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Luiz Alberto Marinho (@luizmarinho), sócio-diretor da GSBW, no #MitA #031

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Neste episódio (#031) do Man in the Arena, um bate papo com Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW, consultoria especializada em marketing de varejo e shopping centers.

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Breve resenha de Poke the box, novo livro de Seth Godin

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Acabei de ler o livro Poke the box, do meu autor favorito de marketing: Seth Godin. Esse é o primeiro livro editado pela nova empresa de Seth, The Domino Project, que ele está rodando há alguns meses em parceria com a Amazon.

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Minhas primeiras impressões sobre o Foursquare

Nas férias que passei no Rio de Janeiro na última semana resolvi começar a usar mais o Foursquare para testar, conhecer, ver se valia a pena mesmo. Muita gente anda falando dele, que vai ser o novo twitter, etc, etc.

Por enquanto eu não gostei muito, não vi muito sentido. Aqui vão meus prós e contras. Em tempo, não sou especialista, nem investi muito tempo nisso. São impressões iniciais.

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Man in the Arena #001: novo episódio do videocast com @LeoKuba #MitA

Estamos lançando o episódio #001 do videocast Man in the Arena (ou Homem na Arena), que me propus a fazer com Leo Kuba mensalmente. Nesse episódio seguimos as sugestões de diminuir a duração (nós também achamos que estava meio longo).

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14 motivos para todo marqueteiro ter um iPhone, e outros 3 para não ter :-)

Tenho um iPhone desde dezembro 2007, quando ganhei um 2G do meu sogro. Na verdade, minha mulher ganhou, e eu herdei… Em junho-09, quebrei a tela e continuei com ele por mais uns tempos. Sempre gostando muito. Mesmo com a vergonha de usar um celular quebrado, não “conseguia” trocar por outro reserva. Em setembro do ano passado passei para um oficial 3GS, da Vivo. Gosto cada vez mais, apesar de muita gente torcer o nariz.

Fiz essa lista meio na brincadeira, pois dá para aprender muito com um iPhone sobre marketing. Talvez mais do que num MBA, mas quem me conhece mesmo sabe que não sou dos maiores fãs :-)

14 razões para todo marqueteiro ter um iPhone:

  1. Entender que embalagem e o ato de tirar da embalagem fazem parte do produto.
  2. Produto bom é aquele que não precisa de manual, é tão intuitivo que você se vira muito bem “apenas usando”.
  3. Produto bom não precisa ter todas as especificações que os técnicos acham que precisam. O iPhone não tem flash na câmera, não tinha MMS, não tinha uma enorme lista de coisas que eram considerados “essenciais” por todos os especialistas em telefones de última linha. Vendeu horrores. Faça um produto com foco nos clientes, não nos especialistas nessa categoria de produto.
  4. Um iPhone é um iPhone. As operadoras te prometem um smartphone da Nokia e te entregam um da Motorola, como se fosse a mesma coisa. Experimente fazer isso com o celular da Apple.
  5. Produto de sucesso é um “objeto social”, como descrito pelo @gapingvoid. As pessoas falam sobre ele. É assunto. Gera conversa. Você faz amigos. Uma vez por exemplo, conversei com um cara na fila do Subway porque ele viu o meu quebrado e puxou papo.
  6. O iPhone não é um produto, mas uma plataforma. Você pode ganhar dinheiro com ele, mesmo não sendo a Apple. Há milhares e milhares de programadores ganhando dinheiro, fazendo programas para a App store. Agora todo mundo quer fazer o mesmo. Todo mundo diz que é uma plataforma… Mas a maioria está apenas no discurso.
  7. Não venda só o hardware. O iPhone é legal porque tem inúmeros programinhas (140.000 na verdade) disponíveis. Já vem com um botão Youtube. Você clica e acessa os vídeos. Só os meus amigos especialistas em mobile marketing me falam de aplicativos para outros celulares. Todo mundo me fala de aplicativos para iPhone.
  8. Se você tiver fãs, pode ter alguns (ou muitos) atributos fuleiros. Muita gente fez fila para comprar o iPhone e não era pela lista de funcionalidade que ninguém tinha.
  9. Coisa top dura. A navegação web no iPhone, lançado em 2007, é infinitamente superior a todos os celulares que já vi, inclusive uns top de linha lançados em 2009. Um iPhone 2G não faz feio até hoje. Qual celular de 2007 você ainda acha bonito hoje?
  10. Instalação de programas acessórios é cada vez mais importante. E precisa ser fácil. Instalar o Skype no iPhone é moleza. Mas eu penei para instalar e usar o mesmo Skype num Nokia N63 do meu pai. Fiquei impressionado com a dificuldade, acho que já estou mal acostumado.
  11. Dê poder ao usuário. Com o iPhone é muito fácil postar fotos no Flickr, vídeos no youtube. Muito fácil mesmo, a ponto do aparelho ser a principal máquina fotográfica do Flickr, e o número de vídeos uploadados ter aumentado enormemente no youtube depois do 3GS.
  12. Beleza é fundamental. O design é cada vez mais importante. Beleza visual e beleza funcional.
  13. É incrível, com o iPhone, eu fiz uma uma coisa que pensei nunca mais acontecer: comprar celular. Há tempos esperava a troca grátis da operadora e estava satisfeito. Agora gasto uma grana, onde não gastava antes e acho bom.
  14. Não queira agradar a todos. Os produtos vencedores polarizam as pessoas. E a Apple sabe fazer isso como ninguém.

3 motivos para você não ter um iPhone:

  1. Se todo mundo tem, não ter pode ser uma boa. Pense diferente :-)
  2. Você vai gastar bem menos tempo e dinheiro com celular
  3. A bateria dura pouco e a qualidade do sinal não é das melhores. Você tem celular (apenas) para falar no telefone.

