
Acabei de assistir uma palestra no Slideshare sobre como pensar visualmente. Gostei muito do material, da forma como apresentar. Acho que complementa muito bem o livro Presentation Zen (que já tenho). E me animou muito a comprar o livro The back of the Napkin.
Assista abaixo:
Os pontos que mais gostei:
- Use mapas mentais
- Os passos: 1-enfatize o mais importante, 2-memorize, 3-analise, 4-resuma, 5-visualize e 6-materialize
- é preciso usar imagens para informar + influenciar + inspirar
Com imagens você:
- conquista a atenção dos outros,
- aprende mais fácil e rápido,
- ajuda os outros a pensar por eles mesmos,
- conta histórias
Conselho final: não dá para aprender skate sem se ralar. :-)
Acabou o ano, resolvi fazer uma escolha pessoal dos posts que mais gostei em 2008. Se você gostou de outros, por favor sugira nos comentários. Sugestões de novos posts, livros a serem lidos e filmes que devam ser assistidos são bem-vindos.
Corridas
O que é correr a São Silvestre
Eventos, cursos e treinamentos
Fui no ResultsON Day, e gostei
Curso de vendas com Ricardo Jordão, da Bizrevolution
Fábio Barbosa, do Banco Real, Santander e Febraban
Gestão do tempo
Gestão do tempo – o que tem me ajudado
Auto-conhecimento
Apatia, assertividade e agressividade
Seth Godin (merecia uma seção especial, pois é quem mais tem me inspirado nos negócios e nesse blog)
Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin
Negócios, internet, empreendedorismo
Palestra da Suzana Apelbaum (Hello Interactive) no Digital Age 2.0
Crise nos EUA, análise e sugestões da Sequoia Capital
Alcançando a excelência, de John Spence
Empreender – um resumo do GP Investimentos
Livros
Audiolivros ou audiobooks – porque acho que vale a pena
Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil
Palestras
O que tenho aprendido em palestras
Marketing
Resumo do livro Publicidade + Entretenimento, de Scott Donatton
Comunicação por conteúdo, ou branded content
Ser pai
Ser pai (com a ajuda dos amigos) – parte 2 – as respostas
Café (poderia se chamar “outros” rs..)

Essa semana, quarta-feira, fui no evento ResultsOn Day (no Twitter #resultsonday), organizado pela revista ResultsOn. Gosto muito da revista, do formato, da cabeça do pessoal de lá. Eu leio, e gosto muito, dos artigos do Bob Wollheim, que conheci pessoalmente lá.
Participei apenas das quatro primeiras palestras, pois no mesmo dia era a festa de fim de ano da AgriPoint, em Piracicaba. E eu não poderia faltar, nem chegar atrasado, de forma alguma.
Palestra da Nokia
A primeira palestra foi do Flore Mangone, da Nokia. Não gostei da palestra. Não trouxe conteúdo que agregasse. Me pareceu mais uma propaganda sem sal da empresa. Faltou emoção na apresentação. Faltou um pouco mais de habilidade oratória.
O tema principal da palestra foi o portal OVI (porta em finlandês), que a Nokia está lançando. Falou o que deveria estar no release. Eu, que tinha lido na mesma semana um artigo na Economist, achei fraco. Só falou generalidades sobre os pontos positivos. O que a Nokia busca para o OVI.com é muito parecido com o que o Facebook, Google, Yahoo, Microsoft buscam. Ou seja, a concorrência vai ser brutal.
No final, mostrou um vídeo institucional bacana da Nokia, falando da revolução do celular, a quarta tela. Depois de cinema, TV e computador. Imagine, se o vídeo foi mais legal que a palestra…
Nas perguntas, perguntei: O que a Nokia aprendeu com o IPhone? O cara deu uma engasgada, um sorriso, e respondeu: que precisamos melhorar nosso marketing. Ele tem razão, em parte. A Apple é uma máquina, imbatível, para produzir hype. Tem uma legião de fãs. Mas ele errou também. Disse: a Nokia e outras empresas têm aparelhos melhores que o IPhone. Um pouco míope achar que um engenheiro da Nokia pode entender mais de celular do que os clientes. Se o pessoal faz fila para IPhone e não faz para a Nokia, a resposta está dada sobre qual é melhor. Percepção é realidade.
