Posts Tagged ‘Seth Godin’

Breve resenha de Poke the box, novo livro de Seth Godin

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Acabei de ler o livro Poke the box, do meu autor favorito de marketing: Seth Godin. Esse é o primeiro livro editado pela nova empresa de Seth, The Domino Project, que ele está rodando há alguns meses em parceria com a Amazon.

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Man in the Arena: Episódio #003, com @EduaCarvalho (e @LeoKuba)

Lançamos essa semana mais um episódio do videocast Man in the Arena. Gravamos o programa no Octavio Café, em São Paulo, e tivemos a participação do nosso amigo Eduardo Carvalho. Leia mais

Oportunidades em mídias sociais? @calegaretti responde

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Quais são as oportunidades para marcas nas faladas mídias sociais? Esse foi o tema de uma das palestras do Emerson Calegaretti, diretor geral do MySpace no Brasil, no evento Interact 2009 (que usou o Ning para fazer seu site-comunidade).

Conheci o Calegaretti no final do ano passado, no evento Results On Day. Ele fez uma ótima palestra lá, com conteúdo muito interessante. Além de tudo tem um senso de humor fantástico e sabe palestrar como poucos. Aprendi em forma e em conteúdo naquele dia.

Há poucos dias ele fez outra palestra. Não assisti, mas pelos slides no Slideshare, deve ter sido muito boa.

Abaixo minhas observações, pós-leitura dos slides:

  • Se você trabalha B2C, há literalmente centenas de milhões de clientes seus
  • O consumidor mudou, você também tem que mudar. Óbvio, mas muito pouca gente faz.
  • O consumidor não é mais um zumbi passivo, mas pessoas que pensam, compartilham e influenciam.
  • Foque nos influenciadores, citando o livro Ponto de Desequilíbrio, do Malcom Gladwell.
  • Citou o livro Tribes, do Seth Godin, uma das minhas referências 2009.
  • Tem até formas de medir o engajamento (ROE)

Sugiro você assistir os slides abaixo. Pode servir como um ótimo começo para pensar em como usar mídias sociais. Na minha opinião, usar é fácil, usar bem, nem tanto. Mas acredito que vale a tentativa.

Quatro perguntas sobre modelos de negócios

dinheiro-maquina-registadora

Essas são as quatro perguntas sobre modelos de negócios que Seth Godin fez hoje no seu blog. Acho que elas resumem muito bem, nos principais pontos que você precisa pensar ao montar seu negócio.

  1. Porque motivo as pessoas vão pagar pelo seu (e não por outro) produto? Ou seja, o que você faz que gera valor para o cliente, a ponto de criar disposição para pagar? Num mundo cada vez mais cheio de opções, de coisas grátis e agora com a crise, com cada vez menos dinheiro.
  2. Como você compra (ou produz) o que você vende, por um preço menor do que o de venda? Aqui vale uma reflexão sobre suas competências, que tornam sua capacidade de produzir melhor que o dos outros.
  3. Como você se protege contra concorrentes, similares, cópias e guerra de preços? Ou seja, o que te faz diferente, ao longo do tempo? Isso é dos mais difíceis, e acho que tem (também) a ver com marca, com reputação, com comunidade.
  4. Como quem não te conhece vai te conhecer, e decidir a gastar seu rico dinheirinho com você. Uma das coisas mais legais que li recentemente é o tema “Inbound Marketing“, que me foi apresentado pelo Eric Santos.

Estou tendendo a acreditar, cada vez mais, que o sucesso daqui em diante, virá de autenticidade, reputação, comunidade, prestação de serviço, marketing educativo e personalidade única.

Minha palestra para a ArmRebel

miguel-cavalcanti-armrebel

Fiz, na sexta a tarde, uma palestra para o pessoal da ArmRebel, sobre minha experiência pessoal de aprendizado nas áreas: conhecimento, relacionamento e auto-conhecimento.

Foi uma oportunidade interessante e uma forma de rever conceitos e ideias minhas a respeito de como aprender, como aplicar o que aprende, e principalmente como viver melhor.

A palestra teve como título “Como se manter atualizado, sem se perder, e ainda ser feliz…” e o subtítulo “Se alguém souber, me conte…

Veja os slides.

Abaixo um pequeno resumo do que apresentei por lá. Em breve eles vão colocar um vídeo com a palestra na íntegra.

Conhecimento

1- Leitura de livros

Gosto muito de ler e isso tem me ajudado muito a aprender mais. Acredito que livros são um dos investimentos com melhor custo benefício em relação a dinheiro investido e retorno em conhecimento.

Algumas de minhas sugestões:

  • Arte do começo
  • Execução
  • Amor é a melhor estratégia
  • Feitas para vencer
  • A arte de fazer acontecer
  • Tríade do tempo
  • Dedique-se de coração

2- Leitura de blogs

Uso o Google Reader para acompanhar blogs que gosto, inclusive o BizRevolution, do Ricardo Jordão. É uma maneira fácil e prática de se atualizar dos seus interesses, tudo em um só lugar. Às vezes, quando acumula, “marco tudo como lido” e deixo recomeçar.

3- Audiolivros

Comecei a usar audiobooks recentemente e tenho gostado muito. Aproveito muito melhor o tempo que passo dentro do carro, viajando ou no trânsito. No ano passado, por exemplo, escutei o livro “Mundo é plano” em apenas uma semana.

4- Twitter

Muita gente critica e poucos entenderam como funciona. Eu gosto, pois me dá acesso a links e novidades de pessoas muito inteligentes e antenadas. O segredo, difícil de seguir, é acessar 1-2 vezes por dia, no máximo. Me “siga“.

5- Palestras

Fazer palestras requer uma preparação enorme. Por isso te ajuda a aprender muito, até sobre coisas que você já sabe. Preparar essa palestra foi muito bom, pois me forçou a refletir sobre meu dia-a-dia, como estudo e como uso meu tempo, na vida pessoal e profissional. Pela primeira vez, coloquei uma foto do meu filho num slide.

