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Man in the Arena #029 com Gustavo Guida Reis (@gusguida) do Help Saúde #MitA

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Neste episódio (#029), uma edição especial do Man in the Arena, gravado em janeiro no Teatro Vivo (SP), com uma platéia de mais de duzentas pessoas durante o meetup BRNewTech. Neste episódio, conversamos com o Gustavo Guida Reis (@gusguida), um dos principais empreendedores do cenário digital brasileiro, co-fundador do Bondfaro (fundido com o Buscapé), e atual co-fundador e CEO do Help Saúde.

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Lucas Watson, Global Team Leader de Estratégia de Negócios Digitais da Procter & Gamble, no #Mixx 09

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Lucas-Watson-mixx

Lucas Watson começou a palestra falando de dois campos de golf dos EUA, um feito pelo Donald Trump, em que se construiu tudo do zero. Um outro campo totalmente feito pelo homem. O outro, um campo de golf muito simples no estado de Nebraska, onde pouca coisa foi feita. Um campo de golf com pouca interferência do homem. E esse mais simples e mais barato, é mais admirado. Ele usou essa comparação para falar de ações digitais.

As vezes, fazemos uma grande obra, se mexe em muita terra, mas alguém faz muito menos esforço e tem mais resultados.

Ele mostrou alguns conceitos bacanas.

Você precisa de um ideal e de uma ideia. Mostrou um video simples, de bebes dormindo com uma musica calma, usado para vender Pampers.

Ou então você pode ter uma ideia muito boa, que e colocada em prática de forma fácil. Mostrou o caso de um banner da batata frita Pringles, que era uma brincadeira, com frases engraçadas, que iam mudando a cada clique do internauta.

Eram 128 telas com pequenas frases diferentes em cada um, com o mesmo fundo, layout, etc. Disse que a maioria das pessoas clicava atá o final. Isso mesmo, 128 cliques! A parte que ele mostrou na palestra era realmente bem engraçada, arrancou risadas da plateia. Simplicidade é o verdadeiro brilho criativo, disse. “Use o campo que você tem”, lembrando da comparação inicial entre campos de golf.

A criatividade pode vir de qualquer lugar. Lucas mostrou outro exemplo de crowdsourcing, onde o design de uma campanha do perfume da Hugo Boss foi feita por um tailandês de 18 anos, sem formação em design ou publicidade. O engraçado é que era a marca de perfume que eu uso.

Outro trocadilho que ele fez e que o dinheiro não pode comprar felicidade. E tambem não consegue comprar (sozinho) criatividade.

Ao final, contou o que a P&G vem fazendo para aumentar sua criatividade. Estão aumentando importância do digital, simplificando o briefing creativo, medindo e aprendendo o tempo inteiro, premiando a colaboração entre agências que os atendem e por fim, estimulando experimentos e a inovação.

Palestra do @MarceloTripoli no #EBP2009 e vídeo #ThinkSuccess

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Assisti sábado da semana passada uma palestra rápida e muito boa do Marcelo Tripoli, da agência IThink, no evento #EBP2009. A palestra foi muito boa e me deu várias ideias de novos produtos e mudanças no meu negócio.

Veja os slides, onde o ponto principal é a tese (que concordo) que o digital não é mais uma disciplina a parte. Precisa ser tratada como totalmente integrada na vida das pessoas e é claro nas campanhas de marketing.

O que me chamou a atenção:

  • numa economia lenta, mais rápido a web ganha força na comunicação
  • vídeo online se torna cada vez mais importante
  • faça uma campanha com web e use mídias offline como reforço, não o inverso
  • propaganda precisa criar valor para o usuário
  • cada vez mais as pessoas ignoram a publicidade que não agrega (não educa ou não diverte)
  • pensando em comunicação como: serviços, entretenimento, conteúdo

Por acaso, assisti agora também um vídeo preparado pela iThink, para um evento deles chamado Think Success. Assista o vídeo, que é um resumo legal do que foi apresentado na palestra.

Kindle da Amazon: um recado para editoras e livrarias brasileiras

kindle

Fiquei um preocupado com as declarações que li recentemente de editores e livreiros brasileiros, sobre o mercado de livros e de forma direta e indireta os impactos do Kindle (e de outras formas possíveis de se ler um livro, sem usar papel). Fiquei pensando: esse pessoal está caindo no engano mais antigo do marketing: a miopia de marketing.

Leia abaixo alguns recortes meus:

Livreiro Rui Campos, dono da Livraria da Travessa (que na minha opinião é excelente, talvez a melhor do RJ):

O best-seller é o motor, o financiador, o viabilizador do mercado livreiro (autor, editor, distribuidor etc). Sem o best-seller esse mercado não se sustenta. Ele permite a uma editora ou livraria seguir apostando em uma variedade de títulos de venda lenta, (os bad-sellers, ou os midi-sellers!), pois estarão sendo financiados pelos best-sellers. Note-se que nem sempre ou raramente um livro nasce best-seller! É preciso apostar e isso leva à diversidade e pluralidade que são, em suma, a nobre missão do livro.

