
Há umas duas semanas, participei, sem querer, de um “viralzinho”.
Leo Kuba escrveu um ótimo post sobre empreendedorismo. Eu li e gostei muito. Resolvi escrever um post resumindo os pontos, linkando para o blog dele e colocando minha opinião. No mesmo post linkei para uma outra lista sobre negócios, feita pelo Eduardo Carvalho, no ano passado, que é um clássico. Até aí, nada demais.
O que aconteceu depois? Fábio Seixas leu o post e clicou na lista do Edu. Foi parar no blog dele e gostou demais da lista (que é excelente mesmo). Daí ele colocou no twitter dele, que tem “míseros” 6.700 seguidores. Não é que os leitores do twitter do Fábio gostaram do post do Edu e enlouqueceram de retwittar o link. Daí virou uma loucura, dezenas e dezenas de pessoas retwitaram sobre a lista com 30 dicas para montar um empresa. Várias pessoas blogaram sobre a lista. Foi parar até na página “popular” do Delicious.
Acho que o Edu e o Leo tiveram um aumento muito grande no número de visitas e seguidores no twitter, graças a essa forcinha do Fábio.
Minhas lições dessa experiência:
- Power users do Twitter, como o Fábio Seixas, tem um grande poder de disseminar informação.
- Está cada vez mais fácil e rápido de se espalhar informação que você considere relevante ou interessante. Poucos blogam, mas muito twittam.
- Produzir conteúdo de uma forma que as pessoas gostem de falar sobre, ajuda muito.
- Informação de qualidade, diferente, especial, memorável tem um poder ainda maior. Não adianta você tentar convencer o Fábio Seixas a twittar seu blog, mesmo que ele twitte, se não for memorável, ninguém vai retwittar.
- Invista seu tempo, inteligência e dinheiro produzindo esse tipo de conteúdo. Mais cedo ou mais tarde, seu público vai te achar.
O que você pode fazer, depois de ler esse post:
- Seguir o Edu, Leo e Fábio.
- Ler o post do Leo
- Ler o post do Edu
- Retwittar essa mensagem :-)
O título do post é uma homenagem e brincadeira com a Espalhe, empresa que admiro e me divirto com as ações deles (a imagem que ilustra também é deles). Você também pode seguir o Gustavo Fortes, sócio da Espalhe.

Ganhei o livro A cabeça de Steve Jobs no Natal e até hoje não tinha lido. Já tinham me falado muito bem dele, até que minha psicóloga me contou que estava lendo e gostando. Fiquei curioso com alguns comentários que ela fez, e comecei dia 07-08.
O livro é muito bom, fácil de ler, e com muitas ideias boas. Talvez tenha muita coisa difícil de aplicar, mas valeu a pena.Só não achei que é um livro de liderança, mas de marketing, em forma de reportagem. Não acho que Steve Jobs seja um bom exemplo de liderança, em especial pelo que o livro conta. É um outlier, com estilo muito característico, que deu muito certo. Acho improvável alguém usar o perfil dele como “manual”.
Uma das coisas legais do livro é um resumo de uma página no final de cada página, chamado de “As lições de Steve”. Te ajuda a recapitular o que acabou de ler. Todo livro de negócios deveria ter isso. Li algumas pessoas criticando esse resumo, porque parecia um guia passo-a-passo. Não vi assim, achei bom por ser um resumo. Eu procuro não copiar o que leio, mas usar como inspiração para pensar melhor e como posso aplicar no meu dia-a-dia.
Minhas anotações sobre as ideias do livro.

Como Jobs pensa
- Objetivo de Jobs: criar tecnologia fácil de usar para o público mais amplo possível.
- Na Pixar ele tentou fazer produtos que durassem mais. O filme Branca de Neve, por exemplo, vende até hoje e tem 60 anos.
- Menos é mais. Ter poucos produtos é uma grande vantagem, facilita para o usuário, fica mais fácil vender cada um, baixa custos.
- Quando voltou a Apple, fez um orçamento base zero, cortando tudo que não fosse fundamental.
- Jobs controlava tudo que podia, mas não se metia no que não sabia fazer, como dirigir filmes, na Pixar.
- Jobs sempre foi atrás das informações, não tomava decisões apenas com suposições.
- Concentre-se naquilo que você é bom, delegue o resto.
- Ao entrar em um outro ramo, ou quando precisava de alguém de fora, começava por cima, indo atrás da melhor pessoa “do mundo” para aquela função ou naquela especialidade. Mesmo que não pudesse pagar e as vezes não conseguisse trazer a pessoa. Interessante, mostra o comprometimento, a busca pela perfeição e o desejo de ter as melhores cabeças. Sempre pensou grande.
- Fez um concurso de design para conseguir o melhor desenho industrial e contratar uma pessoa especial. Seu objetivo era um design que tornasse o produto Apple “instantaneamente reconhecível”. Funcionou.
- Lançou um computador com um só modelo, como Ford fez com o Modelo T. Muito arriscado, mas que poderia ser um grande sucesso. Ter linhas de produtos muito enxutas sempre foi uma marca da empresa, que parece ser um dos fatores que mais contribuiu para o sucesso. É uma empresa hoje de US$ 30 bilhões com cerca de 30 produtos. Isso nunca aconteceu antes.