6- Escrever um blog

Escrever um blog tem me ajudado a aprender muito mais. Quando escrevo um resumo de uma palestra ou de um livro, preciso investir 10-20% a mais de tempo e consigo aprender muito mais do que quando apenas “assisto”. Escrever também me ajuda a colocar em prática, em ação, o que aprendo. Além disso, no blog já conheci pessoas interessantes, com interesses comuns, que não conheceria de outra forma.

Contei inclusive que um dos meus melhores amigos, Eduardo Carvalho, eu conheci pelo blog dele. Daí pensei: se eu conheci esse cara porque ele tinha um blog, devo estar perdendo oportunidades de conhecer outras pessoas porque eu não tenho um. Foi um empurrão extra para montar o meu. Tem valido muito a pena.

Relacionamento

7- Café

Não tenho vergonha ou receio de convidar para um café, para conhecer e aprendermelhor, pessoas que admiro. O próximo que devo conhecer assim é o Ben Casnocha, na minha viagem para San Francisco, no final desse mês.

8- Eventos e cursos

Participar de cursos e eventos, selecionados e especiais, pode ajudar muito a conhecer pessoas diferentes, cultas e com boa cabeça. Tem sido uma forma interessante de expandir meus contatos.

9- Aleatório

Estar aberto a conhecer pessoas aleatórias, que por acaso estão próximas de você, pode render bons frutos. Às vezes você pode conhecer um idiota, mas vale o risco. Eu já conheci, do meu lado no avião, o presidente da rede Bretas de supermercados e o Mr. Manson, guru do marketing viral e prega-peças nos jornalistas brasileiros.

10- Porque vim aqui hoje?

Sempre que ensino, também aprendo. Disse isso a eles. Ir na ArmRebel conversar também é uma forma de aprendizado, até de assuntos específicos. Eu, por exemplo, queria aprender mais sobre como eles faziam os vídeos de produtos e de palestras.

Auto-conhecimento

11- Terapia

Contei que faço terapia há pouco mais de um ano e isso tem me ajudado muito. A me conhecer melhor, a entender meus pontos fortes e fracos. A ir mais longe.

12- Corrida

Outra coisa que gosto muito de fazer é correr. Acho que é mais do que um esporte, uma atividade física, que me ajuda a me manter em forma (ou quase). É uma atividade que faz bem para a cabeça. Fico menos estressado, esvazio a cabeça quando corro. E tenho ótimas ideias. Contei que já “escrevi” artigos inteiros correndo. Me lembrei agora que o discurso da minha formatura, lá em 2002, também foi “feito” correndo.

Dicas

Mapas mentais

Tenho usado mapas mentais como uma ferramenta para brainstorming solitário e rascunho de ideias. Me ajuda a tirar tudo da minha cabeça e depois a organizar os tópicos. Depois de ter listado e mapeado tudo que quero fazer, passo para um próximo passo que é escrever.

Anote tudo

Lembrei de um anúncio de uma marca de caderno dos EUA, que o slogan é algo assim “Anoto para me lembrar depois. Anoto para me lembrar agora.” Isso é muito verdade comigo. Sempre, em qualquer tipo de reunião, levo me caderno e anoto. Me ajuda a fixar ideias e a pensar com mais clareza. Além disso, acho que passa uma imagem de seriedade e de que você se importa com o que a outra pessoa pensa.

The Dip

Mostrei o gráfico que resume o livro The Dip, do Seth Godin. O sucesso demora para chegar. E existe recompensa para quem chega do outro lado, pelo fato de poucos chegarem lá.

Conceito do porco-espinho

Já escrevi sobre esse conceito no blog Piapara. É uma recomendação do livro Good to great, do Jim Collins, que fala para você se perguntar três coisas. O que eu faço muito bem? O que eu gosto muito de fazer? O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer? Pessoas e empresas de sucesso conseguem juntar as três coisas.

As perguntas

As perguntas e comentários da turma foram muito bons. Me perguntaram sobre corrida, sobre ter um blog, sobre exposição excessiva. A turma participou bastante. E eu gostei bastante da experiência.

E também fizeram vários comentários bacanas, aprendi coisas interessantes. Uma das mais legais foi a explicação do Lala, o apresentador da maioria dos vídeos da Arm, do porque a corrida me ajuda a pensar. Ele contou que há estudos comprovando que a atividade física aumenta a capacidade de retenção de informações, pelo aumento da circulação sanguínea.

Integrando as três partes

Escrevendo agora, pensei que vários dos pontos acima, estavam em mais de uma esfera. Daí pensei em fazer o diagrama abaixo. Por exemplo: meu blog me ajuda a aprender, a conhecer mais pessoas e a me conhecer melhor. Acho que faz mais sentido assim.

090306_palestra_armrebel

Links sobre essa palestra, em outros blogs

Bizrevolution

Think Outside Br

Arm Rebel

Como melhorar o Kindle, por Seth Godin

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Seth Godin escreveu mais um post sobre como melhorar o Kindle, da Amazon. Ano passado ele já tinha escrito uma lista bem longa de sugestões. Gostei demais das sugestões dele.

Interessante saber que 10% dos livros vendidos pela Amazon hoje são versões Kindle. Um número muito alto, na minha opinião. Isso ocorre pois quem tem Kindle são os grandes compradores de livros. Na Amazon tem gente que compra um livro por dia (eu até que não compro muito rs..).

Editores e livreiros: acelerem.

Veja abaixo, minha tradução livre e comentários.

  1. Permita que editores possam dar créditos para quem comprou o livro repassá-lo a um amigo. Seth quer isso para facilitar que livros bons se espalhem como vírus, o que já acontece quando você empresta um livro físico a um amigo.
  2. Deixe que eu veja quais os livros estão se espalhando mais rapidamente. E possa comprar, dentro de uma lista de “mais repassados” ou “mais falados”, além da tradicional “mais vendidos”.
  3. Deixe que editores possam enviar amostras grátis (de capítulos) com recomendações. Imagine você receber uma recomendação de livro do Malcom Gladwell, para aqueles que leram Outliers.
  4. Permita que eu leia as anotações de quem já leu o livro (e autorizou isso). Imagine o que seria de uma leitura em grupo.
  5. Precificação dinâmica. Se compro antes, pago menos (ou mais), e vice-versa. Pode ser uma forma de cobrar mais para quem procura novidades, ou cobrar menos de quem vai promover seu livro.
  6. Deixe que qualquer um lance um livro, em poucos cliques.
  7. Publique os livros textos de domínio público gratuitamente.
  8. Permita inserir questionários e espaço para feedback a ser enviado ao editor ou autor.
  9. Assinaturas “all you can eat”.
  10. A última: envie o livro com US$ 1.000 dólares em créditos, para ser usado em livros que os autores permitirem. Ele disse que gostaria muito de colocar seus livros nesse esquema. Apesar de menos faturamento inicial, mais gente lendo e falando geraria mais vendas totais.

