
Há umas duas semanas, participei, sem querer, de um “viralzinho”.
Leo Kuba escrveu um ótimo post sobre empreendedorismo. Eu li e gostei muito. Resolvi escrever um post resumindo os pontos, linkando para o blog dele e colocando minha opinião. No mesmo post linkei para uma outra lista sobre negócios, feita pelo Eduardo Carvalho, no ano passado, que é um clássico. Até aí, nada demais.
O que aconteceu depois? Fábio Seixas leu o post e clicou na lista do Edu. Foi parar no blog dele e gostou demais da lista (que é excelente mesmo). Daí ele colocou no twitter dele, que tem “míseros” 6.700 seguidores. Não é que os leitores do twitter do Fábio gostaram do post do Edu e enlouqueceram de retwittar o link. Daí virou uma loucura, dezenas e dezenas de pessoas retwitaram sobre a lista com 30 dicas para montar um empresa. Várias pessoas blogaram sobre a lista. Foi parar até na página “popular” do Delicious.
Acho que o Edu e o Leo tiveram um aumento muito grande no número de visitas e seguidores no twitter, graças a essa forcinha do Fábio.
Minhas lições dessa experiência:
- Power users do Twitter, como o Fábio Seixas, tem um grande poder de disseminar informação.
- Está cada vez mais fácil e rápido de se espalhar informação que você considere relevante ou interessante. Poucos blogam, mas muito twittam.
- Produzir conteúdo de uma forma que as pessoas gostem de falar sobre, ajuda muito.
- Informação de qualidade, diferente, especial, memorável tem um poder ainda maior. Não adianta você tentar convencer o Fábio Seixas a twittar seu blog, mesmo que ele twitte, se não for memorável, ninguém vai retwittar.
- Invista seu tempo, inteligência e dinheiro produzindo esse tipo de conteúdo. Mais cedo ou mais tarde, seu público vai te achar.
O que você pode fazer, depois de ler esse post:
- Seguir o Edu, Leo e Fábio.
- Ler o post do Leo
- Ler o post do Edu
- Retwittar essa mensagem :-)
O título do post é uma homenagem e brincadeira com a Espalhe, empresa que admiro e me divirto com as ações deles (a imagem que ilustra também é deles). Você também pode seguir o Gustavo Fortes, sócio da Espalhe.
Acabei de ler um post do pessoal da 37 Signals, que é uma referência minha em trabalho, qualidade, marketing e empreendedorismo.
Eles dizem no texto que o currículo (resume em inglês) é cada vez menos importante na seleção. Afirmam que o mais importante, no caso dele, é receber uma ótima carta de apresentação. Que faça a diferença, que mostre quem você é. Concordei com eles.
E vou ainda mais longe. Acho que a melhor maneira de você se promover hoje é ter um blog.
Um lugar seu na internet onde você:
- escreve, um exercício sempre bom
- pensa, pois quem escreve, antes de tudo precisa pensar
- reflete sobre o vê, lê, percebe no mundo
- resume o que aprende
- mostra o que te interessa
- conta os problemas que passou
- ensina, que é a melhor forma de aprender.
Esse post estréia meu uso do sistema de posts por email lançado pelo Worpress.com.
E você, o que acha disso tudo?

Depois de um longo período sem escrever sobre a viagem aos EUA, para participar da #w2e, inicio uma série de posts relatando as melhores palestras que assisti no evento.
Kristina Halvorson - Estratégia de conteúdo
A palestra da Kristina me surpreendeu. Entrei meio que por acaso e fui gostando cada vez mais, a cada slide. Ela falou sobre estratégia de conteúdo.
Assistindo, me lembrei que a maioria dos sites de empresas erra feio no conteúdo. Isso acontece porque quase ninguém tem o conhecimento e o método para fazer um bom conteúdo de um site e também porque é difícil fazer bem feito.
Mentiras que contamos a nós mesmos:
- conteúdo não é “tão” importante assim
- nós já sabemos bem o que desejamos comunicar
- a maioria do conteúdo já está produzido
- podemos lançar assim mesmo, depois vamos corrigindo
É incrível como já ouvi as frases acima. E só de olhar, já dá para imaginar vários sites que tiveram problemas por acreditar nos tópicos acima.
