceirizar, ou automatizar.

O consumidor tem cada vez mais poder. Uma pessoa pode mudar o mundo. Ou se você achar piegas, uma pessoa pode atrapalhar (e muito) sua enorme empresa. Há cinco anos essa possibilidade era muito mais remota. Há 15 anos era quase impossível.

Tendências relacionadas a tribos:

  • Mais e mais pessoas querem trabalhar em algo que acreditam.
  • Empresas baseadas em uma fábrica estão cada vez menos lucrativas.
  • Cada vez mais gente decide gastar seu dinheiro em coisas que não são fabricadas em massa, são nichos de mercado, cauda longa, modas passageiras, produtos individuais ou artesanais.
  • O mercado premia pessoas e empresas capazes de mudar, de fazer acontecer.
  • A liderança é cada vez mais acessível a todos os níveis hierárquicos. Seth relata inúmeros exemplos de pessoas comuns que mudaram suas organizações, começando de baixo. Exemplos de empresa, do Pentágono e da Sociedade de Proteção aos Animais.
  • Atitude e habilidade são essenciais, autoridade não.
  • Estamos cada vez mais sedentos pelo que é novo.
  • Estabilidade é uma ilusão.
  • Iniciativa = felicidade.
  • Empresas do futuro não dependerão de fábricas, mas terão pessoas inteligentes, motivadas e flexíveis, com uma missão.
  • O medo será seu maior inimigo. Seu medo, e o medo dos outros. Medo de mudança. Medo que gera paralisia, inércia. Medo que nos engana de que não decidir não é uma decisão. O medo de fracasso é superestimado. Na verdade, nosso medo é de sermos criticados.
  • Idéias especiais são idéias criticáveis. Idéias que muitos serão contra. Se você não tiver ninguém contra sua idéia, ela não é especial, é sem sal.
  • Antes de tentar crescer uma tribo, se preocupe em torná-la mais forte, mais justa, mais unida.
  • As ferramentas (Twitter, Basecamp, Ning) aumentaram, mas não substituem a verdadeira liderança. São apenas ferramentas, a ser usadas.
  • Poucos se dispõem a liderar. Logo há escassez de líderes. Onde há escassez, pode haver valor e recompensas.
  • Para que as coisas aconteçam, você pode fazer, ou facilitar para que outros façam. Mas não dá certo não fazer nada (como era de se esperar).
  • Tribos são excludentes. Você está tentando agradar a todos, e não agradando ninguém.
  • Há muitas tribos só esperando um líder. Já há um mercado, mas ninguém o ocupou. O melhor exemplo é o Al Gore, que encntrou milhares de pessoas dispostas a ouvri sobre sustentabilidade, mudança climática. Ele soube liderar essa tribo, e ganhar com isso. Vá atrás de quem quer te ouvir. Ao ir atrás de todos, você será ignorado.
  • Não peça permissão, peça perdão.
  • Tenha a bravura de um azarão, que sabe que precisa dar um gás extra para ganhar.
  • Procure iniciar mais que responder, e responder mais que reagir.
  • No início, dificilmente o novo será melhor do que o antigo, o estabelecido. Por isso, é improvável que quem já está no topo, continue no topo na próxima onda. Um exemplo: a indústria da música.
  • Cuidado com carneiros, que querem seguir regras, e não querem (ou não sabem) pensar.
  • Seja um termostato (que mede e age) e não um termômetro (que só mede, e não faz nada).
  • A vida é muito curta para se ter um trabalho medíocre e chato.
  • A tribo é um canal de mídia, mas não pode ser alugada (ou vendida).
  • Erre. Steve Jobs errou. Isaac Newton errou.

Hoje, marketing é o ato de contar histórias, que vendem, que se espalham. Marketing é se engajar na tribo, entregando produtos que contem histórias, que se espalhem. Para isso, primeiro é preciso liderar, ou pertencer a uma tribo e conhece-la. Continua a valer a definição de marketing de permissão, ponto chave do conceito do Seth Godin: empresas precisam conquistar o direito de enviar mensagens relevantes e personalizadas.

Liderar é tomar posições, se conectar, e ajudar os outros a se conectarem. Para aumentar a efetividade da tribo, é preciso:

  • Transformar um interesse comum em um desejo de mudança.
  • Prover ferramentas de comunicação.
  • Permitir e facilitar que a tribo cresça, se fortaleça e ganhe novos membros.

Os três passos, resumidos:

  • Motivação.
  • Conexão.
  • Alavanca.

Uma tribo sem um líder é apenas uma multidão. E como cita Michael Gerber em seu livro E-Myth, multidões não constroem nada, só destroem.

Não existe mais “bom o suficiente”. Seja ótimo, espetacular. Ou tenha o menor preço. E sempre vai aparecer alguém cobrando poucos centavos a menos que você.

Uma ótima medida de sucesso do seu negócio não é o número de clientes, mas o números de verdadeiros fãs, pessoas apaixonadas pela sua empresa, seu produto, suas idéias. Encontre pelo menos 1.000 fãs verdadeiros. O objetivo não é ganhar mais clientes, mas transformar um fã ocasional em um verdadeiro fã. Um fã de carteirinha. Não é fácil, e geralmente demanda generosidade e bravura.

Criando seu movimento:

  • Publique um manifesto.
  • Tenha um mantra.
  • Seja acessível.
  • Facilite a conexão entre os membros da tribo.
  • Dinheiro não é o principal.
  • Meça seu progresso.

