Estou preparando um evento para sexta-feira 17/06, no estilo Ignite Talks. Serão palestras rápidas, de 5 minutos cada uma, com 20 slides que auto-avançam a cada 15 segundos. Ou seja, quem faz a palestra tem pouquíssimo tempo e não tem o controle do PowerPoint (não tem como atrasar).
Eu nunca fiz uma palestra como essa num evento e há tempos tinha vontade de fazer uma palestra com esse formato e também em realizar um evento nesse estilo. Estarei realizando duas ideias num dia só :-)
Para facilitar e ajudar meus palestrantes convidados, eu fiz um resumo de dicas e sugestões de como fazer uma (ótima) palestra seguindo esse estilo.
Eu fiz os slides e gravei o vídeo. Você vai ver que o arquivo tem 22 slides, um antes e outro depois para facilitar meu controle.
Eu estou adorando essa ideia e já estou planejando outros eventos desse tipo.
Veja o que você acha e envie também suas sugestões. Quero muito receber suas dicas :-)
Slides
Vídeo
PS: O “ótima” do título é por minha conta ;-)
Fui convidado pela Revista Espresso a falar no Espaço Café Brasil 2010 sobre a experiência do CaféPoint com café e mídias sociais. Fiz uma palestra rápida (20 minutos) ontem a noite. Gostei muito do formato do evento, das perguntas e da interação com os dois palestrantes (Serjão e Léo Moço).
Outras duas dicas, que peguei do blog do Ben Casnocha, que é excelente, como seu livro.
- Ao checar referências de um entrevistado para uma vaga em sua empresa, use a seguinte técnica. Ligue em um momento que você imagina que a pessoa não estará na mesa. O objetivo é deixar um recado na secretária eletrônica ou com a assistente. O resumo desse recado deve ser: “estou contratando fulano para cargo tal e ele passou seu nome como referência, por favor retorne esse contato se ele for excelente”. Achei muito bacana, você vai conseguir filtrar quem é top de quem não é, de uma forma muito simples, fácil e educada.
- A outra dica é dizer ao final da entrevista: “estamos chegando ao final dessa nossa entrevista, temos mais uns 5 minutos…”. Geralmente as pessoas falam as coisas mais importantes nesse finalzinho, nesse momento que está acabando. Se você ficar de ouvidos abertos pode captar bastante coisa nesses últimos cinco minutos.
Duas dicas rápidas, que gostei e vou aplicar daqui em diante. Obrigado Ben!
Publico aqui os slides da minha palestra de ontem do Epicentro (#Epicentro no Twitter). Vou escrever mais sobre o evento, que foi muito bom, mas teve uma falha básica. No final, o saldo foi mais do que positivo, em aprendizado e contato com pessoas inteligentes e interessantes.

Fiz, na sexta a tarde, uma palestra para o pessoal da ArmRebel, sobre minha experiência pessoal de aprendizado nas áreas: conhecimento, relacionamento e auto-conhecimento.
Foi uma oportunidade interessante e uma forma de rever conceitos e ideias minhas a respeito de como aprender, como aplicar o que aprende, e principalmente como viver melhor.
A palestra teve como título “Como se manter atualizado, sem se perder, e ainda ser feliz…” e o subtítulo “Se alguém souber, me conte…”
Abaixo um pequeno resumo do que apresentei por lá. Em breve eles vão colocar um vídeo com a palestra na íntegra.
Conhecimento
1- Leitura de livros
Gosto muito de ler e isso tem me ajudado muito a aprender mais. Acredito que livros são um dos investimentos com melhor custo benefício em relação a dinheiro investido e retorno em conhecimento.
Algumas de minhas sugestões:
- Arte do começo
- Execução
- Amor é a melhor estratégia
- Feitas para vencer
- A arte de fazer acontecer
- Tríade do tempo
- Dedique-se de coração
2- Leitura de blogs
Uso o Google Reader para acompanhar blogs que gosto, inclusive o BizRevolution, do Ricardo Jordão. É uma maneira fácil e prática de se atualizar dos seus interesses, tudo em um só lugar. Às vezes, quando acumula, “marco tudo como lido” e deixo recomeçar.