O careca do marketing sabe muito. E como diz meu amigo Fernando Sampaio, o Alma, eu sou fã do cara.

Mais sobre Seth Godin

Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin

O que aprendi com Seth Godin

Curso com Seth Godin, nos EUA

Mais sobre o Kindle

Já se fala no Kindle 3, com tela maior e touch-screen

Amazon lança Kindle 2, mas com poucas novidades

Como usar o Kindle Amazon no Brasil

Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil

Reflexão interessante sobre concursos online

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Seth Godin escreveu um post hoje sobre o efeito de concursos online, que me levou a pensar em como usar melhor isso, na divulgação do meu trabalho e talvez até desse blog.

Here’s a trick that’s as old as the web: Run a popularity contest with public voting. It could be anything from a listing of the top blogs to a creative contest for best tagline or ad.

The nominees run around like crazy, hoping to get their friends to vote. Which of course brings you more traffic. This is a large part of the strategy behind Threadless.

O Camisteria.com faz isso muito bem e o finado IBest fez isso bem demais (para ele), criando um enorme negócio.

Os comentários mais interessantes do Seth sobre concursos de sucesso tem a ver com ótimos prêmios (meio óbvio), relevância e serviços.

O link original é Seth’s Blog: Traffic magnets.

Meus melhores posts de 2008

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por_do_sol

Acabou o ano, resolvi fazer uma escolha pessoal dos posts que mais gostei em 2008. Se você gostou de outros, por favor sugira nos comentários. Sugestões de novos posts, livros a serem lidos e filmes que devam ser assistidos são bem-vindos.

Corridas

O que é correr a São Silvestre

Correndo

Eventos, cursos e treinamentos

Fui no ResultsON Day, e gostei

Curso de vendas com Ricardo Jordão, da Bizrevolution

Como escolher um bom MBA ?

Fábio Barbosa, do Banco Real, Santander e Febraban

Gestão do tempo

Gestão do tempo – o que tem me ajudado

Auto-conhecimento

Torna-te aquilo que és

Apatia, assertividade e agressividade

Seth Godin (merecia uma seção especial, pois é quem mais tem me inspirado nos negócios e nesse blog)

Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin

O que aprendi com Seth Godin

Curso com Seth Godin, nos EUA

Negócios, internet, empreendedorismo

O básico do seu negócio

Palestra da Suzana Apelbaum (Hello Interactive) no Digital Age 2.0

Crise nos EUA, análise e sugestões da Sequoia Capital

Alcançando a excelência, de John Spence

Empreender – um resumo do GP Investimentos

Livros

Audiolivros ou audiobooks – porque acho que vale a pena

Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil

Palestras

O que tenho aprendido em palestras

Marketing

Resumo do livro Publicidade + Entretenimento, de Scott Donatton

Comunicação por conteúdo, ou branded content

Ser pai

Ser pai (com a ajuda dos amigos) – parte 2 – as respostas

Café (poderia se chamar “outros” rs..)

Café espresso: muitos avanços, alguns abusos

Tribes é considerado livro do ano

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O livro Tribes, de Seth Godin, foi considerado o livro do ano pela 800-CEO-read. O livro é muito bom, analisa de forma rápida, a situação atual, de que a liderança é uma disciplina de marketing e como as empresas e pessoas podem usar isso.

Um dos pontos interessantes é a tendência do que era caro ficar barato (fábricas) e o que era barato, ficar caro (atenção.

Não sei se considero o melhor livro que li esse ano, mas com certeza tem muita coisa útil para os tempos atuais. Estou escutando o áudiobook World is Flat (o que deveria ter feito há um tempão) e encontrando vários pontos que são comuns.

Em 2009, vou usar muito esses conceitos. E talvez reler o livro, pois gasta-se apenas 3-4 horas para lê-lo inteiro.

Gestão do tempo – o que tem me ajudado

Há algumas semanas dei uma entrevista por email para um repórter do jornal O Globo do RJ. A reportagem saiu há dois domingos no caderno Boa Chance. Como escrevi muito mais coisas do que saiu na matéria. E como não consigo acessar a matéria online, resolvi publicar aqui as respostas enviadas.

Entrevista ao jornal O Globo

Há quase quatro anos, li o livro do Christian Barbosa, que me ajudou muito. Meu dia-a-dia é 70% do tempo no escritório, trabalhando com computador e telefone. Os outros 30% visitando clientes, viajando e fazendo palestras.

Já fui muito mal organizado. Melhorei muito na gestão do tempo. Mas ainda tenho muito o que melhorar, minha mulher que o diga (sou casado há quase 4 anos e tenho um filho de 10 meses).

O que tem me ajudado:

– fazer o que gosta

Aprendi com a metodologia do Christian, que o primeiro ponto da estrela é a identidade. Se você não sabe onde quer chegar, dificilmente vai se realizar. O dia-a-dia e a correria vão te deixar ansioso. Gosto muito de ler, de me atualizar. Procuro fazer muito isso, o que me traz prazer, alegria. Por exemplo, estou usando cada vez mais áudiolivros, pois viajo muito de carro (na estrada e no trânsito) e gosto mais de ler (escutar) um bom livro, do que ouvir música.

– organizar a semana

Toda segunda tento organizar as principais tarefas da semana. Procuro não sobrecarregar a segunda.

– priorizar o dia, colocando no máximo 6 tarefas por dia

Me pergunto todo dia “o que vou entregar hoje”, ou seja, qual o produto final do meu dia. Muitas vezes, você faz muitas coisas, mas nao se sente realizado. 20% do seu tempo, quando bem aplicado, gera 80% do resultado, da satisfação. Dificilmente você vai fazer mais do que 2 grandes coisas em um dia, mesmo que responda 200 emails.

