
No primeiro dia dia da conferência INC 500, nos EUA, no final de setembro, participei de uma reunião extra, opcional, que me surpreendeu demais. Era o lançamento de uma comunidade de empreendedores “small giants”, ou pequenos gigantes.
Esse termo foi cunhado por Bo Burlingham, editor da revista INC. Ele estudou empresas que optaram por serem ótimas e não grandes. Ainda não li o livro, mas está na minha lista, com autógrafo e tudo.
Interessante que nessa pequena reunião (umas 35 pessoas) também tinha pessoas de diversos países, inclusive do Brasil. Raul Candeloro e a mulher (editora da revista Venda Mais) estavam por lá. Raul tem aqui no Brasil uma comunidade inspirada no Small Giants. Se chama Clube dos 100.
Veja abaixo meus principais comentários sobre essa reunião da Small Giants Community, que gostei muito. O evento teve três partes: apresentação inicial do conceito, debate com vários pequenos gigantes e um coquetel ao final.

Apresentação do conceito da comunidade
- Uma das coisas em uma empresa small giant é que você nota que está numa ao entrar, é automático.
- Paul Spiegelman, que está montando a comunidade, escreveu um livro (Why everybody is smiling).
- O slogan dessa comunidade é “Its not what we do, its who we are”, ou não é o que você faz, mas quem você é
- Nunca trabalhei em uma grande empresa. Cuidamos do nosso pessoal primeiro, e tocamos nosso negócio assim. Como cuidamos das pessoas como cuidamos da empresa.
- Ele tem uma empresa de telemarketing premium, cobra mais caro e é 5-6 vezes mais rentável que empresas do setor.
- Quer montar uma comunidade global de empreendedores com mindset especifico. Com propósitos similares, mesmo atuando em diversos mercados e países.
- Uma das primeiras coisas que estão montando, em especial depois dessa primeira reunião, são “safaris” entre empresas. Assim você pode conhecer “in loco” a realidade de uma small giant.
- Uma das ideias mais malucas, que eu gostei, foi um job rotation radical, onde uma pessoa trocaria de empresa por 3-6 meses, conhecendo mais sobre a cultura.
- Após a apresentação, Bo fez questão de pedir a opnião das pessoas. Queria ouvir o que as pessoas não gostaram. Foi bacana pois as pessoas se abriram, criticaram mesmo. E com isso, ficou muito mais rico. Quem estava apresentando teve que “aguentar”, mas aprendeu muito. Vários por exemplo, disseram que os proposto inicial (us$500/ano) era muito pouco.
- Paul disse ter uma equipe na empresa dele que permite que desenvolva novas atividades.
- “A maioria das associacoes é uma burocracia que não entrega nada”, foi uma das frases que ouvi, ao comentarem sobre uma nova entidade/empresa/associação. “Não pode apenas pagar com dólares, tem que pagar com sangue”, foi como um dos participantes disse que tinha de criar mecanismos que envolvesse mais as pessoas.
- Querem “criar uma comunidade que muda o jeito de fazer negócios”.
- “Muitas pessoas que conheci melhoraram meu negócio e me ajudaram a me tornar uma pessoa melhor”.

