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Uma referência bacana sobre mobile

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O pessoal da .mobi está preparando e divulgando um material muito interessante sobre internet e mercado móvel. O mais bacana é que é muito conteúdo em apenas uma página. Confira o de fevereiro e março.

Parabéns! :-)

 

A internet está me deixando mais burro?

A internet está me deixando mais burro?

Acabei de ler um texto na Wired que me confirmou uma intuição minha: ficar navegando de página em página na web pode ser prejudicial para sua habilidade em aprender, avaliar e pensar criticamente. Eles citam um estudo que mostrou que diminuimos nossa capacidade analítica ao ficar vendo dezenas/centenas/milhares de informações picadas e não nos aprofundando em nada. Leia mais

Resenha do livro Crush it, de Gary Vaynerchuk

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Acabei de ler o livro Crush it, do Gary Vaynerchuk, o criador da Wine Library TV, um fenômeno da internet. Gary criou um “império” sobre vinhos, em muito pouco tempo, usando a alavancagem da internet e mídias sociais. O livro é curto e muito interessante. Foi recém-lançado e comprei e li no Kindle. Se fosse impresso, nem teria chegado ainda aqui.

Como Gary é o rei do vídeo online e acredito que tenho muita coisa a aprender nessa área, resolvi fazer esse post em vídeo.

Veja abaixo os principais tópicos que falo no vídeo.

  • quem é Gary Vaynerchuk e o que é a Wine Library TV
  • siga sua paixão – a vida é muito curta
  • construa sua marca pessoal, mas não fique só vendendo você
  • seja você mesmo, polarize people
  • usando a internet e mídias sociais como alavancagem
  • crie conteúdo
  • no oceano da internet, qualidade é um ótimo filtro para conteúdo
  • combinando trabalho duro, paixão e expertise
  • fortaleça sua comunidade – publique, pesquise, mapeie e faça contato
  • a melhor estratégia de marketing
  • pergunte – “o que posso fazer para te ajudar?”
  • conte sua história
  • como monetizar seu trabalho na internet
  • legado versus dinheiro
  • não pense que você vai trabalhar menos
  • dicas: tubemogul, ping.fm, ustream.tv, botões call-to-action, wordpress, tumblr, botões share
  • facebook fanpage e facebook connect
  • twitter – ele tem mais de 800 mil seguidores
  • mídias sociais é um negócio, ponto final
  • intermediários cada vez com menos espaço
  • quais as formas ele usa para capturar e fidelizar clientes
  • botão e página “quer fazer negócios comigo?”
  • cuidado com a medição de estatísticas
  • transparência e abertura
  • tenha paciência, não acontece do dia para noite
  • esteja disposto a mudar e se adaptar
  • nunca é um mal momento para começar uma empresa (a não ser que seja uma empresa medíocre)
  • currículo está em extinção

Conclusão

  • a internet pode alavancar e muito seu potencial
  • para ter sucesso como o Gary, não tente ser como ele, tente ser como você
  • paixão, expertise e muito trabalho, juntos, vão te levar longe

Escrito em Osorno, no Chile, onde fiz uma palestra na quinta (05-11), sobre exportação de carne bovina. O vídeo foi gravado em Piracicaba, SP, segunda-feira, 09-11.

Aproveite e assista a uma palestra dele, no ano passado.

Ashton Kutcher, no encerramento do #Mixx 09, em NY

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Ashton Kutcher, mais conhecido como o marido da Demi Moore, ou o cara que chegou primeiro a ter mais de 1 milhão (!!) de seguidores no twitter, foi a palestra-entrevista encerramento no Mixx 2009, em NY, que aconteceu dias 21 e 22 de setembro.

Ashton Kutcher me surpreendeu, até porque minha expectativa era muito baixa em relação a apresentação dele. Fiquei meio que pré-julgando: lá vem um galã americano dizer umas baboseiras sobre mídias sociais e todo mundo vai bater palmas (em especial as mulheres). É claro que a mulherada não decepcionou, o frisson foi engraçado no evento.

O Sr. Kutcher sabe do que está falando. Ele obteve realmente um feito inédito no twitter e tem hoje cerca de 3,8 milhões de seguidores. Um número incrível.

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Algumas anotações que fiz sobre a entrevista do Ashton Kutcher:

  • “Nós vivemos em público”. Saber disso ajuda e muito. Eu entendo que cada vez mais tudo o que fazemos será público. Se você faz o bem, é tranquilo. Mas se você é um picareta, vai ficar cada vez mais complicado se dar bem. Além de vivermos em público, agora é mais fácil rastrear o que você fez há 10 anos atrás. A memória da internet é muito boa. “Nós vivemos em público” também se aplica a marcas, a empresas.
  • “Vídeos curtos, de 3-5 minutos, são um ótimo formato de interagir com seu público”. Achei interessante, pois ele mostrou alguns exemplos e me confirmou mais uma vez que vídeo é a nova fronteira da internet. O potencial de impacto é muito maior do que com texto (apesar de dar muito mais trabalho fazer) e do que com apenas áudio. Ele falou de uma empresa de compartilhamento de vídeos com duração máxima de 12 segundos!
  • Honestidade será um grande ativo. Ele deu como exemplo a indústria de filmes nos EUA, que é muito fechada e que está indo (sendo forçada) a se tornar mais aberta, mais honesta. “Não dá para usar maquiagem na web”.
  • “Se conecte, compartilhe, colabore”. Essas três palavras formam o mantra do Ashton Kucther. Meio simplista, mas como ouvi hoje (19-10) “Nas mídias sociais, o difícil não é planejar, mas executar“.
  • “Produza conteúdo que seja sinônimo da sua marca”. Se as pessoas compartilharem seu conteúdo, estarão falando da sua empresa. Concordo 100% com isso.

