
Fiz, na sexta a tarde, uma palestra para o pessoal da ArmRebel, sobre minha experiência pessoal de aprendizado nas áreas: conhecimento, relacionamento e auto-conhecimento.
Foi uma oportunidade interessante e uma forma de rever conceitos e ideias minhas a respeito de como aprender, como aplicar o que aprende, e principalmente como viver melhor.
A palestra teve como título “Como se manter atualizado, sem se perder, e ainda ser feliz…” e o subtítulo “Se alguém souber, me conte…”
Abaixo um pequeno resumo do que apresentei por lá. Em breve eles vão colocar um vídeo com a palestra na íntegra.
Conhecimento
1- Leitura de livros
Gosto muito de ler e isso tem me ajudado muito a aprender mais. Acredito que livros são um dos investimentos com melhor custo benefício em relação a dinheiro investido e retorno em conhecimento.
Algumas de minhas sugestões:
- Arte do começo
- Execução
- Amor é a melhor estratégia
- Feitas para vencer
- A arte de fazer acontecer
- Tríade do tempo
- Dedique-se de coração
2- Leitura de blogs
Uso o Google Reader para acompanhar blogs que gosto, inclusive o BizRevolution, do Ricardo Jordão. É uma maneira fácil e prática de se atualizar dos seus interesses, tudo em um só lugar. Às vezes, quando acumula, “marco tudo como lido” e deixo recomeçar.
3- Audiolivros
Comecei a usar audiobooks recentemente e tenho gostado muito. Aproveito muito melhor o tempo que passo dentro do carro, viajando ou no trânsito. No ano passado, por exemplo, escutei o livro “Mundo é plano” em apenas uma semana.
4- Twitter
Muita gente critica e poucos entenderam como funciona. Eu gosto, pois me dá acesso a links e novidades de pessoas muito inteligentes e antenadas. O segredo, difícil de seguir, é acessar 1-2 vezes por dia, no máximo. Me “siga“.
5- Palestras
Fazer palestras requer uma preparação enorme. Por isso te ajuda a aprender muito, até sobre coisas que você já sabe. Preparar essa palestra foi muito bom, pois me forçou a refletir sobre meu dia-a-dia, como estudo e como uso meu tempo, na vida pessoal e profissional. Pela primeira vez, coloquei uma foto do meu filho num slide.
6- Escrever um blog
Escrever um blog tem me ajudado a aprender muito mais. Quando escrevo um resumo de uma palestra ou de um livro, preciso investir 10-20% a mais de tempo e consigo aprender muito mais do que quando apenas “assisto”. Escrever também me ajuda a colocar em prática, em ação, o que aprendo. Além disso, no blog já conheci pessoas interessantes, com interesses comuns, que não conheceria de outra forma.
Contei inclusive que um dos meus melhores amigos, Eduardo Carvalho, eu conheci pelo blog dele. Daí pensei: se eu conheci esse cara porque ele tinha um blog, devo estar perdendo oportunidades de conhecer outras pessoas porque eu não tenho um. Foi um empurrão extra para montar o meu. Tem valido muito a pena.
Relacionamento
7- Café
Não tenho vergonha ou receio de convidar para um café, para conhecer e aprendermelhor, pessoas que admiro. O próximo que devo conhecer assim é o Ben Casnocha, na minha viagem para San Francisco, no final desse mês.
8- Eventos e cursos
Participar de cursos e eventos, selecionados e especiais, pode ajudar muito a conhecer pessoas diferentes, cultas e com boa cabeça. Tem sido uma forma interessante de expandir meus contatos.
9- Aleatório
Estar aberto a conhecer pessoas aleatórias, que por acaso estão próximas de você, pode render bons frutos. Às vezes você pode conhecer um idiota, mas vale o risco. Eu já conheci, do meu lado no avião, o presidente da rede Bretas de supermercados e o Mr. Manson, guru do marketing viral e prega-peças nos jornalistas brasileiros.
10- Porque vim aqui hoje?
Sempre que ensino, também aprendo. Disse isso a eles. Ir na ArmRebel conversar também é uma forma de aprendizado, até de assuntos específicos. Eu, por exemplo, queria aprender mais sobre como eles faziam os vídeos de produtos e de palestras.
Auto-conhecimento
11- Terapia
Contei que faço terapia há pouco mais de um ano e isso tem me ajudado muito. A me conhecer melhor, a entender meus pontos fortes e fracos. A ir mais longe.
12- Corrida
Outra coisa que gosto muito de fazer é correr. Acho que é mais do que um esporte, uma atividade física, que me ajuda a me manter em forma (ou quase). É uma atividade que faz bem para a cabeça. Fico menos estressado, esvazio a cabeça quando corro. E tenho ótimas ideias. Contei que já “escrevi” artigos inteiros correndo. Me lembrei agora que o discurso da minha formatura, lá em 2002, também foi “feito” correndo.
Dicas
Mapas mentais
Tenho usado mapas mentais como uma ferramenta para brainstorming solitário e rascunho de ideias. Me ajuda a tirar tudo da minha cabeça e depois a organizar os tópicos. Depois de ter listado e mapeado tudo que quero fazer, passo para um próximo passo que é escrever.
Anote tudo
Lembrei de um anúncio de uma marca de caderno dos EUA, que o slogan é algo assim “Anoto para me lembrar depois. Anoto para me lembrar agora.” Isso é muito verdade comigo. Sempre, em qualquer tipo de reunião, levo me caderno e anoto. Me ajuda a fixar ideias e a pensar com mais clareza. Além disso, acho que passa uma imagem de seriedade e de que você se importa com o que a outra pessoa pensa.
The Dip
Mostrei o gráfico que resume o livro The Dip, do Seth Godin. O sucesso demora para chegar. E existe recompensa para quem chega do outro lado, pelo fato de poucos chegarem lá.
Conceito do porco-espinho
Já escrevi sobre esse conceito no blog Piapara. É uma recomendação do livro Good to great, do Jim Collins, que fala para você se perguntar três coisas. O que eu faço muito bem? O que eu gosto muito de fazer? O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer? Pessoas e empresas de sucesso conseguem juntar as três coisas.
As perguntas
As perguntas e comentários da turma foram muito bons. Me perguntaram sobre corrida, sobre ter um blog, sobre exposição excessiva. A turma participou bastante. E eu gostei bastante da experiência.
