

Dia 5 de julho desse ano corri a meia maratona das cataratas, em Foz do Iguaçu. Me encontrei lá com meu irmão que passou uma semana inteira para comemorar o aniversário. A corrida foi excelente, a melhor prova que já participei.
Porque gostei:
- local belíssimo
- bem organizado
- muita água e isotônico
- corredores animados (como sempre)
Como corri e como me senti
- mesmo com chuva e frio, mas me senti bem demais
- fiz meu melhor tempo, 2 horas e 8 minutos
- muitas subidas, muito bom treino para resiliência

Uma coisa única em corrida de longa distância:
- por mais que muita gente corra, você corre sozinho, você contra você, não importa o quanto os outros correm
- cheguei no lugar da corrida ainda escuro, muito frio (uns 12-15°C), chovendo, eu apenas de camiseta semi-transparente e feliz da vida
Meta até o final do ano: correr uma maratona completa, talvez em Buenos Aires, em outubro.
Update: meu irmão também correu a meia das carataratas.
Escrevi outros posts sobre corridas:
Edmour Saiani é um cara simplesmente espetacular. Conheci o Edmour Saiani numa situação inusitada e engraçada, no melhor jeito que a vida te surpreende.
Entrando na livraria Cultura do shopping Villa-Lobos, vi um pequeno cartaz anunciando a noite de autógrafos do novo livro dele. Já tinha ouvido falar demais dele, pela Lúcia Moraes, sempre com ótimas referências. Liguei pra ela e contei da coincidência.
Entrei na fila, comprei o livro dele, contei que já tinha ouvido falar muuuito dele. Ele fez uma dedicatória engraçada no livro: “Que a vida te dê muito leite!” e me entregou o livro com um enorme sorriso, com uma energia incrível. Na hora percebi que ele era um cara especial.
Li o livro e gostei demais. O tema é fantástico. Seja um ponto de referência. Seja o número 1, e não apenas mais um. É um tema que me acompanha há muito tempo. Sinto que meu grande desafio (como o de qualquer pessoa) é ser uma referência. Eu quero ser aquilo que só eu posso ser, nem mais, nem menos. Como disse Nietzsche: “Torna-te aquilo que tu és“.
Qual é a grande novidade do Edmour? Ele descobriu há pouco mais de 30 dias que está com câncer. Um problema sério.
Eu tive um problema de saúde, descoberto quando tinha dois anos. Isso me acompanha de forma indireta até hoje (um olho de vidro). E sei que isso me influenciou muito, em algumas coisas para pior, outras para melhor. Acho que desenvolvi uma sensibilidade, em parte por ter passado por isso.

Qual foi a resposta dele a esse pepino?
Ele me surpreendeu, enormemente. Ele é mesmo um ponto de referência. Está vivendo mais do que nunca. Iniciou um blog que se chama “A cura do Ed”, onde ele conta como está sendo cada dia.
Só que ele já mudou o nome do blog, agora é “CuradoEd”, porque a cura é uma questão de tempo – pouco.
Você lê os posts do blog dele, te dá um ânimo, te deixa feliz, te faz olhar a vida de forma diferente. Ele tá vivendo de uma forma incrível.
Hoje, dia 23 de abril, é aniversário do Edmour. Parabéns!! Você é um ponto de referência. Obrigado por compartilhar sua alegria, energia e vontade.

Amanhã bem cedo, largando as 8:00hs, vou correr minha primeira meia-maratona, em São Paulo. Estou muito animado, será a prova mais longa que já participei e uma realização parcial da minha meta de corrida esse ano.
Meus planos são correr uma meia até junho e uma maratona até o final do ano. Depois da corrida, vou postar aqui minha opinião, meu resultado, fotos e percepções desse desafio.
Veja o percurso.
Aproveite e leia alguns outros posts sobre corrida, que já escrevi.
Eu e meu irmão na corrida São Silvestre 2008
Minha performance na corrida São Silvestre 2008, 31-12-2008
O que é correr a São Silvestre
Fotos da corrida da Nike 10km, 31 de agosto (Human Race)