No início da palestra dele, fiz uma piadinha no twitter, sobre como obter 1 milhão de seguidores: namore a Demi Moore ;-)

Interessante que a maioria das coisas que procurei, feitas pela empresa dele na web, quando clicado, vai para o Facebook. Não tem site, apenas direciona para uma “fan page” ou app page” do FB. Um exemplo aqui.

Outra coisa que mandei para o twitter durante a palestra dele é que ele acha que na internet, você pode ser o Roberto Marinho de si mesmo (em outras palavras, é claro). Essa é uma frase do Marcelo Tas, o rei do twitter no Brasil.

Para finalizar, uma foto do casal ;-)

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Mixx 2009: valeu a pena? O evento em si, as palestras, não pagaram a viagem. Não valeria a pena ir só para isso. Mas valeu a pena passar dois dias em NY (sempre bom), e conhecer muita gente interessante que trabalha com internet no Brasil. Não sei se vou em 2010, se for, vou na feira de stands.

Nikesh Arora, diretor global de vendas e operações do Google, no #Mixx 09

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Nikesh Arora foi um dos melhores palestrantes do Mixx 09, que aconteceu em 22 e 23 de setembro, em NY. O tema da palestra foi “O fim do marketing digital?”.

Antes chamávamos de telefone celular, hoje de telefone. Antes de carruagens sem cavalos, agora de carros. Antes TV a cores, agora só TV. Logo vamos chamar o marketing digital de apenas marketing.

Como todas as mídias, que quando surgiram, ainda passaram por um longo processo de evolução para se tornarem um sucesso (ex.: TV, rádio, etc), a internet, o marketing digital ainda vai evoluir muito frente ao que conhecemos hoje. Criticar o que temos hoje é um passo para não enxergar o que vem pela frente.

Com o tempo, e a tecnologia, cada vez mais vamos ser capazes de entender quando, como e onde cada pessoa está consumindo conteúdo, informação e publicidade. E isso não será apenas na internet ou no celular. Em breve, TV e rádio serão mais e mais sob demanda, e com essas características de entender onde/como/quando está seu consumidor. E se adaptar a isso.

Arora disse que o marketing é a nova finanças, querendo dizer que quem entende de matemática vai ter uma vantagem no novo marketing. Métricas serão cada vez mais importantes. Ele deu um exemplo interessante: antes se fazia amostragem, hoje o Google faz um teste com toda a opulação. Lançar um produto beta não é mais um experimento em que se expõe seu produto a uma parcela, amostra da população. Agora você mostra a todo o seu mercado alvo. Essa é realmente uma mudança incrível, e o Google é um exemplo de como fazer isso bem.

Outro exemplo legal foi o de realidade aumentada. Ao se filmar/fotografar um edifício com seu celular, ele automaticamente acessa web, e checa onde você está, o que tem de dados sobre aquele prédio (história, informações, etc). Isso vai influenciar tudo, inclusive a publicidade. Imagine mostrar mensagens relevantes para a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. A matemática por traz disso tudo deve ser mosntruosa, mas é o sonho de consumo dos marketeiros. Essa nova tecnologia pode ajudar a tornar todo anúncio envolvente, uma vez que você mede os resultados e só mostra o que é relevante.

Outro comentário interessante dele foi que o inventário de mídia está crescendo de forma muito mais rápida do que a capacidade atual de vender publicidade sobre essa mídia. Um dos grandes desafios vai além a venda. É a organização desse inventário de conteúdo. Imagine quantas páginas do orkut ou Facebook seriam interessantes para centenas se não milhares de empresas. O problema é que hoje não se consegue separar essas páginas de outras com pornografia, xingamentos, agressões, etc. Essa incapacidade de filtrar, organizara e separar o “joio do trigo” torna mais difícil (para não dizer impossível) vender esses espaços.

Duas frases muito interessantes:

  • O santo graal da publicidade é fazer com que ela se pareça com informação.
  • No futuro, tudo estará muito próximo de você.

Veja o vídeo resumo, do IAB, abaixo:

Chris Anderson, dos livros Long Tail e Free, fala no #Mixx 09

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No segundo dia do MIXX 09, evento da IAB em Nova Iorque, a grande atração da manhã foi Chris Anderson, autor dos aclamados Long Tail e Free, entrevistado pelo jornalista Charlie Rose, considerado o melhor entrevistador dos EUA. O tema da conversa foi o livro Free e como as empresas de mídia vão se adaptar a esse novo modelo. Chris fez um resumo bacana do seu livro, dando alguns destaques interessantes.

Produzir e distribuir conteúdo pela internet se democratizou. Custa muito pouco e esta cada vez mais barato. Os precos caem 50% ao ano. Nao há mais monopólio das grandes empresas de mídia. Como os empregadores de Chris e Charlie :-) A facilidade de produzir e disponibilizar, leva a um grande inventário de mídia a ser vendido. Oferta cresce mais que demanda, preco cai.