Princípios:

  • Transparência não é uma opção, é a realidade.
  • Sua causa precisa ser maior que você (ou o que você vende).
  • Causas que crescem, vencem.
  • Se compare ao status quo, não a outras causas.
  • Exclua outsiders, crie um clube, sem meio termos. Ou está dentro ou fora.
  • Prejudicar alguém é sempre menos efetivo do que ajudar.
  • Não tente “roubar” seguidores de outras tribos. Busque quem ainda não tem uma. Geralmente é muito mais fácil.
  • Melhor começar antes do que depois.
  • O segredo não é o truque (que todos sabem), mas a arte de fazer o truque. A mágica só acontece na mente do espectador.
  • O carisma não te faz um líder. Mas ser líder te faz carismático.
  • Escute, escute muito. Mas tome a sua decisão.

7 elementos da liderança:

  • Desafie o status quo.
  • Crie uma cultura própria.
  • Tenha curiosidade.
  • Tenha carisma.
  • Comunique sua visão de futuro.
  • Se comprometa com sua visão de futuro, e aja.
  • Se conecte aos outros membros, e facilite o contato entre eles.

Faça o que você acredite. Crie uma visão de futuro. Busque ativamente esse futuro. Os seguidores aparecerão.

Um detalhe bacana. Comecei a ler o livro em cinco de novembro, mas “meu” exemplar chegou só hoje. Seth fez uma promoção com a editora, mandando um livro extra a todos os que compraram o livro na pré-venda, com uma carta que dizia mais ou menos assim:

Obrigado por investir um pouco de dinheiro e muito do seu tempo nas minhas idéias. Estamos enviando um livro extra, antes que qualquer pessoa receba, como agradecimento, e pedindo que você empreste o outro livro que você vai receber, para um amigo ou conhecido.

Uma forma simples de fazer o que ele chamou de “Brinde Grátis, Aproveite!” (um dos livros dele). O livro também estava de graça no site de áudiolivros Audible.com, por alguns dias. Ricardo Jordão, da BizRevolution, escreveu um post bem bacana sobre esse livro, na semana passada.

Como nos demais livros do Seth Godin, não se encontram dados e dados científicos, nem grandes novidades teóricas. Se encontra um resumo, muito bem explicado e ilustrado, cujo objetivo é te fazer agir. O livro e deu várias idéias de como melhorar meu negócio, transformando-o cada vez mais numa tribo. Já estou usando e vou usar muito mais.

E por último, um cartoon que foi uma das inspirações para o livro. O mercado para o que se acredita é infinito.

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Porque fazemos o que gostamos

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Acabei de ler um texto antigo e excelente do Eduardo Carvalho, no Digestivo Cultural, sobre aventuras.

“Se alguém me perguntasse qual a utilidade de escalar, ou de se tentar escalar o pico mais alto do mundo, eu seria obrigado a responder ‘nenhuma’. Não há nenhum objetivo científico a ser alcançado; e simplesmente a satisfação do impulso de realização, o desejo indomável de ver o que jaz além, que sempre pulsa no coração do homem”.

Me lembrei de um livro de 1990, chamado Flow, que foi publicado no Brasil com um título ruim (Psicologia da Felicidade) e esquecido. Nos EUA é bestseller e comentado até hoje. Comprei uma edição paperback o ano passado quando estava por lá e adorei o livro, que fala sobre a “psicologia da experiência ótima”.

O autor de nome bem difícil (Mihaly Csikszentmihalyi), estuda o que são, e como funcionam as atividades que dão mais alegria ao ser humano. Varia de pessoa para pessoa, de país para país, de cultura para cultura. Mas a estrutura, o perfil da atividade e as sensações que trazem, são muito parecidas em todo o mundo.

Me animei a escrever um resumo, para despertar o interesse do pessoal. Em breve por aqui.

O que aprendi com Seth Godin

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Hoje no início da noite fui conversar com o pessoal da Sabiá, sobre o que li, aprendi e mais gostei sobre o Seth Godin, a convite do Eduardo Carvalho. Foi uma conversa bacana, inteligente, sobre um tema que gosto muito: marketing com Seth Godin.

Resolvi tentar fazer um resumo rápido das principais idéias aqui, que considero mais relevantes.

Sobre internet

  • Internet dá cada vez mais poder ao consumidor.
  • Com a internet, blogs, redes sociais, e twitter, fica cada vez mais fácil encontrar pessoas como você, mesmo que distantes geograficamente.

Sobre fazer palestras

  • Tenha um bom PowerPoint, use poucas palavras, use boas imagens, não use como tele-prompter, não leia os slides.
  • Converse com seu público, mas com muita emoção.

Sobre livros e música

  • Livro é souvenir. Vende pelo produto, pela ligação, pelo símbolo. O conteúdo muitas vezes está online, de graça.
  • Música é um mercado de fã-clube, de experiências, de relacionamento, de tribos. Não se ganhará mais dinheiro vendendo CDs.

