
O site ChangeThis fez uma pesquisa com seus leitores e obteve 1.400 respostas sobre a crise nos EUA.
As perguntas foram:
- Em uma palavra, como você está se sentindo?
- Como isso está te afetando?
- O que você escolheu fazer a respeito
Muito bacana, uma pesquisa pequena, simples, e direcionada a uma turma boa, que lê o excelente site ChangeThis. A imagem que ilustra o post e é o primeiro slide da apresentação abaixo é um resumo a primeira pergunta. Os outros slides são algumas das principais/melhores respostas.
Algumas coisas me marcaram, ressoaram. Tem gente:
- vendo que há oportunidades
- contratando
- bebendo (é sério)
- pensando em abrir um negócio
- sabendo que não dá mais para viver no piloto automático
- trabalhando mais
- escolhendo/revendo o que é mais importante mesmo
- que não sabe o que fazer
- lembrando que o mindset correto é fundamental
- reconectando a antigos amigos/contatos
- buscando satisfação nas coisas simples, gratuitas da vida
- não entrando em pânico e agindo como idiota
- desligando a TV
- entregando mais valor para seus clientes
- escolhendo viver
Revendo essa lista, parece que até que a crise é uma coisa boa, não? Fora a bebida, é claro. :-) Aproveite a crise, no bom sentido.

Assisti hoje um vídeo no youtube muito bom sobre a crise do sub-prime nos EUA. O vídeo é bom por ser um excelente exemplo de como comunicar visualmente suas idéias. Achei as animações que ilustram o que o narrador diz. Muito mais fácil e eficiente de se assimilar.
Assista ao vídeo, abaixo:
Alguns detalhes legais:
- o tamanho de cada coisa
- o movimento que cada objeto faz na tela
- o perfil da família prime e sub-prime
- a explicação de como a alavancagem (leverage) funciona
A dica é do Fábio Seixas, pelo Twitter, que é inclusive onde eu tenho recebido mais coisas legais ultimamente.
Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.
Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).
Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.
Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.
Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.
Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)
Bons negócios!
PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.
Em meio a crise nos EUA, o Twitter conseguiu mais US$ 35 milhões de investimento. O site é um sucesso, mas eles ainda não tem a menor idéia de como vão ganhar idéia. O Techcrunch entrevistou um dos investidores e a resposta principal foram os seguintes pontos:
- Sistema aberto. Qualquer um pode construir novos serviços por cima do Twitter. Sua API é uma das mais usadas atualmente. Muita gente desenvolveu sistemas para IPhone, Facebook e até Orkut, por exemplo. E é possível pesquisar dentro desses dados.
- Tempo real. É um enorme banco de dado do que está acontecendo agora.
- Em todos lugares. Você pode acessar de quase qualquer aparelho.
- Escalável. Eles acreditam nisso (ano passado o sistema teve sérios problemas de escalabilidade, gerando até a expressão “baleiou”, pois aparecia um desenho de baleia sendo carregada por passarinhos na tela de erro).
- Persistente. Um arquivo do que está acontecendo e do que aconteceu.
Achei interessante essa avaliação, pois mesmo não tendo um modelo de negócios, há gente acreditando de verdade nesse novo site, que quem ve de fora, geralmente não entende. Ele pode se tornar um dos principais serviços sociais da internet no futuro próximo.
Se você se interessa pelos assuntos desse blog, pode ser uma boa “me seguir” no Twitter.
O link original do artigo do Techcrunch é IVP’s Chaffee: Why I Invested In Twitter.

Li essa semana um post muito bom sobre o que apaixona empreendedores. Não é o fato de empreender, mas seus clientes e seus produtos. Achei muito interessante.
Ser empreendedor tem uma série de pontos que podem ser considerados negativos, como trabalhar muito, correr riscos, ser pouco (ou nada) recompensado. Ter uma grande chance de fracassar.
Grandes empreendedores têm paixão por seus clientes e pelos produtos que desenvolvem, e não por serem grandes empreendedores.
Um bom lembrete, para esses tempos de crise: esqueça o que você não pode influenciar e ataque os 2% que estão ao seu alcance. Ligue para seus clientes, melhore seu produto.
Pode estar muito mais difícil vender hoje, do que há um ano. Mas você pode estar muito melhor hoje do que há um ano atrás.
Uma frase que li hoje: “Se você não está melhorando, com certeza está piorando”.
Acabei de ler um artigo muito interessante sobre como lidar com a crise, sem ser otimista demais ou pessimista em exagero.
…fazer todas essas perguntas o tempo todo pra mim mesmo, tentando ser bastante auto-crítico mas sem virar um pessimista, duro e questionador quanto a existência de oportunidades, realista como o momento pede em projeções e custos, com o cuidado de não matar o negócio e, principalmente, um gestor atento e incansável da montanha-russa das emoções…
Leia o texto na íntegra, acessando o site EmpresaBRASIL.
Gosto muito de ler os artigos do Bob. São curtos e com uma frequência grande me ajudam. Seja com uma idéia, seja como motivação. Seja como um pequeno momento de reflexão. Mais importante do que o que leio, é o que faço com isso.

