Estou preparando um evento para sexta-feira 17/06, no estilo Ignite Talks. Serão palestras rápidas, de 5 minutos cada uma, com 20 slides que auto-avançam a cada 15 segundos. Ou seja, quem faz a palestra tem pouquíssimo tempo e não tem o controle do PowerPoint (não tem como atrasar).
Eu nunca fiz uma palestra como essa num evento e há tempos tinha vontade de fazer uma palestra com esse formato e também em realizar um evento nesse estilo. Estarei realizando duas ideias num dia só :-)
Para facilitar e ajudar meus palestrantes convidados, eu fiz um resumo de dicas e sugestões de como fazer uma (ótima) palestra seguindo esse estilo.
Eu fiz os slides e gravei o vídeo. Você vai ver que o arquivo tem 22 slides, um antes e outro depois para facilitar meu controle.
Eu estou adorando essa ideia e já estou planejando outros eventos desse tipo.
Veja o que você acha e envie também suas sugestões. Quero muito receber suas dicas :-)
Slides
Vídeo
PS: O “ótima” do título é por minha conta ;-)

Participei no último sábado, dia 14 de novembro do TEDxSP, um evento no formato do TED que acontece na Califórnia todos os anos, sempre lotado, com fila de espera e mais de US$ 4.000 de inscrição. Esse aqui foi gratuito, realizado com o suporte e permissão do TED, mas independente. Foi um dia e tanto, muito cansativo para o cérebro. Abaixo minhas anotações, palpites e reflexões.
O que faz um evento de sucesso
Hoje, com muita informação, com a internet, com tudo disponível, é ingênuo achar que um evento vai te trazer muito conteúdo novo. Se isso acontecer, você deve estar pouco informado. Me lembrei da pergunta que fiz ao Tim O’Reilly no início desse ano, sobre como o evento dele ia ganhar dinheiro, se estava colocando (quase) tudo de graça na web. Ele me disse, bem resumido: evento de sucesso é: conteúdo, mas também é curadoria (misturar e ordenar muito bem os temas/palestrantes) e é experiência.
O TEDxSP foi isso, uma experiência de passar um dia inteiro (de 07:30hs as 20:30hs num sábado) convivendo, ouvindo, vendo, falando, pensando e refletindo sobre o que o Brasil tem de melhor. O que o Brasil tem a oferecer para o mundo. É lógico que o Brasil tem muito a oferecer, mas como temos muitos e muito grandes pepinos também a resolver, já viu, falamos/pensamos no dia-a-dia quase que só sobre os problemas. O TEDxSP conseguiu abrir uma janela nessa nossa rotina. Por isso a sensação de 99% do público era muito boa durante e depois do evento.
O que eu não gostei muito
O evento não foi perfeito, e como um bom (e chato) observador, anoto aqui. Muita gente usando o twitter para repetir o que o palestrante dizia, sem comentar, sem conversar. Parecia que muita gente estava ali vendo, mas não refletindo.
Eu também achei o público muito focado em publicidade/comunicação e em grandes empresas. Pouco diverso. E me surpreendi quando me falaram que tiveram apenas 1.000 e poucos (1.300, sei lá) inscritos. Para um evento gratuito, com 700 vagas, me pareceu pouco. E eu que fiquei bem encanado que não seria convidado… :-)
Vários palestrantes não respeitaram o tempo estipulado. Do terceiro andar do teatro, de onde estava, dava para ver o relógio piscando 00:00. O primeiro palestrante, que era da Superinteerssante, falou uns 15 minutos quando tinha 5… Tudo bem qu eeu já tenho uma certa implicância com a revista… O que já li deles, sobre temas que entendo (carne bovina) tinha muita bobagem. Parecia uma matéria que estava pronta antes de entrevistar os dois lados. Outras palestras também não foram boas, teve uma que um amigo descreveu como a leitura dos folders de três ONGs.
E um dos palestrantes, o Luiz Algarra, brincou que não existem talks no TED, o palestrante não conversa, não escuta, apenas fala. É uma verdade.
Mas eu acho que esses detalhes são pequenos perto do que o evento conseguiu fazer.
A organização
O pessoal da organização deu um show. Usaram o know-how do TED americano e deram um toque brasileiro. Tudo funcionou bem, desde o email de boas-vindas, com todas as informações, enviado dois dias antes. Além disso, pude conhecer mais o pessoal da Colméia, que trabalha entre outras coisas com vídeos online. É uma empresa com uma cara, cultura diferente. O pessoal é gente boa, amigo, sem pressão. Achei muito bom mesmo. Outr acoisa legal é que algumas empresas (entre elas a Batuq) fizeram um makeup dos PPTs, que estavam impecáveis. Coisa rara de se ver. E alguns nem usaram PPT, o que surpreende ainda mais.