Sobre marketing

  • O que tem valor é escasso, e vice-versa.
  • interrupção não – propaganda que interrompe e não relevante não funciona cada vez menos.
  • permissão sim – propaganda relevante, para seu público, funciona cada dia mais.
  • crie um produto marcante, especial, único (vaca roxa), que os clientes aparecerão.
  • faça com que seus produtos vaca roxa tenham características que tornem fácil falar sobre eles, mostrar, contar, divulgar, explicar. Ninguém fala de idéias e produtos chatos ou complexos. Torne-os virais.
  • Não fale de atributos ou benefícios, conte histórias, que tenham relação com o seu público alvo, e que muito provavelmente não vão agradar a quem não é seu público alvo.
  • Escolha seu nicho. Tentar vender para todos é a maneira mais fácil de não vender para ninguém.
  • O sucesso está nos extremos, nos nichos. Os carros em falta hoje nos EUA são extremos: Hummer, Mini Cooper, Tesla.
  • Não tente usar as novas técnicas de marketing (internet, interação, participação) com um velho mindset (controle, produtos médios para a massa da população).
  • Tenha um blog para que as pessoas conheçam você, seu trabalho, suas idéias. Daí você pode vender, arrumar emprego, trabalho.

Sobre vendas

  • Um bom produto se vende sozinho.
  • Como fazer um livro best-seller? Venda um livro, para alguém que adore seu livro e comece a fazer propaganda boca-a-boca.

Sobre sucesso e fracasso

  • Vencedores também desistem, e perdedores também são persistentes. O segredo está em escolher onde persistir e onde desistir. Escolha onde você pode, quer, acredita ser o melhor do mundo. O seu mundo, seu nicho, seu espaço.
  • A dificuldade de alcançar o sucesso (The Dip) é o que vai separar os vencedores da massa. Vai criar escassez, vai premiar os vencedores. Quanto mais longo e fundo a “barrigada” do esforço X resultados, maior o prêmio de quem ultrapassa o vale.
  • Tenha paciência. O sucesso demora, para chegar, mais do que alguns dias ou semanas.
  • Ser pequeno é bom. Pequeno pode significar rapidez, flexibilidade, baixo custo, intimidade com o cliente.
  • Tenha foco. Quem vigia dois fogões, dorme sem janta.
  • Faça o que gosta, ou aprenda a gostar do que faz. Quem tem sucesso, faz o que gosta (e não tem que fazer).
  • Se pergunte no início do dia: O que vou produzir hoje? Ou, o que vou despachar/entregar hoje? Pense em “entregar” um produto acabado todos os dias. Geralmente seu dia, por mais que tenha inúmeras ações, pode ser resumido em bem ou mal sucedido, ao se falar em 1-2 coisas apenas.

Sobre design de sites

  • Seja simples.
  • Seja objetivo. Apenas um objetivo por página. Ajude quem acessa a encontrar o que quer, e o que você quer.
  • Não confunda seu cliente-internauta-usuário.

E ainda, o famoso slide 78 da palestra Meatball Sundae.

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E ele é o único guru de marketing que tem um personagem.

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Por último: melhor ser um ótimo comunicador, do que um teórico criador de teorias. Melhor saber explicar e facilitar a mudança, do que ser o especialista que estudou a fundo um tema, mas não sabe como transformar em informação útil, aplicável.

Livro A Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas

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A Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas é um ótimo livro sobre como criar bebês. Tem dicas ótimas, ensina como fazer na prática e não é daqueles que usa truques “sujos”, que fazem você enganar o bebê. Para pais de primeira viagem, como nós, é uma mão na roda. :-)

Tribes, de Seth Godin

Estou terminando de ler o livro Tribes: We Need You to Lead Us do Seth Godin, e vou postar o resumo por aqui. Enquanto isso, sugiro assistir ao vídeo Tribes de Seth Godin no site Vimeo.

E ver os slides. É possível até fazer o download do PPT.

Dica do Mixergy e do Garr Reynolds.

Áudio-livros da Plugme

Áudio-livros Plugme

Acabei de receber o primeiro email marketing (que me cadastrei) da Plugme sobre seus áudio-livros. Achei bem bacana.

Há duas semanas comprei o CD “As 21 leis irrefutáveis da liderança“, que estou ouvindo no carro. Daqui uns dias publico uma resenha.

Visitando o site, fiquei com vontade de ouvir “Quando Nietzsche Chorou“, que ainda não consegui ler.

Achei o site bem montado, visualmente e na questão de programação, com atenção aos detalhes, como URLs amigáveis.

Em tempo: a correria do dia-a-dia tem me atrapalhado a escrever mais por aqui.

Audiolivros ou audiobooks – porque acho que vale a pena

Comecei a ouvir audiolivros recentemente e tenho gostado muito. Primeiro com as edições em áudio da revista The Economist, depois com resumos de livros da Summary. Agora comprei meu primeiro livro da Audible americana.

Aqui no Brasil também começam a aparecer opções.

Comprei uma edição de áudio da revista VendaMais. A qualidade da produção do áudio é muito boa, mas achei o conteúdo um pouco “simples” demais. O CD é gravado em áudio normal, ou seja, roda em qualquer toca CDs. Já a revista impressa é muito boa. Comprei a última edição e achei que melhorou muito em relação a uma que li há +- um ano.

A empresa Audiolivro começou a publicar títulos em portugues, mas ainda não comprei nenhum. Achei o formato bom. Como o da Venda Mais, vem em uma caixa de DVD, que faz uma boa apresentação, mas nesse caso vem em MP3, o que facilita o uso e carregar arquivos maiores, apesar de não tocar em qualquer som. Acho que vale a pena ser em MP3.

Acho que o áudio-livro é um produto que tem muito futuro, pois cada vez passamos mais tempo em locais onde não podemos ler, e eu (pelo menos) quero ler cada vez. Um grande exemplo é o tempo passado dentro do carro, na estrada ou no trânsito.