Estratégia é um plano para se chegar em um determinado objetivo. O que estratégia de conteúdo?
Planejamento para criação, publicação e gerenciamento do conteúdo. Parece simples, mas não é. Imagine que um site sempre vai ter coisa nova, e de vez em quando alguma coisa velha, que pode ser retirada. Se você deixar, vai virando um “balaio de gatos”.
Ela cita uns exemplos engraçados:
- artigos técnicos
- blogs de funcionários
- um canal no youtube
- o CEO com uma conta no Twitter
O problema não está nos itens acima (que podem ajudar muito), mas em fazer tudo isso sem um plano, sem uma linha mestra. Parece simples demais falar nisso, mas eu acho que quase nenhuma empresa faz um plano de conteúdo.
A pergunta é não é apenas “qual conteúdo?”. É preciso incluir: para quem, por quem, quando revisa, quando atualiza, etc.
Na palestra, apresentou uma definição interessante de Web 2.0.
Web 2.0 não é:
- Flickr
- YouTube
- Wikipedia
- Blogs de funcionários
- Fóruns
Web 2.0 é conteúdo:
- encontrável, pesquisável
- fácil de encontrar, pois links te guiam
- atualizado frequentemente e de forma fácil
- categorizado por tags
- facilmente divulgado por RSS, etc
Como isso funciona:
- Produtos
- Processos
- Pessoas
Seu conteúdo web deve trabalhar para você, ou seja, te ajudar a chegar nos seus objetivos, mas também deve trabalhar para seu cliente. Na apresentação ela mostra um mau exemplo (Quicken) e um bom exemplo (Mint).
Para atingir seus objetivos e dos seus clientes, é preciso ser:
- útil
- fácil de usar
- agradável, interessante
Ela usou várias vezes as quatro palavras a seguir, para dar ênfase a 4 fases do trabalho de produção de conteúdo:
- Planeje
- Produza
- Publique
- Gerencie
Uma das coisas bacanas e fáceis de implementar foi uma planilha com uma listagem de todos os conteúdos de uma empresa.
Finalizando, ela tenta mostrar que o conteúdo web é (e será cada vez mais) de extrema importância para sua empresa. Precisa ser tratado como um ativo estratégico.
Recomendo assistir e refletir sobre os slides abaixo, em especial se você produz algumtipo de conteúdo para web.

Juliano Spyer organizou um livro muito bacana sobre internet com o sugestivo título “Para entender a internet”. E ele o fez da maneira mais internet possível. Convidou dezenas de pessoas para escreverem cada um um capítulo e postou tudo na web, em um blog.
Agora todo mundo pode comentar, participar, interagir, e quem sabe depois eles lançam uma segunda versão, impressa, já melhorada, incluindo os pontos que todos que leram e comentaram, que podem ajudar a tornar o livro ainda melhor.
O livro pode ser baixado aqui, gratuitamente.
É uma iniciativa ainda mais ousada e bacana que a já interessante ideia de fazer um beta teste do seu livro, pelo Ricardo Cavallini.
Para saber mais, acesse o blog do livro e do Juliano Spyer.
Gostei muito e vou ler o livro o mais rápido possível. Uma das coisas legais que o @jasper (esse é o nome do Juliano no Twitter) disse quando anunciou o lançamento foi que lançar esse livro mostrou para ele como é fácil e rápido fazer coisas bacanas pela internet hoje, com qualidade.
Inspirador. Aproveite essa ideia a sua (melhor) maneira.

Fiz, na sexta a tarde, uma palestra para o pessoal da ArmRebel, sobre minha experiência pessoal de aprendizado nas áreas: conhecimento, relacionamento e auto-conhecimento.
Foi uma oportunidade interessante e uma forma de rever conceitos e ideias minhas a respeito de como aprender, como aplicar o que aprende, e principalmente como viver melhor.
