
Participei no último sábado, dia 14 de novembro do TEDxSP, um evento no formato do TED que acontece na Califórnia todos os anos, sempre lotado, com fila de espera e mais de US$ 4.000 de inscrição. Esse aqui foi gratuito, realizado com o suporte e permissão do TED, mas independente. Foi um dia e tanto, muito cansativo para o cérebro. Abaixo minhas anotações, palpites e reflexões.
O que faz um evento de sucesso
Hoje, com muita informação, com a internet, com tudo disponível, é ingênuo achar que um evento vai te trazer muito conteúdo novo. Se isso acontecer, você deve estar pouco informado. Me lembrei da pergunta que fiz ao Tim O’Reilly no início desse ano, sobre como o evento dele ia ganhar dinheiro, se estava colocando (quase) tudo de graça na web. Ele me disse, bem resumido: evento de sucesso é: conteúdo, mas também é curadoria (misturar e ordenar muito bem os temas/palestrantes) e é experiência.
O TEDxSP foi isso, uma experiência de passar um dia inteiro (de 07:30hs as 20:30hs num sábado) convivendo, ouvindo, vendo, falando, pensando e refletindo sobre o que o Brasil tem de melhor. O que o Brasil tem a oferecer para o mundo. É lógico que o Brasil tem muito a oferecer, mas como temos muitos e muito grandes pepinos também a resolver, já viu, falamos/pensamos no dia-a-dia quase que só sobre os problemas. O TEDxSP conseguiu abrir uma janela nessa nossa rotina. Por isso a sensação de 99% do público era muito boa durante e depois do evento.
O que eu não gostei muito
O evento não foi perfeito, e como um bom (e chato) observador, anoto aqui. Muita gente usando o twitter para repetir o que o palestrante dizia, sem comentar, sem conversar. Parecia que muita gente estava ali vendo, mas não refletindo.
Eu também achei o público muito focado em publicidade/comunicação e em grandes empresas. Pouco diverso. E me surpreendi quando me falaram que tiveram apenas 1.000 e poucos (1.300, sei lá) inscritos. Para um evento gratuito, com 700 vagas, me pareceu pouco. E eu que fiquei bem encanado que não seria convidado… :-)
Vários palestrantes não respeitaram o tempo estipulado. Do terceiro andar do teatro, de onde estava, dava para ver o relógio piscando 00:00. O primeiro palestrante, que era da Superinteerssante, falou uns 15 minutos quando tinha 5… Tudo bem qu eeu já tenho uma certa implicância com a revista… O que já li deles, sobre temas que entendo (carne bovina) tinha muita bobagem. Parecia uma matéria que estava pronta antes de entrevistar os dois lados. Outras palestras também não foram boas, teve uma que um amigo descreveu como a leitura dos folders de três ONGs.
E um dos palestrantes, o Luiz Algarra, brincou que não existem talks no TED, o palestrante não conversa, não escuta, apenas fala. É uma verdade.
Mas eu acho que esses detalhes são pequenos perto do que o evento conseguiu fazer.
A organização
O pessoal da organização deu um show. Usaram o know-how do TED americano e deram um toque brasileiro. Tudo funcionou bem, desde o email de boas-vindas, com todas as informações, enviado dois dias antes. Além disso, pude conhecer mais o pessoal da Colméia, que trabalha entre outras coisas com vídeos online. É uma empresa com uma cara, cultura diferente. O pessoal é gente boa, amigo, sem pressão. Achei muito bom mesmo. Outr acoisa legal é que algumas empresas (entre elas a Batuq) fizeram um makeup dos PPTs, que estavam impecáveis. Coisa rara de se ver. E alguns nem usaram PPT, o que surpreende ainda mais.
Três pessoas da organização, além do apresentador do evento, falaram no palco. Todos me pareceram extremamente dedicados ao tema, a proposta. Tinha mergulhado de cabeça na ideia do TEDxSP e colocavam ali todo seu ser. Uma das melhores surpresas foi a palestra do estagiário do TED, de 17 anos, que fez uma palestra empolgante, animada e com conteúdo. Seu pedido: vamos ajudar a traduzir os mais de 500 vídeos em inglês do TED para o português.
As palestras que mais se destacaram (e me marcaram)
As palestras que mais me marcaram foram as de:
Guti Fraga, pela emoção de falar do projeto Nós do Morro (no Vidigal, RJ/RJ). Ele estava muito emocionado e falou coisas muito legais como: ajudar os outros é muito bom, todo esse projeto ajudou muita gente, mas me ajudou muito mais.
Professora Adozinda, uma professora de 92 anos, exemplo de dedicação, amor a profissão, alegria. Ela finalizou fazendo quadrinhas sobre o que é ser professora. Uma das coisas mais legais que já vi sobre educação. Muito bom mesmo ver alguém com essa idade e esse estado de espírito.