Acho ótimo ouvir músicas, mas acho que posso aproveitar melhor o tempo, para me atualizar. Em especial em viagens a trabalho. Criei ate uma regra simples, se for viagem a trabalho, áudios de atualização pessoal, se for a lazer, só música. Até porque, nas viagens a trabalho geralmente estou sozinho, e não vou encomodar ninguém com minha seleção.

Li uma entrevista com Donald Katz, fundador e CEO da Audible, principal empresa americana de audiobooks, que foi comprada pela Amazon no inicio do ano por US$ 300 milhoes.

Abaixo alguns trechos que mais gostei.

A empresa oferece hoje mais de 80 mil títulos, incluindo livros, revistas e até jornais diários.

Alguns atores, ou autores, que lêem os livros, tornam o conteúdo ainda mais interessante. Ouvir um livro nos remete à infância, quando nossos pais liam para nás, na cama. E também a maneira mais antiga de se passar informações e histórias – contando-as. Por exemplo: escutar o livro do Obama lido por ele mesmo pode ser melhor do que le-lo, pois voce consegue aproveitar a ótima capacidade oratória dele também.

Katz recomenda também o livro “No asshole rule”, do Robert Sutton, publicado no Brasil como “Chega de babaquice“. Já li resenhas e acho que deve ser muito interessante.

Os clientes Audible consomem (ouvem) em média 15 livros por ano.

Donald diz que procura ler (além de ouvir) sempre que possível. E faz uma colocação interessante, escutar no carro, e chegar em casa e continuar a ler no Kindle.

Eu já fiz isso, escutei a edição em áudio da Economist, gostei tanto de um “special report”, que li depois, no papel.

A empresa fechou 2007 com mais de 450 mil assinantes, crescendo de uma base de 380 mil em 2006.

A venda para a Amazon está liberando tempo, agora ele pode se dedicar 100% a empresa, antes gastava 40-50% do tempo lidando com advogados, contabilidade, etc. Agora pode focar na estratégia central da empresa. E tem outras pessoas tocando essa parte.

Update: ótima resenha sobre audiolivros do site Efetividade.

Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil

Na minha viagem aos EUA em abril, comprei um Kindle, e estou gostando muito. Aqui vão minhas primeiras impressões.

Muitos me perguntaram porque comprei:

  • Gosto muito de livros.
  • Tenho interesse em produtos de informação, usando meios digitais.
  • Sou fã da Amazon, do atendimento, do sistema de recomendações, tinha certeza que iriam lançar um produto top.

Vantagens:

  • A tela é fantástica, não parece tela, parece papel (essa é a grande diferença).
  • Como disse Jeff Bezzos na carta de lançamento, o Kindle “desaparece” em suas mãos, como um livro.
  • É muito agradável, fácil e prático de se ler no Kindle.
  • Você pode ler artigos e reports longos, que recebe em arquivos eletrônicos.
  • O livro nunca se esgota, vantagem para a Amazon :-)

Vantagens para quem está nos EUA:

  • A entrega é instantânea e automática, é o futuro, muito conveniente, o livro chega na hora, onde você estiver.
  • Você está sempre dentro de uma livraria – pode comprar (quase) qualquer livro a qualquer hora.
  • Você consegue acessar email (Gmail) e alguns sites mais simples.

Motivos para não comprar:

  • É caro (comprei por US$ 400,00, mas já está baixando).
  • É difícil comprar livros no Brasil (é preciso um cartão de crédito com endereço nos EUA – precisei pedir de um amigo).
  • Não dá para emprestar o livro a um amigo, só se emprestar o Kindle “inteiro”.
  • É a primeira versão, com certeza logo mais lançam updates, espera-se uma com tela maior, para estudantes.
  • O formato dos arquivos é protegido, proprietário da Amazon. Com a concorrência, em breve surgirão padrões abertos.

A revista The Economist resumiu “inovações que aproximam produtores e consumidores são interessantes, mas tendem a diminuir o lucro de quem está no meio”. Os intermediários entre escritores e leitores estão muito preocupados, e com razão.

Conclusões:

  • Ainda está caro, mas já é mais barato do que comprar muitos livros pelo correio na Amazon, pagar a entrega e esperar o livro (que às vezes não chega).
  • É uma revolução, pois junta as principais vantagens dos produtos digitais (entrega imediata, custo marginal zero, acessibilidade, etc) e produtos tangíveis como um livro (e sua portabilidade, de leitura fácil e agradável).
  • É um produto fácil de consumir, supera por exemplo, o grande problema dos podcasts por exemplo, que são difíceis de se consumir, de se baixar, receber, colocar no Ipod, etc. Para quem mora nos EUA, o jornal chega todos os dias na sua casa, depois de pagar a assinatura, não há mais “trabalho”. Funciona como uma TV ou rádio: é só ligar e na hora você começa a assistir.

Algumas observações:

  • A maioria das pessoas que fala sobre o Kindle, não tem um ou não viu um (em especial no Brasil).
  • Me desculpem, mas o Kindle não é feio, pelo menos é o que eu acho :-) A única dificuldade é segurá-lo sem apertar nenhum botão (que ocupam um bom espaço nas bordas).
  • Não pode receber tantas críticas, o produto ficou meses “sold out” nos EUA.
  • As resenhas (milhares) são muito positivas

O Seth Godin me disse que quem compra são fanáticos por livros, clientes que compram, em média, mais de um livro por dia (isso, mais de 7 por semana!). Essa é a razão para o modelo de negócio ainda ser tão “fechado”. Uma possibilidade futura muito provável é o sistema de assinatura em que você paga uma taxa mensal e consome quanto quiser, onde os que usam pouco subsidiam quem usa muito. Esse é o modelo de negócios de uma academia – quem gera lucro é o aluno que paga, mas não vai. A Amazon não poderia fazer isso, pois esse produto atrai os “viciados” em livros, pelo menos inicialmente. Já li que um sujeito já comprou mais de 1.000 livros para o Kindle.

