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Ram Charam na GrowCo, da revista INC

Acabo de ler um post do John Spence, em que ele comenta, entre outras coisas, a palestra do Ram Charam no seminário GrowCo, organizado há poucos dias na Flórida, pela revista INC.

A lista de dicas é pequena, mas valiosa:

  • Caixa é rei. Proteja o caixa da sua empresa.
  • Relacionamento com cliente é fundamental. Em tempos difíceis, entender o que seu cliente precisa é mais do que importante. Se aproxime, o máximo que puder, dos seus clientes.
  • Foco é essencial. Descubra onde você cria valor real e onde alavanca seus negócios. É aí que você precisa focar.
  • Envolva e inove. Coloque suas melhores pessoas para trabalhar de forma constante para melhora a forma como você faz negócios e se relaciona com seus principais clientes.

Sou fã do John Spence há algum tempo. Ele tem uma capacidade incrível de resumir e explicar o mais importante. E nesse caso, as dicas dele são valiosíssimas. É preciso apenas colocá-las em prática.

Em tempo, gosto muito da revista INC. O seminário GrowCo era uma das minhas possibilidades de eventos a comparecer em 2009. Acabei optando pela Web 2.0 Expo, na semana que vem em San Francisco. E pretendo ir na INC 500 em setembro, que também é organizado pela revista INC.

6 pontos chaves para sobrevivência em 2009, por John Spence

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John Spence enviou um email para todos de sua lista com um link para vídeo no youtube com os 6 pontos chaves para sobrevivência em 2009. A palavra sobrevivência é meio pesada, mas o clima nos EUA está realmente para sobrevivência. Gostei muito do material e acredito que também serve muito bem para quem quer ter muito sucesso em 2009, mesmo com a crise.

Os 6 pontos essenciais para sobrevivência em 2009 são:

  1. Mensure os indicadores chave de sucesso. Descubra quais são os 5-6 indicadores que mostram como seu negócio está indo. Número de vendas, faturamento, visitas a clientes, número de propostas, etc. Identifique quais são as medidas chave, e acompanhe de perto, diariamente. Não tenha 20-50 indicadores, mas apenas alguns poucos, quanto menos melhor, que mostrem realmente para onde você está indo. Procure colocar algum indicador de longo prazo também.
  2. Crie um plano focado de sobrevivência. A situação atual provavelmente vai tornar seu planejamento feito ano passado ou em 2007 obsoleto. Se reuna com sua equipe e revise os pontos principais do seu planejamento. Planeje para um período de 18 a 24 meses de vacas magras.
  3. Entenda seu consumidor, esteja na cabeça e na boca dele. Se aproxime ao máximo do seu cliente. Entenda o que ele precisa, o que ele valoriza. Faça pesquisas, online, por telefone ou pessoalmente. O importante (sempre é, mas agora se tornou fundamental) é saber exatamente o que ele valoriza, o que busca. E o que não gera valor. Só assim você vai conseguir entregar um produto ou serviço com o valor e o custo desejado. Além disso é preciso que o cliente te perceba como o “guru” da sua área. Assim, quando ele pensar em sua categoria de produto, você será o primeiro a ser lembrado.
  4. Seja profissionalmente agressivo. É preciso estar presente. É preciso oferecer seu produto. Não espere pelo cliente de uma forma passiva. A chave aqui é não passar do ponto. Não tente empurrar. O segredo, na minha opinião é combinar com o ponto 3. Assim você pode ser agressivo, mas na medida certa.
  5. Mantenha em sua equipe apenas quem é especial. Em tempos de crise, muitas vezes é preciso diminuir a equipe, cortar custos na carne. Revise individualmente seus colaboradores. Os que não forem realmente especiais, apaixonados, corte. Não é simpático, mas eu concordo com ele.
  6. Execução disciplinada. Foque em realizar. Não aumente demais seus planos, seus projetos. Faça. John cita quatro pontos que atrapalham a execução: falta de trabalho em equipe, cultura que aceita a mediocridade, economia em declínio (como agora) e principalmente incapacidade de mudar.

Assista ao vídeo, abaixo (são apenas 7 minutos, em inglês):

Gostei muito desse resumo do John Spence. Minha dúvida seria qual indicador de longo prazo escolher. Alguma dica? Vou perguntar para ele.

John é um especialista em gestão que conhecia há pouco tempo e que tenho admirado cada vez mais. É simples, explica o complicado e dá sugestões aplicáveis como fazer seu negócio chegar a excelência. Além disso é super atencioso, já me respondeu um email detalhando uma série de pontos que perguntei.

Já escrevi sobre ele em dois posts anteriores: Alguns toques e Alcançando a excelência. Conheça mais sobre ele, acessando o blog. Outra coisa legal é a lista de livros sugeridos.

Update em 28-janeiro: John me sugeriu satisfação do cliente como ponto chave de longo prazo. Faz sentido. Acho que usar o NPS é a melhor opção nesse caso.

Alguns toques de John Spence

 

Acabo de ler o ótimo artigo “What I Learned at the Global Institute for Leadership“, escrito pelo John Spence, do blog Achieving Business Excellence.

John tem a incrível capacidade de resumir e explicar conceitos difíceis em coisas simples. Além disso, ele é muito gente boa, responde emails e dá sugestões. É uma das pessoas que gostaria de fazer um curso ou assistir uma palestra em 2009.

Ele foi a um super evento (desses tipo HSM) nos EUA e escreveu um breve resumo. Aqui os pontos que mais gostei.

  • Tom Peters: hoje as pessoas querem oportunidade, reconhecimento e significado (muito mais do que dinheiro)
  • Patrick Lencioni: ganhe confiança, mostrando que você é vulnerável, tem defeitos, dificuldades.
  • Tim Sanders: seu melhor conselho de negócios – sorria mais!
  • Atitude é tudo. Você não consegue treinar pessoas para serem apaixonadas pelo que fazem
  • Transformar conhecimento em comportamento é o maior desafio de todos (eu sei bem disso, rs..).
  • Processos! Não foque só em processos, como me disse John em um email, é preciso balancear ótimas pessoas com excelentes processos. Até mesmo Toyota e Microsoft têm processos. Só assim você consegue sucesso de forma repetida.
  • Cuide do seu time, que eles cuidarão dos seus clientes. Inclusive ele cita o ótimo vídeo do Tom Peters e Seth Godin discutindo sobre isso, essa semana.

Gostei muito do artigo, por relembrar pontos tão importantes, que quase sempre não conseguimos executar 100%. E também gostei por ele elogiar e se espelhar em escritores/especialistas que admiro muito, como Tim Sanders, Tom Peters e Seth Godin.

O slogan do John é… ”Making the very complex… awesomely simple”.