Três pessoas da organização, além do apresentador do evento, falaram no palco. Todos me pareceram extremamente dedicados ao tema, a proposta. Tinha mergulhado de cabeça na ideia do TEDxSP e colocavam ali todo seu ser. Uma das melhores surpresas foi a palestra do estagiário do TED, de 17 anos, que fez uma palestra empolgante, animada e com conteúdo. Seu pedido: vamos ajudar a traduzir os mais de 500 vídeos em inglês do TED para o português.
As palestras que mais se destacaram (e me marcaram)
As palestras que mais me marcaram foram as de:
Guti Fraga, pela emoção de falar do projeto Nós do Morro (no Vidigal, RJ/RJ). Ele estava muito emocionado e falou coisas muito legais como: ajudar os outros é muito bom, todo esse projeto ajudou muita gente, mas me ajudou muito mais.
Professora Adozinda, uma professora de 92 anos, exemplo de dedicação, amor a profissão, alegria. Ela finalizou fazendo quadrinhas sobre o que é ser professora. Uma das coisas mais legais que já vi sobre educação. Muito bom mesmo ver alguém com essa idade e esse estado de espírito.
Osvaldo Stella, por deixar o PPT de lado, e fazer a palestra no improviso. Ele disse, se eu chorar mais, vou desidratar. Pessoal que fez o PPT, muito obrigado, mas não vou usar isso, vou contar minha história. E mandou muito bem, contou sua história de vida, entremeando com a questão ambiental. E falou uma série de coisas muito longe do discurso chato de eco-xiitas. O cara tem conhecimento, e falou com o coração. Surpreendeu.
Regina Casé, também pela alegria e energia de falar de um assunto que ela adora: perifieria, cultura, gente. Contou histórias super legais e divertidas, e junto mostrou um lado diferente do Brasil. Outra coisa legal, é a globalização da cultura de periferia. O que acontece no Pará é parecido com o que acontece em Angola, México e até subúrbio de Paris. Contou uma história de menino com síndrome de down na favela que tinha uma vida com muito mais inclusão do que um menino rico, que seria isolado. Regina Casé fala negão, preto, viado. Não importa o que você fala, mas como você fala. Como ela tem paixão, emoção, carinho por tudo isso, não soa estranho. Deve ser difícil um chato politicamente correto entender. No site dela tem uma frase que me identifiquei “É muito trabalho, mas é isso mesmo que eu quero na vida. Fazer boas coisas e me divertir com elas”. Deixou um link extra para o pessoal do TEDxSP.
Fábio Barbosa, por falar de ética e por acreditar que dá para fazer um Brasil melhor trabalhando direito. Fábio ´eum dos maiores executivos do Brasil, e o principal a carregar essa bandeira. “Não dá para ir bem num país que não vai bem”. Deu o recado de que uma empresa pode fazer diferente. “Resultado sim, mas precisamos focar nosso impacto”. ” Se precisamos comprar de quem vai contra a lei para ter resultado, não dá”. “Não tem mais on e off. Estamos sempre on”. A transparência não é mais uma opção, mas a realidade nua e crua. “O que você faz no dia a dia, transforma o Brasil de alguma forma?” “Diversidade gera pontos de vista diferentes, e a possibilidade de pensarmos melhor. Achamos muito inteligentes quem pensa como nós e o oposto acontece”. “A reforma mais importante não é a política, etc. É a reforma moral”. “Melhoramos como consumidor de produtos, mas não como consumidor de cidadania. Ainda votamos errados. Não deixamos um mundo melhor para nossos filhos, mas filhos melhores para o mundo.” Escrevi um post bem completo de uma palestra excelente do Fábio Barbosa que assisti ano passado.
Casey Caplowe, da revista GOOD, dos EUA, também fez uma palestra muito boa. A Good é uma revista para quem quer viver bem, fazendo o bem. Achei interessante o conceito. Veja o site da revista GOOD. Ele falou algumas coisas bem legais, como: “America: ame-a ou deixe-a”. Tiraram o deixe-a e colocaram arrume-a. Muito bom, acho que podemos fazer o mesmo com o Brasil. Eu fiquei com uma impressão de que eles fazem uma revista que consideram top, que consideram que vai fazer a diferença, e não querem fazer uma coisa enxaguada, imbecilóide, para vender para mais Homer Simpsons. Os EUA têm uma classe de gente criativa, empreendedora incrível. Outro conceito que gostei muito foi o de produzir algo que seja awesome, ou incrível, especial. Ele citou um artigo que falava justamente sobre isso como maneira de enfrentar a crise e a concorrência. Acredito demais nisso.
Todas essas palestras, de alguma forma me emocionaram. Também gostei muito da palestra sobre o projeto Many Eyes, da IBM, que facilita muito mostrar dados de uma forma fácil de se ver. E várias outras foram bacanas, vale a pena acompanhar o site deles e esperar pelos vídeos.
O que faz uma palestra de sucesso
Revendo minhas anotações (tweets) e refletindo sobre o evento, chego mais uma vez a conclusão que uma boa palestra é feita de emoção. É feita de histórias bacanas, que te tocam. Teve uma menina que conseguiu fazer uma palestra legal sobre substâncias químicas no resíduo da banana par adespoluição de água. Amazing!