- Em tudo, até mesmo na hora de comprar uma máquina de lavar roupa, só se contentava com o melhor.
- Jobs pratica o “pugilismo de ideias”. Debate incansavelmente suas ideias. Você precisa ser bom de lábia e argumentação para convence-lo de alguma coisa. Achei interessante e acho que faço isso muitas vezes.
- Jobs focou muito nos vídeos digitais, quase perdendo o bonde da música online. As lições: até ele erra. E outra, os erros não te afundam, como disse Alexandre Gama.
Sobre a Apple
- Por um tempo, a empresa tinha produtos ruins, mas a marca forte sustentou a empresa.
- A Apple quer ser a empresa para quem pensa diferente. Até o slogan diz isso. É um pouco pretensioso, mas muito forte. E tem funcionado muito bem.
- Os ativos da empresa eram: equipe muito boa e clientes fãs.
- Foco em poucos produtos que funcionam, com simplicidade. Usabilidade é chave para a empresa. É óbvio, mas poucas empresas de tecnologia conseguem entender isso hoje.
- Design, facilidade de uso e boa propaganda – pilares do sucesso da Apple.
Simplicidade
- Fazer coisas simples pode ser bem complexo, demorado, cansativo.
- Ao desenvolver produtos de tecnolgia, não ser engenheiro ou ter MBA pode ajudar.
- Quando chegam ao produto final, falam: “É isso aí. Por que fazer as coisas de outra forma?” Quando algo é simples, parece óbvio. Mas dá um trabalhão chegar nesse “óbvio”.
Como desenvolve produtos
- Insista em ter opções. Faça vários protótipos. Jobs exigia ter várias opções, para escolher a melhor.
- Essa é polêmica: Não ouça seus clientes, eles não sabem o que querem.
- Busque a perfeição em tudo que faz.
- Ao escolher qual produto desenvolver, não é possível fazer isso em grupo. Uma empresa de sucesso tem que ter uma pessoa que saiba “escolher” qual produto desenvolver. E hoje, muitas empresas são dirigidas por comitês. Não funciona.
- Todos os produtos da Apple são prototipados, testados e refinados. Gostei muito e troquei três tweets com Eric Ries sobre isso ontem.
Mercado de computadores
- Cada fase dos computadores tinha um programa que tornava o computador essencial. Já foi a planilha, agora pode ser o editor de imagens e vídeo.
- Eras de ouro do computador: 1-produtividade (Word, Excel, etc), 2-internet e 3-hub digital, local onde toda sua vida digital se encontra (fotos, vídeos, celular, etc).
- A Apple não vende para empresas, que é o foco da Microsoft. Não vende PCs como as outras empresas, com foco em custos cada vez mais baixos. Por isso acaba criando um novo mercado, não competindo diretamente com HP, IBM, Dell, etc.
Design
- Design é função, não forma.
- A embalagem pode ser tão importante quanto o produto, o “tirar da embalagem” deve ser previsto e estudado.
Luxo
- Lendo o livro, me lembrei de uma frase do Rogério Fasano que gosto muito: luxo é cuidar dos mínimos detalhes.
Marketing
- Uma campanha publicitária é um sucesso quando se torna um evento cultural. Surgem paródias, imitações. As pessoas falam sobre essa campanha.
- As pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são as que mudam o mundo, dizia um dos anúncios da Apple.
- Anúncios precisam ser inclusivos e envolventes.
- Fórmula secreta: tecnologia e marketing.
- Transformou eventos em notícias.
- Marketing é no final das contas uma peça teatral.
- As campanhas de marketing da Apple combinam boatos com ações tradicionais, com um sincronismo perfeito, planejado.
- Crie expectativa em relação a seu produto.
- A Apple é um show em relações públicas. Investe em publicidade, mas gera milhões em mídia espontânea, pois seus produtos são notícia.
Trabalhando com Jobs e na Apple
- Não é fácil trabalhar para Jobs. Ele grita, exige muito. É preciso ser um guerreiro e ter uma auto-estima muito boa. Além disso, as pessoas trabalham muito.
- Para contratar o CEO da PepsiCo, perguntou: “Você quer vender água açucarada pelo resto da vida, ou quer mudar o mundo?”. A Apple era muito, muito menor e menos “estrela” que a Pepsi na época. O cara aceitou. Um insulto, um elogio e um desafio filosófico ao mesmo tempo.
- Na Pixar, “a arte é um esporte de equipe”. Promovia cursos sobre diversos assuntos, para todos os funcionários, do diretor ao faxineiro. Implantou uma forte cultura de aprendizado, além de ter como regra básica só contratar pessoas “nota 10″.
- Para manter uma equipe nota 10, sendo exigida ao máximo: aprendizado, diversão, ambiente de trabalho (local) e $$ (stock options).
- Mais de uma vez no livro, alguém fala que Jobs ligou o “Campo de Distorção da Realidade”, uma forma engraçada de descrever quando Jobs usava toda sua persuasão e charme para conquistar uma pessoa para a empresa. Fez isso com funcionários e parceiros chave, como por exemplo, fazer com que a Microsoft desenvolvesse o Office para Mac.
- Contrate só nota 10. Demita os idiotas. Só quem é inteligente e psicologicamente forte “sobrevive” na Apple. Jobs se parece com um pai exigente e difícil de agradar.