E também fizeram vários comentários bacanas, aprendi coisas interessantes. Uma das mais legais foi a explicação do Lala, o apresentador da maioria dos vídeos da Arm, do porque a corrida me ajuda a pensar. Ele contou que há estudos comprovando que a atividade física aumenta a capacidade de retenção de informações, pelo aumento da circulação sanguínea.
Integrando as três partes
Escrevendo agora, pensei que vários dos pontos acima, estavam em mais de uma esfera. Daí pensei em fazer o diagrama abaixo. Por exemplo: meu blog me ajuda a aprender, a conhecer mais pessoas e a me conhecer melhor. Acho que faz mais sentido assim.
Links sobre essa palestra, em outros blogs

Artigo de hoje do blog da fast Company fala de rumores sobre o Kindle 3, com tela muito maior e touch-screen (assim não se perde 30% do aparelho com um teclado). Aí sim a coisa vai ficar bacana. Leia abaixo recorte que fiz na matéria.
But there are still criticisms: The screen is still relatively tiny, there’s no touch-screen function and stylistically it’s still somewhat of a mess with about 30% of its top surface dedicated not to its primary function as an e-book visualizer, but for a keyboard.
So it’s no surprise that the rumors from an (of course) unidentified contact inside Amazon point to the Kindle 3 solving many of these issues. The new device would be larger in size and have a touch-screen, and debut “by the end of this year.” That’s it for details, though Digitimes, where the rumors have surfaced, is a pretty reputable source.
The increased size screen with touch-control is a no-brainer–Kindle rivals Plastic Logic has been aggressively pushing its upcoming innovative flexible-screen e-reader for months (pictured with the Kindle 1 above.) It’s got a notepaper-sized screen, better for viewing magazine and newspaper-style content, and touchscreen input for note-taking, page annotation and so on. And Fujitsu’s already trialling a large full-color e-book of its own. If the Kindle 3 didn’t follow these trends then it’d run the risk of being a failing device even with the Amazon eco-system to drive the text content.
Fonte: Amazon Kindle 3 Rumors Surface: Bigger, Better (Of Course) | Technomix | Fast Company.
Outro dia eu sonhei que a Livraria Cultura é que iria lançar o Kindle no Brasil. Só um cara muito fã para sonhar com uma empresa. :-)

Fiquei um preocupado com as declarações que li recentemente de editores e livreiros brasileiros, sobre o mercado de livros e de forma direta e indireta os impactos do Kindle (e de outras formas possíveis de se ler um livro, sem usar papel). Fiquei pensando: esse pessoal está caindo no engano mais antigo do marketing: a miopia de marketing.
Leia abaixo alguns recortes meus:
Livreiro Rui Campos, dono da Livraria da Travessa (que na minha opinião é excelente, talvez a melhor do RJ):
O best-seller é o motor, o financiador, o viabilizador do mercado livreiro (autor, editor, distribuidor etc). Sem o best-seller esse mercado não se sustenta. Ele permite a uma editora ou livraria seguir apostando em uma variedade de títulos de venda lenta, (os bad-sellers, ou os midi-sellers!), pois estarão sendo financiados pelos best-sellers. Note-se que nem sempre ou raramente um livro nasce best-seller! É preciso apostar e isso leva à diversidade e pluralidade que são, em suma, a nobre missão do livro.
Essas abaixo foram da matéria do Globo, onde dei entrevista também. O link é do site Madia Mundo Marketing, que também fez uma análise interessante.
Roberto Feith da Objetiva:
“Eu não acredito que os livros físicos vão acabar. A experiência de manuseio e leitura do exemplar impresso é agradável. E, além da vantagem sensorial, o aparelho digital custa dinheiro. Nesse sentido, o livro é diferente da música, em que as pessoas trocaram um tocador de CD por outro aparelho, como um iPOD, mais portátil e capaz de baixar músicas da WEB. Mas o livro físico já é portável e não exige um aparelho para ser degustado…”
O diretor-presidente do Grupo Editorial Record, Sérgio Machado:
“A vitória do KINDLE pode ser a morte do ato de lançar livros. O desejo de adquirir um livro desconhecido passa pelo físico, pela conveniência, pelo boca a boca. Para mim os livros físicos só acabariam se imaginarmos uma sociedade estática em que não houvesse mais lançamentos, porque todas as obras já foram escritas…”
Minha avaliação
O Kindle, ou qualquer outra forma que facilite a leitura, ou o acesso a obras e escritos, novos ou velhos, vai facilitar e muito o lançamento de novos títulos. Isso já está acontecendo.
Hoje eu posso comprar um livro na Amazon para o Kindle, lançado hoje e recebê-lo e começar a ler nesse instante. Sem demora, sem perda do correio, sem custo de frete. Se isso não for facilidade, o que é?
Outra grande mudança. Se você quiser lançar um livro que escreveu e “ninguém vai ler”, pode fazer de forma muito fácil pela Amazon e ainda ganhar uma comissão de 35% por livro vendido no formato Kindle (muito acima dos tradicionais 10%). Assim vai ficar muito mais fácil para qualquer pessoa lançar um livro, mesmo que ele não seja um best-seller. Essa tecnologia vai permitir a cauda longa realmente se efetivar no mercado de livros.
Vai tornar que livros com baixa demanda se tornem comercialmente bem sucedidos. Isso vai acontecer, porque hoje, depois de escrever um livro, há um custo enorme para colocá-lo na frente do consumidor, em cada livraria e ponto de venda. Com a tecnologia digital, depois de escrito, o custo para se editar um livro é praticamente zero. Isso vai mudar incrivelmente o mercado de livros, nos próximos anos, na minha opinião.
A grande mudança no mercado
A grande mudança no mercado de editoras e livrarias não é que menos gente vai querer ler livros. Muito pelo contrário, essas novas opções vão aumentar o número de leitores. Vai ficar mais difícil é ganhar dinheiro vendendo livros (como uma livraria) ou fazendo livros (como uma editora).
Infelizmente, me parece ao ler as declarações acima de editores e livreiros, que os brasileiros ainda não acordaram para essa nova realidade. Se você duvida, esse filme já passou, já é velho. Só é preciso olhar para a indústria da música com o download, MP3, ITunes store, etc.
Se eu fosse um livreiro ou editor a primeira coisa que eu faria: comprar um Kindle e ficar de olho nessas mudanças e começar a pensar: como vou ganhar dinheiro com livros nos próximos 5-10 anos.
Minha dica: vai ser muito diferente da maneira que é feito hoje, pela maioria das empresas. Isso já é uma realidade na indústria da música (triste para a maioria das empresas) e que pode ser infeliz para muitos da indústria dos livros, se dormirem no ponto.