E você, me conte sua lista.

Imprimindo coisas, fazendo download de uma escrivaninha

Li matérias nas duas revistas que mais gosto, The Economist e INC, sobre o mesmo tema: as mudanças que um novo tipo de tecnologia podem trazer para nossas vidas, num futuro próximo: impressoras 3D. Já existem e são cada vez mais baratas. A quem diz que em pouco tempo teremos uma impressora de coisas em casa, assim como temos uma jato de tinta ligada ao computador.

O que essas impressoras fazem? Tornam muito mais fácil você criar um produto único, com seu design, e produzi-lo mesmo. Talvez daqui um tempo será tão fácil vender uma mesa desenhada por você, como é hoje vender uma música em MP3, ou usando o iTunes.

Algumas tendênciass relacionadas a essa novidade:

  • Maior proximidade do designer e do cliente final.
  • produção distribuída, customização ou individualização em massa.
  • Facilidade de você se tornar um produtor, e não apenas mais consumidor.
  • Estímulo a negócios pequenos, segmentados, especializados.
  • Customização da sua casa, do seu escritório, num nível nunca visto. Você não vai mais precisar comprar uma escrivanhinha igual a de todo mundo na TokStok.
  • Aceleração da tendência de se buscar comprar de quem conhecemos, confiamos e somos próximos (mesmo que virtualmente).
  • Diminuição da barreira entre empresas com enormes fábricas e artesãos digitais.
  • Aumento das ofertas de produtos que atendam ao mercado “faça você mesmo”, ou DIY, como é chamado nos EUA, que tem entusiastas como Tim O’Reilly (que sou fã).

Achei interessante também porque é uma evolução do que acontece nos negócios “digitais”, como música, jornalismo, e agora livros. A revolução que estamos passando no mundo da música inicialmente pode acontecer, em diversos graus, com produtos totalmente físicos.

A matéria da INC inclusive cita que um dos motivos do sucesso da Threadless nos EUA (e Camiseteria no Brasil) – você pode criar um produto.

A revista The Economist fala de impressoras 3D cada vez mais baratas e cada vez mais capazes. Em pouco tempo você poderá imprimir um celular, por exemplo. Hoje você pode imprimir um rack para vinhos, feito de madeira, ou um colar de couro, todo recortado, estiloso e único.

A INC fala muito sobre uma empresa da Nova Zelândia, chamada Ponoko, que fornece a rede e site (pense no iTunes da Apple para música, ou o site da Amazon para venda de livros do Kindle) e aluga as impressoras laser 3D, por minuto. Se você é um designer, faz o upload do arquivo e coloca para vender. Só é produzido depois de vendido. Já tem alguns designers ganhando a vida (barata) assim.

Eu achei muito bacana, e serve como um alerta e um estímulo para pensarmos nos nossos negócios e nas mudanças que a tecnologia ainda vão nos trazer. Hoje a grande estratégia é terceirizar sua produção para a China, em larga escala. Amanhã poderá ser produzir algo totalmente personalizado, “impresso” aqui em Piracicaba, comprado por mim, de um designer no interior de Angola.

Me lembrei também de uma entrevista de um alto executivo das Havainas, que perguntado se não era muito caro fazer tantas personalizações das sandálias, ele respondeu “caro é o que não vende”. Talvez ainda vamos ver personalização em outro nível: o individual.

É a atomização do Made in China, espalhando por dezenas de milhares de lugares do mundo. Podemos achar loucura hoje, mas será que não é a mesma loucura que Henry Ford achou quando sugeriram que ele produzisse carros em outras cores, que não preto, mas um pouco mais caros?

Para ir além:

Resenha do livro Crush it, de Gary Vaynerchuk

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Acabei de ler o livro Crush it, do Gary Vaynerchuk, o criador da Wine Library TV, um fenômeno da internet. Gary criou um “império” sobre vinhos, em muito pouco tempo, usando a alavancagem da internet e mídias sociais. O livro é curto e muito interessante. Foi recém-lançado e comprei e li no Kindle. Se fosse impresso, nem teria chegado ainda aqui.

Como Gary é o rei do vídeo online e acredito que tenho muita coisa a aprender nessa área, resolvi fazer esse post em vídeo.

Veja abaixo os principais tópicos que falo no vídeo.

  • quem é Gary Vaynerchuk e o que é a Wine Library TV
  • siga sua paixão – a vida é muito curta
  • construa sua marca pessoal, mas não fique só vendendo você
  • seja você mesmo, polarize people
  • usando a internet e mídias sociais como alavancagem
  • crie conteúdo
  • no oceano da internet, qualidade é um ótimo filtro para conteúdo
  • combinando trabalho duro, paixão e expertise
  • fortaleça sua comunidade – publique, pesquise, mapeie e faça contato
  • a melhor estratégia de marketing
  • pergunte – “o que posso fazer para te ajudar?”
  • conte sua história
  • como monetizar seu trabalho na internet
  • legado versus dinheiro
  • não pense que você vai trabalhar menos
  • dicas: tubemogul, ping.fm, ustream.tv, botões call-to-action, wordpress, tumblr, botões share
  • facebook fanpage e facebook connect
  • twitter – ele tem mais de 800 mil seguidores
  • mídias sociais é um negócio, ponto final
  • intermediários cada vez com menos espaço
  • quais as formas ele usa para capturar e fidelizar clientes
  • botão e página “quer fazer negócios comigo?”
  • cuidado com a medição de estatísticas
  • transparência e abertura
  • tenha paciência, não acontece do dia para noite
  • esteja disposto a mudar e se adaptar
  • nunca é um mal momento para começar uma empresa (a não ser que seja uma empresa medíocre)
  • currículo está em extinção

Conclusão

  • a internet pode alavancar e muito seu potencial
  • para ter sucesso como o Gary, não tente ser como ele, tente ser como você
  • paixão, expertise e muito trabalho, juntos, vão te levar longe

Escrito em Osorno, no Chile, onde fiz uma palestra na quinta (05-11), sobre exportação de carne bovina. O vídeo foi gravado em Piracicaba, SP, segunda-feira, 09-11.