O site ChangeThis fez uma pesquisa com seus leitores e obteve 1.400 respostas sobre a crise nos EUA.
As perguntas foram:
- Em uma palavra, como você está se sentindo?
- Como isso está te afetando?
- O que você escolheu fazer a respeito
Muito bacana, uma pesquisa pequena, simples, e direcionada a uma turma boa, que lê o excelente site ChangeThis. A imagem que ilustra o post e é o primeiro slide da apresentação abaixo é um resumo a primeira pergunta. Os outros slides são algumas das principais/melhores respostas.
Algumas coisas me marcaram, ressoaram. Tem gente:
- vendo que há oportunidades
- contratando
- bebendo (é sério)
- pensando em abrir um negócio
- sabendo que não dá mais para viver no piloto automático
- trabalhando mais
- escolhendo/revendo o que é mais importante mesmo
- que não sabe o que fazer
- lembrando que o mindset correto é fundamental
- reconectando a antigos amigos/contatos
- buscando satisfação nas coisas simples, gratuitas da vida
- não entrando em pânico e agindo como idiota
- desligando a TV
- entregando mais valor para seus clientes
- escolhendo viver
Revendo essa lista, parece que até que a crise é uma coisa boa, não? Fora a bebida, é claro. :-) Aproveite a crise, no bom sentido.
Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.
Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).
Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.
Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.
Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.
Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)
Bons negócios!
PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.
Acabo de ler um post muito bom com 10 dicas para uma grande liderança em tempos de crise. Gostei muito e concordei com tudo.
- Trabalhe duro. É sério.
- Demonstre confiança e otimismo. Não significa acreditar em duendes.
- Não esconda a verdade.
- Peça ajuda a todos de sua equipe.
- Não fale mal da sua equipe, empresa, etc. Foque no que vocês podem fazer.
- Não se aproveite do fato do mercado de trabalho estar “comprador”.
- Tempos difíceis são uma oportunidade para mudar e inovar.
- Colabore entre diferentes funções e áreas da empresa.
- Comunicação, comunicação, comunicação.
- Lembre-se: é uma oportunidade de você melhorar.
Me lembrei de três frases muito boas que li recentemente:
- Nos bons momentos ninguém faz as perguntas difíceis, em material sobre a crise do varejo.
- Crise é uma coisa terrível para se desperdiçar, Jim Collins, em palestra no Brasil em 2008.
- Que você viva em tempos interessantes, provérbio chinês.
Acabei de ler um artigo muito interessante sobre como lidar com a crise, sem ser otimista demais ou pessimista em exagero.
…fazer todas essas perguntas o tempo todo pra mim mesmo, tentando ser bastante auto-crítico mas sem virar um pessimista, duro e questionador quanto a existência de oportunidades, realista como o momento pede em projeções e custos, com o cuidado de não matar o negócio e, principalmente, um gestor atento e incansável da montanha-russa das emoções…
Leia o texto na íntegra, acessando o site EmpresaBRASIL.
Gosto muito de ler os artigos do Bob. São curtos e com uma frequência grande me ajudam. Seja com uma idéia, seja como motivação. Seja como um pequeno momento de reflexão. Mais importante do que o que leio, é o que faço com isso.

Acabei de ler o post 6 Things I Was Reminded of by Lance Armstrong, no blog Life Optimizer. Um resumo do livro Every Second Counts escrito pelo ciclista norte-americano, famoso por vencer sete vezes o Tour de France, depois de superar um problema sério de saúde (câncer).
As 6 lições de Lance Armstrong são:
- Trabalhe duro para o que você quer. Nada vem de graça. A dor e o cansaço são temporários.
- Desafie a você mesmo. Todo dia faça uma coisa que te assusta.
- Tenha metas. Para ter direção e significado.
- Confie em você mesmo. Não duvide do seu potencial. Acredite que você pode.
- Tenha foco. Muita gente perde a corrida antes da largada, pois está com a cabeça em outro lugar.
- Priorize. Se você quer alguma coisa, é preciso ir atrás. Para isso, muitas vezes é preciso abrir mão de outras opções.
Gostei muito do resumo e fiquei com vontade de ler algum dos livros dele. Concordo com todos os pontos. É um bom resumo de como ter sucesso. Me inspirou a me dedicar mais, nos negócios e nas corridas. Vamos lá.