A palestra teve como título “Como se manter atualizado, sem se perder, e ainda ser feliz…” e o subtítulo “Se alguém souber, me conte…”
Abaixo um pequeno resumo do que apresentei por lá. Em breve eles vão colocar um vídeo com a palestra na íntegra.
Conhecimento
1- Leitura de livros
Gosto muito de ler e isso tem me ajudado muito a aprender mais. Acredito que livros são um dos investimentos com melhor custo benefício em relação a dinheiro investido e retorno em conhecimento.
Algumas de minhas sugestões:
- Arte do começo
- Execução
- Amor é a melhor estratégia
- Feitas para vencer
- A arte de fazer acontecer
- Tríade do tempo
- Dedique-se de coração
2- Leitura de blogs
Uso o Google Reader para acompanhar blogs que gosto, inclusive o BizRevolution, do Ricardo Jordão. É uma maneira fácil e prática de se atualizar dos seus interesses, tudo em um só lugar. Às vezes, quando acumula, “marco tudo como lido” e deixo recomeçar.
3- Audiolivros
Comecei a usar audiobooks recentemente e tenho gostado muito. Aproveito muito melhor o tempo que passo dentro do carro, viajando ou no trânsito. No ano passado, por exemplo, escutei o livro “Mundo é plano” em apenas uma semana.
4- Twitter
Muita gente critica e poucos entenderam como funciona. Eu gosto, pois me dá acesso a links e novidades de pessoas muito inteligentes e antenadas. O segredo, difícil de seguir, é acessar 1-2 vezes por dia, no máximo. Me “siga“.
5- Palestras
Fazer palestras requer uma preparação enorme. Por isso te ajuda a aprender muito, até sobre coisas que você já sabe. Preparar essa palestra foi muito bom, pois me forçou a refletir sobre meu dia-a-dia, como estudo e como uso meu tempo, na vida pessoal e profissional. Pela primeira vez, coloquei uma foto do meu filho num slide.
6- Escrever um blog
Escrever um blog tem me ajudado a aprender muito mais. Quando escrevo um resumo de uma palestra ou de um livro, preciso investir 10-20% a mais de tempo e consigo aprender muito mais do que quando apenas “assisto”. Escrever também me ajuda a colocar em prática, em ação, o que aprendo. Além disso, no blog já conheci pessoas interessantes, com interesses comuns, que não conheceria de outra forma.
Contei inclusive que um dos meus melhores amigos, Eduardo Carvalho, eu conheci pelo blog dele. Daí pensei: se eu conheci esse cara porque ele tinha um blog, devo estar perdendo oportunidades de conhecer outras pessoas porque eu não tenho um. Foi um empurrão extra para montar o meu. Tem valido muito a pena.
Relacionamento
7- Café
Não tenho vergonha ou receio de convidar para um café, para conhecer e aprendermelhor, pessoas que admiro. O próximo que devo conhecer assim é o Ben Casnocha, na minha viagem para San Francisco, no final desse mês.
8- Eventos e cursos
Participar de cursos e eventos, selecionados e especiais, pode ajudar muito a conhecer pessoas diferentes, cultas e com boa cabeça. Tem sido uma forma interessante de expandir meus contatos.
9- Aleatório
Estar aberto a conhecer pessoas aleatórias, que por acaso estão próximas de você, pode render bons frutos. Às vezes você pode conhecer um idiota, mas vale o risco. Eu já conheci, do meu lado no avião, o presidente da rede Bretas de supermercados e o Mr. Manson, guru do marketing viral e prega-peças nos jornalistas brasileiros.
10- Porque vim aqui hoje?
Sempre que ensino, também aprendo. Disse isso a eles. Ir na ArmRebel conversar também é uma forma de aprendizado, até de assuntos específicos. Eu, por exemplo, queria aprender mais sobre como eles faziam os vídeos de produtos e de palestras.
Auto-conhecimento
11- Terapia
Contei que faço terapia há pouco mais de um ano e isso tem me ajudado muito. A me conhecer melhor, a entender meus pontos fortes e fracos. A ir mais longe.
