Veja os slides abaixo. Uma aula muito interessante de como engajar seus clientes. E vender mais sem forçar a venda. Sou fã da Apple, por essas e por outras.
Você é dono do seu nome no Google? Eu comecei a fazer essa pergunta a clientes e amigos e muitos me olharam de forma estranha, como se estivesse falando grego.
A primeira coisa que você precisa fazer é digitar seu nome no Google e ver o que aparece. Eu uso como padrão a busca “Miguel Cavalcanti“, mas também já busquei “Miguel da Rocha Cavalcanti“. Faça o mesmo com o nome da sua empresa.
Ouvi ano passado, no MIXX 2009, em NY, que a propaganda se tornaria cada vez mais informativa, mais demonstrativa. Eu achei meio contra-senso quando ouvi, mesmo vindo de um papa da propaganda mundial, mas vejo cada vez mais que faz sentido.
Essa propaganda da Nike é simplesmente animal. Um pouco fora do tema desse blog, mas já que estamos entrando em clima de Copa do Mundo, vale a pena. Leia mais
Leo Kuba e eu estamos lançando um videopodcast mensal sobre negócios, empreendedorismo, internet e vida digital (seja lá o que isso for rs..). A ideia surgiu numa cnversa com o Leo, ele me convidou e eu topei na hora. O vídeo acima é o episódio #000. Assista e de sua opinião.
Nas gravações ainda não sabíamos o nome que o programa iria ter. Falamos de muitas coisas, demos risadas, falamos bobagens. Foi bem divertido. E falamos de muitas coisas que acreditamos também. Leia mais

Li entre domingo e segunda da semana passada, li um excelente livro sobre vídeo online. Foi recém-lançado nos EUA. Se chama Get Seen (Seja visto), de Steve Garfiled. O livro é muito bom e rápido de ler. Dessa vez, usei o Kinlde for PC no netbook aqui em casa e funcionou muito bem, pois, ao mesmo tempo que lia, ia pesquisando na internet as sugestões dele.
Minhas principais observações e dicas:
- O mais importante é você. Não se preocupe tanto com equipamento, foque em ter uma história boa para contar, com frequência e consistência. E persistência.
- Não tente agradar a todos. Encontre seu nicho.
- Steve montou uma rede Ning para compartilhar conteúdo sobre o livro. Conheça www.getseen.ning.com.
- Vídeo online ajuda você conhecer os outros e se tornar mais cohecido, como pessoa, como ser humano, não apenas o “profissional”. Concordo e esse é um dos motivos que mais me anima a entrar nesse jogo.
- Grave pequenos vídeos do seu dia-a-dia. Nem sempre você vai postar, mas você não vai perder esses momentos. Interessante.
- iPhone 3GS faz tanto sucesso poi svocê anda com ele, sua carteira, e suas chaves por todo o canto. Por isso está se tornando a câmera mais usada do mundo.
- Steve conta um caso em que ele cosnseguiu gravar entrevista com um senador antes da CNN, por estar do lado dele com um celular habilitado para stream de vídeo (ao vivo), usando o Qik.
- Comece o quanto antes, e aprenda com isso. Estou pensando em fazer um experimento, gravando um pequeno vídeo todos os dias.
- Um site na Alemanha fez uma parceria com a camera Flip, que já envia direto para esse site. O próprio site vende as câmeras para seus leitores. Achei demais essa ideia.
Sites legais e recursos:
- Para tutoriais e screencasts, use o www.screenr. Ou use o Animoto (muito legal!) para fazer vídeos de fotos e slides.
- Youtube tem máxima audiência, mas só com vídeos até 10 minutos.
- Blip.tv tem qualidade e distribui seu conteúdo para o iTunes e gera MP3.
- Vimeo é o melhor em qualidade.
- Vale a pena usar Tubemogul, para colocar seu video em inúmeros outros sites, de uma uma vez só.
- Transmissão ao vivo: Qik, Ustream e Livestream. Ainda não testei, mas chego lá.
- Blip.tv tem a opção de montar playlists, assim uma pessoa pode assistir todos o sepisódios em uma mesma página.
- Para vídeos corporativos: Brightcove ou Viddler. Para vender conteúdo, ele recomenda MyContent.
- Para video chat, ele recomenda ooVoo e Tinychat.
- A câmera que mais gostei das sugestões dele foi a Kodak Zi8, pequena como uma Flip, grava em HD em formato sem precisar de conversão e tem entrada para microfone.
- Minha câmera (Canon HF200) também aparece bem, mas tem o problema de precisar converter o vídeo antes de editar.
Sobre a produção (a melhor parte do livro, super completa):
- Em vídeo online, gaste mais com microfones e iluminação do que com câmeras. Uma surpesa para mim. E ele dá dicas de todo tipo de microfone, inclusive os BBB (bom, bonito e barato – meus favoritos).
- Até no iPhone, vale a pena ter um microfone externo. Ele recomendou esse. Eu comprei, mas não chegou ainda.
- Tenha um tripé.
Detalhes práticos:
- No youtube, título de no máximo 60 caracteres.
- Se prepare para receber comentários que não gosta (tenha pele grossa, ou thick skin). Eu sei bem o que é isso em quase 10 anos de AgriPoint :-)
- Faça vídeos curtos. Esse eu ainda preciso aprender.
- Entrevistas: ligue a câmera antes, para deixar o entrevistado mais a vontade, mais focado em você e prestando menos atenção a câmera.
Comentários finais:
Recomendo muito esse livro se você quer entender mais sobre vídeos online e começar a fazer os seus. Steve testou inúmeras opções e formatos e dá o caminho das pedras. Eu achei bom demais e já estou melhorando várias coisas nos meus planos. Mas a principal dica é: comece ;-)