Também cheguei a conclusão que para fazer uma ótima palestra, com muit aemoção e com ótimas histórias, é preciso ter investido muitas e muitas horas da sua vida naquela assunto. Talvez as 10 mil horas do Malcom Gladwell. E você só vai conseguir investir esse tempo todo e ainda falar com o coração de um assunto que goste muito, muito mesmo. Tem que ser o assunto da sua vida. É claro que um PPT template pode arruinar sua apresentação e que existem muitas e boas técnicas sobre como apresentar bem, que podem ser treinadas e aprendidas (é fácil), mas isso só não basta. É o complemento.
Principal conclusão do evento
Por incrível que pareça, a principal conclusão do evento é o amor. Várias pessoas falaram de formas diferentes sobre o amor. Sobre querer bem os outros. Um dos primeiros disse: “se você está aqui hoje, é porque alguém, um dia, cuidou de você”. Eu vi gente falando ou pulsando no palco sobre amor ao próximo, amor a educação, amor a profissão, amor ao que faz, amor a arte, amor a música. Ainda relacionando ao tópico acima, as melhores palestra foram sobre temas que os palestrantes realmente amavam, a ponto de dedicar toda sua vida nisso. Parece piegas, mas foi o principal que levei para casa. Me lembrei de uma frase do Peter Drucker, citada pelo Jim Collins, na INC500: “Não se preocupe em sobreviver, não se preocupe em ser bem sucedido. Se preocupe em ser útil”.
Tribal Leadership e o TEDxSP
No momento estou lendo (na verdade ouvindo o audiobook) um livro chamado Tribal Leadership, onde o autor fala de 5 tipos de tribos, cada uma com suas caracteríticas. A cada tribo, cada degrau, você vai mehorando, tendo uma vida mais plena e também produzindo mais, em especial em grupo. O quinto nível tem o nome de “Life is great”, onde os integrantes da tribo pensam de forma abundante, não tem inimigos ou concorrentes, trabalham por um sonho maior. E com isso conseguem realizar muito mais. O autor diz que são muito poucas empresas qu estão nesse nível.
Ao sair do TEDxSP, estava com uma sensação muito boa. Uma sensação de que a vida era boa. De que há muita gente boa no Brasil. De que é possível construir algo melhor aqui. Eu acho que o TEDxSP conseguiu, pelo menos por algumas horas, dias, a construir esse sentimento em muitas pessoas. Não foi a informação que cada palestrante passou, mas o clima, a energia, a emoção de todo aquele dia, do espírito das pessoas. Pode sair algo muito bom daí.
Um evento muda alguma coisa?
Dessa minha relação meio maluca do TEDxSP com o nível 5 do Tribal Leadership, fiquei me perguntando: será que um evento consegue mudar as pessoas? Minha resposta é não. Não é o evento que vai mudar as pessoas. Mas cada um, que estiver pronto, estiver querendo mesmo mudar, pode mudar pelo que viu, mas principalmente pelo que pensou, refletiu e decidiu fazer. E olha que eu sei que é difícil mudar. Tem um monte de coisas que quero mudar em mim, e estudo, leio, tento, converso, e as coisas andam mais devagar do que eu queria.
O TEDxSP vai me mudar? Não. Mas as coisas que eu fizer com o TEDxSP podem me mudar sim.
Feedback
O que você achou dessas minhas reflexões sobre o TEDxSP? Gostaria muito de saber sua opinião.

Assisti na semana passada a primeira aula do curso Grandes Publicitários, na Casa do Saber, com Alexandre Gama, da agência Neogama. O organizador do curso e entrevistador é o também publicitário Celso Loducca, da Loducca. Escrevi um rápido post com meus motivos para fazer esse curso.
Fiz uma série de anotações em mapas mentais rascunhos, que é a maneira que mais gosto de escrever em reuniões e palestras. Escrevo para me lembrar depois e escrevo para me lembrar na hora. Acredito que penso melhor, presto mais atenção e capto mais os pontos importantes quando anoto.
Abaixo, Alexandre Gama, por ele mesmo, com meus pitacos.
Estilo pessoal:
- Sou tímido, competitivo e curioso.
- Sou mais injusto comigo mesmo, do que com os outros.
- Aos 17 anos, praticava 6h por dia de violão.
- Muito medo de ter o rabo preso. De dever favores, de poderem jogar na minha cara. Minha ética vem mais do medo.
- Sou cada vez mais impermeável ao que os outros acham de mim.
- Quero ser o melhor em cada função que faço.
- Não sou o líder ideal. Sei que não dou muita direção. Não fico em cima. E não dou conforto.
- Se fosse dar um conselho para ele mesmo, quando mais jovem: “pega mais leve…” Não colou, pelo menos para mim.
- Quero ser o “ghost in the machine”, que muda as coisas, por dentro, sem que a máquina perceba.

Agências:
- A coisa mais difícil é entrar em uma agência, a segunda é ficar. :-)
- Uma “grande mentira é: entre na função que der, depois, lá dentro, você muda”.