Debate com os pequenos gigantes
Após a apresentação inicial e comentários, se formou um debate com vários ilustres. Um deles era Norm Brodski, que admiro muito na INC e adorei seu último livro The Knack.
Norm Brodsky:
- “Eu era um pequeno ditador, depois virei um pequeno gigante”. Todos riram.
- Minha primeira meta como empreendedor foi faturar us$ 100 milhões em um ano. Consegui, mas vi que era uma meta ruim. A empresa quebrou. Aprendi muito com isso, mas foi uma experiência péssima.
- O maior trabalho do CEO é desenvolver a cultura da empresa. Temos que dar o tom. Mesmo na crise, falamos a todos que não iríamos mandar ninguém embora. Isso teve um efeito enorme. Os empregados se tornaram parceiros da empresa.
- A melhor época de se criar uma cultura é durante crises como essa.
- Não corte seus preços, de serviços extras.
- Todos os concorrentes mandaram uma carta aos clientes falando que devido aos preços da gasolina, iriam aumentar os preços. E eles mandaram uma carta dizendo que não iriam aumentar os precos, para todos os clientes, depois para todos os clientes da concorrência :-)
Ari Weinzweig da Zingerman e ZingTrain (e outras empresas, todas em Ann Harbor):
- Trabalha com comida tradicional, slow food. Não está nesse mercado porque é mais caro, mas porque é o que mais acredita. Trabalha com “real food”, como definiu.
- Não queria crescer, não era pelo dinheiro.
- Várias empresas poderiam crescer rápido, mas escolheram não fazer isso, pois tinham outras prioridades.
- “Não fizemos nada muito diferente. Tínhamos uma visão clara, para 2020. Foco na sustentabilidade. Dedicação em trazer uma boa comida, em oferecer um bom serviço”.
- Interessante que ele tem uma série de negócios ligados a comidas especiais, como delicatessen. E com isso criou uma empresa de treinamento, onde ensina como atuar como ele faz, para pessoas dos mais diversos setores. Achei super interessante.
- Ari recomendou o livro “Ignore evrybody”, do Huhg McLeod, que acabei de ler e gostei muito.
- O maior erro é não seguir seu sonho. Siga sua intuição, seu estômago.
- “Siga sua paixão, mas faça as contas”. Adorei essa frase.
- “As pessoas precisam ver quem você é.”
Outras frases, que não marquei de quem era:
- Todo mundo começou num “momento ruim”.
- Um dos comentaristas no debate fala que monta uma empresa e vende, monta e vende. Começa e vende: esse é seu negócio. Desde o início da crise, vem comprando empresas, sem demitir, mas sem lucros. Quando o mercado voltar, terá uma empresa com o dobro do tamanho pré-crise, com ótimos resultados. É um otimista, sobrevive na crise, para detonar quando voltar ao normal.
- “Está dificil? Sim, como sempre. Esta diferente, não mais dificil”.
- A maioria das small giants se sente sem graça de ser chamado de small giant.
- Todo sall giant quer deixar sua marca no mundo, quer mudar o mundo, melhorá-lo, a seu jeito.
- Não é fácil, tem que se dedicar 110% a sua ideia. Tem que ter uma causa.
- David x Golias: melhor usar armaduras ou ser você mesmo?
- Competimos, mas de uma forma diferente, reposicionando o mercado.
- Quem está entrando no mercado de trabalho, quer fazer a diferença. Por isso precisa de uma cultura, isso é o mais importante para eles hoje.
O coração da economia dos EUA está nos pequenos negócios (no Brasil é o mesmo). Eles querem usar esse grande conhecimento acumulado nessas empresas e criar formas (site, comunidade, livros, cursos, safaris, etc) para difundir esse conhecimento e essa maneira de trabalhar. Gostei muito da ideia. Um formato que me interessou muito como cliente também.
Foi o primeiro dia, um evento meio despretensioso. Me surpreendeu. Pude conhecer pessoalmente pessoas incríveis, conversar. Pude aprender, ao vivo com excelenes empreendedores. O evento INC 500 foi excelente, muito melhor que o Mixx, na minha opinião. Nos próximos dias, pretendo postr diariamente sobre o evento, que considero parada obrigatória daqui em diante (já estou planejando o 2010).

Veja foto da festa de encerramento e entrega de troféus das 500 e 5000 empresas dos EUA que mais cresceram nos últimos 3 anos.
A vencedora teve crescimento de incríveis 19.000% em 3 anos. Isso mesmo, aumentou o faturamento em 190 vezes em 36 meses. Não se é lucrativa, mas que o número impressiona, impressiona.
Boa noite, de Washington, DC, EUA.