O desafio da mídia hoje não é mais construir uma grande base de usuários, ou eyeballs como os gringos adoram repetir. O problema agora é outro, como fazer para ganhar dinheiro se grande parte do seu conteúdo é de graça. Segundo Anderson, o desafio agora é criar novos produtos, novos serviços que serão a parte premium do seu produto, usando o modelo de negocio freemium (free + premium).

Nao há receita de bolo e parece que ninguém sabe a resposta ainda. Mas todo mundo está procurando a sua. As pistas sao serviços, conteúdo extra, formato diferenciado, souvenirs, entre outros.

Chris Anderson citou dois exemplos. O primeiro foi o grupo de comédia Monty Python, que cansado de ver seus vídeos pirateados no youtube, resolveram eles mesmos criar um canal exclusivo do grupo, com tudo de graça. E venderam muito, muito mais DVDs com isso. O outro exemplo é o proprio livro Free. Teve versão grátis (por apenas uma semana) no Kindle, outra grátis para leitura online, audiobooks grátis. E mesmo tendo muitas versões grátis virou bestseller da versão paga (impresso). É provavel que as versões grátis ajudaram a vender mais a versão paga, pois gerou atenção, buzz. Eu mesmo tenho duas versões grátis (kindle e audiobook), mas não tenho a paga.

Chris falou muito: atenção hoje vale dinheiro, pois é escassa.

No final, falou de um tema que não conhecia e fez sentido, despertou o interesse. Disse que o “small” é cada vez mais importante. Mesmos as grandes empresas, com presença global, estão pensando em como construir negócios com foco no local, em pequenas comunidades, pequenos grupos de pessoas. Um bom dever de casa, para quando voltar ao Brasil.

O modelo freemium pode não estar definido como será na prática para as empresas de mídia, mas Chris Anderson já descobriu o dele. Escreve livros sobre o grátis e vende palestras caras para explicar o conceito ;-)

Escrevi esse post para o Blue Bus, e foi publicado resumido no mesmo dia do evento, há duas semanas.

Leia os outros posts que escrevi sobre o Mixx 2009.

Debate sobre futuro do vídeo online, no #Mixx 09

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Um debate, que consegui pegar apenas a parte final, foi sobre o futuro do vídeo online. Três comentários interessantes, que anotei, foi que vídeo é parecido com musica. Se houver disponibilidade, conveniência, qualidade e segurança, há público disposto a pagar por isso. O iTunes é um exemplo de que muita gente prefere pagar a correr o risco de pegar vírus, ter baixa qualidade, etc.

Outro ponto que me chamou a atenção foi um comentário sobre modelo de negócios. Muita gente acredita que as formas de monetização serão muitas. Venda de assinatura, venda de conteúdo extra, publicidade, etc. E por fim, alguém da mesa falou que o consumidor segue o conteúdo.

E o vídeo e cada vez mais um conteúdo que as pessoas querem consumir, que causa impacto. Se isso e verdade, vídeo na internet veio para ficar, e o modelo de negócios vai surgir, mesmo que nenhum desses atuais.

E completou, “minha dúvida é apenas em relação ao curto-médio prazo, pois vídeo online veio para ficar”.

Fui comprar minha câmera ;-)

Um dos panelistas fez uma apresentação, que disponibilizou para download (exceção no evento). Coloquei no slideshare e você pode ver abaixo. É interessante notar que os números podem levar a conclusões erradas. Há muita gente assistindo vídeos online, mas o tempo gasto na frente da TV é ainda muito, muito superior.

Vale a pena assistir abaixo.

Bank of America, construindo um diálogo real usando mídias sociais, palestra no #Mixx 09

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Outra palestra bacana do evento foi o estudo de caso apresentado por Adam Turinas, da agência Organic e Jennifer McDonald, executivo de marketing digital do Bank of America. Eles mostraram como estão usando o twitter para se aproximar dos clientes, ganhar uma cara mais humana, diminuir os problemas. Falaram e mostraram alguns conceitos aplicados interessantes.

É normal que uma grande empresa tenha alguns clientes frustrados. E eles já estão falando (mal) da empresa por aí. Por existir o twitter, agora alguns expressam sua insatisfação lá. O twitter não criou essa situação, apenas tornou mais visível e transparente. Eles falaram que defendem internamente o uso do twitter como uma ferramenta de interação com os clientes como qualquer outra forma ou ferramenta de atendimento.

Mostraram casos em que a atuação pró-ativa da empresa conseguiu reverter casos bem negativos. Um exemplo foi um post com um titulo mais ou menos “BofA talvez não seja tão ruim assim”.

Um detalhe que me chamou a atenção e que o twitter @BofA_help não tem o logo do banco como imagem do perfil, mas uma foto da pessoa que opera essa conta. Não tinha visto isso acontecer ainda, não sei se mudei minha opinião, mas foi um pequeno detalhe que me fez pensar mais. Se você vai ao banco e interage com uma pessoa especificamente, poderia ser assim também no twitter. É provável que de uma impressão mais humana, mais próxima. Um detalhe que pode causar um impacto positivo, mesmo que passe despercebido.

No final, contaram que estão começando a divulgar mais a conta de atendimento ao cliente no twitter, pois vem tendo bons resultados. Ainda nesse painel, sobre mídias sociais, outra apresentação resumiu seus desafios em autenticidade, transparência, relevância e engajamento.

Leia mais sobre o Mixx 2009 em NY.