Osvaldo Stella, por deixar o PPT de lado, e fazer a palestra no improviso. Ele disse, se eu chorar mais, vou desidratar. Pessoal que fez o PPT, muito obrigado, mas não vou usar isso, vou contar minha história. E mandou muito bem, contou sua história de vida, entremeando com a questão ambiental. E falou uma série de coisas muito longe do discurso chato de eco-xiitas. O cara tem conhecimento, e falou com o coração. Surpreendeu.
Regina Casé, também pela alegria e energia de falar de um assunto que ela adora: perifieria, cultura, gente. Contou histórias super legais e divertidas, e junto mostrou um lado diferente do Brasil. Outra coisa legal, é a globalização da cultura de periferia. O que acontece no Pará é parecido com o que acontece em Angola, México e até subúrbio de Paris. Contou uma história de menino com síndrome de down na favela que tinha uma vida com muito mais inclusão do que um menino rico, que seria isolado. Regina Casé fala negão, preto, viado. Não importa o que você fala, mas como você fala. Como ela tem paixão, emoção, carinho por tudo isso, não soa estranho. Deve ser difícil um chato politicamente correto entender. No site dela tem uma frase que me identifiquei “É muito trabalho, mas é isso mesmo que eu quero na vida. Fazer boas coisas e me divertir com elas”. Deixou um link extra para o pessoal do TEDxSP.
Fábio Barbosa, por falar de ética e por acreditar que dá para fazer um Brasil melhor trabalhando direito. Fábio ´eum dos maiores executivos do Brasil, e o principal a carregar essa bandeira. “Não dá para ir bem num país que não vai bem”. Deu o recado de que uma empresa pode fazer diferente. “Resultado sim, mas precisamos focar nosso impacto”. ” Se precisamos comprar de quem vai contra a lei para ter resultado, não dá”. “Não tem mais on e off. Estamos sempre on”. A transparência não é mais uma opção, mas a realidade nua e crua. “O que você faz no dia a dia, transforma o Brasil de alguma forma?” “Diversidade gera pontos de vista diferentes, e a possibilidade de pensarmos melhor. Achamos muito inteligentes quem pensa como nós e o oposto acontece”. “A reforma mais importante não é a política, etc. É a reforma moral”. “Melhoramos como consumidor de produtos, mas não como consumidor de cidadania. Ainda votamos errados. Não deixamos um mundo melhor para nossos filhos, mas filhos melhores para o mundo.” Escrevi um post bem completo de uma palestra excelente do Fábio Barbosa que assisti ano passado.
Casey Caplowe, da revista GOOD, dos EUA, também fez uma palestra muito boa. A Good é uma revista para quem quer viver bem, fazendo o bem. Achei interessante o conceito. Veja o site da revista GOOD. Ele falou algumas coisas bem legais, como: “America: ame-a ou deixe-a”. Tiraram o deixe-a e colocaram arrume-a. Muito bom, acho que podemos fazer o mesmo com o Brasil. Eu fiquei com uma impressão de que eles fazem uma revista que consideram top, que consideram que vai fazer a diferença, e não querem fazer uma coisa enxaguada, imbecilóide, para vender para mais Homer Simpsons. Os EUA têm uma classe de gente criativa, empreendedora incrível. Outro conceito que gostei muito foi o de produzir algo que seja awesome, ou incrível, especial. Ele citou um artigo que falava justamente sobre isso como maneira de enfrentar a crise e a concorrência. Acredito demais nisso.
Todas essas palestras, de alguma forma me emocionaram. Também gostei muito da palestra sobre o projeto Many Eyes, da IBM, que facilita muito mostrar dados de uma forma fácil de se ver. E várias outras foram bacanas, vale a pena acompanhar o site deles e esperar pelos vídeos.
O que faz uma palestra de sucesso
Revendo minhas anotações (tweets) e refletindo sobre o evento, chego mais uma vez a conclusão que uma boa palestra é feita de emoção. É feita de histórias bacanas, que te tocam. Teve uma menina que conseguiu fazer uma palestra legal sobre substâncias químicas no resíduo da banana par adespoluição de água. Amazing!
Também cheguei a conclusão que para fazer uma ótima palestra, com muit aemoção e com ótimas histórias, é preciso ter investido muitas e muitas horas da sua vida naquela assunto. Talvez as 10 mil horas do Malcom Gladwell. E você só vai conseguir investir esse tempo todo e ainda falar com o coração de um assunto que goste muito, muito mesmo. Tem que ser o assunto da sua vida. É claro que um PPT template pode arruinar sua apresentação e que existem muitas e boas técnicas sobre como apresentar bem, que podem ser treinadas e aprendidas (é fácil), mas isso só não basta. É o complemento.