Quem está nos EUA consegue acessar a web, via o sistema de celular embutido no Kindle, mas sites com Flash ou Javascript não funcionam (exemplo: Google reader).

Uma das reclamações mais frequentes é que não dá para fazer muita coisa que se faz no computador. Acho que isso é uma qualidade, em muitos aspectos. Menos é Mais. Não ter acesso a internet (wifi) é um ponto positivo para quem lê, pois pode se focar mais no conteúdo do livro, sem se dispersar nos infinitos sites. Além disso é positivo para o modelo de negócios: menos acesso a conteúdo grátis, mais chance de vender conteúdo.

Você pode converter artigos, reports e textos longos, que são ruins de ler na tela do PC, para o Kindle. Basta enviar por email para um endereço pessoa do Kindle, em duas versões, pagando US$0,10 por documento e recebendo via wireless (nos EUA), ou de graça, fazendo download e jogando no Kindle pelo cabo USB. Eu já fiz de vários artigos, inclusive desse “Alcançando a excelência“, que escrevi sobre um texto do site ChangeThis, em PDF.

O Kindle vai aproximar escritores e leitores. Seth Godin acha que os livros ficarão menores, com menos “enche linguiça”. Isso é bom.

O produto ainda é caro, mas deve cair o preço. Não comprei buscando uma barganha, mas querendo me dar de presente um gadget especial, para quem adora tecnologia, livros (e ler).

Para quem quer ler mais sobre o Kindle:

[Update] Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:

Resumo do livro Publicidade + Entretenimento, de Scott Donatton

Nos EUA o livro foi publicado com o título “Madison & Vine: Why the Entertainment and Advertising Industries Must Converge to Survive”. As avenidas Madison e Vine são os endereços das principais empresas de comunicação e agência de publicidade nos EUA. O título afirma que é preciso convergir publicidade e entretenimento, para que os dois setores sobrevivam.

O autor fala da união das empresas de entretenimento com as de propagandas a fim de se criar idéias criativas diante das imensas mudanças que vêm ocorrendo nos modelos tradicionais de negócios das duas indústrias. Ele acredita que a convergência entre as duas não pode ser apenas uma inserção de produtos em filmes e em programas televisivos feito pelo medo de que o comercial de 30′ se torne obsoleto perante as novas tecnologias de gravação digital e sem foco no consumidor.

Na indústria de entretenimento, o desafio é como cobrar pelo conteúdo, quando a pirataria é cada vez maior. A personificação é o Napster. Na publicidade, o desafio é como comunicar em um mundo onde o poder não está mais na mão da indústria. O exemplo vivo nos EUA é o TIVO, que permite gravar progamas e “pular” comerciais.

O consumidor tem cada vez mais opções, mais controle, mais informação para negociar e decidir. Tem cada vez mais poder. O consumidor quer mais escolhas e mas conveniência, e quem oferece isso ganha. Um bom exemplo é a loja online Itunes, da Apple.

Capítulo 1 – O sistema pifou

Pela primeira vez, se vê a necessidade da colaboração mútua entre os dois setores, devido ao medo, já que os modelos antigos estão prestes a desabar. Este medo é provocado pelas novas tecnologias que colocam o consumidor com total autonomia. Agora ele pode gravar seus programas e driblar os comerciais. Desta maneira as TVs são obrigadas a mudar e assim, percebem que o dinheiro não virá mais dos anunciantes. Então é preciso uma reinvenção do negócio da comunicação, do marketing. Este modelo pode acabar com algumas marcas, mas ao mesmo tempo pode construir novas marcas. Depende de quem quiser participar, já que não há escolha.

A grande mudança vai ocorrer em relação a quem tem o poder, que antes era de quem produzia e hoje é de quem consome. Este consumidor agora tem total liberdade e autonomia. Outra diferença é que o modelo tradicional sempre foi de intrusão e agora ele precisa convidar o telespectador e para isso precisa descobrir e aprender o que o consumidor quer.

Capítulo 2 – Se pifou, conserte

Soluções:

  • Publicidade de longo formato – comercial com mais de 30′ e 60′ com valor de diversão, sem a cara dos antigos comerciais, sem ter alguém falando o quanto é bom aquele produto. Um exemplo são os mini filmes da BMW.
  • Integração de mensagens publicitárias em programas de roteiro fixo (novelas) e sem roteiro fixo (reality shows e programas de variedades) Ex: Coca-cola no programa American Idol.
  • Integração de produtos em filmes – esta inserção não é nova, no entanto hoje é dada uma participação muito maior aos publicitários que têm voz ativa, antes mesmo das filmagens.
  • Parcerias com a indústria da música – as indústrias musicais vêem cada vez mais os comerciais como parceiros para a distribuição e um forte aliado contra a pirataria.
  • Programas financiados por anunciantes – esta uma prática que vem sendo adota a fim de desbancar a concorrência e vista como uma oportunidade de marketing.

