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Anotações do livro "A cabeça de Steve Jobs", de Leander Kahney

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Ganhei o livro A cabeça de Steve Jobs no Natal e até hoje não tinha lido. Já tinham me falado muito bem dele, até que minha psicóloga me contou que estava lendo e gostando. Fiquei curioso com alguns comentários que ela fez, e comecei dia 07-08.

O livro é muito bom, fácil de ler, e com muitas ideias boas. Talvez tenha muita coisa difícil de aplicar, mas valeu a pena.Só não achei que é um livro de liderança, mas de marketing, em forma de reportagem. Não acho que Steve Jobs seja um bom exemplo de liderança, em especial pelo que o livro conta. É um outlier, com estilo muito característico, que deu muito certo. Acho improvável alguém usar o perfil dele como “manual”.

Uma das coisas legais do livro é um resumo de uma página no final de cada página, chamado de “As lições de Steve”. Te ajuda a recapitular o que acabou de ler. Todo livro de negócios deveria ter isso. Li algumas pessoas criticando esse resumo, porque parecia um guia passo-a-passo. Não vi assim, achei bom por ser um resumo. Eu procuro não copiar o que leio, mas usar como inspiração para pensar melhor e como posso aplicar no meu dia-a-dia.

Minhas anotações sobre as ideias do livro.

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Como Jobs pensa

  • Objetivo de Jobs: criar tecnologia fácil de usar para o público mais amplo possível.
  • Na Pixar ele tentou fazer produtos que durassem mais. O filme Branca de Neve, por exemplo, vende até hoje e tem 60 anos.
  • Menos é mais. Ter poucos produtos é uma grande vantagem, facilita para o usuário, fica mais fácil vender cada um, baixa custos.
  • Quando voltou a Apple, fez um orçamento base zero, cortando tudo que não fosse fundamental.
  • Jobs controlava tudo que podia, mas não se metia no que não sabia fazer, como dirigir filmes, na Pixar.
  • Jobs sempre foi atrás das informações, não tomava decisões apenas com suposições.
  • Concentre-se naquilo que você é bom, delegue o resto.
  • Ao entrar em um outro ramo, ou quando precisava de alguém de fora, começava por cima, indo atrás da melhor pessoa “do mundo” para aquela função ou naquela especialidade. Mesmo que não pudesse pagar e as vezes não conseguisse trazer a pessoa. Interessante, mostra o comprometimento, a busca pela perfeição e o desejo de ter as melhores cabeças. Sempre pensou grande.
  • Fez um concurso de design para conseguir o melhor desenho industrial e contratar uma pessoa especial. Seu objetivo era um design que tornasse o produto Apple “instantaneamente reconhecível”. Funcionou.
  • Lançou um computador com um só modelo, como Ford fez com o Modelo T. Muito arriscado, mas que poderia ser um grande sucesso. Ter linhas de produtos muito enxutas sempre foi uma marca da empresa, que parece ser um dos fatores que mais contribuiu para o sucesso. É uma empresa hoje de US$ 30 bilhões com cerca de 30 produtos. Isso nunca aconteceu antes.
  • Em tudo, até mesmo na hora de comprar uma máquina de lavar roupa, só se contentava com o melhor.
  • Jobs pratica o “pugilismo de ideias”. Debate incansavelmente suas ideias. Você precisa ser bom de lábia e argumentação para convence-lo de alguma coisa. Achei interessante e acho que faço isso muitas vezes.
  • Jobs focou muito nos vídeos digitais, quase perdendo o bonde da música online. As lições: até ele erra. E outra, os erros não te afundam, como disse Alexandre Gama.

Sobre a Apple

  • Por um tempo, a empresa tinha produtos ruins, mas a marca forte sustentou a empresa.
  • A Apple quer ser a empresa para quem pensa diferente. Até o slogan diz isso. É um pouco pretensioso, mas muito forte. E tem funcionado muito bem.
  • Os ativos da empresa eram: equipe muito boa e clientes fãs.
  • Foco em poucos produtos que funcionam, com simplicidade. Usabilidade é chave para a empresa. É óbvio, mas poucas empresas de tecnologia conseguem entender isso hoje.
  • Design, facilidade de uso e boa propaganda – pilares do sucesso da Apple.

Simplicidade

  • Fazer coisas simples pode ser bem complexo, demorado, cansativo.
  • Ao desenvolver produtos de tecnolgia, não ser engenheiro ou ter MBA pode ajudar.
  • Quando chegam ao produto final, falam: “É isso aí. Por que fazer as coisas de outra forma?” Quando algo é simples, parece óbvio. Mas dá um trabalhão chegar nesse “óbvio”.

Como desenvolve produtos

  • Insista em ter opções. Faça vários protótipos. Jobs exigia ter várias opções, para escolher a melhor.
  • Essa é polêmica: Não ouça seus clientes, eles não sabem o que querem.
  • Busque a perfeição em tudo que faz.
  • Ao escolher qual produto desenvolver, não é possível fazer isso em grupo. Uma empresa de sucesso tem que ter uma pessoa que saiba “escolher” qual produto desenvolver. E hoje, muitas empresas são dirigidas por comitês. Não funciona.
  • Todos os produtos da Apple são prototipados, testados e refinados. Gostei muito e troquei três tweets com Eric Ries sobre isso ontem.

Mercado de computadores

  • Cada fase dos computadores tinha um programa que tornava o computador essencial. Já foi a planilha, agora pode ser o editor de imagens e vídeo.
  • Eras de ouro do computador: 1-produtividade (Word, Excel, etc), 2-internet e 3-hub digital, local onde toda sua vida digital se encontra (fotos, vídeos, celular, etc).
  • A Apple não vende para empresas, que é o foco da Microsoft. Não vende PCs como as outras empresas, com foco em custos cada vez mais baixos. Por isso acaba criando um novo mercado, não competindo diretamente com HP, IBM, Dell, etc.

Design

  • Design é função, não forma.
  • A embalagem pode ser tão importante quanto o produto, o “tirar da embalagem” deve ser previsto e estudado.

Luxo

  • Lendo o livro, me lembrei de uma frase do Rogério Fasano que gosto muito: luxo é cuidar dos mínimos detalhes.

Marketing

  • Uma campanha publicitária é um sucesso quando se torna um evento cultural. Surgem paródias, imitações. As pessoas falam sobre essa campanha.
  • As pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são as que mudam o mundo, dizia um dos anúncios da Apple.
  • Anúncios precisam ser inclusivos e envolventes.
  • Fórmula secreta: tecnologia e marketing.
  • Transformou eventos em notícias.
  • Marketing é no final das contas uma peça teatral.
  • As campanhas de marketing da Apple combinam boatos com ações tradicionais, com um sincronismo perfeito, planejado.
  • Crie expectativa em relação a seu produto.
  • A Apple é um show em relações públicas. Investe em publicidade, mas gera milhões em mídia espontânea, pois seus produtos são notícia.