Tim Armstrong, chairman e CEO da AOL, no #Mixx 09

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Tim Armstrong já trabalhou no Google, antes de ir para a AOL, uma empresa com um grande desafio pela frente. Já foi uma das empresas mais importantes do mundo na internet e hoje está meio que esquecida, de lado. Tim deu muito destaque para o conteúdo. Falou que a empresa é focada nisso, e tem aí seu principal diferencial competitivo.

Iniciou a palestra mostrando alguns números e pedindo para a plateia adivinhar o que cada um significava. O primeiro era o número 1560. Alguém disse da plateia: é o numero de jornalistas da AOL? Ele respondeu que não, eram 3.000 no total. 1560 era o número de lojas fechadas da Blockbuster. E mostrou um outro lado. Ao mesmo tempo que mostra os problemas, dificuldades da Blockbuster, mostra uma série de oportunidades para a Netflix e até para a AOL.

Se tem menos gente alugando filmes em lojas físicas, pode ter mais gente consumindo entretenimento de outras formas, seja alugando um DVD pela internet, ou consumindo vídeos pela internet. Ele tem razão, enquanto uns choram, outros vendem lenços.

Também fez questão de mostrar a força do twitter e como ele pode ajudar uma série de outros produtos, como séries de TV. Com o twitter ficou mais fácil segmentar muito a informação que chega a cada um.

Ainda sobre conteúdo, a visão do Tim e colocar o conteúdo certo para o consumidor certo com a publicidade certa. A fragmentação é nossa amiga, disse. As áreas de atuação da AOL atualmente são conteúdo próprio, venda publicidade em rede de sites parceiros, sites regionais/locais, comunicação e mensagem (a AOL é dona do ICQ e de um messenger próprio) e AOL Ventures, uma espécie de fundo de investimentos em novos negócios.

De tudo isso, o que mais me chamou a atenção foi o último. Mostra que eles perceberam que dificilmente uma grande empresa vai conseguir criar negócios altamente inovadores dentro de casa, por isso apostam em ter uma série de investimentos em startups, podendo lucrar muito com isso. O novo Google ou o novo twitter não vai surgir dentro da AOL, mas pode surgir dentro de uma startup financiada pela AOL.

Perguntaram o que ele aprendeu nos tempos de Google, que aplicava na AOL e também o que não servia no novo posto. Respondeu que aprendeu com o Google que a tecnologia pode ajudar muito. Falou que o Google é muito bom em conectar os “tubos subterrâneos”, ou seja, faz funcionar o que ninguém vê, mas que faz toda a diferença. O que não aplica na AOL é o pouco foco em conteúdo dado pelo Google, que quer integrar, mas não produzir conteúdo.

Achei a palestra interessante, mas é difícil imaginar que a empresa terá um futuro brilhante pela frente. Me parece que muito dificilmente ocupará o local de destaque que já teve, no “início” da internet.

Veja todos os meus posts sobre o evento Mixx 2009 dias 21 e 22 de setembro, que participei em New York.

Jeff Benjamin, Crispin Porter + Bogusky: não sou eu que vou fazer a revolução digital, no #Mixx 09

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Jeff Benjamin, vice presidente e diretor de criação interativa da Crispin Porter + Bogusky também fez uma mini-palestra de 5 minutos. Disse uma coisa bacana e humilde.

Ele não acha que ele mesmo vai fazer essa revolução criativa, mas a molecada que está começando a trabalhar agora, que tem uma vida muito mais digital. Uma geração onde o digital é onipresente.

Lucas Watson, Global Team Leader de Estratégia de Negócios Digitais da Procter & Gamble, no #Mixx 09

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Lucas Watson começou a palestra falando de dois campos de golf dos EUA, um feito pelo Donald Trump, em que se construiu tudo do zero. Um outro campo totalmente feito pelo homem. O outro, um campo de golf muito simples no estado de Nebraska, onde pouca coisa foi feita. Um campo de golf com pouca interferência do homem. E esse mais simples e mais barato, é mais admirado. Ele usou essa comparação para falar de ações digitais.

As vezes, fazemos uma grande obra, se mexe em muita terra, mas alguém faz muito menos esforço e tem mais resultados.

Ele mostrou alguns conceitos bacanas.

Você precisa de um ideal e de uma ideia. Mostrou um video simples, de bebes dormindo com uma musica calma, usado para vender Pampers.

Ou então você pode ter uma ideia muito boa, que e colocada em prática de forma fácil. Mostrou o caso de um banner da batata frita Pringles, que era uma brincadeira, com frases engraçadas, que iam mudando a cada clique do internauta.

Eram 128 telas com pequenas frases diferentes em cada um, com o mesmo fundo, layout, etc. Disse que a maioria das pessoas clicava atá o final. Isso mesmo, 128 cliques! A parte que ele mostrou na palestra era realmente bem engraçada, arrancou risadas da plateia. Simplicidade é o verdadeiro brilho criativo, disse. “Use o campo que você tem”, lembrando da comparação inicial entre campos de golf.

A criatividade pode vir de qualquer lugar. Lucas mostrou outro exemplo de crowdsourcing, onde o design de uma campanha do perfume da Hugo Boss foi feita por um tailandês de 18 anos, sem formação em design ou publicidade. O engraçado é que era a marca de perfume que eu uso.

Outro trocadilho que ele fez e que o dinheiro não pode comprar felicidade. E tambem não consegue comprar (sozinho) criatividade.