Outros exemplos são as inserções de produtos em videogames, como foi o caso do jogo “The Sims”.

Ele acredita que os comerciais divertidos têm seu espaço junto ao consumidor, já que a partir de um estudo viu-se que as pessoas não ignoravam dois tipos de comerciais: os de medicamentos, por serem informativos e os de cervejas, por serem divertidos. Para ele, está aí o grande negócio – juntar a mensagem publicitária com a de entretenimento.

Capítulo 3 – O chamado geral de Heyer

Steven Heyer, executivo de marketing da Coca-cola, responsável por um dos maiores orçamentos de marketing do mundo, deixa claro a importância de se aderir ao novo sistema em palestra do seminário Madison & Vine.

Disse que a Coca-cola não pensaria duas vezes em se juntar a quem apresentasse boas idéias para aumentar as vendas e promover a marca neste novo cenário. Disse também que hoje é mais importante a economia baseada na experiência, na produção cultural do que a produção de bens.

Capítulo 4 – Tudo que é velho pode ser reciclado

A prática da inserção de produtos não é nova, muitos pintores renascentistas pintavam em seus quadros objetos de grande valor para a sociedade. Mas hoje, precisa se descobrir maneiras de fazer essa inserção de forma bem mais criativa, passando credibilidade e também conquistando os consumidores.

Capítulo 5 – Um videocassete turbinado

Esta nova tecnologia, dos DVRs (Digital Video Recorders), garante ao telespectador total autonomia, dando a ele o comando da TV e também a possibilidade de criar a sua própria programação. Ela, porém, coloca em riscos os rendimentos publicitários. Um estudo da CNW mostra que os usuários de DVR pulam 72,3% dos comerciais. No entanto, esse sistema também cria oportunidades, pois pode se colocar mais interatividade nos comerciais, para quem tem DVR, trazendo as vantagens da publicidade online (links que levam a mais informação) para a publicidade na TV.

Capítulo 6 – Fazendo a ponte

Um exemplo da fusão entretenimento e publicidade foi o evento da marca Victoria’s Secret, que montou um mega desfile, com uma super produção e que foi transmitido pela TV aberta. Este evento não foi nada mais nada menos do que um comercial de lingerie de 1h de duração. Os reality shows também são uma solução, porém eles têm vida curta e não serão reprisados, então os patrocinadores se tornaram parte dos programas.

Acredita que esta inserção traga credibilidade ao produto, já que o telespectador não pode zapeá-lo, só se deixar de assistir ao programa. Mas esta não é uma solução definitiva é preciso criar uma ligação emocional com o telespectador. Outro modelo são os patrocinadores que são acionistas de espetáculos virem proprietários, aumentando assim o potencial de crescimento.

Capítulo 7 – O futuro do TIVO (DVRs)

A empresa TIVO vem tentando fazer alianças com profissionais de marketing e de propaganda argumentando que os DVRs são um fato, e aderindo ao TIVO será possível agregar valor a propaganda, pois com ele há uma delimitação do público alvo e é possível fazer propaganda em formatos mais longos, com interatividade e diversão.

Acredita-se que a televisão entrará na terceira era. A primeira foi à dominação da TV aberta, a segunda a revolução da TV a cabo e a terceira será a do controle do consumidor.

Capítulo 8 – A loucura do cinema

Um grande impacto para os estúdios de cinema foi o fenômeno da bilheteria do fim de semana de estréia. A quantia arrecadada nesse fim de semana passou a mostrar se o filme seria um sucesso ou não. Com isto os investimentos de marketing se tornaram cada vez mais sofisticados e concentrados na estréia.

A indústria de cinema não quer correr muitos riscos então vem apostando em filmes franquias, que são filmes com potencial de continuação. Um dos grandes temores em relação ao cinema é a pirataria digital, que já atingiu o mercado da música e agora ameaça o cinema.

Capítulo 9 – Produzindo uma resposta

Para Joe Morgenstern, do The Wall Street Journal, o melhor comercial de carros foi o filme “Uma saída de mestre”, que coloca o carro Mini no centro do filme. Esta foi uma inserção do produto vista com admiração e inveja por parte dos não participantes do negócio.

Outras parcerias foram do filme O Gato (em inglês, The Cat in the Hat) com empresas como Burger King, Kraft, Kellogg`s, Hershey e outras. Esta parceria garantiu o sucesso de bilheteria no fim de semana de estréia quando a crítica já colocava o filme como intragável.

Outro exemplo é o da Jeep com o filme “Tomb Raider II”. A Jeep cedeu três carros para as gravações e em troca pode usar as filmagens para os comerciais e a própria estrela do filme.

Capítulo 10 – O barril de pólvora da BMW

Os comerciais de longo formato da BMW, que se parecem muito mais filmes do que propriamente comerciais se tornaram grande sucesso, tanto de crítica, quanto de público. Se tornando um novo modelo de propaganda.

Estes mini filmes contaram com a direção de conceituados diretores, além de participação de atores famosos. O grande desafio enfrentado foi que, para ser visto, precisava ser baixado do site da BMW. Não era mais a propaganda que procurava o consumidor e sim o contrário.

Normalmente se gasta 10% para produzir e 90% para divulgar. Nesse caso, as percentagens foram inversas. Todas as expectativas foram superadas. Houve uma integração da marca, em nenhum momento o carro aparece bonitinho e ninguém fala a respeito da qualidade ou superioridade do carro, mas exibem a personalidade do mesmo, de forma perfeita.