Senso de missão em tudo que faz
- Em tudo que faz, há um sentido de missão.
- Todos na empresa acham que a Apple está mudando o mundo, pelo menos um pouco. A empresa tem um pique incrível. “Noventa horas por semana, e adorando” era o slogan da equipe Mac.
Estilo controverso de liderança
- Jobs inspira e força as pessoas a performarem muito acima de sua capacidade. Com isso, as pessoas sofrem, se cansam, mas se lembram da experiência como algo muito bom, muito positivo. Ele é intimidador, mas as pessoas o admiram. Ele intimida e seduz, alternadamente, um balanceando o outro.
- “As pessoas reagem ao medo e não ao amor. Isso não é ensinado no catecismo, mas é verdade.” Richard Nixon
- Jobs é muito bom no teatro. E muitos líderes famosos faziam isso. O general Patton ensaiava sua “cara de general” no espelho.
- Saiba brigar é uma das lições que tiro do livro. Quem não briga nunca, perde muita coisa. Ninguém vai te dar o que é seu. É preciso que você vá pegar o que é seu de direito.
- Dê alguns chutes nos traseiros para que as coisas andem melhor.
Inovação
- Inovação depende muito mais de equipe, motivação e de quanto você entende do assunto que do seu orçamento. A Apple investe menos em R&D e inova mais.
- Não fazem “cursinhos” de inovação. Não tentam estruturar a inovação. Não tentam achar as “5 regras” da inovação. A Apple inova de forma mais natural.
- A inovação que dá mais dinheiro é a inovação de modelo de negócios, e não a de produtos. Por isso o iPod é tão lucrativo. Não é um player de MP3, mas um “ecossistema” com player, iTunes, e loja de música. Tudo interligado.
- O sistema é que não há sistema. Processos aumentam sua eficiência.
- Para inovar: saber qual seu mercado alvo, estar aberto a novas ideias, estar atualizado, ser flexível, aprender sempre, centrado no consumidor.
Estratégia
- Resolva o problema do seu cliente, de forma simples e eficaz. Muitas tecnologias a venda atualmente são soluções a procura de um problema.
- Interessante que Jobs cita como exemplos de insucesso a subida de Steve Ballmer na Microsoft. Ele é o cara de vendas, que manda na empresa. Com isso diminui a inovação. O foco é “ordenhar” o máximo cada produto. Não há coragem em abandonar produtos atuais e favor de novas promessas. Admiro o Steve Ballmer, mas achei que faz sentido.
- A meta primária da empresa é fazer ótimos produtos.
- Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias. Muito interessante que eles não têm medo de pegar coisas que funcionam, de outras empresas. Não têm a síndrome de evitar tudo que é “not invented here”, que acontece em muitas boas empresas e bons profissionais.
- Apple não vende mais computadores (hardware). Vende hardware, software e serviços. Tudo num pacote só, amarrado. Vende a solução. Vende experiências digitais e não mais produtos.
- O foco é o entretenimento digital e não o computador para empresas.
- É difícil dizer não quando todos dizem sim, mas para a Apple se pagou. Com foco em poucos produtos, conseguiram se dedicar muito a desenvolver cada um. Foi um dos pilares da retomada da empresa.
- A estratégia atual da Apple é ser o hub da vida digital do consumidor. De forma simples e eficiente. O iMovie multiplica o valor de uma filmadora.
- Apple pratica o abandono audacioso de produtos.
Criatividade
- Criatividade é apenas conectar as coisas.
- Quanto mais experiências diferentes você tem, mais provável que consiga ter boas ideias.
- Jobs leva sua equipe a museus. Quer sair do quadrado.
- Criatividade tecnológica e artística são dois lados da mesma moeda.
- Land, fundador da Polaroid, “Quero que a Polaroid se coloque na interseção da arte e da ciência”.
Lojas Apple
- Lojas Apple buscaram a inovação na experiência, com foco na compra pelo cliente, não visando otimizar vendas.
- A loja da Apple é muito sedutora.
- O serviço faz toda diferença.
- A loja é uma ótima oportunidade de se ter contato direto com o público.
- O objetivo é ter a melhor experiência de compra.
- Ninguém acreditou na estratégia de varejo da Apple. Mas tinham contratado as melhores pessoas do setor e feito um protótipo de loja inteiro dentro de um galpão e estudado a exaustão. Inclusive descobriram que estavam no caminho errado e mudaram de rumo. Não tem medo de sunk costs.
- No varejo que manda são três coisas: localização, localização e localização.
- “Como não temos produtos suficientes para encher uma loja desse tamanho, vamos enche-la com a experiência de possuí-los”.
- A visão que direcionava a estratégia das loja era: enriquecer vidas. Muito ousado, como tudo na Apple.
- A questão não é ter muitas opções, mas ter as opções certas.
- A loja não é separada por zonas de produtos, como é comum no setor, mas por zonas de soluções.
- Criaram um balcão (Genius Bar) para suporte, usando o conceito de balcão de hotel, onde você chega e resolve seu problema rápido. Essa ideia veio de um grupo de foco.