Ao final, contou o que a P&G vem fazendo para aumentar sua criatividade. Estão aumentando importância do digital, simplificando o briefing creativo, medindo e aprendendo o tempo inteiro, premiando a colaboração entre agências que os atendem e por fim, estimulando experimentos e a inovação.

Steve Wax, da agencia Campfire, no #Mixx 09

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Steve Wax, da agência Campfire, foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos no MIXX 09, em NY na semana passada.

Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Está num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim é que ele está nu nesse sonho. Disse que essa é a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia. Antes, uma agência tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups.

Hoje não, interage, mesmo sem querer com todo o público. E outra, o grande público também está no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme. E tem a plateia inteira no palco, falando de você. A agência, e seu tabalho, está muito mais exposto. Literalmente nu.

Falou que fazer publicidade está muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele, o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.

“Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem”. E esse “outros” é cada vez mais amplo. O anúncio de 30 segundos agora é visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia é muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho é reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.

Disse que o planejador de mídia é o novo homem do tempo. Está sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.

Outra frase dele que gostei foi: “Uma sequência de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado”.

Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.

Gostei bastante da pequena palestra dele. Conseguiu explicar bem que a realidade mudou, e que se você for realmente bom em entender o cliente final e em reger experiências da sua marca, pode ter um trabalho bem mais divertido e certeiro hoje em dia. Interessante que ele juntou interação cliente-marca e métricas como os dois focos da comunicação hoje.

O twitter do Steve é @campfiresteve.

Steve foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos. Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Esta num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim e que ele esta nu nesse sonho. Disse que essa e a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia.

Antes, uma agencia tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups. Hoje não, interage, mesmo sem querer com o publico todo. E outra, o grande publico também esta no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme, e tem a plateia inteira no palco, falando de você Você esta muito mais exposto. Literalmente nu.

Falou que fazer publicidade esta muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.

Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem. E esse “outros” e cada vez mais amplo.

O VT de 30 segundos agora e visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia e muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho e reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.

Disse que o planejador de mídia e o novo homem do tempo. Esta sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.

Uma sequênciasequencia de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado.

Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.

Yusuf Mehdi, vice presidente senior da unidade de negócios “Audiência” da Microsoft, na #Mixx 09

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O tema da palestra foi “Misses, Home Runs and Game Changers”, algo como “bolas fora, golaços e mudanças radicais”. A palestra começou mostrando o gráfico já tradicional de quanto tempo cada meio de comunicação levou para atingir 100 milhões de usuários. O Facebook levou so 9 meses. Yusuf também adotou o padrão americano de apresentar uma palestra usando listas. Dessa vez foram as 5 lições da publicidade digital.

As 5 lições de Yusuf, da MS:

  1. Seja autêntico, seja você mesmo. O primeiro exemplo foi a million dollar homepage, um caso de 2005 (ou algo próximo) em que um estudante fez uma pagina com um milhão de pixels e vendeu cada um por US$1. Graças ao boca-a-boca, ele conseguiu a inimaginável façanha de vender tudo. Um caso antigo, mas legal de relembrar, mesmo sendo altamente improvável conseguir emplacar algo do gênero.
  2. Medir, medir, otimizar, otimizar. Falou sobre a Zappos, que testa muito seu site, buscando otimizar os resultados de vendas. Esse tema otimização e conversão, em especial em e-commerce e muito mais falado nos EUA do que no Brasil. Tenho a impressão de que muito mais gente se preocupa com SEO (aparecer no Google) do que em converter (transformar a visita no site em negocio, contato).
  3. Seja social. A web e uma rede de pessoas. Por mais obvio que pareça, muita gente ainda não entendeu. O exemplo aqui foi o site MyStarbucksIdea, onde clientes e fãs da marca de café podem opinar, sugerir e reclamar. O especial nesse caso e que o site tem todo um sistema de votação, onde os próprios leitores do site elegem o que mais importante. O Starbucks usa um sistema aberto para receber sugestões e mais importante do que isso, saber classificar o que e relevante para muita gente do que e algo que apenas um cara quer que seja feito. O Starbucks, que vem passando por resultados ruins, foi criticada no passado por demorar a abraçar a web como ferramenta para se aproximar do cliente. Agora e caso de sucesso, com esse site e também no twitter.
  4. Aproveite as oportunidades, responda rápido. Esse foi um exemplo legal. Mostrou o caso do Ashton Kutcher que soube literalmente aproveitar a onda do twitter e no momento certo usar o que ele tinha de ativos (ate a namorada), para ser a primeira conta no twitter a alcançar 1 milhão de seguidores. Hoje, o sujeito tem mais de 3,6 milhões de seguidores. Não teve que “pagar” nada por isso e esta colhendo os frutos. Virou ate palestrante sobre mídias sociais (vai fazer a palestra de encerramento do evento nessa terça-feira).
  5. Publicidade e conteúdo. Seu anuncio tem que ser legal, bacana. Tem que dar o que falar. Como muita gente já diz, precisa divertir, informar ou prestar um serviço Yusuf mostrou o Burger King como referencia nessa área, ha anos fazendo propagandas que se tornam virais, que muita gente se da o trabalho de procurar e assistir no youtube. Teve sucesso também em redes sociais. Criou o Whopper Sacrifice, em que você precisava ‘sacrificar’ 10 amigos no Facebook e com isso ganhava um cupom para um Whopper grátis Em tempo, o Facebook proibiu o aplicativo.