3- Audiolivros
Comecei a usar audiobooks recentemente e tenho gostado muito. Aproveito muito melhor o tempo que passo dentro do carro, viajando ou no trânsito. No ano passado, por exemplo, escutei o livro “Mundo é plano” em apenas uma semana.
4- Twitter
Muita gente critica e poucos entenderam como funciona. Eu gosto, pois me dá acesso a links e novidades de pessoas muito inteligentes e antenadas. O segredo, difícil de seguir, é acessar 1-2 vezes por dia, no máximo. Me “siga“.
5- Palestras
Fazer palestras requer uma preparação enorme. Por isso te ajuda a aprender muito, até sobre coisas que você já sabe. Preparar essa palestra foi muito bom, pois me forçou a refletir sobre meu dia-a-dia, como estudo e como uso meu tempo, na vida pessoal e profissional. Pela primeira vez, coloquei uma foto do meu filho num slide.
6- Escrever um blog
Escrever um blog tem me ajudado a aprender muito mais. Quando escrevo um resumo de uma palestra ou de um livro, preciso investir 10-20% a mais de tempo e consigo aprender muito mais do que quando apenas “assisto”. Escrever também me ajuda a colocar em prática, em ação, o que aprendo. Além disso, no blog já conheci pessoas interessantes, com interesses comuns, que não conheceria de outra forma.
Contei inclusive que um dos meus melhores amigos, Eduardo Carvalho, eu conheci pelo blog dele. Daí pensei: se eu conheci esse cara porque ele tinha um blog, devo estar perdendo oportunidades de conhecer outras pessoas porque eu não tenho um. Foi um empurrão extra para montar o meu. Tem valido muito a pena.
Relacionamento
7- Café
Não tenho vergonha ou receio de convidar para um café, para conhecer e aprendermelhor, pessoas que admiro. O próximo que devo conhecer assim é o Ben Casnocha, na minha viagem para San Francisco, no final desse mês.
8- Eventos e cursos
Participar de cursos e eventos, selecionados e especiais, pode ajudar muito a conhecer pessoas diferentes, cultas e com boa cabeça. Tem sido uma forma interessante de expandir meus contatos.
9- Aleatório
Estar aberto a conhecer pessoas aleatórias, que por acaso estão próximas de você, pode render bons frutos. Às vezes você pode conhecer um idiota, mas vale o risco. Eu já conheci, do meu lado no avião, o presidente da rede Bretas de supermercados e o Mr. Manson, guru do marketing viral e prega-peças nos jornalistas brasileiros.
10- Porque vim aqui hoje?
Sempre que ensino, também aprendo. Disse isso a eles. Ir na ArmRebel conversar também é uma forma de aprendizado, até de assuntos específicos. Eu, por exemplo, queria aprender mais sobre como eles faziam os vídeos de produtos e de palestras.
Auto-conhecimento
11- Terapia
Contei que faço terapia há pouco mais de um ano e isso tem me ajudado muito. A me conhecer melhor, a entender meus pontos fortes e fracos. A ir mais longe.
12- Corrida
Outra coisa que gosto muito de fazer é correr. Acho que é mais do que um esporte, uma atividade física, que me ajuda a me manter em forma (ou quase). É uma atividade que faz bem para a cabeça. Fico menos estressado, esvazio a cabeça quando corro. E tenho ótimas ideias. Contei que já “escrevi” artigos inteiros correndo. Me lembrei agora que o discurso da minha formatura, lá em 2002, também foi “feito” correndo.
Dicas
Mapas mentais
Tenho usado mapas mentais como uma ferramenta para brainstorming solitário e rascunho de ideias. Me ajuda a tirar tudo da minha cabeça e depois a organizar os tópicos. Depois de ter listado e mapeado tudo que quero fazer, passo para um próximo passo que é escrever.
Anote tudo
Lembrei de um anúncio de uma marca de caderno dos EUA, que o slogan é algo assim “Anoto para me lembrar depois. Anoto para me lembrar agora.” Isso é muito verdade comigo. Sempre, em qualquer tipo de reunião, levo me caderno e anoto. Me ajuda a fixar ideias e a pensar com mais clareza. Além disso, acho que passa uma imagem de seriedade e de que você se importa com o que a outra pessoa pensa.
The Dip
Mostrei o gráfico que resume o livro The Dip, do Seth Godin. O sucesso demora para chegar. E existe recompensa para quem chega do outro lado, pelo fato de poucos chegarem lá.