- Os vendedores não recebem comissão. O objetivo é não forçar vendas, que geram resultados no curto prazo. Querem que a venda seja o primeiro passo de uma relação e não o último. Criaram cargos diferenciados, para dar status para os melhores vendedores. O mais top é o Mac Genius. Como diz Bob Fifer, cargos são baratos. A rotatividade é de 20%, quando o normal é de 50%.
- A loja quer ser high touch e não apenas high tech. O foco é o ser humano.
Música online
- iTunes domina 80% do mercado de música online.
iPod e seu ecossistema
- O iPod não foi “inventado” do nada. Era um Nomad Jukebox com todas as falhas corrigidas e outras melhorias. Além, é claro, da loja online e do iTunes para o computador. Muitas coisas do iPod foram copiadas de outros produtos, de diversas fontes, como o HotSync do Palm. Foi uma junção de muitas ideias boas, em um pacote só. Essa é das coisas que mais me anima, quando alguém cria algo genial, só juntando peças soltas.
- iPod é o meu casulo. Interessante, onde você pode se refugiar, na sua música, nas suas escolhas. Se desligar da bagunça do mundo, do dia-a-dia.
- O iPhone só teve todo esse sucesso pois já existia todo o ecossistema do iPod (iTunes, loja online, etc).
- iPod é uma isca para usuários Windows.
- Computador é estilo de vida e não apenas trabalho. Estou tentando :-)
Sistema fechado
- Ter um sistema fechado tem muitas vantagens, como menos vírus, menos incompatibilidades, etc.
De onde vem tanto sucesso?
- Uma combinação especial de tecnologia, talento, negócios, marketing e sorte.
O que tirei do livro, o que aprendi e quero aplicar na vida e nos negócios:
- Acredite em você, seja até um pouco teimoso.
- Não tente ser bonzinho, tente ser você, na sua magnitude.
- Foque o cliente, foque a simplicidade. Resolva problemas.
- Design e experiência do usuário é mais importante que tecnologia pura.
- Equipe nota 10 e clientes fiéis é dificílimo copiar e conquistar.
- Todo mundo erra, até mesmo o Steve Jobs. Não tenha medo de errar, mas busque sempre corrigir rápido e aprender o que puder com cada queda.
Minha relação com a Apple
Ganhei um iPhone 2G ano passado, que gosto muito (apesar da tela hoje toda quebrada por uma queda sem case). Aprendi muita coisa com ele – usabilidade, simplicidade, etc. É totalmente diferente de qualquer celular que já tive.
Esse ano comprei um iPod nano nos EUA para usar o Nike+. Outra aula de design, simplicidade e usabilidade.
Nessa mesma viagem aos EUA fui de novo a uma Apple Store. É uma experiência incrível. Você pode experimentar, degustar os produtos realmente. Mexa em fotos, edite vídeos (esse ainda quero aprender bem) e veja seus emails. Ninguém vem te incomodar, empurrar nada. Você pergunta alguma coisa, os caras te explicam com a maior boa vontade.
Agora em setembro vou aos EUA de novo e quero comprar um notebook top de linha da Apple. Ler esse livro aumentou minha vontade de comprar, em especial pela questão dos vídeos que quero aprender a fazer muito bem rápido.
Por outro lado, começam a aparecer pessoas que eram fãs e agora estão fazendo campanha contra, como o Jason Calacanis. Ele tem pontos muito bons, que fazem ainda mais sentido ao ler esse livro.
Talvez essa busca por controle (excessivo) traga problemas para a Apple logo logo. Novas empresas entram no mercado, cada vez mais entendendo o consumidor. O Techcrunch, por exemplo, vai lançar um tablet, que promete ser mais barato, open source e excelente. Usabilidade, funcionalidade, sistema aberto e preço baixo. Um novo tipo de concorrente, que vai incomodar. Esse tipo de concorrente (não convencional) é que vai aparecer cada vez mais.
Veja também dois posts sobre o livro, do Julio Daio Borges, do Cris Dias e do Tiago Doria. Veja também o site oficial do livro, edição brasileira.
Escrito em Trancoso, BA, de férias. :-)
Assisti sábado da semana passada uma palestra rápida e muito boa do Marcelo Tripoli, da agência IThink, no evento #EBP2009. A palestra foi muito boa e me deu várias ideias de novos produtos e mudanças no meu negócio.
Veja os slides, onde o ponto principal é a tese (que concordo) que o digital não é mais uma disciplina a parte. Precisa ser tratada como totalmente integrada na vida das pessoas e é claro nas campanhas de marketing.
O que me chamou a atenção:
- numa economia lenta, mais rápido a web ganha força na comunicação
- vídeo online se torna cada vez mais importante
- faça uma campanha com web e use mídias offline como reforço, não o inverso
- propaganda precisa criar valor para o usuário
- cada vez mais as pessoas ignoram a publicidade que não agrega (não educa ou não diverte)
- pensando em comunicação como: serviços, entretenimento, conteúdo
Por acaso, assisti agora também um vídeo preparado pela iThink, para um evento deles chamado Think Success. Assista o vídeo, que é um resumo legal do que foi apresentado na palestra.

Esse ano acontece a terceira edição do evento Digital Age 2.0, agora no final de agosto. Os oraganizadores foram muito felizes na escolha dos palestrantes, em especial os internacionais. Fazia tempo que não via um evento em que tem gringos de peso vindo palestrar no Brasil, que eu admiro muito.