Yusuf tentou fazer um estudo de caso juntando essas 5 lições para falar do Bing, novo sistema de buscas da Microsoft. Em seguida, passou um video do “natal project” mostrando um novo videogame que não precisa de console. Uma câmera filma e interpreta seus movimentos, servindo para chutar a bola num jogo de futebol, acelerar, fazer curvas e passar marcha numa corrida de F1 e escolher com os dedos qual filme assistir.

Fez também uma demonstração ao vivo de sistema revolucionário, que junta esse “natal project” e o produto conceito “surface” da empresa, com outros acessórios também de cair o queixo. Telas enormes, um assistente digital, interface intuitiva, inteligência artificial. Simplesmente incrível.

Você vai conversar com o computador, olhando no olho do seu digital assistant. Vai puxar com um movimento dos dedos da mão uma foto do celular para uma dessas telas. Ao rever um projeto em 3D, ao andar na frente das telas, as imagens se movem, pois se e 3D, você vai ver a perspectiva real de cada ponto que estiver. Um salto tecnológico maior do que a comparação dos computadores de uma tonelada dos anos 70 que levavam dias para um calculo simples com a funcionalidade de um smartphone atual. Alguém comentou comigo que era melhor do que o computador do Tom Cruise no filme Minority Report. Eu fiquei impressionado, e a plateia toda também.

Colleen DeCourcy, Chief Digital Officer da TBWA Worldwide, na #MIXX 09

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Colleen foi a primeira palestrante intersticial do Mixx 2009 em NY. Entre uma palestra e outra, um publicitário fazia uma palestra de 5 minutos respondendo “O que significa revolução criativa na publicidade interativa para você?” Gostei muito do formato. Bom conteúdo, em muito pouco tempo e dava um break entre as palestras mais longas.

Achei muito interessante um comentário dela, no final da mini-palestra, que foi o que me marcou. Disse que a internet não é o destino, mas uma placa de trânsito, de sinalização, que te indica o caminho.

Entender a internet como algo que vai ajudar as pessoas a irem mais longe, a lugares mais legais e que pode permitir muita coisa interessante no mundo real e uma forma e muito bacana. Por sinal, muito semelhante ao posicionamento de longa data do BlueBus.

PS: Hoje estou em Washington, DC, no segundo dia do evento INC500, que está sendo incrível.

Meus dois posts para o Blue Bus sobre o #MIXX 09, em NY

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Segunda e terça dessa semana, participei em NY do evento MIXX, organizado pela IAB, sobre publicidade interativa. Escrevi dois posts para o site Blue Bus sobre o evento. Veja os links abaixo e uma breve chamada de cada um.

Começou a Mixx 2009 em NY | Revolucao criativa na publicidade

Na parte da manhã, o destaque foi a demonstração ao vivo do novo sistema interativo da Microsoft, um escritório do futuro, com assistente digital inteligente, vídeo-conferência de corpo inteiro e controles do sistema sem uso de mouse, joystick ou coisas do gênero. Voce se mexe e o sistema entende. Minority Report na vida real, ou para os mais velhos – os Jetsons – em 2009. Apesar dessa parte da palestra ter sido uma mega propaganda da Microsoft, todo mundo adorou.

Chris Anderson, dos livros Long Tail e Free, fala no Mixx 09 do IAB

Chris Anderson citou dois exemplos. O primeiro foi o grupo de comédia Monty Python, que cansado de ver seus vídeos pirateados no YouTube, resolveram eles mesmos criar um canal exclusivo do grupo, com tudo de graça. Venderam muito, muito mais DVDs com isso. O outro exemplo é o próprio livro Free. Teve versão grátis (por uma semana) no Kindle, para leitura online, audiobooks grátis. E mesmo tendo muitas versões grátis virou bestseller da versão paga (impresso). É provável que as versões grátis tenham ajudado a vender mais a versão paga, pois gerou atenção, buzz. Chris falou muito isso, ‘atenção’ hoje vale dinheiro, pois é escassa.

Fiquei muito satisfeito em ser “publicado” pelo Blue Bus, que é um site que acompanho e admiro desde 2002, quando estava começando a trabalhar, recém-formado. Julio, obrigado pelo espaço. Marinho, muito obrigado pela ponte.

Escrito em Washington, DC, onde começa amanhã a conferência INC 500. Essa promete muito.

Nizan Guanaes, da África e Grupo ABC, na Casa do Saber

nizan-guanaes

Assisti há mais de um mês a uma aula na Casa do Saber, com Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC e da agência África. Foi o segundo palestrante/entrevistado do curso Grandes Publicitários. Nizan deu um show. Tem uma energia enorme, literalmente “ocupou” todos os espaços da sala que tinha umas 70 pessoas. Cantou, declamou poemas, falou inúmeros palavrões. Não tentou vender uma imagem de bom moço. Um trator, que faz muito e não tem medo de ser quem é. Achei muito legal. Dizem que não é fácil trabalhar com ele. Acredito. E imagino que deve ser terrível mesmo, se você for “mole”.