– reavaliar meu trabalho, visando aumentar o que tenho prazer, diminuir o que sinto ser apenas um dever

Tento reinventar meu trabalho. Por exemplo, como posso tornar a tarefa de preparar propostas mais agradáveis? Minha saída foi mudar o jeito de fazer. Tarefa igual, jeito diferente. Satisfação muito maior. Agora encaro cada proposta como uma peça única, diferente, exclusiva. Visualizo o objetivo final que é satisfazer o cliente, fazer com que meu produto ou gere real valor para o cliente, ou resolva um problema real dele.

– não perder tempo

Menos MSN, menos sites sociais, menos reuniões. Me pergunto: estou ocupado ou produtivo? O cansaço vem quando você se ocupa, mas não produz.

– evitar interrupções

Evite o telefone e principalmente o MSN.

– informação sob-demanda

Quase não assisto TV, prefiro opções que me permitem escolher quando começar, parar, terminar (ex. internet, DVD, livros, jornal, etc).

– não é fácil

É normal, mesmo depois de muito tentar, se sentir cansado, as vezes frustrado. Mas sempre acredito que é possível fazer mais, realizar mais. Não em quantidade, mas em qualidade.

– referências:

Christian Barbosa, David Allen, Tim Ferris e Seth Godin.

Fim da entrevista.

O Christian foi quem me indicou para a entrevista. Muito obrigado!

Resumo de Tribes, novo livro de Seth Godin

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Acabei de ler o novo livro do Seth Godin, Tribes. Veio em boa hora. Um livro sobre porque a liderança é cada vez mais importante no marketing, ou sobre como criar tribos que acreditem em uma idéia. Uma tribo é formada por pessoas conectadas: entre si, a um líder e a uma idéia. Para se ter uma tribo, ser um líder, é preciso apenas ter uma idéia e ferramentas que facilitem a comunicação.

Seth está certo. O ser humano há milênios vive em bandos, em grupos. Gostamos de nos aproximar de pessoas que têm interesses similares. A diferença é que com a internet, agora não há mais barreiras geográficas e ficou muito mais fácil, barato e rápido se comunicar.

O que era difícil ficou fácil e o que era fácil ficou difícil. Ou seja, a importância relativa das coisas mudou. Hoje uma enorme fábrica pode deixar de ser um ativo, uma vantagem, para se tornar um impecilho, um peso, fonte de prejuízo. O que era caríssimo ter há 10-20 anos, hoje é muito simples de se terceirizar, ou automatizar.

O consumidor tem cada vez mais poder. Uma pessoa pode mudar o mundo. Ou se você achar piegas, uma pessoa pode atrapalhar (e muito) sua enorme empresa. Há cinco anos essa possibilidade era muito mais remota. Há 15 anos era quase impossível.

Tendências relacionadas a tribos:

  • Mais e mais pessoas querem trabalhar em algo que acreditam.
  • Empresas baseadas em uma fábrica estão cada vez menos lucrativas.
  • Cada vez mais gente decide gastar seu dinheiro em coisas que não são fabricadas em massa, são nichos de mercado, cauda longa, modas passageiras, produtos individuais ou artesanais.
  • O mercado premia pessoas e empresas capazes de mudar, de fazer acontecer.
  • A liderança é cada vez mais acessível a todos os níveis hierárquicos. Seth relata inúmeros exemplos de pessoas comuns que mudaram suas organizações, começando de baixo. Exemplos de empresa, do Pentágono e da Sociedade de Proteção aos Animais.
  • Atitude e habilidade são essenciais, autoridade não.
  • Estamos cada vez mais sedentos pelo que é novo.
  • Estabilidade é uma ilusão.
  • Iniciativa = felicidade.
  • Empresas do futuro não dependerão de fábricas, mas terão pessoas inteligentes, motivadas e flexíveis, com uma missão.
  • O medo será seu maior inimigo. Seu medo, e o medo dos outros. Medo de mudança. Medo que gera paralisia, inércia. Medo que nos engana de que não decidir não é uma decisão. O medo de fracasso é superestimado. Na verdade, nosso medo é de sermos criticados.
  • Idéias especiais são idéias criticáveis. Idéias que muitos serão contra. Se você não tiver ninguém contra sua idéia, ela não é especial, é sem sal.
  • Antes de tentar crescer uma tribo, se preocupe em torná-la mais forte, mais justa, mais unida.
  • As ferramentas (Twitter, Basecamp, Ning) aumentaram, mas não substituem a verdadeira liderança. São apenas ferramentas, a ser usadas.
  • Poucos se dispõem a liderar. Logo há escassez de líderes. Onde há escassez, pode haver valor e recompensas.
  • Para que as coisas aconteçam, você pode fazer, ou facilitar para que outros façam. Mas não dá certo não fazer nada (como era de se esperar).
  • Tribos são excludentes. Você está tentando agradar a todos, e não agradando ninguém.
  • Há muitas tribos só esperando um líder. Já há um mercado, mas ninguém o ocupou. O melhor exemplo é o Al Gore, que encntrou milhares de pessoas dispostas a ouvri sobre sustentabilidade, mudança climática. Ele soube liderar essa tribo, e ganhar com isso. Vá atrás de quem quer te ouvir. Ao ir atrás de todos, você será ignorado.
  • Não peça permissão, peça perdão.
  • Tenha a bravura de um azarão, que sabe que precisa dar um gás extra para ganhar.
  • Procure iniciar mais que responder, e responder mais que reagir.
  • No início, dificilmente o novo será melhor do que o antigo, o estabelecido. Por isso, é improvável que quem já está no topo, continue no topo na próxima onda. Um exemplo: a indústria da música.
  • Cuidado com carneiros, que querem seguir regras, e não querem (ou não sabem) pensar.
  • Seja um termostato (que mede e age) e não um termômetro (que só mede, e não faz nada).
  • A vida é muito curta para se ter um trabalho medíocre e chato.
  • A tribo é um canal de mídia, mas não pode ser alugada (ou vendida).
  • Erre. Steve Jobs errou. Isaac Newton errou.