- Prêmio é uma escada que te ajuda no começo, mas não é tudo.
- Nas perguntas contou a história do garoto que foi na agência e gravou um vídeo dizendo “eu quero trabalhar aqui..” e com isso ganhou um estágio lá. Disse: foi um bom comercial de de 30″, chamou a atenção, agora precisa provar que é um bom produto.
Publicidade:
- Sobre o poder (maléfico) da publicidade: é apenas uma ferramenta. Quem deve levar a culpa, a mão que usa, ou a ferramenta que é usada?
- Nossa sociedade é de consumo. Tudo é baseado no consumo. A publicidade é uma parte disso. É preciso criticar, discutir a sociedade, daí passar pela publicidade. E não o inverso.
- “Não faço publicidade, eu tenho ideias”. Eu achei meio batido.
- O Bradesco apareceu muito mais quando focou num tema só (Banco do Plantea), gastando a mesma coisa.
Dicas sobre carreira, para publicitários:
- Pouca gente dá valor ao texto. Escrever bem é pensar bem.
- Bom redator é um bom planejador.
- Para escrever melhor é preciso ler melhor (e mais) e escrever mais.
- Não me dê liberdade, me dê foco. O poder da escassez.
- Quem não tem nada, não tem nada a perder. Pode arriscar tudo.
Internet
- Internet é apenas uma ferramenta dentro da caixa de ferramentas. Pareceu ainda não ter comprado a ideia de que a internet está mudando e muito a vida das pessoas. E que vai mudar muito ainda. Deu um exemplo de uma campanha só pela internet que não vendeu carros. Mas não disse quando, nem como. Achei estranho. Talvez uma forma de contar que outra agência não entregou e eles sim.
Ideia prima e War Map
- Procura criar para cada cliente uma “ideia prima”, que posiciona, diferencia a empresa, que desloca a concorrência.
- Junto entrega um “War Map” com as ações a serem tomadas.
- Gostei desses dois conceitos, mas deve ser difícil que isso funciona na prática mesmo. Um dos clientes deles é a TIM. Mesmo com um war map e uma ideia prima, me parece que é uma empresa, n oserviço, atendimento, etc, muito parecida com a Claro e Vivo.
Empreendendo:
- Fundou a Neogama em 99-00, em plena desvalorização cambial.
- Qual o valor de uma agência quando a economia pára? Muito pouco. Mas decidiu ir em frente: pau na máquina.
- Há uma grande diferença entre o bravo e o corajoso. O bravo é aquele que enfrenta, sem saber o tamanho da encrenca. O corajoso é aquele que calcula, avalia, conhece, e mesmo assim enfrenta o problema. Gostei muito dessa parte, e vi que muitas vezes sou mais bravo do que corajoso, que é mais difícil (e mais eficiente). :-)
- O Brasil é uma montanha russa. O brasileiro bom é aquele que entende isso, e entra nesse jogo, aproveita, aprende e ganha. É aquele que compra o ingresso da montanha russa.
- Nosso primeiro posicionamento foi: tirar o máximo do mínimo. Dar resultado.
Sobre sucesso, fracasso e persistência:
- Nenhum fracasso determina seu destino. Não acaba com você. Sabendo disso fica mais fácil passar por cima dos erros.
- O medo do fracasso muitas vezes é o medo do julgamento dos outros.
- No início, pensava com freqência: “hoje vão me desmascarar… hoje vão descobrir que não sou genial…” :-)
- Vencer não é o contrário de perder, mas de desistir.
- Sucesso é fazer o que te dá muito prazer e você faz muito bem. Não fiquei muito rico, apenas me casei uma vez só. Uma piada com o Loducca, que parece ter várias ex-mulheres (que são para sempre, como me disse um amigo certa vez).
- Se programou para cada etapa de sua carreira. E isso ajudou.
- Acredito no talento, mas é preciso suar. O cérebro, o talento é como um músculo, que precisa ser exercitado, para melhorar.
- Quando você não desiste, o mundo desiste de você. Daí vem o sucesso.
- Tem gente que tem medo de mostrar seu trabalho. Quem não tem esse medo, chega mais longe.
- Quero fazer coisas grandes. Porque posso. E porque devo.
Sustentabilidade:
- Lucro é a mola do capitalismo. A sustentabilidade precisa se estabelecer usando o lucro como mola, como impulsionador.
- Falou várias vezes sobre sustentabilidade, sobre seu interesse nessa área. Parecia até que iria montar uma nova empresa. Que iria se tornar um empreendedor social, ou algo do gênero.
- Mas achei que ele estava equivocado, que ainda não entendeu o conceito. Deu um exemplo do “bolsa floresta”, onde um amazonida recebe um bolsa família se preservar a floresta de sua pequena propriedade.
Agência como empresa:
- Nas perguntas, fui o primeiro, e mandei: “como você faz para separar e reforçar sua imagem pessoal e de sua empresa, e para que um ajude o outro?”