Nizan Guanaes tem 51 anos, se considera chato, insatisfeito, inquieto. Fala que trabalha muito, 24 horas por dia. Negócio é negar o ócio. Nizan é filho de libanês e no início da carreira foi radialista. Diz sentir o pulso da audiência. Parece ter uma grande habilidade em perceber o que as pessoas estão sentindo, e mudar se for preciso para deixar sua marca, ou vender o produto do seu cliente. Seus ídolos são: GP Investimentos, Odebrecht, Dorival Caymmi. Gosta muito de trabalhar. Mas gosta também de se divertir. “Sou dono do dinheiro e não o contrário”.

Frases

“Vida é um vôo de tripa a tripa”, sobre a finitude da vida, e a necessidade de se fazer, acontecer enquanto você está aqui. Quando acaba não sobra nada.

“No céu não vou conhecer ninguém”, brincando com a possibilidade de ir para o inferno.

“Luto para que Deus acredite em mim”, ao ser perguntado se acreditava em Deus. São Paulo e São Pedro tinham muitos defeitos e foram eles que fundaram a igreja. Quer ser assim também.

“Minha tradição é mudar”.

“Publicidade compete com as vias urinárias”. Tem que ser muito bom, ele precisa vender o produto no intervalo. Se for ruim, todo mundo vai ao banheiro nessa hora.

“É preciso treinar muito para parecer natural”, Fernanda Montenegro.

“Dinheiro é igual um germe, precisa exterminar”, numa piada (acho que sobre a mulher dele). Gosta de ganhar dinheiro. E gosta de gastar dinheiro.

“Prometo glória, não prometo paz. Vá procurar a Thompson, se quiser paz”, em referencia a outra agência. “Meu slogan é Terrível, mas só contra os insetos”, sobre sua fama de mau, trator. “Sou duro, mas os princípios são bons”.

“Sucesso é uma empresa rentável, que você se orgulhe”. Várias vezes vi ele falando coisas que me lembravam muito o livro Double your profits, que é a bíblia do pessoal do GP. “Sucesso é contra sua natureza”. “A vida é domar a natureza”.

“Sou vulgar, mas minha obra não é”.

“Se você não gosta da segunda-feira, tem problema no trabalho. Se não gosta do sábado, seu problema é no casamento”.

“Acredito em talentos, em time. Talentos que viram sócios”.

“O saber alimenta e atormenta”, sobre o que podemos aprender, como podemos melhorar e como a sensação de que não sabemos nada pode angustiar. Isso acontece demais comigo.

“Na China, quando você se aposenta, vai trabalhar para as crianças”.

“Só é possível viver reinventando a vida”. Tem medo de se acomodar. Medo de se repetir. Roberto Marinho fundou a Globo aos 65 anos. Churchill foi um cara com problemas enormes, muitos fracassos. Teve sucesso só no final da vida. O novo livro do Jim Collins, How de mighty fall, comenta bem sobre Churchill.

“No Brasil, megalomaníaco tem vertigem no primeiro andar”. Falando que pouca gente pensa grande no Brasil. Isso é mal visto aqui. Ele quer sempre um sonho grande. É preciso pensar grande e treinar.

“É preciso colocar a sustentabilidade colocar dentro do modelo de negócios. Minhas agencias não são sustentáveis hoje. Não quero enganar. É muito difícil.”

“Todas as cartas de amor são ridículas”.

“Tudo vai mudar, mas o ser humano continua o mesmo”. Me lembrei do DVD O Poder do Mito.

“Niterói é a nossa Sausalito”. Uma comparação legal, mostrando que aproveitamos mal o que temos de muito bom. Nos EUA, os caras tiram “leite de pedra”.

“Se tudo tá fácil é assalto”. “Se tudo tá fácil, você não está no lugar certo”. “Time campeão está sempre sob pressão”.

“Eu olho a árvore pelo fruto”, sobre como avalia as pessoas, projetos. Sempre pelos resultados. E quer ser avaliado assim, pelo que faz, não pelo que os outros falam dele. “Flamengo não vai ser amado pelo Fluminense”. Ele não se preocupa em agradar a todos. “Não sou medroso”.

“Meu negócio é intervalo, é patrocínio”. Por isso entrou em eventos, como os de moda.

“O Brasil em algumas partes ainda é muito antigo”, sobre querer achar que o Brasil é a cidade de São Paulo, cosmopolita, conectada.

Deixar sua marca

Nizan falou várias vezes da sua vontade de fazer coisas maiores, de deixar sua marca. Além dos negócios visando o lucro, há também o Nizan social. Ele usa o mesmo estilo e sua grande influência e conexões para também fazer muito nessa área. Ajudou a reformar o Convento de Santo Antonio. Tem um programa social na África, com foco em educação contra violência sexual em crianças. Atua com o apoio/parceria da fundação do Bill Clinton.

Educação

“Educação é ditadura”, falando da relação dele com o filho. Força a educação dos filhos. Antonio, seu filho, estuda mandarim “na marra”.

Internet

Depois, quando vendeu a DM9 para a DDB, teve que fazer um contrato “non compete agreement” de dois anos, se afastando do mercado publicitário. Disse “devia ter ido rodar o mundo, que iria aprender muito mais”, mas montou o IG. E aprendeu muito sobre internet. Brincou “achei que iria entrar no programa how to be a millionaire e acabei entrando no Survivor”, sobre a dificuldade de lucrar nesse mercado.

TV ainda vai continuar sendo muito forte para produtos de massa. Internet é importante, mas depende de onde você está no Brasil. “Não copie os EUA, os dados demográficos de lá são muito diferentes do Brasil”, disse.