Aproveite e assista a uma palestra dele, no ano passado.

Ashton Kutcher, no encerramento do #Mixx 09, em NY

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Ashton Kutcher, mais conhecido como o marido da Demi Moore, ou o cara que chegou primeiro a ter mais de 1 milhão (!!) de seguidores no twitter, foi a palestra-entrevista encerramento no Mixx 2009, em NY, que aconteceu dias 21 e 22 de setembro.

Ashton Kutcher me surpreendeu, até porque minha expectativa era muito baixa em relação a apresentação dele. Fiquei meio que pré-julgando: lá vem um galã americano dizer umas baboseiras sobre mídias sociais e todo mundo vai bater palmas (em especial as mulheres). É claro que a mulherada não decepcionou, o frisson foi engraçado no evento.

O Sr. Kutcher sabe do que está falando. Ele obteve realmente um feito inédito no twitter e tem hoje cerca de 3,8 milhões de seguidores. Um número incrível.

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Algumas anotações que fiz sobre a entrevista do Ashton Kutcher:

  • “Nós vivemos em público”. Saber disso ajuda e muito. Eu entendo que cada vez mais tudo o que fazemos será público. Se você faz o bem, é tranquilo. Mas se você é um picareta, vai ficar cada vez mais complicado se dar bem. Além de vivermos em público, agora é mais fácil rastrear o que você fez há 10 anos atrás. A memória da internet é muito boa. “Nós vivemos em público” também se aplica a marcas, a empresas.
  • “Vídeos curtos, de 3-5 minutos, são um ótimo formato de interagir com seu público”. Achei interessante, pois ele mostrou alguns exemplos e me confirmou mais uma vez que vídeo é a nova fronteira da internet. O potencial de impacto é muito maior do que com texto (apesar de dar muito mais trabalho fazer) e do que com apenas áudio. Ele falou de uma empresa de compartilhamento de vídeos com duração máxima de 12 segundos!
  • Honestidade será um grande ativo. Ele deu como exemplo a indústria de filmes nos EUA, que é muito fechada e que está indo (sendo forçada) a se tornar mais aberta, mais honesta. “Não dá para usar maquiagem na web”.
  • “Se conecte, compartilhe, colabore”. Essas três palavras formam o mantra do Ashton Kucther. Meio simplista, mas como ouvi hoje (19-10) “Nas mídias sociais, o difícil não é planejar, mas executar“.
  • “Produza conteúdo que seja sinônimo da sua marca”. Se as pessoas compartilharem seu conteúdo, estarão falando da sua empresa. Concordo 100% com isso.

No início da palestra dele, fiz uma piadinha no twitter, sobre como obter 1 milhão de seguidores: namore a Demi Moore ;-)

Interessante que a maioria das coisas que procurei, feitas pela empresa dele na web, quando clicado, vai para o Facebook. Não tem site, apenas direciona para uma “fan page” ou app page” do FB. Um exemplo aqui.

Outra coisa que mandei para o twitter durante a palestra dele é que ele acha que na internet, você pode ser o Roberto Marinho de si mesmo (em outras palavras, é claro). Essa é uma frase do Marcelo Tas, o rei do twitter no Brasil.

Para finalizar, uma foto do casal ;-)

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Mixx 2009: valeu a pena? O evento em si, as palestras, não pagaram a viagem. Não valeria a pena ir só para isso. Mas valeu a pena passar dois dias em NY (sempre bom), e conhecer muita gente interessante que trabalha com internet no Brasil. Não sei se vou em 2010, se for, vou na feira de stands.

Nikesh Arora, diretor global de vendas e operações do Google, no #Mixx 09

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Nikesh Arora foi um dos melhores palestrantes do Mixx 09, que aconteceu em 22 e 23 de setembro, em NY. O tema da palestra foi “O fim do marketing digital?”.

Antes chamávamos de telefone celular, hoje de telefone. Antes de carruagens sem cavalos, agora de carros. Antes TV a cores, agora só TV. Logo vamos chamar o marketing digital de apenas marketing.

Como todas as mídias, que quando surgiram, ainda passaram por um longo processo de evolução para se tornarem um sucesso (ex.: TV, rádio, etc), a internet, o marketing digital ainda vai evoluir muito frente ao que conhecemos hoje. Criticar o que temos hoje é um passo para não enxergar o que vem pela frente.

Com o tempo, e a tecnologia, cada vez mais vamos ser capazes de entender quando, como e onde cada pessoa está consumindo conteúdo, informação e publicidade. E isso não será apenas na internet ou no celular. Em breve, TV e rádio serão mais e mais sob demanda, e com essas características de entender onde/como/quando está seu consumidor. E se adaptar a isso.

Arora disse que o marketing é a nova finanças, querendo dizer que quem entende de matemática vai ter uma vantagem no novo marketing. Métricas serão cada vez mais importantes. Ele deu um exemplo interessante: antes se fazia amostragem, hoje o Google faz um teste com toda a opulação. Lançar um produto beta não é mais um experimento em que se expõe seu produto a uma parcela, amostra da população. Agora você mostra a todo o seu mercado alvo. Essa é realmente uma mudança incrível, e o Google é um exemplo de como fazer isso bem.