Resolvi participar da conferência INC 500 em setembro nos EUA. Esse evento é organizado pela Inc, a revista de negócios que mais gosto. É dedicada a pequenas empresas, a empreendedores e me ajuda muito a ter ideias e inspiração nos negócios. Acabei de ouvir também o audiobook The Knack, escrito por um colunista e um editor da revista. O livro é excelente. A conferência acontece no final de setembro e já tem um time de palestrantes confirmados de primeira linha.
Ir nesse evento faz parte do meu plano anual de atualização e treinamento. Esse plano é composto por três partes: leituras, conversas e 2 seminários “top” por ano (o primeiro foi o Web 2.0 Expo).
Veja alguns dos palestrantes confirmados, que considero excelentes:
- Norm Brodsky: serial entrepreneur, Inc. columnist, and co-author of The Knack
- Bo Burlingham: Inc. editor-at-large, author of Small Giants, and co-author of The Knack
- Jim Collins: Co-author of Built to Last, and author of Good to Great and How the Mighty Fall
- Tony Hsieh: CEO of Zappos.com
- Jeffrey Kalmikoff: co-founder of Threadless
- David Neeleman: founder of JetBlue
- Joel Spolsky: Inc. columnist and founder of FogCreek Software
Todos esses caras têm negócios bacanas e escrevem coisas muito úteis para meus negócios, para ter ideias, para olhar de forma diferente para o que faço.
Estou planejando fazer uma espécie de cobertura do evento, usando twitter e o blog, caprichando mais que na #w2e. Eu estou pensando em ir por conta própria, mas a BizRevolution está organizando um grupo de brasileiros para ir no evento.
E você, quer ir também?