Quem são os dois principais palestrantes, na minha opinião:
- Jeff Howe, da revista Wired, autor do livro “Crowdsourcing” (lançado no Brasil como O poder das multidões), sobre a influência, poder e mudanças que a tecnologia trouxe, permitindo que milhões de pessoas colaborem, ajudando a construir coisas novas
- Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, que já era uma grande referência, agora então tendo vendido a empresa para a Amazon, por quase um bilhão de dólares, fica ainda mais interessante. O que será da empresa daqui em diante? O que a Amazon poderá ajudar a Zappos a ser melhor, sem perder sua identidade. Sou fã da Zappos, e até tenho o Culture Book 2009 deles, que ganhei autografado do Tony.
O evento ainda conta com palestrantes brasileiros renomados, como Michel Lent e Marcelo Tripoli. O único senão, é o preço da inscrição, mas talvez valha a pena, pelos contatos e aprendizado (nessa ordem).
Leia mais sobre a Zappos aqui:
Leia mais sobre Crowdsourcing aqui:

A empresa americana HubSpot é uma das minhas referências favoritas na web, para conteúdo sobre marketing online. Eles defendem uma nova forma de “marketear” seus produtos e sua empresa. Ao invés de ficar martelando os outros com anúncios, você deve criar conteúdo que atrai seus clientes. “Seja encontrado” é o mantra deles. E eles vendem uma série de serviços sobre como fazer isso bem usando a internet.
Assisti essa apresentação no Slideshare e gostei muito. Me deu dicas muito boas de como melhorar meu negócio.
Veja minhas principais anotações:
- Se você tem pouca grana, precisa usar melhor seu cérebro. Um pode compensar o outro.
- O básico do Inbound Marketing” é: 1-seja encontrado, 2-converta esse encontro num cliente
- mídias sociais podem te dar alavancagem (sem bem usada)
- teste, comparando resultados
Dicas para melhorar conversões do seu site:
- crie urgência
- use números
- diga o que você quer que a pessoa faça
- use imagens
- use cor para diferenciar/destacar o que você quer que pessoa faça/clique
- simplifique sua página, encurte seu formulário de contato (não peça informações demais na primeira vez)
Eles usam duas imagens para ilustrar a comparação entre marketing tradicional e inbound marketing (também chamado de novo marketing):
- uma marreta para o marketing tradicional (interrupção, força)
- um imã, um magneto para o novo marketing (permissão)
Em uma outra palestra no slideshare, o pessoal da HubSpot usou uma frase muito interessante:
Pense como você fosse um editor, não um anunciante.
Ou seja, não adianta martelar demais, é preciso que seu conteúdo seja de interesse de quem vai ler.
Começa agora em agosto um novo curso na Casa do Saber – Grandes Publicitários. No mesmo formato do curso Grandes Executivos, que fiz o ano passado e gostei muito. Esse curso terá 6 convidados, Celso Loducca será o entrevistador.
Acho que será muito interessante e me animei a fazer pelos seguintes motivos:
- Conhecer, aprender e entender com publicitários extremamente bem-sucedidos.
- Entender mais sobre o “meio” agências de publicidade.
- Conhecer pessoas inteligentes com interesses similares aos meus
- Me divertir e me entreter conhecendo mais sobre a vida profissional, que deve ter algumas passagens engraçadas.
- O curso anterior foi muito bom: gente inteligente, bom humor, aprendizado e boas conversas antes, durante e depois do curso.
Começa dia 4 de agosto. Veja quem são os convidados:
- Alexandre Gama. Publicitário. É diretor de criação, sócio e presidente da Neogama/BBH.
- Nizan Guanaes . Publicitário, diretor da agência África, presidente e diretor de criação da agência DM9DDB.
- Marcello Serpa. Publicitário. É sócio e diretor geral de criação da AlmapBBDO.
- Washington Olivetto. Publicitário e criador da agência W/Brasil.
- Roberto Justus. Publicitário e empresário. É CEO do grupo Newcomm e vice-presidente da Y&R. Dirigiu o programa “O Aprendiz”, da Rede Record.
- Fabio Fernandes. Publicitário. É presidente e diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi.
O Twitter lançou ontem um guia básico de uso do serviço, para negócios. A apresentação, em inglês, é simples e curta. E bem interessante. Achei muito válido o slide 11, com dicas de boas práticas.
Se você ainda não usa, vale a pena dar uma olhada.
Já escrevi outros posts sobre o Twitter:
Ótimos vídeos e slideshare sobre inbound marketing. Veja o curto vídeo e depois assista ao slideshare.
As dicas de como preparar vídeos para internet são bem interessantes. Vou usar mais daqui em diante.

Muito bom esse cartoon do Gapingvoid. Uma maneira muito divertida de te relembrar que você pode estar tentando vender alguma coisa bem improvável de ser comprada.
Nesses casos, o melhor a fazer, não é se esforçar mais, mas mudar o produto e/ou o cliente.
Fácil falar, muito difícil de conseguir fazer. Em especial quando o meteoro que você vende, foi feito por você mesmo.

Todo mundo está falando da capa da Time, que avalia o Twitter e diz que ele vai mudar a maneira que vivemos.