Hoje, marketing é o ato de contar histórias, que vendem, que se espalham. Marketing é se engajar na tribo, entregando produtos que contem histórias, que se espalhem. Para isso, primeiro é preciso liderar, ou pertencer a uma tribo e conhece-la. Continua a valer a definição de marketing de permissão, ponto chave do conceito do Seth Godin: empresas precisam conquistar o direito de enviar mensagens relevantes e personalizadas.

Liderar é tomar posições, se conectar, e ajudar os outros a se conectarem. Para aumentar a efetividade da tribo, é preciso:

  • Transformar um interesse comum em um desejo de mudança.
  • Prover ferramentas de comunicação.
  • Permitir e facilitar que a tribo cresça, se fortaleça e ganhe novos membros.

Os três passos, resumidos:

  • Motivação.
  • Conexão.
  • Alavanca.

Uma tribo sem um líder é apenas uma multidão. E como cita Michael Gerber em seu livro E-Myth, multidões não constroem nada, só destroem.

Não existe mais “bom o suficiente”. Seja ótimo, espetacular. Ou tenha o menor preço. E sempre vai aparecer alguém cobrando poucos centavos a menos que você.

Uma ótima medida de sucesso do seu negócio não é o número de clientes, mas o números de verdadeiros fãs, pessoas apaixonadas pela sua empresa, seu produto, suas idéias. Encontre pelo menos 1.000 fãs verdadeiros. O objetivo não é ganhar mais clientes, mas transformar um fã ocasional em um verdadeiro fã. Um fã de carteirinha. Não é fácil, e geralmente demanda generosidade e bravura.

Criando seu movimento:

  • Publique um manifesto.
  • Tenha um mantra.
  • Seja acessível.
  • Facilite a conexão entre os membros da tribo.
  • Dinheiro não é o principal.
  • Meça seu progresso.

Princípios:

  • Transparência não é uma opção, é a realidade.
  • Sua causa precisa ser maior que você (ou o que você vende).
  • Causas que crescem, vencem.
  • Se compare ao status quo, não a outras causas.
  • Exclua outsiders, crie um clube, sem meio termos. Ou está dentro ou fora.
  • Prejudicar alguém é sempre menos efetivo do que ajudar.
  • Não tente “roubar” seguidores de outras tribos. Busque quem ainda não tem uma. Geralmente é muito mais fácil.
  • Melhor começar antes do que depois.
  • O segredo não é o truque (que todos sabem), mas a arte de fazer o truque. A mágica só acontece na mente do espectador.
  • O carisma não te faz um líder. Mas ser líder te faz carismático.
  • Escute, escute muito. Mas tome a sua decisão.

7 elementos da liderança:

  • Desafie o status quo.
  • Crie uma cultura própria.
  • Tenha curiosidade.
  • Tenha carisma.
  • Comunique sua visão de futuro.
  • Se comprometa com sua visão de futuro, e aja.
  • Se conecte aos outros membros, e facilite o contato entre eles.

Faça o que você acredite. Crie uma visão de futuro. Busque ativamente esse futuro. Os seguidores aparecerão.

Um detalhe bacana. Comecei a ler o livro em cinco de novembro, mas “meu” exemplar chegou só hoje. Seth fez uma promoção com a editora, mandando um livro extra a todos os que compraram o livro na pré-venda, com uma carta que dizia mais ou menos assim:

Obrigado por investir um pouco de dinheiro e muito do seu tempo nas minhas idéias. Estamos enviando um livro extra, antes que qualquer pessoa receba, como agradecimento, e pedindo que você empreste o outro livro que você vai receber, para um amigo ou conhecido.

Uma forma simples de fazer o que ele chamou de “Brinde Grátis, Aproveite!” (um dos livros dele). O livro também estava de graça no site de áudiolivros Audible.com, por alguns dias. Ricardo Jordão, da BizRevolution, escreveu um post bem bacana sobre esse livro, na semana passada.

Como nos demais livros do Seth Godin, não se encontram dados e dados científicos, nem grandes novidades teóricas. Se encontra um resumo, muito bem explicado e ilustrado, cujo objetivo é te fazer agir. O livro e deu várias idéias de como melhorar meu negócio, transformando-o cada vez mais numa tribo. Já estou usando e vou usar muito mais.

E por último, um cartoon que foi uma das inspirações para o livro. O mercado para o que se acredita é infinito.

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O que aprendi com Seth Godin

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Hoje no início da noite fui conversar com o pessoal da Sabiá, sobre o que li, aprendi e mais gostei sobre o Seth Godin, a convite do Eduardo Carvalho. Foi uma conversa bacana, inteligente, sobre um tema que gosto muito: marketing com Seth Godin.

Resolvi tentar fazer um resumo rápido das principais idéias aqui, que considero mais relevantes.

Sobre internet

  • Internet dá cada vez mais poder ao consumidor.
  • Com a internet, blogs, redes sociais, e twitter, fica cada vez mais fácil encontrar pessoas como você, mesmo que distantes geograficamente.

Sobre fazer palestras

  • Tenha um bom PowerPoint, use poucas palavras, use boas imagens, não use como tele-prompter, não leia os slides.
  • Converse com seu público, mas com muita emoção.

Sobre livros e música

  • Livro é souvenir. Vende pelo produto, pela ligação, pelo símbolo. O conteúdo muitas vezes está online, de graça.
  • Música é um mercado de fã-clube, de experiências, de relacionamento, de tribos. Não se ganhará mais dinheiro vendendo CDs.