Estou nos EUA desde domingo, para participar da Web 2.0 Expo, que começou hoje. O evento está indo muito bem. Aprendi muito no primeiro dia e devo aprender ainda mais nessa quarta e quinta que vem por aí.
Tomei um tempo de anotar algumas coisas que observei nessa minha vinda aos EUA. Fazia um ano que não vinha aos Estados Unidos e quase 10 anos que não pisava na Califórnia.
Algumas de minhas primeiras observações, sobre CA e EUA:
- Muita gente (mesmo) com smartphones, blackberry e especialmente IPhones.
- O Costco é um hipermercado muito bom, barato e com bons produtos (não tem uma variedade enorme, mas só coisa boa).
- As embalagens enormes ainda surpreendem (um vidro de geléia de quase 1,5 litros).
- Visitei um museu incrível – California Academy of Sciences. Tudo muito bem cuidado, coisas interessantes, atenção total aos detalhes, boa comida. Entrada um pouco cara e (é claro) muitos e ótimos souvenirs. Foto.
- “Go green” é uma tendência forte hoje nos EUA, em especial CA.
- Ainda há muitos obesos.
- A população de gays é alta por aqui, com uma convivência exemplarmente pacífica.
- Cidade de San Francisco não tem muito trânsito.
- Muitos carros híbridos da marca Prius (Toyota) andando nas ruas, mas acho que a CA é uma exceção. E ele não é um carro muito pequeno, como eu esperava. Algo que lembra um Ford Focus.
- Smoothies é uma coisa que ainda não pegou no Brasil, e que tem tudo para pegar. Gostoso, saudável e fácil de consumir. As bagel, que adora, também não colaram no Brasil (essa eu acho mais difícil pegar).
- Há produtos orgânicos em grande abundância. Carne, frutas, produtos industrializados.
- Por causa da crise, parece que os lugares estão mais vazios.
- Os catálogos do avião e as revistas estão mais finos, com menos anúncios.
- O cartão de crédito é aceito em todos os lugares (menos no Costco).
- A sensação de segurança é muito grande. Fui de trem para a convenção hoje, lendo meu kindle.
- Vendo o mercado de trabalho aqui me lembrei do livro O Mundo é Plano. Muitos mexicanos para trabalhar, por um valor muito mais baixo e em muitos casos muito capacitados (ex.: construção). Parece que o americano ainda não entendeu as mudanças no mundo. Quebra de barreiras, globalização. Ainda é, me média, muito protecionista.
- O americano tem fama de idiota. Muita gente acha que só tem Homer Simpsom aqui. Apesar de muitos Homers, aqui é uma terra com um número absurdo, incrível de pessoas inteligentes, criativas, trabalhadoras e empreendedoras. Por isso que surge tanta coisa legal aqui. Por isso que o país tem uma capacidade incrível de se reinventar. Dizem que há pelo menos 50 milhões de pessoas de alto nível. Muita coisa bacana em educação, cultura e inovação.
- Como é bom ter amigos, que te recebem em casa, e te fazem sentir totalmente a vontade.
Ainda vale (e muito) vir aos EUA, pelo menos uma vez ao ano, para ver o que há de novo, para refletir, arejar a cabeça e voltar com força total para inovar no Brasil.
Daqui três semanas irei participar da Web 2.0 Expo em São Francisco, na Califórnia. Faz parte do meu plano de participar pelo menos duas vezes por ano de algum evento especial.
Estou muito animado, pois acredito que aprenderei muito coisa nova, conhecerei gente interessante e inteligente. Espero voltar com muitas ideias novas e com muito gás para fazer acontecer aqui no Brasil.
Para melhorar ainda mais, fui convidado a participar como blogueiro oficial, com uma série de benefícios adicionais a entrada gratuita na feira e no seminário.
Aproveito para colocar algumas informações sobre o evento.
Se você estiver planejando participar, me avise, que devo receber ainda essa semana as informações para pessoas que desejem se inscrever (terei um código com desconto). Ainda não confirmaram, mas devo ganhar uma outra inscrição gratuita, para distribuir aqui no blog. Se rolar mesmo, já estou pensando em formas de sortear/presentear alguém com isso.
Alguns links para quem está interessado:
Blog oficial Web 2.0 Expo. No Twitter, no Facebook, no Flickr, no Blip.tv (para assistir os vídeos das palestras) e a newsletter para quem quiser assinar.
O evento Web 2.0 é realizado em NY e SF. O de março acontece em San Francisco. A página oficial é www.web2expo.com/sf. Para se registrar, acesse online registration.
Sobre a Web 2.0 Expo
Uma feira e seminário que acontece duas vezes ao ano, com foco em quem está fazendo a nova internet: programadores, designers, marketeiros, empreendedores, etc. É uma iniciativa da O’Reilly Media e TechWeb.
Update
Para se inscrever com 30% de desconto, use o código websf09trt13 ao se inscrever online.

O site ChangeThis fez uma pesquisa com seus leitores e obteve 1.400 respostas sobre a crise nos EUA.
As perguntas foram:
- Em uma palavra, como você está se sentindo?
- Como isso está te afetando?
- O que você escolheu fazer a respeito
Muito bacana, uma pesquisa pequena, simples, e direcionada a uma turma boa, que lê o excelente site ChangeThis. A imagem que ilustra o post e é o primeiro slide da apresentação abaixo é um resumo a primeira pergunta. Os outros slides são algumas das principais/melhores respostas.
Algumas coisas me marcaram, ressoaram. Tem gente:
- vendo que há oportunidades
- contratando
- bebendo (é sério)
- pensando em abrir um negócio
- sabendo que não dá mais para viver no piloto automático
- trabalhando mais
- escolhendo/revendo o que é mais importante mesmo
- que não sabe o que fazer
- lembrando que o mindset correto é fundamental
- reconectando a antigos amigos/contatos
- buscando satisfação nas coisas simples, gratuitas da vida
- não entrando em pânico e agindo como idiota
- desligando a TV
- entregando mais valor para seus clientes
- escolhendo viver
Revendo essa lista, parece que até que a crise é uma coisa boa, não? Fora a bebida, é claro. :-) Aproveite a crise, no bom sentido.