Como um amigo (Duda Fleury, do ObaOba) acaba de mandar por email, a capa em si é interessantíssima. Uma capa de revista impressa, com um iPhone (telefone), e um serviço web (twitter). E todo mundo falando sobre isso na internet. E tem gente ainda com dúvidas em relação a convergência de mídias. :-)
O artigo na íntegra pode ser lido aqui. O primeiro lugar que li sobre essa capa, foi no blog do Chris Anderson.
Alguns pontos interessantes do artigo, com observações minhas:
- A princípio ninguém entende como funciona e para que serve
- O twitter é excelente para eventos, para ter mais conversas sobre o assunto. Na #w2e, havia uma #hashtag para cada seção, funcionou muito bem. Aqui no Brasil, há muitos eventos usando, com sucesso.
- Para empresas que atuam localmente pode ser muito bom.
- Estamos cada dia mais numa conversa aberta. Ou seja, falamos cada vez mais em público e não no reservado.
- Você pode aumentar a audiência do seu blog, ou de outra coisa. Um amigo arrumou namorada pelo twitter. Primeiro twitter, depois blog. Deu certo. Nos negócios, alguém diria: gerou o lead no twitter, converteu no blog. :-) Eu me diverti a beça ouvindo essa história.
- Você pode fazer pesquisas rápidas pelo twitter, em especial se tiver muitos seguidores. O @radahfarer fez isso recentemente, com sucesso.
- Fica interessante e mais fácil achar coisa boa na internet (se você segue gente boa).
- Tem até governos e instituições de caridade usando o twitter (e bem).
Quais são as oportunidades para marcas nas faladas mídias sociais? Esse foi o tema de uma das palestras do Emerson Calegaretti, diretor geral do MySpace no Brasil, no evento Interact 2009 (que usou o Ning para fazer seu site-comunidade).
Conheci o Calegaretti no final do ano passado, no evento Results On Day. Ele fez uma ótima palestra lá, com conteúdo muito interessante. Além de tudo tem um senso de humor fantástico e sabe palestrar como poucos. Aprendi em forma e em conteúdo naquele dia.
Há poucos dias ele fez outra palestra. Não assisti, mas pelos slides no Slideshare, deve ter sido muito boa.
Abaixo minhas observações, pós-leitura dos slides:
- Se você trabalha B2C, há literalmente centenas de milhões de clientes seus
- O consumidor mudou, você também tem que mudar. Óbvio, mas muito pouca gente faz.
- O consumidor não é mais um zumbi passivo, mas pessoas que pensam, compartilham e influenciam.
- Foque nos influenciadores, citando o livro Ponto de Desequilíbrio, do Malcom Gladwell.
- Citou o livro Tribes, do Seth Godin, uma das minhas referências 2009.
- Tem até formas de medir o engajamento (ROE)
Sugiro você assistir os slides abaixo. Pode servir como um ótimo começo para pensar em como usar mídias sociais. Na minha opinião, usar é fácil, usar bem, nem tanto. Mas acredito que vale a tentativa.
Muito boa essa apresentação preparada pelo Gian Martinelli.
Os tópicos que coloca são excelentes. O que mais gostei:
- Com o sucesso, cópias são inevitáveis, mas cópias geram evolução e participação. Evolução gera lucro
- Excelentes exemplos de marketing colaborativo: Firefox, Zoopa.com (que não conheço)
- Design colaborativo: Threadless e Camiseteria
- 3 tendências que sustentam esses negócios: cultura do remix, licenças abertas e democratização da tecnologia
Acredito que essa última, democratização da tecnologia é o que está gerando essa grande mudança. Cada dia mais, um amador (ou não-expert) pode usar ferramentas baratas e até gratuitas para produzir com qualidade profissional (ou quase, com diferença imperceptível).
Muito boa a apresentação, feita pelo Gian Martinelli.
Nessa quarta-feira, 27 de maio, Ricardo Cavallini lança seu novo livro, chamado Onipresente. Cavallini é uma das minhas referências, de pessoas que entendem de marketing e de internet. Coisa rara. Vou tentar aparecer por lá para conhecê-lo pessoalmente.
O livro teve uma produção em formato inédito. Como em softwares, o Ricardo lançou uma versão beta. E eu fui um dos beta-testers. O blog dele, Coxa Creme, vale muito a leitura.

Tenho lido bastante ultimamente sobre essa longa discussão sobre o fim dos jornais, sobre blogueiros x jornalistas. Alguns comentários pessoais sobre esses temas.
Os jornais vão morrer. Não porque não sabem fazer notícias, mas porque estão no negócio errado. Ainda estão no negócio do papel/impressoras, da distribuição milionária (você já imaginou o trabalho que dá fazer chegar um jornal na sua casa as 06:00hs da matina todo dia?), do controle/monopólio da informação. O mundo hoje é outro (ler abaixo). Parece que nem a Wired percebe isso.