Tenho um iPhone desde dezembro 2007, quando ganhei um 2G do meu sogro. Na verdade, minha mulher ganhou, e eu herdei… Em junho-09, quebrei a tela e continuei com ele por mais uns tempos. Sempre gostando muito. Mesmo com a vergonha de usar um celular quebrado, não “conseguia” trocar por outro reserva. Em setembro do ano passado passei para um oficial 3GS, da Vivo. Gosto cada vez mais, apesar de muita gente torcer o nariz.
Fiz essa lista meio na brincadeira, pois dá para aprender muito com um iPhone sobre marketing. Talvez mais do que num MBA, mas quem me conhece mesmo sabe que não sou dos maiores fãs :-)
14 razões para todo marqueteiro ter um iPhone:
- Entender que embalagem e o ato de tirar da embalagem fazem parte do produto.
- Produto bom é aquele que não precisa de manual, é tão intuitivo que você se vira muito bem “apenas usando”.
- Produto bom não precisa ter todas as especificações que os técnicos acham que precisam. O iPhone não tem flash na câmera, não tinha MMS, não tinha uma enorme lista de coisas que eram considerados “essenciais” por todos os especialistas em telefones de última linha. Vendeu horrores. Faça um produto com foco nos clientes, não nos especialistas nessa categoria de produto.
- Um iPhone é um iPhone. As operadoras te prometem um smartphone da Nokia e te entregam um da Motorola, como se fosse a mesma coisa. Experimente fazer isso com o celular da Apple.
- Produto de sucesso é um “objeto social”, como descrito pelo @gapingvoid. As pessoas falam sobre ele. É assunto. Gera conversa. Você faz amigos. Uma vez por exemplo, conversei com um cara na fila do Subway porque ele viu o meu quebrado e puxou papo.
- O iPhone não é um produto, mas uma plataforma. Você pode ganhar dinheiro com ele, mesmo não sendo a Apple. Há milhares e milhares de programadores ganhando dinheiro, fazendo programas para a App store. Agora todo mundo quer fazer o mesmo. Todo mundo diz que é uma plataforma… Mas a maioria está apenas no discurso.
- Não venda só o hardware. O iPhone é legal porque tem inúmeros programinhas (140.000 na verdade) disponíveis. Já vem com um botão Youtube. Você clica e acessa os vídeos. Só os meus amigos especialistas em mobile marketing me falam de aplicativos para outros celulares. Todo mundo me fala de aplicativos para iPhone.
- Se você tiver fãs, pode ter alguns (ou muitos) atributos fuleiros. Muita gente fez fila para comprar o iPhone e não era pela lista de funcionalidade que ninguém tinha.
- Coisa top dura. A navegação web no iPhone, lançado em 2007, é infinitamente superior a todos os celulares que já vi, inclusive uns top de linha lançados em 2009. Um iPhone 2G não faz feio até hoje. Qual celular de 2007 você ainda acha bonito hoje?
- Instalação de programas acessórios é cada vez mais importante. E precisa ser fácil. Instalar o Skype no iPhone é moleza. Mas eu penei para instalar e usar o mesmo Skype num Nokia N63 do meu pai. Fiquei impressionado com a dificuldade, acho que já estou mal acostumado.
- Dê poder ao usuário. Com o iPhone é muito fácil postar fotos no Flickr, vídeos no youtube. Muito fácil mesmo, a ponto do aparelho ser a principal máquina fotográfica do Flickr, e o número de vídeos uploadados ter aumentado enormemente no youtube depois do 3GS.
- Beleza é fundamental. O design é cada vez mais importante. Beleza visual e beleza funcional.
- É incrível, com o iPhone, eu fiz uma uma coisa que pensei nunca mais acontecer: comprar celular. Há tempos esperava a troca grátis da operadora e estava satisfeito. Agora gasto uma grana, onde não gastava antes e acho bom.
- Não queira agradar a todos. Os produtos vencedores polarizam as pessoas. E a Apple sabe fazer isso como ninguém.

3 motivos para você não ter um iPhone:
- Se todo mundo tem, não ter pode ser uma boa. Pense diferente :-)
- Você vai gastar bem menos tempo e dinheiro com celular
- A bateria dura pouco e a qualidade do sinal não é das melhores. Você tem celular (apenas) para falar no telefone.
E você, me conte sua lista.

A Apple anunciou ontem o iPad, seu tablet, muito esperado por todos. O evento em si foi uma demonstração de marketing muito bem coordenado, desde o convite que não anunciava o que seria mostrado até a intensa cobertura na internet sobre o evento. Sou fã da Apple, uso iPhone e Macbook Pro e também gosto muito do Kindle, que foi declarado morto ontem por muitos.
Veja meus comentários sobre iPad, Apple, Kindle e outros possíveis impactos e me diga o que achou. Primeira pergunta: quero um? Sim, claro!

- A Apple está sabendo usar excepcionalmente bem o que já construiu com produtos anteriores. O iPhone se beneficiou muito do iTunes store que antes vendia só musica e filmes para iPods e agora vende programas. Com o iPad todo esse ecossistema de apps para iPhone se torna mais útil e mais interessante.
- Produto x Plataforma. A Apple se torna uma plataforma cada vez mais poderosa. Mais de 130 milhões de pessoas têm conta iTunes, com cartão de crédito conectado. Cada vez mais gente quer entrar nessa roda. Mais fácil para gastar dinheiro, e mais fácil para ganhar dinheiro. O interesse por desenvolver aplicativos para promover marcas ou para ganhar dinheiro vai aumentar. As empresas de celulares dormiram no ponto há tempos e parece que a Amazon demorou demais para abrir seu sistema Kindle para desenvolvedores externos.
- Esse fator plataforma faz com que a força do iPhone e do iPod touch aumente, por incrível que pareça, uma vez que mais gente vai usar/acessar/comprar/pagar os serviços da iTunes e App stores.
- Faz cada dia mais sentido lançar uma app do seu site, da sua empresa, do seu produto. As empresas/produtos de construções de apps para iPhone/iPad vão ter sua demanda muito aumentada. Eu quero ter uma app do meu blog, da minha empresa, dos nossos portais.
- A Apple também está cada vez mais conseguindo vender computadores para quem acha que não gosta/entende de computadores. Simples, bonito e funcional atrai muita gente.
- Um dos grandes problemas da Apple: é muito fechada, muito travada. O sistema do iPhone/iPad é muito mais travado do que de computadores até mesmo como os da própria Apple. Um sistema mais aberto, quem sabe baseado em Android para celulares e tablets possa ameaçar o poderio da Apple. Mas precisa ser algo fácil de usar, coisa que Apple e Google sabem fazer. E na minha opinião, Microsoft e Nokia não sabem, por exemplo.
- Participação de mercado. Em computadores, ela detém uns 5% do mercado. Com iPhone e iPad pode aumentar sua participação até no mercado de computadores
- Acho que vai ser um produto matador para anotações em reuniões, com texto, rabiscos e mapas mentais. Será um excelente substituto para agendas e planners. Taí uma oportunidade/ameaça para os fazedores de agendas especializadas – comecem a pensar em construir uma app para iPhone/iPad.
- Outro uso fantástico será a apresentação de produtos em feiras, reuniões. Pode ser uma excelente ferramenta de vendas, auxiliando vendedores face-a-face com o cliente. Quando vi o produto comecei a pensar como eu poderia usar isso no meu trabalho, e feiras de negócios e reuniões/negociações me pareceu a primeira opção.
- Consumo de mídia: leitura de blogs, vídeos do youtube, filmes mais longos, visualizador de fotos (como disseram: matou os porta-retratos digitais). Vai ser o melhor uso e o mais comum. Li em uns 2-3 lugares que o iPad vai salvar a mídia tradicional (revistas, tv, etc).
- Acaba com o Kindle? Eu acho que não, pois o Kindle é excepcional para leitura de livros longos. O que todo mundo diz que ninguém vai deixar de ler livros longos para ler um ebook no computador, eu concordo e acho que é a mesma linha: não dá para comparar a leitura de texto no Kindle com um computador ou no iPhone. A tecnologia E INK é fantástica. Se alguém quiser vender um Kindle DX baratinho, eu quero um :-) E a Amazon vai continuar vendendo livros eletrônicos. A app do Kindle para iPhone vai (deve) funcionar no iPad.
- A meu ver uma clara reação ao iPad, a Amazon anunciou hoje que terá uma nova opção de contrato, pagando 70% para a editora. Uma grande mudança (antes eram apenas 35%), mesmo que com alguns pré-requisitos. A Apple cobra 30% de comissão para vender Apps e deve cobrar o mesmo pelos livros vendidos no sistema anunciado como iBooks.
- Um detalhe, vendo os materiais, o site, etc do iPad, aumentou minha vontade de aprender a usar o iWork, o Office da Apple.
O iPad é mais um passo de uma mudança na nossa vida, onde o computador está cada vez mais presente, em todos os momentos. Com um iPhone no bolso, um iPad debaixo do braço e laptop na mochila, computadores e internet vão fazer parte da nossa vida com a eletricidade faz hoje. Como bom teimoso e amante dos livros, acho que vou carregar o Kindle também.
A relação dos meus filhos com o computador (talvez eles nem entendam o que é isso direito, como não entendemos o que é o ar que respiramos e os peixes não sabem que existe água) vai ser muito diferente da minha e da dos meus pais.
Quero estar nessa. E acho que vai ser divertido. :-) E você, o que acha disso tudo?