Uma coisa interessante que ele falou, ao comentar do IPhone, foi que a Apple terá problemas com essa estratégia de ter apenas um produto. Os perfis de clientes são muito variados, cada um quer uma coisa. Se continuar assim, o IPhone vai perder espaço. Mas se você observar o que foi feito com o IPod, logo mais surgem novos IPhones.
Ele também respondeu uma pergunta sobre o programa “Comes with music”, que pode ser uma revolulção no mercado de música. Um celular que vem com uma assinatura de um serviço de download de músicas, legal, que é “all-you-can-eat”, ou seja, você pode baixar quantas músicas quiser.
Durante a palestra, acessei o OVI.com pelo IPhone e não consegui ver utilidade, enfim, não consegui usar na prática. Por exemplo tinha uma promessa de sincronizar seus contatos de celular. Talvez só funcione com celulares Nokia. Mas o cara não explicou.
Apesar da crítica, sou fã da Nokia. No evento, havia celulares E71 para você brincar, testar, digitar. É muito bom, muito bonito. Menor que o IPhone. Tem GPS. Um super aparelho. Está cotado para ser meu futuro celular. A Nokia patrocinou o evento.
Palestra Endeavour
A segunda palestra foi feita pelo Alexandre Thomé, do Endeavour. Sou um granda admirador deles. Adoro as palestras online, a forma como trabalham. Estou para comprar o livro que eles editaram. Mas achei que a palestra deixou um pouco a desejar. Não levaram um PPT, achei meio sem foco, meio sem conseguir ter uma linha mestra.
Algumas coisas bacanas que ele falou:
A Endevour fez recentemente um “tour” para o Vale do Silício, para visitar empresas referência, aprender com eles, e entender o que as empresas fizeram para superar a crise.
Dessa viagem, três lições:
1- Facebook: sempre ter menos gente do que é considerado necessário.
2- Google: Meritocracia. Não tem como manter uma cultura complacente, onde quem está desde o começo cresce, baseado em tempo de serviço. O importante é avaliar o que cada um entrega. O Google por exemplo tem avaliações trimestrais. Esse foi o ponto, dos 3, menos explicado (ou que eu não entendi).
3- Ebay: momentos de crise são ótimos para se formar equipes excelentes. Hora para se contratar bem. Cresceram com isso.
Empresas grandes estão freiando investimentos, muito receio. Logo, há mais oportunidades já mapeadas, mas sem ninguém investindo. Ou seja, na crise, você terá menos gente entrando em novos negócios. Oportunidades para empreendedores. Achei bem interessante.
Por outro lado, acho que nos segmentos onde já há muitas empresas estabelecidas, se você não tiver um diferencial, a concorrência vai ficar maior, pois são as mesmas empresas disputando menos grana.
Nos EUA, as pessoas lidam melhor com o fracasso. Sempre se pode aprender com os erros. Lá, é mais fácil começar de novo. Aqui, parece que você fica marcado para sempre. Mas reforçou que sempre deve-se fazer uma avaliação criteriosa. Lidar com o fracasso não pode ser associado a abraçar o fracasso.
Monitorar o caixa de perto. Não olhe apenas as receitas, mas também o caixa. Até setembro, receita era mais importante para start-ups, mas agora o caixa é o mais importante.
A Endeavour fez uma avaliação de todas as 42 empresas que eles acompanham. Umas 5-6 tiveram que acompanhar mais de perto. Em especial empresas que exportam. O que tem sido feito é esperar um pouco mais para expandir, principalmente empresas que iam abrir unidades nos EUA, onde o clima (e o mercado) está muito ruim hoje.
No Uruguai, as empresas querem se internacionalizar muito rapidamente. No Brasil isso não ocorre, pois o Brasil é muito grande. Isso é interessante também. No Brasil, há muito o que conquistar, o mercado é enorme. São Paulo é apenas um pequeno pedaço do país. Antes de pensar em ir ao exterior, vamos dominar o Brasil.