Principal conclusão do evento
Por incrível que pareça, a principal conclusão do evento é o amor. Várias pessoas falaram de formas diferentes sobre o amor. Sobre querer bem os outros. Um dos primeiros disse: “se você está aqui hoje, é porque alguém, um dia, cuidou de você”. Eu vi gente falando ou pulsando no palco sobre amor ao próximo, amor a educação, amor a profissão, amor ao que faz, amor a arte, amor a música. Ainda relacionando ao tópico acima, as melhores palestra foram sobre temas que os palestrantes realmente amavam, a ponto de dedicar toda sua vida nisso. Parece piegas, mas foi o principal que levei para casa. Me lembrei de uma frase do Peter Drucker, citada pelo Jim Collins, na INC500: “Não se preocupe em sobreviver, não se preocupe em ser bem sucedido. Se preocupe em ser útil”.
Tribal Leadership e o TEDxSP
No momento estou lendo (na verdade ouvindo o audiobook) um livro chamado Tribal Leadership, onde o autor fala de 5 tipos de tribos, cada uma com suas caracteríticas. A cada tribo, cada degrau, você vai mehorando, tendo uma vida mais plena e também produzindo mais, em especial em grupo. O quinto nível tem o nome de “Life is great”, onde os integrantes da tribo pensam de forma abundante, não tem inimigos ou concorrentes, trabalham por um sonho maior. E com isso conseguem realizar muito mais. O autor diz que são muito poucas empresas qu estão nesse nível.
Ao sair do TEDxSP, estava com uma sensação muito boa. Uma sensação de que a vida era boa. De que há muita gente boa no Brasil. De que é possível construir algo melhor aqui. Eu acho que o TEDxSP conseguiu, pelo menos por algumas horas, dias, a construir esse sentimento em muitas pessoas. Não foi a informação que cada palestrante passou, mas o clima, a energia, a emoção de todo aquele dia, do espírito das pessoas. Pode sair algo muito bom daí.
Um evento muda alguma coisa?
Dessa minha relação meio maluca do TEDxSP com o nível 5 do Tribal Leadership, fiquei me perguntando: será que um evento consegue mudar as pessoas? Minha resposta é não. Não é o evento que vai mudar as pessoas. Mas cada um, que estiver pronto, estiver querendo mesmo mudar, pode mudar pelo que viu, mas principalmente pelo que pensou, refletiu e decidiu fazer. E olha que eu sei que é difícil mudar. Tem um monte de coisas que quero mudar em mim, e estudo, leio, tento, converso, e as coisas andam mais devagar do que eu queria.
O TEDxSP vai me mudar? Não. Mas as coisas que eu fizer com o TEDxSP podem me mudar sim.
Feedback
O que você achou dessas minhas reflexões sobre o TEDxSP? Gostaria muito de saber sua opinião.

Assisti na semana passada a primeira aula do curso Grandes Publicitários, na Casa do Saber, com Alexandre Gama, da agência Neogama. O organizador do curso e entrevistador é o também publicitário Celso Loducca, da Loducca. Escrevi um rápido post com meus motivos para fazer esse curso.
Fiz uma série de anotações em mapas mentais rascunhos, que é a maneira que mais gosto de escrever em reuniões e palestras. Escrevo para me lembrar depois e escrevo para me lembrar na hora. Acredito que penso melhor, presto mais atenção e capto mais os pontos importantes quando anoto.
Abaixo, Alexandre Gama, por ele mesmo, com meus pitacos.
Estilo pessoal:
- Sou tímido, competitivo e curioso.
- Sou mais injusto comigo mesmo, do que com os outros.
- Aos 17 anos, praticava 6h por dia de violão.
- Muito medo de ter o rabo preso. De dever favores, de poderem jogar na minha cara. Minha ética vem mais do medo.
- Sou cada vez mais impermeável ao que os outros acham de mim.
- Quero ser o melhor em cada função que faço.
- Não sou o líder ideal. Sei que não dou muita direção. Não fico em cima. E não dou conforto.
- Se fosse dar um conselho para ele mesmo, quando mais jovem: “pega mais leve…” Não colou, pelo menos para mim.
- Quero ser o “ghost in the machine”, que muda as coisas, por dentro, sem que a máquina perceba.

Agências:
- A coisa mais difícil é entrar em uma agência, a segunda é ficar. :-)
- Uma “grande mentira é: entre na função que der, depois, lá dentro, você muda”.
- Prêmio é uma escada que te ajuda no começo, mas não é tudo.
- Nas perguntas contou a história do garoto que foi na agência e gravou um vídeo dizendo “eu quero trabalhar aqui..” e com isso ganhou um estágio lá. Disse: foi um bom comercial de de 30″, chamou a atenção, agora precisa provar que é um bom produto.
Publicidade:
- Sobre o poder (maléfico) da publicidade: é apenas uma ferramenta. Quem deve levar a culpa, a mão que usa, ou a ferramenta que é usada?
- Nossa sociedade é de consumo. Tudo é baseado no consumo. A publicidade é uma parte disso. É preciso criticar, discutir a sociedade, daí passar pela publicidade. E não o inverso.
- “Não faço publicidade, eu tenho ideias”. Eu achei meio batido.