Assisti hoje um vídeo no youtube muito bom sobre a crise do sub-prime nos EUA. O vídeo é bom por ser um excelente exemplo de como comunicar visualmente suas idéias. Achei as animações que ilustram o que o narrador diz. Muito mais fácil e eficiente de se assimilar.
Assista ao vídeo, abaixo:
Alguns detalhes legais:
- o tamanho de cada coisa
- o movimento que cada objeto faz na tela
- o perfil da família prime e sub-prime
- a explicação de como a alavancagem (leverage) funciona
A dica é do Fábio Seixas, pelo Twitter, que é inclusive onde eu tenho recebido mais coisas legais ultimamente.
Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.
Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).
Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.
Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.
Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.
Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)
Bons negócios!
PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.
Em meio a crise nos EUA, o Twitter conseguiu mais US$ 35 milhões de investimento. O site é um sucesso, mas eles ainda não tem a menor idéia de como vão ganhar idéia. O Techcrunch entrevistou um dos investidores e a resposta principal foram os seguintes pontos:
- Sistema aberto. Qualquer um pode construir novos serviços por cima do Twitter. Sua API é uma das mais usadas atualmente. Muita gente desenvolveu sistemas para IPhone, Facebook e até Orkut, por exemplo. E é possível pesquisar dentro desses dados.
- Tempo real. É um enorme banco de dado do que está acontecendo agora.
- Em todos lugares. Você pode acessar de quase qualquer aparelho.
- Escalável. Eles acreditam nisso (ano passado o sistema teve sérios problemas de escalabilidade, gerando até a expressão “baleiou”, pois aparecia um desenho de baleia sendo carregada por passarinhos na tela de erro).
- Persistente. Um arquivo do que está acontecendo e do que aconteceu.
Achei interessante essa avaliação, pois mesmo não tendo um modelo de negócios, há gente acreditando de verdade nesse novo site, que quem ve de fora, geralmente não entende. Ele pode se tornar um dos principais serviços sociais da internet no futuro próximo.
Se você se interessa pelos assuntos desse blog, pode ser uma boa “me seguir” no Twitter.
O link original do artigo do Techcrunch é IVP’s Chaffee: Why I Invested In Twitter.

Acabei de assitir no slideshare uma palestra sobre varejo e a sobre a feira NRF 2009, preparada pelo Luiz Alberto Marinho. Ele escreve para o site Blue Bus há anos e sempre acompanho seus artigos e comentários. É uma das minhas principais referências sobre marketing, brasileiras.
Veja os slides que ele colocou no slideshare, abaixo:
Os principais dados da apresentação:
- As vendas em dezembro caíram 9,8% nos EUA.
- 61% gastam menos em eletrônicos 64% gastam menos em roupas 62% gastam o mesmo ou mais em supermercados.
- 68% comem em casa em lugar de comer fora 50% comemoram ocasiões especiais da família em casa
- 87% trocaram de marca, por outras mais baratas ou marcas próprias do supermercado
- 1/3 trocaram marcas de roupa por marcas próprias de lojas de departamento.
- No 1º semestre de 2008, 49% dos domicílios brasileiros compraram ao menos uma vez um item de marca própria (18 milhões de lares).
Tendências interessantes de se acompanhar, entender e aplicar:
- “Cheap Chic”, exemplo Havaianas.
- Seu produto entrega: refúgio, proteção, simplificação e indulgências?
Frases que te fazem pensar:
- “As pessoas não vão comprar mais coisas. Elas vão tirar mais das coisas que compraram”. Matt Thornhill
- “Hard questions are not made during good times” H. Lee Scott
Como o Varejo está enfrentando a crise?
- Desperdício: Cortar Custos, Diminuir Riscos, Reduzir Tamanho de Lojas.
- Eficiência: Investir no capital humano, Adotar estratégias multicanal, Revisar portfólio de fornecedores.
- Clientes: Melhorar a Experiência de Compra, Investir em Mercados Emergentes e Fortalecer a Marca.
Os que mais gostei:
Indivíduos passarão de espectadores passivos para co-participantes do processo de desenvolvimento de produtos, pontos de venda e da comunicação.
O Grand finale:
“Nós temos somente 2 fontes de vantagem competitiva:
- A capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que nossos concorrentes.
- A capacidade de transformar esse conhecimento em ações, mais rápido que nossos concorrentes.”
Jack Welch.
Marinho completa, com a 3ª vantagem: acreditar.
Artigo do TechCrunch da semana passada informa que já passa de um bilhão de pessoas com acesso a internet no mundo. Segundo o mesmo artigo, o Brasil é o nono país com mais pessoas conectadas.
Interessante que os dois primeiros (China e EUA) estão muito na frente, seguidos pelo Japão, com menos da metade. Do quarto em diante (Alemanha) os números estão muito próximos.
Top 15 countries, by Internet population:
1. China: 179.7 million
2. United States: 163.3 million
3. Japan: 60.0 million
4. Germany: 37.0 million
5. United Kingdom: 36.7 million
6. France: 34.0 million
7. India: 32.1 million
8. Russia: 29.0 million
9. Brazil: 27.7 million
10. South Korea: 27.3 million
11. Canada: 21.8 million
12. Italy: 20.8 million
13. Spain: 17.9 million
14. Mexico: 12.5 million
15. Netherlands: 11.8 million
Interessante o dado, de que desde 2000, o acesso a internet no mundo, cresceu mais de 300%.
O artigo completo pode ser acessado em ComScore: Internet Population Passes One Billion. O blog Startupi também noticiou Somos 28 ou 45 milhões?.