Negócios hoje

Quando voltou para a publicidade viu que precisava de escala. Tem o foco hoje nos países emergentes.

“As coisas nascem nas periferias, nas garagens”. O BRIC é a periferia do mundo hoje. No bom sentido, onde as coisas estão sendo criadas. Interessante essa comparação entre os BRICs e as garagens de empreendedores, uma boa analogia.

O Grupo ABC tem 17 agencias. Busca a gestão com meritocracia. Tem consultoria do INDG. É fã do GP, da Ambev. Ele quer que o ABC seja o nono grupo do mundo, já que o Brasil é a nona economia do mundo. Hoje é o vigésimo.

Pontos que mais me chamaram a atenção

Tem uma energia altíssima, invejável. Uma das coisas que mais me marcaram e que quero cultivar em mim também. Vontade muito grande, pensa grande, aplica o que sabe, procura aprender com os outros.

Não tem medo de ser ele mesmo. Quer ser ele mesmo no grau máximo.

Tem grande cultura.

Ótimas conexões. Conhece muita gente importante e famosa. Isso abre portas, ele chega “nas cabeças” e pode pedir e pensar grande. Sucesso puxa sucesso.

Mesmo tendo um negócio que é meio arte, com altas doses de criatividade, quer aprender com os melhores de gestão, como GP e INDG. Corta custos no que não é essencial. Mas isso é relativo, pois uma sede é essencial para uma agencia de publicidade. Me lembro de uma matéria da M&M falando da nova sede da Africa. Foco em resultados, pressão, não passa a mão na cabeça.

Nizan é mais do que um publicitário, tem visão de negócios, um empreendedor. Conseguiu ir além da área inicial dele, com muito sucesso. Talvez por isso foi o palestrante que mais gostei, pois consegui aprender e me inspirar mais.

O que levei dessa palestra-entrevista:

  • Seja você mesmo.
  • Pense grande.
  • Deixe sua marca no mundo.
  • Não tente agradar a todos.
  • Busque a excelência.
  • Quem faz muito, vai ter alguns inimigos, vai ter gente torcendo contra. O sucesso é solitário, fracasso é solidário.

Meu sócio, Marcelo Carvalho, que também está fazendo esse curso, escreveu um post, talvez mais completo que esse aqui.

Palestra do @MarceloTripoli no #EBP2009 e vídeo #ThinkSuccess

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Assisti sábado da semana passada uma palestra rápida e muito boa do Marcelo Tripoli, da agência IThink, no evento #EBP2009. A palestra foi muito boa e me deu várias ideias de novos produtos e mudanças no meu negócio.

Veja os slides, onde o ponto principal é a tese (que concordo) que o digital não é mais uma disciplina a parte. Precisa ser tratada como totalmente integrada na vida das pessoas e é claro nas campanhas de marketing.

O que me chamou a atenção:

  • numa economia lenta, mais rápido a web ganha força na comunicação
  • vídeo online se torna cada vez mais importante
  • faça uma campanha com web e use mídias offline como reforço, não o inverso
  • propaganda precisa criar valor para o usuário
  • cada vez mais as pessoas ignoram a publicidade que não agrega (não educa ou não diverte)
  • pensando em comunicação como: serviços, entretenimento, conteúdo

Por acaso, assisti agora também um vídeo preparado pela iThink, para um evento deles chamado Think Success. Assista o vídeo, que é um resumo legal do que foi apresentado na palestra.

Digital Age 2.0 2009: um evento que promete

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digital-age-20-2009

Esse ano acontece a terceira edição do evento Digital Age 2.0, agora no final de agosto. Os oraganizadores foram muito felizes na escolha dos palestrantes, em especial os internacionais. Fazia tempo que não via um evento em que tem gringos de peso vindo palestrar no Brasil, que eu admiro muito.

Quem são os dois principais palestrantes, na minha opinião:

  • Jeff Howe, da revista Wired, autor do livro “Crowdsourcing” (lançado no Brasil como O poder das multidões), sobre a influência, poder e mudanças que a tecnologia trouxe, permitindo que milhões de pessoas colaborem, ajudando a construir coisas novas
  • Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, que já era uma grande referência, agora então tendo vendido a empresa para a Amazon, por quase um bilhão de dólares, fica ainda mais interessante. O que será da empresa daqui em diante? O que a Amazon poderá ajudar a Zappos a ser melhor, sem perder sua identidade. Sou fã da Zappos, e até tenho o Culture Book 2009 deles, que ganhei autografado do Tony.

O evento ainda conta com palestrantes brasileiros renomados, como Michel Lent e Marcelo Tripoli. O único senão, é o preço da inscrição, mas talvez valha a pena, pelos contatos e aprendizado (nessa ordem).

Leia mais sobre a Zappos aqui:

Leia mais sobre Crowdsourcing aqui:

Digital Age 2.0

Internet: a mídia que mais cresce, material do UOL

Interessante esse material que o UOL está divulgando, inclusive no Meio&Mensagem dessa semana.

Para quem trabalha com internet e/ou publicidade, vale a pena dar uma olhada. Rápido, fácil e bem atualizado.

A melhor frase é:

Você acha que sua verba é pequena? É porque você faz TV e não internet.

Inbound marketing

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Ótimos vídeos e slideshare sobre inbound marketing. Veja o curto vídeo e depois assista ao slideshare.

As dicas de como preparar vídeos para internet são bem interessantes. Vou usar mais daqui em diante.