Palestra Motiv
Luis Colombo, da Motiv, falou sobre Digital Signage, ou seja, aquelas telas de plasma com anúncios, em elevadores, aeroportos, etc. A palestra dele estava muito bem feita, visualmente. Com vídeos muito bons. Diferente. Gostei.
O modelo de negócios mais conhecido é a publicidade. Publicidade tradicional. O conteúdo pode ser: publicitário, editorial, institucional ou notícias. Não entendi muito bem a diferença entre editorial e notícias :-)
Criticou empresas que apenas “penduram” telas, empresas que buscam “espalhar” telas ao máximo. O modelo de negócio da empresa dele é focado na utilidade. Ou seja, interesse, necessidade e relevância. Segundo Luis, quando a publicidade é forçada demais, intrusiva demais, dá prejuízo. Já há estudos dizendo que gera resultado zero, ou negativo.
Não se considera agencia, mais um formatador de conteúdo. 95% das vezes, as mensagens não têm som, pois o ambiente, clientes não aceitam som. Disse que o negócio dele se assemelha mais a mídia impressa e não a TV. Achei interessante.
Palestra de Emerson Calegaretti, do MySpace
A última e melhor palestra que assisti. O Calegaretti é uma figura, gente boa, com ótima presença de palco. Já chegou fazendo piada e ganhando todo mundo. O que é difícil demais de ser feito com sucesso (piada no início da palestra).
Segundo ele, a indústria musical pode mudar. E vai. E já está mudando. Há trêes faixas de artistas na pirâmide. Os Top artistas, como a Ivete Sangalo, que ganha rios de dinheiro. O meio, aqueles que vivem de música. Ou melhor, quase sobrevivem. E a base da pirâmide, de quem gosta, mas não fatura nada.
Contou a história de Sam Phillips, produtor musical pioneiro. No início, o ouvinte era o rei. Sam testava o que funcionava. Só colocava no mercado, investia, quando tinha testado e sabia que ia dar certo. Lançou sucessos duradouros, como Elvis. Hoje há no mercado o Rasputin, os executivos das gravadoras. Tentam construir artificialmente sucesso. O caixa é rei. É só investis e as coias acontecem. Tentam criar sucessos etéreos. Buscam o dinheiro fácil.
O MySpace pode ser usado por aqueles músicos que estão fugindo dos Rasputin, querendo voltas as origens, fazer como Sam Phillips. O bacana é que hoje, com a internet, isso é muito mais fácil.
Alguns casos de sucesso, de quem vai contra a maré
Malu Magalhães tirou grana de uma viagem para Disney que ganhou dos pais e gravou quatro músicas. Criou um “street team” de fãs, que a promovem. Fez shows com patrocínio da Sadia, o que seria negado por qualquer artista mais famoso. Vendeu uma música para Vivo, para um comercial. Não assinou com nenhuma gravadora. Lançou álbum em um celular da Vivo. Ainda não vende CD. Vem fazendo tudo diferente. Quando lançar o CD, vai usar outro formato, sem gravadoras, com distribuição diferente. Continua lotando shows. Malu Magalhães talvez seja um exemplo meio antigo, mas eu não conhecia.
A Banda Calypso, do Pará, faz um enorme sucesso em muitas regiões do Brasil. Também não tem gravadora. Procuram influenciadores locais. Contratam estrelas locais para divulgar músicas, CDs, shows. Ele deu o exemplo da miss piscina de Crato/CE (piada boa). Vendem CDs para muambeiros na cidade onde irão fazer um show por R$0,50 a unidade, que são vendidos para o cliente final por R$1,00. E vendem ingressos para um show por R$ 50 a R$60.
O resumo do Calegaretti para ter sucesso hoje no mundo da música é “F**k the system!”.
O Bonde do role tem um street team na europa com 30 pessoas. Fazem um enorme sucesso por lá. O Paulo Coelho dá todos seus livros de graça nas redes de Torrent.
Street team
Street Team é um negocio bacana. Fui perguntar ao Calegaretti, depois da palestra, o que ele recomendava de leitura sobre street team. Ele me recomendou o Tribes :-)
Dicas do Calegaretti:
1- use mídias sociais (se possível o MySpace)
2- crie seu street team
3- corte o middle man
4- faça merchandising
5- nao despreze seus fãs
6- dê seu produto de graça
Myspace hoje sai do mundo virtual, realiza shows, dá convites de graça para quem é usuário do site. Terminou recomendando o livro Pense ao contrário, de Paul Arden, que eu já queria ler.