Sobre marketing

  • O que tem valor é escasso, e vice-versa.
  • interrupção não – propaganda que interrompe e não relevante não funciona cada vez menos.
  • permissão sim – propaganda relevante, para seu público, funciona cada dia mais.
  • crie um produto marcante, especial, único (vaca roxa), que os clientes aparecerão.
  • faça com que seus produtos vaca roxa tenham características que tornem fácil falar sobre eles, mostrar, contar, divulgar, explicar. Ninguém fala de idéias e produtos chatos ou complexos. Torne-os virais.
  • Não fale de atributos ou benefícios, conte histórias, que tenham relação com o seu público alvo, e que muito provavelmente não vão agradar a quem não é seu público alvo.
  • Escolha seu nicho. Tentar vender para todos é a maneira mais fácil de não vender para ninguém.
  • O sucesso está nos extremos, nos nichos. Os carros em falta hoje nos EUA são extremos: Hummer, Mini Cooper, Tesla.
  • Não tente usar as novas técnicas de marketing (internet, interação, participação) com um velho mindset (controle, produtos médios para a massa da população).
  • Tenha um blog para que as pessoas conheçam você, seu trabalho, suas idéias. Daí você pode vender, arrumar emprego, trabalho.

Sobre vendas

  • Um bom produto se vende sozinho.
  • Como fazer um livro best-seller? Venda um livro, para alguém que adore seu livro e comece a fazer propaganda boca-a-boca.

Sobre sucesso e fracasso

  • Vencedores também desistem, e perdedores também são persistentes. O segredo está em escolher onde persistir e onde desistir. Escolha onde você pode, quer, acredita ser o melhor do mundo. O seu mundo, seu nicho, seu espaço.
  • A dificuldade de alcançar o sucesso (The Dip) é o que vai separar os vencedores da massa. Vai criar escassez, vai premiar os vencedores. Quanto mais longo e fundo a “barrigada” do esforço X resultados, maior o prêmio de quem ultrapassa o vale.
  • Tenha paciência. O sucesso demora, para chegar, mais do que alguns dias ou semanas.
  • Ser pequeno é bom. Pequeno pode significar rapidez, flexibilidade, baixo custo, intimidade com o cliente.
  • Tenha foco. Quem vigia dois fogões, dorme sem janta.
  • Faça o que gosta, ou aprenda a gostar do que faz. Quem tem sucesso, faz o que gosta (e não tem que fazer).
  • Se pergunte no início do dia: O que vou produzir hoje? Ou, o que vou despachar/entregar hoje? Pense em “entregar” um produto acabado todos os dias. Geralmente seu dia, por mais que tenha inúmeras ações, pode ser resumido em bem ou mal sucedido, ao se falar em 1-2 coisas apenas.

Sobre design de sites

  • Seja simples.
  • Seja objetivo. Apenas um objetivo por página. Ajude quem acessa a encontrar o que quer, e o que você quer.
  • Não confunda seu cliente-internauta-usuário.

E ainda, o famoso slide 78 da palestra Meatball Sundae.

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E ele é o único guru de marketing que tem um personagem.

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Por último: melhor ser um ótimo comunicador, do que um teórico criador de teorias. Melhor saber explicar e facilitar a mudança, do que ser o especialista que estudou a fundo um tema, mas não sabe como transformar em informação útil, aplicável.

Tribes, de Seth Godin

Estou terminando de ler o livro Tribes: We Need You to Lead Us do Seth Godin, e vou postar o resumo por aqui. Enquanto isso, sugiro assistir ao vídeo Tribes de Seth Godin no site Vimeo.

E ver os slides. É possível até fazer o download do PPT.

Dica do Mixergy e do Garr Reynolds.

Prazer e dever

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Um dos assuntos que mais tenho pensado nos últimos dias é sobre a diferença entre as coisas que faço por prazer e por dever. Consegui refletir sobre várias atividades e rever cada uma delas. Avaliando se faço por que gosto ou preciso, e está me ajudando muito.

Li há alguns dias um texto sobre isso do Seth Godin, e por coincidência também discuti sobre isso na terapia.

O texto do Seth fala:

Quanto do seu tempo é gasto fazendo coisas que você “deve”?

As pessoas bem-sucedidas geralmente usam a maior parte do tempo fazendo o que dá prazer, e por isso são bem-sucedidas.

Na terapia discuti sobre algumas atividades que eu queria diminuir, como ler dezenas de feeds de blogs. Descobri que isso é uma das coisas que adoro fazer. Gosto muito de ler, de me manter informado, saber das novas tendências. Avaliei que a chave aqui era usar esse meu prazer de uma forma mais produtiva. Como assim? Avaliando que frutos eu poderia tirar desse meu passatempo.

Foi fácil concluir, precisei apenas me dedicar mais a aplicar e compartilhar o que tenho lido. O incrível é que com apenas essa mudança, minha sensação ao fazer isso mudou da água para o vinho.

Também avaliei o que fazia e considerava um dever. Revendo esses pontos, procurei fazer um redesign dessas atividades, visando ter satisfação no fazer. Isso também me ajudou bastante.

Um tema relacionado, para um próximo post, que ainda não conheço o suficiente a ponto de escrever sobre: a diferença entre você buscar um “ideal” (que tem alguém como padrão) e buscar o “impossível” (que ninguém ainda fez, ou seja, escrever sua própria história).

Um detalhe: tentei não usar a palavra “tarefa”, que em si só já tem uma conotação de dever, e não de prazer.

Alguns toques de John Spence

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Acabo de ler o ótimo artigo “What I Learned at the Global Institute for Leadership“, escrito pelo John Spence, do blog Achieving Business Excellence.

John tem a incrível capacidade de resumir e explicar conceitos difíceis em coisas simples. Além disso, ele é muito gente boa, responde emails e dá sugestões. É uma das pessoas que gostaria de fazer um curso ou assistir uma palestra em 2009.

Ele foi a um super evento (desses tipo HSM) nos EUA e escreveu um breve resumo. Aqui os pontos que mais gostei.

  • Tom Peters: hoje as pessoas querem oportunidade, reconhecimento e significado (muito mais do que dinheiro)
  • Patrick Lencioni: ganhe confiança, mostrando que você é vulnerável, tem defeitos, dificuldades.
  • Tim Sanders: seu melhor conselho de negócios – sorria mais!
  • Atitude é tudo. Você não consegue treinar pessoas para serem apaixonadas pelo que fazem
  • Transformar conhecimento em comportamento é o maior desafio de todos (eu sei bem disso, rs..).
  • Processos! Não foque só em processos, como me disse John em um email, é preciso balancear ótimas pessoas com excelentes processos. Até mesmo Toyota e Microsoft têm processos. Só assim você consegue sucesso de forma repetida.
  • Cuide do seu time, que eles cuidarão dos seus clientes. Inclusive ele cita o ótimo vídeo do Tom Peters e Seth Godin discutindo sobre isso, essa semana.