- O Bradesco apareceu muito mais quando focou num tema só (Banco do Plantea), gastando a mesma coisa.
Dicas sobre carreira, para publicitários:
- Pouca gente dá valor ao texto. Escrever bem é pensar bem.
- Bom redator é um bom planejador.
- Para escrever melhor é preciso ler melhor (e mais) e escrever mais.
- Não me dê liberdade, me dê foco. O poder da escassez.
- Quem não tem nada, não tem nada a perder. Pode arriscar tudo.
Internet
- Internet é apenas uma ferramenta dentro da caixa de ferramentas. Pareceu ainda não ter comprado a ideia de que a internet está mudando e muito a vida das pessoas. E que vai mudar muito ainda. Deu um exemplo de uma campanha só pela internet que não vendeu carros. Mas não disse quando, nem como. Achei estranho. Talvez uma forma de contar que outra agência não entregou e eles sim.
Ideia prima e War Map
- Procura criar para cada cliente uma “ideia prima”, que posiciona, diferencia a empresa, que desloca a concorrência.
- Junto entrega um “War Map” com as ações a serem tomadas.
- Gostei desses dois conceitos, mas deve ser difícil que isso funciona na prática mesmo. Um dos clientes deles é a TIM. Mesmo com um war map e uma ideia prima, me parece que é uma empresa, n oserviço, atendimento, etc, muito parecida com a Claro e Vivo.
Empreendendo:
- Fundou a Neogama em 99-00, em plena desvalorização cambial.
- Qual o valor de uma agência quando a economia pára? Muito pouco. Mas decidiu ir em frente: pau na máquina.
- Há uma grande diferença entre o bravo e o corajoso. O bravo é aquele que enfrenta, sem saber o tamanho da encrenca. O corajoso é aquele que calcula, avalia, conhece, e mesmo assim enfrenta o problema. Gostei muito dessa parte, e vi que muitas vezes sou mais bravo do que corajoso, que é mais difícil (e mais eficiente). :-)
- O Brasil é uma montanha russa. O brasileiro bom é aquele que entende isso, e entra nesse jogo, aproveita, aprende e ganha. É aquele que compra o ingresso da montanha russa.
- Nosso primeiro posicionamento foi: tirar o máximo do mínimo. Dar resultado.
Sobre sucesso, fracasso e persistência:
- Nenhum fracasso determina seu destino. Não acaba com você. Sabendo disso fica mais fácil passar por cima dos erros.
- O medo do fracasso muitas vezes é o medo do julgamento dos outros.
- No início, pensava com freqência: “hoje vão me desmascarar… hoje vão descobrir que não sou genial…” :-)
- Vencer não é o contrário de perder, mas de desistir.
- Sucesso é fazer o que te dá muito prazer e você faz muito bem. Não fiquei muito rico, apenas me casei uma vez só. Uma piada com o Loducca, que parece ter várias ex-mulheres (que são para sempre, como me disse um amigo certa vez).
- Se programou para cada etapa de sua carreira. E isso ajudou.
- Acredito no talento, mas é preciso suar. O cérebro, o talento é como um músculo, que precisa ser exercitado, para melhorar.
- Quando você não desiste, o mundo desiste de você. Daí vem o sucesso.
- Tem gente que tem medo de mostrar seu trabalho. Quem não tem esse medo, chega mais longe.
- Quero fazer coisas grandes. Porque posso. E porque devo.
Sustentabilidade:
- Lucro é a mola do capitalismo. A sustentabilidade precisa se estabelecer usando o lucro como mola, como impulsionador.
- Falou várias vezes sobre sustentabilidade, sobre seu interesse nessa área. Parecia até que iria montar uma nova empresa. Que iria se tornar um empreendedor social, ou algo do gênero.
- Mas achei que ele estava equivocado, que ainda não entendeu o conceito. Deu um exemplo do “bolsa floresta”, onde um amazonida recebe um bolsa família se preservar a floresta de sua pequena propriedade.
Agência como empresa:
- Nas perguntas, fui o primeiro, e mandei: “como você faz para separar e reforçar sua imagem pessoal e de sua empresa, e para que um ajude o outro?”
- Com base na resposta, penso que a agência dele parece ser mais um “gênio com mil ajudantes” do que um “exército de generais”, para usar uma expressão do Jim Collins.
Meus comentários
- Extremamente criativo e bem sucedido, mas focado em criar sua empresa, com seu nome. A empresa parece ser uma forma de ampliar a pessoa, o brilhe dele (que é grande).
- Falou muito sobre sustentabilidade, mas me pareceu compreender pouco profundamente o tema, que exige uma mudança estrutural nos negócios, exige um foco no longo prazo, exige muitas vezes mudanças que vão contra as fontes atuais de lucro da empresa. Sustentabilidade é muito mais do que uma campanha, ou do que fazer tudo em papel reciclado.
- O que mais gostei: persistência, acreditar em si mesmo, planejamento, talento + suor. Quem vai longe não tem medo de parecer bom.