Conceito do porco-espinho
Já escrevi sobre esse conceito no blog Piapara. É uma recomendação do livro Good to great, do Jim Collins, que fala para você se perguntar três coisas. O que eu faço muito bem? O que eu gosto muito de fazer? O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer? Pessoas e empresas de sucesso conseguem juntar as três coisas.
As perguntas
As perguntas e comentários da turma foram muito bons. Me perguntaram sobre corrida, sobre ter um blog, sobre exposição excessiva. A turma participou bastante. E eu gostei bastante da experiência.
E também fizeram vários comentários bacanas, aprendi coisas interessantes. Uma das mais legais foi a explicação do Lala, o apresentador da maioria dos vídeos da Arm, do porque a corrida me ajuda a pensar. Ele contou que há estudos comprovando que a atividade física aumenta a capacidade de retenção de informações, pelo aumento da circulação sanguínea.
Integrando as três partes
Escrevendo agora, pensei que vários dos pontos acima, estavam em mais de uma esfera. Daí pensei em fazer o diagrama abaixo. Por exemplo: meu blog me ajuda a aprender, a conhecer mais pessoas e a me conhecer melhor. Acho que faz mais sentido assim.
Links sobre essa palestra, em outros blogs
Maria Lúcia Moraes, amiga da família há décadas, fez uma palestra na AMCHAM há algumas semanas muito bacana sobre redes de relacionamentos. Infelizmente não pude ir, mas ela colocou a apresentação no slideshare.
Os principais pontos, na minha opinião, da palestra dela:
- bons relacionamentos podem abrir portas, ou encurtar a fila
- relacionamento só existe quando você também ajuda o outro
- pense em qualidade, diversidade e quantidade
- você precisa gostar (realmente) de gente
- se dedique a seus relacionamentos
- tenha um blog
Eu acho que a chave para ser bom em relacionamentos é estar disposto a ajudar os outros.
Veja a apresentação completa abaixo:
PS: tem uma citação ao meu blog, de uma forma até engraçada. :-)

Acabei de assitir no slideshare uma palestra sobre varejo e a sobre a feira NRF 2009, preparada pelo Luiz Alberto Marinho. Ele escreve para o site Blue Bus há anos e sempre acompanho seus artigos e comentários. É uma das minhas principais referências sobre marketing, brasileiras.
Veja os slides que ele colocou no slideshare, abaixo:
Os principais dados da apresentação:
- As vendas em dezembro caíram 9,8% nos EUA.
- 61% gastam menos em eletrônicos 64% gastam menos em roupas 62% gastam o mesmo ou mais em supermercados.
- 68% comem em casa em lugar de comer fora 50% comemoram ocasiões especiais da família em casa
- 87% trocaram de marca, por outras mais baratas ou marcas próprias do supermercado
- 1/3 trocaram marcas de roupa por marcas próprias de lojas de departamento.
- No 1º semestre de 2008, 49% dos domicílios brasileiros compraram ao menos uma vez um item de marca própria (18 milhões de lares).
Tendências interessantes de se acompanhar, entender e aplicar:
- “Cheap Chic”, exemplo Havaianas.
- Seu produto entrega: refúgio, proteção, simplificação e indulgências?
Frases que te fazem pensar:
- “As pessoas não vão comprar mais coisas. Elas vão tirar mais das coisas que compraram”. Matt Thornhill
- “Hard questions are not made during good times” H. Lee Scott
Como o Varejo está enfrentando a crise?
- Desperdício: Cortar Custos, Diminuir Riscos, Reduzir Tamanho de Lojas.
- Eficiência: Investir no capital humano, Adotar estratégias multicanal, Revisar portfólio de fornecedores.
- Clientes: Melhorar a Experiência de Compra, Investir em Mercados Emergentes e Fortalecer a Marca.
Os que mais gostei:
Indivíduos passarão de espectadores passivos para co-participantes do processo de desenvolvimento de produtos, pontos de venda e da comunicação.
O Grand finale:
“Nós temos somente 2 fontes de vantagem competitiva:
- A capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que nossos concorrentes.
- A capacidade de transformar esse conhecimento em ações, mais rápido que nossos concorrentes.”