Acabei de assitir no slideshare uma palestra sobre varejo e a sobre a feira NRF 2009, preparada pelo Luiz Alberto Marinho. Ele escreve para o site Blue Bus há anos e sempre acompanho seus artigos e comentários. É uma das minhas principais referências sobre marketing, brasileiras.
Veja os slides que ele colocou no slideshare, abaixo:
Os principais dados da apresentação:
- As vendas em dezembro caíram 9,8% nos EUA.
- 61% gastam menos em eletrônicos 64% gastam menos em roupas 62% gastam o mesmo ou mais em supermercados.
- 68% comem em casa em lugar de comer fora 50% comemoram ocasiões especiais da família em casa
- 87% trocaram de marca, por outras mais baratas ou marcas próprias do supermercado
- 1/3 trocaram marcas de roupa por marcas próprias de lojas de departamento.
- No 1º semestre de 2008, 49% dos domicílios brasileiros compraram ao menos uma vez um item de marca própria (18 milhões de lares).
Tendências interessantes de se acompanhar, entender e aplicar:
- “Cheap Chic”, exemplo Havaianas.
- Seu produto entrega: refúgio, proteção, simplificação e indulgências?
Frases que te fazem pensar:
- “As pessoas não vão comprar mais coisas. Elas vão tirar mais das coisas que compraram”. Matt Thornhill
- “Hard questions are not made during good times” H. Lee Scott
Como o Varejo está enfrentando a crise?
- Desperdício: Cortar Custos, Diminuir Riscos, Reduzir Tamanho de Lojas.
- Eficiência: Investir no capital humano, Adotar estratégias multicanal, Revisar portfólio de fornecedores.
- Clientes: Melhorar a Experiência de Compra, Investir em Mercados Emergentes e Fortalecer a Marca.
Os que mais gostei:
Indivíduos passarão de espectadores passivos para co-participantes do processo de desenvolvimento de produtos, pontos de venda e da comunicação.
O Grand finale:
“Nós temos somente 2 fontes de vantagem competitiva:
- A capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que nossos concorrentes.
- A capacidade de transformar esse conhecimento em ações, mais rápido que nossos concorrentes.”
Jack Welch.
Marinho completa, com a 3ª vantagem: acreditar.
Tenho lido muito sobre a crise e o que mais tem me animado são as pessoas que estão buscando fazer diferente. Hoje encontrei um artigo muito bacana da Patrícia Marinho, no Blue Bus, direto da NRF Big Show 2009, em NY.
Selecionei tópicos legais, com grifos meus, do texto (leia completo aqui), que fala da crise e de um tema ainda muito pouco explorado no Brasil, o foco real no consumidor:
Crise
Tem um lado bom na crise que é nos forçar a sair da situaçao de conforto e ir buscar soluçoes inovadoras para nossos problemas, já que as velhas fórmulas, por si só, nao trarao novos resultados.
Mas nao adianta teorizar – tem que executar. Por conta disso, vários palestrantes vieram para Nova Iorque para compartilhar o que eles estao fazendo para superar a crise.
Customer Centricity
No último dia da Conferência, foi a vez da Borders aparecer como case. Isso porque eles já estao conseguindo dar um passo além do conceito de multi-channel e adotaram o cross-channel.
Ou seja, nao basta estar em todos os canais, mas conseguir tirar o maior proveito possível da integraçao entre eles.
A Borders sabe que vende uma commodity (os mesmos cds e livros que você pode comprar na Amazon) e com isso precisa construir experiências de compra capazes de atrair e reter o consumidor.
Nas lojas há um terminal onde você pode fazer pedidos de produtos que nao estao disponíveis na loja – que possuem estoques limitados – para receber em casa.
No site há a opçao de se pedir pela internet e buscar na loja. Uma pesquisa mostrou que esta questao de poder buscar na loja é 8º item, de uma série de 30 mais importantes na hora de comprar.
O primeiro é a visita à loja. O segundo é a qualidade do atendimento. O terceiro é saber, pelo site, se existe o produto na loja.
Na mesma pesquisa, a questao de ler as opinioes de outros no site aparece como 4º fator mais importante na hora de comprar.
Leia completo aqui A NRF acabou me surpreendendo justamente por causa da crise.
A crise está aí. Você vai chorar ou vender lenços?