Gostei muito dessa palestra e do palestrante. Aprendi e me diverti, como acontece nas palestras excepcionais.
Observações finais
O evento foi muito bom, apesar de não ter assitido a maioria das palestras. Gostei muito porque pude conhecer pessoalmente o Bob e o Vinícius. Conheci também a Liliane Ferrari, que já conversava pelo Twitter, admiro o trabalho dela.
Queria muito ter conhecido o pessoal do VideoLog, que o André do Enxame tinha me recomendado. Queria conhecer também o pessoal da PontoMobi (veja foto abaixo, bem engraçada, que eu não vi). Queria ter conhecido também o Interney, a personificação da internet brasileira, e comentar com ele sobre a Bohemia Oaken.
Mas não vai faltar oportunidade.
O evento ainda teve uma balada no final, uma maneira legal de vender coquetel para os patrocinadores (Heineken, Orloff e chicletes Adams).
Um último toque
Ainda tem muito pouca gente que sabe fazer palestras excepcionais, mesmo em outras áreas, fora do agronegócio.
Há duas semanas, dia 26 de novembro, participei do Curso de Vendas da Bizrevolution, ministrado pelo Ricardo Jordão. Ricardo é o proprietário dessa consultoria de marketing, focada em pequenas empresas que atuam no B2B.
Gostei muito do curso, valeu o investimento de um dia e de R$ 250,00.
Ricardo faz um ótimo resumo de excelentes conceitos de marketing e vendas. Traz algumas idéias novas muito boas. Dá dicas de como colocar em prática. E te provoca bastante, estimula você a pensar. Te pergunta: porque você não fez isso que está falando agora?
A primeira coisa que falou: Não trabalhe para os outros, trabalhe pelos outros. Seu sucesso virá daí.
Questionando conceitos
Logo no início da apresentação mostrou uma série de conceitos tradicionais que ele não acredita em vendas. Eu ahei essa parte uma provocação, entendi que ele acredita e concorda com eles, mas quer que as pessoas pensem em como usá-los.
Alguns dos conceitos que questionou:
- “Eu preciso comunicar o quê o meu produto faz.”
- “Eu preciso construir relacionamentos.”
- “Eu preciso fechar as vendas.”
- “Eu preciso entender as necessidades dos clientes.”
- “Eu preciso escutar melhor e fazer melhores perguntas.”
- “Vendas é um jogo de números.”
- “Vendas é sobre ajudar os clientes a resolver problemas.”
- “Vendas é sobre descobrir quem decide.”
O que vende é a palavra. O que, e como você fala. Saiba disso e se prepare. Não é seu folheto ou seu PPT que vai vender para você. Fez sentido e me fez lembrar porque um email tem tão pouco poder persuasivo.
Como vender para o Abílio Diniz
Um exercício bem no início curso foi bastante interessante, mostrando a imagem abaixo:

Não fui muito bem no exercício, na minha avaliação. Achei que precisava ser mais objetivo, mais específico, mais vendedor. Identificar um problema do Abílio e mostrar uma solução única de como resolve-lo. Ricardo deu algumas dicas e mostrou como faria.
Tentaria fechar a venda no final da conversa, por mais pouco tempo que tivesse. Tente provocar uma resposta, perguntando: “Vamos fechar?“, ou “Faz sentido para você?”. Gostei dessa parte. Precisamos fechar negócios, ou ao menos entender o que se passa. Sem coragem não há vendas.
Sugeriu não tentar vender tudo de uma vez. Venda primeiro um único produto, um só projeto. Se der certo, depois você vai ter mais tempo para vender outras coisas.
Elevator speech
Um detalhe, se ele tivesse só um minuto para vender o peixe, ainda assim gastaria metade disso, 30 segundos. Vendas é conversa, não discurso. Ele tem razão. Ficou, para mim, o dever de casa de fazer um “elevator speech” que funcione, me orgulhe.