Jack Welch.
Marinho completa, com a 3ª vantagem: acreditar.
Você consegue entender o que significa um bilhão de dólares? Imagens podem te ajudar muito a explicar conceitos abstratos, distante de nossa realidade, como um bilhão de dólares.
A imagem abaixo, de um blog sobre apresentações, representa muito bem o que é um bilhão de dólares, de uma forma efetiva – mostrando “um bilhão”, ou seja, 10 milhões de notas de US$ 100.

Vou usar nas minhas palestras. Eu nunca tinha conseguido visualizar um bilhão. Gostei. Se você também gostou, acesse What is one billion dollar? | Empower Your Point.

Acabei de assistir uma palestra no Slideshare sobre como pensar visualmente. Gostei muito do material, da forma como apresentar. Acho que complementa muito bem o livro Presentation Zen (que já tenho). E me animou muito a comprar o livro The back of the Napkin.
Assista abaixo:
Os pontos que mais gostei:
- Use mapas mentais
- Os passos: 1-enfatize o mais importante, 2-memorize, 3-analise, 4-resuma, 5-visualize e 6-materialize
- é preciso usar imagens para informar + influenciar + inspirar
Com imagens você:
- conquista a atenção dos outros,
- aprende mais fácil e rápido,
- ajuda os outros a pensar por eles mesmos,
- conta histórias
Conselho final: não dá para aprender skate sem se ralar. :-)
Dois profissionais que admiro muito vão ao National Retail Federation, que ocorre nos EUA semana que vem.

Marinho
Um deles é Luiz Alberto Marinho, que escreve há anos para o Blue Bus e que admiro muito, pela visão, insights e sugestões. Fui tomar um café com ele uma vez, na empresa dele, e aprendi demais em apenas uma hora. Hoje, antes dele embarcar para NY, tivemos uma reunião em SP, no Starbucks da Amauri.

Edmour Saiani
O outro é Edmour Saiani, especialista em varejo, que já escreveu dois livros. Um deles, Ponto de Referência, eu li e recomendo. É muito bom. O sub-título é sugestivo “Como ser o n°1 e não +1″ e o livro entrega o que promete.

Conheci o Edmour de um jeito engraçado. Já tinha ouvido muito falar dele, pela Lúcia Moraes, e um dia na Livraria Cultura do Villa Lobos, me dei de cara com ele assinando seu livro. Estava voltando de uma feira, com uma camisa do MilkPoint. Comprei o livro, é claro. Na dedicatória, ele escreveu: Miguel, que a vida te dê muito leite!
Veja parte da notícia, da Gazeta Mercantil.
Dois brasileiros vão dar palestras na NRF 2009. Um deles é o arquiteto George Homer, que participará de um painel sobre design de lojas.
Outro é Edmour Saiani, consultor de varejo, que falará sobre a relação entre varejo e estilos de vida globais.
Durante sua apresentação, Edmour defenderá a idéia de que o maior perigo para os comerciantes não é a crise, mas a falta de diferenciação e relevância do negócio.
Para solucionar o problema ele recomenda o uso do ‘desequalizador’, modelo desenvolvido para os clientes da sua consultoria, a Ponto de Referência.
Para ilustrar a tese, Edmour levará exemplos bem cariocas – os casos de sucesso da Osklen, Bob’s, Beleza Natural, Uncle K e Hortifruti.
Boa sorte Marinho e Edmour!

Essa semana, quarta-feira, fui no evento ResultsOn Day (no Twitter #resultsonday), organizado pela revista ResultsOn. Gosto muito da revista, do formato, da cabeça do pessoal de lá. Eu leio, e gosto muito, dos artigos do Bob Wollheim, que conheci pessoalmente lá.
Participei apenas das quatro primeiras palestras, pois no mesmo dia era a festa de fim de ano da AgriPoint, em Piracicaba. E eu não poderia faltar, nem chegar atrasado, de forma alguma.
Palestra da Nokia
A primeira palestra foi do Flore Mangone, da Nokia. Não gostei da palestra. Não trouxe conteúdo que agregasse. Me pareceu mais uma propaganda sem sal da empresa. Faltou emoção na apresentação. Faltou um pouco mais de habilidade oratória.