A notícia, a reportagem, o jornalismo vão crescer ainda mais. Um ótimo exemplo é o site Techcrunch. Era chamado de blog, não sei como definir um blog, um site, um portal. Os caras tê um staff relativamente grande e de excelente qualidade. Fazem conteúdo top, como ninguém na área deles. Vendem publicidade, fazem eventos. Têm uma comunidade de pessoas que acompanham e adoram o trabalho deles. Não sei o que vai acontecer com o negócio mídia, publicidade, etc. Eu apostaria que o Techcrunch vai continuar fazendo sucesso. Um novidade, os caras estão estudando lançar uma versão de kindle – ipod touch – netbook. Com a cara deles, e que vai funcionar animal (minha opinião). Enfim, é uma empresa antenada no que acontece hoje no mundo, não tapam o sol com peneira.
Jornalistas bons são raros. Tenho dado várias entrevistas sobre o Kindle. Acho que sou um dos poucos brasileiros que tem um, que escreve bastante sobre isso, logo muita gente me acha fazendo uma busca no google. Em várias entrevistas que dei a jornalistas, teoricamente especializados em tecnologia, as perguntas foram básicas demais. Se tivessem lido 1-2 posts que escrevi, teriam muito mais info do que obtiveram fazendo perguntas rasas. É claro, há exceções.
Jornalistas “top” ainda fazem a diferença. Ler uma Miriam Leitão, Dora Krammer, Noblat, faz a diferença. Eles entendem do assunto, têm acesso direto e livre com as pessoas mais importantes. Têm experiência. Com isso, conseguem produzir textos que valem a pena ler, mesmo quando temos pouquíssimo tempo (quase sempre). Meu hábito de ler jornal é cada vez mais restrito a ler as análises dos colunistas que gosto. Ler matérias e mais matérias que me parecem enche linguiça, escrito por alguém que entende pouco do assunto, não me satisfaz. Talvez por isso cada vez menos gente boa leia jornal. Um exemplo disso é o Eduardo Giannetti da Fonseca, que diz preferir ler The Economist e ouvir rádio quando faz a barba ou está no táxi. Minha avaliação: para escrever tem que entender muito do assunto e pesquisar muito. Coisas básicas, que a “falta de tempo” parece impedir. O Noblat, por exemplo, deu uma palestra incrível esse ano na Campus Party.
Blogueiros bons escrevem sobre o que gostam (e isso conta muito). Logo, entendem muito mais sobre o assunto. Tenho um amigo, que foi cobrir um evento da HSM como blogueiro. Ele disse: em dez minutos de palestra com o Philip Kotler, a lenda viva do marketing, todos os jornalistas tinham ido embora. Iam fazer uma matéria “cobrindo” o evento, com conteúdo do press-release e com uma “aspas” que pegaram no início da palestra. Esse meu amigo ficou a palestra inteira, anotou tudo, refletiu sobre o assunto. Qual produzirá o melhor artigo?
A internet está mudando todos os negócios ligados a conteúdo. Filmes, música, livros, jornais, revistas e rádio. Tudo está ameaçado, especialmente se negar a realidade e acreditar em duendes. Quanto mais tempo as empresas gastarem tempo, esforço e dinheiro tentando reverter o que é irreversível, pior será. O negócio do jornal não é papel, da música não é um pedaço de plástico redondo. É o conteúdo e a relação desse conteúdo com as pessoas e entre essas pessoas.
Chato. Acho chato porque acredito que a maioria das pessoas não conseguiu entender o ponto de vista do outro lado, se repete muito as mesmas coisas. Como um bom mala, resolvi entrar nessa. :-)
Para ir além:
- Texto do Julio Daio Borges sobre o fim dos jornais. Essa é uma referência, quase definitivo, e cheio de links ótimos, para você se aprofundar. Se eu tivesse que ler só um texto sobre o assunto, leria esse.
- O Kindle – Ipod – Netbook do Techcrunh.
- Meu texto sobre livros e editoras.
- Meus posts sobre o Kindle.

Essas são as quatro perguntas sobre modelos de negócios que Seth Godin fez hoje no seu blog. Acho que elas resumem muito bem, nos principais pontos que você precisa pensar ao montar seu negócio.
- Porque motivo as pessoas vão pagar pelo seu (e não por outro) produto? Ou seja, o que você faz que gera valor para o cliente, a ponto de criar disposição para pagar? Num mundo cada vez mais cheio de opções, de coisas grátis e agora com a crise, com cada vez menos dinheiro.
- Como você compra (ou produz) o que você vende, por um preço menor do que o de venda? Aqui vale uma reflexão sobre suas competências, que tornam sua capacidade de produzir melhor que o dos outros.
- Como você se protege contra concorrentes, similares, cópias e guerra de preços? Ou seja, o que te faz diferente, ao longo do tempo? Isso é dos mais difíceis, e acho que tem (também) a ver com marca, com reputação, com comunidade.
- Como quem não te conhece vai te conhecer, e decidir a gastar seu rico dinheirinho com você. Uma das coisas mais legais que li recentemente é o tema “Inbound Marketing“, que me foi apresentado pelo Eric Santos.
Estou tendendo a acreditar, cada vez mais, que o sucesso daqui em diante, virá de autenticidade, reputação, comunidade, prestação de serviço, marketing educativo e personalidade única.

Uma das palestras que mais gostei no evento Web 2.0 Expo em San Francisco foi a de Tara Hunt (@missrogue) sobre Whuffie. Até agora não vi uma boa tradução para o português desse termo, que quer dizer “capital social” ou reputação.