- Com base na resposta, penso que a agência dele parece ser mais um “gênio com mil ajudantes” do que um “exército de generais”, para usar uma expressão do Jim Collins.
Meus comentários
- Extremamente criativo e bem sucedido, mas focado em criar sua empresa, com seu nome. A empresa parece ser uma forma de ampliar a pessoa, o brilhe dele (que é grande).
- Falou muito sobre sustentabilidade, mas me pareceu compreender pouco profundamente o tema, que exige uma mudança estrutural nos negócios, exige um foco no longo prazo, exige muitas vezes mudanças que vão contra as fontes atuais de lucro da empresa. Sustentabilidade é muito mais do que uma campanha, ou do que fazer tudo em papel reciclado.
- O que mais gostei: persistência, acreditar em si mesmo, planejamento, talento + suor. Quem vai longe não tem medo de parecer bom.
Meu sócio, Marcelo Carvalho, também está fazendo o curso e escreveu um post com as impressões dele. Interessante que optei por ler só depois de escrever a minha, e ficou bem diferente o formato, mas com vários pontos em comum.

Veja o vídeo não-oficial da minha palestra no Epicentro, feito pelo Hugo.
O Luis Imperator fez um post muito bacana sobre o evento, comentando cada uma das palestras. Leia na íntegra, que vale a pena. Abaixo os principais pontos.
Miguel é outro profissional que já acompanhava antes do evento, tendo até comentado neste blog há algum tempo. Ele é fundador de uma empresa de educação voltada ao setor agro-pecuário. A empresa realiza cursos e palestras a fim de capacitar os profissionais do campo. O tema de sua palestra foi Boi, o próximo cigarro?. O objetivo da palestra foi tentar desmistificar o buzz gerado já há algum tempo, e que continua crescendo, que coloca a pecuária no papel de vilã.
E continua:
Voltando à palestra, Miguel mostra como muito do que é falado é mito, mostrando dados que provam o contrário, e exemplos de fazendas de corte que receberam o selo do WWF. A palestra é muito bem fundamentada, e foi muito bem apresentada. Mostrou alguns dados nutricionais mostrando como a carne é um alimento rico e nutritivo, importante para o crescimento de crianças e desenvolvimento e evolução do ser humano durante séculos.
Veja os slides da minha palestra.

Semana que vem tem um novo Results On Day, dessa vez sobre vendas, organizado pela revista com o mesmo nome, no espaço Gafanhoto. Nesse dia, estarei em Chapecó, SC, participando do Interleite Sul 2009, que a AgriPoint organiza pela primeira vez. Se estivesse em SP, iria com certeza.
Programa
15h00 - Abertura Espaço Gafanhoto/PIX
16h00 - Jonatas Abbott (Dinamize) – Verdades que nunca falei em outras palestras
16h30 – Fátima Milnitzky (Psicóloga) – Desejo e consumo
17h00 – Romero Rodrigues (Buscapé) – Mini-workshop – paradigmas no varejo
17h30 – Marco Gomes (boo-box) – Mini-workshop – paradigmas na mídia
18h00 – Breno Masi (Fingertips) – Mini-workshop – Como vender um Jogo da velha
18h30 - Intervalo
19h00 - Luli Radfahrer (Professor ECA-USP) – Barack Obama: de furada a panacéia
19h30 – Fábio Ribeiro (Empreendedor) – Vendendo o Filho
20h00 – Intervalo
20h30 – Ricardo Jordão (Bizrevolution) – O novo vendedor quebra tudo!
21h00 – Coquetel de encerramento
Aproveite. É grátis. Bob e equipe, boa sorte! Eu fui no ano passado e gostei.
Publico aqui os slides da minha palestra de ontem do Epicentro (#Epicentro no Twitter). Vou escrever mais sobre o evento, que foi muito bom, mas teve uma falha básica. No final, o saldo foi mais do que positivo, em aprendizado e contato com pessoas inteligentes e interessantes.

Fiz, na sexta a tarde, uma palestra para o pessoal da ArmRebel, sobre minha experiência pessoal de aprendizado nas áreas: conhecimento, relacionamento e auto-conhecimento.
Foi uma oportunidade interessante e uma forma de rever conceitos e ideias minhas a respeito de como aprender, como aplicar o que aprende, e principalmente como viver melhor.
A palestra teve como título “Como se manter atualizado, sem se perder, e ainda ser feliz…” e o subtítulo “Se alguém souber, me conte…”
Abaixo um pequeno resumo do que apresentei por lá. Em breve eles vão colocar um vídeo com a palestra na íntegra.
Conhecimento
1- Leitura de livros
Gosto muito de ler e isso tem me ajudado muito a aprender mais. Acredito que livros são um dos investimentos com melhor custo benefício em relação a dinheiro investido e retorno em conhecimento.