12- Corrida
Outra coisa que gosto muito de fazer é correr. Acho que é mais do que um esporte, uma atividade física, que me ajuda a me manter em forma (ou quase). É uma atividade que faz bem para a cabeça. Fico menos estressado, esvazio a cabeça quando corro. E tenho ótimas ideias. Contei que já “escrevi” artigos inteiros correndo. Me lembrei agora que o discurso da minha formatura, lá em 2002, também foi “feito” correndo.
Dicas
Mapas mentais
Tenho usado mapas mentais como uma ferramenta para brainstorming solitário e rascunho de ideias. Me ajuda a tirar tudo da minha cabeça e depois a organizar os tópicos. Depois de ter listado e mapeado tudo que quero fazer, passo para um próximo passo que é escrever.
Anote tudo
Lembrei de um anúncio de uma marca de caderno dos EUA, que o slogan é algo assim “Anoto para me lembrar depois. Anoto para me lembrar agora.” Isso é muito verdade comigo. Sempre, em qualquer tipo de reunião, levo me caderno e anoto. Me ajuda a fixar ideias e a pensar com mais clareza. Além disso, acho que passa uma imagem de seriedade e de que você se importa com o que a outra pessoa pensa.
The Dip
Mostrei o gráfico que resume o livro The Dip, do Seth Godin. O sucesso demora para chegar. E existe recompensa para quem chega do outro lado, pelo fato de poucos chegarem lá.
Conceito do porco-espinho
Já escrevi sobre esse conceito no blog Piapara. É uma recomendação do livro Good to great, do Jim Collins, que fala para você se perguntar três coisas. O que eu faço muito bem? O que eu gosto muito de fazer? O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer? Pessoas e empresas de sucesso conseguem juntar as três coisas.
As perguntas
As perguntas e comentários da turma foram muito bons. Me perguntaram sobre corrida, sobre ter um blog, sobre exposição excessiva. A turma participou bastante. E eu gostei bastante da experiência.
E também fizeram vários comentários bacanas, aprendi coisas interessantes. Uma das mais legais foi a explicação do Lala, o apresentador da maioria dos vídeos da Arm, do porque a corrida me ajuda a pensar. Ele contou que há estudos comprovando que a atividade física aumenta a capacidade de retenção de informações, pelo aumento da circulação sanguínea.
Integrando as três partes
Escrevendo agora, pensei que vários dos pontos acima, estavam em mais de uma esfera. Daí pensei em fazer o diagrama abaixo. Por exemplo: meu blog me ajuda a aprender, a conhecer mais pessoas e a me conhecer melhor. Acho que faz mais sentido assim.
Links sobre essa palestra, em outros blogs

Assisti hoje um vídeo no youtube muito bom sobre a crise do sub-prime nos EUA. O vídeo é bom por ser um excelente exemplo de como comunicar visualmente suas idéias. Achei as animações que ilustram o que o narrador diz. Muito mais fácil e eficiente de se assimilar.
Assista ao vídeo, abaixo:
Alguns detalhes legais:
- o tamanho de cada coisa
- o movimento que cada objeto faz na tela
- o perfil da família prime e sub-prime
- a explicação de como a alavancagem (leverage) funciona
A dica é do Fábio Seixas, pelo Twitter, que é inclusive onde eu tenho recebido mais coisas legais ultimamente.

Li essa semana um post muito bom sobre o que apaixona empreendedores. Não é o fato de empreender, mas seus clientes e seus produtos. Achei muito interessante.
Ser empreendedor tem uma série de pontos que podem ser considerados negativos, como trabalhar muito, correr riscos, ser pouco (ou nada) recompensado. Ter uma grande chance de fracassar.
Grandes empreendedores têm paixão por seus clientes e pelos produtos que desenvolvem, e não por serem grandes empreendedores.
Um bom lembrete, para esses tempos de crise: esqueça o que você não pode influenciar e ataque os 2% que estão ao seu alcance. Ligue para seus clientes, melhore seu produto.
Pode estar muito mais difícil vender hoje, do que há um ano. Mas você pode estar muito melhor hoje do que há um ano atrás.
Uma frase que li hoje: “Se você não está melhorando, com certeza está piorando”.