Ano passado, fui a Nova Iorque participar de um curso de um dia com o Seth Godin e pedi dicas para meu amigo Luiz Alberto Marinho, especialista em branding e varejo sobre quais as lojas mais legais de se visitar em NY, para aprender marketing, experiência do cliente, etc. Na minha lista já estava a Apple e o supermercado Whole Foods.
Como sempre, ele foi super legal, e me mandou várias dicas. Essa semana, é ele que está em NY, participando do NRF 2009 e escrevendo de lá. Vale a pena ler todos os artigos dele, no Blue Bus, direto de New York.
As lojas que ele me recomendou:
- FAO Schwarz, que fica na 5ª avenida bem ao lado da Apple. É uma loja de brinquedos incrível, com uns 3-4 andares, milhares de brinquedos, de todos os tipos e tamanhos. Fiquei me imaginando lá com o Vicente, meu filho, curtindo cada coisa.
- American Girl Place. Essa eu não visitei.

- Abercrombie & Fitch, da 5ª avenida com 56th St. Essa eu só fui porque ele me sugeriu. Passei umas 4-5 vezes na frente e tinha fila para entrar. Passei um dia com chuva, e tinha um monte de gente na fila, se molhando, com umas capinhas e guarda-chuva. Fiquei intrigado. O que poderia ter lá dentro, para todo esse hype? A loja é uma loucura. Só modelos atendendo, iluminação diferente, bem escura. Preços três vezes maior que a GAP, e uma galera comprando. Não levei nada, mas achei uma experiência. Minha prima que abriu uma loja de roupas em Salvador recentemente precisa conhecer. Tenho certeza que sairá com mil idéias.
- Build A Bear. A loja que vende uma data de aniversário e não um bicho de pelúcia. Você monta seu bicho de pelúcia, cor, roupas, enchimento, acessórios. Sai de lá com um certificado de nascimento. Idéia genial, já copiada no Brasil, mas sem tanto glamour.
- Toys R Us, da Times Square. Uma loja enorme, com uma roda gigante dentro. Lá que comprei os presentes do Vicente. Muito legal mesmo. As crianças enlouquecem lá dentro. Um programa, um passeio. Muito mais do que fazer compras.
- M&M Store, na Times Square. Uma aula de como vender um produto, uma experiência, usando uma loja. Não sou fã de M&Ms, mas achei muito bem feita a forma de divulgar o produto, torná-lo ainda mais diferente. Lá eles vendem propaganda do produto em forma de roupas e souvenirs. E as pessoas compram.
- Prada, no Soho. Essa eu também não fui.
As outras duas, que já estavam na minha lista, e que o Marinho também endossou.