Algumas de minhas sugestões:
- Arte do começo
- Execução
- Amor é a melhor estratégia
- Feitas para vencer
- A arte de fazer acontecer
- Tríade do tempo
- Dedique-se de coração
2- Leitura de blogs
Uso o Google Reader para acompanhar blogs que gosto, inclusive o BizRevolution, do Ricardo Jordão. É uma maneira fácil e prática de se atualizar dos seus interesses, tudo em um só lugar. Às vezes, quando acumula, “marco tudo como lido” e deixo recomeçar.
3- Audiolivros
Comecei a usar audiobooks recentemente e tenho gostado muito. Aproveito muito melhor o tempo que passo dentro do carro, viajando ou no trânsito. No ano passado, por exemplo, escutei o livro “Mundo é plano” em apenas uma semana.
4- Twitter
Muita gente critica e poucos entenderam como funciona. Eu gosto, pois me dá acesso a links e novidades de pessoas muito inteligentes e antenadas. O segredo, difícil de seguir, é acessar 1-2 vezes por dia, no máximo. Me “siga“.
5- Palestras
Fazer palestras requer uma preparação enorme. Por isso te ajuda a aprender muito, até sobre coisas que você já sabe. Preparar essa palestra foi muito bom, pois me forçou a refletir sobre meu dia-a-dia, como estudo e como uso meu tempo, na vida pessoal e profissional. Pela primeira vez, coloquei uma foto do meu filho num slide.
6- Escrever um blog
Escrever um blog tem me ajudado a aprender muito mais. Quando escrevo um resumo de uma palestra ou de um livro, preciso investir 10-20% a mais de tempo e consigo aprender muito mais do que quando apenas “assisto”. Escrever também me ajuda a colocar em prática, em ação, o que aprendo. Além disso, no blog já conheci pessoas interessantes, com interesses comuns, que não conheceria de outra forma.
Contei inclusive que um dos meus melhores amigos, Eduardo Carvalho, eu conheci pelo blog dele. Daí pensei: se eu conheci esse cara porque ele tinha um blog, devo estar perdendo oportunidades de conhecer outras pessoas porque eu não tenho um. Foi um empurrão extra para montar o meu. Tem valido muito a pena.
Relacionamento
7- Café
Não tenho vergonha ou receio de convidar para um café, para conhecer e aprendermelhor, pessoas que admiro. O próximo que devo conhecer assim é o Ben Casnocha, na minha viagem para San Francisco, no final desse mês.
8- Eventos e cursos
Participar de cursos e eventos, selecionados e especiais, pode ajudar muito a conhecer pessoas diferentes, cultas e com boa cabeça. Tem sido uma forma interessante de expandir meus contatos.
9- Aleatório
Estar aberto a conhecer pessoas aleatórias, que por acaso estão próximas de você, pode render bons frutos. Às vezes você pode conhecer um idiota, mas vale o risco. Eu já conheci, do meu lado no avião, o presidente da rede Bretas de supermercados e o Mr. Manson, guru do marketing viral e prega-peças nos jornalistas brasileiros.
10- Porque vim aqui hoje?
Sempre que ensino, também aprendo. Disse isso a eles. Ir na ArmRebel conversar também é uma forma de aprendizado, até de assuntos específicos. Eu, por exemplo, queria aprender mais sobre como eles faziam os vídeos de produtos e de palestras.
Auto-conhecimento
11- Terapia
Contei que faço terapia há pouco mais de um ano e isso tem me ajudado muito. A me conhecer melhor, a entender meus pontos fortes e fracos. A ir mais longe.
12- Corrida
Outra coisa que gosto muito de fazer é correr. Acho que é mais do que um esporte, uma atividade física, que me ajuda a me manter em forma (ou quase). É uma atividade que faz bem para a cabeça. Fico menos estressado, esvazio a cabeça quando corro. E tenho ótimas ideias. Contei que já “escrevi” artigos inteiros correndo. Me lembrei agora que o discurso da minha formatura, lá em 2002, também foi “feito” correndo.
Dicas
Mapas mentais
Tenho usado mapas mentais como uma ferramenta para brainstorming solitário e rascunho de ideias. Me ajuda a tirar tudo da minha cabeça e depois a organizar os tópicos. Depois de ter listado e mapeado tudo que quero fazer, passo para um próximo passo que é escrever.
Anote tudo
Lembrei de um anúncio de uma marca de caderno dos EUA, que o slogan é algo assim “Anoto para me lembrar depois. Anoto para me lembrar agora.” Isso é muito verdade comigo. Sempre, em qualquer tipo de reunião, levo me caderno e anoto. Me ajuda a fixar ideias e a pensar com mais clareza. Além disso, acho que passa uma imagem de seriedade e de que você se importa com o que a outra pessoa pensa.
The Dip
Mostrei o gráfico que resume o livro The Dip, do Seth Godin. O sucesso demora para chegar. E existe recompensa para quem chega do outro lado, pelo fato de poucos chegarem lá.
Conceito do porco-espinho
Já escrevi sobre esse conceito no blog Piapara. É uma recomendação do livro Good to great, do Jim Collins, que fala para você se perguntar três coisas. O que eu faço muito bem? O que eu gosto muito de fazer? O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer? Pessoas e empresas de sucesso conseguem juntar as três coisas.