Eu e meu sócio, Marcelo Carvalho, estamos lançando um novo blog sobre empreendedorismo em Piracicaba. Fica aqui o convite para que você acesse e conheça.
Já escrevemos alguns posts:
- Meritocracia: sua empresa realmente aplica?, Marcelo analisa a meritocracia nas empresas. Uma das frases dele é “nossa experiência indica que normalmente isso não ocorre”.
- Erros mais comuns de vendedores jovens, meu comentário sobre artigo muito bom da revista INC americana.
- Como apresentar suas idéias, por Guy Kawasaki, no livro Arte do começo, um resumo sobre as recomendações para palestras e apresentações de um dos melhores palestrantes que conheço. Eu uso essas dicas e funciona mesmo.
- Posicionamento, por Guy Kawasaki, no livro A arte do começo, como se posicionar no mercado, meus insights depois de ler Guy Kaeasaki.
- Dicas do livro “A arte do começo”, de Guy Kawasaki, a arte de começar, um resumo do primeiro capítulo do livro que mais recomendo para empreendedores.
- Porque estamos lançando esse blog, por Miguel Cavalcanti e Marcelo Carvalho, uma explicação, a quatro mãos, dos motivos de estarmos montando esse novo blog.
Sugestões são muito bem vindas. Acesse, conheça e participe.

Há algumas dias respondi a uma entrevista sobre o Kindle da Amazon, feita pelo André Miranda, do Segundo Caderno, do jornal carioca O Globo. A matéria saiu hoje.
Abaixo publico todas as perguntas e respostas, que dá um pouco da minha opinião sobre o aparelho da Amazon.
1. Quando, em que situação e por que você comprou o Kindle?
Comprei em abril-2008, quando fui aos EUA fazer um curso de marketing. Comprei porque queria conhecer como funciona. Sou amante de gadgets e principalmente por livros. Além disso minha empresa trabalha com informação digital – portais na internet e cursos online, por isso achei que valia a pena testar para conhecer mais sobre o produto, formato, modelo de negócios. Poderia sair daí boas idéias para minha empresa.
2. Você costuma comprar os livros digitais? Quantos já comprou? Poderia citar alguns exemplos?
Só comprei um livro digital até o momento, se chama Getting Real, da 37Signals. Já comprei audiobooks da Audible.com dos EUA e resumos de livros da Summary.com, também dos EUA. Agora estou comprando vários livros, para o Kindle. Além disso, o Kindle permite que eu transfira arquivos .DOC, .PDF e outros para o aparelho. Assim posso ler como se fosse impresso, sem gastar papel.
3. Antes do Kindle, você já tinha uma hábito forte de leitura? O Kindle mudou alguma coisa neste hábito?
Sim, sou apaixonado por livros, especialmente de negócios. Leio, e compro muitos livros. São uma fonte de inspiração e idéias. Além de me permitir, por um preço baixo, estar em contato com os maiores pensadores do mundo, de ontem e de hoje. Mudou um pouco, agora levo mais livros comigo, pesando menos rs…
4. Você acha que um aparelho como o kindle poderia pegar no Brasil? Poderia, talvez, incentivar as pessoas a lerem mais?
Acho que vai chegar sim, talvez demore um pouco, mas vai chegar. Sim, pode mudar muito, toda a indústria de livros. Pode criar uma nova “classe média de autores”, pode aproximar mais os leitores dos autores. Pode facilitar e acelerar a chegada de um livro ao mercado. Os preços hoje são ainda caros, apesar de custar menos que o livro impresso. A tendência é o aparelho ficar melhor e mais barato. E o preço dos livros (hoje custa no máximo US$ 9,99) deve baixar e muito. Muita gente vai querer dar o livro de graça.
5. Só para identificação: Você é natural de qual estado? E qual sua profissão ou ocupação?
Sou natural do Rio de Janeiro, tenho 30 anos. Fui criado em Laranjeiras e estudei no Colégio São Bento. Minha família trabalha com pecuária, graças a isso passei parte da minha infância e adolescência em Goiás, na fazenda. Em 1997 vim a Piracicaba estudar agronomia. Me formei em 2001 e desde então trabalho na AgriPoint, empresa que hoje sou sócio. Minha ocupação hoje é empreendedor. Desenvolvemos portais, cursos online e eventos em segmentos específicos do agronegócio – carne, leite, café e ovinos/caprinos.