Trabalhando com Jobs e na Apple

  • Não é fácil trabalhar para Jobs. Ele grita, exige muito. É preciso ser um guerreiro e ter uma auto-estima muito boa. Além disso, as pessoas trabalham muito.
  • Para contratar o CEO da PepsiCo, perguntou: “Você quer vender água açucarada pelo resto da vida, ou quer mudar o mundo?”. A Apple era muito, muito menor e menos “estrela” que a Pepsi na época. O cara aceitou. Um insulto, um elogio e um desafio filosófico ao mesmo tempo.
  • Na Pixar, “a arte é um esporte de equipe”. Promovia cursos sobre diversos assuntos, para todos os funcionários, do diretor ao faxineiro. Implantou uma forte cultura de aprendizado, além de ter como regra básica só contratar pessoas “nota 10”.
  • Para manter uma equipe nota 10, sendo exigida ao máximo: aprendizado, diversão, ambiente de trabalho (local) e $$ (stock options).
  • Mais de uma vez no livro, alguém fala que Jobs ligou o “Campo de Distorção da Realidade”, uma forma engraçada de descrever quando Jobs usava toda sua persuasão e charme para conquistar uma pessoa para a empresa. Fez isso com funcionários e parceiros chave, como por exemplo, fazer com que a Microsoft desenvolvesse o Office para Mac.
  • Contrate só nota 10. Demita os idiotas. Só quem é inteligente e psicologicamente forte “sobrevive” na Apple. Jobs se parece com um pai exigente e difícil de agradar.

Senso de missão em tudo que faz

  • Em tudo que faz, há um sentido de missão.
  • Todos na empresa acham que a Apple está mudando o mundo, pelo menos um pouco. A empresa tem um pique incrível. “Noventa horas por semana, e adorando” era o slogan da equipe Mac.

Estilo controverso de liderança

  • Jobs inspira e força as pessoas a performarem muito acima de sua capacidade. Com isso, as pessoas sofrem, se cansam, mas se lembram da experiência como algo muito bom, muito positivo. Ele é intimidador, mas as pessoas o admiram. Ele intimida e seduz, alternadamente, um balanceando o outro.
  • “As pessoas reagem ao medo e não ao amor. Isso não é ensinado no catecismo, mas é verdade.” Richard Nixon
  • Jobs é muito bom no teatro. E muitos líderes famosos faziam isso. O general Patton ensaiava sua “cara de general” no espelho.
  • Saiba brigar é uma das lições que tiro do livro. Quem não briga nunca, perde muita coisa. Ninguém vai te dar o que é seu. É preciso que você vá pegar o que é seu de direito.
  • Dê alguns chutes nos traseiros para que as coisas andem melhor.

Inovação

  • Inovação depende muito mais de equipe, motivação e de quanto você entende do assunto que do seu orçamento. A Apple investe menos em R&D e inova mais.
  • Não fazem “cursinhos” de inovação. Não tentam estruturar a inovação. Não tentam achar as “5 regras” da inovação. A Apple inova de forma mais natural.
  • A inovação que dá mais dinheiro é a inovação de modelo de negócios, e não a de produtos. Por isso o iPod é tão lucrativo. Não é um player de MP3, mas um “ecossistema” com player, iTunes, e loja de música. Tudo interligado.
  • O sistema é que não há sistema. Processos aumentam sua eficiência.
  • Para inovar: saber qual seu mercado alvo, estar aberto a novas ideias, estar atualizado, ser flexível, aprender sempre, centrado no consumidor.

Estratégia

  • Resolva o problema do seu cliente, de forma simples e eficaz. Muitas tecnologias a venda atualmente são soluções a procura de um problema.
  • Interessante que Jobs cita como exemplos de insucesso a subida de Steve Ballmer na Microsoft. Ele é o cara de vendas, que manda na empresa. Com isso diminui a inovação. O foco é “ordenhar” o máximo cada produto. Não há coragem em abandonar produtos atuais e favor de novas promessas. Admiro o Steve Ballmer, mas achei que faz sentido.
  • A meta primária da empresa é fazer ótimos produtos.
  • Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias. Muito interessante que eles não têm medo de pegar coisas que funcionam, de outras empresas. Não têm a síndrome de evitar tudo que é “not invented here”, que acontece em muitas boas empresas e bons profissionais.
  • Apple não vende mais computadores (hardware). Vende hardware, software e serviços. Tudo num pacote só, amarrado. Vende a solução. Vende experiências digitais e não mais produtos.
  • O foco é o entretenimento digital e não o computador para empresas.
  • É difícil dizer não quando todos dizem sim, mas para a Apple se pagou. Com foco em poucos produtos, conseguiram se dedicar muito a desenvolver cada um. Foi um dos pilares da retomada da empresa.
  • A estratégia atual da Apple é ser o hub da vida digital do consumidor. De forma simples e eficiente. O iMovie multiplica o valor de uma filmadora.
  • Apple pratica o abandono audacioso de produtos.

Criatividade

  • Criatividade é apenas conectar as coisas.
  • Quanto mais experiências diferentes você tem, mais provável que consiga ter boas ideias.
  • Jobs leva sua equipe a museus. Quer sair do quadrado.
  • Criatividade tecnológica e artística são dois lados da mesma moeda.
  • Land, fundador da Polaroid, “Quero que a Polaroid se coloque na interseção da arte e da ciência”.

Lojas Apple

  • Lojas Apple buscaram a inovação na experiência, com foco na compra pelo cliente, não visando otimizar vendas.
  • A loja da Apple é muito sedutora.
  • O serviço faz toda diferença.
  • A loja é uma ótima oportunidade de se ter contato direto com o público.
  • O objetivo é ter a melhor experiência de compra.
  • Ninguém acreditou na estratégia de varejo da Apple. Mas tinham contratado as melhores pessoas do setor e feito um protótipo de loja inteiro dentro de um galpão e estudado a exaustão. Inclusive descobriram que estavam no caminho errado e mudaram de rumo. Não tem medo de sunk costs.
  • No varejo que manda são três coisas: localização, localização e localização.
  • “Como não temos produtos suficientes para encher uma loja desse tamanho, vamos enche-la com a experiência de possuí-los”.
  • A visão que direcionava a estratégia das loja era: enriquecer vidas. Muito ousado, como tudo na Apple.
  • A questão não é ter muitas opções, mas ter as opções certas.
  • A loja não é separada por zonas de produtos, como é comum no setor, mas por zonas de soluções.
  • Criaram um balcão (Genius Bar) para suporte, usando o conceito de balcão de hotel, onde você chega e resolve seu problema rápido. Essa ideia veio de um grupo de foco.
  • Os vendedores não recebem comissão. O objetivo é não forçar vendas, que geram resultados no curto prazo. Querem que a venda seja o primeiro passo de uma relação e não o último. Criaram cargos diferenciados, para dar status para os melhores vendedores. O mais top é o Mac Genius. Como diz Bob Fifer, cargos são baratos. A rotatividade é de 20%, quando o normal é de 50%.
  • A loja quer ser high touch e não apenas high tech. O foco é o ser humano.