Outro exemplo legal foi o de realidade aumentada. Ao se filmar/fotografar um edifício com seu celular, ele automaticamente acessa web, e checa onde você está, o que tem de dados sobre aquele prédio (história, informações, etc). Isso vai influenciar tudo, inclusive a publicidade. Imagine mostrar mensagens relevantes para a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. A matemática por traz disso tudo deve ser mosntruosa, mas é o sonho de consumo dos marketeiros. Essa nova tecnologia pode ajudar a tornar todo anúncio envolvente, uma vez que você mede os resultados e só mostra o que é relevante.

Outro comentário interessante dele foi que o inventário de mídia está crescendo de forma muito mais rápida do que a capacidade atual de vender publicidade sobre essa mídia. Um dos grandes desafios vai além a venda. É a organização desse inventário de conteúdo. Imagine quantas páginas do orkut ou Facebook seriam interessantes para centenas se não milhares de empresas. O problema é que hoje não se consegue separar essas páginas de outras com pornografia, xingamentos, agressões, etc. Essa incapacidade de filtrar, organizara e separar o “joio do trigo” torna mais difícil (para não dizer impossível) vender esses espaços.

Duas frases muito interessantes:

  • O santo graal da publicidade é fazer com que ela se pareça com informação.
  • No futuro, tudo estará muito próximo de você.

Veja o vídeo resumo, do IAB, abaixo:

Palestra-entrevista com Marcello Serpa, da AlmapBBDO, na Casa do Saber

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Marcello Serpa foi o terceiro palestrante-entrevistado do curso Grandes Publicitários na Casa do Saber. Me pareceu o mais “artista” entre Alexandre Gama e Nizan Guanaes. Disse ser “um eterno garoto de 7 anos, segurando uma antena”, que capta tendências, entende o que está no ar.

Minhas anotações, comentários e frases do Marcello Serpa

  • Aos 15 anos, sentiu necessidade de viajar e foi para Europa.
  • Procurou fazer arte aplicada. Começou designer, terminou publicitário.
  • É incrível como as relações entre esses “grandes publicitários” parece ser estremecida, como que enormes egos sempre se chocando. Fiquei com essa impressão na palestra dele, quando fala de outros profissionais.
  • “Diretor de arte era chamado de decorador de anúncio (DA)”, sobre como sua função era criticada por redatores.
  • “Sempre tive ídolos, em cada fase da vida”. Depois, com tempo, deixou de ter ídolos. Disse que a relação ficou mais humana, mais próxima, mais de igual para igual. Achei interessante e correto.
  • O mercado de publicitário está em SP. Nizan comentou a mesma coisa, de outra forma. Não adianta querer ter uma agência nacional com sede no Rio ou em Salvador.
  • “Liderança não é título, se exerce pelo exemplo e com empatia”. Quer levar seus liderados “a um lugar melhor”, ou seja, quer ajudá-los a ir mais longe. O Petit (da DPZ) fazia isso e tenta fazer isso sempre, com todos que trabalham com ele. “Já fui líder sem ter cargo”.
  • “Sucesso é reconhecimento”. Mas é preciso ter cuidado com o ego, que “pode ficar gordo, e o colesterol do ego faz mal”.
  • De uma maneira humilde até falou da sorte e do acaso. Chegou onde chegou também com a ajuda do destino. “Talento existe sim, mas um talento específico”. E ele também acredita na intuição.
  • “Não sou piloto de avião”, sobre poder errar na publicidade. “O máximo que vai acontecer é perder a conta do cliente”, não é o fim do mundo. Deve ser difícil praticar isso na vida real. E deve ser mais difícil ainda assumir os erros, numa profissão de tanta imagem, e egos “com colesterol”. :-)
  • “Talento em publicidade é associar coisas diferentes, que combinam quando juntas. É a síntese. É ver o óbvio.” Gostei muito dessa explicação. Simples.
  • “Só aprendi a ter sócios depois dos 35 anos”. “Não sou empresário”. Não quero ter chefe.
  • “É preciso acreditar na felicidade. A vida tem que ser gostosa”.
  • “Nenhuma sociedade que aboliu Deus sobreviveu”.
  • Fazer “propaganda é vender”.

O que mais gostei

Para fazer uma boa campanha é preciso apenas responder duas perguntas:

  1. Defina o problema do cliente. Onde você precisa chegar? Qual o posicionamento, qual a mensagem? Há uma única resposta para isso.
  2. O que precisa ser dito é relevante, convence?

“Toda ideia boa cabe em uma frase”, sobre simplicidade e como fazer um teste matador para saber se você está no caminho certo.

É preciso simplificar, resumir seu conceito, seu produto em apenas uma frase, que explica, vende e convence o cliente. Antes de se procurar fazer uma campanha, é preciso responder as duas perguntas chave: 1-qual o desafio? e 2-alcançando esse desafio, você conseguiu vender o produto?

Gostei muito disso, pois acredito que esse exercício bem feito: resumo, problema e checagem da solução, pode aumentar incrivelmente o resultado de um trabalho de marketing. Tenho a impressão de que é muito comum campanhas e estratégias que não levam esses simples conceitos em conta.

Esses dois tópicos acima (2 perguntas, e ideia numa frase) valeram a noite. Uma ótima reflexão sobre todos os materiais promocionais que fazemos. Fiquei pensando no que produzo e no que consumo, e me dei conta, que muitas vezes não se consegue atender a esses dois critérios tão básicos: entender o problema, e resolve-lo, de forma simples.

Se você gostou, leia os outros posts, da série Grandes Publicitários.

Veja também uma imagem que achei no site da agência dele, que gostei.

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Chris Anderson, dos livros Long Tail e Free, fala no #Mixx 09

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No segundo dia do MIXX 09, evento da IAB em Nova Iorque, a grande atração da manhã foi Chris Anderson, autor dos aclamados Long Tail e Free, entrevistado pelo jornalista Charlie Rose, considerado o melhor entrevistador dos EUA. O tema da conversa foi o livro Free e como as empresas de mídia vão se adaptar a esse novo modelo. Chris fez um resumo bacana do seu livro, dando alguns destaques interessantes.