A palestra de Tara Hunt foi muito bem apresentada, num estilo que gosto muito. Um número enorme de slides, com muitas fotos, textos muito curtos e uma sinergia e conexão perfeita entre os slides e a fala da palestrante.
Esse é o estilo que tento fazer cada vez mais. Tornar minha fala e os slides cada mais sincronizados, e com uma transição muito suave, quase imperceptível de um slide para outro.
Abaixo listo os pontos que mais gostei da palestra.
- O tema da #w2e era “o poder da escassez”, e isso é o que ela sempre fez (fazer mais com menos). Eu também estou nesse time. :-)

- A publicidade se torna cada vez mais um megafone, que incomoda e interrompe as pessoas. Com isso, há cada vez mais pessoas “surdas” a anúncios. A solução não é comprar um megafone maior e mais potente, mas se envolver em conversas.
- Porque algumas empresas são abominadas, e outras recebidas pelas pessoas de braços abertos?
- Whuffie = reputação, capital social, contatos, acesso, credibilidade. Você e sua empresa têm isso?
- Whuffie não acontece do dia para a noite. Acho que por isso muitas empresas não conseguem abraçar essa oportunidade, pois querem resultados overnight.
- Quando não se preocupa com isso, uma empresa perde (em especial hoje na internet). Um exemplo bom é o caso da Dell, que teve que lidar com o site de reclamações “Dell Hell”.
- Whuffie é parte da “economia da doação”. Quanto mais você doa, mais recebe em troca.
Algumas dicas:
- Mude a forma de se comunicar. Do megafone para a conversa (aprenda a escutar).
- Se envolva na comunidade.
- Foco na experiência do consumidor. Atenção aos detalhes, vá além, coloque emoção, injete alegria, personalize, experimente, simplifique.
- Abrace o caos. Não tente controlar tudo e se surpreenda. Algumas coisas vão dar errado, mas você poderá ter boas surpresas.
- Encontre significado no que você faz.
- Do well by doing good. Ou seja, tenha lucro por ser bom.
- Ajude os outros a ir além. O Flickr e Youtube têm sucesso por fazer isso.
- Pense focando no consumidor. Por exemplo, se for o melhor, sugira um link fora do seu site. Os slides 281 e 282 são excelentes.
- Valorize algo maior. Se você e sua empresa estão comprometidas com uma causa maior, terá mais capital social, mais reputação, mais credibilidade.
- Espalhe o amor. Faça o bem.
Whuffie = propaganda boca-a-boca, vendas adicionais, fidelidade dos clientes. Ou seja, mais lucro. :-)
Veja os slides completos, abaixo.
Livro

Tara Hunt lançou há duas semanas um novo livro, chamado de Whuffie Factor. Já está no meu kindle e recomendo.

Semana que vem tem um novo Results On Day, dessa vez sobre vendas, organizado pela revista com o mesmo nome, no espaço Gafanhoto. Nesse dia, estarei em Chapecó, SC, participando do Interleite Sul 2009, que a AgriPoint organiza pela primeira vez. Se estivesse em SP, iria com certeza.
Programa
15h00 - Abertura Espaço Gafanhoto/PIX
16h00 - Jonatas Abbott (Dinamize) – Verdades que nunca falei em outras palestras
16h30 – Fátima Milnitzky (Psicóloga) – Desejo e consumo
17h00 – Romero Rodrigues (Buscapé) – Mini-workshop – paradigmas no varejo
17h30 – Marco Gomes (boo-box) – Mini-workshop – paradigmas na mídia
18h00 – Breno Masi (Fingertips) – Mini-workshop – Como vender um Jogo da velha
18h30 - Intervalo
19h00 - Luli Radfahrer (Professor ECA-USP) – Barack Obama: de furada a panacéia
19h30 – Fábio Ribeiro (Empreendedor) – Vendendo o Filho
20h00 – Intervalo
20h30 – Ricardo Jordão (Bizrevolution) – O novo vendedor quebra tudo!
21h00 – Coquetel de encerramento
Aproveite. É grátis. Bob e equipe, boa sorte! Eu fui no ano passado e gostei.

Juliano Spyer organizou um livro muito bacana sobre internet com o sugestivo título “Para entender a internet”. E ele o fez da maneira mais internet possível. Convidou dezenas de pessoas para escreverem cada um um capítulo e postou tudo na web, em um blog.
Agora todo mundo pode comentar, participar, interagir, e quem sabe depois eles lançam uma segunda versão, impressa, já melhorada, incluindo os pontos que todos que leram e comentaram, que podem ajudar a tornar o livro ainda melhor.
O livro pode ser baixado aqui, gratuitamente.
É uma iniciativa ainda mais ousada e bacana que a já interessante ideia de fazer um beta teste do seu livro, pelo Ricardo Cavallini.
Para saber mais, acesse o blog do livro e do Juliano Spyer.
Gostei muito e vou ler o livro o mais rápido possível. Uma das coisas legais que o @jasper (esse é o nome do Juliano no Twitter) disse quando anunciou o lançamento foi que lançar esse livro mostrou para ele como é fácil e rápido fazer coisas bacanas pela internet hoje, com qualidade.
Inspirador. Aproveite essa ideia a sua (melhor) maneira.