Música online

  • iTunes domina 80% do mercado de música online.

iPod e seu ecossistema

  • O iPod não foi “inventado” do nada. Era um Nomad Jukebox com todas as falhas corrigidas e outras melhorias. Além, é claro, da loja online e do iTunes para o computador. Muitas coisas do iPod foram copiadas de outros produtos, de diversas fontes, como o HotSync do Palm. Foi uma junção de muitas ideias boas, em um pacote só. Essa é das coisas que mais me anima, quando alguém cria algo genial, só juntando peças soltas.
  • iPod é o meu casulo. Interessante, onde você pode se refugiar, na sua música, nas suas escolhas. Se desligar da bagunça do mundo, do dia-a-dia.
  • O iPhone só teve todo esse sucesso pois já existia todo o ecossistema do iPod (iTunes, loja online, etc).
  • iPod é uma isca para usuários Windows.
  • Computador é estilo de vida e não apenas trabalho. Estou tentando :-)

Sistema fechado

  • Ter um sistema fechado tem muitas vantagens, como menos vírus, menos incompatibilidades, etc.

De onde vem tanto sucesso?

  • Uma combinação especial de tecnologia, talento, negócios, marketing e sorte.

O que tirei do livro, o que aprendi e quero aplicar na vida e nos negócios:

  • Acredite em você, seja até um pouco teimoso.
  • Não tente ser bonzinho, tente ser você, na sua magnitude.
  • Foque o cliente, foque a simplicidade. Resolva problemas.
  • Design e experiência do usuário é mais importante que tecnologia pura.
  • Equipe nota 10 e clientes fiéis é dificílimo copiar e conquistar.
  • Todo mundo erra, até mesmo o Steve Jobs. Não tenha medo de errar, mas busque sempre corrigir rápido e aprender o que puder com cada queda.

Minha relação com a Apple

Ganhei um iPhone 2G ano passado, que gosto muito (apesar da tela hoje toda quebrada por uma queda sem case). Aprendi muita coisa com ele – usabilidade, simplicidade, etc. É totalmente diferente de qualquer celular que já tive.

Esse ano comprei um iPod nano nos EUA para usar o Nike+. Outra aula de design, simplicidade e usabilidade.

Nessa mesma viagem aos EUA fui de novo a uma Apple Store. É uma experiência incrível. Você pode experimentar, degustar os produtos realmente. Mexa em fotos, edite vídeos (esse ainda quero aprender bem) e veja seus emails. Ninguém vem te incomodar, empurrar nada. Você pergunta alguma coisa, os caras te explicam com a maior boa vontade.

Agora em setembro vou aos EUA de novo e quero comprar um notebook top de linha da Apple. Ler esse livro aumentou minha vontade de comprar, em especial pela questão dos vídeos que quero aprender a fazer muito bem rápido.

Por outro lado, começam a aparecer pessoas que eram fãs e agora estão fazendo campanha contra, como o Jason Calacanis. Ele tem pontos muito bons, que fazem ainda mais sentido ao ler esse livro.

Talvez essa busca por controle (excessivo) traga problemas para a Apple logo logo. Novas empresas entram no mercado, cada vez mais entendendo o consumidor. O Techcrunch, por exemplo, vai lançar um tablet, que promete ser mais barato, open source e excelente. Usabilidade, funcionalidade, sistema aberto e preço baixo. Um novo tipo de concorrente, que vai incomodar. Esse tipo de concorrente (não convencional) é que vai aparecer cada vez mais.

Veja também dois posts sobre o livro, do Julio Daio Borges, do Cris Dias e do Tiago Doria. Veja também o site oficial do livro, edição brasileira.

Escrito em Trancoso, BA, de férias. :-)

Para contratar o CEO da PepsiCo, perguntou: “Você quer vender água açucarada pelo resto da vida, ou quer mudar o mundo?”. A Apple era muito, muito menor e menos “estrela” que a Pepsi na época. O cara aceitou. Um insulto, um elogio e um desafio filosófico ao mesmo tempo.

Ram Charam na GrowCo, da revista INC

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Acabo de ler um post do John Spence, em que ele comenta, entre outras coisas, a palestra do Ram Charam no seminário GrowCo, organizado há poucos dias na Flórida, pela revista INC.

A lista de dicas é pequena, mas valiosa:

  • Caixa é rei. Proteja o caixa da sua empresa.
  • Relacionamento com cliente é fundamental. Em tempos difíceis, entender o que seu cliente precisa é mais do que importante. Se aproxime, o máximo que puder, dos seus clientes.
  • Foco é essencial. Descubra onde você cria valor real e onde alavanca seus negócios. É aí que você precisa focar.
  • Envolva e inove. Coloque suas melhores pessoas para trabalhar de forma constante para melhora a forma como você faz negócios e se relaciona com seus principais clientes.

Sou fã do John Spence há algum tempo. Ele tem uma capacidade incrível de resumir e explicar o mais importante. E nesse caso, as dicas dele são valiosíssimas. É preciso apenas colocá-las em prática.

Em tempo, gosto muito da revista INC. O seminário GrowCo era uma das minhas possibilidades de eventos a comparecer em 2009. Acabei optando pela Web 2.0 Expo, na semana que vem em San Francisco. E pretendo ir na INC 500 em setembro, que também é organizado pela revista INC.

Empreender em 12 frases

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Muito boa essa curta apresentação que achei hoje no Slideshare, por acaso. O Ricardo também gostou.

  1. Faça o que você ama, Chris Wanstrath
  2. Você recebe o mesmo que entrega, Fred Wilson
  3. Nós somos guiados pelo cliente, Charles Brewer
  4. Resolva um pequeno problema seu, Seth Godin
  5. Babe Ruth teve apenas um home-run, Steve Jobs
  6. Gerar receita é um poderoso motivador, David Rudolph
  7. O que é medido, é administrado, Peter Drucker
  8. Seja tão bom a ponto de não poderem te ignorar, Steve Martin
  9. Olhe no espelho, Paul Graham
  10. Você não pode se divorciar de quem investe em você, Alan Taetle
  11. A diferença entre sucesso e fracasso é a capacidade de se adaptar, Jack Bauer
  12. Continue indo em frente, Walt Disney

Gostei e acredito muito nas frases 1, 2, 4,7 e 11. Quais são as suas?

Me lembrei da lista de 30 dicas do Eduardo Carvalho.