Outros posts
Se você se interessa por esse tema, escrevi outros posts sobre o Kindle.
Amazon lança Kindle 2, mas com poucas novidades
Minha entrevista sobre o Kindle da Amazon, para o jornal O Globo
Como usar o Kindle Amazon no Brasil
Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil
Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:
Tim Sanders, autor do livro “Amor é a melhor estratégia”, escreveu um post curto e bem interessante sobre como melhorar seu negócio em tempos difíceis.
Ele sugere que você inclua (aumente) uma hora por dia no seu cronograma vendendo. Realmente vendendo, seja pelo telefone, seja pessoalmente. Escute seus clientes (atuais ou antigos), ofereça o que você tem de bom, entenda o que eles estão pensando (e passando).
Uma dica simples (desde que você não trabalhe mais do que 10 horas por dia rs..) e que pode ajudar bastante. Chet Holmes, um dos especialistas em vendas que mais gosto, recomenda que você use pelo menos 4 horas por dia vendendo para clientes novos.
Os EUA hoje estão passando por uma crise muito maior que a brasileira (que por enquanto parece estar apenas nos jornais). Essas dicas para empresas e empreendedores em tempos de crise tem me agradado muito. A única coisa que tenho pensado é que elas funcionam todas em tempos em que não há crise.
Eficiência e exigência altas, foco no lucro, negligência baixa são pontos a serem buscados sempre. Pelo menos nas boas empresas.
Crise em 2009? Nós optamos por não participar. Mas estamos tentando aprender ao máximo com dicas que: aumentem receita ou diminuam custos. :-)
Bons negócios!
PS: Em tempo, esse livro do Tim é um dos livros que mais me influenciou nos últimos anos. Um título que afasta muita gente, meio auto-ajuda, mas que resume muito bem o que acredito nos negócios. O sucesso vem de: fazer o certo, aprender e se relacionar.

Recebi do Prof. Roque, diretor da Esalq, um livro em PDF sobre os 75 anos da USP e as contribuições da Esalq. O livro é um registro interessante, tem depoimentos de muitas personalidades do agronegócio brasileiro e foi lançado também em versão eletrônica, em PDF, o que facilita muito sua distribuição.

Há algumas dias respondi a uma entrevista sobre o Kindle da Amazon, feita pelo André Miranda, do Segundo Caderno, do jornal carioca O Globo. A matéria saiu hoje.
Abaixo publico todas as perguntas e respostas, que dá um pouco da minha opinião sobre o aparelho da Amazon.
1. Quando, em que situação e por que você comprou o Kindle?
Comprei em abril-2008, quando fui aos EUA fazer um curso de marketing. Comprei porque queria conhecer como funciona. Sou amante de gadgets e principalmente por livros. Além disso minha empresa trabalha com informação digital – portais na internet e cursos online, por isso achei que valia a pena testar para conhecer mais sobre o produto, formato, modelo de negócios. Poderia sair daí boas idéias para minha empresa.
2. Você costuma comprar os livros digitais? Quantos já comprou? Poderia citar alguns exemplos?
Só comprei um livro digital até o momento, se chama Getting Real, da 37Signals. Já comprei audiobooks da Audible.com dos EUA e resumos de livros da Summary.com, também dos EUA. Agora estou comprando vários livros, para o Kindle. Além disso, o Kindle permite que eu transfira arquivos .DOC, .PDF e outros para o aparelho. Assim posso ler como se fosse impresso, sem gastar papel.
3. Antes do Kindle, você já tinha uma hábito forte de leitura? O Kindle mudou alguma coisa neste hábito?
Sim, sou apaixonado por livros, especialmente de negócios. Leio, e compro muitos livros. São uma fonte de inspiração e idéias. Além de me permitir, por um preço baixo, estar em contato com os maiores pensadores do mundo, de ontem e de hoje. Mudou um pouco, agora levo mais livros comigo, pesando menos rs…
4. Você acha que um aparelho como o kindle poderia pegar no Brasil? Poderia, talvez, incentivar as pessoas a lerem mais?
Acho que vai chegar sim, talvez demore um pouco, mas vai chegar. Sim, pode mudar muito, toda a indústria de livros. Pode criar uma nova “classe média de autores”, pode aproximar mais os leitores dos autores. Pode facilitar e acelerar a chegada de um livro ao mercado. Os preços hoje são ainda caros, apesar de custar menos que o livro impresso. A tendência é o aparelho ficar melhor e mais barato. E o preço dos livros (hoje custa no máximo US$ 9,99) deve baixar e muito. Muita gente vai querer dar o livro de graça.
5. Só para identificação: Você é natural de qual estado? E qual sua profissão ou ocupação?
Sou natural do Rio de Janeiro, tenho 30 anos. Fui criado em Laranjeiras e estudei no Colégio São Bento. Minha família trabalha com pecuária, graças a isso passei parte da minha infância e adolescência em Goiás, na fazenda. Em 1997 vim a Piracicaba estudar agronomia. Me formei em 2001 e desde então trabalho na AgriPoint, empresa que hoje sou sócio. Minha ocupação hoje é empreendedor. Desenvolvemos portais, cursos online e eventos em segmentos específicos do agronegócio – carne, leite, café e ovinos/caprinos.
Já escrevi dois outros posts, um explicando como comprar livros no Brasil e outro com uma análise mais completa sobre o Amazon Kindle.
Um detalhe legal (e meio nerd) é que tirei uma foto parecida com essa capa da Newsweek com o Jeff Bezos… Me diverti.
[Update] Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:

Participei do beta teste do novo livro do Ricardo Cavallini, ainda sem título definitivo. Terminei de ler o livro essa semana e gostei muito. Abaixo, a descrição do livro, pelo próprio Cava.
Por que as agências estão sempre mudando seus slogans? O que é comunicação integrada? Por que esta expressão se tornou tão relevante para o mercado de comunicação? Qual a diferença entre comunicação integrada e transmedia? O que é engajamento?
Não é novidade que as coisas mudaram e que o cenário atual é bem diferente de décadas atrás, mas onde estas e outras expressões que invadiram o mercado de comunicação se interligam e fazem sentido? São apenas palavras da moda ou refletem uma necessidade real de acompanhar as mudanças?
A proposta deste livro não é trazer verdades absolutas, fórmulas mágicas ou respostas definitivas, mas tentar explicar de maneira fácil e lógica todos estes conceitos.