- Apple. Tudo que você imagina e sonha em uma loja de eletrônicos. Facilidade total de experimentação. Fiquei brincando com um IPhone e um Macbook air. Ninguém me incomodou. Se precisasse, tinha inúmeros atendentes muito simpáticos. O Cris Dias diz que os vendedores não recebem comissão. O objetivo ali não é vender, mas fazer marketing, interagir com o cliente. A venda é consequência.
- Whole Foods. Tudo que você pode sonhar em um supermercados de luxo. Carne orgânica? Tem. Sucos exóticos? Tem também. Smoothies malucos, prontos para beber, também. Cafés especiais, aos montes. Uma aula de marketing e diferenciação no mercado de alimentos. Se você trabalha com alimentos, precisa visitar uma loja dessas.
Continuo achando que Nova Iorque, e os EUA em geral, é uma aula 24 horas no ar, de marketing. Quem vende alguma coisa, precisa ir lá pelo menos uma vez por ano. Se paga, cada centavo. Ainda mais quando você tem amigos, que te dão conselhos tão bacanas.
A internet já é, nos EUA, uma fonte de informações mais importante que os jornais impressos, diz uma pesquisa recente da Pew Research Center.
O gráfico abaixo ilustra o enorme crescimento da internet como principal fonte de informação para os norte-americanos.

O mais interessante é que entre os jovens, esse crescimento é ainda maior e os números são mais impressionantes. Entre as pessoas abaixo de 30 anos, 59% considera a internet como principal fonte de informação, contra 68% para TV (a pesquisa permitia marcar mais de uma opção, por isso o somatório é maior que 100%).

Um dado interessante, que mostra como a internet é cada vez mais presente na vida das pessoas, ameaçando os jornais impressos, e até a TV.
A meu ver, o grande problema do jornal é que ele é lento para as notícias do dia-a-dia, e rápido demais para poder publicar análises mais aprofundadas dos acontecimentos (para isso, sou fã da Economist).
Já a TV, tem como principal problema o fato de não ser sob demanda. Você liga agora e precisa assistir o que a programação mostra. Não pode começar o filme, a entrevista, ou a reportagem quando chega em casa. Se chegou atrasado, perdeu. Isso não ocorre com a internet e a crescente oferta de vídeos online.
Aproveite e assista a essa apresentação sobre vídeo online. Segundo dados desse PPT, o vídeo mais assistido do youtube teve mais audiência que o SuperBowl 2008. Incrível.
A dica foi do blog Idéia 2.0.

Petrucia Finkler, prima da minha mulher que mora em Chicago (e é atriz de teatro), escreveu hoje um texto belíssimo sobre a sensação hoje por lá. Veja duas partes que gostei muito, e leia completo, no blog dela, My little green room.
Chorei muito em frente à TV. Chorei porque hoje, depois de mais de sete anos, tenho orgulho de morar neste país. Chorei porque me emocionei com a capacidade humana de evoluir sua consciência.
Relaxando e aproveitando este momento que de mágico, passou a concreto; da fantasia, para uma realidade que se estabelece em definitivo na casa branca dia 20 de janeiro.
Vale a pena ler por completo, aqui.