Vou palestrar no Epicentro, proposta de TED brasileiro

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Local do evento, na Av. Berrini, SP

Daqui duas semanas, extamente dia 19 de março, acontece o evento Epicentro, organizado pelo Ricardo Jordão, da BizRevolution. Estou muito animado, acho que vai ser um evento show, que tem tudo para se transformar no TED brasileiro. Estou mais animado ainda por ter sido convidado para palestrar no evento.

Publiquei há pouco o press-release completo do evento e aqui, faço algumas marcações e recortes do que achei mais bacana, diferente e interessante. Você vai entender porque é um reconhecimento para mim estar nesse time.

De onde vem o nome

EPICENTRO é o ponto da superfície terrestre onde se registra a intensidade máxima de um movimento sísmico. A partir do EPICENTRO, as ondas de mudanças se espalham para outras regiões abalando todas as estruturas de diferentes maneiras.

Nova forma de interação

Traga o seu computador, o seu modem 3G, a sua câmera de vídeo, a sua filmadora etc. No EPICENTRO é permitido filmar, fotografar, blogar, twitar etc.

A proposta do evento em uma frase

Como ser otimista em temos de turbulência econômica? Nós precisamos entender as oportunidades que existem para fazer as nossas vidas, empresas e sociedade funcionarem melhor.

Como ter uma boa ideia

Que tal ir a um evento onde você simplesmente não conhece nada do que o palestrante está falando, mas se tiver a mente aberta, poderá ter um insight para o seu negócio? 

Tudo online, como no TED

Todas as palestras serão gravadas em vídeo e estarão disponíveis no site do evento (ainda em construção) nos dias seguintes a realização do evento.

Crise e felicidade

Uma das razões que levou o mundo a crise financeira é a falta de opções a seguir. Essa impressão errada leva as pessoas a quererem as mesmas coisas, fazerem as mesmas coisas, brigarem pelos mesmos espaços. O EPICENTRO quer promover idéias diferentes, produtos e serviços diferentes, diferentes visões da vida para que o brasileiro possa seguir diferentes caminhos e ser feliz.

Agenda do evento

EPICENTRO
19 de Março de 2009
Local: IT Midia, Praça Prof Jose Lannes 40 Edifício Berrini 500 17o andar

14:30 Recepção
15:20 Abertura, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro
15:30 Luciano Pires, Anarquista Corporativo
15:50 Fabio Seixas, Camiseteiro
16:10 Alexandre Oliva, Evangelizador do Software Livre
16:30 Christian Barbosa, Gerenciador de Tempo
16:50 Vicente Lassandro, Geólogo
17:10 Pedro Mello, Empreendedor Serial
17:30 Erick Archer, Venture Capitalist
17:50 Aleksandar Mandic, A Internet em Pessoa
18:10 Claudia Riecken, Psicóloga 2.0
18:30 Indio da Costa, Político 2.0
18:50 Rawlinson, Inventor
19:10 Marco Gomes, Interneteiro Profissional
19:30 Gabriel Peixoto, Educador
19:50 Miguel Cavalcanti, Pecuarista Digital
20:10 Marco Antonio Gonçalves, Advogado Futurista
20:30 Adelson de Sousa, Chateaubriand da Informática
21:00 Encerramento, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro

Quem faz

BizRevolution – Insights para quem vai mudar o mundo através do Trabalho.

Curioso

O mais legal de tudo é minha descrição – “pecuarista digital”, gostei e vou adotar daqui em diante. Te espero por lá.

Update: já possível se cadastrar, para o evento presencial ou online. Aproveite, é grátis.

EPICENTRO, um evento otimista para tempos de turbulência econômica

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epicentro-logo

Esse é um evento que tenho muito orgulho de anunciar de que irei participar e especialmente palestrar. Leia abaixo o release completo.

EPICENTRO é o ponto da superfície terrestre onde se registra a intensidade máxima de um movimento sísmico. A partir do EPICENTRO, as ondas de mudanças se espalham para outras regiões abalando todas as estruturas de diferentes maneiras.

A partir do próximo dia 19 de Março, EPICENTRO ganha um novo significado. EPICENTRO é o nome do evento criado pela BIZREVOLUTION em parceria com a IT Midia que irá reunir uma série de mentes brilhantes de diferentes segmentos de mercado para trocar idéias que valem a pena espalhar.

“Como ser otimista em temos de turbulência econômica? Nós precisamos entender as oportunidades que existem para fazer as nossas vidas, empresas e sociedade funcionarem melhor.” Ricardo Jordão Magalhães, Fundador da BIZREVOLUTION e do EPICENTRO.

No auditório do EPICENTRO, o evento irá reunir 14 palestrantes de diferentes formações que através de palestras objetivas (máximo de 20 minutos de duração cada) terão a responsabilidade de fazer o público participante refletir sobre novas possibilidades.

As palestras começam as 15:00 hs e seguem sem interrupção até as 21:00hs. Do lado de fora do auditório, o EPICENTRO funciona como um espaço para os participantes se conhecerem, trocar cartões, e continuar a conversa que foi originada dentro do auditório.

“O EPICENTRO é um lugar para IDÉIAS objetivas e assertivas. Não é lugar para blá blá blá, não é lugar para pessimismo e velhas teorias. Quem tem algo a dizer vai direto ao ponto durante as palestras, e tem a oportunidade de aprofundar a discussão no loungue do evento.”

O EPICENTRO é um evento multi cultural e profissional que vai girar em torno de temas como Empreendedorismo, Estilo de Vida, Design, Tecnologia e Liderança. Para falar sobre esses temas, O EPICENTRO reuniu diferentes empreendedores, consultores, psicólogos, investidores, inventores, educadores e muito mais.

“Eu acredito que a próxima grande idéia da indústria automobilística está na indústria de cosméticos, a próxima grande idéia para a indústria de software está na indústria de flores. Ou seja, chega de ir a eventos onde você vê os seus pares falando sobre o que você já sabe. Que tal ir a um evento onde você simplesmente não conhece nada do que o palestrante está falando, mas se tiver a mente aberta, poderá ter um insight para o seu negócio? O EPICENTRO é exatamente sobre isso” afirma Ricardo Jordão.

O EPICENTRO acontece em São Paulo, e será transmitido ao vivo pela internet através do aulavox.

“O EPICENTRO é sobre democracia, diálogo, compartilhar conhecimentos e diferentes pontos de vista. O evento será transmirido pela internet ao vivo com direito a áudio e visualização dos slides das palestras dentro do console da Aulavox. Além disso, todas as palestras serão gravadas em vídeo e estarão disponíveis no site www.oepicentro.com.br nos dias seguintes a realização do evento”, afirma Ricardo Jordão Magalhães, realizador do EPICENTRO.

As inscrições para o EPICENTRO presencial ou virtual é grátis. O EPICENTRO presencial acontece no Espaço IT Midia que fica na Praça Prof Jose Lannes 40 Edifício Berrini 500 17o andar.

