Ganhei em maio uma “advance copy” do livro que é lançado oficialmente hoje, Delivering Happiness, do Tony Hsieh, CEO e fundador da Zappos. Há tempos acompanho, assisto palestras e escrevo sobre a Zappos. É uma empresa que muito me inspira. Admiro muito o trabalho deles, a forma como conduzem a empresa. Eles têm um foco muito grande em cultura e acredito que essa é a principal fonte de vantagem no longo prazo. Além da cultura, se esforçam muito para ter o melhor atendimento ao cliente do mundo. Fiquei muito satisfeito em ter sido escolhido para receber (e resenhar) o livro do Tony antes do lançamento.
Edmour Saiani é um cara simplesmente espetacular. Conheci o Edmour Saiani numa situação inusitada e engraçada, no melhor jeito que a vida te surpreende.
Entrando na livraria Cultura do shopping Villa-Lobos, vi um pequeno cartaz anunciando a noite de autógrafos do novo livro dele. Já tinha ouvido falar demais dele, pela Lúcia Moraes, sempre com ótimas referências. Liguei pra ela e contei da coincidência.
Entrei na fila, comprei o livro dele, contei que já tinha ouvido falar muuuito dele. Ele fez uma dedicatória engraçada no livro: “Que a vida te dê muito leite!” e me entregou o livro com um enorme sorriso, com uma energia incrível. Na hora percebi que ele era um cara especial.
Li o livro e gostei demais. O tema é fantástico. Seja um ponto de referência. Seja o número 1, e não apenas mais um. É um tema que me acompanha há muito tempo. Sinto que meu grande desafio (como o de qualquer pessoa) é ser uma referência. Eu quero ser aquilo que só eu posso ser, nem mais, nem menos. Como disse Nietzsche: “Torna-te aquilo que tu és“.
Qual é a grande novidade do Edmour? Ele descobriu há pouco mais de 30 dias que está com câncer. Um problema sério.
Eu tive um problema de saúde, descoberto quando tinha dois anos. Isso me acompanha de forma indireta até hoje (um olho de vidro). E sei que isso me influenciou muito, em algumas coisas para pior, outras para melhor. Acho que desenvolvi uma sensibilidade, em parte por ter passado por isso.