Caia na real, ou vá pra casa.
Descobri há pouco uma excelente apresentação sobre a situação da crise financeira nos EUA, com uma explicação muito bem feita, uma análise da situação atual e uma série de dicas para empresários e empreendedores.
Veja os slides da palestra:
Abaixo minhas observações, sobresse ótimo material. O principal:
- administre o que você controla (custos, previsões de crescimento e lucro)
- foque na qualidade
- não se arrisque
- procure reduzir dívidas (ou não fazer novas)
- fluxo de caixa positivo é um “must”
- orçamento base zero
- use cada dólar como se fosse o último
- equipe de vendas – aumente variável, reduza fixo
- seja rápido nos cortes, para sobreviver (excelente gráfico abaixo)
No final, a frase: “Get Real ou Go Home”.
Os blogs “do crédito” e tellEsfera que indicaram. Ótima dica.
Tenho uma longa admiração pela rede de cafeterias Starbucks.

Quando morei nos EUA, entre 1999 e 2000, passei bons momentos nas lojas de lá. Tenho marcado o dia que fui convidado por um amigo, primeira vez em um Starbucks, para ler o Wall Street Journal do dia e bater papo, em uma das cafeterias de Tucson, Arizona. Nesse dia, escolhemos uma loja longe de onde morávamos. Ao tentar pagar, a moça disse: “esses, hoje, são cortesia da casa”. Nunca me esqueci, mesmo depois de saber que é uma norma da empresa dar café de graça aleatoriamente.
Quando comecei a trabalhar na AgriPoint, li, emprestado do meu sócio, o livro “Dedique-se de coração”, do CEO Howard Schultz. Um dos melhores livros de negócios que já li, e que até hoje influencia a maneira como penso sobre negócios. A principal lição do livro é simples: sua empresa deve se basear em alguns poucos princípios fundamentais e, principalmente, deve ser fiel a eles.
Café e third place
A empresa busca oferecer um excelente café e ser um “third place“, ou terceiro lugar.
Um local onde você pode se encontrar com amigos, sem ser sua casa ou trabalho. Mas sem ser um local onde todos são anônimos. Onde você se sente bem e em casa, sem estar em casa.
Eu me sinto assim em um Starbucks. Vou lá para trabalhar, me distrair, passar bons momentos papeando com minha esposa ou amigos. Para mim, é um bom programa ir a um Starbucks.
Hoje a Starbucks está com problemas, ações em queda, competição acirrada, fechamento de centenas de lojas nos EUA.

Brasil x EUA
No final de abril, fui a Nova Iorque fazer um curso com Seth Godin, e tomei muitos café em inúmeros Starbucks da cidade. A primeira impressão: há uma loja em cada esquina, ou mais. É mais fácil achar um Starbukcs que um McDonald´s em Manhattan.
Segundo e mais importante: o atendimento nos EUA piorou muito. Parece que o problema é o grande número de lojas e a dificuldade de contratar um grande número de pessoas com habilidades para atender muito bem, e fazer um excelente café. Em especial quando a loja está cheia. O incrível é que Howard previu isso no livro, quando disse que não queria ter franquias, para não perder o controle, a qualidade, o padrão e mística. Com mais de 10.000 lojas no mundo, mesmo não sendo franquia, fica difícil.
Aqui no Brasil, as poucas lojas seguem muito cheias. O atendimento é muito melhor que nos EUA. Fiquei impressionado com isso, ao voltar a tomar café lá, quando estava nos EUA esse ano.

Outro detalhe
Acredito também que a empresa está aproveitando pouco a oportunidade de ser mais aberta ao cliente. Mais aberta a receber sugestões e críticas. Ter um blog (já escreveram sobre isso). Acabo de ler uma reportagem da revista Portfolio que dá a entender que a empresa faz pouco sobre isso (e a culpa é do jeito de Howard).

Escolha seu tamanho
O que desejo
Espero que a empresa volte a ser um sucesso, de público, de vendas, de admiradores, e também na bolsa. Como empreendedor admiro muito a capacidade deles de fazerem uma marca de luxo, que você pode usar.
Além disso, mesmo com todas essas críticas recentes, e o pior atendimento (nos EUA), continuo um cliente satisfeito, grande admirador. E o livro de Howard Schultz continua um dos meus preferidos, e um dos primeiros na minha lista de possíveis presentes a amigos.