Meu sócio, Marcelo Carvalho, também está fazendo o curso e escreveu um post com as impressões dele. Interessante que optei por ler só depois de escrever a minha, e ficou bem diferente o formato, mas com vários pontos em comum.
Semana passada realizei um evento de um dia, em São Paulo, sobre pecuária sustentável. O evento era bem diferente de todos os que a AgriPoint já realizou e o primeiro que eu seria o principal responsável, (incluindo eventual fracasso, rs..).
Como era o formato do evento:
- 18 palestras de 20 minutos cada
- tudo gravado, para internet
- produção de DVDs com as palestras
- re-transmissão pelo Canal Rural
- produção de conteúdo para o BeefPoint (slides e textos, além dos vídeos)
- coffee-breaks de uma hora
Deu tudo certo. Público, palestrantes e parceiros ficaram muito satisfeitos. Nós também ficamos. E eu fiquei muito contente em ter conseguido inovar, de forma bem sucedida. Mas eu também fiquei bastante nervoso, apreensivo, em especial no início da manhã do evento, quando muita coisa ainda precisava ser feita.
Depois que o dia passou, me lembrei que as coisas boas são difíceis. Para crescer é preciso sair da zona de conforto. É preciso arriscar, se colocar numa posição mais frágil do que a de segurança que você já está acostumado. Senti bem na pele, de uma forma bem intensa, o que inclusive me ajudou a refletir depois aqui.
Sair da zona de conforto para mim é, apesar de desconfortável, a maneira de viver bem, se sentir realizado, deixar sua marca, fazer a diferença. Talvez seja uma forma de se sentir vivo.
Preciso fazer isso mais vezes. Quem sabe todo dia. :-)

O site ChangeThis fez uma pesquisa com seus leitores e obteve 1.400 respostas sobre a crise nos EUA.
As perguntas foram:
- Em uma palavra, como você está se sentindo?
- Como isso está te afetando?
- O que você escolheu fazer a respeito
Muito bacana, uma pesquisa pequena, simples, e direcionada a uma turma boa, que lê o excelente site ChangeThis. A imagem que ilustra o post e é o primeiro slide da apresentação abaixo é um resumo a primeira pergunta. Os outros slides são algumas das principais/melhores respostas.
Algumas coisas me marcaram, ressoaram. Tem gente:
- vendo que há oportunidades
- contratando
- bebendo (é sério)
- pensando em abrir um negócio
- sabendo que não dá mais para viver no piloto automático
- trabalhando mais
- escolhendo/revendo o que é mais importante mesmo
- que não sabe o que fazer
- lembrando que o mindset correto é fundamental
- reconectando a antigos amigos/contatos
- buscando satisfação nas coisas simples, gratuitas da vida
- não entrando em pânico e agindo como idiota
- desligando a TV
- entregando mais valor para seus clientes
- escolhendo viver
Revendo essa lista, parece que até que a crise é uma coisa boa, não? Fora a bebida, é claro. :-) Aproveite a crise, no bom sentido.
Acabo de ler um post muito bom com 10 dicas para uma grande liderança em tempos de crise. Gostei muito e concordei com tudo.
- Trabalhe duro. É sério.
- Demonstre confiança e otimismo. Não significa acreditar em duendes.
- Não esconda a verdade.
- Peça ajuda a todos de sua equipe.
- Não fale mal da sua equipe, empresa, etc. Foque no que vocês podem fazer.
- Não se aproveite do fato do mercado de trabalho estar “comprador”.
- Tempos difíceis são uma oportunidade para mudar e inovar.
- Colabore entre diferentes funções e áreas da empresa.
- Comunicação, comunicação, comunicação.
- Lembre-se: é uma oportunidade de você melhorar.
Me lembrei de três frases muito boas que li recentemente:
- Nos bons momentos ninguém faz as perguntas difíceis, em material sobre a crise do varejo.
- Crise é uma coisa terrível para se desperdiçar, Jim Collins, em palestra no Brasil em 2008.
- Que você viva em tempos interessantes, provérbio chinês.
Acabei de ler um artigo muito interessante sobre como lidar com a crise, sem ser otimista demais ou pessimista em exagero.
…fazer todas essas perguntas o tempo todo pra mim mesmo, tentando ser bastante auto-crítico mas sem virar um pessimista, duro e questionador quanto a existência de oportunidades, realista como o momento pede em projeções e custos, com o cuidado de não matar o negócio e, principalmente, um gestor atento e incansável da montanha-russa das emoções…
Leia o texto na íntegra, acessando o site EmpresaBRASIL.
Gosto muito de ler os artigos do Bob. São curtos e com uma frequência grande me ajudam. Seja com uma idéia, seja como motivação. Seja como um pequeno momento de reflexão. Mais importante do que o que leio, é o que faço com isso.

A companhia aérea Virgin Atlantic está completando 25 anos. Apesar de conhecer pouco, admiro muito essa empresa. Ainda quero voar com a Virgin.