Publico aqui um resumo da minha performance na São Silvestre 2008, corrida de rua em São Paulo.
Corri com meu irmão Joaquim, meu melhor companheiro de corrida (que foi com playlist, Nike+ e tudo no Ipod).
- minha segunda corrida, primeira vez inscrito
- tempo estimado de 1 hora, 36 minutos (pelo Polar), 9 minutos mais rápido que na corrida anterior
- corri a prova inteira (sem andar em nenhum momento, como fiz ano passado em alguns trechos, quando o Polar apitava)
- piores momentos – Km 12 e 13
- bebi água em todos os pontos de hidratação
- tomei dois gels energéticos, fornecidos pelo meu irmão Joaquim, que correu comigo
- sem ressaca fenomenal no dia seguinte (ao contrário da vez anterior, que foi terrível, depois de algumas poucas taças de vinho)
- 1 gatorade antes da prova e 4 depois
- almoço com lasanha, jantar apenas com petiscos (não era o aconselhado, mas…)
- ida para cama 00:15h de 01-01-2009 (quase não vi a contagem regressiva rs…)
- vontade de fazer em 01h e 15min na próxima vez
- vontade de correr mais provas em 2009 (foram 2 em 2008)
Aproveito para publicar algumas fotos que tirei com o IPhone.
Momentos antes da corrida

Joaquim antes da corrida

Algumas figuras da São Silvestre



Obrigado Joca, pela companhia. Em 2009, estamos aí!
Publiquei também um resumo do que eu acho que é correr a São Silvestre.
Update: Joaquim, meu irmão, acabou de publicar um post super completo sobre a prova.
Acabei de ler uma entrevista de Tim Ferriss, com o esloveno Martin Strel, que nadou o rio Amazonas inteiro. Gastou 66 dias, e uma equipe de cerca de 20 pessoas. Foram 3.274 milhas, ou 5.268 Km. Começou no Peru e terminou em Belém.
Gostei muito do texto pois conta a história de como foi vencido um grande desafio. E o que Martin fez antes e durante para vencer, física e mentalmente. Além disso, mostra as marcas que uma provação dessas deixa na pessoa.

O “homem-peixe”, como ficou conhecido depois da façanha, quase morreu ao terminar. Mas sobreviveu para contar a história, e escrever um livro. Além do rio Amazonas, ele já nadou os rios Mississipi, Danúbio e Yangtze.
Quanto mais perigosa a viagem, mais aproveitamos cada momento. A música parece melhor, a comida tem mais sabor e até uma cachaça barata é saborosa.

Alguns pontos que mais gostei sobre a ”viagem”:
Desafios
- gente: piratas, animais: piranhas, cobras e candirú e doenças: malária e dengue.
Preparação
- seções de treinamento por ano, por categoria: natação 400, esqui 100, alpinismo 75, ginástica 75.
- ele considera o treinamento mental mais importante que o físico
Alimentação
- além de uma alimentação balanceada, bebe cerveja ou vinho diariamente para relaxar, o que considera fundamental.
O que faz durante as longas horas nadando
- pensa em inúmeras coisas, se esquecendo da natação, entrando em um estágio robô, com altíssima concentração, quase uma hipnose.
Trecho do livro “The Man Who Swam the Amazon”, escrito pelo guia da aventura, selecionado por Tim Ferris, que traduzo aqui.
Porque seguimos Martin nadando pelo Mississipi, Danúbio, Amazonas, ou Yangtze? A resposta é simples:
Uma expedição é 95% miséria e apenas 5% êxtase. Após três semanas de constante movimentação, muito longe de casa, algo estranho ocorre no homem. Ele se “quebra”. O primeiro sintoma é uma sensação de cansaço ou doença. Talvez até um pouco de medo e desamparo. Solidão. Então, alguma coisa muda lentamente. A pessoa se torna totalmente presente. Ele se esquece sobre todas as bobagens da vida. Nada importa mais.
O mesmo homem que era tímido, passivo, sem coragem, quando em casa ou na empresa, agora pode evoluir para uma pessoa que se senta numa mesa com pessoas perigosas, bebendo cerveja sem se preocupar, desfrutando cada minuto.
Depois, quando volta para casa e lida com os detalhes sem qualquer significado como contas de luz, pagamento de financiamento, e um trabalho sem sentido, um período de depressão inevitavelmente ocorre. Seus amigos não entendem porque ele quer deixar para trás sua existência aconchegante novamente, por mais três meses, para saltar na próxima oportunidade, em que ele próprio vai se sujeitar a momentos de miséria e perigo. Essas pessoas simplesmente não entendem.

O livro está a venda na Amazon.

