Olhando passado e presente para analisar o que passou a ser relevante e o que deixou de ser. E mais, entender o que causou estas mudanças nos aponta um norte do que está por vir e o que será importante no futuro, um cenário em constante e rápida evolução.
Fonte: Procuro beta testers para meu novo livro, blog Coxa Creme.
Quando o livro for publicado, posto aqui minhas observações.
Dois profissionais que admiro muito vão ao National Retail Federation, que ocorre nos EUA semana que vem.

Marinho
Um deles é Luiz Alberto Marinho, que escreve há anos para o Blue Bus e que admiro muito, pela visão, insights e sugestões. Fui tomar um café com ele uma vez, na empresa dele, e aprendi demais em apenas uma hora. Hoje, antes dele embarcar para NY, tivemos uma reunião em SP, no Starbucks da Amauri.

Edmour Saiani
O outro é Edmour Saiani, especialista em varejo, que já escreveu dois livros. Um deles, Ponto de Referência, eu li e recomendo. É muito bom. O sub-título é sugestivo “Como ser o n°1 e não +1″ e o livro entrega o que promete.

Conheci o Edmour de um jeito engraçado. Já tinha ouvido muito falar dele, pela Lúcia Moraes, e um dia na Livraria Cultura do Villa Lobos, me dei de cara com ele assinando seu livro. Estava voltando de uma feira, com uma camisa do MilkPoint. Comprei o livro, é claro. Na dedicatória, ele escreveu: Miguel, que a vida te dê muito leite!
Veja parte da notícia, da Gazeta Mercantil.
Dois brasileiros vão dar palestras na NRF 2009. Um deles é o arquiteto George Homer, que participará de um painel sobre design de lojas.
Outro é Edmour Saiani, consultor de varejo, que falará sobre a relação entre varejo e estilos de vida globais.
Durante sua apresentação, Edmour defenderá a idéia de que o maior perigo para os comerciantes não é a crise, mas a falta de diferenciação e relevância do negócio.
Para solucionar o problema ele recomenda o uso do ‘desequalizador’, modelo desenvolvido para os clientes da sua consultoria, a Ponto de Referência.
Para ilustrar a tese, Edmour levará exemplos bem cariocas – os casos de sucesso da Osklen, Bob’s, Beleza Natural, Uncle K e Hortifruti.
Boa sorte Marinho e Edmour!

Acabei de ler o novo livro do Seth Godin, Tribes. Veio em boa hora. Um livro sobre porque a liderança é cada vez mais importante no marketing, ou sobre como criar tribos que acreditem em uma idéia. Uma tribo é formada por pessoas conectadas: entre si, a um líder e a uma idéia. Para se ter uma tribo, ser um líder, é preciso apenas ter uma idéia e ferramentas que facilitem a comunicação.
Seth está certo. O ser humano há milênios vive em bandos, em grupos. Gostamos de nos aproximar de pessoas que têm interesses similares. A diferença é que com a internet, agora não há mais barreiras geográficas e ficou muito mais fácil, barato e rápido se comunicar.
O que era difícil ficou fácil e o que era fácil ficou difícil. Ou seja, a importância relativa das coisas mudou. Hoje uma enorme fábrica pode deixar de ser um ativo, uma vantagem, para se tornar um impecilho, um peso, fonte de prejuízo. O que era caríssimo ter há 10-20 anos, hoje é muito simples de se terceirizar, ou automatizar.
O consumidor tem cada vez mais poder. Uma pessoa pode mudar o mundo. Ou se você achar piegas, uma pessoa pode atrapalhar (e muito) sua enorme empresa. Há cinco anos essa possibilidade era muito mais remota. Há 15 anos era quase impossível.
Tendências relacionadas a tribos:
- Mais e mais pessoas querem trabalhar em algo que acreditam.
- Empresas baseadas em uma fábrica estão cada vez menos lucrativas.
- Cada vez mais gente decide gastar seu dinheiro em coisas que não são fabricadas em massa, são nichos de mercado, cauda longa, modas passageiras, produtos individuais ou artesanais.
- O mercado premia pessoas e empresas capazes de mudar, de fazer acontecer.
- A liderança é cada vez mais acessível a todos os níveis hierárquicos. Seth relata inúmeros exemplos de pessoas comuns que mudaram suas organizações, começando de baixo. Exemplos de empresa, do Pentágono e da Sociedade de Proteção aos Animais.
- Atitude e habilidade são essenciais, autoridade não.
- Estamos cada vez mais sedentos pelo que é novo.
- Estabilidade é uma ilusão.
- Iniciativa = felicidade.
- Empresas do futuro não dependerão de fábricas, mas terão pessoas inteligentes, motivadas e flexíveis, com uma missão.
- O medo será seu maior inimigo. Seu medo, e o medo dos outros. Medo de mudança. Medo que gera paralisia, inércia. Medo que nos engana de que não decidir não é uma decisão. O medo de fracasso é superestimado. Na verdade, nosso medo é de sermos criticados.
- Idéias especiais são idéias criticáveis. Idéias que muitos serão contra. Se você não tiver ninguém contra sua idéia, ela não é especial, é sem sal.
- Antes de tentar crescer uma tribo, se preocupe em torná-la mais forte, mais justa, mais unida.
- As ferramentas (Twitter, Basecamp, Ning) aumentaram, mas não substituem a verdadeira liderança. São apenas ferramentas, a ser usadas.
- Poucos se dispõem a liderar. Logo há escassez de líderes. Onde há escassez, pode haver valor e recompensas.
- Para que as coisas aconteçam, você pode fazer, ou facilitar para que outros façam. Mas não dá certo não fazer nada (como era de se esperar).
- Tribos são excludentes. Você está tentando agradar a todos, e não agradando ninguém.
- Há muitas tribos só esperando um líder. Já há um mercado, mas ninguém o ocupou. O melhor exemplo é o Al Gore, que encntrou milhares de pessoas dispostas a ouvri sobre sustentabilidade, mudança climática. Ele soube liderar essa tribo, e ganhar com isso. Vá atrás de quem quer te ouvir. Ao ir atrás de todos, você será ignorado.
- Não peça permissão, peça perdão.
- Tenha a bravura de um azarão, que sabe que precisa dar um gás extra para ganhar.
- Procure iniciar mais que responder, e responder mais que reagir.
- No início, dificilmente o novo será melhor do que o antigo, o estabelecido. Por isso, é improvável que quem já está no topo, continue no topo na próxima onda. Um exemplo: a indústria da música.
- Cuidado com carneiros, que querem seguir regras, e não querem (ou não sabem) pensar.