As perguntas
As perguntas e comentários da turma foram muito bons. Me perguntaram sobre corrida, sobre ter um blog, sobre exposição excessiva. A turma participou bastante. E eu gostei bastante da experiência.
E também fizeram vários comentários bacanas, aprendi coisas interessantes. Uma das mais legais foi a explicação do Lala, o apresentador da maioria dos vídeos da Arm, do porque a corrida me ajuda a pensar. Ele contou que há estudos comprovando que a atividade física aumenta a capacidade de retenção de informações, pelo aumento da circulação sanguínea.
Integrando as três partes
Escrevendo agora, pensei que vários dos pontos acima, estavam em mais de uma esfera. Daí pensei em fazer o diagrama abaixo. Por exemplo: meu blog me ajuda a aprender, a conhecer mais pessoas e a me conhecer melhor. Acho que faz mais sentido assim.
Links sobre essa palestra, em outros blogs
Maria Lúcia Moraes, amiga da família há décadas, fez uma palestra na AMCHAM há algumas semanas muito bacana sobre redes de relacionamentos. Infelizmente não pude ir, mas ela colocou a apresentação no slideshare.
Os principais pontos, na minha opinião, da palestra dela:
- bons relacionamentos podem abrir portas, ou encurtar a fila
- relacionamento só existe quando você também ajuda o outro
- pense em qualidade, diversidade e quantidade
- você precisa gostar (realmente) de gente
- se dedique a seus relacionamentos
- tenha um blog
Eu acho que a chave para ser bom em relacionamentos é estar disposto a ajudar os outros.
Veja a apresentação completa abaixo:
PS: tem uma citação ao meu blog, de uma forma até engraçada. :-)
Você consegue entender o que significa um bilhão de dólares? Imagens podem te ajudar muito a explicar conceitos abstratos, distante de nossa realidade, como um bilhão de dólares.
A imagem abaixo, de um blog sobre apresentações, representa muito bem o que é um bilhão de dólares, de uma forma efetiva – mostrando “um bilhão”, ou seja, 10 milhões de notas de US$ 100.

Vou usar nas minhas palestras. Eu nunca tinha conseguido visualizar um bilhão. Gostei. Se você também gostou, acesse What is one billion dollar? | Empower Your Point.
Leia o artigo abaixo, publicado em anúncio de uma página, no jornal Meio&Mensagem dessa semana. Eu achei muito interessante.
Manifesto Open Source Branding
Houve um tempo em que marcas eram nomes, apenas nomes. Os avanços (e recuos) econômicos, a incansável concorrência por mercados, o mix de culturas e povos, acabaram por conferir às marcas um novo e crucial papel: o de transmitir ideias e ideais.
Tantos movimentos fizeram das marcas referências de valores e comportamentos, ícones que têm o poder de capturar e mobilizar a atenção, a afeição e a memória das pessoas.
Marcas ultrapassaram assim as fronteiras da comunicação publicitária, constituindo experiências que podem ser vividas, narradas e compartilhadas por seus consumidores.
Hoje, marcas são conversações amplas, ricas, distribuídas, sobre as quais não há controle rígido – são essencialmente interativas, um tanto caóticas e, inevitavelmente, públicas. Marcas são obras abertas, destinadas a interpretações.
Por isso, perguntamos: será que a história do Linux, que surgiu da apaixonada cooperação entre milhares de entusiastas espalhados pelo planeta, não tem algo a ensinar às marcas? Será que as marcas não têm o que aprender com esse exemplo de engajamento franco e livre? Acreditamos que sim. Acreditamos em Open Source Branding. Uma nova lógica que pede a participação das pessoas – estejam onde estiverem, no tempo que for, do jeito que quiserem.
É aí que entram os meios digitais. Blogs, microblogs, comunidades, comunicadores instantâneos, celulares, formam o habitat natural para esse novo modo de ser da Comunicação Open Source Branding é um novo olhar, uma nova atitude na gestão de marcas.
É assumir que a imagem de marca vai muito além do conteúdo oficial das campanhas. É abrir o coração e ter jogo de cintura para assimilar histórias, sentimentos, opiniões e (re)criações lançadas pelos consumidores. É abrir a marca à inteligência que surge do coletivo.
Achei o texto muito interessante. Achei que eles acertaram de novo. Como ponto extra, acertaram na mosca, trazendo o genial Hugh Mcleod para o Brasil. Na semana que vem, ele fala na Campus Party. O cartoon abaixo, é dele.

A fonte original é o site da Agência Click.
Estou montando minha lista de pessoas que quero conhecer pessoalmente em 2009 e não poderia deixar de lado o Luli Radfahrer. Tenho lido textos e mais textos realmente diferentes, especiais, provocadores e com muito conhecimento do Luli.

Abaixo um breve resumo do último post que li dele, sobre sua palestra a respeito de educação e professores.
