Posts Tagged ‘Obama’

Obama, o que esperar em 2009

A cada dia fico mais fã de grandes cartunistas, que conseguem em uma imagem resumir mil palavras, e passar uma mensagem clara, precisa. Esse é meu objetivo na comunicação, seja em palestras, seja por escrito. Como tornar o que é complicado, complexo, em simples, compreensível. Pena que não sei desenhar :-).

Vejam esse cartoon da Economist dessa semana. O mundo está otimista com Obama (inclusive eu), mas ele tem uma tarefa dura pela frente. 2009 não sai ser um ano fácil para a economia dos EUA, nem para o resto do mundo, cada vez mais globalizado.

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Ainda vou fazer uma palestra, onde os slides serão todos desenhados, quem sabe pelo meu amigo Diogo.

Depois de 7 anos, orgulho de morar nos EUA

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Petrucia Finkler, prima da minha mulher que mora em Chicago (e é atriz de teatro), escreveu hoje um texto belíssimo sobre a sensação hoje por lá. Veja duas partes que gostei muito, e leia completo, no blog dela, My little green room.

Chorei muito em frente à TV. Chorei porque hoje, depois de mais de sete anos, tenho orgulho de morar neste país. Chorei porque me emocionei com a capacidade humana de evoluir sua consciência.

Relaxando e aproveitando este momento que de mágico, passou a concreto; da fantasia, para uma realidade que se estabelece em definitivo na casa branca dia 20 de janeiro.

Vale a pena ler por completo, aqui.

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Obama, novo presidente dos EUA – um cartoon vale mais que mil palavras

 |  by Miguel Cavalcanti  |  por aí  |  2 Comments

november-4-2008

Obama e a internet – a revolução não será televisionada

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Acabo de ler o artigo do Carlos Merigo sobre como Obama usou a internet nessa eleição nos EUA, e como isso muda a maneira das pessoas encararem a internet como mídia, como ferramenta de agregação de pessoas, de mobilização.

Abaixo as melhores partes.

Só que hoje também é o dia que marca o fim de uma pequena grande revolução na maneira de fazer campanha política. Mais do que isso, na maneira de fazer comunicação. Como disse Arianna Huffington no The Huffington Post, antes mesmo do resultado das eleições americanas já podemos declarar um vencedor: a internet.

Em 2000 e 2004, a internet já despontava como organismo essencial de uma disputa eleitoral, mas nada comparado com ao que aconteceu agora, em 2008. Sendo mais específico, ao que a campanha épica do candidato Barack Obama foi capaz de fazer no ambiente online e nas novas mídias em geral, ao mesmo tempo que influenciou permanentemente a linha que divide online e offline e atingiu a cultura pop. 

E mais do que simplesmente anunciar, foi uma campanha que reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar ataques políticos, muitos deles feitos por blogs que nem existiam quatro anos atrás.

Como diz matéria no NY Times, tratou-se de iniciativas guiadas pela tecnologia, focadas no microtarget, tão engajadoras que foram capazes de envolver americanos, que nem nunca tinham votado antes, no processo eleitoral, em especial o público jovem-adulto.

É óbvio que a televisão e os jornais continuam desempenhando papel importante na escolha de um presidente, mas não como antes. Se transformou em uma via altamente influenciada pela internet, ao invés do contrário. E quando Obama veiculou um comercial de 30 minutos nas três maiores emissoras de TV americanas, o fez com dinheiro arrecadado na web.

Quando se fala em 120 mil seguidores no Twitter, um grupo no Facebook com 2.3 milhões de membros e 11 milhões de views em um vídeo no YouTube, os números parecem baixos se comparados ao alcance de uma mídia de massa, mas formam uma comunidade de pessoas que fazem diferença, que são altamente multiplicadoras e influenciadoras. 

Essa comunicação feita de pessoa pra pessoa construiu uma gigantesca plataforma de conteúdo que independeu da vontade de grandes grupos de mídia. Mais do que isso, provou o poder da integração, da mensagem pulverizada nos mais diferentes meios.

Mas se existe um exemplo incontestável do que pode ser buscado daqui pra frente na comunicação das marcas, do que foi capaz de concretizar toda essa discussão que travamos há meses, anos, é o exemplo da campanha de Barack Obama. Portanto, acostume-se, você ainda vai ver muito esse case em apresentações e palestras daqui em diante.

Vale a pena também acessar o site com cartazes feito por designers, para Obama. De lá que eu tirei a imagem que ilustra o post.

Em tempo, uma frase clássica, “a internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas”. Acabo de ouvir o audiobook Tribes do Seth Godin, e recebi o livro essa semana. Em boa hora.

Update: li há pouco o artigo “Quem ganhou a eleição: Starbucks”, falando sobre a promoção nos EUA, que prometia café grátis para quem dissesse ter votado. Virou febre na internet, pesquisas no Google e conversas no Twitter. Comenta: brinda grátis por tempo limitado = mania na web.