Tenho visto muitas matérias sobre o Kindle, com opiniões sobre o aparelho e o futuro do livro, em especial sobre o futuro do negócio livro. Eu acredito que muita gente ainda não entendeu, ou não quer entender. Por outro lado, já tem gente se adaptando, se preparando para o futuro.
Um breve background sobre mim, que pode te ajudar a entender meu ponto de vista:
- sou aficionado por livros, em especial de negócios
- eu adoro ler, estudar, aprender – temas de meu interesse
- gosto muito de tecnologia, em especial de gadgets, como iPhone, laptop, máquina fotográfica digital, e claro, Kindle :-)
- trabalho com informação (no agronegócio), usando internet
- acredito muito no potencial da internet, de levar informação ultra segmentada de forma instântanea
O que gosto no Kindle (e de outros leitores de ebooks):
- tem muitas das vantagens de um livro: fácil de carregar, leitura confortável para os olhos, confortável para ler na cama, no sofá
- tem muitas das vantagens da internet: acesso imediato a informação, sem custo de frete, sem risco do produto esgotar
- está tornando muito mais fácil, rápido e barato editar um livro
- está tornando mais fácil para novos autores difundir seu trabalho (e até ganhar dinheiro com isso)
O que ele pode mudar no negócio livro
- a agregação de valor das editoras vai mudar, pois toda a logística de impressão e distribuição deixa de existir
- a barreira de entrada para novas editoras diminui muito
- a possibilidade de autores editarem seus livros independentemente, sem uma editora
- maior facilidade para editoras ultra segmentadas surgirem (e darem certo)
O que se pode esperar de mudanças no Kindle (e outros leitores de ebook):
- a concorrência vai aumentar, com novos modelos, com novidades, com preços mais baixos
- hoje o Kindle é muito “travado”, com DRM nos livros, isso deve mudar rapidamente
- a possibilidade de se emprestar um livro eletrônico, como já acontece com o Nook, da Barnes&Noble, vai se tornar mais comum
- editoras vão lançar seus livros em vários formatos, como a O’Reilly Media já faz (na minha opinião a editora que melhor entendeu esse fenômeno), para Kindle, iPhone, PC e outros
- os livros vão baixar de preço, inclusive com versões gratuitas (por tempo limitado, em versões limitadas, etc) como o Chris Anderson fez com seu livro Free, com sucesso
- a rentabilidade das editoras tende a ser mais apertada, em especial das que se negarem a enxergar a situação atual
- lançar o ebook antes pode ser uma estratégia de muito sucesso, mais rápido e barato, dependendo do sucesso, se imprime com uma tiragem maior ou menor
Sobre pirataria, me lembro de uma frase do Tim O’Reilly que disse algo do gênero: há uma coisa pior que pirataria, é o desconhecimento. Ele defende que os autores e editores (ele é provavelmente o editor mais famoso de livros de tecnologia nos EUA) entendam a pirataria como uma taxa/imposto progressiva. Você vai ter pirataria proporcional ao seu sucesso. Em outros casos, a pirataria pode até ajudar a divulgar seu produto. Ele é o editor que abraçou a ideia do livro como produto digital, por exemplo, lançou a cerca de 10 anos um serviço de assinatura mensal que te dá acesso a todos os livros da editora dele. Se chama Safari books.
Concorrentes:
- Outras livrarias vão lançar, como a Barnes&Noble, com seu Nook
- Empresas de eletrônicos vão lançar, como a Sony que já tem o seu, sem grande sucesso
- Empresas de mídia vão lançar, nos EUA o Murdoch já falou sobre isso. Quem será o primeiro no Brasil?
- A Apple pode (deve) lançar um tablet, computador de colo, algo como um iPhone do tamanho de um laptop, que é previsto como um grande concorrente do Kindle
- Outras empresas, como o Techcrunh, um blog muito famoso que cobre startups nos EUA, que tem até um protótipo há meses, o Crunchpad.
Duas empresas brasileiras que estão lançando livros no formato eletrônico (Kindle inclusive):
- Loja Singular e Singular Digital (pelo que entendi, uma empresa do Grupo Ediouro)
- Bookess (uma startup, que promete)
Para ir além:
- Compre o Kindle
- Como melhorar o Kindle, por Seth Godin
- Kindle da Amazon: um recado para editoras e livrarias brasileiras
- Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil – esse é o post inicial, que já me gerou aparições nas mais diversas mídias no Brasil :-)
E você, qual sua opinião?