Quero começar pelos argumentos mais usados por quem tem aquela velha opinião formada sobre tudo e não está disposto a contribuir com o debate:
1. que eu não tenho autoridade para expor o tema; e
2. que o tema não tem conexão com a realidade brasileira.
O primeiro desses argumentos eu considero simplesmente estúpido – não por mim, mas pela idéia de “autoridade” em si, autoritária por definição. A sugestão que alguém precise “ser autorizado a” ou “ter o direito de” expor um novo conceito, tema, opinião ou tendência é servil e contraditória, típica de uma época em que o poder e a informação eram bens centralizados e controlados (para quem insiste no argumento recomendo a leitura de minha série “o fim da Idade Mídia”, publicada há alguns posts neste blog).
Especial
Ninguém é especial. Nem a Helen Mirren ou a tia que ela representa.
Adestramento
O problema das aulas que “adestram” seus alunos é, sob esse aspecto, semelhante ao das revistas de celebridades, livros de auto-ajuda e programas de auditório em TV (boa parte do conteúdo da TV, aliás).
Recreação
A propósito, o termo “recreação”, caso você não tenha parado para pensar a respeito, tem sua origem em “criar novamente”, em usar o tempo livre em atividades construtivas que promovam a evolução pessoal e, nesse processo, reciclem as idéias. RPGs e Videogames, sob certos aspectos, são extremamente recreativos. Já reality shows, programas de auditório, sitcoms e até o futebol de domingo podem ter o efeito oposto.
Competição
O professor não deve nem precisa competir com seus alunos, não sei de onde surgiu um pensamento tão torto. Em outras profissões nunca foi assim. O técnico de futebol não precisa jogar melhor do que ninguém, o maestro não precisa tocar instrumento algum, o treinador de academia para a terceira idade não precisa ter mais do que 25 anos.
Sistema viciado
É bom deixar claro que o problema não está só no professor, mas em um sistema viciado, baseado no controle e distribuição da informação. Sob esse aspecto os alunos também estão errados ao procurar um “mestre” que lhes dê respostas prontas. Ora, se os mestres tivessem receitas facilmente aplicáveis, eles as usariam para si e para os seus. E essas respostas, de simples que são, cairiam em domínio público. Como não caíram, eis outro bom motivo para abandonar as fórmulas mágicas de “auto-ajuda”.
Fábricas de certificados
Os alunos precisam entender que escolas não são centros de adestramento nem fábricas de certificados, muito pelo contrário. Sua função é mostrar a imensidão, beleza e complexidade do mundo. O professor não deve ser encarado como um sabe-tudo, mas como um guia.
Diálogo
É a mesma idéia de um bom livro, filme ou música. Quando terminados eles promovem um diálogo, uma expansão do universo conhecido. Gil, Caetano e Chico estimulam o pensamento com seus versos.
Mídias sociais
As mídias sociais são o ambiente perfeito para a nova educação (e para sua prima mais pop, a Inovação). Ao permitir e estimular a troca de idéias, elas são as arenas onde poderão surgir novas formas de conhecimento com abrangência e extensão maiores do que os sonhos mais loucos.
E aí?
Só depende de nós.

Vale a pena ler na íntegra. Há um outro post sobre essa palestra, que também vale a pena.
Em tempo, a foto que abre o post, é de um evento que ele organizou, quando abriu vestido de lixeiro, num protesto contra o que é apresentado na maioria das palestras. Em tempo, o evento foi um sucesso, e muito inovador, com palestras simultâneas, num mesmo auditório.
Pena que não pude ficar até o final do Results On Day, para assistir essa palestra sobre Mobile Marketing. Pelos slides, deve ter sido show.
O primeiro slide é uma brincadeira e tanto.
Assisti pelo Slideshare uma apresentação muito bacana sobre blogs e redes sociais. No texto, ele fala de alguns livros, inclusive o ótimo Presentation Zen que comprei há poucos dias e é minha nova referência para preparar PPTs.
O interessante da internet 2.0 é como chegamos aos conteúdos que nos interessam. Li o post, que foi compartilhado no Google Reader pelo Fábio Seixas. Eu cada vez mais leio o que as pessoas compartilham do que é publicado em geral. Queria que mais gente usasse o GReader.
Abaixo alguns dos pontos que gostei da apresentação:
- Vendas Cauda Longa – produtos mais específicos
- Brasil: > 23 horas/mês Maior utilização de internet do mundo e 64,5 milhões de pessoas com acesso à Internet. 3 milhões de blogs cerca de 15% ativos.
- Tudo pode mudar amanhã se é que já não mudou
- Criar um blog é FÁCIL. difícil é MANTER & CRESCER.
- Você conhece o seu NEGÓCIO, seu MERCADO. Você é um ESPECIALISTA.
- COMO VOCÊ DIVULGA O SEU SITE?
Não dá para entender só lendo os tópicos acima. Assista a apresentação inteira, que vale a pena. A palestra é de Daniel Sollero.



