Por gosto, mesmo sem conhecer muito:
- alegria
- irreverência
- foco no consumidor e sua satisfação
- inovação
- querer ser a melhor e não a maior
Concordo com tudo. Admiro Richard Branson.
O anúncio de TV abaixo é simplesmente fantástico. Veja os detalhes, os lembretes dos anos 80, como a cena passa em câmera lenta e a cara dos homens babando. Muito bem feito.

Acabei de ler uma newsletter enviada pelo Ricardo Jordão, da BizRevolution. Muito interessante, cheia de dicas, de informações e textos provocativos.
O que mais gostei foi um resumo de como se preparar para uma reunião com o cliente. Achei muito válido e muito aplicável ao meu dia-a-dia, seja em reuniões face-a-face, ou em reuniões pelo telefone.
Veja as dicas e cheque se elas fazem sentido para você.
Dicas para você se preparar para uma Reunião com Cliente.
Uma reunião não começa quando você coloca o pé dentro da sala de reunião. Qualquer reunião deveria começar um ou dois dias antes da data prevista, quando você para por alguns instantes para estudar as questões que serão discutidas na reunião em questão.
Aqui vão algumas sugestões que podem ajudar você a evitar desconfortos e aproveitar oportunidades que deve surgir em uma reunião.
(A idéia aqui é você responder a essas questões ANTES da reunião)
1. Você já pensou nas diferentes maneiras a qual o seu cliente pode reagir a sua mensagem?
2. Quais são os desafios que o seu cliente está passando nesse momento? Como é o relacionamento do seu cliente com o chefe dele? Como é o relacionamento do seu cliente com os funcionários dele?
3. Você já fez uma lista das coisas que você não sabe a respeito do seu cliente e que você deseja saber? Se for a primeira reunião, você já procurou saber tudo que você deveria saber sobre essa pessoa?
4. Você estruturou a reunião de maneira a ter um diálogo real com o cliente?
5. Quais são as implicações racionais, políticas e emocionais da questão em questão?
6. Qualquer reunião tem sempre dois objetivos: ajudar o cliente com alguma questão e melhorar o relacionamento com ele. Como a agenda da reunião irá ajudar você a atingir esses objetivos?
7. Você se lembra dos comportamentos que deixam as pessoas confortáveis em uma reunião? Associações Positivas, Elogios, Similaridade, Familiaridade, Transparência e Provas?
8. Você está preparado para questionar as suas crenças e as crenças do cliente em relação as questões que serão colocadas na reunião?
9. Você tem uma agenda para a reunião? Você discutiu essa agenda com o cliente? Você está preparado para abandonar a agenda da reunião se o cliente preferir seguir em um caminho diferente?
10. Seja a primeira ou a centésima reunião com esse cliente, você está preparado para tratá-lo como se fosse um cliente novo? Você está levando Entusiasmo, Curiosidade e novas Idéias para a reunião?
Prepare-se. Esteja preparado. Viva Preparado.

John Spence enviou um email para todos de sua lista com um link para vídeo no youtube com os 6 pontos chaves para sobrevivência em 2009. A palavra sobrevivência é meio pesada, mas o clima nos EUA está realmente para sobrevivência. Gostei muito do material e acredito que também serve muito bem para quem quer ter muito sucesso em 2009, mesmo com a crise.
Os 6 pontos essenciais para sobrevivência em 2009 são:
- Mensure os indicadores chave de sucesso. Descubra quais são os 5-6 indicadores que mostram como seu negócio está indo. Número de vendas, faturamento, visitas a clientes, número de propostas, etc. Identifique quais são as medidas chave, e acompanhe de perto, diariamente. Não tenha 20-50 indicadores, mas apenas alguns poucos, quanto menos melhor, que mostrem realmente para onde você está indo. Procure colocar algum indicador de longo prazo também.
- Crie um plano focado de sobrevivência. A situação atual provavelmente vai tornar seu planejamento feito ano passado ou em 2007 obsoleto. Se reuna com sua equipe e revise os pontos principais do seu planejamento. Planeje para um período de 18 a 24 meses de vacas magras.
- Entenda seu consumidor, esteja na cabeça e na boca dele. Se aproxime ao máximo do seu cliente. Entenda o que ele precisa, o que ele valoriza. Faça pesquisas, online, por telefone ou pessoalmente. O importante (sempre é, mas agora se tornou fundamental) é saber exatamente o que ele valoriza, o que busca. E o que não gera valor. Só assim você vai conseguir entregar um produto ou serviço com o valor e o custo desejado. Além disso é preciso que o cliente te perceba como o “guru” da sua área. Assim, quando ele pensar em sua categoria de produto, você será o primeiro a ser lembrado.
- Seja profissionalmente agressivo. É preciso estar presente. É preciso oferecer seu produto. Não espere pelo cliente de uma forma passiva. A chave aqui é não passar do ponto. Não tente empurrar. O segredo, na minha opinião é combinar com o ponto 3. Assim você pode ser agressivo, mas na medida certa.