Produzir e distribuir conteúdo pela internet se democratizou. Custa muito pouco e esta cada vez mais barato. Os precos caem 50% ao ano. Nao há mais monopólio das grandes empresas de mídia. Como os empregadores de Chris e Charlie :-) A facilidade de produzir e disponibilizar, leva a um grande inventário de mídia a ser vendido. Oferta cresce mais que demanda, preco cai.

O desafio da mídia hoje não é mais construir uma grande base de usuários, ou eyeballs como os gringos adoram repetir. O problema agora é outro, como fazer para ganhar dinheiro se grande parte do seu conteúdo é de graça. Segundo Anderson, o desafio agora é criar novos produtos, novos serviços que serão a parte premium do seu produto, usando o modelo de negocio freemium (free + premium).

Nao há receita de bolo e parece que ninguém sabe a resposta ainda. Mas todo mundo está procurando a sua. As pistas sao serviços, conteúdo extra, formato diferenciado, souvenirs, entre outros.

Chris Anderson citou dois exemplos. O primeiro foi o grupo de comédia Monty Python, que cansado de ver seus vídeos pirateados no youtube, resolveram eles mesmos criar um canal exclusivo do grupo, com tudo de graça. E venderam muito, muito mais DVDs com isso. O outro exemplo é o proprio livro Free. Teve versão grátis (por apenas uma semana) no Kindle, outra grátis para leitura online, audiobooks grátis. E mesmo tendo muitas versões grátis virou bestseller da versão paga (impresso). É provavel que as versões grátis ajudaram a vender mais a versão paga, pois gerou atenção, buzz. Eu mesmo tenho duas versões grátis (kindle e audiobook), mas não tenho a paga.

Chris falou muito: atenção hoje vale dinheiro, pois é escassa.

No final, falou de um tema que não conhecia e fez sentido, despertou o interesse. Disse que o “small” é cada vez mais importante. Mesmos as grandes empresas, com presença global, estão pensando em como construir negócios com foco no local, em pequenas comunidades, pequenos grupos de pessoas. Um bom dever de casa, para quando voltar ao Brasil.

O modelo freemium pode não estar definido como será na prática para as empresas de mídia, mas Chris Anderson já descobriu o dele. Escreve livros sobre o grátis e vende palestras caras para explicar o conceito ;-)

Escrevi esse post para o Blue Bus, e foi publicado resumido no mesmo dia do evento, há duas semanas.

Leia os outros posts que escrevi sobre o Mixx 2009.

Debate sobre futuro do vídeo online, no #Mixx 09

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Um debate, que consegui pegar apenas a parte final, foi sobre o futuro do vídeo online. Três comentários interessantes, que anotei, foi que vídeo é parecido com musica. Se houver disponibilidade, conveniência, qualidade e segurança, há público disposto a pagar por isso. O iTunes é um exemplo de que muita gente prefere pagar a correr o risco de pegar vírus, ter baixa qualidade, etc.

Outro ponto que me chamou a atenção foi um comentário sobre modelo de negócios. Muita gente acredita que as formas de monetização serão muitas. Venda de assinatura, venda de conteúdo extra, publicidade, etc. E por fim, alguém da mesa falou que o consumidor segue o conteúdo.

E o vídeo e cada vez mais um conteúdo que as pessoas querem consumir, que causa impacto. Se isso e verdade, vídeo na internet veio para ficar, e o modelo de negócios vai surgir, mesmo que nenhum desses atuais.

E completou, “minha dúvida é apenas em relação ao curto-médio prazo, pois vídeo online veio para ficar”.

Fui comprar minha câmera ;-)

Um dos panelistas fez uma apresentação, que disponibilizou para download (exceção no evento). Coloquei no slideshare e você pode ver abaixo. É interessante notar que os números podem levar a conclusões erradas. Há muita gente assistindo vídeos online, mas o tempo gasto na frente da TV é ainda muito, muito superior.

Vale a pena assistir abaixo.

Bank of America, construindo um diálogo real usando mídias sociais, palestra no #Mixx 09

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Outra palestra bacana do evento foi o estudo de caso apresentado por Adam Turinas, da agência Organic e Jennifer McDonald, executivo de marketing digital do Bank of America. Eles mostraram como estão usando o twitter para se aproximar dos clientes, ganhar uma cara mais humana, diminuir os problemas. Falaram e mostraram alguns conceitos aplicados interessantes.

É normal que uma grande empresa tenha alguns clientes frustrados. E eles já estão falando (mal) da empresa por aí. Por existir o twitter, agora alguns expressam sua insatisfação lá. O twitter não criou essa situação, apenas tornou mais visível e transparente. Eles falaram que defendem internamente o uso do twitter como uma ferramenta de interação com os clientes como qualquer outra forma ou ferramenta de atendimento.

Mostraram casos em que a atuação pró-ativa da empresa conseguiu reverter casos bem negativos. Um exemplo foi um post com um titulo mais ou menos “BofA talvez não seja tão ruim assim”.

Um detalhe que me chamou a atenção e que o twitter @BofA_help não tem o logo do banco como imagem do perfil, mas uma foto da pessoa que opera essa conta. Não tinha visto isso acontecer ainda, não sei se mudei minha opinião, mas foi um pequeno detalhe que me fez pensar mais. Se você vai ao banco e interage com uma pessoa especificamente, poderia ser assim também no twitter. É provável que de uma impressão mais humana, mais próxima. Um detalhe que pode causar um impacto positivo, mesmo que passe despercebido.