Já escrevi dois outros posts, um explicando como comprar livros no Brasil e outro com uma análise mais completa sobre o Amazon Kindle.
Um detalhe legal (e meio nerd) é que tirei uma foto parecida com essa capa da Newsweek com o Jeff Bezos… Me diverti.
[Update] Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:

Acabei de ler uma newsletter enviada pelo Ricardo Jordão, da BizRevolution. Muito interessante, cheia de dicas, de informações e textos provocativos.
O que mais gostei foi um resumo de como se preparar para uma reunião com o cliente. Achei muito válido e muito aplicável ao meu dia-a-dia, seja em reuniões face-a-face, ou em reuniões pelo telefone.
Veja as dicas e cheque se elas fazem sentido para você.
Dicas para você se preparar para uma Reunião com Cliente.
Uma reunião não começa quando você coloca o pé dentro da sala de reunião. Qualquer reunião deveria começar um ou dois dias antes da data prevista, quando você para por alguns instantes para estudar as questões que serão discutidas na reunião em questão.
Aqui vão algumas sugestões que podem ajudar você a evitar desconfortos e aproveitar oportunidades que deve surgir em uma reunião.
(A idéia aqui é você responder a essas questões ANTES da reunião)
1. Você já pensou nas diferentes maneiras a qual o seu cliente pode reagir a sua mensagem?
2. Quais são os desafios que o seu cliente está passando nesse momento? Como é o relacionamento do seu cliente com o chefe dele? Como é o relacionamento do seu cliente com os funcionários dele?
3. Você já fez uma lista das coisas que você não sabe a respeito do seu cliente e que você deseja saber? Se for a primeira reunião, você já procurou saber tudo que você deveria saber sobre essa pessoa?
4. Você estruturou a reunião de maneira a ter um diálogo real com o cliente?
5. Quais são as implicações racionais, políticas e emocionais da questão em questão?
6. Qualquer reunião tem sempre dois objetivos: ajudar o cliente com alguma questão e melhorar o relacionamento com ele. Como a agenda da reunião irá ajudar você a atingir esses objetivos?
7. Você se lembra dos comportamentos que deixam as pessoas confortáveis em uma reunião? Associações Positivas, Elogios, Similaridade, Familiaridade, Transparência e Provas?
8. Você está preparado para questionar as suas crenças e as crenças do cliente em relação as questões que serão colocadas na reunião?
9. Você tem uma agenda para a reunião? Você discutiu essa agenda com o cliente? Você está preparado para abandonar a agenda da reunião se o cliente preferir seguir em um caminho diferente?
10. Seja a primeira ou a centésima reunião com esse cliente, você está preparado para tratá-lo como se fosse um cliente novo? Você está levando Entusiasmo, Curiosidade e novas Idéias para a reunião?
Prepare-se. Esteja preparado. Viva Preparado.
Leia o artigo abaixo, publicado em anúncio de uma página, no jornal Meio&Mensagem dessa semana. Eu achei muito interessante.
Manifesto Open Source Branding
Houve um tempo em que marcas eram nomes, apenas nomes. Os avanços (e recuos) econômicos, a incansável concorrência por mercados, o mix de culturas e povos, acabaram por conferir às marcas um novo e crucial papel: o de transmitir ideias e ideais.
Tantos movimentos fizeram das marcas referências de valores e comportamentos, ícones que têm o poder de capturar e mobilizar a atenção, a afeição e a memória das pessoas.
Marcas ultrapassaram assim as fronteiras da comunicação publicitária, constituindo experiências que podem ser vividas, narradas e compartilhadas por seus consumidores.
Hoje, marcas são conversações amplas, ricas, distribuídas, sobre as quais não há controle rígido – são essencialmente interativas, um tanto caóticas e, inevitavelmente, públicas. Marcas são obras abertas, destinadas a interpretações.