Participei no último sábado, dia 14 de novembro do TEDxSP, um evento no formato do TED que acontece na Califórnia todos os anos, sempre lotado, com fila de espera e mais de US$ 4.000 de inscrição. Esse aqui foi gratuito, realizado com o suporte e permissão do TED, mas independente. Foi um dia e tanto, muito cansativo para o cérebro. Abaixo minhas anotações, palpites e reflexões.
O que faz um evento de sucesso
Hoje, com muita informação, com a internet, com tudo disponível, é ingênuo achar que um evento vai te trazer muito conteúdo novo. Se isso acontecer, você deve estar pouco informado. Me lembrei da pergunta que fiz ao Tim O’Reilly no início desse ano, sobre como o evento dele ia ganhar dinheiro, se estava colocando (quase) tudo de graça na web. Ele me disse, bem resumido: evento de sucesso é: conteúdo, mas também é curadoria (misturar e ordenar muito bem os temas/palestrantes) e é experiência.
O TEDxSP foi isso, uma experiência de passar um dia inteiro (de 07:30hs as 20:30hs num sábado) convivendo, ouvindo, vendo, falando, pensando e refletindo sobre o que o Brasil tem de melhor. O que o Brasil tem a oferecer para o mundo. É lógico que o Brasil tem muito a oferecer, mas como temos muitos e muito grandes pepinos também a resolver, já viu, falamos/pensamos no dia-a-dia quase que só sobre os problemas. O TEDxSP conseguiu abrir uma janela nessa nossa rotina. Por isso a sensação de 99% do público era muito boa durante e depois do evento.
O que eu não gostei muito
O evento não foi perfeito, e como um bom (e chato) observador, anoto aqui. Muita gente usando o twitter para repetir o que o palestrante dizia, sem comentar, sem conversar. Parecia que muita gente estava ali vendo, mas não refletindo.
Eu também achei o público muito focado em publicidade/comunicação e em grandes empresas. Pouco diverso. E me surpreendi quando me falaram que tiveram apenas 1.000 e poucos (1.300, sei lá) inscritos. Para um evento gratuito, com 700 vagas, me pareceu pouco. E eu que fiquei bem encanado que não seria convidado… :-)
Vários palestrantes não respeitaram o tempo estipulado. Do terceiro andar do teatro, de onde estava, dava para ver o relógio piscando 00:00. O primeiro palestrante, que era da Superinteerssante, falou uns 15 minutos quando tinha 5… Tudo bem qu eeu já tenho uma certa implicância com a revista… O que já li deles, sobre temas que entendo (carne bovina) tinha muita bobagem. Parecia uma matéria que estava pronta antes de entrevistar os dois lados. Outras palestras também não foram boas, teve uma que um amigo descreveu como a leitura dos folders de três ONGs.
E um dos palestrantes, o Luiz Algarra, brincou que não existem talks no TED, o palestrante não conversa, não escuta, apenas fala. É uma verdade.
Mas eu acho que esses detalhes são pequenos perto do que o evento conseguiu fazer.
A organização
O pessoal da organização deu um show. Usaram o know-how do TED americano e deram um toque brasileiro. Tudo funcionou bem, desde o email de boas-vindas, com todas as informações, enviado dois dias antes. Além disso, pude conhecer mais o pessoal da Colméia, que trabalha entre outras coisas com vídeos online. É uma empresa com uma cara, cultura diferente. O pessoal é gente boa, amigo, sem pressão. Achei muito bom mesmo. Outr acoisa legal é que algumas empresas (entre elas a Batuq) fizeram um makeup dos PPTs, que estavam impecáveis. Coisa rara de se ver. E alguns nem usaram PPT, o que surpreende ainda mais.
Três pessoas da organização, além do apresentador do evento, falaram no palco. Todos me pareceram extremamente dedicados ao tema, a proposta. Tinha mergulhado de cabeça na ideia do TEDxSP e colocavam ali todo seu ser. Uma das melhores surpresas foi a palestra do estagiário do TED, de 17 anos, que fez uma palestra empolgante, animada e com conteúdo. Seu pedido: vamos ajudar a traduzir os mais de 500 vídeos em inglês do TED para o português.
As palestras que mais se destacaram (e me marcaram)
As palestras que mais me marcaram foram as de:
Guti Fraga, pela emoção de falar do projeto Nós do Morro (no Vidigal, RJ/RJ). Ele estava muito emocionado e falou coisas muito legais como: ajudar os outros é muito bom, todo esse projeto ajudou muita gente, mas me ajudou muito mais.
Professora Adozinda, uma professora de 92 anos, exemplo de dedicação, amor a profissão, alegria. Ela finalizou fazendo quadrinhas sobre o que é ser professora. Uma das coisas mais legais que já vi sobre educação. Muito bom mesmo ver alguém com essa idade e esse estado de espírito.
Osvaldo Stella, por deixar o PPT de lado, e fazer a palestra no improviso. Ele disse, se eu chorar mais, vou desidratar. Pessoal que fez o PPT, muito obrigado, mas não vou usar isso, vou contar minha história. E mandou muito bem, contou sua história de vida, entremeando com a questão ambiental. E falou uma série de coisas muito longe do discurso chato de eco-xiitas. O cara tem conhecimento, e falou com o coração. Surpreendeu.
Regina Casé, também pela alegria e energia de falar de um assunto que ela adora: perifieria, cultura, gente. Contou histórias super legais e divertidas, e junto mostrou um lado diferente do Brasil. Outra coisa legal, é a globalização da cultura de periferia. O que acontece no Pará é parecido com o que acontece em Angola, México e até subúrbio de Paris. Contou uma história de menino com síndrome de down na favela que tinha uma vida com muito mais inclusão do que um menino rico, que seria isolado. Regina Casé fala negão, preto, viado. Não importa o que você fala, mas como você fala. Como ela tem paixão, emoção, carinho por tudo isso, não soa estranho. Deve ser difícil um chato politicamente correto entender. No site dela tem uma frase que me identifiquei “É muito trabalho, mas é isso mesmo que eu quero na vida. Fazer boas coisas e me divertir com elas”. Deixou um link extra para o pessoal do TEDxSP.
Fábio Barbosa, por falar de ética e por acreditar que dá para fazer um Brasil melhor trabalhando direito. Fábio ´eum dos maiores executivos do Brasil, e o principal a carregar essa bandeira. “Não dá para ir bem num país que não vai bem”. Deu o recado de que uma empresa pode fazer diferente. “Resultado sim, mas precisamos focar nosso impacto”. ” Se precisamos comprar de quem vai contra a lei para ter resultado, não dá”. “Não tem mais on e off. Estamos sempre on”. A transparência não é mais uma opção, mas a realidade nua e crua. “O que você faz no dia a dia, transforma o Brasil de alguma forma?” “Diversidade gera pontos de vista diferentes, e a possibilidade de pensarmos melhor. Achamos muito inteligentes quem pensa como nós e o oposto acontece”. “A reforma mais importante não é a política, etc. É a reforma moral”. “Melhoramos como consumidor de produtos, mas não como consumidor de cidadania. Ainda votamos errados. Não deixamos um mundo melhor para nossos filhos, mas filhos melhores para o mundo.” Escrevi um post bem completo de uma palestra excelente do Fábio Barbosa que assisti ano passado.
Casey Caplowe, da revista GOOD, dos EUA, também fez uma palestra muito boa. A Good é uma revista para quem quer viver bem, fazendo o bem. Achei interessante o conceito. Veja o site da revista GOOD. Ele falou algumas coisas bem legais, como: “America: ame-a ou deixe-a”. Tiraram o deixe-a e colocaram arrume-a. Muito bom, acho que podemos fazer o mesmo com o Brasil. Eu fiquei com uma impressão de que eles fazem uma revista que consideram top, que consideram que vai fazer a diferença, e não querem fazer uma coisa enxaguada, imbecilóide, para vender para mais Homer Simpsons. Os EUA têm uma classe de gente criativa, empreendedora incrível. Outro conceito que gostei muito foi o de produzir algo que seja awesome, ou incrível, especial. Ele citou um artigo que falava justamente sobre isso como maneira de enfrentar a crise e a concorrência. Acredito demais nisso.
Todas essas palestras, de alguma forma me emocionaram. Também gostei muito da palestra sobre o projeto Many Eyes, da IBM, que facilita muito mostrar dados de uma forma fácil de se ver. E várias outras foram bacanas, vale a pena acompanhar o site deles e esperar pelos vídeos.
O que faz uma palestra de sucesso
Revendo minhas anotações (tweets) e refletindo sobre o evento, chego mais uma vez a conclusão que uma boa palestra é feita de emoção. É feita de histórias bacanas, que te tocam. Teve uma menina que conseguiu fazer uma palestra legal sobre substâncias químicas no resíduo da banana par adespoluição de água. Amazing!
Também cheguei a conclusão que para fazer uma ótima palestra, com muit aemoção e com ótimas histórias, é preciso ter investido muitas e muitas horas da sua vida naquela assunto. Talvez as 10 mil horas do Malcom Gladwell. E você só vai conseguir investir esse tempo todo e ainda falar com o coração de um assunto que goste muito, muito mesmo. Tem que ser o assunto da sua vida. É claro que um PPT template pode arruinar sua apresentação e que existem muitas e boas técnicas sobre como apresentar bem, que podem ser treinadas e aprendidas (é fácil), mas isso só não basta. É o complemento.
Principal conclusão do evento
Por incrível que pareça, a principal conclusão do evento é o amor. Várias pessoas falaram de formas diferentes sobre o amor. Sobre querer bem os outros. Um dos primeiros disse: “se você está aqui hoje, é porque alguém, um dia, cuidou de você”. Eu vi gente falando ou pulsando no palco sobre amor ao próximo, amor a educação, amor a profissão, amor ao que faz, amor a arte, amor a música. Ainda relacionando ao tópico acima, as melhores palestra foram sobre temas que os palestrantes realmente amavam, a ponto de dedicar toda sua vida nisso. Parece piegas, mas foi o principal que levei para casa. Me lembrei de uma frase do Peter Drucker, citada pelo Jim Collins, na INC500: “Não se preocupe em sobreviver, não se preocupe em ser bem sucedido. Se preocupe em ser útil”.
Tribal Leadership e o TEDxSP
No momento estou lendo (na verdade ouvindo o audiobook) um livro chamado Tribal Leadership, onde o autor fala de 5 tipos de tribos, cada uma com suas caracteríticas. A cada tribo, cada degrau, você vai mehorando, tendo uma vida mais plena e também produzindo mais, em especial em grupo. O quinto nível tem o nome de “Life is great”, onde os integrantes da tribo pensam de forma abundante, não tem inimigos ou concorrentes, trabalham por um sonho maior. E com isso conseguem realizar muito mais. O autor diz que são muito poucas empresas qu estão nesse nível.
Ao sair do TEDxSP, estava com uma sensação muito boa. Uma sensação de que a vida era boa. De que há muita gente boa no Brasil. De que é possível construir algo melhor aqui. Eu acho que o TEDxSP conseguiu, pelo menos por algumas horas, dias, a construir esse sentimento em muitas pessoas. Não foi a informação que cada palestrante passou, mas o clima, a energia, a emoção de todo aquele dia, do espírito das pessoas. Pode sair algo muito bom daí.
Um evento muda alguma coisa?
Dessa minha relação meio maluca do TEDxSP com o nível 5 do Tribal Leadership, fiquei me perguntando: será que um evento consegue mudar as pessoas? Minha resposta é não. Não é o evento que vai mudar as pessoas. Mas cada um, que estiver pronto, estiver querendo mesmo mudar, pode mudar pelo que viu, mas principalmente pelo que pensou, refletiu e decidiu fazer. E olha que eu sei que é difícil mudar. Tem um monte de coisas que quero mudar em mim, e estudo, leio, tento, converso, e as coisas andam mais devagar do que eu queria.
O TEDxSP vai me mudar? Não. Mas as coisas que eu fizer com o TEDxSP podem me mudar sim.
Feedback
O que você achou dessas minhas reflexões sobre o TEDxSP? Gostaria muito de saber sua opinião.