“Eu quero provar que crise se combate com criatividade. Uma das razões que levou o mundo a crise financeira é a falta de opções a seguir. Essa impressão errada leva as pessoas a quererem as mesmas coisas, fazerem as mesmas coisas, brigarem pelos mesmos espaços. O EPICENTRO quer promover idéias diferentes, produtos e serviços diferentes, diferentes visões da vida para que o brasileiro possa seguir diferentes caminhos e ser feliz.” Ricardo Jordão Magalhães, idealizador do EPICENTRO.

O EPICENTRO é uma realização da BIZREVOLUTION e IT Midia.

Agenda do EPICENTRO

14:30 Recepção
15:20 Abertura, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro
15:30 Luciano Pires, Anarquista Corporativo
15:50 Fabio Seixas, Camiseteiro
16:10 Alexandre Oliva, Evangelizador do Software Livre
16:30 Christian Barbosa, Gerenciador de Tempo
16:50 Vicente Lassandro, Geólogo
17:10 Pedro Mello, Empreendedor Serial
17:30 Erick Archer, Venture Capitalist
17:50 Aleksander Mandic, Guru da Internet
18:10 Claudia Riecken, Psicóloga 2.0
18:30 Indio da Costa, Político 2.0
18:50 Rawlinson, Inventor
19:10 Marco Gomes, Interneteiro Profissional
19:30 Gabriel Peixoto, Educador
19:50 Miguel Cavalcanti, Pecuarista Digital
20:10 Marco Antonio Gonçalves, Advogado Futurista
20:30 Adelson de Sousa, Chateaubriand da Informática
21:00 Encerramento, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro

Local e Data:

19 de Março de 2009
Local: IT Midia, Praça Prof Jose Lannes 40 Edifício Berrini 500 17° andar.

Para mais informações, acesse BizRevolution.

Branding invisível

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invisible-branding

Recebi essa semana pelo Twitter uma dica curta e muito boa sobre invisible branding, ou branding invisível, pelo Ricardo Jordão. O slide em PDF (imagem acima) mostra as ações de uma empresa que ajudam a contruir uma marca (para o bem ou para o mal).

Gostei muito dessa separação entre visível e invisível e acho que cada vez mais a parte “invisível” tem mais importância. Fiz inclusive uma reflexão de que empresas que ajudem seus clientes a fortalecer essa parte “oculta” terão mais sucesso. E empresas que focarem cada vez mais nisso também terão mais sucesso.

Vejo também que esse slide pode ajudar numa reflexão para aqueles que acham que a propaganda está cada vez com os dias contados. Se você pensar de uma forma mais ampla (mais invisível), verá que há inúmeras oportunidades para sua própria empresa e também para quem presta serviço vendendo oportunidade de comunicação e branding para outras empresas (como eu rs..).

Da lista dos itens invisíveis:

  • visão do CEO
  • treinamento da equipe
  • estratégia de preços
  • relacionamento com clientes
  • empresa gera real valor para cliente
  • forma de trabalho da equipe de vendas
  • patrocínio de eventos
  • relações públicas (o CEO ajuda muito aqui)
  • escolha dos canais de distribuição

Uma lista muito bacana de coisas que até pouco tempo atrás não eram consideradas estratégia de marketing.

    Uma hora (extra) por dia vendendo

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    Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.

    Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).

    Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.

    Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.

    Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.

    Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)

    Bons negócios!

    PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.

    Empreendedores focam no cliente e no produto

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    Li essa semana um post muito bom sobre o que apaixona empreendedores. Não é o fato de empreender, mas seus clientes e seus produtos. Achei muito interessante.

    Ser empreendedor tem uma série de pontos que podem ser considerados negativos, como trabalhar muito, correr riscos, ser pouco (ou nada) recompensado. Ter uma grande chance de fracassar.

    Grandes empreendedores têm paixão por seus clientes e pelos produtos que desenvolvem, e não por serem grandes empreendedores.

    Um bom lembrete, para esses tempos de crise: esqueça o que você não pode influenciar e ataque os 2% que estão ao seu alcance. Ligue para seus clientes, melhore seu produto.

    Pode estar muito mais difícil vender hoje, do que há um ano. Mas você pode estar muito melhor hoje do que há um ano atrás.

    Uma frase que li hoje: “Se você não está melhorando, com certeza está piorando”.

    Palestra sobre varejo e a NRF 2009, por Luiz Alberto Marinho

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    Acabei de assitir no slideshare uma palestra sobre varejo e a sobre a feira NRF 2009, preparada pelo Luiz Alberto Marinho. Ele escreve para o site Blue Bus há anos e sempre acompanho seus artigos e comentários. É uma das minhas principais referências sobre marketing, brasileiras.

    Veja os slides que ele colocou no slideshare, abaixo:

    Os principais dados da apresentação:

    • As vendas em dezembro caíram 9,8% nos EUA.
    • 61% gastam menos em eletrônicos 64% gastam menos em roupas 62% gastam o mesmo ou mais em supermercados.
    • 68% comem em casa em lugar de comer fora 50% comemoram ocasiões especiais da família em casa
    • 87% trocaram de marca, por outras mais baratas ou marcas próprias do supermercado
    • 1/3 trocaram marcas de roupa por marcas próprias de lojas de departamento.
    • No 1º semestre de 2008, 49% dos domicílios brasileiros compraram ao menos uma vez um item de marca própria (18 milhões de lares).

    Tendências interessantes de se acompanhar, entender e aplicar:

    • “Cheap Chic”, exemplo Havaianas.
    • Seu produto entrega: refúgio, proteção, simplificação e indulgências?

    Frases que te fazem pensar:

    • “As pessoas não vão comprar mais coisas. Elas vão tirar mais das coisas que compraram”. Matt Thornhill
    • “Hard questions are not made during good times” H. Lee Scott

    Como o Varejo está enfrentando a crise?

    1. Desperdício: Cortar Custos, Diminuir Riscos, Reduzir Tamanho de Lojas.
    2. Eficiência: Investir no capital humano, Adotar estratégias multicanal, Revisar portfólio de fornecedores.
    3. Clientes: Melhorar a Experiência de Compra, Investir em Mercados Emergentes e Fortalecer a Marca.

    Os que mais gostei:

    Indivíduos passarão de espectadores passivos para co-participantes do processo de desenvolvimento de produtos, pontos de venda e da comunicação.

    O Grand finale:

    “Nós temos somente 2 fontes de vantagem competitiva:

    1. A capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que nossos concorrentes.
    2. A capacidade de transformar esse conhecimento em ações, mais rápido que nossos concorrentes.”

    Jack Welch.

    Marinho completa, com a 3ª vantagem: acreditar.

    Para ir além: acesse os artigos do Marinho no Blue Bus.