- Seja um termostato (que mede e age) e não um termômetro (que só mede, e não faz nada).
- A vida é muito curta para se ter um trabalho medíocre e chato.
- A tribo é um canal de mídia, mas não pode ser alugada (ou vendida).
- Erre. Steve Jobs errou. Isaac Newton errou.
Hoje, marketing é o ato de contar histórias, que vendem, que se espalham. Marketing é se engajar na tribo, entregando produtos que contem histórias, que se espalhem. Para isso, primeiro é preciso liderar, ou pertencer a uma tribo e conhece-la. Continua a valer a definição de marketing de permissão, ponto chave do conceito do Seth Godin: empresas precisam conquistar o direito de enviar mensagens relevantes e personalizadas.
Liderar é tomar posições, se conectar, e ajudar os outros a se conectarem. Para aumentar a efetividade da tribo, é preciso:
- Transformar um interesse comum em um desejo de mudança.
- Prover ferramentas de comunicação.
- Permitir e facilitar que a tribo cresça, se fortaleça e ganhe novos membros.
Os três passos, resumidos:
- Motivação.
- Conexão.
- Alavanca.
Uma tribo sem um líder é apenas uma multidão. E como cita Michael Gerber em seu livro E-Myth, multidões não constroem nada, só destroem.
Não existe mais “bom o suficiente”. Seja ótimo, espetacular. Ou tenha o menor preço. E sempre vai aparecer alguém cobrando poucos centavos a menos que você.
Uma ótima medida de sucesso do seu negócio não é o número de clientes, mas o números de verdadeiros fãs, pessoas apaixonadas pela sua empresa, seu produto, suas idéias. Encontre pelo menos 1.000 fãs verdadeiros. O objetivo não é ganhar mais clientes, mas transformar um fã ocasional em um verdadeiro fã. Um fã de carteirinha. Não é fácil, e geralmente demanda generosidade e bravura.
Criando seu movimento:
- Publique um manifesto.
- Tenha um mantra.
- Seja acessível.
- Facilite a conexão entre os membros da tribo.
- Dinheiro não é o principal.
- Meça seu progresso.
Princípios:
- Transparência não é uma opção, é a realidade.
- Sua causa precisa ser maior que você (ou o que você vende).
- Causas que crescem, vencem.
- Se compare ao status quo, não a outras causas.
- Exclua outsiders, crie um clube, sem meio termos. Ou está dentro ou fora.
- Prejudicar alguém é sempre menos efetivo do que ajudar.
- Não tente “roubar” seguidores de outras tribos. Busque quem ainda não tem uma. Geralmente é muito mais fácil.
- Melhor começar antes do que depois.
- O segredo não é o truque (que todos sabem), mas a arte de fazer o truque. A mágica só acontece na mente do espectador.
- O carisma não te faz um líder. Mas ser líder te faz carismático.
- Escute, escute muito. Mas tome a sua decisão.
7 elementos da liderança:
- Desafie o status quo.
- Crie uma cultura própria.
- Tenha curiosidade.
- Tenha carisma.
- Comunique sua visão de futuro.
- Se comprometa com sua visão de futuro, e aja.
- Se conecte aos outros membros, e facilite o contato entre eles.
Faça o que você acredite. Crie uma visão de futuro. Busque ativamente esse futuro. Os seguidores aparecerão.
Um detalhe bacana. Comecei a ler o livro em cinco de novembro, mas “meu” exemplar chegou só hoje. Seth fez uma promoção com a editora, mandando um livro extra a todos os que compraram o livro na pré-venda, com uma carta que dizia mais ou menos assim:
Obrigado por investir um pouco de dinheiro e muito do seu tempo nas minhas idéias. Estamos enviando um livro extra, antes que qualquer pessoa receba, como agradecimento, e pedindo que você empreste o outro livro que você vai receber, para um amigo ou conhecido.
Uma forma simples de fazer o que ele chamou de “Brinde Grátis, Aproveite!” (um dos livros dele). O livro também estava de graça no site de áudiolivros Audible.com, por alguns dias. Ricardo Jordão, da BizRevolution, escreveu um post bem bacana sobre esse livro, na semana passada.
Como nos demais livros do Seth Godin, não se encontram dados e dados científicos, nem grandes novidades teóricas. Se encontra um resumo, muito bem explicado e ilustrado, cujo objetivo é te fazer agir. O livro e deu várias idéias de como melhorar meu negócio, transformando-o cada vez mais numa tribo. Já estou usando e vou usar muito mais.
E por último, um cartoon que foi uma das inspirações para o livro. O mercado para o que se acredita é infinito.


Acabei de ler um texto antigo e excelente do Eduardo Carvalho, no Digestivo Cultural, sobre aventuras.
“Se alguém me perguntasse qual a utilidade de escalar, ou de se tentar escalar o pico mais alto do mundo, eu seria obrigado a responder ‘nenhuma’. Não há nenhum objetivo científico a ser alcançado; e simplesmente a satisfação do impulso de realização, o desejo indomável de ver o que jaz além, que sempre pulsa no coração do homem”.
Me lembrei de um livro de 1990, chamado Flow, que foi publicado no Brasil com um título ruim (Psicologia da Felicidade) e esquecido. Nos EUA é bestseller e comentado até hoje. Comprei uma edição paperback o ano passado quando estava por lá e adorei o livro, que fala sobre a “psicologia da experiência ótima”.
O autor de nome bem difícil (Mihaly Csikszentmihalyi), estuda o que são, e como funcionam as atividades que dão mais alegria ao ser humano. Varia de pessoa para pessoa, de país para país, de cultura para cultura. Mas a estrutura, o perfil da atividade e as sensações que trazem, são muito parecidas em todo o mundo.
Me animei a escrever um resumo, para despertar o interesse do pessoal. Em breve por aqui.
A Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas é um ótimo livro sobre como criar bebês. Tem dicas ótimas, ensina como fazer na prática e não é daqueles que usa truques “sujos”, que fazem você enganar o bebê. Para pais de primeira viagem, como nós, é uma mão na roda. :-)
Estou terminando de ler o livro Tribes: We Need You to Lead Us do Seth Godin, e vou postar o resumo por aqui. Enquanto isso, sugiro assistir ao vídeo Tribes de Seth Godin no site Vimeo.
E ver os slides. É possível até fazer o download do PPT.
Dica do Mixergy e do Garr Reynolds.