No final, contaram que estão começando a divulgar mais a conta de atendimento ao cliente no twitter, pois vem tendo bons resultados. Ainda nesse painel, sobre mídias sociais, outra apresentação resumiu seus desafios em autenticidade, transparência, relevância e engajamento.

Leia mais sobre o Mixx 2009 em NY.

Tim Armstrong, chairman e CEO da AOL, no #Mixx 09

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TIM-ARMSTRONG

Tim Armstrong já trabalhou no Google, antes de ir para a AOL, uma empresa com um grande desafio pela frente. Já foi uma das empresas mais importantes do mundo na internet e hoje está meio que esquecida, de lado. Tim deu muito destaque para o conteúdo. Falou que a empresa é focada nisso, e tem aí seu principal diferencial competitivo.

Iniciou a palestra mostrando alguns números e pedindo para a plateia adivinhar o que cada um significava. O primeiro era o número 1560. Alguém disse da plateia: é o numero de jornalistas da AOL? Ele respondeu que não, eram 3.000 no total. 1560 era o número de lojas fechadas da Blockbuster. E mostrou um outro lado. Ao mesmo tempo que mostra os problemas, dificuldades da Blockbuster, mostra uma série de oportunidades para a Netflix e até para a AOL.

Se tem menos gente alugando filmes em lojas físicas, pode ter mais gente consumindo entretenimento de outras formas, seja alugando um DVD pela internet, ou consumindo vídeos pela internet. Ele tem razão, enquanto uns choram, outros vendem lenços.

Também fez questão de mostrar a força do twitter e como ele pode ajudar uma série de outros produtos, como séries de TV. Com o twitter ficou mais fácil segmentar muito a informação que chega a cada um.

Ainda sobre conteúdo, a visão do Tim e colocar o conteúdo certo para o consumidor certo com a publicidade certa. A fragmentação é nossa amiga, disse. As áreas de atuação da AOL atualmente são conteúdo próprio, venda publicidade em rede de sites parceiros, sites regionais/locais, comunicação e mensagem (a AOL é dona do ICQ e de um messenger próprio) e AOL Ventures, uma espécie de fundo de investimentos em novos negócios.

De tudo isso, o que mais me chamou a atenção foi o último. Mostra que eles perceberam que dificilmente uma grande empresa vai conseguir criar negócios altamente inovadores dentro de casa, por isso apostam em ter uma série de investimentos em startups, podendo lucrar muito com isso. O novo Google ou o novo twitter não vai surgir dentro da AOL, mas pode surgir dentro de uma startup financiada pela AOL.

Perguntaram o que ele aprendeu nos tempos de Google, que aplicava na AOL e também o que não servia no novo posto. Respondeu que aprendeu com o Google que a tecnologia pode ajudar muito. Falou que o Google é muito bom em conectar os “tubos subterrâneos”, ou seja, faz funcionar o que ninguém vê, mas que faz toda a diferença. O que não aplica na AOL é o pouco foco em conteúdo dado pelo Google, que quer integrar, mas não produzir conteúdo.

Achei a palestra interessante, mas é difícil imaginar que a empresa terá um futuro brilhante pela frente. Me parece que muito dificilmente ocupará o local de destaque que já teve, no “início” da internet.

Veja todos os meus posts sobre o evento Mixx 2009 dias 21 e 22 de setembro, que participei em New York.

Jeff Benjamin, Crispin Porter + Bogusky: não sou eu que vou fazer a revolução digital, no #Mixx 09

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Jeff Benjamin, vice presidente e diretor de criação interativa da Crispin Porter + Bogusky também fez uma mini-palestra de 5 minutos. Disse uma coisa bacana e humilde.

Ele não acha que ele mesmo vai fazer essa revolução criativa, mas a molecada que está começando a trabalhar agora, que tem uma vida muito mais digital. Uma geração onde o digital é onipresente.

Lucas Watson, Global Team Leader de Estratégia de Negócios Digitais da Procter & Gamble, no #Mixx 09

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Lucas Watson começou a palestra falando de dois campos de golf dos EUA, um feito pelo Donald Trump, em que se construiu tudo do zero. Um outro campo totalmente feito pelo homem. O outro, um campo de golf muito simples no estado de Nebraska, onde pouca coisa foi feita. Um campo de golf com pouca interferência do homem. E esse mais simples e mais barato, é mais admirado. Ele usou essa comparação para falar de ações digitais.

As vezes, fazemos uma grande obra, se mexe em muita terra, mas alguém faz muito menos esforço e tem mais resultados.

Ele mostrou alguns conceitos bacanas.

Você precisa de um ideal e de uma ideia. Mostrou um video simples, de bebes dormindo com uma musica calma, usado para vender Pampers.

Ou então você pode ter uma ideia muito boa, que e colocada em prática de forma fácil. Mostrou o caso de um banner da batata frita Pringles, que era uma brincadeira, com frases engraçadas, que iam mudando a cada clique do internauta.

Eram 128 telas com pequenas frases diferentes em cada um, com o mesmo fundo, layout, etc. Disse que a maioria das pessoas clicava atá o final. Isso mesmo, 128 cliques! A parte que ele mostrou na palestra era realmente bem engraçada, arrancou risadas da plateia. Simplicidade é o verdadeiro brilho criativo, disse. “Use o campo que você tem”, lembrando da comparação inicial entre campos de golf.

A criatividade pode vir de qualquer lugar. Lucas mostrou outro exemplo de crowdsourcing, onde o design de uma campanha do perfume da Hugo Boss foi feita por um tailandês de 18 anos, sem formação em design ou publicidade. O engraçado é que era a marca de perfume que eu uso.

Outro trocadilho que ele fez e que o dinheiro não pode comprar felicidade. E tambem não consegue comprar (sozinho) criatividade.