Capítulo 11 – BMW – a versão da casa

Este capítulo conta a conversa do autor com Jim McDowell, grande responsável pelos comerciais da BMW. Ele diz que avaliando o anunciante e seu público alvo, chegou a conclusão que era um público alvo reduzido.

Diante desta conclusão, pode tomar decisões efetivas junto aos compradores em potenciais, como oferecer um curso de pilotagem profissional de 300 dólares. A BMW procura fazer diferente do mercado. Ele fez parcerias com filmes do 007 e depois passou para os mini filmes. Foram 8, lançados a cada três semanas, a fim de gerar “buzz”, com a propaganda boca a boca. A cada lançamento eram adotadas estratégias diferentes. Desta maneira saíram vários artigos, reportagens, além da comunicação na internet.

Capítulo 12 – Pare a música, maestro

A diferença da indústria da música para os outros segmentos é que ela já foi atingida e tenta agora se recompor. As vendas vêm caindo por causa da pirataria. Uma das soluções encontradas foi o ITunes, criado pela Apple, onde as pessoas podem baixar músicas por US$ 0,99 e álbuns por US$ 9,99.

Também foram feitos processos contra pessoas que fazem downloads ilegais. Outra solução é a redução de preços, além da união com as marcas para aumentar a distribuição e verbas de marketing.

Capítulo 13 – Troque a música

A inserção da música com a propaganda é um fato que vem se tornando muito importante diante da crise desta indústria e que vem conquistando muitos defensores e adeptos.

Um exemplo foi a Coca-cola, em um comercial com artistas cantando uma música que depois foi incluída no CD dos mesmos. Estas parcerias acabam sendo muito valiosas para artistas iniciantes que não têm mais espaços em rádios e apoios do marketing.

Outros enxergam um modelo diferente, na qual os anunciantes receberiam uma porcentagem das vendas e em troca promoveriam os artistas de forma mais intensa.

Capítulo 14 – As milhas de Sting

Um dos melhores exemplos da convergência entre música e publicidade foi o vídeo-clipe da música Desert Rose, do Sting. O carro escolhido foi um Jaguar. Após a filmagem, os produtores perceberam que tinham filmado um comercial de carro e assim procuraram a agência de publicidade do Jaguar, que mostrou interesse.

O comercial foi ao ar e ultrapassou tudo o que já havia visto em termos de promoção de um álbum do Sting.

O sucesso foi enorme. Vendeu-se mais Cds do Sting. Vendeu-se mais carros Jaguar. E a Jaguar conseguiu melhorar seu posicionamento junto aos jovens, um desejo antigo da empresa.

Capítulo 15 – Passando os limites

Esse capítulo do livro fala sobre os problemas de se ultrapassar os limites. Não se pode perder o foco no consumidor e esquecer que ele vem em primeiro lugar. As novas formas de propagandas não podem ser feitas de maneira “preguiçosa” e sem criatividade.

Não pode faltar imaginação nem tratar o consumidor como um tolo, como é o caso de inserções grotescas em programas e filmes. Esta é uma ferramenta de marketing, mas não substitui as boas idéias.

Capítulo 16 – Os conectores

Termo aderido pelas agências para substituir os intermediários. Assim os conectores são aqueles que se relacionam tanto com as indústrias de entretenimento quanto com as agências de publicidade. Acredita-se que haja cada vez mais a necessidade desses conectores, pois os acordos são muito trabalhosos e se falam duas línguas diferentes.

Capítulo 17 – A prova dos 9

Como em toda nova mídia, contabilidade e métricas são essenciais para as alianças. Logo é preciso medir o retorno financeiro para ambos. O autor defende a idéia de que se deve estabelecer metas, padrões, para determinar este retorno, eliminando assim o chute e fazendo com que não haja desculpas para o não investimentos nessas as novas iniciativas.

Capítulo 18 – Seis regras simples

As idéias ditas anteriormente podem ser reduzidas em seis regras para o desenvolvimento delas:

  1. Rejeite o status quo – a mudança não é mais uma opção e sim uma necessidade econômica.
  2. Coopere – enquanto Hollywood está acostumada a dividir custos, as agências não gostam de trabalhar em equipe, mas para dar certo é preciso a cooperação mútua, já que quando os profissionais de marketing resolverem investir vão procurar um trabalho em equipe para que haja um melhor resultado.
  3. Exija responsabilidade – as ausências de padrões, mensurações, preço é um grande empecilho e estas novas estratégias não podem ser vistas como uma experiência.
  4. Mantenha-se flexível – o modelo ainda é novo e a única certeza é que ele vai ser diferente, então é preciso experimentar varias alternativas e experiências novas e ousadas.
  5. Deixe Fluir – neste novo ambiente são os consumidores que definem suas marcas para isso os profissionais precisam deixar mais soltas as regras sobre as mesmas, pois não se tem mais controle total sobre as mensagens publicitárias.
  6. Respeite o público – o consumidor não é tolo. Se for tratado como tal e sem respeito, os criadores não vão conseguir fazer com que seus produtos passem pela porta de entrada.

Esse resumo foi preparado por Maria Inês da Rocha Cavalcanti, publicado aqui com pequenas adaptações feitas por mim. O livro pode ser comprado no Submarino.

Quero ir na Flip em 2009

Li essa semana dois posts de blogs de amigos sobre a FLIP (Festa Literária de Parati) e aumentou muito minha vontade de ir em 2009.