Esse foi meu primeiro dia dos pais e me lembrei do livro que dei de presente ao meu pai ano passado. Se chama “Aprendi com meu pai” e tem uma série de relatos de pessoas famosas, contando qual a principal lição recebida. Comecei a fazer uma pequena lista de coisas que aprendi.
- Honestidade não tem preço. Não precisa nem explicar.
- Tenha um aperto de mão firme. Não precisa ser quebra-ossos, mas não pode ser mole. É importante para mostrar que você está vivo, presente.
- Olhe no olho da pessoa. É a maneira mais fácil de se mostrar atenção, apreço. Mostra que você se importa e valoriza o outro.
- Não tenha medo de trabalhar. Se você quer chegar longe, não sei outro caminho além de unir muito trabalho com inteligência.
- Quando não conseguir uma coisa, peça pelo menos três vezes. A persistência muitas vezes é a única diferença entre sucesso e fracasso. Já funcionou diversas vezes para mim.
São coisas simples, mas que me ajudaram e me ajudam muito. Fazem a diferença. Feliz dia dos pais.
Nos EUA o livro foi publicado com o título “Madison & Vine: Why the Entertainment and Advertising Industries Must Converge to Survive”. As avenidas Madison e Vine são os endereços das principais empresas de comunicação e agência de publicidade nos EUA. O título afirma que é preciso convergir publicidade e entretenimento, para que os dois setores sobrevivam.
O autor fala da união das empresas de entretenimento com as de propagandas a fim de se criar idéias criativas diante das imensas mudanças que vêm ocorrendo nos modelos tradicionais de negócios das duas indústrias. Ele acredita que a convergência entre as duas não pode ser apenas uma inserção de produtos em filmes e em programas televisivos feito pelo medo de que o comercial de 30′ se torne obsoleto perante as novas tecnologias de gravação digital e sem foco no consumidor.
Na indústria de entretenimento, o desafio é como cobrar pelo conteúdo, quando a pirataria é cada vez maior. A personificação é o Napster. Na publicidade, o desafio é como comunicar em um mundo onde o poder não está mais na mão da indústria. O exemplo vivo nos EUA é o TIVO, que permite gravar progamas e “pular” comerciais.
O consumidor tem cada vez mais opções, mais controle, mais informação para negociar e decidir. Tem cada vez mais poder. O consumidor quer mais escolhas e mas conveniência, e quem oferece isso ganha. Um bom exemplo é a loja online Itunes, da Apple.
Capítulo 1 – O sistema pifou
Pela primeira vez, se vê a necessidade da colaboração mútua entre os dois setores, devido ao medo, já que os modelos antigos estão prestes a desabar. Este medo é provocado pelas novas tecnologias que colocam o consumidor com total autonomia. Agora ele pode gravar seus programas e driblar os comerciais. Desta maneira as TVs são obrigadas a mudar e assim, percebem que o dinheiro não virá mais dos anunciantes. Então é preciso uma reinvenção do negócio da comunicação, do marketing. Este modelo pode acabar com algumas marcas, mas ao mesmo tempo pode construir novas marcas. Depende de quem quiser participar, já que não há escolha.
A grande mudança vai ocorrer em relação a quem tem o poder, que antes era de quem produzia e hoje é de quem consome. Este consumidor agora tem total liberdade e autonomia. Outra diferença é que o modelo tradicional sempre foi de intrusão e agora ele precisa convidar o telespectador e para isso precisa descobrir e aprender o que o consumidor quer.
Capítulo 2 – Se pifou, conserte
Soluções:
- Publicidade de longo formato – comercial com mais de 30′ e 60′ com valor de diversão, sem a cara dos antigos comerciais, sem ter alguém falando o quanto é bom aquele produto. Um exemplo são os mini filmes da BMW.
- Integração de mensagens publicitárias em programas de roteiro fixo (novelas) e sem roteiro fixo (reality shows e programas de variedades) Ex: Coca-cola no programa American Idol.
- Integração de produtos em filmes – esta inserção não é nova, no entanto hoje é dada uma participação muito maior aos publicitários que têm voz ativa, antes mesmo das filmagens.
- Parcerias com a indústria da música – as indústrias musicais vêem cada vez mais os comerciais como parceiros para a distribuição e um forte aliado contra a pirataria.
- Programas financiados por anunciantes – esta uma prática que vem sendo adota a fim de desbancar a concorrência e vista como uma oportunidade de marketing.
Outros exemplos são as inserções de produtos em videogames, como foi o caso do jogo “The Sims”.
Ele acredita que os comerciais divertidos têm seu espaço junto ao consumidor, já que a partir de um estudo viu-se que as pessoas não ignoravam dois tipos de comerciais: os de medicamentos, por serem informativos e os de cervejas, por serem divertidos. Para ele, está aí o grande negócio – juntar a mensagem publicitária com a de entretenimento.
Capítulo 3 – O chamado geral de Heyer
Steven Heyer, executivo de marketing da Coca-cola, responsável por um dos maiores orçamentos de marketing do mundo, deixa claro a importância de se aderir ao novo sistema em palestra do seminário Madison & Vine.
Disse que a Coca-cola não pensaria duas vezes em se juntar a quem apresentasse boas idéias para aumentar as vendas e promover a marca neste novo cenário. Disse também que hoje é mais importante a economia baseada na experiência, na produção cultural do que a produção de bens.
Capítulo 4 – Tudo que é velho pode ser reciclado
A prática da inserção de produtos não é nova, muitos pintores renascentistas pintavam em seus quadros objetos de grande valor para a sociedade. Mas hoje, precisa se descobrir maneiras de fazer essa inserção de forma bem mais criativa, passando credibilidade e também conquistando os consumidores.
Capítulo 5 – Um videocassete turbinado
Esta nova tecnologia, dos DVRs (Digital Video Recorders), garante ao telespectador total autonomia, dando a ele o comando da TV e também a possibilidade de criar a sua própria programação. Ela, porém, coloca em riscos os rendimentos publicitários. Um estudo da CNW mostra que os usuários de DVR pulam 72,3% dos comerciais. No entanto, esse sistema também cria oportunidades, pois pode se colocar mais interatividade nos comerciais, para quem tem DVR, trazendo as vantagens da publicidade online (links que levam a mais informação) para a publicidade na TV.
Capítulo 6 – Fazendo a ponte
Um exemplo da fusão entretenimento e publicidade foi o evento da marca Victoria’s Secret, que montou um mega desfile, com uma super produção e que foi transmitido pela TV aberta. Este evento não foi nada mais nada menos do que um comercial de lingerie de 1h de duração. Os reality shows também são uma solução, porém eles têm vida curta e não serão reprisados, então os patrocinadores se tornaram parte dos programas.