    Virgin: uma empresa que admiro

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    A companhia aérea Virgin Atlantic está completando 25 anos. Apesar de conhecer pouco, admiro muito essa empresa. Ainda quero voar com a Virgin.

    Por gosto, mesmo sem conhecer muito:

    • alegria
    • irreverência
    • foco no consumidor e sua satisfação
    • inovação
    • querer ser a melhor e não a maior

    Concordo com tudo. Admiro Richard Branson.

    O anúncio de TV abaixo é simplesmente fantástico. Veja os detalhes, os lembretes dos anos 80, como a cena passa em câmera lenta e a cara dos homens babando. Muito bem feito.

    Dicas para você se preparar para uma reunião com cliente

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    Acabei de ler uma newsletter enviada pelo Ricardo Jordão, da BizRevolution. Muito interessante, cheia de dicas, de informações e textos provocativos.

    O que mais gostei foi um resumo de como se preparar para uma reunião com o cliente. Achei muito válido e muito aplicável ao meu dia-a-dia, seja em reuniões face-a-face, ou em reuniões pelo telefone.

    Veja as dicas e cheque se elas fazem sentido para você.

    Dicas para você se preparar para uma Reunião com Cliente.

    Uma reunião não começa quando você coloca o pé dentro da sala de reunião. Qualquer reunião deveria começar um ou dois dias antes da data prevista, quando você para por alguns instantes para estudar as questões que serão discutidas na reunião em questão.

    Aqui vão algumas sugestões que podem ajudar você a evitar desconfortos e aproveitar oportunidades que deve surgir em uma reunião.

    (A idéia aqui é você responder a essas questões ANTES da reunião)

    1. Você já pensou nas diferentes maneiras a qual o seu cliente pode reagir a sua mensagem?

    2. Quais são os desafios que o seu cliente está passando nesse momento? Como é o relacionamento do seu cliente com o chefe dele? Como é o relacionamento do seu cliente com os funcionários dele?

    3. Você já fez uma lista das coisas que você não sabe a respeito do seu cliente e que você deseja saber? Se for a primeira reunião, você já procurou saber tudo que você deveria saber sobre essa pessoa?

    4. Você estruturou a reunião de maneira a ter um diálogo real com o cliente?

    5. Quais são as implicações racionais, políticas e emocionais da questão em questão?

    6. Qualquer reunião tem sempre dois objetivos: ajudar o cliente com alguma questão e melhorar o relacionamento com ele. Como a agenda da reunião irá ajudar você a atingir esses objetivos?

    7. Você se lembra dos comportamentos que deixam as pessoas confortáveis em uma reunião? Associações Positivas, Elogios, Similaridade, Familiaridade, Transparência e Provas?

    8. Você está preparado para questionar as suas crenças e as crenças do cliente em relação as questões que serão colocadas na reunião?

    9. Você tem uma agenda para a reunião? Você discutiu essa agenda com o cliente? Você está preparado para abandonar a agenda da reunião se o cliente preferir seguir em um caminho diferente?

    10. Seja a primeira ou a centésima reunião com esse cliente, você está preparado para tratá-lo como se fosse um cliente novo? Você está levando Entusiasmo, Curiosidade e novas Idéias para a reunião?

    Prepare-se. Esteja preparado. Viva Preparado.

    6 pontos chaves para sobrevivência em 2009, por John Spence

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    John Spence enviou um email para todos de sua lista com um link para vídeo no youtube com os 6 pontos chaves para sobrevivência em 2009. A palavra sobrevivência é meio pesada, mas o clima nos EUA está realmente para sobrevivência. Gostei muito do material e acredito que também serve muito bem para quem quer ter muito sucesso em 2009, mesmo com a crise.

    Os 6 pontos essenciais para sobrevivência em 2009 são:

    1. Mensure os indicadores chave de sucesso. Descubra quais são os 5-6 indicadores que mostram como seu negócio está indo. Número de vendas, faturamento, visitas a clientes, número de propostas, etc. Identifique quais são as medidas chave, e acompanhe de perto, diariamente. Não tenha 20-50 indicadores, mas apenas alguns poucos, quanto menos melhor, que mostrem realmente para onde você está indo. Procure colocar algum indicador de longo prazo também.
    2. Crie um plano focado de sobrevivência. A situação atual provavelmente vai tornar seu planejamento feito ano passado ou em 2007 obsoleto. Se reuna com sua equipe e revise os pontos principais do seu planejamento. Planeje para um período de 18 a 24 meses de vacas magras.
    3. Entenda seu consumidor, esteja na cabeça e na boca dele. Se aproxime ao máximo do seu cliente. Entenda o que ele precisa, o que ele valoriza. Faça pesquisas, online, por telefone ou pessoalmente. O importante (sempre é, mas agora se tornou fundamental) é saber exatamente o que ele valoriza, o que busca. E o que não gera valor. Só assim você vai conseguir entregar um produto ou serviço com o valor e o custo desejado. Além disso é preciso que o cliente te perceba como o “guru” da sua área. Assim, quando ele pensar em sua categoria de produto, você será o primeiro a ser lembrado.
    4. Seja profissionalmente agressivo. É preciso estar presente. É preciso oferecer seu produto. Não espere pelo cliente de uma forma passiva. A chave aqui é não passar do ponto. Não tente empurrar. O segredo, na minha opinião é combinar com o ponto 3. Assim você pode ser agressivo, mas na medida certa.
    5. Mantenha em sua equipe apenas quem é especial. Em tempos de crise, muitas vezes é preciso diminuir a equipe, cortar custos na carne. Revise individualmente seus colaboradores. Os que não forem realmente especiais, apaixonados, corte. Não é simpático, mas eu concordo com ele.
    6. Execução disciplinada. Foque em realizar. Não aumente demais seus planos, seus projetos. Faça. John cita quatro pontos que atrapalham a execução: falta de trabalho em equipe, cultura que aceita a mediocridade, economia em declínio (como agora) e principalmente incapacidade de mudar.

    Assista ao vídeo, abaixo (são apenas 7 minutos, em inglês):

    Gostei muito desse resumo do John Spence. Minha dúvida seria qual indicador de longo prazo escolher. Alguma dica? Vou perguntar para ele.

    John é um especialista em gestão que conhecia há pouco tempo e que tenho admirado cada vez mais. É simples, explica o complicado e dá sugestões aplicáveis como fazer seu negócio chegar a excelência. Além disso é super atencioso, já me respondeu um email detalhando uma série de pontos que perguntei.

    Já escrevi sobre ele em dois posts anteriores: Alguns toques e Alcançando a excelência. Conheça mais sobre ele, acessando o blog. Outra coisa legal é a lista de livros sugeridos.

    Update em 28-janeiro: John me sugeriu satisfação do cliente como ponto chave de longo prazo. Faz sentido. Acho que usar o NPS é a melhor opção nesse caso.