Teresa Genesini, que conheci no curso sobre Lacan, escreve:

Participar da FLIP já faz parte do calendário básico de quem está ligado na cultura. Passada a ressaca literária, musical, etc, falo do que ficou para mim, as sobras da FLIP.

E cita frase de Jayme Ovalle (1894/1955), sobre poesia, em entrevista a seu amigo Vinícius de Moraes.

É a coisa mais importante do mundo. Todo mundo nasce com ela, porque ela é a própria vida. Todo mundo é criado com o dom da poesia e só deixa de ser poeta porque perde a inocência. Quanto mais um homem crescer carregando consigo sua inocência, mais poeta ele é.

Eduardo Carvalho, participou pelo segundo ano, com cobertura pelo blog e pelo Twitter. Ele explica o que é a Flip.

A Flip é muito mais um evento social do que literário. Muita gente implica com o evento, que é um auê, uma pequena bagunça em torno de uma experiência que é acima de tudo íntima, solitária. Não vejo muito problema nisso.

No ano passado ele descobriu com identificar escritores brasileiros. Hilário.

O principal motivo de querer participar é:

A idéia da Flip, acho, é que pessoas interessadas em livros, em literatura, se encontrem para conversar, nas mesas oficiais ou fora delas. Conversar sobre livros não é a mesma coisa que lê-los, claro. O que não significa que seja ruim, errado.

Me interessa mais o lado festa, com pessoas interessantes e inteligentes. O lado negativo é que Parati deve ficar lotada demais nessa época, com os restaurantes, que são um bom programa, difíceis de se aproveitar direito. Talvez eu esteja mesmo ficando velho.

A festa também tem seu blog oficial. Acho que é oficial mesmo :-)

Recebi também essa semana, um convite do Digestivo Cultural, com o nome “para quem perdeu a Flip“. Deve ser para mim… Vale a pena, e se você não puder ir, o Julio deve colocar os MP3s depois, para download.

Starbucks, no Brasil e nos EUA

Tenho uma longa admiração pela rede de cafeterias Starbucks.

Quando morei nos EUA, entre 1999 e 2000, passei bons momentos nas lojas de lá. Tenho marcado o dia que fui convidado por um amigo, primeira vez em um Starbucks, para ler o Wall Street Journal do dia e bater papo, em uma das cafeterias de Tucson, Arizona. Nesse dia, escolhemos uma loja longe de onde morávamos. Ao tentar pagar, a moça disse: “esses, hoje, são cortesia da casa”. Nunca me esqueci, mesmo depois de saber que é uma norma da empresa dar café de graça aleatoriamente.

Quando comecei a trabalhar na AgriPoint, li, emprestado do meu sócio, o livro “Dedique-se de coração”, do CEO Howard Schultz. Um dos melhores livros de negócios que já li, e que até hoje influencia a maneira como penso sobre negócios. A principal lição do livro é simples: sua empresa deve se basear em alguns poucos princípios fundamentais e, principalmente, deve ser fiel a eles.

Café e third place

A empresa busca oferecer um excelente café e ser um “third place“, ou terceiro lugar.

Um local onde você pode se encontrar com amigos, sem ser sua casa ou trabalho. Mas sem ser um local onde todos são anônimos. Onde você se sente bem e em casa, sem estar em casa.

Eu me sinto assim em um Starbucks. Vou lá para trabalhar, me distrair, passar bons momentos papeando com minha esposa ou amigos. Para mim, é um bom programa ir a um Starbucks.

Hoje a Starbucks está com problemas, ações em queda, competição acirrada, fechamento de centenas de lojas nos EUA.

Brasil x EUA

No final de abril, fui a Nova Iorque fazer um curso com Seth Godin, e tomei muitos café em inúmeros Starbucks da cidade. A primeira impressão: há uma loja em cada esquina, ou mais. É mais fácil achar um Starbukcs que um McDonald´s em Manhattan.

Segundo e mais importante: o atendimento nos EUA piorou muito. Parece que o problema é o grande número de lojas e a dificuldade de contratar um grande número de pessoas com habilidades para atender muito bem, e fazer um excelente café. Em especial quando a loja está cheia. O incrível é que Howard previu isso no livro, quando disse que não queria ter franquias, para não perder o controle, a qualidade, o padrão e mística. Com mais de 10.000 lojas no mundo, mesmo não sendo franquia, fica difícil.

Aqui no Brasil, as poucas lojas seguem muito cheias. O atendimento é muito melhor que nos EUA. Fiquei impressionado com isso, ao voltar a tomar café lá, quando estava nos EUA esse ano.

Outro detalhe

Acredito também que a empresa está aproveitando pouco a oportunidade de ser mais aberta ao cliente. Mais aberta a receber sugestões e críticas. Ter um blog (já escreveram sobre isso). Acabo de ler uma reportagem da revista Portfolio que dá a entender que a empresa faz pouco sobre isso (e a culpa é do jeito de Howard).

Escolha seu tamanho

Escolha seu tamanho

O que desejo

Espero que a empresa volte a ser um sucesso, de público, de vendas, de admiradores, e também na bolsa. Como empreendedor admiro muito a capacidade deles de fazerem uma marca de luxo, que você pode usar.

Além disso, mesmo com todas essas críticas recentes, e o pior atendimento (nos EUA), continuo um cliente satisfeito, grande admirador. E o livro de Howard Schultz continua um dos meus preferidos, e um dos primeiros na minha lista de possíveis presentes a amigos.