É preciso arrumar a história que você conta. Revise, planeje, estude. A da Bizrevolution é bacana. Nosso trabalho é ajudar os outros a sair da zona de conforto. Daí quem escuta leva um “choque” e se abre para escutar melhor o que você faz mesmo. Vou ter uma dessas, em pouco tempo (já está a caminho).
Algumas coisas que aprendi ou relembrei no curso
Quando ligar para um cliente, não pergunte “Você viu o folheto?”, ou “Você leu minha proposta?”. Melhor conversar sobre outra coisa, é preciso ter outro assunto, e deixar o cliente puxar a conversa para esse lado. Se você não tem outro assunto, esse é um problema que precisa resolver.
Quando for visitar um cliente, prepare uma ficha descritiva. Com dados do cliente, o que você sabe, o que precisa saber. Marque de forma bem específica qual seu objetivo na visita. Não vale dizer:
- Estou indo apresentar a empresa.
- Vou tomar um café.
- Vou levar uma apresentação.
Melhor do que levar um folder de sua empresa, com aquelas fotos de duas pessoas apertando as mãos, é levar uma folha impressa com o logo do seu cliente e informações que você já sabe do cliente. Isso vai mostrar ao cliente que você estudou, fez seu dever de casa. Vai levantar sua moral. E vai te ajudar a preparar para a reunião. Achei bacana, além de ter cada vez mais birra de folders institucionais, em especial os com conteúdo enlatado.
Ao visitar um cliente, anote tudo. Isso dá importância ao que ele fala, melhora sua imagem e facilita seu trabalho de entendimento. Eu já faço isso e gosto muito do resultado.
Ao terminar uma reunião, pergunte:
- O que você achou dessa reunião?
- Qual o próximo passo?
Já fazia o segundo e comecei a fazer o primeiro. Gostei do resultado.
Treine, na ida para a reunião (no carro), o que vai falar para o cliente. Achei interessante. Minha experiência com palestras me mostra que treinar se paga, com sobra.
Produto líder precisa ser mais caro. Esse é básico, mas não custa relembrar.
Faça um evento por ano da sua empresa, para clientes, parceiros e prospects, que seja especial. A AgriPoint fez seu primeiro evento esse ano, nesse formato, e o resultado foi excelente.
Vendedor precisa falar sobre negócios. Precisa entender além de vendas. Não pode saber falar só do produto, da sua empresa, de como vender seu produto.
Algumas frases que ele colocou no curso, para despertar e instigar:
- Somente 7% dos vendedores merecem ser recebidos.
- “Eu odeio os “consultores de negócios” que tentam ser meus amigos… Eu não suporto quando eu tenho que ensinar a eles o que é o meu negócio… Não existe nada mais chato que “consultor folheto falante” que adora esmiuçar as qualidades dos seus produtos e serviços.”
- Você tem um blog? Faz palestras? Escreve artigos? É voluntário? Faz followup? Todo vendedor de sucesso precisa fazer isso tudo, e bem, afirma Ricardo.
Relevância é (muito) mais importante que repetição.
O diferencial já foi: disponibilidade (há 200 anos), preço (1oo anos), performance (50 anos) e hoje é autenticidade. Mostrou o exemplo de Veneza e do mega-hotel Belagio, cópia de Veneza, em Las Vegas. Não precisa ser autêntico. Se for copiado, mas de forma congruente, funciona muito bem.
O Walmart pede (obriga) o fornecedor a dar 5% de desconto a cada 3 meses, num produto que não teve nenhuma inovação. Ele acha que isso vai ficar mais comum. Produtos iguais, tendem a ficar mais baratos, até pelo surgimento de cópias, similares e outras inovações.
Jack Wech demitia, na GE, 30% das pessoas por ano. Assim garantiria que ninguém iria se acomodar e que sempre teria gente nova (não apenas em idade) na empresa. Uma renovação e um estímulo, no melhor estilo Jack Welch.