    Como a Fiat escuta seus clientes, direto do blog do Ciaco

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    ciaco

    Acabei de descobrir que o João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat tem um blog e linkou para o meu. Puxa, fiquei bem satisfeito. Receber um link do cara que eu leio sempre na M&M, com admiração, não acontece todo dia. :-)

    Entrei no blog dele e encontrei esse comentário sobre como a Fiat escuta seus clientes, feitolá na Campus Party (#cparty):

    Monitoramos as conversas entre consumidores em redes como o Orkut. Nossa postura é não interferir diretamente nas discussões, mas assimilar as mensagens, opiniões, reclamações e dúvidas. Entendemos que essa é uma fonte muito rica de informações e é essencial desde o começo do desenvolvimento de um carro.

    O processo de criação de um modelo demora de dois a quatro anos e envolve, pelo menos, um investimento de US$ 500 milhões. Se deixarmos para ouvir a opinião dos consumidores depois que o carro é lançado, será muito difícil voltar atrás e modificar o que não está agradando.

    fiat

    A Fiat é, na minha opinião, uma das empresas que melhor utilizam a internet nos dias de hoje. O conceito de ter um site super completo, mas que não vende diretamente (não tira o pedido), me parece muito acertado. Consegue informar e persuadir o cliente, sem gerar conflito no canal de distribuição principal (as revendas).

    Gostei também da descrição do que ele espera fazer do blog dele. Uma bela descrição do que são as conversações pela internet hoje.

    As “conversas de portão” são uma instituição em cidades pequenas como a que eu nasci. A partir de encontros casuais ou não, que às vezes duram dois minutos, mas também podem se estender pela tarde inteira, surgem bate-papos sempre descontraídos, antenados e divertidos. Eles são a chance de manter contato com os amigos, uma forma calorosa e simpática de ficar atualizado.

    Me lembrei da palestra do Hugh Mcleod, também na #cparty, onde ele falou que na internet acontece a mesma coisa que na vida real. Por exemplo, busca por produtos, e troca de idéias e comentários sobre produtos, conceitos e opiniões.

    Conheça o blog do Ciaco.

    Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin

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    Acabei de ler o novo livro do Seth Godin, Tribes. Veio em boa hora. Um livro sobre porque a liderança é cada vez mais importante no marketing, ou sobre como criar tribos que acreditem em uma idéia. Uma tribo é formada por pessoas conectadas: entre si, a um líder e a uma idéia. Para se ter uma tribo, ser um líder, é preciso apenas ter uma idéia e ferramentas que facilitem a comunicação.

    Seth está certo. O ser humano há milênios vive em bandos, em grupos. Gostamos de nos aproximar de pessoas que têm interesses similares. A diferença é que com a internet, agora não há mais barreiras geográficas e ficou muito mais fácil, barato e rápido se comunicar.

    O que era difícil ficou fácil e o que era fácil ficou difícil. Ou seja, a importância relativa das coisas mudou. Hoje uma enorme fábrica pode deixar de ser um ativo, uma vantagem, para se tornar um impecilho, um peso, fonte de prejuízo. O que era caríssimo ter há 10-20 anos, hoje é muito simples de se terceirizar, ou automatizar.

    O consumidor tem cada vez mais poder. Uma pessoa pode mudar o mundo. Ou se você achar piegas, uma pessoa pode atrapalhar (e muito) sua enorme empresa. Há cinco anos essa possibilidade era muito mais remota. Há 15 anos era quase impossível.

    Tendências relacionadas a tribos:

    • Mais e mais pessoas querem trabalhar em algo que acreditam.
    • Empresas baseadas em uma fábrica estão cada vez menos lucrativas.
    • Cada vez mais gente decide gastar seu dinheiro em coisas que não são fabricadas em massa, são nichos de mercado, cauda longa, modas passageiras, produtos individuais ou artesanais.
    • O mercado premia pessoas e empresas capazes de mudar, de fazer acontecer.
    • A liderança é cada vez mais acessível a todos os níveis hierárquicos. Seth relata inúmeros exemplos de pessoas comuns que mudaram suas organizações, começando de baixo. Exemplos de empresa, do Pentágono e da Sociedade de Proteção aos Animais.
    • Atitude e habilidade são essenciais, autoridade não.
    • Estamos cada vez mais sedentos pelo que é novo.
    • Estabilidade é uma ilusão.
    • Iniciativa = felicidade.
    • Empresas do futuro não dependerão de fábricas, mas terão pessoas inteligentes, motivadas e flexíveis, com uma missão.
    • O medo será seu maior inimigo. Seu medo, e o medo dos outros. Medo de mudança. Medo que gera paralisia, inércia. Medo que nos engana de que não decidir não é uma decisão. O medo de fracasso é superestimado. Na verdade, nosso medo é de sermos criticados.
    • Idéias especiais são idéias criticáveis. Idéias que muitos serão contra. Se você não tiver ninguém contra sua idéia, ela não é especial, é sem sal.
    • Antes de tentar crescer uma tribo, se preocupe em torná-la mais forte, mais justa, mais unida.
    • As ferramentas (Twitter, Basecamp, Ning) aumentaram, mas não substituem a verdadeira liderança. São apenas ferramentas, a ser usadas.
    • Poucos se dispõem a liderar. Logo há escassez de líderes. Onde há escassez, pode haver valor e recompensas.
    • Para que as coisas aconteçam, você pode fazer, ou facilitar para que outros façam. Mas não dá certo não fazer nada (como era de se esperar).
    • Tribos são excludentes. Você está tentando agradar a todos, e não agradando ninguém.
    • Há muitas tribos só esperando um líder. Já há um mercado, mas ninguém o ocupou. O melhor exemplo é o Al Gore, que encntrou milhares de pessoas dispostas a ouvri sobre sustentabilidade, mudança climática. Ele soube liderar essa tribo, e ganhar com isso. Vá atrás de quem quer te ouvir. Ao ir atrás de todos, você será ignorado.
    • Não peça permissão, peça perdão.
    • Tenha a bravura de um azarão, que sabe que precisa dar um gás extra para ganhar.
    • Procure iniciar mais que responder, e responder mais que reagir.
    • No início, dificilmente o novo será melhor do que o antigo, o estabelecido. Por isso, é improvável que quem já está no topo, continue no topo na próxima onda. Um exemplo: a indústria da música.
    • Cuidado com carneiros, que querem seguir regras, e não querem (ou não sabem) pensar.
    • Seja um termostato (que mede e age) e não um termômetro (que só mede, e não faz nada).
    • A vida é muito curta para se ter um trabalho medíocre e chato.
    • A tribo é um canal de mídia, mas não pode ser alugada (ou vendida).
    • Erre. Steve Jobs errou. Isaac Newton errou.