Por isso, perguntamos: será que a história do Linux, que surgiu da apaixonada cooperação entre milhares de entusiastas espalhados pelo planeta, não tem algo a ensinar às marcas? Será que as marcas não têm o que aprender com esse exemplo de engajamento franco e livre? Acreditamos que sim. Acreditamos em Open Source Branding. Uma nova lógica que pede a participação das pessoas – estejam onde estiverem, no tempo que for, do jeito que quiserem.
É aí que entram os meios digitais. Blogs, microblogs, comunidades, comunicadores instantâneos, celulares, formam o habitat natural para esse novo modo de ser da Comunicação Open Source Branding é um novo olhar, uma nova atitude na gestão de marcas.
É assumir que a imagem de marca vai muito além do conteúdo oficial das campanhas. É abrir o coração e ter jogo de cintura para assimilar histórias, sentimentos, opiniões e (re)criações lançadas pelos consumidores. É abrir a marca à inteligência que surge do coletivo.
Achei o texto muito interessante. Achei que eles acertaram de novo. Como ponto extra, acertaram na mosca, trazendo o genial Hugh Mcleod para o Brasil. Na semana que vem, ele fala na Campus Party. O cartoon abaixo, é dele.

A fonte original é o site da Agência Click.
Assisti pelo Slideshare uma apresentação muito bacana sobre blogs e redes sociais. No texto, ele fala de alguns livros, inclusive o ótimo Presentation Zen que comprei há poucos dias e é minha nova referência para preparar PPTs.
O interessante da internet 2.0 é como chegamos aos conteúdos que nos interessam. Li o post, que foi compartilhado no Google Reader pelo Fábio Seixas. Eu cada vez mais leio o que as pessoas compartilham do que é publicado em geral. Queria que mais gente usasse o GReader.
Abaixo alguns dos pontos que gostei da apresentação:
- Vendas Cauda Longa – produtos mais específicos
- Brasil: > 23 horas/mês Maior utilização de internet do mundo e 64,5 milhões de pessoas com acesso à Internet. 3 milhões de blogs cerca de 15% ativos.
- Tudo pode mudar amanhã se é que já não mudou
- Criar um blog é FÁCIL. difícil é MANTER & CRESCER.
- Você conhece o seu NEGÓCIO, seu MERCADO. Você é um ESPECIALISTA.
- COMO VOCÊ DIVULGA O SEU SITE?
Não dá para entender só lendo os tópicos acima. Assista a apresentação inteira, que vale a pena. A palestra é de Daniel Sollero.

Acabo de ler o ótimo artigo “What I Learned at the Global Institute for Leadership“, escrito pelo John Spence, do blog Achieving Business Excellence.
John tem a incrível capacidade de resumir e explicar conceitos difíceis em coisas simples. Além disso, ele é muito gente boa, responde emails e dá sugestões. É uma das pessoas que gostaria de fazer um curso ou assistir uma palestra em 2009.
Ele foi a um super evento (desses tipo HSM) nos EUA e escreveu um breve resumo. Aqui os pontos que mais gostei.
- Tom Peters: hoje as pessoas querem oportunidade, reconhecimento e significado (muito mais do que dinheiro)
- Patrick Lencioni: ganhe confiança, mostrando que você é vulnerável, tem defeitos, dificuldades.
- Tim Sanders: seu melhor conselho de negócios – sorria mais!
- Atitude é tudo. Você não consegue treinar pessoas para serem apaixonadas pelo que fazem
- Transformar conhecimento em comportamento é o maior desafio de todos (eu sei bem disso, rs..).
- Processos! Não foque só em processos, como me disse John em um email, é preciso balancear ótimas pessoas com excelentes processos. Até mesmo Toyota e Microsoft têm processos. Só assim você consegue sucesso de forma repetida.
- Cuide do seu time, que eles cuidarão dos seus clientes. Inclusive ele cita o ótimo vídeo do Tom Peters e Seth Godin discutindo sobre isso, essa semana.