Gostei muito do artigo, por relembrar pontos tão importantes, que quase sempre não conseguimos executar 100%. E também gostei por ele elogiar e se espelhar em escritores/especialistas que admiro muito, como Tim Sanders, Tom Peters e Seth Godin.

O slogan do John é… “Making the very complex… awesomely simple”.

Um outro post sobre o curso com Seth Godin

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No curso do Seth Godin, em NY há um pouco mais de um mês, conheci o Marcelo Ballona, que também participava do seminário. Ele tem longa experiência com internet e atualmente trabalha na TV Band. Ele escreveu um post bem legal, com as impressões dele sobre o curso.

Muito bacana ver que as impressões da cada um, de um mesmo evento, são muito diferentes. As melhores partes (recortadas por mim aqui), que complementam muito bem meu texto são:

Estive no seminário de um dia com o Seth Godin em NY. Trinta e cinco pessoas que doaram USD2000 para um fundo de investimento interessantíssimo, o Acumen Fund, que investe em projetos sociais com a filosofia de Banco de Investimento. O projeto tem que dar certo e ser bem administrado.

Hoje ele tem o site próprio. Do site ele lança capítulos dos novos livros para download. Já tem uma boa base de leitores, é afiliado da Amazon e ganha mais dinheiro com a comissão da Amazon do que ganhou com os royalties dos primeiros livros. Hoje ele edita seus livros e é um dos sócios do Squidoo. Criou uma rede onde ele cria valor pela permanência dos usuários e valorização dos mesmos. Ele chama de “the trust way”. Se você manda um email falando que comprou os livros para ter os capítulos do novo, excelente, ele confia porque acredita que na pior das hipóteses irá divulgar o trabalho.

Prometeu dar USD800 em DVDs com suas palestras aos primeiros que se cadastrassem no evento, mas no final todos receberam e ele ainda distribuiu brindes, dicas e dividiu seu expertise.

Uma frase do Ballona resume muito bem um dos insights chaves do curso, que Seth fala e debate muito em todos os seus livros, artigos e blogs.

O ponto em si não foi a lição ou o case literal mas como as mídias são acomodadas.

Ele também é um dos first-users do Kindle no Brasil, como eu. Ele recebeu o autógrafo do Seth na parte de trás do Kindle.

Além disso, ele, em suas andanças em Nova Iorque, conseguiu encontrar o Malcom Gladwell, autor de Tipping Point e Blink, dois livros referência para marketing viral e intuição. Leia o post completo em Seth Godin, Gladwell, Being remarkable e a Leroy Merlin. Vale a pena.

Being remarkable

Foto de um dos pouquíssimos slides que Seth Godin mostrou, tirada pelo Marcelo.

Curso com Seth Godin, nos EUA

Participei no último 30 de abril do curso do Seth Godin, em Nova Iorque. Seth realiza 2-3 cursos como esse por ano, para 30-50 pessoas.

Seth Godin

Seth é dos especialistas de marketing que mais admiro. Já li quase todos os livros dele, acompanho seu blog, que muito frequentemente tem coisas muito boas. O primeiro livro que li foi Vaca Roxa, que comprei por impulso (é comum…). Em seguida li Marketing de Permissão, que é um clássico, em especial para quem trabalha com internet. Daí não parei mais.

Como foi o curso

O curso tem um formato diferente, especial. Ao invés de várias e longas palestras/aulas prontas e pouca discussão, o formato foi outro. Quase nada de palestra e apenas discussão, troca de idéias. Um verdadeiro “toró de parpite”.

Primeira interação do curso: pede para todos baterem palmas, com intervalos de tmpo iguais entre cada “palma”. Em alguns segundos todos estão batendo palmas de forma sincronizada, todos iguais. Ele para e responde: isso é o que todos os seres humanos buscam: estar em sincronia com os outros. Começou bem.

Nos primeiros 30 minutos, Seth fez um pequeno resumo de suas idéias, no que ele acredita e logo em seguida, abre para perguntas, específicas para cada uma das pessoas participando, que no meu curso eram cerca de 30.

Daí em diante o curso vira uma série de mini-consultorias ou estudos-de-caso em tempo real, cada um fazendo uma pergunta sobre seu negócio, suas dúvidas, seus objetivos. Enquanto a pessoa fala um pouco sobre sua empresa, Seth digita o endereço no laptop dele, projetando o site no datashow. Ele já comenta sobre o site, faz perguntas e começa a sugerir, dar opiniões, tudo de uma forma rápida.

O interessante é que a sala está cheia de gente com negócios bem diferentes um do outro. Sites de relacionamento para quem joga golf, software online de colaboração para projetos de design, e-commerce de tecidos, desenvolvedor de plataforma de anúncios para celular, rede de TV (Band, do Brasil) e também portais de conteúdo no agronegócio e cursos online (eu…).

No meu caso, fiz duas perguntas, que geraram respostas muito interessantes sobre desafios que estamos vivendo na empresa. Para refletir e agir.

As perguntas das outras pessoas também eram úteis para os outros participantes. Cada tópico era uma consultoria para quem perguntava e um estudo de caso para todos os outros.

O curso é um resumo intensivo de todos os conceitos de Seth Godin. O interessante é que todos os participantes, como eu, eram leitores assíduos dos trabalhos de Godin. O curso serviu como um reforço e um cristalizador dos conhecimentos. E também pela experiência de buscar insights do Seth para seu próprio negócio.

Alguns pontos interessantes do curso:

Massagem x tatuagem
Procure tornar seu negócio mais parecido com uma tatuagem do que com uma massagem. Sobre tatuagem as pessoas falam, comentam, discutem. Sobre massagem, bom, fica difícil saber que você fez/recebeu uma.