Acabei de ler o livro Crush it, do Gary Vaynerchuk, o criador da Wine Library TV, um fenômeno da internet. Gary criou um “império” sobre vinhos, em muito pouco tempo, usando a alavancagem da internet e mídias sociais. O livro é curto e muito interessante. Foi recém-lançado e comprei e li no Kindle. Se fosse impresso, nem teria chegado ainda aqui.
Como Gary é o rei do vídeo online e acredito que tenho muita coisa a aprender nessa área, resolvi fazer esse post em vídeo.
Veja abaixo os principais tópicos que falo no vídeo.
- quem é Gary Vaynerchuk e o que é a Wine Library TV
- siga sua paixão – a vida é muito curta
- construa sua marca pessoal, mas não fique só vendendo você
- seja você mesmo, polarize people
- usando a internet e mídias sociais como alavancagem
- crie conteúdo
- no oceano da internet, qualidade é um ótimo filtro para conteúdo
- combinando trabalho duro, paixão e expertise
- fortaleça sua comunidade – publique, pesquise, mapeie e faça contato
- a melhor estratégia de marketing
- pergunte – “o que posso fazer para te ajudar?”
- conte sua história
- como monetizar seu trabalho na internet
- legado versus dinheiro
- não pense que você vai trabalhar menos
- dicas: tubemogul, ping.fm, ustream.tv, botões call-to-action, wordpress, tumblr, botões share
- facebook fanpage e facebook connect
- twitter – ele tem mais de 800 mil seguidores
- mídias sociais é um negócio, ponto final
- intermediários cada vez com menos espaço
- quais as formas ele usa para capturar e fidelizar clientes
- botão e página “quer fazer negócios comigo?”
- cuidado com a medição de estatísticas
- transparência e abertura
- tenha paciência, não acontece do dia para noite
- esteja disposto a mudar e se adaptar
- nunca é um mal momento para começar uma empresa (a não ser que seja uma empresa medíocre)
- currículo está em extinção
Conclusão
- a internet pode alavancar e muito seu potencial
- para ter sucesso como o Gary, não tente ser como ele, tente ser como você
- paixão, expertise e muito trabalho, juntos, vão te levar longe
Escrito em Osorno, no Chile, onde fiz uma palestra na quinta (05-11), sobre exportação de carne bovina. O vídeo foi gravado em Piracicaba, SP, segunda-feira, 09-11.
Aproveite e assista a uma palestra dele, no ano passado.