Gostei muito do artigo, por relembrar pontos tão importantes, que quase sempre não conseguimos executar 100%. E também gostei por ele elogiar e se espelhar em escritores/especialistas que admiro muito, como Tim Sanders, Tom Peters e Seth Godin.
O slogan do John é… ”Making the very complex… awesomely simple”.
Tenho uma longa admiração pela rede de cafeterias Starbucks.

Quando morei nos EUA, entre 1999 e 2000, passei bons momentos nas lojas de lá. Tenho marcado o dia que fui convidado por um amigo, primeira vez em um Starbucks, para ler o Wall Street Journal do dia e bater papo, em uma das cafeterias de Tucson, Arizona. Nesse dia, escolhemos uma loja longe de onde morávamos. Ao tentar pagar, a moça disse: “esses, hoje, são cortesia da casa”. Nunca me esqueci, mesmo depois de saber que é uma norma da empresa dar café de graça aleatoriamente.
Quando comecei a trabalhar na AgriPoint, li, emprestado do meu sócio, o livro “Dedique-se de coração”, do CEO Howard Schultz. Um dos melhores livros de negócios que já li, e que até hoje influencia a maneira como penso sobre negócios. A principal lição do livro é simples: sua empresa deve se basear em alguns poucos princípios fundamentais e, principalmente, deve ser fiel a eles.
Café e third place
A empresa busca oferecer um excelente café e ser um “third place“, ou terceiro lugar.
Um local onde você pode se encontrar com amigos, sem ser sua casa ou trabalho. Mas sem ser um local onde todos são anônimos. Onde você se sente bem e em casa, sem estar em casa.
Eu me sinto assim em um Starbucks. Vou lá para trabalhar, me distrair, passar bons momentos papeando com minha esposa ou amigos. Para mim, é um bom programa ir a um Starbucks.
Hoje a Starbucks está com problemas, ações em queda, competição acirrada, fechamento de centenas de lojas nos EUA.

Brasil x EUA
No final de abril, fui a Nova Iorque fazer um curso com Seth Godin, e tomei muitos café em inúmeros Starbucks da cidade. A primeira impressão: há uma loja em cada esquina, ou mais. É mais fácil achar um Starbukcs que um McDonald´s em Manhattan.
Segundo e mais importante: o atendimento nos EUA piorou muito. Parece que o problema é o grande número de lojas e a dificuldade de contratar um grande número de pessoas com habilidades para atender muito bem, e fazer um excelente café. Em especial quando a loja está cheia. O incrível é que Howard previu isso no livro, quando disse que não queria ter franquias, para não perder o controle, a qualidade, o padrão e mística. Com mais de 10.000 lojas no mundo, mesmo não sendo franquia, fica difícil.
Aqui no Brasil, as poucas lojas seguem muito cheias. O atendimento é muito melhor que nos EUA. Fiquei impressionado com isso, ao voltar a tomar café lá, quando estava nos EUA esse ano.

Outro detalhe
Acredito também que a empresa está aproveitando pouco a oportunidade de ser mais aberta ao cliente. Mais aberta a receber sugestões e críticas. Ter um blog (já escreveram sobre isso). Acabo de ler uma reportagem da revista Portfolio que dá a entender que a empresa faz pouco sobre isso (e a culpa é do jeito de Howard).

Escolha seu tamanho
O que desejo
Espero que a empresa volte a ser um sucesso, de público, de vendas, de admiradores, e também na bolsa. Como empreendedor admiro muito a capacidade deles de fazerem uma marca de luxo, que você pode usar.
Além disso, mesmo com todas essas críticas recentes, e o pior atendimento (nos EUA), continuo um cliente satisfeito, grande admirador. E o livro de Howard Schultz continua um dos meus preferidos, e um dos primeiros na minha lista de possíveis presentes a amigos.
Meu irmão, Joaquim da Rocha Cavalcanti, montou um blog.
O post inicial ficou muito legal sobre pai e filho que correm juntos, corridas, maratonas, triatlons e até o Ironman. O detalhe: o filho é paraplégico, sendo “carregado” pelo pai em todas as provas.
Começou bem e estou torcendo para continuar assim. Visite.


