O chefe deve conhecer os clientes, indo a visitas com o vendedor, com alguma frequência. E isso deve ser pedido pelo vendedor. Todo vendedor de sucesso teve, pelo menos uma vez na vida, um chefe mau. Eu nunca tive, ou talvez tenha há muito tempo, eu mesmo… rs…
Frases
O estado da arte em vendas é mandar uma proposta que o cliente não pediu. Você conhece melhor o cliente que ele mesmo, e com isso consegue sugerir (e vender) algo que ele nem sabia que precisava.
Vendedor que entra na sala do superior se queixando não tem condições.
Mandar emails em massa, com cópia oculta, para muitos clientes de uma vez só, dá justa causa. Acho que isso deve ser evitado, mas em alguns momentos pode ser feito. O Ricardo mandou, por exemplo, os emails pré-curso aos alunos (clientes) em cópia oculta.
Tenha pelo menos um projeto de longo prazo.
Grave sua voz ao telefone e nas reuniões com cliente. Depois você pode escutar, rever, melhorar. Pode até fazer um treinamento com a equipe usando isso. Chet Holmes, no livro The Ultimate Sales Machine, também recomenda isso.
Use o Google Alerts para saber as novidades de seus clientes.
Saia da sua zona de conforto pelo menos uma vez por dia.
Em qualquer contato com o cliente, não fale de você. Os chatos fazem isso, sempre.
Se pedir para sua equipe fazer alguma coisa, cobre depois, faça follow-up. O que você pede, mas não dá sequência, desmotiva. Isso deve acontecer comigo com alguma frequência. Um bom lembrete.
O vendedor precisa ser um evangelista. Aquele que leva a boa nova. Boas notícias sobre o mercado, tendências, sugestões. Achei interessante.
Coloque números em suas conversas de vendas.
Provocative Selling
Ricardo tem uma nova teoria de vendas, que chama de “venda provocativa”. Uma busca no Google encontra um PPT interessante sobre o tema.
Essa venda provocativa deve ser feita em três fases. Em cada contato, o vendedor pode:
- Educar (influenciar)
- Ajudar a escolher (decidir)
- Ajudar a justificar (políticas do processo de decisão)
Um vendedor provocativo consegue realocar o orçamento, fazendo com que o cliente compre algo que ele nem tinha verba orçada para isso. Vale lembrar que tudo concorre com tudo. Se você decide construir uma nova sede, inúmeros outros investimentos podem ser adiados, cancelados.
Educar
Informe seu cliente sobre os mais diversos assuntos relacionados ao negócio dele, ao produto que você vende. Ao mercado do seu cliente e as novidades do seu mercado. Envie, de forma periódica, materiais, leituras, reprints de revistas, links de artigos. Dessa forma você terá um posicionamento muito melhor junto ao seu cliente. Ele estará comprando de um especialista. De um verdadeiro consultor.
Você pode educar seu cliente com:
- Artigos de revistas
- Resumo de livros
- Palestras
- Emails e newsletters
- DVDs
- Cursos online
- Amostras grátis
- etc…
Escolher
Ensine seu cliente a como escolher entre as diversas opções. Para isso, você precisa conhecer sobre seu produto, seu mercado, seus concorrentes e sobre o mercado do seu cliente.
Ricardo deu um exemplo de uma empresa que ele trabalhava. Ao saber que os clientes precisavam, na maioria das vezes, de uns três orçamentos antes de fechar, ele mandava sua equipe levantar os preços dos concorrentes. Mandava sua tabela de preços com três colunas, e o seu preço, não era o menor sempre. Imagine você receber uma tabela assim. O que você pensaria dessa empresa? Eu ficaria impressionado e com a pulga (positiva) atrás da orelha.
Justificar
Se o cliente fala: “Preciso apresentar esse projeto ao meu diretor, em uma reunião interna”, você deve preparar os slides da apresentação. Ajude seu cliente, de diversas formas, a justificar a decisão que ele tomou na etapa anterior. Você pode ter feito as duas partes anteriores perfeitamente, mas sem essa, a maioria das vendas não saem.
85% dos negócios que estão 99% fechados não fecham porque…
Tenha coragem
Coragem para apresentar apenas um só produto. Coragem para apresentar apenas um argumento (matador). Coragem para acreditar que você vende. Sua palavra vende.
Para fazer isso, é preciso conhecer o cliente, a ponto de saber (ou desconfiar) qual “o” argumento matador, único, você vai escolher.