Essas abaixo foram da matéria do Globo, onde dei entrevista também. O link é  do site Madia Mundo Marketing, que também fez uma análise interessante.

Roberto Feith da Objetiva:

“Eu não acredito que os livros físicos vão acabar. A experiência de manuseio e leitura do exemplar impresso é agradável. E, além da vantagem sensorial, o aparelho digital custa dinheiro. Nesse sentido, o livro é diferente da música, em que as pessoas trocaram um tocador de CD por outro aparelho, como um iPOD, mais portátil e capaz de baixar músicas da WEB. Mas o livro físico já é portável e não exige um aparelho para ser degustado…”

O diretor-presidente do Grupo Editorial Record, Sérgio Machado:

“A vitória do KINDLE pode ser a morte do ato de lançar livros. O desejo de adquirir um livro desconhecido passa pelo físico, pela conveniência, pelo boca a boca. Para mim os livros físicos só acabariam se imaginarmos uma sociedade estática em que não houvesse mais lançamentos, porque todas as obras já foram escritas…”

Minha avaliação

O Kindle, ou qualquer outra forma que facilite a leitura, ou o acesso a obras e escritos, novos ou velhos, vai facilitar e muito o lançamento de novos títulos. Isso já está acontecendo.

Hoje eu posso comprar um livro na Amazon para o Kindle, lançado hoje e recebê-lo e começar a ler nesse instante. Sem demora, sem perda do correio, sem custo de frete. Se isso não for facilidade, o que é?

Outra grande mudança. Se você quiser lançar um livro que escreveu e “ninguém vai ler”, pode fazer de forma muito fácil pela Amazon e ainda ganhar uma comissão de 35% por livro vendido no formato Kindle (muito acima dos tradicionais 10%). Assim vai ficar muito mais fácil para qualquer pessoa lançar um livro, mesmo que ele não seja um best-seller. Essa tecnologia vai permitir a cauda longa realmente se efetivar no mercado de livros.

Vai tornar que livros com baixa demanda se tornem comercialmente bem sucedidos. Isso vai acontecer, porque hoje, depois de escrever um livro, há um custo enorme para colocá-lo na frente do consumidor, em cada livraria e ponto de venda. Com a tecnologia digital, depois de escrito, o custo para se editar um livro é praticamente zero. Isso vai mudar incrivelmente o mercado de livros, nos próximos anos, na minha opinião.

A grande mudança no mercado

A grande mudança no mercado de editoras e livrarias não é que menos gente vai querer ler livros. Muito pelo contrário, essas novas opções vão aumentar o número de leitores. Vai ficar mais difícil é ganhar dinheiro vendendo livros (como uma livraria) ou fazendo livros (como uma editora).

Infelizmente, me parece ao ler as declarações acima de editores e livreiros, que os brasileiros ainda não acordaram para essa nova realidade. Se você duvida, esse filme já passou, já é velho. Só é preciso olhar para a indústria da música com o download, MP3, ITunes store, etc.

Se eu fosse um livreiro ou editor a primeira coisa que eu faria: comprar um Kindle e ficar de olho nessas mudanças e começar a pensar: como vou ganhar dinheiro com livros nos próximos 5-10 anos.

Minha dica: vai ser muito diferente da maneira que é feito hoje, pela maioria das empresas. Isso já é uma realidade na indústria da música (triste para a maioria das empresas) e que pode ser infeliz para muitos da indústria dos livros, se dormirem no ponto.

Outros posts

Se você se interessa por esse tema, escrevi outros posts sobre o Kindle.

Amazon lança Kindle 2, mas com poucas novidades

Minha entrevista sobre o Kindle da Amazon, para o jornal O Globo

Como usar o Kindle Amazon no Brasil

Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil

Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:

Vendas de música online crescem 28% em 2008

Artigo da Economist essa semana mostra o crescimento das vendas de música online em 2008. Já representa 20% de todo o faturamento com venda de músicas, um número interessante. A estimativa é de que 95% das músicas são pirateadas, só 5% paga.

Eu acho que uma parte significativa desse pirateamento é benéfico para os músicos, que podem se divulgar, vender shows, souvenirs, etc.

Para as gravadoras aí é outra história. Eles não têm idéia ainda de como ganhar dinheiro nessa nova realidade, onde é barato gravar uma música e grátis para copiar. Como ouvi outro dia: “nunca se ouviu tanta música como hoje, mas a maioria das empresas não tem a mínima idéia de como lucrar com isso”.

Veja o gráfico abaixo, tirado da Economist.com:

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