O tema principal da palestra foi o portal OVI (porta em finlandês), que a Nokia está lançando. Falou o que deveria estar no release. Eu, que tinha lido na mesma semana um artigo na Economist, achei fraco. Só falou generalidades sobre os pontos positivos. O que a Nokia busca para o OVI.com é muito parecido com o que o Facebook, Google, Yahoo, Microsoft buscam. Ou seja, a concorrência vai ser brutal.
No final, mostrou um vídeo institucional bacana da Nokia, falando da revolução do celular, a quarta tela. Depois de cinema, TV e computador. Imagine, se o vídeo foi mais legal que a palestra…
Nas perguntas, perguntei: O que a Nokia aprendeu com o IPhone? O cara deu uma engasgada, um sorriso, e respondeu: que precisamos melhorar nosso marketing. Ele tem razão, em parte. A Apple é uma máquina, imbatível, para produzir hype. Tem uma legião de fãs. Mas ele errou também. Disse: a Nokia e outras empresas têm aparelhos melhores que o IPhone. Um pouco míope achar que um engenheiro da Nokia pode entender mais de celular do que os clientes. Se o pessoal faz fila para IPhone e não faz para a Nokia, a resposta está dada sobre qual é melhor. Percepção é realidade.
Uma coisa interessante que ele falou, ao comentar do IPhone, foi que a Apple terá problemas com essa estratégia de ter apenas um produto. Os perfis de clientes são muito variados, cada um quer uma coisa. Se continuar assim, o IPhone vai perder espaço. Mas se você observar o que foi feito com o IPod, logo mais surgem novos IPhones.
Ele também respondeu uma pergunta sobre o programa “Comes with music”, que pode ser uma revolulção no mercado de música. Um celular que vem com uma assinatura de um serviço de download de músicas, legal, que é “all-you-can-eat”, ou seja, você pode baixar quantas músicas quiser.
Durante a palestra, acessei o OVI.com pelo IPhone e não consegui ver utilidade, enfim, não consegui usar na prática. Por exemplo tinha uma promessa de sincronizar seus contatos de celular. Talvez só funcione com celulares Nokia. Mas o cara não explicou.
Apesar da crítica, sou fã da Nokia. No evento, havia celulares E71 para você brincar, testar, digitar. É muito bom, muito bonito. Menor que o IPhone. Tem GPS. Um super aparelho. Está cotado para ser meu futuro celular. A Nokia patrocinou o evento.
Palestra Endeavour
A segunda palestra foi feita pelo Alexandre Thomé, do Endeavour. Sou um granda admirador deles. Adoro as palestras online, a forma como trabalham. Estou para comprar o livro que eles editaram. Mas achei que a palestra deixou um pouco a desejar. Não levaram um PPT, achei meio sem foco, meio sem conseguir ter uma linha mestra.
Algumas coisas bacanas que ele falou:
A Endevour fez recentemente um “tour” para o Vale do Silício, para visitar empresas referência, aprender com eles, e entender o que as empresas fizeram para superar a crise.
Dessa viagem, três lições:
1- Facebook: sempre ter menos gente do que é considerado necessário.
2- Google: Meritocracia. Não tem como manter uma cultura complacente, onde quem está desde o começo cresce, baseado em tempo de serviço. O importante é avaliar o que cada um entrega. O Google por exemplo tem avaliações trimestrais. Esse foi o ponto, dos 3, menos explicado (ou que eu não entendi).
3- Ebay: momentos de crise são ótimos para se formar equipes excelentes. Hora para se contratar bem. Cresceram com isso.
Empresas grandes estão freiando investimentos, muito receio. Logo, há mais oportunidades já mapeadas, mas sem ninguém investindo. Ou seja, na crise, você terá menos gente entrando em novos negócios. Oportunidades para empreendedores. Achei bem interessante.
Por outro lado, acho que nos segmentos onde já há muitas empresas estabelecidas, se você não tiver um diferencial, a concorrência vai ficar maior, pois são as mesmas empresas disputando menos grana.
Nos EUA, as pessoas lidam melhor com o fracasso. Sempre se pode aprender com os erros. Lá, é mais fácil começar de novo. Aqui, parece que você fica marcado para sempre. Mas reforçou que sempre deve-se fazer uma avaliação criteriosa. Lidar com o fracasso não pode ser associado a abraçar o fracasso.