Quando não dá certo
Quando perder uma venda, não invente desculpas. Se pergunte o que eu fiz errado. Só assim você vai melhorar, e vai vender mais. Não fique repetindo o mesmo erro, ou então, não fique repetindo no mesmo cliente. Se ele não quer comprar, de um tempo, vá atrás de outros atuais ou potenciais clientes.
Quanto tempo leva
Qual a demora para fechar uma venda? Dificilmente o tempo efetivamente gasto para se analisar, estudar e decidir é maior do que quatro horas. Se demora mais do que isso, você não falou com a pessoa certa, ou seu cliente está gastando um tempo enorme entre cada reunião de avaliação, escolha, negociação.
Conheça toda a cadeia de influenciadores e saiba o que fazer com cada um deles. Ricardo dedica um bom tempo do curso sobre como agir com cada um dos perfis de influenciadores: porteiro, técnico, amigo, usuário, financeiro e fonte de dados.
Veja o slide abaixo, com alguns exemplos apresentados no curso, com o cronograma semana a semana (1 a 13 – um trimestre):
Conhecer as necessidades do cliente
Ricardo afirma que seu cliente, como a maioria das pessoas, não sabe o que quer. Pode, no máximo, saber o que não quer. Por isso o vendedor “provocativo” precisa apresentar uma proposta que muitas vezes o cliente nem imagina. Para conseguir fazer isso, precisa de credibilidade, reputação. E isso não se ganha do dia para a noite. Mas faz muito sentido.
Follow-up
Só há duas situações onde não se faz mais follow-up de uma proposta:
- Se o cliente diz que as coisas mudaram e não precisa mais do produto
- Se o cliente diz que já comprou de outra empresa
E é claro, se o cliente comprou de você :-)
Revisando resultados
A cada três meses faça uma reunião de trabalho, business review, com cada um de seus principais clientes. Envolva seus diretores e os diretores do cliente. Mande a apresentação para o comprador antes, para uma revisão. Essa reunião tem muitas funções: melhorar resultados, aprofundar relacionamento comercial, e também mostrar que o comprador (do cliente) faz um trabalho e tanto (e não olha só preço).
Três itens do Provocative Selling: tenha credenciais, seja provocativo, mas mantenha a humilade.
Sugestão de filmes, com cenas no curso:
- The war as I knew it – Patton
- Sucesso a qualquer preço
- Ghandi (ele passou a melhor cena do filme)
- Star Wars
A cena do Star Wars era ótima, e dá para fazer uma associação com palestras motivacionais. Quem tem que acreditar que vai dar certo é você, e não o seu mestre. Não vai ser um especialista que saiba pular no palco que vai fazer um vendedor sem gás se tornar um campeão.
Conclusão
Bem no final do curso, ele mostrou um slide com essa frase:
VENDAS MORREU!!! O vendedor do século 21 não é um vendedor de soluções. O REAL DIFERENCIAL da empresa é um GURU DE MARKETING que trabalha para o sucesso do negócio dos seus clientes.
Gostei e concordei com a frase. Acredito que é isso aí. Pena que muitos vendedores ao lerem essa frase, se amedrontem, achem que isso não é para eles. Minha conclusão é que o curso do Ricardo é para vendedores que querem muito, querem fazer muito, vender muito, hoje e amanhã. E estão dispostos a pagar o preço para isso. Há poucos dispostos a fazer isso, bom para os que querem ser TOPs.
Se você é um bom vendedor, e quer ser ótimo, esse curso pode te ajudar muito. Entenda “querer” como estar disposto a pagar o preço do sucesso. Mas se você está esperando um curso que vai te “motivar”, ou um palestrante que saiba dançar e cantar, esse curso não é para você.
Slides
Ricardo colocou os slides no Slideshare e também o link para baixar o PPT. Assista abaixo.
Vou fazer um resumo dos slides para mostrar para a equipe AgriPoint, depois posto aqui.

Hoje no início da noite fui conversar com o pessoal da Sabiá, sobre o que li, aprendi e mais gostei sobre o Seth Godin, a convite do Eduardo Carvalho. Foi uma conversa bacana, inteligente, sobre um tema que gosto muito: marketing com Seth Godin.