    Hoje, marketing é o ato de contar histórias, que vendem, que se espalham. Marketing é se engajar na tribo, entregando produtos que contem histórias, que se espalhem. Para isso, primeiro é preciso liderar, ou pertencer a uma tribo e conhece-la. Continua a valer a definição de marketing de permissão, ponto chave do conceito do Seth Godin: empresas precisam conquistar o direito de enviar mensagens relevantes e personalizadas.

    Liderar é tomar posições, se conectar, e ajudar os outros a se conectarem. Para aumentar a efetividade da tribo, é preciso:

    • Transformar um interesse comum em um desejo de mudança.
    • Prover ferramentas de comunicação.
    • Permitir e facilitar que a tribo cresça, se fortaleça e ganhe novos membros.

    Os três passos, resumidos:

    • Motivação.
    • Conexão.
    • Alavanca.

    Uma tribo sem um líder é apenas uma multidão. E como cita Michael Gerber em seu livro E-Myth, multidões não constroem nada, só destroem.

    Não existe mais “bom o suficiente”. Seja ótimo, espetacular. Ou tenha o menor preço. E sempre vai aparecer alguém cobrando poucos centavos a menos que você.

    Uma ótima medida de sucesso do seu negócio não é o número de clientes, mas o números de verdadeiros fãs, pessoas apaixonadas pela sua empresa, seu produto, suas idéias. Encontre pelo menos 1.000 fãs verdadeiros. O objetivo não é ganhar mais clientes, mas transformar um fã ocasional em um verdadeiro fã. Um fã de carteirinha. Não é fácil, e geralmente demanda generosidade e bravura.

    Criando seu movimento:

    • Publique um manifesto.
    • Tenha um mantra.
    • Seja acessível.
    • Facilite a conexão entre os membros da tribo.
    • Dinheiro não é o principal.
    • Meça seu progresso.

    Princípios:

    • Transparência não é uma opção, é a realidade.
    • Sua causa precisa ser maior que você (ou o que você vende).
    • Causas que crescem, vencem.
    • Se compare ao status quo, não a outras causas.
    • Exclua outsiders, crie um clube, sem meio termos. Ou está dentro ou fora.
    • Prejudicar alguém é sempre menos efetivo do que ajudar.
    • Não tente “roubar” seguidores de outras tribos. Busque quem ainda não tem uma. Geralmente é muito mais fácil.
    • Melhor começar antes do que depois.
    • O segredo não é o truque (que todos sabem), mas a arte de fazer o truque. A mágica só acontece na mente do espectador.
    • O carisma não te faz um líder. Mas ser líder te faz carismático.
    • Escute, escute muito. Mas tome a sua decisão.

    7 elementos da liderança:

    • Desafie o status quo.
    • Crie uma cultura própria.
    • Tenha curiosidade.
    • Tenha carisma.
    • Comunique sua visão de futuro.
    • Se comprometa com sua visão de futuro, e aja.
    • Se conecte aos outros membros, e facilite o contato entre eles.

    Faça o que você acredite. Crie uma visão de futuro. Busque ativamente esse futuro. Os seguidores aparecerão.

    Um detalhe bacana. Comecei a ler o livro em cinco de novembro, mas “meu” exemplar chegou só hoje. Seth fez uma promoção com a editora, mandando um livro extra a todos os que compraram o livro na pré-venda, com uma carta que dizia mais ou menos assim:

    Obrigado por investir um pouco de dinheiro e muito do seu tempo nas minhas idéias. Estamos enviando um livro extra, antes que qualquer pessoa receba, como agradecimento, e pedindo que você empreste o outro livro que você vai receber, para um amigo ou conhecido.

    Uma forma simples de fazer o que ele chamou de “Brinde Grátis, Aproveite!” (um dos livros dele). O livro também estava de graça no site de áudiolivros Audible.com, por alguns dias. Ricardo Jordão, da BizRevolution, escreveu um post bem bacana sobre esse livro, na semana passada.

    Como nos demais livros do Seth Godin, não se encontram dados e dados científicos, nem grandes novidades teóricas. Se encontra um resumo, muito bem explicado e ilustrado, cujo objetivo é te fazer agir. O livro e deu várias idéias de como melhorar meu negócio, transformando-o cada vez mais numa tribo. Já estou usando e vou usar muito mais.

    E por último, um cartoon que foi uma das inspirações para o livro. O mercado para o que se acredita é infinito.

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    TAM quer voltar aos tempos do Rolim Amaro

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    As viagens constantes para palestras, me fizeram começar a perceber mais nuances nas empresas aéreas.

    A Tam está se esforçando para voltar aos tempos do comandante Rolim Amaro, quando era percebida pelos clientes como diferente da concorrência. Os tempos mudaram, a concorrência aumentou e está mais difícil ser diferente, pelo menos para melhor.

    Perguntei a uma aeromoça, e ela confirmou, estão tentando melhorar. Tem até nome: “compromisso TAM”. Os comandantes estão mais atenciosos ao falar a tripulação.

    O cardápio mudou um pouco. Em alguns vôos, pizza, em outros um “festival” de sopas, patrocinado pela Knorr. O sujeito do meu lado não gostou da sopa de milho e abóbora e ainda conseguiu derrubar 2/3 no colo e no chão. Me salvei por pouco…

    Ao mesmo tempo, a Gol mantém o mesmo padrão, infelizmente agora com barrinhas mais baratas. A Trip, que opera muitas linhas regionais (voei ontem Ji-Paraná, RO a Cuiabá, MT), está procurando se aproximar da Tam. Distribuem até balas toffees (similares, e melhores, que os caramelos da Tam). No vôo de ontem, deram um certificado “aviador de primeira viagem” a três crianças que voavam pela primeira vez. Achei simpático e com chance de ficar gravado na memória dos pequenos.

    Uma das grandes diferenças da Tam é o presidente, agora um piloto: o comandante Barioni. Ele faz pequenos comunicados aos clientes, contando de várias pequenas mudanças que a empresa está implementando. Novos aviões, pintura nova, museu de aviões antigos, etc.

    Essa idéia do presidente da empresa se expor, contar a história da empresa, anunciar as novidades é fantástica. E ele tem uma cara tímida, mas simpática. Mas a forma de fazer pode melhorar. O comandante está muito engessado, parece o Robocop. Seria muito bom um curso de oratória, para uma fala mais natural, parecida com uma conversa. Ao assistir os vídeos atuais, fica a nítida impressão que é uma gravação, e que ele não está nada a vontade.

    Acho também que está faltando concorrência. Os vôos estão quase sempre lotados, diminuindo a pressão pela diferenciação. Talvez a Azul venha a ajudar, mas já começou mal, ao fazer uma votação pública para escolher o nome da empresa no Brasil, e no final não ficar com o primeiro lugar (a empresa respondeu). Outra opção é a Virgin, do Richard Branson da Inglaterra, que também promete vir para o Brasil em breve. Esperamos ansiosos.