Ashton Kutcher, mais conhecido como o marido da Demi Moore, ou o cara que chegou primeiro a ter mais de 1 milhão (!!) de seguidores no twitter, foi a palestra-entrevista encerramento no Mixx 2009, em NY, que aconteceu dias 21 e 22 de setembro.
Ashton Kutcher me surpreendeu, até porque minha expectativa era muito baixa em relação a apresentação dele. Fiquei meio que pré-julgando: lá vem um galã americano dizer umas baboseiras sobre mídias sociais e todo mundo vai bater palmas (em especial as mulheres). É claro que a mulherada não decepcionou, o frisson foi engraçado no evento.
O Sr. Kutcher sabe do que está falando. Ele obteve realmente um feito inédito no twitter e tem hoje cerca de 3,8 milhões de seguidores. Um número incrível.
Algumas anotações que fiz sobre a entrevista do Ashton Kutcher:
- “Nós vivemos em público”. Saber disso ajuda e muito. Eu entendo que cada vez mais tudo o que fazemos será público. Se você faz o bem, é tranquilo. Mas se você é um picareta, vai ficar cada vez mais complicado se dar bem. Além de vivermos em público, agora é mais fácil rastrear o que você fez há 10 anos atrás. A memória da internet é muito boa. “Nós vivemos em público” também se aplica a marcas, a empresas.
- “Vídeos curtos, de 3-5 minutos, são um ótimo formato de interagir com seu público”. Achei interessante, pois ele mostrou alguns exemplos e me confirmou mais uma vez que vídeo é a nova fronteira da internet. O potencial de impacto é muito maior do que com texto (apesar de dar muito mais trabalho fazer) e do que com apenas áudio. Ele falou de uma empresa de compartilhamento de vídeos com duração máxima de 12 segundos!
- Honestidade será um grande ativo. Ele deu como exemplo a indústria de filmes nos EUA, que é muito fechada e que está indo (sendo forçada) a se tornar mais aberta, mais honesta. “Não dá para usar maquiagem na web”.
- “Se conecte, compartilhe, colabore”. Essas três palavras formam o mantra do Ashton Kucther. Meio simplista, mas como ouvi hoje (19-10) “Nas mídias sociais, o difícil não é planejar, mas executar“.
- “Produza conteúdo que seja sinônimo da sua marca”. Se as pessoas compartilharem seu conteúdo, estarão falando da sua empresa. Concordo 100% com isso.
No início da palestra dele, fiz uma piadinha no twitter, sobre como obter 1 milhão de seguidores: namore a Demi Moore ;-)
Interessante que a maioria das coisas que procurei, feitas pela empresa dele na web, quando clicado, vai para o Facebook. Não tem site, apenas direciona para uma “fan page” ou app page” do FB. Um exemplo aqui.
Outra coisa que mandei para o twitter durante a palestra dele é que ele acha que na internet, você pode ser o Roberto Marinho de si mesmo (em outras palavras, é claro). Essa é uma frase do Marcelo Tas, o rei do twitter no Brasil.
Para finalizar, uma foto do casal ;-)

Mixx 2009: valeu a pena? O evento em si, as palestras, não pagaram a viagem. Não valeria a pena ir só para isso. Mas valeu a pena passar dois dias em NY (sempre bom), e conhecer muita gente interessante que trabalha com internet no Brasil. Não sei se vou em 2010, se for, vou na feira de stands.

Nikesh Arora foi um dos melhores palestrantes do Mixx 09, que aconteceu em 22 e 23 de setembro, em NY. O tema da palestra foi “O fim do marketing digital?”.
Antes chamávamos de telefone celular, hoje de telefone. Antes de carruagens sem cavalos, agora de carros. Antes TV a cores, agora só TV. Logo vamos chamar o marketing digital de apenas marketing.
Como todas as mídias, que quando surgiram, ainda passaram por um longo processo de evolução para se tornarem um sucesso (ex.: TV, rádio, etc), a internet, o marketing digital ainda vai evoluir muito frente ao que conhecemos hoje. Criticar o que temos hoje é um passo para não enxergar o que vem pela frente.
Com o tempo, e a tecnologia, cada vez mais vamos ser capazes de entender quando, como e onde cada pessoa está consumindo conteúdo, informação e publicidade. E isso não será apenas na internet ou no celular. Em breve, TV e rádio serão mais e mais sob demanda, e com essas características de entender onde/como/quando está seu consumidor. E se adaptar a isso.
Arora disse que o marketing é a nova finanças, querendo dizer que quem entende de matemática vai ter uma vantagem no novo marketing. Métricas serão cada vez mais importantes. Ele deu um exemplo interessante: antes se fazia amostragem, hoje o Google faz um teste com toda a opulação. Lançar um produto beta não é mais um experimento em que se expõe seu produto a uma parcela, amostra da população. Agora você mostra a todo o seu mercado alvo. Essa é realmente uma mudança incrível, e o Google é um exemplo de como fazer isso bem.
Outro exemplo legal foi o de realidade aumentada. Ao se filmar/fotografar um edifício com seu celular, ele automaticamente acessa web, e checa onde você está, o que tem de dados sobre aquele prédio (história, informações, etc). Isso vai influenciar tudo, inclusive a publicidade. Imagine mostrar mensagens relevantes para a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. A matemática por traz disso tudo deve ser mosntruosa, mas é o sonho de consumo dos marketeiros. Essa nova tecnologia pode ajudar a tornar todo anúncio envolvente, uma vez que você mede os resultados e só mostra o que é relevante.
Outro comentário interessante dele foi que o inventário de mídia está crescendo de forma muito mais rápida do que a capacidade atual de vender publicidade sobre essa mídia. Um dos grandes desafios vai além a venda. É a organização desse inventário de conteúdo. Imagine quantas páginas do orkut ou Facebook seriam interessantes para centenas se não milhares de empresas. O problema é que hoje não se consegue separar essas páginas de outras com pornografia, xingamentos, agressões, etc. Essa incapacidade de filtrar, organizara e separar o “joio do trigo” torna mais difícil (para não dizer impossível) vender esses espaços.
Duas frases muito interessantes:
- O santo graal da publicidade é fazer com que ela se pareça com informação.
- No futuro, tudo estará muito próximo de você.
Veja o vídeo resumo, do IAB, abaixo:

Steve Wadsworth e George Bodenheimer, altos executivos da Disney e ESPN (uma empresa da Disney, para minha surpresa), falaram da experiência de uma empresa que é líder em várias telas: TV, PC, celular. Foi uma palestra marcada pelo padrão americano de apresentação de executivos dos EUA, bem ensaiada. Parecem que tomam um grande cuidado de não falar nada fora do script. Mesmo assim foi interessante.
Alguns dos principais pontos que anotei e trouxe para cá:
- Falaram que a ESPN há 10 anos deixou de ser uma empresa de televisão. O NY Times (jornal) também não quer ser jornal. :-)
- “Nossa missão é servir fãs onde eles quiserem, não só na TV”. Distribuição de conteúdo agora é “everywhere”, para Disney e ESPN. A ESPN é pioneira em conteúdo e canais mobile.
- “Compramos direitos de mídia (não apenas direitos de TV), e queremos transmitir de todas as formas”. Só a publicidade não vai pagar a conta toda. Estamos experimentando, um exemplo é a ESPN 360.
- Um tema comum dos palestrantes do Mixx foi o foco no consumidor, não em um único canal de mídia para alcançá-lo. Talvez pensar só em internet também seja um erro (apesar da Amazon ser um sucesso).
- “Vamos tentar nos diferenciar pela qualidade, pela marca, pela experiência”. Com barreiras de entrada diminuindo, marcas serão cada vez mais importantes.
- A Disney é uma empresa que atua servindo clientes: mídia, parques, etc. Mas é preciso inovar sempre.
- Um detalhe, muito importante do negócio da ESPN: 99% dos esportes são vistos ao vivo. É um dos únicos tipos de programa que precisam ser vistos ao vivo, logo ainda há um bom espaço para publicidade para TV. O exemplo clássico é o Super Bowl. Mas também é uma oportunidade para mobile.
- “Patrocinar a barra inferior da tela do vídeo, com sua marca e informações de esportes é muito bom para quem anuncia. Temos como provar isso.”
- “Clientes vem pagando menos por online do que analógico”. Diz não se preocupar. “O foco é qualidade, experiência do usuário”.
Gostei da apresentação, por mostrar uma empresa que atua classicamente na TV, mas está se aventurando (parece que com sucesso) em outros canais, como internet e movile. Por outro lado, fica muito claro que ninguém sabe muito bem onde tudo isso. Mesmos as grandes empresas, de sucesso, nos EUA, ainda estão “experimentando”. Quem bom. ;-)
Assista ao vídeo resumo da conversa:
Que ESPN: Há 10 anos deixamos de ser uma empresa de televisão.
NYTimes tb não quer ser empresa de midia
Nossa missao é servir fãs onde eles quiserem, não so TV
Compramos direitos de midia (não apenas direito de TV), e queremos transmitir de todas as formas
So a publicidade não vai pagar a conta toda
Estamos experimentando, exemplo ESPN 360
Common theme from speakers at MIXX – focus on the customer, not a single channel with which you reach them
Vamos tentar nos diferenciar pela qualidade, pela marca, pela experiencia.
Disney é uma empresa que atua servindo clientes: midia, parques, etc
Mas é preciso inovar sempre
Distribuicao de conteudo agora é everywhere para Disney e ESPN
Com barreiras de entrada diminuindo, marcas são cada vez mais importantes.
ESPN é pioneiro em mobile.
99% dos esportes são vistos ao vivo
É um dos únicos programas que precisam ser vistos ao vivo, ainda é um espaço para publicidade.
Mas também é uma oportunidade para mobile.
Patrocinar a barra inferior da tela do video, com sua marca e informações de esportes é muito bom para quem anuncia. Temos como provar isso.
Clientes vem pagando menos por online do que analogico.
Diz não se preocupar. O foco é qualidade, experiência do usuário.

Elisa Steele, CMO do Yahoo!, foi uma das palestrantes mais criticadas do Mixx 2009 NY. Ela fez muito jabá da empresa e entregou pouco conteúdo. Teve a ousadia de repetir um vídeo institucional, não se contentando em passar uma vez.
Um dos brasileiros participantes do evento disse, ao assistir o vídeo: se trocasse o logo caberia várias empresas nesse vídeo, sem personalidade. Outro também brincou: a especialidade atual do Yahoo! é cometer erros estratégicos. Enfim, o Yahoo!, ao contrário da Apple e do Google, não é mais uma queridinha do público e da mídia. Parece que todo mundo (até eu, um pouco, tenho que confessar) olha torto quando eles anunciam algo novo.

Vou tentar sumarizar aqui, o que achei de interessante da apresentaçao dela:
- Há um grande gap entre o que as pessoas esperam da publicidade online e o que entregamos.
- O potencial de investimento na web é muito maior do que é realmente gasto.
- Foco no consumidor, mas não preste atenção apenas em dados demográficos (olhe comportamento).
- Falta simplicidade na internet.
- Vão lançar a possibilidade de você usar o GMail dentro do Yahoo!, mostrando o foco no cliente, no conteúdo e não mais na tecnologia.
- Idosos é um dos grupos que mais cresce na web.
- As telas estão se expandindo na nossa vida, são cada vez mais numerosas e de tamanhos diferentes (mega televisões e pequenos celulares, interligados).
- Não há online e offline, há a vida. É assim que as pessoas usam a web.
- Você quer encontrar seu mundo: amigos, interesses, notícias, coisas locais. Ela chamou isso de “My world”.
- E chamou “the world” as outras coisas. Disse que o Yahoo! está tentando juntar “meu mundo”, com “o mundo”.
- Yahoo !perdeu o charme, mas parece estar fazendo coisas legais.
- O anúncio pode virar um presente para o usuário, se for uma informação relevante, se for útil.
- Yahoo! está se centralizando em torno do usuário e do anunciante. Não são mais empresa de tecnologia, mas com foco no cliente, no conteúdo, no anunciante. Não sei se isso vai funcionar.
- O novo conceito central do Yahoo! é It’s all about you!