Ao final, contou o que a P&G vem fazendo para aumentar sua criatividade. Estão aumentando importância do digital, simplificando o briefing creativo, medindo e aprendendo o tempo inteiro, premiando a colaboração entre agências que os atendem e por fim, estimulando experimentos e a inovação.

Steve Wax, da agencia Campfire, no #Mixx 09

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Steve Wax, da agência Campfire, foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos no MIXX 09, em NY na semana passada.

Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Está num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim é que ele está nu nesse sonho. Disse que essa é a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia. Antes, uma agência tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups.

Hoje não, interage, mesmo sem querer com todo o público. E outra, o grande público também está no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme. E tem a plateia inteira no palco, falando de você. A agência, e seu tabalho, está muito mais exposto. Literalmente nu.

Falou que fazer publicidade está muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele, o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.

“Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem”. E esse “outros” é cada vez mais amplo. O anúncio de 30 segundos agora é visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia é muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho é reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.

Disse que o planejador de mídia é o novo homem do tempo. Está sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.

Outra frase dele que gostei foi: “Uma sequência de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado”.

Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.

Gostei bastante da pequena palestra dele. Conseguiu explicar bem que a realidade mudou, e que se você for realmente bom em entender o cliente final e em reger experiências da sua marca, pode ter um trabalho bem mais divertido e certeiro hoje em dia. Interessante que ele juntou interação cliente-marca e métricas como os dois focos da comunicação hoje.

O twitter do Steve é @campfiresteve.

Steve foi outro a fazer a mini-palestra de 5 minutos. Começou dizendo que tem um sonho recorrente. Esta num palco, com luzes no seu rosto e uma grande plateia. A parte ruim e que ele esta nu nesse sonho. Disse que essa e a realidade das pessoas que trabalham com publicidade hoje em dia.

Antes, uma agencia tinha que se expor para pouca gente. Interagia com o cliente, alguns fornecedores. Alguns consumidores em focus groups. Hoje não, interage, mesmo sem querer com o publico todo. E outra, o grande publico também esta no palco. Ou seja, antes você estava no palco com uma plateia pequena. Agora tem uma plateia enorme, e tem a plateia inteira no palco, falando de você Você esta muito mais exposto. Literalmente nu.

Falou que fazer publicidade esta muito mais difícil hoje, mas que ele acha mais legal hoje. Segundo ele o foco hoje deve ser entreter e medir. Com a marca do seu cliente no centro.

Sou cada vez mais um regente de orquestra do que aquele que cria mesmo. Eu ajudo os outros a criarem. E esse “outros” e cada vez mais amplo.

O VT de 30 segundos agora e visto por meses, no youtube, por exemplo. A evolução de uma ideia e muitas vezes mais importante do que a ideia original. Seu trabalho e reger experiências diárias, do cotidiano das pessoas, envolvendo as marcas. Muito mais do que um grande feito, agora são pequenos feitos, pequenas novas historias e interações, acontecendo dia após dia.

Disse que o planejador de mídia e o novo homem do tempo. Esta sempre mudando, de uma hora para outra, passa de chuva para sol.

Uma sequênciasequencia de pequenos erros pode te levar a um grande sucesso, ao aprendizado.

Terminou dizendo “Abrace a Nudez”.

Yusuf Mehdi, vice presidente senior da unidade de negócios “Audiência” da Microsoft, na #Mixx 09

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O tema da palestra foi “Misses, Home Runs and Game Changers”, algo como “bolas fora, golaços e mudanças radicais”. A palestra começou mostrando o gráfico já tradicional de quanto tempo cada meio de comunicação levou para atingir 100 milhões de usuários. O Facebook levou so 9 meses. Yusuf também adotou o padrão americano de apresentar uma palestra usando listas. Dessa vez foram as 5 lições da publicidade digital.

As 5 lições de Yusuf, da MS:

  1. Seja autêntico, seja você mesmo. O primeiro exemplo foi a million dollar homepage, um caso de 2005 (ou algo próximo) em que um estudante fez uma pagina com um milhão de pixels e vendeu cada um por US$1. Graças ao boca-a-boca, ele conseguiu a inimaginável façanha de vender tudo. Um caso antigo, mas legal de relembrar, mesmo sendo altamente improvável conseguir emplacar algo do gênero.
  2. Medir, medir, otimizar, otimizar. Falou sobre a Zappos, que testa muito seu site, buscando otimizar os resultados de vendas. Esse tema otimização e conversão, em especial em e-commerce e muito mais falado nos EUA do que no Brasil. Tenho a impressão de que muito mais gente se preocupa com SEO (aparecer no Google) do que em converter (transformar a visita no site em negocio, contato).
  3. Seja social. A web e uma rede de pessoas. Por mais obvio que pareça, muita gente ainda não entendeu. O exemplo aqui foi o site MyStarbucksIdea, onde clientes e fãs da marca de café podem opinar, sugerir e reclamar. O especial nesse caso e que o site tem todo um sistema de votação, onde os próprios leitores do site elegem o que mais importante. O Starbucks usa um sistema aberto para receber sugestões e mais importante do que isso, saber classificar o que e relevante para muita gente do que e algo que apenas um cara quer que seja feito. O Starbucks, que vem passando por resultados ruins, foi criticada no passado por demorar a abraçar a web como ferramenta para se aproximar do cliente. Agora e caso de sucesso, com esse site e também no twitter.
  4. Aproveite as oportunidades, responda rápido. Esse foi um exemplo legal. Mostrou o caso do Ashton Kutcher que soube literalmente aproveitar a onda do twitter e no momento certo usar o que ele tinha de ativos (ate a namorada), para ser a primeira conta no twitter a alcançar 1 milhão de seguidores. Hoje, o sujeito tem mais de 3,6 milhões de seguidores. Não teve que “pagar” nada por isso e esta colhendo os frutos. Virou ate palestrante sobre mídias sociais (vai fazer a palestra de encerramento do evento nessa terça-feira).
  5. Publicidade e conteúdo. Seu anuncio tem que ser legal, bacana. Tem que dar o que falar. Como muita gente já diz, precisa divertir, informar ou prestar um serviço Yusuf mostrou o Burger King como referencia nessa área, ha anos fazendo propagandas que se tornam virais, que muita gente se da o trabalho de procurar e assistir no youtube. Teve sucesso também em redes sociais. Criou o Whopper Sacrifice, em que você precisava ‘sacrificar’ 10 amigos no Facebook e com isso ganhava um cupom para um Whopper grátis Em tempo, o Facebook proibiu o aplicativo.