Monitorar o caixa de perto. Não olhe apenas as receitas, mas também o caixa. Até setembro, receita era mais importante para start-ups, mas agora o caixa é o mais importante.
A Endeavour fez uma avaliação de todas as 42 empresas que eles acompanham. Umas 5-6 tiveram que acompanhar mais de perto. Em especial empresas que exportam. O que tem sido feito é esperar um pouco mais para expandir, principalmente empresas que iam abrir unidades nos EUA, onde o clima (e o mercado) está muito ruim hoje.
No Uruguai, as empresas querem se internacionalizar muito rapidamente. No Brasil isso não ocorre, pois o Brasil é muito grande. Isso é interessante também. No Brasil, há muito o que conquistar, o mercado é enorme. São Paulo é apenas um pequeno pedaço do país. Antes de pensar em ir ao exterior, vamos dominar o Brasil.
Palestra Motiv
Luis Colombo, da Motiv, falou sobre Digital Signage, ou seja, aquelas telas de plasma com anúncios, em elevadores, aeroportos, etc. A palestra dele estava muito bem feita, visualmente. Com vídeos muito bons. Diferente. Gostei.
O modelo de negócios mais conhecido é a publicidade. Publicidade tradicional. O conteúdo pode ser: publicitário, editorial, institucional ou notícias. Não entendi muito bem a diferença entre editorial e notícias :-)
Criticou empresas que apenas “penduram” telas, empresas que buscam “espalhar” telas ao máximo. O modelo de negócio da empresa dele é focado na utilidade. Ou seja, interesse, necessidade e relevância. Segundo Luis, quando a publicidade é forçada demais, intrusiva demais, dá prejuízo. Já há estudos dizendo que gera resultado zero, ou negativo.
Não se considera agencia, mais um formatador de conteúdo. 95% das vezes, as mensagens não têm som, pois o ambiente, clientes não aceitam som. Disse que o negócio dele se assemelha mais a mídia impressa e não a TV. Achei interessante.
Palestra de Emerson Calegaretti, do MySpace
A última e melhor palestra que assisti. O Calegaretti é uma figura, gente boa, com ótima presença de palco. Já chegou fazendo piada e ganhando todo mundo. O que é difícil demais de ser feito com sucesso (piada no início da palestra).
Segundo ele, a indústria musical pode mudar. E vai. E já está mudando. Há trêes faixas de artistas na pirâmide. Os Top artistas, como a Ivete Sangalo, que ganha rios de dinheiro. O meio, aqueles que vivem de música. Ou melhor, quase sobrevivem. E a base da pirâmide, de quem gosta, mas não fatura nada.
Contou a história de Sam Phillips, produtor musical pioneiro. No início, o ouvinte era o rei. Sam testava o que funcionava. Só colocava no mercado, investia, quando tinha testado e sabia que ia dar certo. Lançou sucessos duradouros, como Elvis. Hoje há no mercado o Rasputin, os executivos das gravadoras. Tentam construir artificialmente sucesso. O caixa é rei. É só investis e as coias acontecem. Tentam criar sucessos etéreos. Buscam o dinheiro fácil.
O MySpace pode ser usado por aqueles músicos que estão fugindo dos Rasputin, querendo voltas as origens, fazer como Sam Phillips. O bacana é que hoje, com a internet, isso é muito mais fácil.
Alguns casos de sucesso, de quem vai contra a maré
Malu Magalhães tirou grana de uma viagem para Disney que ganhou dos pais e gravou quatro músicas. Criou um “street team” de fãs, que a promovem. Fez shows com patrocínio da Sadia, o que seria negado por qualquer artista mais famoso. Vendeu uma música para Vivo, para um comercial. Não assinou com nenhuma gravadora. Lançou álbum em um celular da Vivo. Ainda não vende CD. Vem fazendo tudo diferente. Quando lançar o CD, vai usar outro formato, sem gravadoras, com distribuição diferente. Continua lotando shows. Malu Magalhães talvez seja um exemplo meio antigo, mas eu não conhecia.