Resolvi tentar fazer um resumo rápido das principais idéias aqui, que considero mais relevantes.
Sobre internet
- Internet dá cada vez mais poder ao consumidor.
- Com a internet, blogs, redes sociais, e twitter, fica cada vez mais fácil encontrar pessoas como você, mesmo que distantes geograficamente.
Sobre fazer palestras
- Tenha um bom PowerPoint, use poucas palavras, use boas imagens, não use como tele-prompter, não leia os slides.
- Converse com seu público, mas com muita emoção.
Sobre livros e música
- Livro é souvenir. Vende pelo produto, pela ligação, pelo símbolo. O conteúdo muitas vezes está online, de graça.
- Música é um mercado de fã-clube, de experiências, de relacionamento, de tribos. Não se ganhará mais dinheiro vendendo CDs.
Sobre marketing
- O que tem valor é escasso, e vice-versa.
- interrupção não – propaganda que interrompe e não relevante não funciona cada vez menos.
- permissão sim – propaganda relevante, para seu público, funciona cada dia mais.
- crie um produto marcante, especial, único (vaca roxa), que os clientes aparecerão.
- faça com que seus produtos vaca roxa tenham características que tornem fácil falar sobre eles, mostrar, contar, divulgar, explicar. Ninguém fala de idéias e produtos chatos ou complexos. Torne-os virais.
- Não fale de atributos ou benefícios, conte histórias, que tenham relação com o seu público alvo, e que muito provavelmente não vão agradar a quem não é seu público alvo.
- Escolha seu nicho. Tentar vender para todos é a maneira mais fácil de não vender para ninguém.
- O sucesso está nos extremos, nos nichos. Os carros em falta hoje nos EUA são extremos: Hummer, Mini Cooper, Tesla.
- Não tente usar as novas técnicas de marketing (internet, interação, participação) com um velho mindset (controle, produtos médios para a massa da população).
- Tenha um blog para que as pessoas conheçam você, seu trabalho, suas idéias. Daí você pode vender, arrumar emprego, trabalho.
Sobre vendas
- Um bom produto se vende sozinho.
- Como fazer um livro best-seller? Venda um livro, para alguém que adore seu livro e comece a fazer propaganda boca-a-boca.
Sobre sucesso e fracasso
- Vencedores também desistem, e perdedores também são persistentes. O segredo está em escolher onde persistir e onde desistir. Escolha onde você pode, quer, acredita ser o melhor do mundo. O seu mundo, seu nicho, seu espaço.
- A dificuldade de alcançar o sucesso (The Dip) é o que vai separar os vencedores da massa. Vai criar escassez, vai premiar os vencedores. Quanto mais longo e fundo a “barrigada” do esforço X resultados, maior o prêmio de quem ultrapassa o vale.
- Tenha paciência. O sucesso demora, para chegar, mais do que alguns dias ou semanas.
- Ser pequeno é bom. Pequeno pode significar rapidez, flexibilidade, baixo custo, intimidade com o cliente.
- Tenha foco. Quem vigia dois fogões, dorme sem janta.
- Faça o que gosta, ou aprenda a gostar do que faz. Quem tem sucesso, faz o que gosta (e não tem que fazer).
- Se pergunte no início do dia: O que vou produzir hoje? Ou, o que vou despachar/entregar hoje? Pense em “entregar” um produto acabado todos os dias. Geralmente seu dia, por mais que tenha inúmeras ações, pode ser resumido em bem ou mal sucedido, ao se falar em 1-2 coisas apenas.
Sobre design de sites
- Seja simples.
- Seja objetivo. Apenas um objetivo por página. Ajude quem acessa a encontrar o que quer, e o que você quer.
- Não confunda seu cliente-internauta-usuário.
E ainda, o famoso slide 78 da palestra Meatball Sundae.
E ele é o único guru de marketing que tem um personagem.
Por último: melhor ser um ótimo comunicador, do que um teórico criador de teorias. Melhor saber explicar e facilitar a mudança, do que ser o especialista que estudou a fundo um tema, mas não sabe como transformar em informação útil, aplicável.