Acredita que esta inserção traga credibilidade ao produto, já que o telespectador não pode zapeá-lo, só se deixar de assistir ao programa. Mas esta não é uma solução definitiva é preciso criar uma ligação emocional com o telespectador. Outro modelo são os patrocinadores que são acionistas de espetáculos virem proprietários, aumentando assim o potencial de crescimento.
Capítulo 7 – O futuro do TIVO (DVRs)
A empresa TIVO vem tentando fazer alianças com profissionais de marketing e de propaganda argumentando que os DVRs são um fato, e aderindo ao TIVO será possível agregar valor a propaganda, pois com ele há uma delimitação do público alvo e é possível fazer propaganda em formatos mais longos, com interatividade e diversão.
Acredita-se que a televisão entrará na terceira era. A primeira foi à dominação da TV aberta, a segunda a revolução da TV a cabo e a terceira será a do controle do consumidor.
Capítulo 8 – A loucura do cinema
Um grande impacto para os estúdios de cinema foi o fenômeno da bilheteria do fim de semana de estréia. A quantia arrecadada nesse fim de semana passou a mostrar se o filme seria um sucesso ou não. Com isto os investimentos de marketing se tornaram cada vez mais sofisticados e concentrados na estréia.
A indústria de cinema não quer correr muitos riscos então vem apostando em filmes franquias, que são filmes com potencial de continuação. Um dos grandes temores em relação ao cinema é a pirataria digital, que já atingiu o mercado da música e agora ameaça o cinema.
Capítulo 9 – Produzindo uma resposta
Para Joe Morgenstern, do The Wall Street Journal, o melhor comercial de carros foi o filme “Uma saída de mestre”, que coloca o carro Mini no centro do filme. Esta foi uma inserção do produto vista com admiração e inveja por parte dos não participantes do negócio.
Outras parcerias foram do filme O Gato (em inglês, The Cat in the Hat) com empresas como Burger King, Kraft, Kellogg`s, Hershey e outras. Esta parceria garantiu o sucesso de bilheteria no fim de semana de estréia quando a crítica já colocava o filme como intragável.
Outro exemplo é o da Jeep com o filme “Tomb Raider II”. A Jeep cedeu três carros para as gravações e em troca pode usar as filmagens para os comerciais e a própria estrela do filme.
Capítulo 10 – O barril de pólvora da BMW
Os comerciais de longo formato da BMW, que se parecem muito mais filmes do que propriamente comerciais se tornaram grande sucesso, tanto de crítica, quanto de público. Se tornando um novo modelo de propaganda.
Estes mini filmes contaram com a direção de conceituados diretores, além de participação de atores famosos. O grande desafio enfrentado foi que, para ser visto, precisava ser baixado do site da BMW. Não era mais a propaganda que procurava o consumidor e sim o contrário.
Normalmente se gasta 10% para produzir e 90% para divulgar. Nesse caso, as percentagens foram inversas. Todas as expectativas foram superadas. Houve uma integração da marca, em nenhum momento o carro aparece bonitinho e ninguém fala a respeito da qualidade ou superioridade do carro, mas exibem a personalidade do mesmo, de forma perfeita.
Capítulo 11 – BMW – a versão da casa
Este capítulo conta a conversa do autor com Jim McDowell, grande responsável pelos comerciais da BMW. Ele diz que avaliando o anunciante e seu público alvo, chegou a conclusão que era um público alvo reduzido.
Diante desta conclusão, pode tomar decisões efetivas junto aos compradores em potenciais, como oferecer um curso de pilotagem profissional de 300 dólares. A BMW procura fazer diferente do mercado. Ele fez parcerias com filmes do 007 e depois passou para os mini filmes. Foram 8, lançados a cada três semanas, a fim de gerar “buzz”, com a propaganda boca a boca. A cada lançamento eram adotadas estratégias diferentes. Desta maneira saíram vários artigos, reportagens, além da comunicação na internet.
Capítulo 12 – Pare a música, maestro
A diferença da indústria da música para os outros segmentos é que ela já foi atingida e tenta agora se recompor. As vendas vêm caindo por causa da pirataria. Uma das soluções encontradas foi o ITunes, criado pela Apple, onde as pessoas podem baixar músicas por US$ 0,99 e álbuns por US$ 9,99.
Também foram feitos processos contra pessoas que fazem downloads ilegais. Outra solução é a redução de preços, além da união com as marcas para aumentar a distribuição e verbas de marketing.
Capítulo 13 – Troque a música
A inserção da música com a propaganda é um fato que vem se tornando muito importante diante da crise desta indústria e que vem conquistando muitos defensores e adeptos.
Um exemplo foi a Coca-cola, em um comercial com artistas cantando uma música que depois foi incluída no CD dos mesmos. Estas parcerias acabam sendo muito valiosas para artistas iniciantes que não têm mais espaços em rádios e apoios do marketing.
Outros enxergam um modelo diferente, na qual os anunciantes receberiam uma porcentagem das vendas e em troca promoveriam os artistas de forma mais intensa.
Capítulo 14 – As milhas de Sting
Um dos melhores exemplos da convergência entre música e publicidade foi o vídeo-clipe da música Desert Rose, do Sting. O carro escolhido foi um Jaguar. Após a filmagem, os produtores perceberam que tinham filmado um comercial de carro e assim procuraram a agência de publicidade do Jaguar, que mostrou interesse.
O comercial foi ao ar e ultrapassou tudo o que já havia visto em termos de promoção de um álbum do Sting.
O sucesso foi enorme. Vendeu-se mais Cds do Sting. Vendeu-se mais carros Jaguar. E a Jaguar conseguiu melhorar seu posicionamento junto aos jovens, um desejo antigo da empresa.
Capítulo 15 – Passando os limites
Esse capítulo do livro fala sobre os problemas de se ultrapassar os limites. Não se pode perder o foco no consumidor e esquecer que ele vem em primeiro lugar. As novas formas de propagandas não podem ser feitas de maneira “preguiçosa” e sem criatividade.
Não pode faltar imaginação nem tratar o consumidor como um tolo, como é o caso de inserções grotescas em programas e filmes. Esta é uma ferramenta de marketing, mas não substitui as boas idéias.
Capítulo 16 – Os conectores
Termo aderido pelas agências para substituir os intermediários. Assim os conectores são aqueles que se relacionam tanto com as indústrias de entretenimento quanto com as agências de publicidade. Acredita-se que haja cada vez mais a necessidade desses conectores, pois os acordos são muito trabalhosos e se falam duas línguas diferentes.