Foco (como uma fogueira)
Seth fez uma relação de foco com uma fogueira (aumente o fogo de sua fogueira, antes de acender outras). Ele disse: estou me preocupando em fazer uma fogueira em Nova Iorque, uma fogueira que faça a diferença. Poderia, por exemplo, ir para outras cidades, regiões, países, mas acredito que terei muito mais sucesso se me focar apenas nessa fogueira (NY) do que tentar “colocar fogo” em vários lugares.

Contar histórias
Um dos conceitos dele é que o marketeiro é um contador de histórias. Ele acha que os principais ingredientes para uma boa história são:
– novidade
– interação
– curiosidades, coincidências da vida

A sua história tem que fazer sentido para seu cliente. Seth reforçou esse ponto várias vezes. Ao contar uma história, e o marketing está fazendo isso todo o tempo, essa história precisa fazer sentido para seu cliente. Precisa se encaixar e ser adequada a visão de mundo dele (e não sua).

Monopólio virtual
Procure criar um produto que utilize a força da rede, em que o produto fica melhor a medida que cada vez mais gente usa. O telefone, o fax e o email foram assim. Se seu produto é mais útil, mais eficiente, ou menos vulnerável a medida que você cresce, você pode conseguir um sucesso bastante robusto e sustentável. Por outro lado, num negócio como esse, ser o segundo siginifca perder tudo.

Livros – mercado de souvenir
Segundo Seth, livros são um souvenir e devem ser encarados como tal. Seu cliente pode obter essa informação de diversas outras formas, mas opta por comprar o livro para ter o bem físico. Em tempo, ele publicou um livro, que virou best-seller, com quase 200 posts do blog dele, ou seja, um livro que está 100% online, de graça. Um dos presentes teve problemas em pedir um autógrafo a ele, os livros estavam gravados no Kindle.

Música – mercado de fã-clube
Outro enfoque muito interessante foi para o mercado de música. Segundo ele, o valor hoje está nos shows, nos eventos, na experiência. Gravar um CD, ou colocar a música na internet está muito fácil (já foi difícil, caro e complicado).

O que as “gravadoras” deveriam focar é na criação de comunidades, tribos, de pessoas interessadas em um mesmo músico e criar uma série de oportunidades para se lucrar com isso. Ele escreveu um artigo muito bom sobre isso.

Não por acaso, o próximo livro dele (soube hoje) se chamará “Tribes”, analisando esse fenômeno de que queremos nos juntar aos nossos iguais. Como diz um dos meus melhores amigos, numa piada caipira “tatu cheira tatu”.

E-commerce
Você pode ser “the place” (o local) para se comprar uma categoria de produtos, ou “the cool place” (o lugar legal) para se comprar. Ser “o lugar” é muito mais difícil. E você pode conseguir um bom lucro sendo um negócio menor, mais focado na experiência, na diferenciação. Difícil de se implementar, mas interessante de se analisar, já que na maioria das categorias, não dá mais, ou é muito caro, se tornar “o” local.

Um exemplo que ele deu foi a loja “Build a Bear Workshop”, onde você não compra, mas “cria” um bicho de pelúcia, que “nasce” no dia que você vai a loja. Segundo Godin, eles não vendem bichinhos de pelúcia, mas uma nova data de festa de aniversário.

Google Adwords
Seth falou um pouco sobre o uso do Google Adwords. Se você vende online e tem uma página que “converte” bem, vale a pena usar esse sistema. Fiquei com vontade de experimentar, mas na minha opinião, o grande desafio é fazer uma página que “converte” bem. Aí mora o segredo.

Mckinsey – o que cada um vende
Ele fez um comentário bem interessante sobre a consultoria, dando exemplo de que devemos prestar atenção muito bem no que cada empresa realmente “vende”. Segundo ele, a Mckinsey não vende consultoria.

Você poderia encontrar idéias tão atuais em outros locais, com outros consultores, por um preço muito mais baixo. O que a Mckinsey vende é a autoridade. Se você a contrata, terá uma ótima razão para justificar as ações “difíceis” de serem tomadas. Por exemplo, você quer fechar uma unidade que não dá lucro, mas isso vai causar uma série de problemas, demissões, mal-estar, etc. Contrate a Mckinsey e você poderá dizer “contratei a Mckinsey e eles recomendaram fechar a fábrica tal…”

O que vou produzir hoje
No final, algumas perguntas pessoais, sobre dia-a-dia, leituras, coisas de fã. Seth diz ler (trechos) de 6-7 livros diferentes por dia, usando principalmente o Kindle. Todo dia se pergunta, como motivador “What I´m going to ship today?”

Interessante pois ele usou o termo “ship”, que significa despachar, coisa que só pode ser feito com um produto “acabado”. Entendi que procura ver o trabalho de cada dia com início, meio e principalmente fim. Achei simples, e muito interessante.

Como ele ganha dinheiro hoje

Além de ter vendido sua empresa (Yoyodine) para o Yahoo no boom da internet, ele disse que suas principais fontes de receita são 1-palestras e 2-livros. Duas das formas mais antigas de comunicação. Os livros têm alguns séculos, e as palestras, ou a fala, é a forma mais antiga de comunicação usada pelo homem (e provavelmente a mais eficiente).

Impressionante, como mesmo sendo um guru do marketing da internet, e tendo o blog sobre marketing mais famoso do mundo, ele ganha mesmo é com coisas “antigas”. Para se pensar.

Fã-clube
O dia todo funcionou como um grande brainstorming para mim. Todos os participantes, sem exceção, eram fãs do trabalho do Seth Godin, tanto que se formou uma fila depois que eu perguntei se ele poderia autografar os 3 livros dele que tinha comigo.
Seth Godin e Miguel Cavalcanti

Momento tiete: autógrafos e foto.

Outras coisas que fiz em NY: corri no Central Park, fui a vários Starbucks (vou escrever sobre isso), li e pensei bastante sobre muitos temas, e visitei uma série de lojas recomendadas pelo Marinho, amigo e especialista em branding e varejo. Além disso fui jantar com um casal de amigos da minha mãe, que me deram ótimas dicas profissionais.

Quatro dias de muita reflexão e novas idéias.

Valeu muito a pena.

Update de 08-junho-08: Ricardo Magalhães, da BizRevolution, escreveu um texto bem legal sobre esse meu resumo do curso.