Qual foi a resposta dele a esse pepino?
Ele me surpreendeu, enormemente. Ele é mesmo um ponto de referência. Está vivendo mais do que nunca. Iniciou um blog que se chama “A cura do Ed”, onde ele conta como está sendo cada dia.
Só que ele já mudou o nome do blog, agora é “CuradoEd”, porque a cura é uma questão de tempo – pouco.
Você lê os posts do blog dele, te dá um ânimo, te deixa feliz, te faz olhar a vida de forma diferente. Ele tá vivendo de uma forma incrível.
Hoje, dia 23 de abril, é aniversário do Edmour. Parabéns!! Você é um ponto de referência. Obrigado por compartilhar sua alegria, energia e vontade.
Assisti semana passada a um DVD produzido pelo IPLA e apresentado por Jorges Forbes, com o título Felicidade na clínica de Jacques Lacan. Fiz algumas anotações, bem no padrão neófito, que compartilho abaixo.
Tenho me interessado cada vez mais por psicologia e esse aprendizado tem me ajudado muito na busca por auto-conhecimento e qualidade de vida. DVDs como esse são, na minha opinião, uma excelente forma de aprender mais sobre o assunto. Uma aula com um especialista, que sabe muito do assunto e sabe apresentar. Como está gravado, você pode assistir onde e quando quiser.
Minhas anotações e meus comentários:
Em psicanálise se cria pouco, o principal é a recombinação. Não entendi :-)
Alguém recomendou a um jovem poeta: “Não comece falando sobre amor, sobre felicidade“. Falar sobre o amor é muito difícil, em especial se você não quer soar “água com açúcar”.
Quando o analisando diz “estou feliz”, já basta, disse Jacques Lacan, em uma palestra em Yale.
Ser normal é estar dentro da norma. Ou seja, é muito ruim ser normal (pelo menos para mim). Que alívio. :-)
Jorge Forbes indicou e citou mais de uma vez o livro Profanações, de Georgio Agambem, que quero comprar.
Felicidade é a capacidade de sentir magia. Acreditar que é possível criar magia. Por isso as crianças são, em geral, muito mais felizes que os adultos.
Amizade pode ser por prazer, por interesse ou por solidariedade.
Solidariedade é estar bem consigo mesmo.
Felicidade é possível se for disfarçada. Essa eu não entendi. :-)
O seu máximo é o mínimo para o outro. Uma bobagem. Nós somos uma bobagem. E é possível ser uma maravilha, sendo uma bobagem. Gostei dessa passagem, como isso acontece. O que é diferente, especial, único para você, para os outros isso quase não tem valor. Isso já aconteceu comigo muitas vezes. Há mais tempo achava estranho, ruim. Agora parece até um elogio.
A diferença e a excelência são solitárias. Quando você se destaca, você se separa dos outros, da multidão. Fica sozinho. E se não souber ficar sozinho, enlouquece. O fracasso é solidário, todo mundo te apóia.
Felicidade é suportar espaços vazios, silêncios e música clássica. Gostei dos dois primeiros pontos. O terceiro não entendi (deve ter sido uma piada, que só especialistas entendem rs..). Acredito que para ser feliz, você precisa se bastar, precisa conseguir viver e passar bem o tempo que tem consigo mesmo, sozinho. Pode ser um pouco egoísta, mas acho que é necessário.
Sair da relação de culpa e ir para a relação de responsabilidade. Essa eu também não entendi.
Ser consequente com seu dizer. Escuto isso da minha psicóloga sempre, mas confesso que ainda entendo pouco, sobre o real significado disso.
Felicidade, em francês, significa encontro (bonheur = boa hora).
Felicidade é suportar a surpresa e o acaso.
Comentário extra: Usei o bloco de notas do IPhone para anotar esses pontos, enquanto assistia ao DVD. Achei que valeu a pena. Estou usando cada vez mais o IPhone para coletar minhas idéias e impressões, a medida que vou pensando, vivento, nessa correria que é minha vida.
Um mapa/gráfico do Seth Godin de como prosperar, conseguir bastante trabalho e ser feliz, avaliando apenas dois pontos: generosidade e tranquilidade.
Para ser amargo, amedrontado e sozinho, basta cuidar para ser muito egoísta e nervoso. Simples de falar/escrever, difícil de colocar em prática.

Talvez seja uma simplificação, mas vale o lembrete e a reflexão. A pergunta que não quer calar: quem é Jessica Hagy? :-)

Acabei de ler um texto antigo e excelente do Eduardo Carvalho, no Digestivo Cultural, sobre aventuras.
“Se alguém me perguntasse qual a utilidade de escalar, ou de se tentar escalar o pico mais alto do mundo, eu seria obrigado a responder ‘nenhuma’. Não há nenhum objetivo científico a ser alcançado; e simplesmente a satisfação do impulso de realização, o desejo indomável de ver o que jaz além, que sempre pulsa no coração do homem”.
Me lembrei de um livro de 1990, chamado Flow, que foi publicado no Brasil com um título ruim (Psicologia da Felicidade) e esquecido. Nos EUA é bestseller e comentado até hoje. Comprei uma edição paperback o ano passado quando estava por lá e adorei o livro, que fala sobre a “psicologia da experiência ótima”.
O autor de nome bem difícil (Mihaly Csikszentmihalyi), estuda o que são, e como funcionam as atividades que dão mais alegria ao ser humano. Varia de pessoa para pessoa, de país para país, de cultura para cultura. Mas a estrutura, o perfil da atividade e as sensações que trazem, são muito parecidas em todo o mundo.
Me animei a escrever um resumo, para despertar o interesse do pessoal. Em breve por aqui.
Recebi há pouco da minha psicóloga, a citação, de Mario Quintana:
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
Me lembrei também de uma outra frase, dos índios Ayama:
Quando tinha todas as respostas, mudaram as perguntas.
E de outra, de Jorge Forbes.
A felicidade não é para preguiçosos, nem para medrosos.