Capítulo 17 – A prova dos 9
Como em toda nova mídia, contabilidade e métricas são essenciais para as alianças. Logo é preciso medir o retorno financeiro para ambos. O autor defende a idéia de que se deve estabelecer metas, padrões, para determinar este retorno, eliminando assim o chute e fazendo com que não haja desculpas para o não investimentos nessas as novas iniciativas.
Capítulo 18 – Seis regras simples
As idéias ditas anteriormente podem ser reduzidas em seis regras para o desenvolvimento delas:
- Rejeite o status quo – a mudança não é mais uma opção e sim uma necessidade econômica.
- Coopere – enquanto Hollywood está acostumada a dividir custos, as agências não gostam de trabalhar em equipe, mas para dar certo é preciso a cooperação mútua, já que quando os profissionais de marketing resolverem investir vão procurar um trabalho em equipe para que haja um melhor resultado.
- Exija responsabilidade – as ausências de padrões, mensurações, preço é um grande empecilho e estas novas estratégias não podem ser vistas como uma experiência.
- Mantenha-se flexível – o modelo ainda é novo e a única certeza é que ele vai ser diferente, então é preciso experimentar varias alternativas e experiências novas e ousadas.
- Deixe Fluir – neste novo ambiente são os consumidores que definem suas marcas para isso os profissionais precisam deixar mais soltas as regras sobre as mesmas, pois não se tem mais controle total sobre as mensagens publicitárias.
- Respeite o público – o consumidor não é tolo. Se for tratado como tal e sem respeito, os criadores não vão conseguir fazer com que seus produtos passem pela porta de entrada.
Esse resumo foi preparado por Maria Inês da Rocha Cavalcanti, publicado aqui com pequenas adaptações feitas por mim. O livro pode ser comprado no Submarino.
Esse é um anúncio do Jaguar, ou um clipe do Sting. O que você preferir ou os dois juntos. Um dos melhores exemplos já criados de comunicação por conteúdo, ou “branded content”.
O clip ajudou a melhorar o posicionamento do Jaguar junto ao público jovem nos EUA. E a veiculação do clip também ajudou a vender o CD do Sting como nunca.
Dica da Maria Inês, minha irmã, que acabou de ler “Publicidade + Entretenimento“, do Scott Donadon. É a tradução do livro “Madison & Vine“, clássico nos EUA como o primeiro que explica, analisa e faz um compêndio de experiências de empresas de publicidade e de mídia/entretenimento na busca de ações conjuntas e sinérgicas. O livro desencadeou um movimento nos EUA, que tem até evento anual.
Conheci o livro ao ler um artigo de um dos diretores da agência Sellulloid AG, no jornal Meio&Mensagem há uns 2-3 anos. No site da empresa, há uma definição muito bacana de branded content, ou comunicação por conteúdo.
Traduzindo ao pé da letra, branded content é conteúdo de marca. Ou, melhor dizendo, Comunicação por Conteúdo. Talvez você conheça a disciplina pelo nome de branded entertainment, ou infotainment, ou advertainment.
Seja qual for o nome (e a língua), estamos falando sempre de uma única coisa: transformar a mensagem de marca em algo divertido, útil e/ou relevante para o público. Tão simples que é óbvio. Tão valioso e difícil de se pôr em prática que se tornou o maior desafio das grandes marcas.
Como manter a eficácia e a eficiência da comunicação numa era de atenção fragmentada e de um deslocamento do poder para o consumidor? Sim. O consumidor dá as cartas agora. O público agora é o dono da bola, e o que as marcas precisam fazer é entrar no jogo do cliente e não tentar impor as regras.
É isso que um projeto de branded content faz. Ele troca o comercial zapeado na TV por um popular vídeo na internet. Ou usa a inteligência e respeito aos neurônios do consumidor ao integrar a marca ao enredo de um filme, de um programa de TV, de um livro, história em quadrinhos. Ele torna a marca em um jogo, em uma corrida de aviões, um reality show. São tantas as formas que é difícil identificar um projeto de Comunicação por Conteúdo à primeira vista. Até porque essa é a idéia.
Você interage com a marca, com seus valores, se identifica com ela, se engaja e consome seus produtos de uma forma tão suave, respeitosa e inteligente que nem se dá conta de que era uma mensagem de marca.
Fonte: Sellulloid AG.
Li essa semana dois posts de blogs de amigos sobre a FLIP (Festa Literária de Parati) e aumentou muito minha vontade de ir em 2009.
Teresa Genesini, que conheci no curso sobre Lacan, escreve:
Participar da FLIP já faz parte do calendário básico de quem está ligado na cultura. Passada a ressaca literária, musical, etc, falo do que ficou para mim, as sobras da FLIP.
E cita frase de Jayme Ovalle (1894/1955), sobre poesia, em entrevista a seu amigo Vinícius de Moraes.
É a coisa mais importante do mundo. Todo mundo nasce com ela, porque ela é a própria vida. Todo mundo é criado com o dom da poesia e só deixa de ser poeta porque perde a inocência. Quanto mais um homem crescer carregando consigo sua inocência, mais poeta ele é.
Eduardo Carvalho, participou pelo segundo ano, com cobertura pelo blog e pelo Twitter. Ele explica o que é a Flip.
A Flip é muito mais um evento social do que literário. Muita gente implica com o evento, que é um auê, uma pequena bagunça em torno de uma experiência que é acima de tudo íntima, solitária. Não vejo muito problema nisso.
No ano passado ele descobriu com identificar escritores brasileiros. Hilário.
O principal motivo de querer participar é:
A idéia da Flip, acho, é que pessoas interessadas em livros, em literatura, se encontrem para conversar, nas mesas oficiais ou fora delas. Conversar sobre livros não é a mesma coisa que lê-los, claro. O que não significa que seja ruim, errado.
Me interessa mais o lado festa, com pessoas interessantes e inteligentes. O lado negativo é que Parati deve ficar lotada demais nessa época, com os restaurantes, que são um bom programa, difíceis de se aproveitar direito. Talvez eu esteja mesmo ficando velho.
A festa também tem seu blog oficial. Acho que é oficial mesmo :-)
Recebi também essa semana, um convite do Digestivo Cultural, com o nome “para quem perdeu a Flip“. Deve ser para mim… Vale a pena, e se você não puder ir, o Julio deve colocar os MP3s depois, para download.