- Mantenha em sua equipe apenas quem é especial. Em tempos de crise, muitas vezes é preciso diminuir a equipe, cortar custos na carne. Revise individualmente seus colaboradores. Os que não forem realmente especiais, apaixonados, corte. Não é simpático, mas eu concordo com ele.
- Execução disciplinada. Foque em realizar. Não aumente demais seus planos, seus projetos. Faça. John cita quatro pontos que atrapalham a execução: falta de trabalho em equipe, cultura que aceita a mediocridade, economia em declínio (como agora) e principalmente incapacidade de mudar.
Assista ao vídeo, abaixo (são apenas 7 minutos, em inglês):
Gostei muito desse resumo do John Spence. Minha dúvida seria qual indicador de longo prazo escolher. Alguma dica? Vou perguntar para ele.
John é um especialista em gestão que conhecia há pouco tempo e que tenho admirado cada vez mais. É simples, explica o complicado e dá sugestões aplicáveis como fazer seu negócio chegar a excelência. Além disso é super atencioso, já me respondeu um email detalhando uma série de pontos que perguntei.
Já escrevi sobre ele em dois posts anteriores: Alguns toques e Alcançando a excelência. Conheça mais sobre ele, acessando o blog. Outra coisa legal é a lista de livros sugeridos.
Update em 28-janeiro: John me sugeriu satisfação do cliente como ponto chave de longo prazo. Faz sentido. Acho que usar o NPS é a melhor opção nesse caso.

Acabo de ler uma crítica bem completa do novo livro do Malcom Gladwell, já famoso pelos best-sellers Tipping point e Blink. O livro se chama Outliers, e trata dos motivos que levam algumas pessoas a terem muito sucesso.
Leia três passagens que gostei da crítica, e recortei aqui. Vale a pena ler o post na íntegra.
Gladwell descobriu uma fórmula muito eficaz: trata de temas relativamente complexos, em uma linguagem acessível; desenvolve teorias que vão contra o senso comum, em cima de temas de grande apelo; e escreve com muita habilidade, de forma que o leitor se sente tentado a terminar logo o livro, como um bom romance em que a narrativa flui muito bem.
Segundo Gladwell, mais importante do que o talento é a preparação (pessoas bem sucedidas se dedicam bem mais do que as outras), a oportunidade (muitas vezes igual à sorte de estar no lugar certo, no momento certo) e o ambiente cultural, isto é, o legado que cada pessoa recebe e que permite ou não que o sucesso ocorra.
É sempre bom ler algo redigido e argumentado de forma inteligente e com fluência, desde que se mantenha o espírito crítico e não se deixe levar totalmente por isso.
Marcelo, autor do blog, é meu sócio na AgriPoint. O livro já está comprado. Começo essa semana, apesar de ter ouvido dizer que o livro Talent is over-rated é melhor.
Sou fã do Malcom Gladwell, mas prefiro o primeiro em relação ao segundo. Na minha opinião, Tipping Point é um ótimo resumo sobre como entender e tentar criar idéias virais.

Hoje no início da noite fui conversar com o pessoal da Sabiá, sobre o que li, aprendi e mais gostei sobre o Seth Godin, a convite do Eduardo Carvalho. Foi uma conversa bacana, inteligente, sobre um tema que gosto muito: marketing com Seth Godin.
Resolvi tentar fazer um resumo rápido das principais idéias aqui, que considero mais relevantes.
Sobre internet
- Internet dá cada vez mais poder ao consumidor.
- Com a internet, blogs, redes sociais, e twitter, fica cada vez mais fácil encontrar pessoas como você, mesmo que distantes geograficamente.
Sobre fazer palestras
- Tenha um bom PowerPoint, use poucas palavras, use boas imagens, não use como tele-prompter, não leia os slides.
- Converse com seu público, mas com muita emoção.
Sobre livros e música
- Livro é souvenir. Vende pelo produto, pela ligação, pelo símbolo. O conteúdo muitas vezes está online, de graça.
- Música é um mercado de fã-clube, de experiências, de relacionamento, de tribos. Não se ganhará mais dinheiro vendendo CDs.
Sobre marketing
- O que tem valor é escasso, e vice-versa.
- interrupção não – propaganda que interrompe e não relevante não funciona cada vez menos.
- permissão sim – propaganda relevante, para seu público, funciona cada dia mais.
- crie um produto marcante, especial, único (vaca roxa), que os clientes aparecerão.
- faça com que seus produtos vaca roxa tenham características que tornem fácil falar sobre eles, mostrar, contar, divulgar, explicar. Ninguém fala de idéias e produtos chatos ou complexos. Torne-os virais.
- Não fale de atributos ou benefícios, conte histórias, que tenham relação com o seu público alvo, e que muito provavelmente não vão agradar a quem não é seu público alvo.