Não sei se isso vai dar certo. Tenho minhas dúvidas. Lições que tirei dessa apresentação:
- não abuse do jabá, pode te atrapalhar muito
- não adianta fazer coisas bacanas, se todos já acham, antecipadamente, que você não é mais bacana, cool
Uma das coisas que ela apresentou e que conheço pouco, é o uso de personas. Me pareceu uma maneira interessante de entender os diferentes tipos de clientes que você atende e criar ofertas para cada um desses grupos. Acho que é uma das cosas que vou procurar melhorar daqui em diante, colocando em prática.
Assista ao vídeo que a IAB colocou sobre a palestra, resumido:
Se você quiser ver todos os vídeos oficiais do evento, acesse o canal do IAB no youtube.

Bob Greenberg e Nick Law, da R/GA, fizeram uma palestra em forma de entrevista no Mixx, em NY, dia22-09-09. O entrevistador era Randall Rothenberg, da IAB. A conversa foi uma das melhores do evento. A R/GA desenvolve alguns dos trabalhos mais interessantes de marketing hoje, como o Nike+.
Disseram que a R/GA fala que faz de tudo, é uma agência, mas também cria produtos. O tema da entrevista era “agência digital tradicional”, que eles definiram como uma agência que faz sites para empresas.
Outro conceito apresentado por Bob, que achei interessante foi o de plataforma e campanha. O Nike+ é uma plataforma, não uma campanha. Já a corrida Human Race é uma campanha. O objetivo de uma plataforma é entrar no modo de vida do cliente. Uma campanha é conseguir atenção, ganhar alguma coisa. Mais pontual. Plataformas requerem interação entre empresa e cliente.
Falaram em ser o curador de um time de pessoas, para se fazer uma ação digital. Como integrar quem escreve, desenha e programa? É preciso ser muito bom em liderança e colaboração entre os mais diversos membros do time. Greenberg disse: no passado, diretor de arte e redator eram o time criativo. Hoje esse time é muito maior (tecnologia, dados, análise, etc).
Citou os “unboxing vídeos”, um fenômeno entre geeks (nerds). Há muitos vídeos demonstrativos no youtube ensinando como usar determinado produto.
No final disseram, a discussão daqui em diante não vai ser sobre TV, print ou digital. Vai ser sobre China, Russia, etc. Achei interessante.
Dois cases apresentados:
- Criaram uma campanha, envolvendo mídia online e offline muito legal, com informações para adolescentes não deixarem seus namorados/as divulgarem fotos íntimas na web. Criaram um site www.thatsnotcool.com com informações, depoimentos, vídeos e fóruns. Deu muito certo. Conseguiram chegar nos adolescentes, mostrando um tema tabu e importante.
- Outra campanha legal apresentada foi “Dear Mr. President”, para a Pepsi, que colocou a Pepsi mais conectada ao público jovem, altamente conectado e mais engajado na política. Veja o site e vídeos em www.refresheverything.com.
Bob Greenberg acha que propagandas apenas com metáforas puras não vão funcionar mais. Comparou, dizendo que o anúncio do iPhone é uma demonstração. A propaganda Mac x PC é demonstração e metáfora. A mídia mudou, agora é interativa. Na internet, você quer saber sobre o produto.
Veja o vídeo resumo, disponibilizado pela IAB, abaixo:
Como criar uma plataforma para sua marca pode ser uma boa pergunta para refletir sobre sua empresa, sobre seu negócio, sua marca. Foi minha lição de casa da palestra (ainda não tenho a resposta rs..).
No site deles, tem um material muito interessante sobre a agência. Coloquei no slideshare e você pode ver abaixo.
O Marcelo Tripoli, da iThink, que também esteve no evento, postou o vídeo completo da apresentação.

David Moore, fundador da 24/7 Real Media e chairman do IAB abriu o segundo dia do Mixx 09 em NY. Foi uma fala política, mas gostei. O grande destaque foi ver ele contando sobre o trabalho que o IAB faz de formação, e crescimento do mercado de publicidade interativo. Acredito que esse deve ser o principal foco de toda entidade que representa um determinado setor.
Nessa linha de levar informação, favorecendo o crescimento do setor, Moore contou sobre o trabalho de auto-regulamentação capitaneado pelo IAB e a produção de manuias de boas práticas. Eles também desenvolvem estudos para comprovar o tamanho do mercado. O último provou que o negócio internet contribui com US$300 bilhões para economia dos EUA. O PDF da apresentação resumo está aqui.
A IAB criou um projeto de pequenos filmes que se chama http://iamthelongtail.com/. A imagem que ilustra esse post é a home desse site.
A IAB produz materiais para construir o mercado de publicidade na internet. No Brasil, o UOL fez algo parecido recentemente, com muito sucesso (o material se tornou viral, muita gente divulgando – inclusive eu).
A IAB tem programas de treinamentos para certificar profissionais no setor. Moore disse que a entidade tem uma guerra contra a discrepância. Para isso, atua em três áreas: 1- mensuração, standards epesquisa quantitativa, 2- melhoria de processos e 3- integração de sistemas (muitas vezes de empresas concorrentes, pelo que entendi).
Em 2010, vão patrocinar um estudo com o título Building brands online, explicando como construir marcas online. Um tema que muito me interessa e que pode ajudar muito quem trabalha com internet e com marketing. Fiquei muito interessado. Vão lançar também um material sobre como proteger sua privacidade online.
Pelo discurso do David Moore, me pareceu que a IAB é muito dedicada a difundir melhores práticas, standards e padrões, visando a construção/ampliação do mercado. Terminou dizendo que em 2015, a publicidade interativa terá a maior fatia do mercado publicitário total, nos EUA.
Essa pequena palestra, que tinha tudo para ser muito mais uma propaganda da IAB (e foi), me atraiu, pois foi um bom resumo, na minha opinião, do que uma entidade precisa trabalhar, quando pretende defender e representar um setor novo, com muito potencial e que precisa crescer.