Yusuf tentou fazer um estudo de caso juntando essas 5 lições para falar do Bing, novo sistema de buscas da Microsoft. Em seguida, passou um video do “natal project” mostrando um novo videogame que não precisa de console. Uma câmera filma e interpreta seus movimentos, servindo para chutar a bola num jogo de futebol, acelerar, fazer curvas e passar marcha numa corrida de F1 e escolher com os dedos qual filme assistir.

Fez também uma demonstração ao vivo de sistema revolucionário, que junta esse “natal project” e o produto conceito “surface” da empresa, com outros acessórios também de cair o queixo. Telas enormes, um assistente digital, interface intuitiva, inteligência artificial. Simplesmente incrível.

Você vai conversar com o computador, olhando no olho do seu digital assistant. Vai puxar com um movimento dos dedos da mão uma foto do celular para uma dessas telas. Ao rever um projeto em 3D, ao andar na frente das telas, as imagens se movem, pois se e 3D, você vai ver a perspectiva real de cada ponto que estiver. Um salto tecnológico maior do que a comparação dos computadores de uma tonelada dos anos 70 que levavam dias para um calculo simples com a funcionalidade de um smartphone atual. Alguém comentou comigo que era melhor do que o computador do Tom Cruise no filme Minority Report. Eu fiquei impressionado, e a plateia toda também.

Colleen DeCourcy, Chief Digital Officer da TBWA Worldwide, na #MIXX 09

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Colleen foi a primeira palestrante intersticial do Mixx 2009 em NY. Entre uma palestra e outra, um publicitário fazia uma palestra de 5 minutos respondendo “O que significa revolução criativa na publicidade interativa para você?” Gostei muito do formato. Bom conteúdo, em muito pouco tempo e dava um break entre as palestras mais longas.

Achei muito interessante um comentário dela, no final da mini-palestra, que foi o que me marcou. Disse que a internet não é o destino, mas uma placa de trânsito, de sinalização, que te indica o caminho.

Entender a internet como algo que vai ajudar as pessoas a irem mais longe, a lugares mais legais e que pode permitir muita coisa interessante no mundo real e uma forma e muito bacana. Por sinal, muito semelhante ao posicionamento de longa data do BlueBus.

PS: Hoje estou em Washington, DC, no segundo dia do evento INC500, que está sendo incrível.

Ann Lewnes, Adobe, no #MIXX 2009 NY, do IAB

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Ann Lewnes, vice presidente senior de marketing corporativo da Adobe, foi a primeira keynote speaker do MIXX 09, em NY. Começou a palestra falando que a empresa investe 74% do seu budget em ações digitais. Todo mundo ficou animado com o numero :-)

Ann mostrou o que ela chamou de “nossos três segredos de publicidade”, com slides muito bem feitos.

  1. Tudo é propaganda. Contou o caso de que resolveram fazer transmissão ao vivo do lançamento de um produto, alem do evento ‘água com açúcar’ de sempre. Mais de 200 mil pessoas assistiram. O evento de lançamento e sua transmissão web se transformaram em publicidade. Cada vez a concorrência pela verba de mídia vem de outros lugares.
  2. Uma rua com duas mãos. Outro caso rapidamente apresentado foi o desenvolvimento do produto Lightroom. Convidaram clientes a ajudar a desenvolver o produto. Com isso conseguiram duas coisas. Primeiro, o produto ficou melhor, pois muita gente que usava (ou iria usar) comentou, sugeriu, participou. Segundo, porque essas mesmas pessoas que contribuíram com o tempo delas, se tornaram evangelistas do produto. Alem de conseguir fazer crowdsourcing do desenvolvimento, ganharam um super boca-a-boca. Saber aproveitar isso (pouca gente sabe) pode ajudar muito.
  3. Pense fora do retângulo. E preciso ir alem do básico. O exemplo que Ann deu foi o uso de widgets, que em sua maioria são feitos em flash (e claro, um produto Adobe). Contou que pouca gente usa pois não conseguem mensurar o uso e distribuição Ann anunciou que a Adobe acaba de lançar uma ferramenta que promete fazer justamente isso. Outro exemplo foi a realidade aumentada. Pode ser um material impresso, que colocado na frente da webcam do computador mostra algo totalmente diferente. Marcelo Tripoli lembrou que o retângulo é o banner (a foto que ilustra o post é dele também).

A palestra de Ann foi interessante, ao mesmo tempo que ela aproveitou para divulgar vários produtos. Algo difícil Outro ponto marcante no evento e a qualidade dos slides apresentados. Aqui nos EUA o padrão médio e muito, muito superior ao que vemos no Brasil. Pouca gente lê Garr Reynolds na terrinha.

Na seção de perguntas, alguém da plateia questionou o que não vai mudar na publicidade em 50 anos. Ela respondeu engajamento e criatividade.

Esse é o primeiro post de uma série com resumo das principais palestras do evento e o que aprendi/tirei de cada um. Escrito em NY, durante o MIXX 09.