- Escolha seu nicho. Tentar vender para todos é a maneira mais fácil de não vender para ninguém.
- O sucesso está nos extremos, nos nichos. Os carros em falta hoje nos EUA são extremos: Hummer, Mini Cooper, Tesla.
- Não tente usar as novas técnicas de marketing (internet, interação, participação) com um velho mindset (controle, produtos médios para a massa da população).
- Tenha um blog para que as pessoas conheçam você, seu trabalho, suas idéias. Daí você pode vender, arrumar emprego, trabalho.
Sobre vendas
- Um bom produto se vende sozinho.
- Como fazer um livro best-seller? Venda um livro, para alguém que adore seu livro e comece a fazer propaganda boca-a-boca.
Sobre sucesso e fracasso
- Vencedores também desistem, e perdedores também são persistentes. O segredo está em escolher onde persistir e onde desistir. Escolha onde você pode, quer, acredita ser o melhor do mundo. O seu mundo, seu nicho, seu espaço.
- A dificuldade de alcançar o sucesso (The Dip) é o que vai separar os vencedores da massa. Vai criar escassez, vai premiar os vencedores. Quanto mais longo e fundo a “barrigada” do esforço X resultados, maior o prêmio de quem ultrapassa o vale.
- Tenha paciência. O sucesso demora, para chegar, mais do que alguns dias ou semanas.
- Ser pequeno é bom. Pequeno pode significar rapidez, flexibilidade, baixo custo, intimidade com o cliente.
- Tenha foco. Quem vigia dois fogões, dorme sem janta.
- Faça o que gosta, ou aprenda a gostar do que faz. Quem tem sucesso, faz o que gosta (e não tem que fazer).
- Se pergunte no início do dia: O que vou produzir hoje? Ou, o que vou despachar/entregar hoje? Pense em “entregar” um produto acabado todos os dias. Geralmente seu dia, por mais que tenha inúmeras ações, pode ser resumido em bem ou mal sucedido, ao se falar em 1-2 coisas apenas.
Sobre design de sites
- Seja simples.
- Seja objetivo. Apenas um objetivo por página. Ajude quem acessa a encontrar o que quer, e o que você quer.
- Não confunda seu cliente-internauta-usuário.
E ainda, o famoso slide 78 da palestra Meatball Sundae.
E ele é o único guru de marketing que tem um personagem.
Por último: melhor ser um ótimo comunicador, do que um teórico criador de teorias. Melhor saber explicar e facilitar a mudança, do que ser o especialista que estudou a fundo um tema, mas não sabe como transformar em informação útil, aplicável.

Um dos assuntos que mais tenho pensado nos últimos dias é sobre a diferença entre as coisas que faço por prazer e por dever. Consegui refletir sobre várias atividades e rever cada uma delas. Avaliando se faço por que gosto ou preciso, e está me ajudando muito.
Li há alguns dias um texto sobre isso do Seth Godin, e por coincidência também discuti sobre isso na terapia.
O texto do Seth fala:
Quanto do seu tempo é gasto fazendo coisas que você “deve”?
As pessoas bem-sucedidas geralmente usam a maior parte do tempo fazendo o que dá prazer, e por isso são bem-sucedidas.
Na terapia discuti sobre algumas atividades que eu queria diminuir, como ler dezenas de feeds de blogs. Descobri que isso é uma das coisas que adoro fazer. Gosto muito de ler, de me manter informado, saber das novas tendências. Avaliei que a chave aqui era usar esse meu prazer de uma forma mais produtiva. Como assim? Avaliando que frutos eu poderia tirar desse meu passatempo.
Foi fácil concluir, precisei apenas me dedicar mais a aplicar e compartilhar o que tenho lido. O incrível é que com apenas essa mudança, minha sensação ao fazer isso mudou da água para o vinho.
Também avaliei o que fazia e considerava um dever. Revendo esses pontos, procurei fazer um redesign dessas atividades, visando ter satisfação no fazer. Isso também me ajudou bastante.
Um tema relacionado, para um próximo post, que ainda não conheço o suficiente a ponto de escrever sobre: a diferença entre você buscar um “ideal” (que tem alguém como padrão) e buscar o “impossível” (que ninguém ainda fez, ou seja, escrever sua própria história).
Um detalhe: tentei não usar a palavra “tarefa”, que em si só já tem uma conotação de dever, e não de prazer.
Vídeo em inglês no youtube, bem montado, simples, sobre exemplos clássicos de pessoas famosas que fracassaram. Entre outros:
- Michael Jordan não era bom jogador de basquete.
- Walt Disney era pouco criativo.
A frase final é boa: se você nunca falhou, é porque nunca viveu. Viver = arriscar.
A dica é do Ben Casnocha, que manda uma newsletter pessoal a cada 3 meses aos amigos.
Acabei achando, nos relacionados, esse vídeo, de um comercial da Nike com o Michael Jordan.