A Banda Calypso, do Pará, faz um enorme sucesso em muitas regiões do Brasil. Também não tem gravadora. Procuram influenciadores locais. Contratam estrelas locais para divulgar músicas, CDs, shows. Ele deu o exemplo da miss piscina de Crato/CE (piada boa). Vendem CDs para muambeiros na cidade onde irão fazer um show por R$0,50 a unidade, que são vendidos para o cliente final por R$1,00. E vendem ingressos para um show por R$ 50 a R$60.
O resumo do Calegaretti para ter sucesso hoje no mundo da música é “F**k the system!”.
O Bonde do role tem um street team na europa com 30 pessoas. Fazem um enorme sucesso por lá. O Paulo Coelho dá todos seus livros de graça nas redes de Torrent.
Street team
Street Team é um negocio bacana. Fui perguntar ao Calegaretti, depois da palestra, o que ele recomendava de leitura sobre street team. Ele me recomendou o Tribes :-)
Dicas do Calegaretti:
1- use mídias sociais (se possível o MySpace)
2- crie seu street team
3- corte o middle man
4- faça merchandising
5- nao despreze seus fãs
6- dê seu produto de graça
Myspace hoje sai do mundo virtual, realiza shows, dá convites de graça para quem é usuário do site. Terminou recomendando o livro Pense ao contrário, de Paul Arden, que eu já queria ler.
Gostei muito dessa palestra e do palestrante. Aprendi e me diverti, como acontece nas palestras excepcionais.
Observações finais
O evento foi muito bom, apesar de não ter assitido a maioria das palestras. Gostei muito porque pude conhecer pessoalmente o Bob e o Vinícius. Conheci também a Liliane Ferrari, que já conversava pelo Twitter, admiro o trabalho dela.
Queria muito ter conhecido o pessoal do VideoLog, que o André do Enxame tinha me recomendado. Queria conhecer também o pessoal da PontoMobi (veja foto abaixo, bem engraçada, que eu não vi). Queria ter conhecido também o Interney, a personificação da internet brasileira, e comentar com ele sobre a Bohemia Oaken.
Mas não vai faltar oportunidade.
O evento ainda teve uma balada no final, uma maneira legal de vender coquetel para os patrocinadores (Heineken, Orloff e chicletes Adams).
Um último toque
Ainda tem muito pouca gente que sabe fazer palestras excepcionais, mesmo em outras áreas, fora do agronegócio.
Assisti pelo Slideshare uma apresentação muito bacana sobre blogs e redes sociais. No texto, ele fala de alguns livros, inclusive o ótimo Presentation Zen que comprei há poucos dias e é minha nova referência para preparar PPTs.
O interessante da internet 2.0 é como chegamos aos conteúdos que nos interessam. Li o post, que foi compartilhado no Google Reader pelo Fábio Seixas. Eu cada vez mais leio o que as pessoas compartilham do que é publicado em geral. Queria que mais gente usasse o GReader.
Abaixo alguns dos pontos que gostei da apresentação:
- Vendas Cauda Longa – produtos mais específicos
- Brasil: > 23 horas/mês Maior utilização de internet do mundo e 64,5 milhões de pessoas com acesso à Internet. 3 milhões de blogs cerca de 15% ativos.
- Tudo pode mudar amanhã se é que já não mudou
- Criar um blog é FÁCIL. difícil é MANTER & CRESCER.
- Você conhece o seu NEGÓCIO, seu MERCADO. Você é um ESPECIALISTA.
- COMO VOCÊ DIVULGA O SEU SITE?
Não dá para entender só lendo os tópicos acima. Assista a apresentação inteira, que vale a pena. A palestra é de Daniel Sollero.
A cada dia fico mais fã de grandes cartunistas, que conseguem em uma imagem resumir mil palavras, e passar uma mensagem clara, precisa. Esse é meu objetivo na comunicação, seja em palestras, seja por escrito. Como tornar o que é complicado, complexo, em simples, compreensível. Pena que não sei desenhar :-).
Vejam esse cartoon da Economist dessa semana. O mundo está otimista com Obama (inclusive eu), mas ele tem uma tarefa dura pela frente. 2009 não sai ser um ano fácil para a economia dos EUA, nem para o resto do mundo, cada vez mais globalizado.
Ainda vou fazer uma palestra, onde os slides serão todos desenhados, quem sabe pelo meu amigo Diogo.



