Luiz Alberto Marinho, do Bluebus, escreveu hoje um artigo muito bacana sobre as percepções das classes C e D em relação a crise financeira mundial. O resumo: a crise não chegou, mas o medo sim. Graças ao barulhão que a mídia vem fazendo.
Veja algumas partes do artigo, que considero mais interessantes.
76% estao preocupados ou muito preocupados com a crise, 90% pensam que o país será afetado por ela e 88% dizem que a própria família sofrerá de alguma maneira as consequências desse problema.
Mesmo sem entender direito o que acontece no mundo, 61% dos brasileiros que habitam a base da pirâmide social cogitam pisar no freio e adiar a realizaçao de sonhos de consumo. Os mais preocupados sao os que moram no interior, as mulheres e os mais velhos.
Entre as medidas que poderao ser adotadas, caso a situaçao piore de fato, estao a diminuiçao dos gastos, a reduçao do grau de endividamento, a busca por mais um emprego e o adiamento de compras planejadas para o ano que vem, especialmente a aquisiçao de automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos, a reforma da casa e a compra de imóveis.
Os setores que sofreriam menos, se a crise bater na porta das classes C e D, seriam os relacionados com limpeza, saúde, moradia, alimentaçao e educaçao. Os maiores cortes seriam em lazer, vestuário, cartoes de crédito e celulares.
O grande termômetro do pessimismo do consumidor popular brasileiro será este Natal. Nada menos do que 63% dos entrevistados pensam em mudar a forma de presentear.
Acho que ele tem razão. A crise não chegou, mas vai chegar. E deve apertar mais quem vende produtos de maior investimento, processo de decisão longo e também os supérfluos.
Vale a pena ler na íntegra. Como de costume, o artigo do Marinho é curto, informativo, com opinião embasada. É um dos meus especialistas de marketing favoritos. Sou leitor desde 2002.
Acabo de ler o esperado texto de uma página publicado hoje pela FNazca em vários jornais brasileiros. Quem deu a dica foi Fábio Sexias, do Camiseteria. Abaixo os trechos que mais gostei.
Sobre o Brasil de hoje
Nenhuma crise é igual à outra. Essa que chegou com toda a força, agora, certamente é a mais diferente de todas. Porque o Brasil não tem um pingo de responsabilidade sobre o que está ocorrendo e porque o Brasil está no seu melhor momento economicamente falando. O Brasil nunca esteve tão em dia com as suas obrigações, o dever de casa feito, com um mercado interno tão forte, com empresas tão sólidas, modernas e competitivas e com as suas instituições tão garantidas, para encará-la.
Sobre empreendedores e sobre marketing
O intuito deste anúncio é despertar o empreendedorismo que sempre caracterizou o empresariado brasileiro,a coragem que sempre foi a marca registrada das nossas empresas, a capacidade inesgotável de reinvenção que sempre foi o norte dos vencedores neste nosso país.
E também é o intuito deste anúncio demonstra que um marketing original é a mais poderosa fonte de energia, capaz de gerar as transformações que uma empresas precisa num momento de crise.
Sobre inovação
Acreditamos que se esse não é o momento de inovar, que outro será? Acreditamos que se esse não é o momento de ser e parecer diferente dos seus concorrentes, que outro haverá de ser?
Sobre coragem e otimisto
Na crise, já disseram muitos, é que se separam os homens dos meninos. Ou seja, crise, pode ser café pequeno para os homens. Nós gostamos com açúcar.
Fábio também cita Nizan Guanaes:
Sobre crise, Nizan Guanaes certa vez disse: “No mundo existem os que choram e os que vendem lenços; eu vendo lenços”.
Gostei muito. Assino embaixo. Vale a pena ler na íntegra.

Anda preocupado com o impacto da queda da bolsa de valores na sua vida?
Sugiro ler o texto do Eduardo Carvalho, “Sobre o efeito de um acontecimento macro na nossa vida que é micro“.
Abaixo um pequeno trecho:
Nosso estado de espírito também pode ser – precisa ser – absorvido por pequenas alegrias. E elas não estão nos jornais. Normalmente não conseguem ser representadas em gráfico – e não têm praticamente nenhuma correlação com a bolsa.
A vida depende muito – acho cada vez mais isso – de pequenos detalhes, de pequenos acontecimentos escondidos, sutis, de importância completamente nula para a história da humanidade: mas fundamentais para o nosso estado sentimental.
Vale a pena ler todo.

Caia na real, ou vá pra casa.
Descobri há pouco uma excelente apresentação sobre a situação da crise financeira nos EUA, com uma explicação muito bem feita, uma análise da situação atual e uma série de dicas para empresários e empreendedores.
Veja os slides da palestra:
Abaixo minhas observações, sobresse ótimo material. O principal:
- administre o que você controla (custos, previsões de crescimento e lucro)
- foque na qualidade
- não se arrisque
- procure reduzir dívidas (ou não fazer novas)
- fluxo de caixa positivo é um “must”
- orçamento base zero
- use cada dólar como se fosse o último
- equipe de vendas – aumente variável, reduza fixo
- seja rápido nos cortes, para sobreviver (excelente gráfico abaixo)
No final, a frase: “Get Real ou Go Home”.
Os blogs “do crédito” e tellEsfera que indicaram. Ótima dica.





